O Sindicato Nacional dos Professores (SNP) moçambicano considerou ontem (13) “menos lesiva” a decisão do Governo moçambicano de determinar a passagem automática dos alunos de classes sem exame, devido à covid-19, alertando que o sistema corria o risco de “bloqueio”.

O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (Minedh) de Moçambique anunciou em setembro que todos os alunos de classes isentas de exame transitam automaticamente para a classe seguinte, sem mais avaliações, dando por encerrado o ano letivo para essas classes, cerca de cinco meses após a suspensão das aulas provocada pelo impacto da covid-19.

Em declarações hoje à Lusa, o secretário-geral do SNP, Teodoro Muidumbe, considerou “menos lesiva e necessária a decisão do Governo”, alertando que, de outra forma, o Sistema Nacional de Educação (SNE) sofreria um bloqueio.

“A alternativa seria anular o ano letivo e manter os alunos nas classes deste ano, o que seria um bloqueio para milhões de novos ingressos no primeiro ano de escolaridade”, afirmou Teodoro Muidumbe.

Muidumbe assinalou que o “congelamento” das passagens resultaria na falta de vagas para os alunos do primeiro ano de escolaridade e a denegação do direito fundamental à educação às crianças que em 2021 completam seis anos de idade.