Os 27 partidos políticos, entre os quais se incluem aqueles que têm assento parlamentar, emitiram um comunicado avisando que não irão concorrer nas eleições de 6 de Dezembro por considerá-la uma “fraude”.
Os partidos venezuelanos que configuram a oposição ao chavismo decidiram este domingo que não irão concorrer às eleições legislativas agendadas para dezembro por considerá-las uma “fraude”.
Trata-se de 27 partidos políticos, entre os quais se incluem aqueles que têm representação parlamentar, que assinaram um documento em que expressam as suas dúvidas quanto à legitimidade do processo eleitoral.
“Tendo esgotado todos os nossos esforços a nível nacional e internacional para que tivéssemos um processo eleitoral competitivo (…) as organizações democráticas da Venezuela manifestam (…) que, de forma unânime, decidiram não participar na fraude eleitoral convocada pelo regime de [Nicolás] Maduro”, anunciaram num comunicado citado pela agência Efe.
Este comunicado acontece na sequência de um pedido dirigido na quinta-feira por ex-funcionários do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) venezuelano ao Supremo Tribunal de Justiça. Nele, solicitava-se que a convocatória para eleições legislativas fosse considerada nula por violar seis artigos da Constituição venezuelana.
“A lei fundamental é violada por todos os lados, em matéria eleitoral, com esta convocatória”, afirmou o ex-presidente do CNE, Andrés Caleca.
As eleições visam a escolha de 277 deputados que formarão a nova Assembleia Nacional.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, nomeou o milionário russo Evgeny Lebedev, proprietário dos jornais Evening Standard e The Independent, bem como o seu próprio irmão, o ex-deputado conservador Jo Johnson, para lugares na Câmara dos Lordes, a câmara alta do parlamento britânico.
Segundo o jornal britânico The Guardian, o nome de Lebedev é o mais surpreendente numa lista de 36 personalidades nomeadas, que já valeu a Boris Johnson acusações de favorecer os seus aliados políticos e pessoais com uma nomeação para um cargo vitalício no parlamento. Entre os nomeados contam-se vários conselheiros de Johnson e defensores do Brexit.
Lebenev, que nasceu em Moscovo, é filho de Alexander Lebedev, um oligarca russo e antigo espião do KGB, e tem também nacionalidade britânica. O milionário tornou-se conhecido por organizar festas de luxo nas quais Boris Johnson chegou a participar — embora o primeiro-ministro britânico, quando questionado sobre isso, tenha recusado responder a perguntas sobre o que acontecia nessas festas.
Boris e Lebenev conheceram-se em 2009, quando o milionário nascido na Rússia comprou o Evening Standard, maior jornal de Londres, cidade da qual Boris Johnson era presidente de câmara.
A decisão de Lebenev de transformar o Evening Standard num jornal gratuito distribuído nas ruas e transportes públicos deu uma grande influência à publicação e levou a uma aproximação entre o milionário e o presidente da câmara da capital britânica.
Desde essa altura, a amizade entre Boris Johnson e Evgeny Lebedev tem sido notória. Em Dezembro do ano passado, no dia seguinte à eleição que lhe deu a vitória e o confirmou como primeiro-ministro britânico, Boris Jonhson foi a uma festa privada na casa de família de Lebedev.
A nomeação surge numa altura em que a divulgação de um relatório de uma comissão parlamentar faz novamente levantar as preocupações em torno da influência russa, através dos meios de comunicação social e das relações empresariais, nos processos internos do Reino Unido, nomeadamente nos referendos à independência da Escócia em 2014 e do Brexit em 2016.
O enviado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas a Moçambique classificou os ataques armados atribuídos a dissidentes da Renamo no centro do país como uma “antítese da visão de Afonso Dhlakama”, antigo líder daquele partido que morreu em 2018.
“Os ataques no centro do país são a antítese da visão de paz que Dhlakama lutou para preservar ao longo dos seus últimos anos”, escreve Mirko Manzoni numa nota emitida para assinalar o primeiro aniversário do Acordo de Cessação Definitiva das Hostilidades Militares, assinado em 06 de Agosto do último ano.
Em causa estão os ataques no centro do país atribuídos a um grupo dissidente da Renamo liderado por Mariano Nhongo, antigo dirigente de guerrilha, que exige melhores condições de reintegração e a demissão do atual presidente do partido, Ossufo Momade, acusando-o de ter desviado o processo negocial dos ideais do seu antecessor, Afonso Dhlakama, líder histórico que morreu em maio de 2018.
Os ataques armados no centro de Moçambique têm afectado as províncias de Manica e Sofala e já provocaram a morte de, pelo menos, 24 pessoas desde Agosto do ano passado, em estradas e povoações das duas províncias.
Oficialmente, a Renamo demarca-se das ações do grupo de Mariano Nhongo, classificando-o como um desertor e reiterando o compromisso do principal partido de oposição com o acordo de paz assinado em agosto.
Segundo Mirko Manzoni, que é o presidente do grupo de contacto para as negociações, os guerrilheiros que serão abrangidos pelo processo de desarmamento, desmobilização e reintegração (DDR) concordam que não se pode permitir que “distúrbios externos comprometam o processo”, lembrando que foi Dhlakama quem deu os primeiros passos para paz, com a declaração, em 2016, de um cessar fogo que abriu espaço para que “as partes desenvolvessem laços de confiança.
“O respeito pela cessação das hostilidades é essencial agora que se avança no processo de DDR dos ex-combatentes da Renamo”, frisou Mirko Manzoni.
Em junho, o enviado pessoal de António Guterres a Moçambique disse que já tentou conversar com Mariano Nhongo, mas não teve sucesso.
“Mariano Nhongo é inflexível e todas as aproximações com vista a um entendimento fracassaram”, disse, na altura, Mirko Manzoni, em entrevista ao canal televisivo STV.
Apesar das incursões atribuídas ao grupo de Nhongo, o processo do desarmamento do braço armado do principal partido de oposição previsto no acordo de 06 de agosto continua, sendo já abrangido mais de 500 guerrilheiros, 10% do previsto.
“Existiram alguns desafios pelo caminho, mas estou firmemente convencido de que agora já não há espaço para recuos no caminho rumo a uma paz definitiva”, refere na nota Mirko Manzoni.
O processo vai envolver cerca de 5.000 membros do braço armado do maior partido da oposição no país.
Moçambique registou, nas últimas 24 horas, mais um óbito devido a COVID-19, elevando para 13 o número de mortes, comunicou este domingo 01, o Ministério da Saúde (MISAU).
Segundo o MISAU, trata-se de um indivíduo de 66 anos de idade, do sexo masculino e de nacionalidade moçambicana. O mesmo deu entrada no Hospital Central de Maputo no dia 23 de Julho, com quadro de dificuldade respiratória e foi testado no dia da sua admissão por suspeita de estar infectado pelo novo Coronavírus.
“O paciente obitou um dia depois da sua admissão no isolamento do Hospital Central de Maputo, a 24 Julho. O resultado positivo para a COVID foi reportado no dia 02.08.2020”, lê-se no comunicado enviado do MISAU enviado para O País. Assim sendo, o país conta actualmente com 13 óbitos devido à COVID-19 e dois (2) óbitos por outras causas.
O Ministério da Saúde, anunciou ainda o registo de 39 novos casos de infecção pelo novo coronavírus, elevando o cumulativo para 1946 casos positivos registados, dos quais 1771 de transmissão local e 175 casos importados. Dos trinta e nove (3) casos hoje reportados, todos são indivíduos de nacionalidade moçambicana.
Em relação aos recuperados, o MISAU anunciou mais nove casos, sendo um da província de Cabo Delgado, quatro da Zambézia, dois em Inhambane e dois na província de Maputo. Todos os recuperados são de nacionalidade moçambicana. Assim, o país conta com 654 pessoas livres da COVID-19 e 1277 casos activos.
O Centro para Democracia e Desenvolvimento acusou este domingo o chefe de Estado moçambicano de ter omitido informações sobre os apoios que o país recebeu de parceiros no relatório enviado ao parlamento sobre os quatro meses de estado de emergência.
“No seu relatório sobre o fim do estado de emergência submetido à Assembleia da República, Filipe Nyusi não informa aos deputados sobre os apoios e créditos concessionais que Moçambique tem estado a mobilizar junto dos parceiros de cooperação para financiar a estratégia de resposta à pandemia da covid-19”, lê-se numa nota distribuída à comunicação social pela organização não-governamental Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD).
A 23 de Março, o Governo moçambicano pediu a parceiros, em Maputo, um apoio financeiro de 700 milhões de dólares (594 milhões de euros) para cobrir o buraco fiscal provocado pela pandemia no Orçamento do Estado (OE) de 2020, bem como para financiar o combate à doença e dar apoios para os mais pobres.
Entre os parceiros que manifestaram interesse em apoiar, o destaque vai para um empréstimo de 309 milhões de dólares (262 milhões de euros) que já foi disponibilizado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) a Moçambique, bem como um outro montante de 40 milhões de dólares(34 milhões de euros) aprovado a 22 de Julho pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).
O relatório que o chefe de Estado moçambicano enviou na sexta-feira ao parlamento não apresenta informações relacionadas com os apoios, o que é “preocupante” para a organização não-governamental CDD.
“Numa das passagens do relatório, o Presidente da República reporta a abertura de uma conta bancária para facilitar a prestação de contas dos fundos recebidos no âmbito da estratégia de resposta à COVID-19. Mas no documento não consta nenhuma informação sobre o dinheiro que Moçambique recebeu nos últimos quatro meses, muito menos o destino a que foi dado”, refere a ONG.
Os quatro meses de Estado de Emergência não afectaram a circulação de produtos, principalmente alimentares, entre Moçambique, Malawi, África do Sul e outros países da SADC, de acordo com o ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita.
Durante “O Estado de Emergência, a circulação de mercadorias foi assegurada para que os outros povos não morressem de fome”, disse Carlos Mesquita, ajuntando que os outros países procederam da mesma forma no âmbito do “cumprimento das medidas emanadas” por causa da pandemia do novo Coronavírus.
O ministro da Indústria e Comércio falava na Zambézia, depois de visitar a fronteira de Melosa no distrito de Milange, que faz limite com o vizinho Malawi.
No Milange, o governante inteirou-se das actividades das Alfândegas, do fluxo de mercadorias na fronteira de Melosa e da colecta de receitas para o Estado.
Carlos Mesquita ficou a saber que dos 46 milhões de meticais estabelecidos como meta anual para a fronteira de Melosa, até ao momento foram colectados mais de 26 milhões de meticais. Os valores são provenientes dos produtos importados do Malawi para Moçambique, com destaque para roupas, viaturas, hortícolas entre outros.
Estima-se que mensalmente entre sete e nove mil toneladas de produtos agrícolas diversos saem de Moçambique para o Malawi, a partir da fronteira de Melosa.
A economista e pesquisadora do Centro de Integridade Púbica (CIP), Celeste Banze, diz que sem a resolução da falta de infraestruturas, incluindo estradas, redes de telecomunicações eficientes e energia, a questão da inclusão financeira em Moçambique será sempre problemática.
Presentemente, apenas três milhões de moçambicanos têm acesso a serviços bancários, e o Governo diz-se empenhado numa estratégia de inclusão financeira, como parte das ações visando combater a pobreza.
Contudo, a economista Celeste Banze diz que com a falta de viabilidade comercial, que impede a penetração das agências bancárias nas zonas rurais, vai ser difícil alcançar esse objetivo.
Falta educação financeira
Mbanze avança que apenas cinco por cento da população da zona rural têm acesso à energia. Na zona urbana, apenas 30 por cento dos residentes locais têm acesso à corrente eléctrica. Isto significa que há zonas que não têm iluminação.
“Desta forma, nenhum agente bancário se sente incentivado a instalar a sua agência nessas zonas, e o aumento do acesso à energia por parte das populações é uma atividade que deve ser realizada pelo Governo”, realça a economista. “Este é um constrangimento à inclusão financeira”.
A mesma abordagem é feita pela antiga Primeira-Ministra de Moçambique, Luísa Diogo, que também aponta a falta de infraestruturas como um dos principais fatores que dificultam a inclusão financeira.
Na opinião da antiga governante, outros fatores têm a ver com o desenho de produtos financeiros sem ter em conta a apetência e o desejo dos utilizadores, juros altos e a auto-exclusão, devido à falta de educação financeira.
Por seu turno, Jorge Matine, do Fórum de Monitoria do Orçamento, considera que a inclusão financeira passa também por um compromisso claro do Governo com o conceito nacional de desenvolvimento e não com questões de segurança como tem acontecido em Moçambique.
Mais mulheres
Entretanto, um Relatório de Inquérito aos Consumidores Financeiros, divulgado esta sexta-feira, 31, em Maputo, destaca o facto de o número de moçambicanos que têm acesso a serviços financeiros ter aumentado de 2.8 milhões, em 2014, para três milhões atualmente.
As mulheres contribuiram muito para este crescimento, segundo Esselina Macome, do Financial Sector Deepening Mozambique, entidade que facilitou o estudo.
Para Macome, o aumento da contribuição das mulheres, “é algo a ter-se em conta sobre o que fazer e que produtos este segmento feminino precisa para melhor estar envolvido na inclusão financeira”.
A campanha para a reeleição do Presidente Donald Trump ocultou alegadamente cerca de 170 milhões de dólares (144 milhões de euros) em gastos através de empresas com ligações ao antigo diretor de campanha, indicou um grupo de supervisão.
Autilização de empresas com ligações ao antigo diretor de campanha Brad Parscale ocultou parte das verbas recolhidas, que o Campaign Legal Centre (CLC, um organismo independente) descreveu como uma prática de “lavagem” em violação da lei eleitoral, de acordo com uma queixa do grupo apresentada na Comissão Eleitoral Federal (FEC), um organismo responsável pela administração e aplicação da lei sobre o financiamento de eleições federais no país.
Tim Murtaugh, diretor de comunicação de Trump, contestou as alegações e assegurou que “a campanha cumpre todas as leis de financiamento de campanhas e os regulamentos da FEC“.
De acordo com os registos da FEC, a maioria dos pagamentos dos comités de campanha de Trump foram recolhidos pelo American Made Media Consultants, que recebeu pelo menos 177 milhões de dólares (150 milhões de euros) desde 2018. Uma outra empresa, Parscale Strategy, coletou pelo menos 32 milhões de dólares (27 milhões de euros) durante esse período, indicam os registos disponibilizados.
A campanha indicou que o American Made Media Consultants foi criado para garantir publicidade de forma direta, e poupar dinheiro pelo facto de evitar a utilização de intermediários. Mas os registos demonstram que, pelo contrário, esta empresa atuou como “central de compensação” dos gastos, tendo sido ostensivamente formada para ocultar parte das verbas, indica a queixa.
Em pelo menos dois casos, empresas externas propriedade de Gary Coby, o diretor digital de Trump, terão efetuado diversas aquisições ou desenvolvido produtos de comunicação sem registo dos pagamentos feitos por Coby no âmbito do financiamento da campanha, prossegue a queixa.
Em simultâneo, a Parscale Strategy terá sido utilizada para pagar salários de alguns responsáveis da campanha de reeleição de Trump, incluindo Lara Trump, mulher de Eric, um filho de Trump, e Kimberly Guilfoyle, namorada de Don Jr, o filho mais velho de Trump, indica ainda o documento.
Através de uma declaração, Tim Murtaugh assegurou que não pagou qualquer salário através da Parscale Strategy, e indicou que a American Made Media Consultants não disponibilizou qualquer gratificação nem recebeu qualquer comissão.
No entanto, indica a agência noticiosa Associated Press (AP), é pouco provável que a queixa do grupo seja no imediato retomada pela FEC, uma agência que geralmente leva vários anos a responder às queixas.
A Comissão Permanente de Assembleia da República reunida na sua décima segunda sessão extraordinária, decidiu, esta sexta-feira 31, remeter o Relatório balanço do estado de emergência, submetido pelo Presidente da República, à Primeira Comissão daquele órgão.
A informação foi dada pelo porta-voz da Comissão Permanente, Alberto Matukutu
“Confirmamos que recebemos ontem o relatório do Chefe do Estado. Hoje a Comissão Permanente decidiu remetê-lo à Comissão 1, que vela por questões legais ou constitucionais, para emitir o seu competente perecer”, disse.
Na próxima segunda-feira a Comissão permanente da Assembleia da República voltará a reunir-se par ratificar o parecer da primeira comissão.
No entanto, aquele órgão decidiu igualmente convocar a sessão plenária para a próxima terça-feira.
A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) estima que 8,4 milhões de crianças poderão sofrer de desnutrição aguda este ano como consequência das medidas decretadas para conter a pandemia da COVID-19.
No relatório publicado sobre o estado da segurança alimentar e nutricional e a vulnerabilidade na África Austral, publicado na quarta-feira, citado pela Lusa, a SADC estima que a pandemia da COVID-19 possa aumentar “ainda mais o risco de desnutrição”, uma vez que as medidas de confinamento decretadas por vários Estados-membros para conter a propagação do vírus provocaram uma redução no acesso aos alimentos.
“À medida que mais restrições foram introduzidas pelos Estados-membros, diversas variedades de alimentos tornaram-se indisponíveis e inacessíveis para os agregados familiares mais vulneráveis”, lê-se no relatório.
A SADC acrescenta que devido à pandemia “existe o risco de os agregados familiares serem forçados a adotar práticas alimentares negativas”, como a redução da frequência das refeições ou a quantidade e qualidade de alimentos, para “se adaptarem às medidas de confinamento”.
Ainda que os efeitos da pandemia não sejam totalmente conhecidos, a SADC estima que, devido às medidas de contenção, “a subnutrição aguda em toda a região possa aumentar em 25% ou mais durante o resto de 2020 e até 2021”.
O relatório aponta ainda que “com estas considerações, espera-se que haja aproximadamente 8,4 milhões de crianças que sofrerão de desnutrição aguda em toda a região em 2020 e, destas, 2,3 milhões de crianças necessitarão de tratamento que salvará vidas”.
De acordo com a SADC, 72% das crianças afectadas encontrar-se-ão em seis países da região: Angola, Moçambique, República Democrática do Congo (RDCongo), Madagáscar, Tanzânia e Zâmbia.
Angola, Moçambique, Madagáscar e Zimbabué estão também sinalizados pela SADC devido à fraca produção de alimentos, o que “indica um início precoce de escassez, que irá agravar ainda mais os efeitos da COVID-19”.
No mesmo documento, a SADC refere que quase 5% das crianças até aos cinco anos em Angola e 4,4% em Moçambique enfrentam desnutrição aguda global.
Entre os países da África Austral mais afectados, as Comores são as que apresentam uma maior taxa de desnutrição aguda global, com 11,2% das crianças até aos cinco anos nesta situação, seguindo-se RDCongo (8,1%), Botsuana (7,3%) e Namíbia (7,1%).
Por outro lado, ESwatini (2%) e Lesoto (2,1%) apresentam a menor taxa de desnutrição aguda global.
No documento, a SADC analisa também a taxa de prevalência de atrofiamento entre as crianças da região, contabilizando mais de 18,7 milhões de crianças raquíticas.
“A prevalência do atrofiamento é superior a 30% – classificado como muito elevado, em nove dos 16 Estados-membros da SADC”, aponta a organização regional, acrescentando que “a redução do atraso de crescimento retardado está a ocorrer demasiado lentamente para cumprir os objetivos da Assembleia Mundial da Saúde 2025 ou os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável 2030”.
Os dados apresentados no relatório colocam Moçambique como o segundo país da África Austral com a maior taxa de prevalência de atrofiamento, com 42,3%, apenas atrás da RDCongo (42,7%), e à frente de Madagáscar (41,6%), Maláui (39%) e Angola, que ocupa o quinto lugar dos países mais afetados, com 37,6%.
No documento, a SADC recorda que a África Austral “é propensa a choques climáticos extremos recorrentes”, e que em apenas uma das últimas cinco épocas de cultivo houve precipitações normais.
Em 2019, os “repetidos choques climatéricos extremos”, como os furacões Idai e Kenneth e a prolongada seca, resultaram “na maior insegurança alimentar aguda da última década”.
Actualmente, a organização regional estima que há cerca de 44,8 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar.
Em África, há 18.887 mortos confirmados em quase 892 mil infectados pelo novo Coronavírus em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.
Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, Cabo Verde lidera em número de casos (2.418 casos e 23 mortos), seguido da Guiné Equatorial (2.350 casos e 51 mortos), Guiné-Bissau (1.981 casos e 26 mortos), Moçambique (1.808 casos e 11 mortos), Angola (1.109 infetados e 51 mortos) e São Tomé e Príncipe (868 casos e 15 mortos).
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 667 mil mortos e infectou mais de 17 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo Coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Trata-se de uma linha de transporte de energia eléctrica de Matambo, na província Tete, para a subestação de Phombeya, no vizinho Malawi, cujo financiamento de 127 milhões de dólares para a viabilização do projecto já foi garantido pelos parceiros.
Com uma extensão de 220 quilómetros, o lançamento do concurso público internacional para a execução da infra-estrutura foi lançado esta semana.
“Prevemos seleccionar o empreiteiro até Dezembro deste ano. As obras vão arrancar em finais do primeiro trimestre de 2021 e terão um prazo de dois anos”, revelou João Catine, gestor do projecto da Electricidade de Moçambique (EDM).
A operacionalização desta linha é vista como o ponto de partida para Moçambique consolidar a sua estratégia de se tornar no centro regional de fornecimento de energia, visando suprir o défice energético da África Austral.
Com a implementação do projecto de interligação, o Malawi poderá participar com outros estados-membros da SADC no comércio regional de electricidade, incluindo importação e exportação para o mercado regional.
O País tem cumulativamente 1.864 casos positivos registados, dos quais 1.635 de transmissão local e 175 casos importados.
Até hoje sexta feira 31,, Moçambique testou cumulativamente 57.730 casos suspeitos, dos quais 1570 nas últimas 24 horas. Destas, 1.162 amostras foram testados em laboratórios do sector público e 408 amostras foram testados em laboratórios do sector privado.
Dos novos casos suspeitos testados, 1.514 foram negativos e 56 foram positivos para COVID-19 (54 casos novos são de transmissão local e 2 casos são importados).
O País tem cumulativamente 1.864 casos positivos registados, dos quais 1.635 de transmissão local e 175 casos importados.
Dos cinquenta e seis (56) casos hoje reportados, cinquenta e três (53) são indivíduos de nacionalidade moçambicana, um (1) sul-africano, um (1) zambiano e um (1) hondurenho.
Moçambique conta com um cumulativo de 44 indivíduos internados devido à COVID-19. Destes, sete (7) estão sob cuidados médicos nos centros de isolamento. Todos os internados padecem de patologias crónicas diversas, associadas a COVID-19.
Nas últimas 24h, o país registou duas (2) altas hospitalares. Destas, uma (1) ocorreu na Província de Tete e uma (1) na Cidade de Maputo. Os 2 indivíduos vão continuar com o tratamento em isolamento domiciliário. “Queremos informar que registamos mais três (3) casos totalmente recuperados da COVID-19. Um (1) na Província de Gaza e dois (2) na Província de Maputo. Todos os recuperados são cidadãos de nacionalidade moçambicana”, avança MISAU.
Do cumulativo de 1.864 casos positivos diagnosticados em todo o país, 641 (34.39%) indivíduos estão totalmente recuperados da Covid-19.
Actualmente o País tem 1.210 casos activos da COVID-19, distribuídos da seguinte forma: Província de Niassa – 22; Cabo Delgado – 261; Nampula – 230; Zambézia – 28; Tete – 19; Manica – 17; Sofala – 34; Inhambane – 28; Gaza – 53; Província de Maputo – 244 e Cidade Maputo – 274.
O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, disse nesta quinta-feira que tem uma infecção pulmonar, depois de ter recuperado do novo coronavírus, e afirmou que está a ser tratado com antibióticos.
“Acabei de fazer um exame ao sangue porque estava com um pouco de fraqueza ontem (quarta-feira) e eles encontraram uma pequena infeção. Estou a tomar antibióticos porque depois de 20 dias em casa, a gente pega outros problemas”, explicou Bolsonaro .
O chefe de Estado não forneceu mais detalhes sobre a extensão da infeção.
Bolsonaro anunciou a 7 de Julho que tinha contraído o novo coronavírus e passou cerca de três semanas a trabalhar e a cumprir isolamento social na residência oficial, o Palácio da Alvorada, em Brasília.
No sábado, comunicou nas redes sociais que tinha feito um teste com resultados negativos para o coronavírus e já voltou nesta semana a exercer, em pleno, as suas atividades.
Já a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, testou positivo para Covid-19 nesta quinta-feira e “apresenta bom estado de saúde e seguirá todos os protocolos estabelecidos”, informou a Presidência da República do Brasil.
Buddy, o primeiro cão a testar positivo para o novo coronavírus nos Estados Unidos da América, morreu no passado dia 11 de Julho, revelou a revista National Geographic. Estava doente à três meses. Desconhece-se se o pastor alemão de Staten Island, em Nova Iorque, terá morrido de complicações devido à Covid-19 ou de outra doença. Dois veterinários que analisaram o seu registo médico acreditam que Buddy tinha cancro.
O pastor alemão com sete anos ficou doente em abril. O dono, Robert Mahoney, que tinha sido diagnosticado com Covid-19 e suspeitou que o animal pudesse ter a doença. Buddy foi então testado, e o pior cenário confirmou-se — estava infetado com o novo coronavírus. “Dizes às pessoas que o teu cão testou positivo e elas olham para ti como se tivesses dez cabeças”, disse Allison Mahoney, mulher de Robert, à National Geographic.
Robert Mahoney admitiu à revista que foi difícil encontrar alguém que quisesse examinar Buddy. O veterinário que o acompanhava normalmente não estava a trabalhar por causa da pandemia e noutra clínica não permitiram a entrada de Robert porque tinha Covid-19 — os antibióticos que o pastor alemão tomou foram receitados por telefone por um veterinário muito cético.
A 2 de junho, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou que Buddy era o primeiro cão a ser diagnosticado com o vírus no país. Na altura, o USDA explicou que tinham sido recolhidas amostras depois de o animal mostrar sinais de doença respiratória. Um segundo cão, que vivia na mesma casa, foi também testado, revelando “anticorpos”, o que “sugeria exposição” ao vírus. O USD mostrou-se confiante de que Buddy ia recuperar “totalmente” da doença.
Não foi isso que aconteceu. O estado de saúde do animal continuou a piorar e o os Mahoney levaram o cão novamente ao veterinário. Robert e Allison ficaram surpresos quando se aperceberam que não havia ninguém que considerasse que o coronavírus, do qual já não havia indícios em Buddy, pudesse deixar sequelas e ser a causa do seu mal estar.
A 11 de julho, Allison encontrou o pastor alemão a cuspir sangue. “Parecia que os órgãos internos estavam a sair. (…) Vinha do nariz e da boca. Sabíamos que não havia nada que pudéssemos fazer por ele. O que é que se pode fazer por um cão que está assim? Mas ele tinha vontade de viver, ele não queria morrer”, contou à National Geographic. Perante o sofrimento do animal, Allison e o marido tomaram a decisão de eutanasiar Buddy.
Terroristas jihadistas atacaram a cidade de Maiduguri, no nordeste da Nigéria, enquanto os habitantes locais preparavam as comemorações do festival muçulmano Eid al-Aldha.
Segundo os serviços de emergência, três foguetes foram disparados nos arredores da cidade, deixando quatro mortos e três feridos. Até agora, o ataque não foi reivindicado.
“Certamente é o trabalho manual dos ‘terroristas’ que estão empenhados em interromper as festividades do Eid amanhã”, disse Ibrahim Liman, um oficial de uma das milícias civis que apóia os militares na luta contra os jihadistas.
A capital do estado de Borno, Maiduguri, não é estranha aos ataques dos jihadistas.
Não mais de 24 horas antes deste último ataque, o comboio do governador do estado de Borno, Babagana Zulum, foi atingido por tiros de metralhadora. O governador não foi atingido, mas o tiroteio deixou 15 feridos.
A região nordeste é o lar do Boko Haram, onde o grupo foi criado em 2009. Desde então, a organização se espalhou pelos Camarões e Chade. Em 2016, os combatentes da facção da Província da África Ocidental do Estado Islâmico (ISWAP) se separaram do principal grupo do Boko Haram e desde então se tornaram uma força dominante. na região.
Na última década, a violência instigada pelo grupo causou a morte de mais de 36.000 pessoas e deslocou mais de 2 milhões.
Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família pretende recrutar um (1) Assistente Administrativo e Financeiro. Saiba mais.
Vagas de emprego ainda abertas
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia de Moamba pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 de Inglês. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia de Moamba pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 – Ensino de Português. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia de Moamba pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 – Ensino de História. Saiba mais.
A Management Sciences for Health (MSH) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Digitalização de internamentos da COVID-19. Saiba mais.
A On Time Investment ‘’VIVA TAXI’’, empresa moçambicana de prestação de serviços de táxi por aplicativo, pretende recrutar para quadro de pessoal um (1) Gestor de Redes Sociais. Saiba mais.
O Fundo de Desenvolvimento da Economia Azul – ProAzul, FP pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Administradores Executivos para Conselho de Administração. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde Mulher e Acção Social pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos de Medicina Preventiva e Saneamento de Meio. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde Mulher e Acção Social pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Serventes de Unidades Sanitárias. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde Mulher e Acção Social pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Medicina Física e Reabilitação. Saiba mais.
A Click Auto pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Técnicos de Tecnologias e Electrónica para sua extensão em Niassa e Cabo Delgado. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI) pretende recrutar para o quadro de pessoal dois (2) Assistentes de Protecção à Criança (Gestão de Casos). Saiba mais.
A Chikweti Forest of Niassa, SA empresa de direito moçambicano, com escritório e complexo residencial em Lichinga, Niassa pretende recrutar um (1) Gestor Social, Terra e Comunidade. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Formadores de Pedreiros (Zona Sul). Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Formadores de Pedreiros (Zona Centro. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Formadores de Pedreiros (Zona Norte). Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Formadores de Pedreiros (Zona Norte). Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Instrutor/ Técnico de Pedagogia N1 (Zona Sul). Saiba mais.
Lesionado desde antes a paralisação do futebol por conta da pandemia do novo coronavírus, o atacante Marco Reus terá que esperar um pouco mais para poder voltar a entrar em campo. Nesta quinta-feira, o Borussia Dortmund divulgou que o alemão ainda permanecerá parado por tempo indeterminado.
O capitão aurinegro sofreu uma lesão na coxa em Fevereiro, durante a eliminação de seu clube para o Werder Bremen na Copa da Alemanha e desde então tenta se recuperar.
Segundo comunicado do Borussia, Reus tem problemas com tendinite nos músculos adutores previamente lesionados e não tem previsão de retorno. O clube ainda disse que o jogador trabalhou intensamente e progrediu nos últimos meses, mas que ainda tem problemas com alguns movimentos.
– Infelizmente o tendão ainda está inflamado. Ele ainda não é capaz de treinar com a equipe. É difícil fazer uma previsão cronometrada. É o caso de lesões no tendão na área do adutor – disse Michael Zorc, diretor do Borussia Dortmund.
O sonho da Inter de Milão em contratar o argentino Lionel Messi ainda permanece vivo. De acordo com informações do jornal “Gazzetta dello Sport”, a Nerazzurri aposta no fim de contrato do argentino com o Barcelona, que vai até unho de 2021, para tentar contratá-lo sem custos.
Ainda segundo o periódico, o time comandado por Antonio Conte promete oferecer um salário astronômico ao melhor jogador do mundo: 260 milhões de euros (cerca de R$ 1,6 bilhão) divididos em quatro anos, ou seja, 65 milhões de euros (quase R$ 400 milhões) por temporada.
ANTONIO CONTE ACHA IMPOSSÍVEL A MUDANÇA
Apesar da vontade da diretoria em contratar o camisa do clube blaugrana, o técnico da Inter de Milão acha que é impossível Messi deixar o Barcelona.
– Seria mais fácil mudar o Duomo (famosa Catedral de Milão) de lugar do que contratar Messi – disse o Antonio Conte em uma entrevista coletiva.
BARTOMEU CONFIA EM RENOVAÇÃO
Há cerca de duas semanas, no entanto, o presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, deu uma entrevista e se disse tranquilo em relação ao contrato de Messi. Segundo o mandatário, o astro deve renovar seu vínculo.
– Já conversamos, estamos conversando e conversaremos com Messi. Ele quer terminar sua carreira aqui, com certeza irá renovar, não tenho dúvida de que ele continuará aqui – disse Bartomeu à “TV3”.
O presidente do Movimento Democrático de Moçambique, Daviz Simango, defendeu nesta quinta-feira 30, a contínua consciencialização de cidadania e medidas de higienização no país e o controlo das fronteiras, como arma fundamental na prevenção da pandemia da COVID-19.
Daviz Simango reagia assim aos pronunciamentos do chefe do Estado, proferidos na noite desta quarta-feira, em relação ao fim da terceira fase do Estado de Emergência, que vinha sendo decretado no âmbito das medidas de prevenção da COVID-19.
Para Simango, o mais importante neste momento é os moçambicanos perceberam que só unidos e sem agendas particulares, ou seja do Estado por um lado e da sociedade civil por outro, é que será possível fazer frente ao novo coronavírus.
Simango, que falava numa conferência de imprensa, explicou a importância de adopção das medidas preventivas.
No sector económico o MDM defende a manutenção de uma economia aberta.
O presidente do MDM juntou-se ao Chefe do Estado face a consolidação do que foi conquistado nos últimos 120 dias de Estado de Emergência.
Antes da partida contra o Lyon pela Copa da Liga Francesa, Thomas Tuchel, treinador do Paris Saint-Germain, concedeu uma entrevista coletiva. O comandante disse acreditar que Mbappé poderá jogar contra a Atalanta.
– Sim, acredito que possa jogar (contra a Atalanta). Mas será muito apertado, isso é óbvio. Todos os dias contam para acontecer um milagre – disse Tuchel.
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