Venâncio Mondlane diz que independentemente das decisões da Comissão Nacional de Eleições e do Conselho Constitucional sobre os recursos submetidos recentemente ele é e sempre será cabeça-de-lista da Renamo, na cidade de Maputo.
O desafio às autoridades foi feita na manhã desta segunda-feira numa entrevista exclusiva ao O País.
Mondlane diz que ninguém irá lhe impedir de concorrer às eleições do dia 10 de Outubro, pois esta é a vontade dos munícipes da autarquia de Maputo.
Convista a fazer face aos supostos roubos de votos durante as eleições, a perdiz capacitou este domingo cerca de 1500 membros das mesas de voto e fiscais.
Lembre-se que a Renamo aguarda ainda a decisão da Comissão Nacional de Eleições e do Conselho Constitucional dos dois recursos submetidos a uma semana onde reclamam as decisões tomadas pelos dois órgãos.
O Tribunal Constitucional da África do Sul decidiu esta terça-feira descriminalizar o consumo de canábis a título particular, numa decisão histórica tomada por unanimidade.
A lei sul-africana que interdita o consumo de marijuana em casa para os adultos é “anti-constitucional e por consequência nula”, declarou o juiz Raymond Zondo, lendo o veredito da mais alta instância judiciária do país, baseada em Joanesburgo.
“Não será mais um delito para um adulto consumir ou possuir canábis a título privado, para consumo próprio ao domicílio”, adiantou.
Subiu para 64 o número de mortes provocadas pelo tufão Mangkhut nas Filipinas, no sudeste asiático. O fenómeno atravessa agora Hong Kong, na China, onde já deixou mais de 100 feridos.
No norte das Filipinas, ainda há dezenas de pessoas, em sua maioria mineradores e suas famílias, desaparecidas, após deslizamento de terra e pedras no vilarejo de Ucab, na cidade de Itogon.
As buscas por vítimas e sobreviventes são atrapalhadas pelas fortes chuvas. Os mortos confirmados até o momento são consequência também de incidentes ligados ao Mangkhut, como o deslizamento que atingiu Luzon, a ilha mais populosa do país, segundo a polícia local.
Segundo o prefeito Victorio Palangdan, três moradores contaram que viram pessoas correndo para um antigo prédio de três andares transformado em capela, mas que não era autorizado como centro de evacuação.
Apesar disso, o número de vítimas é bem menor que as 7,3 mil registradas na passagem do supertufão Haiyan, em novembro de 2013. Cerca de 87 mil pessoas foram evacuadas de áreas de alto risco, o que mitigou as perdas causadas pelo Mangkhut.
Já na província de Guangdong, sul da China, mais de 2,4 milhões de pessoas foram evacuadas, enquanto Macau fechou seus cassinos pela primeira vez. Duas mortes já foram registradas. O tufão chegou no gigante asiático com ventos de 162 quilómetros por hora. Hong Kong contabiliza mais de 100 feridos e está em estado de alerta máximo, pedindo para as pessoas evitarem sair nas ruas.
O ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane disse na segunda-feira, em Maputo, que o país é um “bom pagador”, referindo-se ao stock da dívida pública de mais de 11 biliões de dólares.
As negociações com os credores externos da dívida comercial de Moçambique, estimada em 17%, deverá estar concluída até finais de Dezembro próximo, a garantia foi dada por Maleiane.
“Só para esclarecer. Moçambique é um bom pagador”, referiu o governante, para quem o grande problema está no incumprimento financeiro relativo ao pagamento dos cupões da dívida comercial.
“Moçambique se não paga é porque tem uma razão forte para não o fazer. Portanto o risco para o país é zero”, sublinhou, acreditando que até finais do ano toda situação com os credores desta dívida comercial está fechada.
Sobre o Orçamento do Estado de 2019, Maleiane disse que foi uma proposta realista, uma vez que pelo terceiro ano consecutivo o Executivo não terá financiamento directo dos doadores externos, que congelaram os fundos desde Abril de 2016, na sequência do escândalo da dívida pública do país.
“Infelizmente o próximo orçamento não terá apoio dos doadores. Até Julho de 2018 (prazo da entrada dos financiamentos dos doadores externos) nada tínhamos em carteira, pelo que o próximo orçamento estará prenhe desta componente”, apontou o ministro da Economia e Finanças.
Acrescentando, que a solução passa pela emissão de Obrigações de Tesouro para o Estado se financiar, bem como donativos e empréstimos concessionais.
Adriano Maleiane, falava esta segunda-feira, em Maputo, aquando do lançamento do Fórum de Investimento de África, agendado para Novembro próximo em Joanesburgo, na vizinha África do Sul. O evento é organizado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).
Para o fórum, o sector privado moçambicano colocou a mesa 25 propostas para investimentos, avaliados em 1,4 bilião de dólares. As mesmas (propostas) estão a ser escrutinadas pelo BAD, que irá reforçá-las, para que os investidores se sintam atraídos, e consequentemente, investir no país.
De referir, que a desaceleração económica do país nos últimos três anos, não reduziu a aposta do Banco Africano de Desenvolvimento no sector privado, que só neste período já investiu mais de 300 milhões de dólares para este ramo.
Para o representante do BAD em Moçambique, Pietro Toigo, o sector privado é peça-chave para uma economia, pelo que as 25 propostas, cujo escrutínio final será para breve, devem ser estruturantes para que sejam ilegíveis ao financiamento.
A ministra das Finanças nigeriana demitiu-se devido a acusações de que o certificado que a isenta do serviço militar obrigatório é falso, informou hoje a Presidência da República da Nigéria, a maior economia africana.
Tomei conhecimento das conclusões de uma investigação sobre as acusações feitas por um órgão de comunicação social online [o nigeriano ‘Premium Times’], segundo as quais o certificado de isenção do cumprimento do serviço militar obrigatório, que apresentei, não era genuíno”, explicou Kemi Adeosun.
Segundo uma nota da Presidência da República, Adeosun acrescenta: “Acredito que em linha com o foco deste Governo na integridade, tenho de tomar a atitude honrosa e demitir-me”.
A ministra garantiu que não fez nada de errado e que foi informada da isenção devido ao facto de morar no Reino Unido e de ter excedido os 30 anos de idade, duas razões para ficar isenta do cumprimento do serviço militar.
O Presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, colocou o Ministério das Finanças debaixo da supervisão do ministro de Estado encarregue do orçamento e do planeamento nacional, disse a Presidência num email enviado à agência de informação financeira Bloomberg.
A Nigéria está a recuperar da recessão de 2016, originada pela queda dos preços do petróleo, a sua principal exportação, mas os analistas citados pela Bloomberg não esperam uma alteração das políticas públicas nem um impacto na economia do país com a saída de Adeosun.
A até agora ministra das Finanças teve um papel importante na implementação das leis que protegem quem denuncie a corrupção e fez aprovar também alterações ao regime de coleta fiscal para aumentar as receitas do país.
A Premier Human Capital Corporation Mozambique Limitada – PHCCMZ, pretende recrutar para o seu cliente, Mecânicos de Viaturas Pesadas (Chefe de Oficina). Saiba mais.
O Secretariado Provincial de Combate ao SIDA (SPCS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Superior N1 – Planificação, Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
O Secretariado Provincial de Combate ao SIDA (SPCS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Superior N1, para a Assistência à Sociedade Civil. Saiba mais.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em Moçambique (PNUD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Recursos Humanos. Saiba mais.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em Moçambique (PNUD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Analista de Comunicação. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro pessoal um (1) Oficial de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
A Friends in Global Health (FGH) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Clínico Regional de Actividades Colaborativas TB/HIV. Saiba mais.
O Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Área de População e Desenvolvimento. Saiba mais.
O Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Administrativo e Financeiro – GS7. Saiba mais.
Demonstrações financeiras consolidadas e separadas do Banco de Moçambique não apresentam de forma verdadeira e apropriada a posição financeira consolidada e separada do Banco de Moçambique a 31 de Dezembro de 2017 considera a KPMG, firma que produziu um relatório de auditoria independente para a administração do Banco Central.
No documento, a empresa de auditoria alerta ainda que, o Banco de Moçambique não consolidou as demonstrações financeiras da Kuhanha – Sociedade Gestora de Fundo de Pensões, SA e sua subsidiária adquirida durante o ano de 2017.
“Esse investimento foi contabilizado pelo custo histórico. De acordo com a Norma Internacional de Relato Financeiro – NIRF 10, Demonstrações Financeiras Consolidadas, a subsidiária deveria ter sido consolidada considerando que é controlada pelo Banco. Se a Kuhanha – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões tivesse sido consolidada, muitos elementos nas demonstrações financeiras em anexo teriam sido materialmente afectadas e, portanto, a derrogação dos requisitos da NIRF 1- é considerada pervasiva. Os efeitos nas demonstrações financeiras consolidadas desta derrogação não foram determinados”, lê-se no relatório da KPMG.
De acordo com a KPMG, a nota 15 das demonstrações financeiras consolidadas e separadas indica que o Grupo e Banco capitalizaram as diferenças cambiais não realizadas resultantes da conversão de activos e passivos monetários denominados em moeda estrangeira e ouro para estar em conformidade com o Artigo 14 da lei número 1/92 de 3 de Janeiro – Lei Orgânica do Banco de Moçambique.
“De acordo com a NIC 21 Os Efeitos de Alterações em Taxas de Câmbio, todas diferenças cambiais resultantes da conversão de activos e passivos monetários devem ser contabilizados na Demonstração de rendimento integral consolidada e separada. Por conseguinte, o total de activos na demonstração da posição financeira consolidada e separada está sobreavaliado em 24. 9 biliões de Meticais e os custos consolidados e separados do exercício e resultados transitados estão subavaliados pelo mesmo valor”, refere ainda o documento.
Na componente de contenciosos, em 2017 o Banco de Moçambique instaurou quarenta e quatro (44) processos contravencionais contra Instituições de crédito, que culminaram com a aplicação de multas totalizando o montante de 161.290.000,00 Meticais. Refira-se que em 2016 o número de processos de contravenções foi de trinta e cinco (35), refere o Relatório Anual do Banco Central.
“As infracções cometidas em 2017 estiveram relacionadas com o incumprimento da Lei de Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo, incumprimento da Lei Cambial, incumprimento de determinações do Banco de Moçambique, assim como de recomendações de inspecção, incumprimento dos rácios e limites prudenciais, incumprimento dos prazos de remessa de informação e reportes diversos, entre outros”, lê-se no documento.
O Relatório Anual das Demonstrações Financeiras do Banco Central indica que durante o exercício económico de 2016, o Banco Central concedeu empréstimos ao Estado num total de 31.793.093 milhares de Meticais, dos quais 11.790.726 milhares de Meticais à taxa de juro anual de 3%; o montante de 15.620.360 milhares de Meticais foi concedido nas condições estabelecidas pelo artigo 18 da Lei nº 1/92, de 3 de Janeiro (Lei Orgânica do Banco de Moçambique) e o remanescente de 4.382.007 milhares de Meticais é referente a juros vencidos e não pagos.
O Conselho Constitucional de Mpçambique chumbou o recurso do movimento independente AJUDEM contra a sua exclusão pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) nas autárquicas de 10 de Outubro.
O acórdão divulgado nesta sexta-feira, 14, “nega provimento ao recurso” e afasta em definitivo a candidatura daquele movimento, que tinha como cabeça- de-lista, Samora Machel Júnior (Samito) filho do primeiro Presidente moçambicano, Samora Machel.
A candidatura tinha sido rejeitada pela CNE por alegamente o AJUDEM não ter conseguido o número de suficientes exigido pela legislação.
Aquele órgão refere que a AJUDEM cometeu uma ilegalidade ao tentar substituir integrantes da sua lista que desistiram por novos elementos fora do prazo de apresentação das candidaturas.
“Por conseguinte, não há substituição de candidatos após o término do prazo de entrega de candidaturas por outros novos candidatos, cujos processos não estejam já de posse da Comissão Nacional de Eleições”, pode ler-se na decisão do CC.
O mandatário do movimento independente Zefanias Langa lamentou a decisão que “foi política” e não jurídica, mas disse que os seus apoiantes vão participar nas eleições votando em quem considerarem ser o melhor candidato para Maputo.
“Depois das eleições, tomaremos outras decisões”, conclui Langa.
A justiça belga rejeitou hoje o pedido de extradição para Espanha do rapper Valtonyc, condenado a três anos e meio de prisão por escrever letras de músicas a elogiar grupos terroristas e a insultar a família real.
O rapper, cujo nome verdadeiro é José Miguel Arenas Beltran, deveria entregar-se voluntariamente às autoridades espanholas em maio para cumprir a sentença, mas fugiu para a Bélgica.
Um dos seus advogados, Simon Bekaert, disse hoje que “o juiz decidiu que não haverá extradição e descartou as três acusações”.
Os advogados explicaram aos jornalistas, à saída do tribunal, que as acusações da justiça espanhola não têm equivalência na lei belga.
“Estou satisfeito, feliz”, disse o rapper à imprensa.
A justiça espanhola emitiu um mandado internacional de captura a 24 de maio.
Nas letras das suas canções, o rapper aborda o assassínio de membros do governo, da família real e dos partidos de direita.
O rapper, que está exilado na Bélgica e vive nas proximidades de Gant, sempre justificou que as letras das canções pretendiam “chocar a consciência das pessoas” e não atacá-las fisicamente.
“Depois de assistir a [filme] ‘Kill Bill’, vocês vão começar a cortar a garganta das pessoas com uma catana? Não, as pessoas entendem que é arte e isso é tudo”, disse.
Todas as províncias do país terão, até ao final do próximo ano, pelo menos uma maternidade-modelo para garantir que grande parte das mulheres usufruam de melhores cuidados de saúde durante a gravidez, gestação, parto e pós-parto.
A informação foi avançada, recentemente, por Páscoa Wate, falando no âmbito da acreditação de mais uma maternidade-modelo em Moçambique, que teve lugar em Sofala.
A chefe do departamento de Saúde da Mulher e Criança do Ministério da Saúde (MISAU) fez saber que, actualmente, o país tem 1436 unidades sanitárias com maternidades, contudo, apenas 14 é que estão acreditadas como modelo.
A fonte entende que esta realidade revela um desafio para a Saúde, atendendo os benefícios que uma maternidade-modelo tem na provisão de serviços de qualidade e humanizados aceites pela Organização Mundial da Saúde.
Referiu que este tipo de maternidade serve também de centro de “docência por excelência”, ao conferir formação contínua dos quadros da Saúde.
“A meta é termos pelo menos uma maternidade-modelo por cada uma das 11 províncias do país. Falta Niassa e a cidade e província de Maputo. Estamos a trabalhar no sentido de completar até ao fim de 2019. Contudo, temos desafios em termos de infra-estruturas e recursos humanos”, referiu.
Explicou que para que uma maternidade seja acreditada há vários critérios que deve reunir, entre os quais estar ligada a uma instituição de formação em saúde ou em altura de receber profissionais para o estágio.
Para além disso, a unidade hospitalar deve permitir a participação da comunidade na qualidade de observadores.
Segundo a fonte, a participação dos membros da comunidade permite conquistar mais mulheres para usarem as maternidades para a realização do parto, contribuindo para a redução de mortes maternas e neonatais.
“As maternidades-modelo incentivam o parto seguro, porque a comunidade mobiliza as mulheres a aderirem à consulta pré-natal no início da gravidez, para que beneficiem dos cuidados que necessitam para uma gravidez saudável”, reforçou.
O projecto faz parte das actividades previstas no Plano Nacional para a Qualidade e Humanização dos Cuidados de Saúde, aprovado em 2006.
A iniciativa é liderada e coordenada pelo MISAU com a assistência técnica e apoio financeiro da Agência Norte Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), através do seu programa global de saúde, sobrevivência materna, neonatal e infantil.
O fracassado projecto de montagem de automóveis em Maputo, cujos primeiros modelos denominados “Matchedje” chegaram a ser apresentados no mercado, só deixou dívidas para o país. O facto foi revelado esta sexta-feira, pelo ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa.
Em Dezembro de 2010, o Governo de Armando Guebuza, através do Gabinete das Zonas Económicas de Desenvolvimento Acelerado firmara uma parceira com um grupo de investidores chineses para a instalação da primeira fábrica de montagem de automóveis no país.
Com um investimento próximo dos 200 milhões de dólares, as primeiras viaturas chegaram a ser apresentadas no mercado em 2014, ano em que foi inaugurado o empreendimento.
Erguida nos antigos estaleiros da empresa Caminhos de Ferro de Moçambique, no município da Matola, província de Maputo, as expectativas em volta do projecto eram enormes. E não era para menos, pois o país estreava no mercado da indústria automóvel, com a marca “Matchedje”.
Hoje, 2018, o projecto está falido e só deixou dívidas para o Estado moçambicano, segundo o ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, que deixou duras críticas ao anterior Executivo.
No lugar da defunta unidade fabril, os estaleiros servem neste momento para a transformação das sucatas dos autocarros de transporte públicos de passageiros em salas de aula, um projecto que na óptica do Ragendra de Sousa é bem-vindo.
De referir, que aquando da montagem da fábrica “Matchedje Motor”, projectava-se a produção de 500 mil veículos e acessórios pelo menos até 2020.
O surto de cólera que afecta várias zonas do Zimbabué, já causou 30 mortes, depois de este fim de semana o vírus ter chegado à cidade de Bulawayo, a segunda maior do país, e os contagiados com a doença já superam os 5.400.
O número total de mortos por cólera aumentou em dois (pessoas), chegando a 30. As medidas de controlo permanecem activas”, disse o ministro da Saúde zimbabueano, Obadiah Moyo, segundo os meios locais.
Uma dezena de pessoas permanece em quarentena no hospital de doenças infecciosas de Bulawayo, algumas delas depois de viajarem até à capital, Harare, onde nos subúrbios – com escassez de água potável e altamente povoados – começou este surto.
“Estamos a aumentar os fornecimentos de água e medicamentos nas áreas afectadas com a colaboração de vários parceiros. Também temos recebido medicamentos e roupa”, especificou Moyo.
O surto foi detectado a 06 de Setembro nos subúrbios de Glen View e Budiriro, de onde, segundo funcionários do Concelho Municipal de Harare, uma fuga nas canalizações teria contaminado a água dos poços comunitários que abastecem os vizinhos.
Harare, tal como outras cidades, não dispõe em muitas áreas de um sistema de água corrente potável, o que obriga os residentes a usar água de poços não protegidos.
No passado dia 11 as autoridades declararam o estado de emergência, proibindo concentrações nas ruas de Harare assim como a venda ambulante de carne e de peixe nas áreas afectadas, uma medida que alguns locais ignoram por tratar-se da sua única forma de subsistência.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) enviou para o Zimbabué, país fronteiriço com Moçambique, especialistas epidemiológicos e especialistas para organizar uma campanha de vacinação, além de mandar ‘kits’ com material de reidratação e antibióticos para tratar os doentes.
Organizações dos direitos humanos, como a Amnistia Internacional (AI), apontam como único responsável por esta crise o Governo do Zimbabué por não melhorar as precárias condições de higiene e saneamento dos seus habitantes.
“A actual epidemia de cólera é uma terrível consequência da incapacidade do Zimbabué para investir e gerir tanto as infraestruturas básicas de água e saneamento, como o sistema de assistência médica”, denunciou na semana passada a directora executiva de Amnistia Internacional no país, Jessica Pwiti.
“É espantoso que em 2018 as pessoas continuem a morrer de uma doença evitável”, lamentou Pwiti.
Este surto de cólera é o mais mortal desde o de 2008/09, quando a doença matou mais de 4.000 pessoas e infectou cerca de 100.000 no Zimbabué.
Esta é a quarta vez nos últimos 15 anos que esta nação da África Austral sofre um surto de cólera, uma doença tratável que causa vómitos e diarreia intensos, e que pode chegar a ser mortal se não for tratada a tempo.
Um homem de 41 anos de idade está encarcerado, desde Agosto passado, na cidade de Lichinga, província do Niassa, acusado de reiteradamente ter abusado sexualmente da sua filha, de 12 anos de idade, a ponto de engravidá-la.
O estupro começou quando a vítima tinha 10 anos de idade e continuou até aos 14 anos. Para consumar o acto, qualificado como incesto, o suspeito aliciou a filha com promessas de uma caca convencional, viatura luxuosa e dinheiro.
O homem abusou da própria filha, pela primeira vez, na sua machamba, em 2015, segundo a Rádio Moçambique (RM).
“Ele disse que vamos construir uma casa melhorada. Depois disso, colocou-me numa casa grande e começou a dormir comigo lá”, contou a vítima.
O porta-voz da Procuradoria Provincial do Niassa, Francisco Albano, disse àquele órgão público de comunicação social que o cidadão será submetido ao julgamento em breve. Ele incorre em pena de 20 a 24 anos de prisão.
“Por se tratar de uma relação incestuosa, praticada por alguém (pai) que tinha o dever de proteger a vítima, poderá haver circunstâncias agravantes” da pena, disse a fonte.
O homem encontra-se detido desde o dia 02 de Agosto passado, por receio da sua fuga. A recolha de elementos que consubstanciam o crime já está a ser finalizada, assegurou.
A decisão de Joseph Ratzinger, o papa Bento 16, de renunciar ao trono em 2013 surpreendeu o mundo pela raridade do gesto na história da Igreja Católica.
Em reportagem publicada na edição desta semana, a revista Veja afirma que, entre as razões do gesto extremado, havia o diagnóstico de Mal de Parkinson, doença degenerativa crónica do sistema nervoso central que afecta progressivamente os movimentos.
No dia 11 de Fevereiro daquele ano, ao comunicar a cardeais o ato extremado, Bento 16 deu pistas dos motivos do afastamento: “Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência perante Deus, cheguei à conclusão de que as minhas forças, devido a uma idade avançada, não são capazes de um adequado exercício do ministério de Pedro”.
Denúncias de pedofilia acobertadas pela cúpula do Vaticano e escândalos financeiros conturbaram a sucessão de Ratzinger. Segundo Veja, a descoberta do Mal de Parkinson também atormentava o pontífice.
Assinada pela jornalista Adriana Dias Lopes, a reportagem recorre a fontes anónimas, não autorizadas a “falar publicamente” sobre a doença, para reconstituir bastidores da evolução dos problemas de saúde do papa emérito.
Desde o diagnóstico positivo, a rotina de Bento 16 passa por mudanças em decorrência das limitações sofridas pelo corpo. Todas as manhãs, às 7h45, ele recorre a ajuda de assessores para manter-se de pé.
Para responder a cartas de fieis, usa lápis curtos, cortados no tamanho da mão, para ser usado com mais firmeza. As letras ficam miudinhas, típicas de portadores do Mal de Parkinson.
A parte do corpo mais comprometida até agora, segundo a revista, são as pernas. No início, uma bengala auxiliava nas caminhadas. Agora, precisa de um andador e de uma cadeira de rodas. Sem esses amparos, corre risco de cair e se machucar, como aconteceu pelo menos uma vez, o que o deixou com um hematoma no olho.
Com passos curtos e lentos atravessam apenas pequenas distâncias. Quando se desloca até a gruta de Nossa Senhora de Lourdes, no jardim do Vaticano, percorre os 200 metros em um carro próprio para jogo de golfe.
De acordo com a revista, a doença foi descoberta um ano antes da renúncia, quando Bento 16 foi desaconselhado a fazer viagens transoceânicas por causa dos problemas de saúde. Com isso, ele desistiu de participar da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, em julho de 2013. Quem participou do encontro foi seu sucessor, o papa Francisco.
Bento 16 mora dentro do Vaticano, no convento Mater Ecclesiae, um prédio de dois andares e 400 metros quadrados. Sinais de que os movimentos estavam comprometidos apareceram em 2012. Para um deslocamento de 100 metros na Basílica de São Pedro, ele usou uma plataforma móvel, empurrada por auxiliares.
Irmão do papa Emérito, Georg Ratzinger deu uma entrevista em 15 de Fevereiro para a revista alemã Neue Post depois de uma visita ao Mater Ecclesiae. “Meu irmão sofre de uma doença paralisante. O maior medo é que a paralisia possa, a dada altura, atingir seu coração. Aí tudo pode acabar rápido. Oro todos os dias por uma morte boa”, disse Georg.
O vaticano negou a informação. Mas as evidentes limitações físicas de Bento de Joseph Ratzinger e o histórico de não tornar públicas as doenças, como aconteceu no caso do papa João Paulo II, reforçam as informações publicadas por Veja.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em Moçambique (PNUD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Recursos Humanos. Saiba mais.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em Moçambique (PNUD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Analista de Comunicação. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro pessoal um (1) Oficial de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
A Friends in Global Health (FGH) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Clínico Regional de Actividades Colaborativas TB/HIV. Saiba mais.
O Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Área de População e Desenvolvimento. Saiba mais.
O Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Administrativo e Financeiro – GS7. Saiba mais.
A Friends in Global Health (FGH) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Clínico Regional de Actividades Colaborativas TB/HIV. Saiba mais.
O Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Área de População e Desenvolvimento. Saiba mais.
O Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Administrativo e Financeiro – GS7. Saiba mais.
A Save the Children International (SCI) está a recrutar três (3) Coordenadores de Monitoria, Avaliação, Prestação de Contas e Aprendizagem (MEAL) Projecto STAR-G. Saiba mais.
A Save the Children International (SCI) está a recrutar dez (10) Oficiais Distritais de Envolvimento e Parceria Comunitária do Projecto STAR-G . Saiba mais.
A Save the Children International (SCI) está a recrutar seis (6) Oficiais Distritais de Salvaguarda e Protecção da Criança do Projecto STAR-G. Saiba mais.
A Save the Children International (SCI) está a recrutar três (3) Oficiais Distritais de Monitoria, Avaliação, Prestação de Contas e Aprendizagem (MEAL) do Projecto STAR-G. Saiba mais.
A Associação Megafauna Marinha (AMM) está à procura de um (1) Oficial de Monitorização, Avaliação, Responsabilização, Aprendizagem e Relatórios. Saiba mais.
A SNV Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Formação em Gestão de Contratos de Obras e de Fiscalização no Sub Sector de Abastecimento de Água Rural nas Províncias de Zambézia e Nampula. Saiba mais.
A Renamo submeteu dois recursos sobre o afastamento de Venâncio Mondlane, como cabeça-de-lista para o município da cidade de Maputo. O primeiro recurso foi para a CNE e o segundo tem como destinatário, o Conselho Constitucional.
De acordo com fontes do partido, os dois recursos foram submetidos na última segunda-feira e, apesar de destinatários e conteúdos distintos, tem ambos a mesma finalidade. Impugnar a deliberação que afastou Venâncio Mondlane da corrida eleitoral.
No recurso para a CNE, a Renamo contesta o facto do órgão eleitoral ter dado provimento a uma reclamação do MDM sobre a candidatura de Venâncio Mondlane. Entende o maior partido da oposição que a deliberação deve ser declarada nula, porque o MDM é inelegível para reclamar da inscrição do então cabeça-de-lista da Renamo, porque “apenas o proponente” tem este direito.
Já no recurso que avançou para o Conselho Constitucional, a Renamo recorre aos argumentos apresentados pelos juristas Teodato Hunguana e Teodoro Waty, para pedir a anulação da deliberação da CNE, que afastou Mondlane.
A Renamo subscreve o entendimento de que a renúncia de Venâncio Mondlane à Assembleia Municipal de Maputo, facto usado pela CNE para chumbar a sua candidatura, foi por força da Lei, pelo que é elegível para concorrer nas eleições de 10 de Outubro.
Neste momento, a Renamo aguarda pela apreciação do Conselho Constitucional, como último recurso para recolocar Venâncio Mondlane na corrida.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, negou esta quinta-feira que tenha plagiado a sua tese de doutoramento, afirmando ser “rotundamente falso” as notícias nesse sentido publicadas em vários órgãos de comunicação social.
“É rotundamente falso”, afirmou Pedro Sánchez esta manhã através da sua conta na rede social Twitter, acrescentando que, “a menos que haja rectificação da informação publicada”, avançará com acções legais em defesa da sua honra e dignidade.
O chefe do Governo espanhol tomou esta posição depois de terem aparecido “nalguns meios de comunicação” social notícias que o acusam de plágio na redacção da sua tese de doutoramento.
A Presidência sul-africana considerou hoje como um contributo para a “reconciliação” angolana o apoio à trasladação para Angola dos restos mortais do general da UNITA Arlindo “Ben Ben”, que faleceu na África do Sul em 1998.
A cerimónia de repatriamento será realizada esta manhã, na Base Aérea de Waterkloof, em Pretória, “como parte da assistência da África do Sul à República de Angola” e “contribuirá para a reconciliação entre a nação angolana”, lê-se no comunicado emitido hoje pela Presidência de Cyril Ramaphosa, chefe de Estado sul-africano.
Uma delegação do Governo de Angola viajou hoje para a África do Sul para tratar do processo de transladação dos restos mortais do general da UNITA Arlindo Chenda Pena “Ben Ben”.
A Casa Civil do Presidente da República de Angola explicou anteriormente que tomou a iniciativa de solicitar às autoridades da África do Sul a transladação para o país dos restos mortais do antigo vice-chefe do Estado-Maior das FALA (Forças Armadas de Libertação de Angola), então braço militar da União Nacional para a Independência de Angola (UNITA), “pedido prontamente correspondido”.
No comunicado de hoje, a Presidência sul-africana justifica que face “ao empenho do Presidente [de Angola], João Lourenço, em reconhecer os angolanos que lutaram na luta anticolonial pela libertação, o Presidente Ramaphosa concordou em ajudar e apoiar os esforços do Governo angolano para uma maior paz, reconciliação e união”.
O corpo do general, formalmente equiparado a chefe adjunto do Estado-Maior General das FAA, estava sepultado no cemitério de Zandfontein, em Pretória, África do Sul.
Na cerimónia de hoje, prevendo a partida dos restos mortais do general “Ben Ben”, em Pretória, participa uma delegação governamental angolana liderada pelo ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Francisco Queirós, integrando também oficiais generais das Forças Armadas Angolanas (FAA), mas também membros do Governo sul-africano.
A decisão de repatriar os restos mortais surgiu na sequência de um pedido do líder da UNITA, Isaías Samakuva, ao Presidente angolano, João Lourenço (MPLA), que, por sua vez, contactou o homólogo sul-africano, Cyril Ramaphosa, que deu “luz verde” à exumação.
Por ter sido morto em combate, a 19 de Outubro de 1998, no conflito que opôs o exército do Governo angolano às forças militares da UNITA, as autoridades sul-africanas de então decidiram embalsamar o corpo de Arlindo Chenda Pena “Ben Ben” e lacrá-lo numa urna própria para que, a qualquer momento, a família pudesse reclamar o repatriamento para Angola.
Duas pessoas morreram e outras duas estão desaparecidas em resultado do naufrágio de uma embarcação, na última terça-feira, próximo a Ilha de Inhaca. A administração marítima de Maputo diz que ainda está a investigar o caso, mas adianta que a embarcação não tinha autorização para transportar passageiros.
A embarcação levava sete passageiros à bordo e quatro tripulantes. As investigações ainda estão em curso, mas os dados preliminares já apontam para duas vítimas mortais.
A embarcação que naufragou está licenciada somente para o transporte de carga, por essa razão a administração marítima de Maputo diz não entender como foram lá parar passageiros.
As buscas pelos desaparecidos continuam, e de acordo com as autoridades marítimas foi enviada uma embarcação para Ilha de Inhaca para reforçar a equipa que está a fazer as operações.
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