A informação é adiantada quando Trump se prepara para retomar os comícios de campanha: na Flórida, já esta segunda-feira, seguindo-se a Pensilvânia (nordeste) na terça e o Iowa (centro oeste) na quarta.
Sean Conley, médico da Casa Branca, garantiu esta segunda-feira que os testes de deteção do vírus da covid-19 que o Presidente norte-americano fez deram negativo “durante dias consecutivos”.
Segundo a nota divulgada pelo médico, e citada por vários meios de comunicação norte-americanos, Trump “fez vários testes antigénio que deram negativo (…) e mostraram que o vírus que já está ativo e capaz de se replicar”.
A informação é adiantada quando Trump se prepara para retomar os comícios de campanha: na Flórida, já esta segunda-feira, seguindo-se a Pensilvânia (nordeste) na terça e o Iowa (centro oeste) na quarta.
A 2 de outubro, o Presidente norte-americano revelou que tanto ele como Melania Trump estavam infetados com o vírus. Desde então, a Casa Branca foi questionada várias vezes a respeito da última vez que o Presidente norte-americano testara negativo, antes do diagnóstico positivo, escusando-se sempre a responder à questão.
TRUMP DIZ QUE ESTÁ IMUNE À COVID-19
Já no domingo Trump afirmara que estava “imune” à covid-19, um dia depois de o seu médico ter afirmado que já não havia o risco de transmitir o vírus.
“Parece que estou imune, por, não sei, talvez por muito tempo, talvez por pouco tempo, talvez para toda a vida. Ninguém sabe realmente, mas estou imune”, afirmou em declarações por telefone à Fox News.
Duas pessoas perderam a vida, no passado fim-de-semana, soterradas no posto administrativo de Nauela, em Alto Molócuè, na Zambézia, quando faziam escavações para um poço de água. As vítimas aparentavam vinte e três a vinte e cinco anos.
O facto foi confirmado à impressa na segunda-feira (12) pelo porta-voz da Polícia da Republica de Moçambique (PRM), na Zambézia, Sidner Lonzo.
Sidner Lonzo apela a população a observar medidas de segurança nas escavações profundas para a obtenção de água. (Zambézia)
Está em curso, no país, um processo de acreditação e certificação dos resultados do novo coronavírus, de modo a evitar a falsificação. A informação foi partilhada, na segunda-feira (12), na cidade de Maputo, pelo Ministro da Saúde, Armindo Tiago.
“ O Ministério da saúde em colaboração, com todos os sectores que estão a fazer testagem da Covid-19, estão a envidar esforços no sentido de fazer uma certificação de maneiras que o processo de falsificação possa não ocorrer e as medidas relativas a este processo de certificação não podem ser aqui avançadas. Entretanto, já existe um processo de acreditação e certificação dos resultados, tanto os do sector público como os do sector privado “, disse
O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde defendeu na segunda-feira (12) que África deve continuar a investir em saúde pública e reforçar cadeias de fornecimento e produção locais.
O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) defendeu esta segunda-feira que África deve continuar a investir em saúde pública e reforçar cadeias de fornecimento e produção locais para se preparar para uma próxima pandemia.
Para se preparar para uma próxima pandemia, África deve continuar a investir em saúde pública, reforçando os cuidados de saúde primários, e fortalecer as cadeias de abastecimento”.
O diretor-geral da OMS e ex-primeiro-ministro da Etiópia, que falava hoje durante a conferência do Financial Times sobre África, este ano em formato virtual, recordou que o continente enfrentou dificuldades no início da pandemia de Covid-19 para conseguir comprar testes e equipamento de proteção pessoal.
Por isso, sublinhou, “fortalecer a capacidade local de produção” destes equipamentos e de medicamentos e outros produtos farmacêuticos “seria muito importante”.
Os países africanos devem levar isto muito, muito a sério”.
Assinalou também a necessidade de investir em profissionais de saúde, melhorando o ambiente de trabalho e reforçando as suas capacidades técnicas, mas também recrutado mais médicos e enfermeiros.
Tedros Adhanom Ghebreyesus, que é o primeiro africano a liderar a OMS, reconheceu que a resposta dos países aos impactos da pandemia no continente foi surpreendente.
O corpo de uma mulher de 21 anos foi encontrado na manhã de sexta-feira (09) no Texas. O bebé removido do útero acabou por morrer e uma outra mulher foi detida.
Um bebé foi removido do útero de uma mulher de 21 anos encontrada morta numa pequena cidade do Texas, nos Estados Unidos, revelaram as autoridades que estão a investigar as causas de morte.
O corpo de Reagan Hancock foi descoberto na sexta-feira de manhã numa habitação na localidade de New Boston, a nordeste de Dallas, no estado do Texas, explicou um responsável do Departamento de Segurança Pública do Texas, Gregg Williams.
As autoridades de New Boston acrescentaram que uma mulher foi posteriormente detida e que o bebé não sobreviveu, noticia a agência Associated Press.
Dezassete pessoas feridas, 1.300 casas devastadas, maior parte das quais de construção precária, e 20 salas de aula de escolas primárias destruídas é o balanço preliminar após um vendaval que na noite de domingo sacudiu o distrito de Gurúè, na Zambézia.
Por conta do fenómeno, muitas famílias passaram a noite de domingo para segunda-feira (12) ao relento. “O País” apurou no terreno que o vendaval ocorreu por volta das 15h00 de domingo e não durou 15 minutos.
A força do vento foi de tal sorte que, além de habitações, postes de transporte de corrente eléctrica não escaparam. “Vimos fios eléctricos no chão, o que obrigou a empresa Electricidade de Moçambique a desligar energia para evitar” electrocussão, contou Arlindo Marquês, um dos munícipes cuja casa foi completamente reduzida a destroços.
À margem de uma reunião que visava avaliar o impacto do vendaval, o presidente do Conselho Municipal de Gurúè, José Aniceto, disse que não houve morte em consequência da situação.
De acordo com o edil, dos cerca de 184 mil habitantes da vila de Gurúè, 60% passou a noite às escuras por causa do vendaval.
Os 17 feridos socorridos para o hospital já estão na sua respectivas casas, de acordo com a directora distrital de saúde no Gurúè.
O governador da Zambézia, Pio Matos, deslocou-se ao distrito ao Gurúè para se inteirar do impacto causado pela intempérie. Interagiu as famílias, visitou infra-estruturas escolares danificadas e prometeu intervenção do governo assim o levantamento de estragos estiver concluído.
“Queremos chamar atenção para a solidariedade entre vizinhos. Aqueles que não perderam as suas casas devem apoiar os outros. Se possível na construção para que juntos possam continuar a viver e desenvolver as suas vidas”, disse o governante.
O Parlamento Moçambicano vai debater neste mês de outubro a proposta de lei que estabelecerá o regime jurídico especial de perda alargada de bens e recuperação de ativos, um instrumento que visa a que estado seja ressarcido e confisque os bens derivados de corrupção.
Para António Boene, Presidente da Primeira Comissão da Assembleia da República, esta lei é mais abrangente e está alinhada à convenção das Nações Unidas de combate à corrupção.
“É de conhecimento geral que na maior parte dos crimes que ocorrem no nosso país a maior preocupação é apenas de garantir que os implicados sejam condenados a penas de privação de liberdade por longos períodos, mas poucos se preocupam para garantir, por um lado, que os mesmos não tenham mais recursos para continuar com a sua actividade criminosa”, disse Boene.
A lei, comentou Boene, deve também garantir que “nos casos em que se justifique que o Estado possa ser ressarcido dos prejuízos sofridos”.
A elaboração desta lei contou com a participação da sociedade civil. Baltazar Faela, pesquisador do Centro de Integridade Pública (CIP), e o antigo bastonário da ordem dos advogados, Flávio Menete, consideram que este é um passo importante para o combate à corrupção.
Prisões não bastam
“Já fazia muita falta no ordenamento jurídico moçambicano, principalmente nestes crimes de cariz económico em que os agentes muitas vezes se beneficiam de recursos e a capacidade” e o Estado tem uma capacidade bastante reduzida de recuperar, disse Faela.
E para o antigo Bastonário da Ordem dos Advogados, as prisões não bastam para resolver os crimes económicos. “O mais importante é sim assegurar que o Estado tenha de volta todos os bens e direitos adquiridos em resultado deste tipo de criminalidade incluindo os juros, etc”.
Através desta lei serão criados os gabinetes de Recuperação de Activos e o de Administração de Bens, o que para Menete é excessivo.
“Quero acreditar que um gabinete seria suficiente e teria áreas separadas para a recuperação de ativos e para administração de bens, e eventualmente pouparíamos dinheiro, quer com pessoal, quer com instalações e equipamentos”, observou Menete.
O Ministério Público de Moçambique diz que ainda não intentou qualquer acção judicial contra o antigo Chefe de estado moçambicano, Armando Guebuza, cerca de um mês depois de ter pedido ao Conselho de Estado para autorizar que ele seja ouvido no âmbito do processo das dívidas ocultas.
Em nota de imprensa, o Ministério Público, que pedira autorização para Armando Guebuza prestar esclarecimentos sobre o processo das dívidas ocultas, não avança pormenores sobre este seu posicionamento, quando nalguns círculos de opinião se exige uma acção judicial contra o antigo estadista moçambicano.
O jurista José Machicame entende que, com este posicionamento, o Ministério Público pretende esclarecer que, por enquanto, não há nenhuma acção criminal contra Armando Guebuza, dada a pressão para que ele seja constituído arguido.
“Eu penso que o posicionamento da Procuradoria-Geral da República tem a ver com a percepção que pode estar a pairar em alguns círculos da sociedade moçambicana, a de que haja uma acção crime contra o antigo Chefe de Estado,” diz Machicame.
Lentidão
Este posicionamento do Ministério Público surge numa altura em que se questiona porque é que não começa o julgamento das pessoas que se encontram detidas, no âmbito do processo das dívidas ocultas.
“Eu penso que um dia vamos ver essas pessoas em liberdade sem terem sido julgadas, e isso vai frustrar a expectativa de muitos moçambicanos”, afirmou o professor Carlitos Valoi.
Mas, Cristóvão Mondlane, porta-voz do Gabinete Central de Combate à Corrupção, tutelado pela Procuradoria-Geral da República, diz que a demora no início do julgamento tem a ver, entre outros factores, com as ligações internacionais do processo.
Mondlane considerou que “são crimes transnacionais, e buscar elementos de prova para este tipo de crimes, às vezes não é tarefa fácil”.
Refira-se que no âmbito do processo das dívidas ocultas, 20 pessoas foram constituidas arguidas, 19 das quais se encontram detidas e uma em liberdade.
A falta de domínio de questões ligadas ao terrorismo dificulta o julgamento de suspeitos insurgentes em Cabo Delgado, norte de Moçambique, diz o juiz Geraldo Patrício, único que lida com tais casos.
“São casos complexos porque, primeiro, não se estuda em nenhuma faculdade. São delitos especiais. Não são comuns. E depende do próprio julgador muitas vezes, o tipo de investigação”, diz Patrício que, desde 2017, já condenou, pelo menos, 140 réus e absolveu 131.
Entre os julgados por Patrício há moçambicanos, tanzanianos, somalis, ugandeses, congoleses, entre outros de nacionalidades africanas.
A dificuldade de lidar com os casos, diz Patrício, é sentida noutros setores. “Até a nossa polícia não estava preparada para investigar o terrorismo. Só que agora, por causa dessa situação, já estão equipadas de meios próprios para fazer a investigação. Mas, no início, tivemos grandes dificuldades”.
O juiz de 54 anos de idade diz que agora percebe melhor do assunto, foi auto-aprendendo, mas que, mesmo assim, é necessário uma formação especializada, por se tratar de crimes especiais.
Formação
“O Estado depois de aparecer esta situação de insurgência, ou terrorismo, podia até criar condições para nos formar, porque há países que estão há muito tempo com esses problemas”, sugere Patrício.
Ele diz que “nós tratamos como um delito comum (…) e em delito comum quando diz que se não há prova, tem de recorrer ao ‘In Dubio Pro Reo’ (na falta de provas, decide-se a favor do réu)” …a dúvida favorece ao réu…mas esses casos não devem seguir esse princípio”.
E recorrendo a esse princípio – In Dubio Pro Reo – “vamos queimar o país”, diz Patrício.
E, dos julgamentos já efetuados, Patrício diz que foi possível perceber que a maior parte dos que participam nos ataques terroristas são analfabetos; pessoas facilmente manipuláveis que, a troco de valores monetários, são capazes de tudo.
Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Administrativo e Financeiro. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF), no âmbito das suas actividades pretende recrutar um (1) Gestor Provincial de Operações. Saiba mais.
A Women’s Voice and Leadership – ALIADAS pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Consultor para Operacionalização do Sistema de Monitoria, Avaliação e Aprendizagem. Saiba mais.
A RHDC Consultoria & Serviços Lda – RHDC, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal oito (8) Oficiais Distritais de Mobilização Comunitária. Saiba mais.
Uma empresa de Construção Civil, sediada na Cidade de Maputo, pretende contratar para o seu quadro de pessoal Gestores de Logística e Transportes. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador do Programa de Saúde Escolar e Nutrição (SHN). Saiba mais.
O Instituto Médio Politécnico de Moçambique (IMPM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal vinte (20) Docentes de Docentes – Administração Pública e Autárquica. Saiba mais.
O Instituto Médio Politécnico de Moçambique (IMPM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal vinte (20) Docentes – Electricidade Industrial. Saiba mais.
O Instituto Médio Politécnico de Moçambique (IMPM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal vinte (20) Docentes – Tecnologia de Informação e Comunicação. Saiba mais.
A N’weti, uma Organização Nacional não Governamental moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Oficiais de M&A. Saiba mais.
A N’weti, uma Organização Nacional não Governamental moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Enfermeiras Supervisoras. Saiba mais.
A Terra Firma pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Sistemas de Informação Geográfica e Extração e Transformação de Dados. Saiba mais.
A Sociedade Económica de Produtores e Processadores Agrários (SEPPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal doze (12) Oficiais Distritais de Género e Proteção. Saiba mais.
A Sociedade Económica de Produtores e Processadores Agrários (SEPPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dezasseis (16) Técnicos Distritais de Campo. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para uma Distribuidora um (1) Vendedor de Van. Saiba mais.
O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Conselheiro de Programas das Forças Armadas e de Segurança. Saiba mais.
A SETH – Sociedade de Empreitadas e Trabalhos Hidráulicos, S.A. – Sucursal de Moçambique está a recrutar um (1) Técnico de Higiene, Ambiente e Segurança no Trabalho (HAST). Saiba mais.
Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Enfermeiras de Saúde Materno Infantil (ESMI). Saiba mais.
Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Enfermeiras de Saúde Materno Infantil (ESMI) . Saiba mais.
Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Enfermeiras de Saúde Materno Infantil (ESMI). Saiba mais.
O Conselho Superior da Magistratura Judicial Administrativa pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnica Superior de Administração de Justiça (Jurista). Saiba mais.
O Conselho Superior da Magistratura Judicial Administrativa pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnica Superior N1 (Contabilista). Saiba mais.
O Conselho Superior da Magistratura Judicial Administrativa pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos Profissionais (Administração Pública e Ciências de Documentação). Saiba mais.
A Ajuda Popular da Noruega (APN) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal, Consultor Externo para a elaboração do plano estratégico 2020-2024 em Moçambique. Saiba mais.
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, reiterou nesta sexta-feira, 9, a disponibilidade de dialogar com o grupo dissidente da Renamo, a auto-proclamada Junta Militar da Renamo, e colocar fim à insegurança em estradas e aldeias do centro do país, que voltaram a ser assoladas por ataques armados.
Ao falar em Chimoio, capital da província de Manica, Nyusi considerou que a economia da região está a ficar refém da insegurança e insitiu na necessidade de pacificar as províncias atingidas pelos ataques.
“A nossa economia exige paz, segurança, por isso quero mais uma vez colocar-me na disponibilidade para liderar este processo de paz nesta região, e em todo o país, e continuarei a colaborar com a liderança da Renamo e aos irmãos que precisam se juntar a nós”, disse o Presidente, em clara alusão aos dissidentes da Renamo, no fim de dois dias de trabalho na província.
Por sua vez, num comunicado emitido também hoje, o enviado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas para Moçambique, Mirko Manzoni, garantiu que continua firme no compromisso de assegurar uma paz definitiva e convidou as partes a encontrarem as melhores formas de calar as armas.
“Acredito firmemente que a resolução pacífica do conflito através da comunicação e do diálogo é a única forma credível de avançar”, reiterou Manzoni, que vem tentando mediar o diálogo entre os dissidentes, a Renamo e o Governo, insitiu que os moçambicanos merecem viver sem medo e reiterou o convite para o diálogo entre as partes.
“Esta oportunidade para depor armas e reintegrar a sociedade de uma forma relevante deve ser alargada a todos”, observa Manzoni para depois convidar o líder da auto-proclamada Junta Militar da Renamo a se juntar ao processo de desmobilização.
Diálogo condicionado
Entretanto, o líder dissidente, Mariano Nhongo, condicionou hoje o diálogo à divulgação da petição enviada há um ano ao Governo e a cessação dos ataques às bases onde reagrupou os seus homens, bem como raptos e assassinatos de membros da Renamo.
Nhongo disse que o conflito evoluiu para o atual nível porque o Governo ignorou os apelos do grupo dissidente para não assinar acordos com a nova liderança da Renamo e avançou com uma solução militar.
“Este já não é um conflito interno da Renamo, quem está a lutar com à (autoproclamada) Junta Militar da Renamo são as Forças de Defesa e Segurança e o exército”, disse à VOA por telefone Mariano Nhongo, algures do seu esconderijo na Gorongosa.
O líder dissidente acrescentou que as intenções de diálogo manifestadas por personalidades influentes em Moçambique são absorvidas com novos relatos de raptos e assassinatos de seus membros.
“Não é possível negociar a ser caçado com armas”, sublinhou Nhongo ao denunciar novos incidentes com os membros.
Novos raptos
No dia 7, prosseguiu, cinco membros da Renamo foram sequestrados e assassinados em Dombe.
Um sexto membro da Renamo foi assassinado na zona de Pungué-sul, outra área junto à principal estrada de Moçambique onde há frequentes relatos de ataques.
“Se é o tempo de negociarmos a própria Frelimo (Governo) deve aceitar divulgar o documento que enviamos”, aclarou o líder dissidente, que voltou a recusar qualquer negociação com Ossufo Momade.
Os governos de Moçambique e Angola doaram até agora este ano mais fundos para o Programa Alimentar Mundial (PAM) do que a China, a segunda maior economia do mundo, revelam dados da própria organização.
Com efeito, o PAM, que galardoado hoje com o Prémio Nobel da Paz, indicou que até ao passado dia 3 de outubro, tinha recebido contribuições no valor 6 mil e 356 milhões de dólares de vários Estados, sendo o principal contribuinte os Estados Unidos com 2 mil e 733 milhões de dólares.
Nos lugares seguintes, estão Alemanha, com 964 milhões, e a Comissão Europeia, com quase 423 milhões.
A China, a segunda maior economia do mundo, aparece na 39a posição, com quatro milhões de dólares, abaixo de Moçambique (32a.), com quase 12 milhões de dólares, e Angola (37a.), com 4,5 milhões de dólares.
No ano passado, a China doou 30,5 milhões de dólares ao PAM, de um total de contribuições a nível mundial de pouco mais de 8 mil milhões de dólares.
Os Estados Unidos foram o principal doador com 3 mil e 336 milhões de dólares, seguidos da Alemanha e Reino Unido.
O presidente do Malaui, Lazarus Chakwera, está pedindo a seu país que permaneça paciente enquanto seu governo tenta melhorar a situação econômica. Chakwera falou na segunda-feira (05) em uma entrevista coletiva na capital Lilongwe, onde revisou o desempenho de sua administração em seus primeiros 100 dias de mandato.
Chakwera disse estar ciente de que os malauianos têm muitas expectativas de sua administração, como aumento de empregos, fertilizantes mais baratos e boas escolas imediatamente.
Chakwera disse que embora tenha feito muitas promessas antes de sua eleição em junho, cumprir essas promessas não é uma tarefa fácil.
“O foco da minha administração nos primeiros 100 dias foi transformar o Malauí”, disse Chakwera. “Pois nossa nação tem sido um navio inundado navegando em águas hostis e indo na direção errada. Como qualquer bom marinheiro lhe dirá, impedir que um navio inundado afunde e dê meia-volta em tais condições hostis da pandemia não são pequenos feitos. ”
Ele disse que os malauianos devem esperar continuar navegando “nas águas inseguras e na embarcação gasta” por um tempo antes de ver uma mudança.
No entanto, Chakwera disse que apesar dos desafios que enfrentam, seu governo já alcançou muito até agora.
“Primeiro, garantimos a segurança pública publicando novos regulamentos para evitar a disseminação do COVID-19”, disse Chakwera. “Temos nos envolvido em discussões com mais de 500 investidores de todo o mundo para fazer do Malaui um destino para seus investimentos. Terceiro, estamos em um processo de aprovação de um orçamento abrangente projetado para estimular o crescimento econômico em todo o Malaui.
Chakwera também disse que seu governo aumentou o salário mínimo dos funcionários para $ 66 por mês – um aumento de 43% – e garantiu financiamento de emergência para quase 200 famílias afetadas pelo COVID-19 e aumentou a alocação orçamentária para o Gabinete Anticorrupção para processar casos gratuitamente .
No entanto, os analistas têm opiniões divididas sobre o desempenho de Chakwera.
Sylvester Namiwa, diretor executivo do Centro para Iniciativas de Desenvolvimento Econômico e Democracia, disse à VOA que há muitas áreas que Chakwera não abordou em seus primeiros 100 dias.
“Na nomeação do gabinete, há apenas três mulheres que chegaram a ministros de gabinete”, disse Namiwa. “Isso é uma violação total da Lei de Equidade de Gênero. É como se eles estivessem apenas continuando de onde o governo anterior parou, se você me permitir comparar os dois. ”
Betchani Tchereni, professor de economia da Universidade de Malawi, disse que daria a Chakwera uma avaliação de 60% em seu desempenho inicial.
Tchereni disse que as políticas econômicas que o presidente Chakwera está buscando são encorajadoras, especialmente aquela que reserva três quintos por cento dos projetos e contratos do governo para empresas do Malauí.
“… [Estamos] dizendo que a visão é sobre autossuficiência e, claro, criação de riqueza inclusiva”, disse Tchereni. “Portanto, é uma atitude muito, muito corajosa que 60% dos projetos e contratos do governo sejam dados a malauianos puros, isso é muito bom.”
O xerife Kaisi, professor de ciências políticas na Blantyre International University, elogia o governo Chakwera por seu compromisso na luta contra a corrupção.
Mas Kaisi diz que a repressão também deve ser estendida aos que servem no atual governo e outros, não apenas aos que serviram no ex-presidente Peter Mutharika, como é o caso agora.
A Comissão de Defesa do Parlamento Britânico acusa a Huawei de conspiração com as autoridades chinesas e diz mesmo ter provas dessa colaboração à revelia dos países ocidentais.
O grupo de parlamentares britânicos reiterou ainda a necessidade de impedir o uso de equipamentos da Huawei das redes locais, mas não fornece detalhes relacionados com as alegadas provas de conluio entre a marca chinesa e as autoridades de Pequim.
Além do ponto de vista da segurança, os parlamentares britânicos aludem à importância estratégica que as tecnologias podem ter na economia dos diferentes países. “Para o bem do nosso desenvolvimento tecnológico, não podemos desistir da nossa segurança nacional”, defende Tobias Ellwood, presidente da Comissão de Defesa do parlamento do Reino Unido, citado pela Reuters.
A Huawei não demorou a responder à posição dos parlamentares britânicos, que alega ter sido “construída sobre opiniões, em vez de factos”. “Temos a certeza de que as pessoas vão perceber que estas acusações não têm sentido, e vão lembrar-se daquilo que a Huawei deu ao Reino Unido nos últimos 20 anos”, reagiu oficialmente a marca chinesa.
À posição assumida pelo parlamento do Reino Unido, junta-se outra notícia negativa para a Huawei: na Bélgica, as operadoras Proximus e a Orange anunciaram que não vão usar equipamentos da Huawei nas redes móveis de quinta geração (5G). O que leva a crer que a pressão exercida pelos EUA contra a marca chinesa já começou a produzir efeitos práticos. Tanto a Orange como a Proximus tinham a totalidade dos componentes de rádio das redes móveis suportadas por tecnologias da Huawei.
Cerca de 800 pessoas protestaram na sexta-feira (09) em Barcelona contra a presença do rei espanhol na cidade, formando uma corrente humana e exibindo faixas com frases como “A Catalunha não tem rei”, segundo a polícia local.
O rei Felipe VI e o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, estão em visita à cidade para participar numa entrega de prémios organizada pelo Consórcio da Zona Franca de Barcelona (CZFB).
Os manifestantes protestaram ao longo do Moll de la Fusta em direção a Pla de Palau, muito longe da estação ferroviária de França, que foi cercada por um grande dispositivo dos Mossos d’Esquadra (polícia local), local escolhido para a entrega dos prémios da Barcelona New Economy Week, um evento organizado pelo CZFB.
O protesto foi realizado sem incidentes, exceto o facto de os Mossos d’Esquadra terem removido uma grande faixa da organização Òmnium Cultural pendurada num prédio em frente à estação de França com a frase: “Joan Carles Primer. Felip l’Último. #CoronaCiao (Juan Carlos Primeiro. Felipe Último. #CoroaAdeus)”.
Os Mossos d’Esquadra (polícia da Catalunha) alertaram os proprietários de imóveis e residências da zona que não podia haver objetos que impedissem a livre visibilidade das portas e janelas para se ter a máxima visibilidade das fachadas.
Segundo os Moços d’Esquadra, o proprietário do prédio informou os ocupantes de que nenhum objeto poderia ser pendurado. Uma vez que o pedido não foi atendido, o próprio proprietário mandou retirar o cartaz e os ocupantes retirados do apartamento.
Entre os manifestantes na rua, que tentavam manter a distância social necessária em tempos de pandemia de covid-19, estavam os líderes dos partidos JxCat, ERC e CUP, que apoiaram o protesto.
Entre outros líderes estavam Josep Costa, Neus Munté ou Laura Borràs.
Por outro lado, uma centena de membros dos chamados Comités de Defesa da República (CDR) deslocaram-se do monumento de Colombo ao Arco do Triunfo, passando pelo parlamento cercado pela polícia, demonstrando a sua rejeição da presença do rei na Catalunha com uma faixa com a frase “Sentenciamo-los”.
Os manifestantes gritavam frases pró-independência e lançaram fogo de artifício.
Os membros da CDR percorreram o centro de Barcelona até a Pla de Palau sem a distância social que as autoridades de saúde reivindicaram por causa da pandemia, embora estivessem a usar uma máscara.
As iniciativas contra o chefe de Estado começaram na tarde desta quinta-feira, quando dezenas de independentistas queimaram fotos com a sua imagem em diferentes municípios da Catalunha.
Hoje, membros da Assembleia Nacional Catalã (ANC), liderada por sua presidente Elisenda Paluzie, queimaram uma grande foto do rei Felipe VI em Barcelona enquanto gritavam “fogo ao Bourbon”.
Os Mossos d’Esquadra, a Polícia Nacional, a Guarda Civil e a Guarda Urbana formaram um amplo cordão de segurança para proteger a área e evitar que os manifestantes se aproximem da estação de França, onde o serviço de comboios foi interrompido.
“É um momento de orgulho”, disse Tomson Phiri numa conferência de imprensa regular em Genebra, pouco após saber em direto que a sua organização tinha sido distinguida.
O Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas recebeu com orgulho a notícia da sua distinção na sexta-feira (09) com o Prémio Nobel da Paz, disse um porta-voz da organização momentos após o anúncio do Comité Nobel Norueguês.
“É um momento de orgulho”, disse Tomson Phiri numa conferência de imprensa regular em Genebra, pouco após saber em direto que a sua organização tinha sido distinguida.
“Uma das belezas das atividades do PAM é que não só fornecemos alimentos para hoje e amanhã, mas também damos às pessoas os conhecimentos necessários para se proverem nos dias que se seguem”, disse o porta-voz.
O Prémio Nobel da Paz foi hoje atribuído ao PAM pelos esforços para combater a fome e para melhorar as condições para a paz em zonas de conflito, anunciou o Comité Nobel Norueguês.
O anúncio foi feito hoje em Oslo pela presidente do comité, Berit Reiss-Andersen, que justificou a distinção do PAM com “os seus esforços para combater a fome, o seu contributo para melhorar as condições para a paz em áreas afetadas por conflitos e por agir como uma força motriz nos esforços para prevenir o uso da fome como uma arma de guerra e de conflito”.
Fundado em 1961 com sede em Roma e integralmente financiado por contribuições voluntárias, o PAM diz ter distribuído 15 mil milhões de refeições e assistido 97 milhões em 88 países no ano passado.
Apesar da dimensão dos números, a organização diz que representam apenas uma fração das necessidades totais
O contestado Presidente do Quirguistão, Sooronbai Jeenbekov, ordenou ontem, sexta-feira (09) a imposição do estado de emergência na capital, para tentar pôr termo aos tumultos motivados por uma disputada eleição legislativa.
Sooronbai Jeenbekov decretou que a medida deve vigorar entre as 20h de hoje e as 20h de 21 de outubro, podendo incluir um recolher obrigatório e restrições nas deslocações.
O Presidente ordenou ainda que os militares coloquem tropas na capital, Bishkek, para reforçar a medida.
Esta semana, violentas manifestações pós-eleitorais abalaram o país, num movimento de contestação para denunciar fraudes no escrutínio de domingo, do qual saíram vencedores dois partidos próximos do chefe de Estado.
Os manifestantes irromperam na sede do Governo, do Parlamento, da câmara municipal de Bishkek e do Comité de segurança do Estado, onde libertaram o ex-Presidente Aslambek Atambayev e outros ex-altos responsáveis, que se encontravam detidos por vários delitos.
Entre os 16 partidos que participaram nas eleições legislativas de domingo, 11 apelaram aos protestos para exigir a anulação dos resultados, que consideraram fraudulentos.
A Comissão eleitoral central anulou na terça-feira os resultados das legislativas, uma decisão adotada por unanimidade para “impedir o aumento da tensão no país”, que não diminuíu.
Os confrontos na capital do Quirguistão, Bishkek, já causaram pelo menos um morto e centenas de feridos.
Na terça-feira, o Parlamento designou Sadyr Zhaparov como novo primeiro-ministro, mas a decisão foi de imediato contestada por outros grupos de manifestantes, agravando a situação de caos.
Atambayev dirigiu-se esta sexta-feira aos manifestantes que ocupavam o centro de Bishkek, exortando ao fim da violência. “Sou contra o uso da força, tudo deveria ser feito através de meios pacíficos”, disse.
Esta antiga república soviética, a mais pluralista, mas também a mais instável da Ásia Central, já foi palco de duas revoluções e viu três Presidentes detidos ou exilados desde a independência da antiga União Soviética.
A Rússia, um dos principais aliados de Bishkek, já manifestou a sua preocupação pelos tumultos e apelou a uma solução no quadro constitucional.
Duas pessoas morreram na capital libanesa na sequência de uma explosão que decorreu de um “tanque de combustível” de uma padaria e pegou fogo, dois meses depois da explosão no porto da cidade.
Pelo menos duas pessoas morreram depois de uma explosão em Beirute, capital do Líbano, dois meses depois da enorme explosão que assolou o porto da cidade e que provocou a morte a pelo menos 202 pessoas.
De acordo com o responsável pelos bombeiros da cidade, Ali Najm, mencionado pela agência France-Presse (AFP), a explosão decorreu de um “tanque de combustível” de uma padaria que pegou fogo, no bairro Tariq al-Jdidé. Contudo, as causas do incêndio ainda não são conhecidas.
“Foram encontrados dois corpos”, disse o secretário-geral da Cruz Vermelha do Líbano, Georges Kettané, em declarações ao canal televisivo Al-Jadeed. Georges Kettané também falou de vários feridos que tiveram de ser transportados para uma unidade hospitalar, mas, desta vez, citado pela Agência Nacional de Notícias libanesa.
A televisão Al-Jadeed, no entanto, especifica que há mais de 20 feridos, uma vez que a explosão ocorreu numa área densamente povoada da capital libanesa. Os bombeiros retiraram as pessoas dos edifícios em torno do local da explosão, acrescenta a AFP.
Na terça-feira, o Governo libanês subiu para 202 o número de mortos na explosão que ocorreu há dois meses e que destruiu o porto de Beirute. O executivo mantém em cerca de 6.500 o total de pessoas que ficarem feridas na explosão de 2.750 toneladas de nitrato de amónio, salientando que continuam desaparecidas nove outras — três libanesas, cinco sírias e uma egípcia. Pouco mais de dois meses depois do incidente, que deixou também cerca de 3.000 pessoas sem habitação, está ainda por explicar a origem da explosão do fertilizante que estava há seis anos armazenado no porto da capital libanesa.
A Agência Nacional de Notícias (ANN) libanesa indicou esta sexta-feira que o procurador encarregado de esclarecer o incidente, Ghassan Oueidat, disse ao juiz que lidera a investigação, Fadi Sawan, ter havido indicações das autoridades judiciais da Jordânia sobre o navio “Roussos”, de onde proveio o nitrato de amónio.
Segundo Oueidat, o navio partiu em 2013 da Geórgia com destino a Moçambique e tinha previsto uma escala no porto de Aqaba, na Jordânia, mas acabou por seguir para o de Beirute, onde o fertilizante foi descarregado num dos silos. No entanto, segundo a ANN, a justiça libanesa esperava já ter em mãos uma resposta das autoridades moçambicanas para esclarecer as razões pelas quais o fertilizante não seguiu para Moçambique com a carga e bordo e porque foi descarregado em Beirute.
Há cerca de uma semana, o juiz Saiwan emitiu ordens de detenção, através da Interpol, contra o proprietário do navio, um indivíduo de nacionalidade russa. Até agora, cerca de duas dezenas de pessoas foram detidas no Líbano, numa altura em que prosseguem os interrogatórios a figuras política e responsáveis de segurança.
O Presidente do Líbano, Michel Aoun, reconheceu, dias depois da explosão, que sabia da existência de uma “grande quantidade” de nitrato de amónio armazenada no porto de Beirute.
O Líbano vive uma das piores crises da sua história, agravada por uma paralisia política provocada pelas demissões registadas após a explosão de 04 de agosto, tanto do primeiro-ministro de então, Hassan Diab, como o que o sucedeu, Moustapha Adib, esta já a 26 de setembro passado.
A UE aceitou apoiar Moçambique no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, com reforço logístico e treinamento às Forças de Defesa e Segurança (FDS). António Sánchez Gaspar, embaixador da UE em Moçambique, confirmou o facto, na manhã de sexta-feira (09).
“A União Europeia confirma, primeiro, toda a solidariedade para Moçambique e seu povo, devido à situação actual e de violência armada que o país esta a viver no norte, e, em segundo lugar, também confirma todo o apoio para combater o terrorismo, bem como o apoio às populações”, disse o diplomata, que avançou, igualmente, “questões de emergência humanitária e de desenvolvimento sustentável a longo prazo”, como parte do pacote de apoio que pretendem prestar.
O representante da UE em Moçambique frisou ainda, que a comunidade vai redobrar e intensificar todo o esforço sobre a base, políticas e estratégias ao Governo moçambicano numa perspetiva tridimensional, que envolve a assistência em emergência, segurança e desenvolvimento.
O diplomata que falava em Maputo momentos após encontro com a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, explicou que o apoio que a UE vai dar a Moçambique não compreende, no entanto, apoio militar directo como o envio de militares. E quanto a previsão orçamental sobre o suporte logístico, Sánchez disse ser um aspecto que poderá ser revelado após procedimentos subsequentes, porque neste momento decorrem contactos com peritos para as diversas áreas.
A confirmação do apoio da UE a Moçambique, para o combate ao terrorismo, surge há menos de dois meses após o pedido emitido pelo Governo moçambicano, através do ministério que tutela a diplomacia.
A violência armada provocada por terroristas em Cabo Delgado causou, até ao momento, de acordo com estimativas do Governo, pelo menos 1.000 mortos. Há também centenas de deslocados.
GOVERNO PEDE TAMBÉM APOIO DA ÁFRICA E DO MÉDIO ORIENTE
Para além do encontro que manteve com o embaixador da União Europeia em Moçambique, Verónica Macamo reuniu na manhã de ontem com embaixadores do corpo diplomático da África e Médio Oriente, acreditado no país.
Embora o encontro tenha sido descrito como “evento para partilhar os desafios actuais e a visão de Moçambique”, a reunião serviu para um pedido de apoio aos países africanos e da região asiática, sobretudo, no que toca à solidariedade e repúdio internacional face ao que se regista em Cabo Delgado.
“Até ao momento, as acções terroristas afectam nove distritos. Todavia, não são conhecidos ainda os reais objectivos, estrutura de comando e liderança, a origem do financiamento e as alianças destes grupos violentos”, disse Macamo, diante de diplomatas, tendo de seguida convidado intervenções dos convidados, que asseguraram o apoio moral.
Entretanto, em entrevista ao “O País”, o alto comissário da África do Sul em Moçambique confirmou estarem a decorrer negociações entre os dois países, para um eventual apoio no combate ao terrorismo.
“O facto é que decorrem negociações a um bom ritmo. Aliás, devo dizer, em diferentes níveis quanto à situação de Cabo Delgado, entre África do Sul e Moçambique”, revelou Antoine Kola, sem ter referido se o possível apoio da África do Sul a Moçambique será militar, como terá aventado a imprensa sul-africana em algum momento.
O Japão anunciou ontem (09) uma doação de Emergência no valor de 4,2 milhões de dólares (3,56 milhões de euros) para apoiar deslocados pelo conflito armado de Cabo Delgado, no norte de Moçambique.
A embaixada japonesa em Maputo justificou o desembolso “devido à deterioração da situação de segurança que se vive na província”, a braços com uma crise humanitária onde já morreram mais de mil pessoas e 250 mil fugiram dos locais de residência.
A verba é destinada ao fornecimento de assistência alimentar para aproximadamente 23 mil pessoas, ‘kits’ de abrigo de emergência e ‘kits’ de higiene para aproximadamente 2.500 famílias e à construção de estradas e drenagem nos acampamentos, reparação de edifícios públicos e gestão de acampamentos para aproximadamente 50 mil pessoas.
Está ainda prevista a entrega de alimentos com valor nutricional especializado e orientação sobre a melhoria das práticas dietéticas para aproximadamente 25.600 crianças.
A doação vai chegar a cinco organizações distintas.
Do total, 1,43 milhões de dólares (1,21 milhões de euros) vão para a Organização Internacional das Migrações (OIM), 1,42 milhões de dólares (1,2 milhões de euros) para o Programa Alimentar Mundial (PAM), 900 mil dólares (763 mil euros) para o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, 400 mil dólares (339 mil euros) para o Comité da Cruz Vermelha Internacional (CICV) e 50 mil dólares (42,38 mil euros) para o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
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