O governo da Itália formalizou a prorrogação do estado de emergência até 15 de outubro para gerir a pandemia do novo coronavírus, após obter o apoio do Parlamento, embora com oposição da direita.

O Conselho de Ministros aprovou na noite de quarta-feira (29) a extensão do estado de alarme, decretado em 31 de janeiro, quando teve início a crise sanitária e que expiraria amanhã.

Para essa extensão, a coalizão governamental, entre o Movimento 5 Estrelas, o Partido Democrata (centro-esquerda) e outras forças progressistas, consultou as duas cadeiras do Parlamento, o Senado e a Câmara dos Deputados, e obteve seu apoio.

No entanto, tiveram a oposição da aliança de partidos de direita: a Liga, Irmãos de Itália e o conservador Forza Italia.

A oposição considera que, no momento, não há nenhuma emergência em andamento, devido à queda de infecções, e também vê com suspeita a proposta de gerir a situação por decreto.

O primeiro-ministro, Giuseppe Conte, defendeu no Parlamento que, com o estado de emergência, o governo estaria preparado para responder de maneira mais rápida e eficaz a possíveis surtos e que, se permitido expirar, as regras aprovadas nesses meses cairão.

Queda no número de casos

Atualmente na Itália, a curva epidemiológica está no mínimo desde o início da crise, em fevereiro, com a detecção das primeiras infecções locais. Nas últimas semanas, uma média de 200 infecções foram registradas diariamente.

Foram confirmados até o momento 246,7 mil casos e 35.129 mortes por Covid-19 no país, de acordo com os dados mais recentes da Defesa Civil e do Ministério da Saúde italiano.

No entanto, as autoridades alertam que o vírus ainda está em circulação e pedem para não baixar a guarda e respeitar as medidas de segurança.