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Terça-feira, Julho 14, 2026
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Obama critica Trump por enviar agentes federais para protestos pacíficos

O antigo Presidente norte-americano Barack Obama condenou a decisão da administração Donald Trump de enviar agentes federais contra manifestações pacíficas e os esforços das autoridades para “atacar o direito de voto” dos cidadãos.

[Apesar dos progressos alcançados pelos militantes e ativistas dos direitos cívicos], não podemos ver o nosso governo federal a enviar agentes que utilizam granadas de gás lacrimogéneo e matracas contra manifestantes pacíficos”, disse Obama, nas exéquias fúnebres, em Atlanta, de uma das figuras mais respeitadas nesse combate, John Lewis.

“Enquanto estamos aqui, os que estão no poder estão a fazer todos os possíveis para desencorajar as pessoas para irem votar”, acrescentou, lembrando o “encerramento das assembleias de voto”, “as leis restritivas que complicam a inscrição de minorias e de estudantes” e o “enfraquecimento dos serviços postais” que encaminharão os votos por correspondência.

O primeiro Presidente negro dos Estados Unidos pediu aos norte-americanos para participarem nas eleições de 03 de novembro, “as mais importantes pelas mais variadas razões”.

Trump, que espera ganhar um segundo mandato apresentando-se como garante de “lei e da ordem”, enviou para Portland, no noroeste dos Estados Unidos, uma centena de agentes federais que interpelaram dezenas de manifestantes antirracistas, acusados de “desordeiros”.

“Tal como John [Lewis], é preciso que nos possamos bater ainda mais para defender a ferramenta mais potente que temos à nossa disposição: o direito de voto”, frisou Obama.

As declarações de Obama surgem poucas horas depois de Trump, republicano, ter publicado um ‘tweet’ provocador, que evocou a possibilidade de adiamento da votação presidencial em que deverá defrontar o candidato democrata Joe Biden.

Trump alegou a existência de riscos de fraude ligadas à pandemia de covid-19.

“Com o voto por correspondência […] 2020 terá as eleições mais inexatas e fraudulentas da história”, escreveu Trump na rede social Twitter.

“Será uma verdadeira vergonha para os Estados Unidos. Adiar as eleições até que as pessoas possam votar normalmente, com toda a segurança?”, acrescentou.

A data de eleições federais — na terça-feira seguinte à primeira segunda-feira de novembro — é salvaguardada pela lei federal e exige uma lei do Congresso para que possa ser alterada.

A Constituição norte-americana, porém, é omissa quanto ao eventual adiamento da tomada de posse de um Presidente, normalmente realizada a 20 de janeiro, neste caso, de 2021.

Segundo reporta a agência noticiosa Associated Press (AP), não existe qualquer evidência de fraude no voto universal por correspondência, mesmo nos Estados em que o sistema funciona dessa forma.

Cinco Estados confiam exclusivamente no voto por correspondência e têm garantido que não é necessária qualquer salvaguarda para assegurar que um ator estrangeiro possa prejudicar a votação.

Segundo especialistas sobre a segurança de eleições, indicam especialistas, todas as formas de fraude são raras, incluindo a abstenção.

Presidente Donald Trump sugere adiar eleições de 3 de Novembro

O Presidente americano Donald Trump abordou pela primeira vez nesta quinta-feira, 30, a possibilidade de adiamento das eleições presidenciais de 3 de Novembro, alegando que um aumento na votação por correspondência causaria mais fraudes eleitorais.

“Com a votação universal por correio electrónico … 2020 será a eleição mais imprecisa e fraudulenta da história”, escreveu Trump no Twitter, sem, no entanto, avançar qualquer evidência de fraude.

“Adiar as eleições até que as pessoas possam votar com segurança?”, questionou o Presidente em jeito de sugestão.

Uma mudança na data das eleições presidenciais de 3 de novembro de 2020, como todas as eleições federais, exige uma decisão do Congresso, que é controlado pelos democratas.

O Presidente chamou as opções de votação remota o “maior risco” para sua reeleição.

Entretanto, as reações já começaram a surgir.

O historiador presidencial Michael Beschloss escreveu no Twitter que atrasar a eleição violaria a legislação.

“Nunca na história americana – nem mesmo durante a Guerra Civil e a Segunda Guerra Mundial – atrasou-se a eleição presidencial”, disse Beschloss, autor de 10 livros sobre a história americana.

Por seu lado, o diretor da Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura, Chris Krebs, disse à Brookings Institution no passado dia 17 que “a eleição de 2020 será a eleição mais segura da história moderna”.

As autoridades afirmam que, embora as eleições presidenciais de novembro não sejam isentas de riscos, os sistemas de defesa e apoio deverão garantir um resultado livre e justo.

Lula diz que Bolsonaro inventou o seu contágio para promover a cloroquina

O ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu que o atual chefe de Estado, Jair Bolsonaro, inventou estar contaminado pela covid-19 para promover a cloroquina, um medicamento cuja eficácia contra o novo coronavírus tem sido questionada.

Acho que o Bolsonaro inventou que estava contaminado para anunciar o remédio. Não sei se ele é um parceiro, mas ele se comporta como se fosse o dono da fábrica que faz o remédio”, disse Lula da Silva, durante uma conferência de imprensa virtual com correspondentes estrangeiros.

Bolsonaro anunciou em 07 de julho que havia contraído a covid-19, uma doença que chegou a classificar de “gripezinha” e que já matou mais de 90 mil brasileiros.

No último sábado, o atual chefe de Estado brasileiro disse que estava curado e deixou o isolamento social que cumpria dentro do Palácio da Alvorada, sua residência oficial.

Além de colocar em causa a infeção do Presidente brasileiro, Lula da Silva também apontou a “responsabilidade” de Bolsonaro sobre a situação séria da pandemia no Brasil, o segundo país mais afetado pela pandemia no mundo.

“Se o Brasil tivesse feito o que o bom senso ordena, não estaríamos com 90.000 cadáveres, o que torna Bolsonaro um genocida“, afirmou o ex-presidente brasileiro.

Lula da Silva, de 74 anos também acusou Bolsonaro de “menosprezar” o “perigo” do coronavírus e ignorar as recomendações médicas, incluindo a obrigatoriedade de quarentenas.

“O Presidente não se esforça para agradar a ciência e ouvir os cientistas, ele faz uma política em que somente ele e os milicianos que lidera acreditam”, disse Lula da Silva

Nos últimos meses, Bolsonaro desafiou o vírus quase diariamente circulando pelas ruas em confinamento, participando de eventos públicos sem a máscara, abraçando e beijando apoiantes sem nenhum cuidado, como fez nesta quinta-feira no seu primeiro ato público desde que anunciou a sua própria recuperação.

Em relação à crise da saúde, Lula da Silva elogiou a gestão do Presidente argentino Alberto Fernández, que decretou uma das quarentenas mais severas da América do Sul.

“O que Alberto faz é digno de respeito, acho que Alberto está fazendo uma política correta, de respeito pelo ser humano. O ser humano não é um algoritmo, ele tem um sentimento, um coração e as pessoas precisam ser bem tratados”, enfatizou.

O ex-presidente aproveitou também para criticar a política externa do atual Governo.

“Nunca vi uma dependência e servidão em minha vida como a que o Governo brasileiro tem pelos Estados Unidos”, disse.

Lula da Silva também criticou a “servidão” de Bolsonaro em relação ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e questionou o “complexo de inferioridade” do Brasil nesta relação.

“Para ser amigo dos Estados Unidos, você não precisa ser inimigo da Rússia e da China, ou a Argentina, que era nosso maior parceiro comercial, era o maior comprador de produtos manufaturados“, enfatizou.

O ex-líder culpou o Governo Bolsonaro por “destruir a política de integração da América do Sul e da América Latina” e apontou os Estados Unidos como um travão ao desenvolvimento e crescimento da região.

“Vivi um período em que o Brasil se tornou protagonista internacional. Valorizamos muito a integração latino-americana e fortalecemos o Mercosul“, lembrou Lula.

Lula da Silva governou o Brasil entre 2003 e 2010, foi preso em abril de 2018 após ser condenado em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), num processo sobre a posse de um apartamento, que os procuradores alegam ter-lhe sido dado como suborno pela construtora OAS em troca de vantagens em contratos com a estatal petrolífera Petrobras.

O antigo chefe de Estado cumpria pena em regime fechado, mas foi colocado em liberdade no dia 08 de novembro de 2019, após o Supremo Tribunal Federal decidir anular prisões em segunda instância.

O Supremo alterou um entendimento adotado desde 2016, decidindo que réus condenados só poderão ser presos após o trânsito em julgado, ou seja, depois de esgotados todos os recursos, com exceção de casos de prisões preventivas decretadas.

Zimbabué: ZANU-PF ameaça expulsar embaixador americano

No Zimbabué, o partido governante Zanu-PF ameaça expulsar o embaixador dos Estados Unidos no país Brian Nichols, acusando-o de ser um “criminoso” que mina as leis do país.

O porta-voz interino do partido, Patrick Chinamasa, disse a repórteres em Harare, se Nichols continuar a praticar atos como apoiar distúrbios, coordenar a violência e treinar insurgências, a liderança do partido não hesitará em dar-lhe ordem de marcha.

Os comentários da Chinamasa sugerem que os EUA apoiam os protestos planeados de sexta-feira por grupos de oposição, pedindo mais paridade económica, menos corrupção do governo e a renúncia do presidente Emmerson Mnangagwa.

O ataque verbal do partido ZANU-PF ao embaixador dos EUA segue-se à acusação do governo de que os EUA estão a ajudar a financiar distúrbios no país, três dias antes do protesto planeado contra o governo.

O porta-voz da oposição, líder da Transformação do Zimbabué, Jacob Ngarivhume disse que a manifestação vai marcar um ponto de viragem para o Zimbábue.

O presidente Mnangagwa não nega a sua intolerância às críticas e o governo já prometeu encerrar os protestos.

Washington ameaça retomar as sanções da ONU ao Irão

O chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, advertiu que os Estados Unidos tentarão impor o restabelecimento das sanções das Nações Unidas contra o Irão quando o embargo internacional de armas expirar.

Numa audição no Senado, Pompeo confirmou que Washington irá apresentar “num futuro próximo” uma resolução ao Conselho de Segurança da ONU para alargar o embargo à venda de armas convencionais a Teerão, que expira em 18 de outubro.

“Esperamos que seja aprovado pelos outros membros permanentes” do Conselho, disse Pompeo, embora admita ser provável que a China, ou mesmo a Rússia, usem o seu poder de veto para se opor.

“Se não for adotado, tomaremos as medidas necessárias para assegurar que este embargo de armas não expire”, disse Pompeo.

Os Estados Unidos sentem-se no direito de impor o restabelecimento de sanções económicas da ONU a Teerão, levantadas como parte do acordo internacional de 2015 sobre o programa nuclear iraniano, embora o Presidente dos EUA, Donald Trump, tenha retirado em 2018 o seu país desse acordo.

“Temos a capacidade de implementar esta reintegração e vamos usá-la de forma a proteger e defender a América”, advertiu o chefe da diplomacia norte-americana, que nunca tinha afirmado com tanta clareza que Washington está preparado para concretizar esta ameaça.

A administração Trump acredita que o acordo de 2015 é insuficiente para impedir o Irão de adquirir a bomba atómica.

O Departamento de Estado quer utilizar um argumento jurídico: desde que a resolução do Conselho de Segurança que aprovou o acordo de 2015 sobre o programa nuclear do Irão apresentou os Estados Unidos como um Estado “participante”, então pode impor o regresso das sanções.

Os aliados europeus de Washington, embora dispostos a alargar o embargo de armas, manifestaram reservas quanto à estratégia a seguir.

Oito mortos em dois ataques de insurgentes em Cabo Delgado

Oito pessoas morreram, sete das quais decapitadas, em nova investida de insurgentes com inspiração radical em Mocímboa da Praia e Macomia, quando o grupo invadiu as sedes distritais militarizadas em busca de comida, relataram, esta quinta-feira, 30, à VOA alguns moradores.

Os dois ataques voltaram a criar pânico, forçando a população a se refugiar nas matas onde pernoita desde terça-feira.

Na noite de quarta, 29, disse um morador, um grupo “com lenço islâmicos invadiu a aldeia Tandacua”, no posto administrativo de Chai, no distrito de Macomia, tendo decapitado oito pessoas, supostamente para retirar alimentos nas barracas.

No dia anterior, cerca das 20 horas locais o grupo invadiu a vila sede de Mocímboa da Praia – que ainda se reergue da maior invasão, desde o início da insurgência 2017, tendo assassinado uma pessoa a tiro numa moagem, e roubado cabritos.

“Aqui em Mocímboa da Praia entraram duas vezes esta semana. Na terça-feira mataram um senhor, e ontem entraram mais para levar comida”, disse outro morador, que se identificou por Zunaid.

“Todas as pessoas estão no mato por medo. Aqui tem mais militares que população, mas esses ‘al-shaabab’ entram e atacam” acrescentou.

Um outro morador, explicou à VOA que durante o ataque a aldeia de Tandacua, o grupo de insurgentes apresentava-se de lenços que cobria o rosto.

“Chegaram cerca das 18 horas e muitos fugiram da aldeia. Quando regressamos, no dia seguinte, oito pessoas tinham sido decapitadas. A situação está complicada” contou o morador.

Os ataques insurgentes em Cabo Delgado iniciaram em Mocímboa da Praia a 5 de Outubro de 2017, e em dois anos e meio se estenderam por nove distritos do sul e centro, e já mataram mais de 1.100 pessoas além de forçar mais de 250.000 deslocados.

Casos de tráfico de pessoas aumentam, mas são pouco reportados, diz jurista

Moçambique assinalou o Dia Mundial de Luta contra o Tráfico de Pessoas, com o reconhecimento de que os casos deste tipo de crime tendem a aumentar, mas são pouco reportados.

“Trabalhando na Linha da Frente para Acabar com o Tráfico de Pessoas” é o lema escolhido para este ano.

Este crime tem vindo a assumir contornos preocupantes, diz a jurista Lídia Maduele, do Grupo de Referência Nacional de Protecção da Criança e Combate ao tráfico de Pessoas em Moçambique.

Para aquela jurista, os casos de tráfico de pessoas “tendem a aumentar em Moçambique, mas são pouco reportados pelas famílias e pelos próprios traficados, provavelmente porque ainda não deram conta da gravidade do assunto”.

Há quem diz que este aumento do número de casos de tráfico de pessoas resulte de uma aparente ineficácia das acções de combate a este crime. Contudo, ao nível do Ministério Público, o entendimento é de que as pessoas já denunciam com mais facilidade”.

Entretanto, este ano, aparentemente devido à pandemia da Covid-19, o número de casos relacionados com o tráfico de pessoas diminuiu, diz a polícia moçambicana.

No primeiro semestre, a polícia sinalizou quatro casos de tráfico de pessoas contra seis do período homólogo de 2019.

Várias são as motivações deste crime. entre as quais se destacam a pobreza, causas culturais e o baixo nível de escolaridade.

Itália prorroga estado de emergência até 15 de outubro

O governo da Itália formalizou a prorrogação do estado de emergência até 15 de outubro para gerir a pandemia do novo coronavírus, após obter o apoio do Parlamento, embora com oposição da direita.

O Conselho de Ministros aprovou na noite de quarta-feira (29) a extensão do estado de alarme, decretado em 31 de janeiro, quando teve início a crise sanitária e que expiraria amanhã.

Para essa extensão, a coalizão governamental, entre o Movimento 5 Estrelas, o Partido Democrata (centro-esquerda) e outras forças progressistas, consultou as duas cadeiras do Parlamento, o Senado e a Câmara dos Deputados, e obteve seu apoio.

No entanto, tiveram a oposição da aliança de partidos de direita: a Liga, Irmãos de Itália e o conservador Forza Italia.

A oposição considera que, no momento, não há nenhuma emergência em andamento, devido à queda de infecções, e também vê com suspeita a proposta de gerir a situação por decreto.

O primeiro-ministro, Giuseppe Conte, defendeu no Parlamento que, com o estado de emergência, o governo estaria preparado para responder de maneira mais rápida e eficaz a possíveis surtos e que, se permitido expirar, as regras aprovadas nesses meses cairão.

Queda no número de casos

Atualmente na Itália, a curva epidemiológica está no mínimo desde o início da crise, em fevereiro, com a detecção das primeiras infecções locais. Nas últimas semanas, uma média de 200 infecções foram registradas diariamente.

Foram confirmados até o momento 246,7 mil casos e 35.129 mortes por Covid-19 no país, de acordo com os dados mais recentes da Defesa Civil e do Ministério da Saúde italiano.

No entanto, as autoridades alertam que o vírus ainda está em circulação e pedem para não baixar a guarda e respeitar as medidas de segurança.

Secretário-geral da ONU preocupado com “vacinonacionalismo”

O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, mostrou-se ontem (30) preocupado com o “vacinonacionalismo”, considerando que o tratamento ou vacina para a covid-19 deverá ser “um bem público mundial”.

“Sempre defendi que qualquer tratamento ou qualquer vacina que seja descoberta para o covid-19, tem que ser considerada, ou considerado, um bem público mundial. Temos usado a expressão `a people´s vaccine`, uma vacina dos povos”, disse António Guterres.O Secretário-Geral da ONU e antigo primeiro-ministro de Portugal, foi hoje homenageado em Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda, por ter suspendido a construção da barragem do Côa, para salvaguardar as gravuras rupestres património da humanidade.

No final da sessão, António Guterres disse aos jornalistas que, como Secretário-Geral da ONU, vê “com grande preocupação a emergência daquilo a que se poderá chamar um ´vacinonacionalismo`, e cada vez mais países a consagrarem recursos para resolverem, um dia que haja vacina, o problema dos seus povos, mas esquecendo que se não houver uma vacina disponível e a preço acessível para todos, em toda a parte, ninguém ficará eficazmente protegido”.

“E, por isso, o meu forte apelo à solidariedade internacional, à unidade internacional. Temos de derrotar este ´vacinonacionalismo` e temos que criar um verdadeiro compromisso mundial por um bem público global, por uma vacina dos povos”, sublinhou.

António Guterres declarou ainda que “vivemos num mundo numa situação muito difícil”.

“Falta-nos unidade, falta-nos solidariedade. Infelizmente, o covid-19 tem posto o mundo de joelhos e o mundo não tem sido capaz de se unir para responder de uma forma eficaz a esta doença. E, por isso, a doença proliferou. Veio da China, passou pela Europa, para os Estados Unidos, foi para o Sul, e vemos uma enorme incapacidade dos países para se unirem”, afirmou.

Vietnã repatria 129 pacientes com COVID-19 da Guiné Equatorial

Um avião que transportava 129 pacientes COVID-19 aterrissou em Hanói na quarta-feira, com cidadãos vietnamitas de Bata, na Guiné Equatorial.

Os pacientes, que estavam em condições estáveis ​​após um vôo de 12 horas, foram transferidos para o hospital para tratamento.

Vestindo todos os trajes de proteção azuis, eles saíram do avião gritando “Obrigado, Vietnã, por nos trazer para casa”.

O hospital de doenças tropicais de Hanói liberou 500 leitos para tratar os novos casos importados.

A Guiné Equatorial registrou 3.071 casos de coronavírus e 51 mortes.

Embora o Vietnã tenha adoptado medidas para controlar um recente surto de coronavírus doméstico iniciado na praia da cidade de, no continente africano, a pandemia ainda não atingiu seu auge.

Empresário pediu dinheiro para pagar ordenados e comprou um Lamborghini

Um norte-americano que alegou ter várias empresas a precisar de ajuda para pagar ordenados e outras despesas recebeu subsídios de mais de 3,9 milhões de dólares (3,312 milhões de euros) ao abrigo de um programa criado para apoiar as empresas durante a pandemia.

Com esse dinheiro, comprou um Lamborghini e fez outros gastos de luxo e de natureza pessoal, incluindo em sites de encontros.

Tendo o esquema sido descoberto, David Hines, de 29 anos, acabou detido no final da semana passada e foi agora presente a tribunal, ficando em liberdade sob fiança. As autoridades apreenderam três milhões nas suas contas, e ele enfrenta acusações de fraude bancária e declarações falsas, arriscando uma pena de cadeia que pode chegar aos 70 anos.

O programa designado por Paycheck Protection Program (programa de protecção de salários) visa apoiar os gastos das empresas com pessoal, renda e outras despesas fixas. Hines garantia ter 70 empregados, distribuídos por quatro empresas, e pediu um total de subsídios superior a 13 milhões, conseguindo obter cerca de um terço desse montante.

Na realidade, nenhum dinheiro parece ido para ordenados – o que, a ter acontecido, poderia levar ao perdão do reembolso dos subsídios, nos termos do programa. Além do Lamborghini, que lhe custou 318 mil dólares, Hines gastou em hotéis, lojas de luxo (entre elas, a famosa Saks Fifth Avenue), jóias, etc.

Segundo um inspetor do serviço postal citado pelo “Miami Herald”, os alegados empregados “ou não existiam ou ganhavam uma fracção do que Hines reclamou nas suas candidaturas ao PPP”, tendo ele cometido uma fraude de milhões de dólares numa altura dramática para a economia e para milhões de pessoas.

O advogado de Hines respondeu através do Washington Post: “David é um empresário legítimo que, tal como milhões de americanos, sofreu financeiramente durante a pandemia. Embora as alegações pareçam bastante sérias, em especial à luz da pandemia, David está ansioso por contar o seu lado da história quando o momento chegar”.

Desde a sua criação, o PPP tem estado envolvido em fraudes de vários tipos. Nalguns casos, por as empresas que se candidatam a ele não preencherem os requisitos necessários. Noutros, por o dinheiro ser obtido com falsas declarações ou ser gasto em despesas inadmissíveis, como terá acontecido com Hines e com uma estrela de reality show que gastou dinheiro em jóias e num Rolls-Royce.

O Presidente da República apresentou o Programa Sustenta, em Tete

O Presidente da República, apresentou nesta quinta-feira 30, em Tete, o Programa Sustenta, que visa desenvolver o sector agrário. De acordo com o Presidente Nyusi, é um programa, que junta os Moçambicanos do Rovuma ao Maputo, perto do seu Governo, para mais uma vez afirmar que só com o trabalho, Moçambique será resiliente.

A iniciativa que pretende criar um impacto no desenvolvimento da agricultura familiar, vai beneficiar a famílias rurais, pequenos agricultores, pequenas e médias empresas de agro-processamento e as Instituições Governamentais locais.

Os contemplados irão beneficiar de capacitação, apoio a produção, acesso a financiamento, e melhoria dos serviços de extensão agrícola, entre outros.

Resultado desde 2017, de acordo com o Presidente Nyusi, assistiu-se a um aumento significativo da produção e produtividade das principais culturas, o que permitiu a duplicação da renda familiar em cerca de 78% dos beneficiários proporcionando bom retorno dos financiamentos conseguidos. O que ajudou a alavancar a economia das comunidades locais.

Cristiano Ronaldo pode dizer adeus à bota de ouro

Estão, cada vez mais complicadas as contas de Cristiano Ronaldo, na luta pelo título de melhor marcador da Serie A e da bota de ouro. Diante do Cagliari, CR7, ficou em branco e manteve-se, por isso, com 31 golos, no segundo lugar da lista dos ‘artilheiros’ em Itália. À frente de CR7 está o Ciro Immobile, jogador Italiano da Lazio, que marcou mais um golo na noite de ontem contra o Brescia, e já leva quatro golos de vantagem em relação á Ronaldo.

Para igualar ao Ciro Immobile, CR7 teria de marcar um póquer ou seja uns quatro golos no último jogo do campeonato, frente à AS Roma e esperar que Immobile fique a zeros no jogo da Lazio com o Napole.

Caso não conquiste o o título de melhor marcador nesta temporada, este será o segundo ano de CR7 em Itália, sem vencer um prémio que já havia ganho tanto em Inglaterra, ao serviço do Manchester United, como em Espanha, com a camisola do Real Madrid.

Agente da polícia assassinado por dois polícias em Nampula

Um agente da Polícia Municipal na cidade de Nampula foi assassinado a tiro por dois membros da Unidade de Intervenção Rápida, no quintal da sua casa, na madrugada da última terça-feira 28. Este foi o quarto homem assassinado pela Polícia durante Estado de Emergência.

Um velório bastante concorrido, que contou com a presença do edil da cidade de Nampula, Paulo Vanhale, onde praticamente foi ignorado o distanciamento social. No interior da casa ouvia-se lágrimas de consternação pela morte bárbara de Selemane Momade Hassane, agente da Polícia Municipal no Município da cidade de Nampula, assassinado na madrugada desta terça-feira na sua própria residência.

Tudo começou quando o malogrado fazia manobra para parquear o veículo no quintal e foi interpelado no portão por dois agentes da Unidade de Intervenção Rápida que se encontravam em patrulha na zona (no bairro de Namicopo). Ele terá colaborado e chamou o filho e a esposa para testemunharem que era o chefe da família, mas mesmo assim, um dos polícias disparou à queima-roupa contra o homem de 49 anos de idade.

“Depois deles confirmarem saíram do quintal, mas um deles levou a arma, voltou a entrar no quintal, o meu irmão estava com o carro a funcionar e ainda não tinha saído, foi à frente do vidro e atirou. O tiro lhe atingiu no peito” Suardo Hassane, irmão do malogrado.

Mesmo depois de sofrer o baleamento, a vítima ainda tentou conduzir em direcção ao Hospital Central de Nampula, juntamente com o filho. Todavia, a meio do trajecto, ia perdendo força e acabou morrendo.

Os colegas de trabalho que testemunharam o último adeus esta quarta-feira, não encontram palavras para descrever a consternação pela morte violenta de um companheiro. “Custa-nos acreditar até este momento pela forma como foi morto. Claro que todos nós contamos com a morte, mas existe aquela morte inexplicável para nós”, lamentou  Amade Mustafá, colega de Hassane.

Os dois agentes da Polícia envolvidos no assassinato já foram detidos e deverão responder a dois processos, tal como confirmou Dércio Samuel, do comando provincial da PRM em Nampula. “Independentemente dos colegas estrem afetos naquela área onde faziam patrulha podem ter agido com excesso de zelo. Porém, vai se confirmar com a equipa indicada que vai nos trazer o relatório final do trabalho que estão a fazer. Os dois membros da PRM encontram-se detidos e decorrem em simultâneo dois processos, que são: criminal e disciplinar”.

Este é mais um caso de má actuação da Polícia durante este período de estado de emergência por conta da pandemia da COVID-19. Na Beira, há cerca de dois meses, dois agentes da PRM espancaram violentamente um homem de 40 anos de idade que acabou perdendo a vida.

Na primeira semana deste mês, um agente da Polícia a paisana mataram a tiro um jovem de 21 anos de idade no bairro da Matola “C”. No domingo, um agente alvejou mortalmente um jovem de 27 anos no bairro de Fomento.

O número 2, do artigo 58 da Constituição da República de Moçambique, determina que “O Estado é responsável pelos danos causados por actos ilegais dos seus agentes, no exercício das suas funções, sem prejuízo do direito de regresso nos termos da lei”, o que significa que os lesados arrolados nesta reportagem podem abrir um processo contra o Estado, exigindo até indemnização pelos danos causados por esses funcionários e/ou agentes.

Membro da PRM mata um jovem a tiro na Matola

Um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) baleou mortalmente um jovem de 27 anos no município da Matola, província de Maputo, alegadamente por ter sido encontrado a divertir-se numa barraca com amigos, o que o suposto homicida entendeu ser uma violação do Decreto Presidencial que estabelece o Estado de Emergência para a prevenção da COVID-19.

A vítima, de acordo com a Polícia, estava a consumir bebidas alcoólicas numa barraca e envolveu-se numa discussão com os agentes da PRM, o que a família desmente.

Segundo relatos da família, o crime aconteceu na noite do último domingo 26. O malogrado foi interpelado numa das barracas do mercado “Jetmane”, no bairro Fomento, com um grupo de amigos.

Um dos agentes da PRM, com menos de dois anos na corporação, sacou uma arma de fogo e alvejou mortalmente o cidadão. A cápsula da bala mantinha-se ainda no local da ocorrência até ao fecho desta edição.

Ainda de acordo com a família da vítima, houve tentativa de ocultar o corpo do finado. O tio do malogrado, Paulo Sebastião, vivia com o sobrinho no bairro da Matola “H”, desde 2012. Contou ao “O País” que depois de balear o seu familiar, os agentes apoderaram-se do seu telemóvel, com o qual telefonaram para um dos parentes no sentido de se apresentar à esquadra, onde se comunicou a morte de Jaime.

Paulo Sebastião disse ainda que os agentes da Lei e ordem alegaram também que Jaime tentou arrancar arma de fogo a um dos polícias.

O primo da vítima, Nelson José, não acredita na verão da PRM e considera não fazer sentido que o seu parente tenha tentado desarmar um dos polícias. “Eles devem contar-nos a verdade” sobre o que “de facto aconteceu porque nos até aqui não sabemos”.

O jovem morto pela Polícia trabalhava, há seis anos, para Sónia Manjate, que não encontra razões para o baleamento. O rapaz “não tinha muitas amizades” e a mulher acusou a Polícia de “tentativa de ocultação do corpo”.
O Comando Provincial da PRM em Maputo confirmou que um membro, não escalado para trabalhar no dia do acidente, matou um jovem.

Juarce Martins, chefe das Relações Públicas e porta-voz da PRM na província de Maputo explicou que numa situação em que há aglomeração de pessoas é preciso, antes de agir, os agentes informarem aos seus superiores hierárquicos para melhor definição da estratégia de actuação e garantia de segurança dos próprios agentes. Este procedimento não aconteceu no fatídico dia.

“Os nossos agentes em patrulha envolveram-se numa luta corporal com cidadãos” que “alegadamente estavam a desobedecer” algumas medidas emanadas no âmbito do Estado de Emergência. “Nessa luta corporal acabaram (os polícias) alvejando mortalmente um indivíduo”, disse Juarce Martins, para quem o agente que efetuou o disparo “encontra-se detido. Foi aberto um processo-crime e outro disciplinar”.

A PRM está em coordenação com a família da vítima para arcar com as despesas do funeral, que pode acontecer em Mocuba, na província da Zambézia, de acordo com vontade manifesta pela família de Jaime.

É o segundo baleamento mortal que ocorre na autarquia da Matola, este mês.

Sofala com cabine móvel para colecta de amostras da COVID-19

A província de Sofala já conta com uma cabine móvel de colecta de amostras de COVID-19 que deverá escalar as regiões de maior aglomerado populacional com destaque nos distritos onde há um elevado número de mineiros que regressam da vizinha África do sul.

É a primeira cabine móvel de colecta de amostras da COVID-19 e foi produzida pelo grupo SOS Corona, um grupo composto por empresários nacionais que tem estado a apoiar o governo no combate a esta doença.

A cabine foi produzida a pedido do governo de Sofala com objectivo de colher maior número de amostras nesta região do país, “e permitir que esta capacidade de testagem se prolongue para as zonas onde há uma maior concentração de pessoas e onde há tráfico de camiões internacionais”, afirmou Gilberto Correia, representante do Grupo SOS corona.

O governador de Sofala, referiu que a cabine vai reforçar a capacidade já instalada na testagem da doença neste ponto do país. Ele explicou que a cabine móvel irá, de forma rotativa escalar as áreas onde há um maior aglomerado de pessoas, entre eles Muxúngue e Inchope e todos os outros pontos da província de Sofala, particularmente nas regiões onde há muito contacto com pessoas oriundas da vizinha Africa do Sul e de outros países vizinhos.

O grupo SOS corona ofereceu ainda materiais de higienização e desinfecção que deverão ser encaminhados para o distrito do Búzi.

Ainda no âmbito de medidas de prevenção da COVID-19, Sofala recebeu 30 máquinas, de um total de 200, de higienização das mãos movidas a pedais, oferecidas por uma ONG australiana. Todas as máquinas serão alocadas as unidades sanitárias e serão usados pelos funcionários de saúde.

Com a iniciativa pretende-se evitar que os funcionários de saúde, principalmente os que tem estado em contacto com os pacientes que padecem da COVID-19, corram o risco de serem o transmissor, pois com as referidas maquinas, os profissionais de saúde já não irão tocar nas torneiras depois da lavagem das mãos.

Vias de acesso tiram “sono” a Mutotope

Os residentes da Unidade Comunal de Mutotope, Bairro de Muahivire-Expansão, na cidade de Nampula, pedem que as autoridades municipais intervenham na reabilitação de estradas que dão acesso àquela zona, anotando que estas encontram-se num avançado estado de degradação.

Neste momento o nível acentuado de degradação das vias é mais notório no corredor que liga as áreas da Escola Secundária 22 de Agosto, considerada estratégica para a mobilidade rodoviária naquele bairro, que tem registado um aumento do número de habitantes.

Mulher queima marido com óleo quente na Beira

Uma mulher foi detida em Dondo, na província de Sofala indiciada, de ter queimado o marido com recurso a óleo de cozinha. A vítima encontra-se internada no Hospital Central da Beira em estado crítico.

O crime ocorreu no princípio da noite da passada segunda-feira 27, no posto administrativo de Mafambisse. De acordo com a polícia o casal estava a brigar. A senhora “deliberadamente levou uma panela ao lume depois de introduzir óleo nela. Quando já estava quente entornou o líquido sobre o corpo do marido tendo o óleo quente queimado grande parte do corpo. Depois de receber os primeiros socorros no hospital local ele foi transferido para o Hospital Central da Beira, onde está sob cuidados intensivos na sala de reanimação”, esclareceu Daniel Macuácua, porta-voz da PRM.
Do Hospital Central da Beira este jornal soube que o estado de saúde da vítima é crítico.

“Ele está com dificuldades de comunicação, locomoção. Está traumatizado. Partes sensíveis do seu organismo sofreram queimaduras do segundo grau. A equipa médica está a fazer tudo o que pode para poder reanimá-lo. Vamos aguardar”, explicou Ricardo Molinho, porta-voz do Hospital Central da Beira.

A autora do crime, alegou que recorreu ao óleo para defender-se de alegadas pancadarias do seu parceiro, num desentendimento que dura desde 2010, em torno de uma rival e filho desta, cujo pai é o marido dela.

“Desde 2010 temos brigado constantemente e sempre ele agredia-me fisicamente. Naquela noite ele tinha uma faca nas mãos e dizia que pretendia matar-me. Apertou-me o pescoço e bateu o meu corpo sobre uma das paredes da casa várias vezes. Havia uma panela no lume que coloquei lá óleo para preparar o jantar. Em defesa peguei na panela e atirei contra o meu marido.

Reconheço que cometi este facto, mas foi em legítima defesa”, disse a senhora.

O casal vive junto há mais de 20 anos e têm três filhos. Este é o primeiro caso do género a ser registado na província de Sofala.

Trump admite pela primeira vez hipótese de adiar eleições presidenciais

O Presidente norte-americano, Donald Trump, evocou nesta quinta-feira 30, pela primeira vez, a possibilidade de as eleições presidenciais de novembro, alegando a existência de riscos de fraude ligadas à pandemia de covid-19.

Com o voto por correspondência (…) 2020 terá as eleições mais inexatas e fraudulentas da história“, escreveu Trump na rede social Twitter.

Será uma verdadeira vergonha para os Estados Unidos. Adiar as eleições até que as pessoas possam votar normalmente, com toda a segurança?“, acrescentou.

China acusa EUA de quererem impedir Huawei de implementar 5G no Brasil

A China acusou os Estados Unidos de quererem, “por todos os meios”, impedir a gigante chinês das telecomunicações Huawei de implementar a tecnologia 5G no Brasil, após um aviso da administração Trump a este país.

A Huawei é considerada a líder mundial em 5G, um novo padrão de tecnologia móvel que está a revolucionar a Internet e cuja aplicação deve ser acelerada.

A administração Trump multiplicou, nos últimos meses, a pressão sobre os seus aliados para que proíbam o equipamento Huawei, argumentando com suspeitas de conluio do grupo de telecomunicações com Pequim e considerando que existem riscos em termos de ciber segurança.

Numa entrevista publicada quarta-feira pelo diário brasileiro O Globo, o embaixador dos EUA no Brasil, Todd Chapman, ameaça o Brasil de ter “consequências” se permitir que o grupo chinês instale ali a sua tecnologia 5G.

As consequências poderiam ser económicas, disse o embaixador norte-americano ao jornal O Globo.

“Os Estados Unidos estão muito ligados à justiça e reciprocidade”, disse à imprensa um porta-voz da diplomacia chinesa, Wang Wenbin.

“Mas na realidade, quando as empresas de outros países se tornam dominantes, a classe política americana inventa desculpas e usa o poder do Estado para as eliminar por todos os meios”, garantiu Wang à imprensa.

Brasília deveria lançar este ano o concurso para 5G num enorme mercado de 212 milhões de pessoas, mas a crise do novo coronavírus alterou o calendário para 2021.

O Reino Unido anunciou, em meados de julho, a sua decisão de retirar da sua rede 5G de todo o equipamento produzido pela Huawei, argumentando com um risco de segurança.

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