O clube italiano sabe que Sergio «Kun» Aguero está em final de contrato com o Manchester City e irá tentar a sua contratação sem investir no passe.
De acordo com a Imprensa italiana, o Manchester City já estará a pesquisar no mercado pelo seu substituto, pelo que não estará inclinado em renovar o contrato do ponta de lança argentino.
O Inter estará estará assim preparado para oferecer um contrato de dois anos, com opção por mais uma temporada, ao avançado de 32 anos.
O Centro de Integridade Pública considera a dívida de Moçambique à China pouco transparente e pede que o Governo explique como vai gerir o encargo, em tempos de Covid-19. China diz que não discute publicamente acordos.
A organização da sociedade civil moçambicana faz a avaliação do impacto da dívida chinesa nas contas públicas de Moçambique numa análise intitulada “Dívidas contraídas com a China afetam disponibilidade de recursos no orçamento para enfrentar a Covid-19”.
Nas conclusões do estudo, o CIP assinala que o país devia à China cerca de dois mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros) até ao final de 2019, classificando a cifra como “assustadora” e “similar às dívidas ocultas” – os empréstimos secretamente avalizados pelo anterior Governo moçambicano, entre 2013 e 2014, e que provocaram uma crise financeira e económica.
A organização acredita que a dívida “é capaz de provocar grandes desvios de fundos necessários para setores sociais, especialmente no contexto atual da pandemia de covid-19”.
“O Governo deve esclarecer aos moçambicanos como vai pagar essa dívida e apresentar detalhadamente os projetos que constituem à dívida”, diz a análise. Essa explicação, prossegue o CIP, é pertinente, tendo em conta que os sete anos de graça das dívidas de Moçambique à China estão a vencer.
É urgente “mostrar transparência”
“Mostrar transparência referente a esses empréstimos é urgente, neste momento em que os moçambicanos têm de fazer face ao novo coronavírus, o que implica para o Governo usar os poucos recursos disponíveis de forma a proteger no máximo a saúde e o bem-estar dos moçambicanos”, lê-se no texto.
O CIP critica o facto de os relatórios da dívida pública do Estado moçambicano não incluírem informações sobre juros e amortizações na dívida com a China, “o que representa uma fraqueza para um documento que na sua generalidade tem um conteúdo rico”.
A organização assinala que o Estado moçambicano vem contraindo empréstimos à China antes de 2010, mas o endividamento entrou num ritmo acelerado em 2016, principalmente com o China Export-Import Bank (CEIB).
“Uma das razões pelas quais as dívidas com a China continuaram a crescer depois de 2016, ano em que despoletaram as dívidas ocultas, foi porque os membros do Clube de Paris praticamente se recusaram a dar novos créditos a Moçambique”, lê-se no documento.
Mas as dívidas com a China, prossegue o texto, foram usadas para financiar projetos de investimento em infraestruturas de grande envergadura, maioritariamente de caráter comercial ou administrativo.
Critérios chineses “menos rigorosos”
“Um elemento que certamente influenciou esse crescimento da dívida com a China é que esse país aplica critérios menos rigorosos para a concessão de novos empréstimos”, refere-se no estudo.
O “alto nível de dívida” de Moçambique expõe o país ao risco de cair na dependência financeira da China, que pode resultar numa “pressão enorme sobre o Governo moçambicano” – “uma possível armadilha da dívida”.
De acordo com o CIP, os empréstimos chineses expõem Moçambique a riscos cambiais, dado que a dívida está denominada em dólares, o que a torna vulnerável a variações cambiais.
Num comentário à Lusa, Agostinho Mondlane, economista do Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), considerou que os contratos de dívida com a China têm sido caracterizados pela “opacidade e sem informação pública sobre os termos e condições em que as dívidas devem ser amortizadas”.
“Na falta de informação sobre os termos e condições dessas dívidas, não se sabe sequer quais são os colaterais anexados a essas dívidas, nem se são concessionais ou comerciais”, afirmou Agostinho Mondlane.
Por outro lado, algumas infraestruturas financiadas com o dinheiro chinês são de retorno económico duvidoso, porque não tem havido a diligência de realizar estudos de viabilidade consistentes. “Infelizmente, parte desse dinheiro financia autênticos elefantes brancos, que depois oneram o erário público dos países devedores”, referiu Agostinho Mondlane.
China não discute publicamente acordos
Fonte da embaixada da China em Maputo disse que o seu Governo não vai discutir publicamente aspetos inerentes a acordos de dívida com o Estado moçambicano, escusando-se a entrar em pormenores sobre o tema.
Sobre o risco de eventuais incumprimentos por parte de Moçambique levarem as autoridades chineses a penhorar bens públicos, aquele economista mostrou-se cético em relação a esse cenário, considerando que há sempre espaço para a restruturação das dívidas.
“Não me parece lógico que a China prefira ‘castrar’ a ‘galinha dos ovos de ouro'”, Agostinho Mondlane.
Uma jovem de 25 anos foi detida em Moscovo, na Rússia, após ter sido apanhada a tentar vender a própria filha, uma bebé recém-nascida com uma semana.
Luiza Gadzhieva admitiu que iria receber dinheiro a troco da filha porque “queria comprar umas botas novas”. A mulher pedia pouco mais de três mil euros pela filha bebé e foi apanhada numa operação montada pela polícia russa, que se fez passar por potenciais pais adoptivos interessados.
Segundo as autoridades, a mulher estava confiante que a venda da filha se concretizaria e até já tinha discutido com a irmã quais as botas que iria comprar com o dinheiro.
Foi marcado um encontro num café e a russa acabou detida na ‘armadilha’ que as autoridades lhe montaram. “Após receber dinheiro, a suspeita passou a criança ao cliente e passou recibo. Deu-se como culpada durante a detenção e está em prisão preventiva. A criança não corre risco de vida e foi entregue a uma instituição”, garante a polícia à imprensa local.
Uma pessoa morreu no domingo (11) após saltar de uma viatura em marcha, na zona da passagem de nível, no bairro do Ferroviário, na cidade de Maputo.
O carro da marca Mitsubishi, turismo, com a chapa de inscrição ADI-999-MP, circulava no sentido Ferroviário-Costa do Sol, quando o finado abriu a porta e atirou-se no asfalto.
Segundo o chefe do Departamento de Educação Cívica, da Polícia de Trânsito (PT), na capital do país, José Nhantumbo, o carro teria apresentado deficiência mecânica no sistema de freios, o que levou o viajante a se atirar para fora do mesmo na tentativa de escapar de um possível embate.
Durante o fim-de-semana,a PT fiscalizou 1995 veículos. Cento e setenta e dois automobilistas foram multados por diversas irregularidades.
“Igualmente, oito condutores foram detidos, sete dos quais por tentativa de suborno e outro por dirigir sem a devida documentação”, afirmou Nhamtumbo.
Por outro lado, a PT autuou 21 transportadores por superlotação e 471 passageiros foram obrigados a desembarcar antes de chegar aos destinos.
Maria Moreno está de volta a Renamo, depois de ter trocado aquele partido pelo MDM. Na sua primeira intervenção em Nampula, Moreno disse voltar ao partido Renamo com muita sinceridade.
Depois de muito tempo fora da cena política, Maria Moreno ressurge como uma filha que volta à casa. Moreno foi membro da Renamo, passou para o MDM e agora decidiu voltar, sendo que a porta de entrada foi a delegação provincial da “perdiz” em Nampula.
“Estou de volta. Peço que me recebam, venho para trabalhar, como é minha maneira de ser. Venho com muita sinceridade, muita honestidade, muita serenidade. Aquilo que eu penso e que gosto de fazer é fazer a política e servir a democracia e sentimos que no partido Renamo podíamos servir a democracia”, anunciou Maria Moreno, membro da Renamo.
Para o partido Renamo, este acto tem um significado simbólico e carrega uma mensagem. “É a prova clara e evidente de que o partido Renamo está estável, eles apreciam aquilo que é a situação política ao nível da cidade de Nampula e eles acharam que neste momento o melhor momento, o melhor partido para eles apresentarem-se como um partido sério e que sabe o que quer”, disse Abiba Aba, delegada provincial da Renamo em Nampula.
E quem também sabe o que quer é o general Elias Dhlakama, que quer candidatar-se à presidência do partido Renamo e diz gozar de simpatia das bases. Sobre este assunto, a delegada provincial da Renamo em Nampula, também tem uma certeza: “a lei moçambicana permite que todos possam candidatar-se para serem eleitos e elegerem. Como partido, sabemos quem é o presidente, é Ossufo Momade, que passou perante um congresso e que foi eleito ao nível de todas as províncias pelos membros do partido Renamo”.
Os testes para o tratamento da Eli Lilly foram suspensos por “potenciais problemas de segurança”. Há dias, Trump defendeu a sua generalização e disse que era uma “cura” para a Covid-19.
A farmacêutica norte-americana Eli Lilly suspendeu os testes clínicos para o tratamento para a Covid-19 que estava até aqui a desenvolver, depois de terem sido levantadas dúvidas quando à possibilidade de “potenciais problemas de segurança”.
Essa foi a expressão que, de acordo com o The New York Times, responsáveis do governo norte-americano utilizaram em trocas de correspondência com investigadores. Esta é, porém, uma decisão relativamente comum no desenvolvimento de vacinas e tratamentos — e que surge um mês depois de a Astrazeneca e um dia após a Johnson & Johnson terem feito o mesmo quando surgiram dúvidas sobre as vacinas que estão a desenvolver.
Esta decisão surge depois de a 7 de outubro Donald Trump ter falado da Eli Lilly, além da Regeneron, a empresa que produz o cocktail antivírico que o Presidente dos EUA tomou quando esteve internado com Covid-19.
“Temos a Regeneron, temos um medicamento muito semelhante da Eli Lilly, que vão ficar disponíveis. Estamos a tentar torná-las disponíveis através de uma medida de emergência. Eu autorizei-as”, disse Donald Trump, numa mensagem gravada na Casa Branca, pouco depois de ter tido alta.
Apesar de ter dito dessa vez que as autorizou, na verdade Donald Trump não chegou a fazê-lo — embora o The Washington Post tenha apurado que houve pressões do Presidente e da Casa Branca para garantir que a Food and Drug Administration, a entidade reguladora, permitisse a generalização daqueles dois tratamentos.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugurou, na passada sexta-feira (09), o edifício da filial do Banco de Moçambique, no Chimoio, um empreendimento orçado em 571 milhões de meticais.
Aquando da cerimónia da inauguração, várias foram as vozes que elogiaram o empreendimento, tido na ocasião como um dos mais emblemáticos da capital da província de Manica.
Uma das figuras que ficou bastante impressionada com a obra foi o próprio governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, que chegou a considera-la de arquitectura moderna e resiliente a qualquer tempestade.
“O edifício da filial de Chimoio desenvolveu-se com o aproveitamento dos escritórios do antigo Banco Nacional Ultramarino e dispõe de uma área total pavimentada de 10 mil metros quadrados, combinando os padrões de arquitectura moderna, beleza, conforto e resiliência às mudanças climáticas”, disse Zandamela.
E não tardou que o teste viesse mesmo da própria natureza. 24 horas depois, ou seja, sábado, o edifício recebeu cargas de água da chuva e o tecto, segundo imagens amadoras que circulam nas redes sociais, mostrou não ter resiliência nenhuma às intempéries.
A situação gerou um atirar de culpas da construtora Soares da Costa Moçambique ao fiscal da obra.
“Devemos referir que as vigas de betão, quer a laje que constitui o tecto do auditório, são originais da construção do antigo edifício do Banco Nacional Ultramarino e constituídas por betão armado bastante poroso. Aquando da reabilitação, seguindo as instruções da Fiscalização/Projectista, foi efectuada a impermeabilização com telas asfálticas da superfície superior da laje, subindo as telas até um nível das vigas que na altura se julgou adequado. Ora, com a subida do nível da água acima da cota de remate das telas inferiores e devido à natureza do betão existente, como antes referido, a água infiltrou-se com bastante expressão manifestando-se no tecto do interior do auditório”, refere o comunicado.
Argumentos técnicos à parte, a verdade é que o edifício demonstrou fragilidades decorrentes da chuva que durante 15 minutos se fez sentir no último sábado no Chimoio.
As imagens inundaram as redes sociais e o jurista Faizal Castigo diz que a situação revela falta de clareza no processo de contratação para obras e diz que é preciso encontrar-se uma saída.
“Estamos em situação de incumprimento contratual, apesar de ser incumprimento parcial, tendo em conta que a obra foi executada, mas ela tem os seus defeitos e cabe o Banco accionar a garantia de modo que o empreiteiro possa corrigir os erros”, referiu o jurista.
Castigo entente por outro lado que mais do que isso, a imagem do Banco de Moçambique ficou manchada, tendo em atenção que altas individualidades testemunharam a inauguração do edifício como sendo de qualidade, quando na verdade não é isso.
A capacidade da barragem aproxima-se de 25 por cento das necessidades. A cidade moçambicana Nampula, com pouco mais de 700 mil habitantes, enfrenta enormes restrições no abastecimento de água potável, devido às fracas precipitações registadas.
A capacidade da barragem aproxima-se de 25 por cento das necessidades.
“A barragem tem capacidade para 3.8 mil milhões metros cúbicos mas a cidade necessita de 14 mil milhões metros cúbicos”, revelou Carlitos Omar, director geral da ARA Centro e Norte numa conferência de imprensa nesta terça-feira, 13.
Entretanto, o director do Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água em Nampula, Inacio Inácio, aponta, como medidas para melhorar a gestão da água, principalmente em tempo de pandemia, uma distriuição de acordo com a capacidade existente e de forma programada.
O volume de produção será reduzido de 40 mil metros cúbicos para 20 mil.
“Obviamente que o abastecimento não vai ser da forma habitual, a distribuição vai ser por via de restrições, ou seja através de bairros e vamos elaborar um plano que será disponibilizado de modo que as pessoas saibam os dias em que terão água”, explicou Inácio.
As restrições acontecem numa altura em que a procura pela água cresceu bastante devido à pandemia que exige a adopção de medidas de higiene principalmente a lavagem das mãos.
O embaixador da União Europeia em Moçambique, Antonio Sánchez-Benedito Gaspar, mostrou-se preocupado com as informações segundo as quais há desmobilizados da Renamo a juntarem-se à Junta Militar. Contudo acredita que a vontade de pacificar o país vai se sobrepor a quaisquer interesses contrários a esse propósito.
Na semana passada, Alfredo Magumisse, membro da Comissão Política da Renamo, afirmou que há desmobilizados do seu partido que se juntam às fileiras de Mariano Nhongo, supostamente porque se sentem inseguros nas zonas de residência, alegadamente por serem perseguidos pelas Forças de Defesa e Segurança.
O embaixador da União Europeia mostrou alguma preocupação em relação a estes pronunciamentos de um quadro sénior da “perdiz”. Mas acredita que a paz irá prevalecer.
“Naturalmente, estamos preocupados, mas acho que a Junta Militar é minoritária em relação ao acordo de paz e à vontade dos moçambicanos em pacificar o país. Mariano Nhongo não pode impor as suas vontades a milhões de moçambicanos. Há um processo de pacificação em curso e reiteramos o nosso apelo a Junta a se juntar ao mesmo”, afirmou Antonio Sánchez-Benedito Gaspar.
De finais de Julho do ano passado a esta parte, cerca de 900 antigos guerrilheiros da Renamo de diversas bases dos distritos de Dondo, Nhamatanda, Chibabava, Muxúnguè, Búzi, Gorongosa, Marigué e Chemba, na província de Sofala, passaram à vida civil, no âmbito do processo do Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR).
Entretanto, desde a mesma altura, militares dissidentes da Renamo, que formaram a auto-proclamada Junta Militar, têm estado a criar instabilidade em Manica e Sofala, por razões que ainda não claras.
Para a União Europeia, a Junta Militar tem oportunidade para contribuir na pacificação do país, juntando-se ao processo já iniciado.
“Dentro do processo do DDR há oportunidades para todos. Apelamos à Junta Militar a aproveitar esta oportunidade” para ser desmobilizada. “Fora do DDR não há oportunidades para ninguém. Que a junta aproveite esta possibilidade”, pois o acordo assinado entre o Chefe de Estado e o líder da Renamo não permite que um grupo de pessoas coloque em causa a “vontade de milhões de moçambicanos que querem viver em paz”, segundo Antonio Sánchez-Benedito Gaspar.
O grupo farmacêutico Johnson & Johnson anunciou ontem (13) a interrupção dos ensaios clínicos de uma vacina contra a COVID-19 por um dos participantes ter ficado doente.
“Interrompemos temporariamente a administração de novas doses em todos os nossos ensaios clínicos de uma vacina experimental contra a COVID-19, incluindo o conjunto de ensaio da fase três, devido a uma doença ainda por explicar num dos participantes”, declarou o grupo, citou o Notícias ao Minuto.
A farmacêutica norte-americana indicou que “a doença do participante está a ser avaliada” pelos médicos e recusou-se a avançar mais pormenores para “respeitar a privacidade deste participante”.
Em 23 de setembro, a empresa norte-americana tinha anunciado o início dos ensaios da fase três, última etapa de desenvolvimento de uma vacina contra a COVID-19, cujo nome oficial é Ad26.COV2.S.
As fases um e dois dos ensaios decorreram em julho, nos Estados Unidos e na Bélgica.
O facto ocorreu no distrito de Homoine, província de Inhambane. A vítima tem três anos de idade e o líder comunitário, tio da mesma, é acusado de ter cometido a violação sexual de forma repetitiva em 2017.
A primeira vez que a esposa do indiciado descobriu que a sobrinha sofria abuso sexual sexual, tentou resolver o assunto na comunidade, sem envolver a polícia, com o objectivo de proteger o marido.
Foi nessa altura que na mesma comunidade, o suspeito assumiu por escrito que nunca mais tocaria na criança. Mas a promessa traduzida no papel não passou de letra-morta, de tal modo que o suposto violador continuou a usar a menina como seu objecto sexual.
As autoridades tomaram conhecimento do caso através de uma denúncia feita pelo comitê local de protecção à criança. O indiciado confessou que manteve relações sexuais com a criança, mas alegou que foi a pedido da mesma.
Os contornos deste caso trazem à tona um velho debate, sobre a convivência de alguns líderes comunitários e as uniões prematuras. Um assunto já denunciado por várias vozes, mas que nunca teve o devido seguimento.
A organização armada islâmica talibã declarou apoiar a candidatura de Donald Trump nas eleições presidenciais norte-americanas de 2020.
O grupo, que governou o Afeganistão entre 1996 e 2001 antes da invasão dos Estados Unidos, deseja que o atual Presidente norte-americano renove o mandato, para cumprir a promessa de retirar todas as tropas de território afegão: “Esperamos que [Trump] ganhe as eleições e que vá acabando com a presença militar norte-americana no Afeganistão”, disse um porta-voz da organização militar à cadeia televisiva CBS.
Este apoio a Trump surge após o acordo que os Estados Unidos assinaram com os talibãs, depois de 18 anos de conflito, em fevereiro de 2020. O Presidente norte-americano decidiu retirar todas as tropas num prazo de 14 meses, desde que a organização islâmica consiga manter a promessa de que outros grupos armados não atentem contra os interesses norte-americanos e dos seus aliados.
Achamos que a maior parte do povo norte-americano está cansado da instabilidade, dos fracassos económicos e das mentiras dos políticos e que confiará de novo em Trump, porque Trump é capaz de decidir, pode controlar a situação dentro do país. Outros políticos, como [Joe] Biden lançam slogans irreais”, disse Zabibullah Mujahid, porta-voz talibã, à CBS.
Não há nenhuma menção, no acordo, que informe em que data é que os EUA vão retirar as tropas de território afegão, mas Donald Trump lançou um tweet, na passada quinta-feira, em que refere que a “pequena quantidade de homens e mulheres corajosos que estão no Afeganistão” devem estar em casa “pelo Natal”. No entanto, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos Estados Unidos, Mark A. Milley, veio colocar um entrave ao calendário estipulado por Trump, dizendo, em entrevista à NPR, que o plano “tem condicionantes” e que espera ainda “discutir as condições e garantir que elas são cumpridas”.
O Afeganistão continua em guerra. Ainda no passado domingo, a província de Helmand foi palco de ataques por parte dos talibãs — ação que vai contra o acordo assinado com os EUA em fevereiro de 2020. O comandante das forças norte-americanas e da NATO no Afeganistão, o General Austin S. Miller, apelou a que os talibãs “parem imediatamente as suas ações ofensivas em Helmand e reduzam a violência em todo o país”.
A polícia “não sairá das ruas e utilizará, se necessário, equipamentos especiais e armas de combate”, disse o ministério. De acordo com as autoridades bielorrussas, tais medidas são justificadas pelo facto de “as manifestações, que se deslocaram principalmente para Minsk, se terem tornado organizadas e extremamente radicais”.
Estas declarações surgem um dia depois de novas manifestações contra a reeleição do Presidente Alexander Lukashenko terem ocorrido em várias cidades da Bielorrússia e das autoridades do país, através do Ministério do Interior, terem confirmado a detenção de 713 pessoas durante os protestos, das quais 570 permanecem sob custódia policial à espera de serem presentes a um juiz.
Várias dezenas de pessoas sofreram ferimentos, segundo denunciaram, por sua vez, ativistas locais de direitos humanos, considerando que a repressão exercida pelas forças policiais no domingo foi uma das mais duras em várias semanas de protestos.
Desde as contestadas eleições presidenciais de 09 de agosto, que atribuíram a Lukashenko, no poder há 26 anos, um sexto mandato e que a oposição bielorrussa considera como fraudulentas, centenas de milhares de bielorrussos têm saído às ruas (normalmente ao domingo) em protesto, manifestações essas que têm sido marcadas por uma forte e violenta repressão pelas forças de segurança da Bielorrússia.
O domingo passado não foi exceção e várias cidades bielorrussas foram palco de protestos anti-Lukashenko, com a capital do país, Minsk, a acolher a maior manifestação.
O grupo de defesa dos direitos humanos bielorrusso Viasna estima que cerca de 100 mil pessoas participaram na manifestação dominical em Minsk.
Segundo os relatos, citados pelas agências internacionais, as forças policiais tentaram rapidamente dispersar os manifestantes em Minsk com jatos de água, granadas atordoantes e bastões, de forma a impedir que grupos de pessoas, que estavam em diferentes locais da cidade, se juntassem numa grande manifestação.
Os chefes da diplomacia da União Europeia (UE) acordaram hoje, entretanto, avançar com sanções contra o Presidente bielorrusso, reforçando assim as medidas restritivas adotadas contra os repressores das manifestações realizadas no país.
“Hoje, os ministros [dos Negócios Estrangeiros] confirmaram que Lukashenko carece de qualquer legitimidade democrática e deram a sua ‘luz verde’ política para [a UE] começar a preparar o próximo pacote de sanções, que irá incluir o próprio Lukashenko”, declarou o Alto Representante para Política Externa, Josep Borrell.
A informação foi avançada poucas horas depois de o Conselho da UE ter informado, em comunicado, que os ministros dos Negócios Estrangeiros tinham manifestado a sua “disponibilidade” para reforçar as sanções aplicadas aos repressores dos protestos na Bielorrússia, admitindo abranger Lukashenko nas medidas restritivas “caso a situação não melhore”.
E surge também depois de um primeiro pacote de medidas restritivas — incluindo limitações à circulação ou congelamento de bens e contas — que abrangeu cerca de 40 personalidades ligadas ao regime bielorrusso e que foi oficialmente aprovado pelo Conselho Europeu há duas semanas.
O Sindicato Nacional dos Professores (SNP) moçambicano considerou ontem (13) “menos lesiva” a decisão do Governo moçambicano de determinar a passagem automática dos alunos de classes sem exame, devido à covid-19, alertando que o sistema corria o risco de “bloqueio”.
O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (Minedh) de Moçambique anunciou em setembro que todos os alunos de classes isentas de exame transitam automaticamente para a classe seguinte, sem mais avaliações, dando por encerrado o ano letivo para essas classes, cerca de cinco meses após a suspensão das aulas provocada pelo impacto da covid-19.
Em declarações hoje à Lusa, o secretário-geral do SNP, Teodoro Muidumbe, considerou “menos lesiva e necessária a decisão do Governo”, alertando que, de outra forma, o Sistema Nacional de Educação (SNE) sofreria um bloqueio.
“A alternativa seria anular o ano letivo e manter os alunos nas classes deste ano, o que seria um bloqueio para milhões de novos ingressos no primeiro ano de escolaridade”, afirmou Teodoro Muidumbe.
Muidumbe assinalou que o “congelamento” das passagens resultaria na falta de vagas para os alunos do primeiro ano de escolaridade e a denegação do direito fundamental à educação às crianças que em 2021 completam seis anos de idade.
A Save the Children Internacional (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador de Monitoria, Avaliação, Prestação de Contas e Aprendizagem (MEAL). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais de Mobilização. Saiba mais.
Vagas de emprego ainda abertas
Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Administrativo e Financeiro. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF), no âmbito das suas actividades pretende recrutar um (1) Gestor Provincial de Operações. Saiba mais.
A Women’s Voice and Leadership – ALIADAS pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Consultor para Operacionalização do Sistema de Monitoria, Avaliação e Aprendizagem. Saiba mais.
A RHDC Consultoria & Serviços Lda – RHDC, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal oito (8) Oficiais Distritais de Mobilização Comunitária. Saiba mais.
Uma empresa de Construção Civil, sediada na Cidade de Maputo, pretende contratar para o seu quadro de pessoal Gestores de Logística e Transportes. Saiba mais.
A Terra Firma pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Sistemas de Informação Geográfica e Extração e Transformação de Dados. Saiba mais.
O Conselho Superior da Magistratura Judicial Administrativa pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnica Superior de Administração de Justiça (Jurista). Saiba mais.
O Conselho Superior da Magistratura Judicial Administrativa pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnica Superior N1 (Contabilista). Saiba mais.
O Conselho Superior da Magistratura Judicial Administrativa pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos Profissionais (Administração Pública e Ciências de Documentação). Saiba mais.
A Ajuda Popular da Noruega (APN) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal, Consultor Externo para a elaboração do plano estratégico 2020-2024 em Moçambique. Saiba mais.
No último domingo (11), o “The Telegraph” revelou o plano que Manchester United e Liverpool possuem para mudar o sistema do futebol inglês. Entre as principais alterações, os gigantes gostariam de ter 18 times na Premier League, ao invés dos 20 atuais, além da abolição da Copa da Liga Inglesa e com a Community Shield, equivalente a Supercopa da Inglaterra.
O plano conta com o apoio de Rick Parry, presidente da Liga de Futebol da Inglaterra, mas os dois clubes também esperam contar com o apoio de Arsenal, Chelsea, Manchester City, Tottenham, Everton, Southampton e West Ham com a intenção de levar a ideia adiante.
Premier League respondeu e criticou a iniciativa dos clubes ao lado de Parry e disse que não pretende mudar o sistema do futebol inglês.
– Vimos as notícias com um plano de reestruturar o futebol no país. O futebol inglês é o mais visto no mundo e tem um sistema com ligas competitivas, dinâmicas e vibrantes que interessam a todos. Para manter este lugar, temos que trabalhar juntos. Do ponto de vista da Premier League, muitas das propostas individuais que foram publicadas poderiam ter um impacto negativo no futebol e é decepcionante que Rick Parry tenha dado seu apoio.
A proposta também foi criticada pelo Governo Britânico, que disse que as propostas iriam elitizar o futebol nacional e que a discussão em tempos de crise é decepcionante. O excesso de jogos no calendário dos principais times ingleses faz com que o sistema seja alvo de diversas discussões ao longo dos últimos anos, mas não há prazo para que qualquer mudança aconteça.
O seminário que juntou a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, e o presidente do Grupo Banco Mundial, David Malpass, a vários ministros africanos visou identificar opções para ampliar o financiamento à região africana nos próximos cinco anos, partilhar experiências com as políticas implementadas pelos vários países em resposta à pandemia e as suas consequências económicas e sociais, anunciou o ministério das Finanças (MINFIN).
No seminário sobre “Mobilização com África”, os intervenientes “convergiram quanto à necessidade de mobilização de recursos internacionais extraordinários para acudir à situação pós-pandemia” e pediram um prolongamento até 2021 da Iniciativa do G-20 para a Suspensão do Serviço da Dívida (DSSI), destaca o MINFIN numa nota publicada no seu portal.
Vera Daves de Sousa referiu-se às medidas, sobretudo em termos de sustentabilidade da dívida, para fazer face ao choque da pandemia sobre a economia e sistemas de saúde.
“Gostaríamos de ver a extensão das iniciativas de alívio existentes, pelas quais agradecemos a todos os parceiros multilaterais e bilaterais, e enfatizamos o nosso compromisso de tornar as nossas economias e sistemas de saúde mais resistentes a choques, manter a sustentabilidade da dívida, melhorar o ambiente de negócios e criar as condições para o investimento estrangeiro direto e a diversificação económica que promova o crescimento”, afirmou a governante angolana, citada pelo MINFIN.
O seminário sobre “Mobilização com África”, realizado de forma virtual, serviu de antecâmara das reuniões anuais das instituições financeiras internacionais que decorrem entre hoje e 17 de outubro.
No encontro, Kristalina Georgieva, citada na nota do MINFIN, salientou a necessidade de os Estados africanos intensificarem as reformas económicas que visam a melhoria da qualidade da despesa em domínios fundamentais como a educação, saúde, digitalização e infraestruturas, indicando que sem reformas, “a ajuda externa não será eficaz nem suficiente”.
David Malpass informou, por seu turno, que o Conselho de Administração do Banco Mundial está em vias de aprovar, nos próximos dias, um programa de 12 mil milhões de dólares norte-americanos destinados a aquisição de vacinas para a prevenção da covid-19.
O presidente do Grupo Banco Mundial anunciou também o lançamento, na próxima semana, da primeira edição do relatório sobre o Estado Internacional da Dívida, “documento que reflete a gravidade da situação, particularmente entre os países africanos”.
Na mesma ocasião, o Presidente da República Francesa, Emmanuel Macron, anunciou a realização, em maio de 2021, em Paris, de uma Conferência Internacional de Alto Nível para o financiamento de África, tendo em vista a mobilização de recursos para o financiamento de grandes projetos de investimento público, com envolvimento do setor privado.
O evento juntou entidades políticas e governativas de vários países africanos, especialmente ministros das Finanças e da Economia e governadores dos bancos centrais, com destaque para Senegal, Gana, Nigéria, Camarões e Tunísia, assim como de altos responsáveis de organizações multilaterais internacionais.
Estiveram igualmente presentes o secretário-geral da ONU, António Guterres, o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki, e a secretária executiva da Comissão Económica das Nações Unidas para África, Vera Songwe.
Esta foi a segunda edição do evento promovida pelo Departamento Africano do FMI.
Centenas de pessoas da zona do porto polaco de Szeczcin foram retiradas dos locais onde residem enquanto decorrem os trabalhos de neutralização de uma bomba de cinco toneladas lançada durante a Segunda Guerra Mundial.
A bomba Tallboy, de 5,4 toneladas, foi encontrada ativa em setembro de 2019 durante obras num canal na zona sul da estância turística de Swinoujscie, perto do porto de Szczecin, que foram dois importantes pontos da Marinha de Guerra nazi durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) no Mar Báltico.
A operação de neutralização da bomba deve prolongar-se previsivelmente durante os próximos cinco dias sendo que os especialistas vão trabalhar submergidos e tentar controlar os componentes explosivos da Tallboy.
Trata-se da primeira operação subaquática para neutralizar uma bomba deste tipo visto que outras bombas Tallboy foram desativadas em terra na Alemanha, Noruega e França.
Devido ao elevado risco da operação, cerca de 750 residentes num perímetro de 2,5 quilómetros do local onde se encontra a bomba estão a ser retirados assim como foram suspensas as viagens do ferry que faz o transporte de passageiros na área do norte da Polónia.
A bomba Tallboy foi inventada pelo engenheiro aeronáutico britânico Barnes Wallis e era usado pelos bombardeiros da Royal Air Force (RAF) para destruir instalações militares nazis de grande envergadura através de grandes choques subterrâneos ou subaquáticos.
A bomba que foi detetada no canal de Swinoujscie foi provavelmente lançada em abril de 1945, praticamente no final do conflito, na Europa, durante a batalha de Luetzow.
Até ao momento os especialistas britânicos não conseguiram explicar por que motivo a bomba que foi recentemente detetada não explodiu após o impacto.
Durante uma parada militar, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un fez algo inesperado: chorou. Admitindo que a sua governação não tinha conseguido corresponder às expetativas dos cidadãos, tirou os óculos e limpou os olhos, uma rara demonstração de vulnerabilidade no presidente do partido único daquela que é descrita como a última ditadura estalinista do mundo.
“O nosso povo depositou em mim uma confiança tão grande como o céu e tão profunda como o mar, mas nem sequer consegui estar satisfatoriamente à altura. Lamento realmente”, disse Kim, citado pelo “Korea Times”, um jornal sul-coreano de língua inglesa. “Os meus esforços e a minha sinceridade não foram suficientes para livrar o nosso povo das dificuldades nas suas vidas.”
A Coreia do Norte, que atravessou longos períodos de fome em décadas recentes, sofre os efeitos combinados das sanções americanas e da pandemia, que restringiu as trocas comerciais com a China, o seu principal parceiro económico (e aliado político).
O investimento maciço em equipamento militar – na parada foi apresentado um novo míssil intercontinental – parece cada vez mais difícil de suster, ou mesmo de justificar, nas atuais circunstâncias, e a promessa de uma melhoria nas relações com os Estados Unidos, materializada em vários contactos pessoais diretos entre Kim e Trump, que se tornou o primeiro Presidente americano a visitar o país, suscitou esperança de que a pressão pudesse aliviar.
Essa esperança ficou pelo caminho, e a Coreia do Norte prosseguiu a sua estratégia habitual, que contém uma ameaça implícita de caos para os países vizinhos se o regime entrar em colapso. E reação emocional inesperada de Kim poderá ser um indício de que os “desastres sem precedente” e os “graves desafios” de que ele falou durante o seu discurso estão a afetá-lo pessoalmente, e talvez a colocar potencialmente em risco a sua liderança.
O Bangladesh vai instituir a pena de morte para o crime de violação. A decisão foi tomada na sequência de protestos em massa gerados por um vídeo de uma mulher a ser violada por um grupo de homens. O vídeo foi deliberadamente posto nas redes sociais como forma de castigo por a mulher não aceder ao que os homens lhe exigiam.
O ataque aconteceu no início de setembro em Noakhali, uma zona do sul. A vítima é uma mulher que no último ano tinha sido violada várias vezes por um homem, sob ameaça de arma. Desta vez a violação foi em grupo, e os atacantes filmaram a cena, ameaçando a mulher de a envergonhar publicamente se ela não aceitasse ter sexo com eles – uma ameaça que tem peso num país onde as vítimas de agressões sociais são frequentemente culpadas, e só numa percentagem muito pequena de casos esses crimes têm castigo. Como ela recusou passar a ter sexo com o grupo, eles publicaram o vídeo.
A reação nas redes sociais não tardou. Primeiro houve muita gente que substituiu a foto no seu perfil por um espaço branco – um sinal de raiva, explica a Al-Jazeera. Depois começaram as manifestações e cadeias humanas ao longo do país. Em muitas delas viam-se cartazes a reclamar a pena de morte para os violadores. Os 5400 crimes desse tipo registados por um grupo ativista no país o ano passado serão apenas uma parte – talvez uma pequena parte – do total, mas são um número suficientemente chocante para gerar revolta pública.
“VALOR” PESSOAL DA VÍTIMA DETERMINA JUSTIÇA A RECEBER
No início do ano, após a violação de uma estudante universitária, o tribunal superior do país tinha exigido ao Ministério da Justiça que estabelecesse uma comissão para tomar medidas sobre o assunto. O prazo era até junho, mas nada foi feito. Entretanto houve outros casos que vieram a público, incluindo um em que estiveram envolvidos membros da ala juvenil do partido no poder, e agora o Governo decidiu agir.
O Parlamento não se encontra neste momento em sessão, mas na terça-feira, segundo informação veiculada pelo Ministério da Justiça à BBC, o presidente vai emitir uma ordem a estabelecer a pena de morte para o crime de violação. Um especialista do Bangladesh Legal Aid and Services Trust, uma organização que fornece apoio jurídico, disse à Al-Jazeera que a nova lei poderá, na verdade, conduzir a menos condenações, pois é isso que tende a acontecer quando as penas são mais severas.
A Human Rights Watch, igualmente citada pela Al-Jazeera, notou que a taxa de condenações por violação no Bangladesh é inferior a um por cento, e descreveu os obstáculos e humilhações que as vítimas enfrentam quando têm a coragem de apresentar queixa nesse país profundamente conservador.
Se o caso chegar a julgamento, explicou outra ativista, aspetos da vida e da personalidade da vítima que nada têm a ver com aquilo que está em causa são frequentemente usados contra ela, para “determinar arbitrariamente o seu valor”, e portanto o nível de justiça que ela merece e do castigo a aplicar, se houver algum.
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