Cerca de 13 mil clientes da Electricidade de Moçambique (EDM) encontram-se sem electricidade em várias zonas da província da Zambézia.
Esta interrupção no fornecimento de energia deve-se a anomalias na rede de média tensão provocadas pelo mau tempo.
As localidades afectadas incluem Sabe, Mepinha, o povoado de Coutinho, assim como os distritos de Morrumbala e Derre.
Equipas técnicas da EDM estão já no terreno a trabalhar para restabelecer o fornecimento de electricidade o mais rapidamente possível. A empresa informa que neste momento decorrem trabalhos de inspecção da rede para avaliar os danos causados pela intempérie.
O Ministério da Saúde de Moçambique anunciou que cerca de 30% dos homens no país enfrentam problemas relacionados com o cancro da próstata.
A revelação ocorreu durante o lançamento da campanha Novembro Azul, evento realizado na cidade da Matola, província de Maputo, pelo Ministro da Saúde, Ussene Isse.
Isse sublinhou que os dados são alarmantes, especialmente considerando que 48% da população nacional, estimada em 34 milhões de habitantes, é composta por homens.
O Ministro enfatizou que o consumo excessivo de tabaco e álcool, bem como o aumento da incidência de acidentes vasculares cerebrais, estão entre os principais factores que impulsionam o crescimento dos casos de cancro da próstata no país.
Entre 2022 e 2025, mais de 1.500 novos casos foram diagnosticados anualmente, com uma taxa média de mortalidade de cinco por cento. Apesar da gravidade da situação, o Ministro observa que uma das principais dificuldades do sistema de saúde é a baixa adesão dos homens aos serviços médicos.
Os homens, segundo Isse, revelam resistência em procurar atendimento hospitalar, ao contrário das mulheres, que frequentemente acedem aos serviços de saúde, muitas vezes acompanhando crianças. “Uma das grandes fraquezas do sistema nacional de saúde são os homens”, afirmou.
O governante destacou que o Executivo está a desenvolver programas de saúde específicos para o público masculino, com o intuito de inverter esta tendência e promover tanto a prevenção como o diagnóstico precoce das doenças. “Se nós não aproveitarmos esta janela para implementar intervenções focadas para o homem, teremos muitos problemas de saúde pública no nosso país”, advertiu Isse.
Dados oficiais indicam que a mortalidade associada a doenças crónicas não transmissíveis aumentou de cinco por cento em 2005 para cerca de 30 por cento actualmente, realçando a necessidade urgente de acções de prevenção e sensibilização.
A cerimónia do Novembro Azul contou ainda com a participação de cerca de 70 médicos de diversas especialidades, que realizaram testes e avaliações clínicas para várias patologias.
Os médicos do Hospital Central de Nampula (HCN) decidiram suspender a greve que estava marcada para sábado. A decisão foi tomada após um entendimento alcançado entre os profissionais de saúde e o Secretário do Estado na província de Nampula, Plácido Pereira, que mediou o diálogo e apresentou propostas de solução em prol dos doentes.
A crise iniciou no início de Outubro, quando cerca de 50 médicos, maioritariamente residentes e oriundos dos distritos, anunciaram a paralisação das suas actividades por tempo indeterminado. A razão invocada para a greve foi a falta de pagamento dos subsídios por horas extraordinárias.
Cachimo Molina, director do HCN, explicou que, durante a reunião, ficou acordado que será realizado um trabalho conjunto entre o sector das Finanças e a direcção da unidade sanitária, com o intuito de encontrar mecanismos que assegurem o pagamento devido aos médicos. Um dos pontos discutidos abordou a situação dos médicos que já recebiam subsídios nos seus distritos de origem. Ao entrarem em regime de horas extras no HCN, enfrentaram dificuldades devido a incompatibilidades administrativas.
Os médicos expressaram um voto de confiança no Secretário do Estado, enfatizando que o compromisso assumido é claro e que, dentro de quinze dias, o problema deverá ser resolvido.
Carlos Mazón, presidente do governo da Comunidade Valenciana, anunciou a sua demissão, um ano depois das cheias que resultaram na morte de 229 pessoas.
O anúncio foi feito na sede do governo autonómico, onde Mazón reconheceu erros na gestão da crise que devastou a região em 29 de Outubro de 2024.
“Decidi pela primeira vez em 12 meses fazer um balanço mais pessoal”, afirmou Mazón, sublinhando que é “o momento de reconhecer erros próprios”. O dirigente do Partido Popular (PP) admitiu que se tornou o “centro da crítica política” devido à sua actuação durante as inundações.
Entre os erros reconhecidos, Mazón destacou a falha em solicitar a declaração de emergência nacional, o que impediu que o governo central, liderado pelos socialistas, assumisse a gestão da situação. Além disso, o presidente admitiu ter ocultado a sua localização no dia das cheias, dirigindo-se ao centro de comando apenas no final do dia.
A demissão surge após uma semana marcada por homenagens às vítimas, onde Mazón foi alvo de insultos por parte de familiares durante um funeral de Estado, o que descreveu como “dias duros, profundos, dilacerantes, crispados e, por vezes, cruéis”. Ele expressou que “já não aguento mais” e, apesar de reconhecer falhas pessoais, lançou críticas ao governo de Espanha, afirmando que não foram disponibilizadas informações adequadas para a tomada de decisões durante a emergência e que a ajuda necessária foi negada posteriormente.
Carlos Mazón teve várias versões sobre a sua agenda no dia 29 de Outubro, revelando que teve um almoço prolongado com uma jornalista, pouco antes das inundações. A sua demissão ocorreu momentos antes de essa mesma jornalista prestar testemunho perante a juíza que conduz a investigação judicial sobre as responsabilidades nas mortes ocorridas.
Um relatório da juíza, divulgado em Fevereiro, indicou que a maioria das vítimas faleceu antes do envio de um alerta para os telemóveis da população.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) recuperou um bebé de duas semanas roubado na semana passada na cidade da Beira, província de Sofala. O recém-nascido já foi entregue à mãe.
A acusada, uma senhora que assumiu a prática do crime, informou que manteve a criança sob sua custódia durante três dias. Ela encontra-se detida, aguardando o prosseguimento do processo. A mulher explicou que a sua ação foi motivada pelo desejo de apresentar o bebé ao marido, após ter perdido o seu próprio filho durante o parto. A Polícia confirmou que a indiciada estava grávida na altura do crime.
A mulher foi detida em sua residência, após denúncias de vizinhos que levantaram suspeitas sobre a situação. Além disso, a PRM confirmou que o pai do recém-nascido também foi detido, sendo acusado de união prematura, dado que a sua parceira tem apenas 16 anos de idade.
O Estado moçambicano apresenta uma dívida acumulada de mais de 14 mil milhões de meticais, equivalentes a cerca de 219 milhões de dólares, segundo o presidente da Federação Moçambicana de Empreiteiros (FME), Bento Machaila.
A revelação foi feita em Maputo, logo após uma audiência com o antigo Chefe de Estado, Armando Guebuza, destinada a discutir as festividades dos 20 anos da FME, que se assinalam em Novembro.
Machaila destacou que os últimos dez anos foram marcados por um aumento significativo da dívida. Esta situação tem imposto dificuldades a várias empresas, levando até ao encerramento das suas actividades. O presidente da FME relatou a recente diminuição do nível de classificação de uma empresa de grande porte, que passou de sétima para quarta classe, sublinhando que a instituição mantém o escritório apenas para perseguir os pagamentos devidos, sem condições para participar em novas concorrências.
Em complemento, Machaila criticou mudanças na legislação sobre empreitadas, que favorecem a participação de empreiteiros estrangeiros e não exigem a verificação da autenticidade dos documentos apresentados nos concursos públicos. A facilidade em apresentar documentação de origem externa sem a devida validação tem gerado a inscrição de empresas com práticas fraudulentas.
A revisão do regulamento de controlo de qualidade das obras públicas, que retirou a obrigatoriedade de utilização do Laboratório de Engenharia de Moçambique (LEM) para aferir a qualidade dos materiais de construção, também foi alvo de críticas. Segundo Machaila, essa alteração conduziu à proliferação de obras de baixa qualidade, comprometendo a durabilidade das infraestruturas.
Para assinalar a efeméride, a FME está a organizar uma Gala Nacional da Construção, que visa premiar personalidades e instituições que contribuíram para o sector, juntamente com uma Feira Internacional de Construção e um Fórum Nacional da Indústria da Construção. Iniciativas sociais e académicas voltadas à valorização da engenharia, arquitectura e ofícios da construção também estão no programa.
O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo deu início ao julgamento do caso de desvio de valores monetários do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), relacionado com uma operação que favoreceu um grupo de “pensionistas-fantasmas”.
Este processo surge num momento em que ainda se investiga o montante total envolvido.
Sob o processo-crime número 17/2025-A, a Sétima Secção Criminal analisa uma série de delitos, incluindo peculato, associação criminosa, falsificação de documentos, branqueamento de capitais e falsidade informática, que causaram danos significativos à maior instituição de previdência social do país entre 2021 e 2024.
De acordo com informações veiculadas pelo jornal Domingo, estão implicados quatro arguidos, entre os quais se destacam dois indivíduos que fundaram duas empresas com facturação suspeita, uma delas ligada ao sector mineiro.
Relatos nos autos indicam que mais de 26 a 27 pessoas poderão ter abandonado o país, evadindo-se após o desvio de fundos do INSS, conhecido como o “banco dos pobres”. Estes indivíduos utilizaram os nomes de quase duas dezenas de pensionistas com prestações já inactivas — relacionadas com velhice, sobrevivência e invalidez — para realizar o desvio.
O esquema informático em questão também envolveu saques relacionados a subsídios de funeral, morte, doença e maternidade.
Samia Suluhu Hassan toma posse como a nova Presidente da Tanzânia, com a presença do homólogo moçambicano, Daniel Chapo. A cerimónia ocorre num contexto marcado por tensões políticas e protestos que resultaram na morte de pelo menos 700 pessoas, segundo a oposição e organizações de defesa dos direitos humanos.
A vitória de Samia Suluhu Hassan nas eleições gerais, realizadas a 29 de Outubro, foi anunciada com a impressionante marca de 97,66% dos votos. Contudo, a votação foi amplamente criticada, devido a protestos que surgiram em resposta à exclusão dos principais partidos da oposição, levantando sérias dúvidas sobre a legitimidade do processo eleitoral.
O partido Chadema, a principal força política de oposição na Tanzânia, contestou os resultados, afirmando que a eleição não ocorreu de forma legítima. Deogratias Munishi, secretário internacional do Chadema, declarou à AFP: “Samia Suluhu não foi eleita, porque não houve eleições na Tanzânia no dia 29. O que foi anunciado ontem é completamente ilegítimo e, por isso, Samia Suluhu Hassan é uma presidente ilegítima da Tanzânia.”
Kivutha Kibwana, um político queniano, expressou preocupações sobre a situação na Tanzânia, considerando que “dada a situação actual dos direitos humanos e da segurança, é impossível afirmar que ocorreram eleições credíveis na quarta-feira, 29 de Outubro de 2025”. Destacou ainda o bloqueio da Internet e os relatos de assassinatos que permeiam o ambiente político tanzaniano.
A nova Presidente enfrenta assim um cenário repleto de desafios, com a oposição a exigir justiça e a comunidade internacional atenta às evoluções em um dos países mais influentes da região.
O governo moçambicano acelera os preparativos para a sua participação na 30.ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que terá lugar de 10 a 21 de Novembro, em Belém, Brasil.
Através de uma abordagem inclusiva, Moçambique procura envolver o governo, a sociedade civil e os jovens nas discussões, focando especialmente na adaptação, mitigação e financiamento climático. Esta estratégia visa reafirmar o compromisso do país em enfrentar os desafios das mudanças climáticas.
Francisco Sambo, director nacional do Ambiente e Mudanças Climáticas, compartilhou a informação durante uma reunião em Maputo sobre as áreas de interesse para a COP30. Sambo destacou a importância da participação activa dos jovens, que têm promovido diálogos em todo o país sobre questões ambientais, consolidando as contribuições que irão moldar a posição de Moçambique na conferência.
O evento reveste-se de significado especial, dado que a COP30 regressa ao Brasil trinta anos após a primeira conferência sobre o tema. A delegação moçambicana pretende influenciar decisões internacionais, com ênfase na vulnerabilidade do país aos impactos climáticos.
Sambo enfatizou que “o nosso maior desafio continua a ser o acesso ao financiamento climático”, reconhecendo que, embora os recursos estejam disponíveis, a falta de organização limita a capacidade de Moçambique em aceder a esses fundos. Para contornar essa dificuldade, o país concluirá a Estratégia Nacional de Financiamento Climático, que visa facilitar o acesso a diferentes fontes de apoio internacional.
Além disso, Moçambique enviará uma versão preliminar da sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC 3.0), cuja versão final deverá ser submetida no primeiro semestre de 2026. Esta NDC inclui novas áreas, como saneamento e protecção social, alinhando-se com as estratégias governamentais em vigor.
Rosália Pedro, representante da Direcção Nacional de Ambiente e Mudanças Climáticas, apresentou as prioridades de Moçambique, que se concentram na mobilização de recursos e na implementação do Acordo de Paris. A participação do país na conferência visa garantir um reforço na captação de recursos e na promoção da sua imagem na cooperação internacional.
As prioridades distribuem-se por três eixos: adaptação, mitigação e temas transversais. Na adaptação, Moçambique pretende acelerar os Planos Nacionais de Adaptação (NAPs) e investir em infra-estruturas resilientes. Na mitigação, o país defende a necessidade de cumprimento das NDCs e uma flexibilização dos critérios para o acesso ao financiamento climático.
Pedro sublinhou a relevância da transferência de tecnologias e da capacitação técnica, fazendo um apelo à inclusão de comunidades locais, mulheres e jovens nos processos de adaptação e mitigação. Foi solicitado também um plano de ação de género que leve em conta o contexto cultural de Moçambique.
A urgência da operacionalização do Fundo de Perdas e Danos, avaliado em 1,3 biliões de dólares anuais até 2035, e a simplificação dos critérios de acesso aos fundos climáticos internacionais foram igualmente destacados como questões cruciais.
A representante da União Europeia em Moçambique, Aude Grignard, elogiou o esforço do governo em promover um processo inclusivo e coordenado na preparação para a COP30. Grignard reconheceu o apoio da UE no impulso de uma transição verde e inclusiva, que contribua para a criação de novas oportunidades económicas e a protecção dos ecossistemas.
Um grave acidente ocorreu esta madrugada no sul da Índia, quando um camião carregado de brita para betão colidiu com um autocarro de passageiros, resultando na morte de pelo menos 20 pessoas e ferindo outras duas dezenas.
As autoridades locais confirmaram o incidente próximo da cidade de Chevalla, no estado de Telangana.
O autocarro, que transportava cerca de 70 passageiros em direcção à cidade de Hyderabad, foi severamente danificado na frente, dificultando a saída de vários ocupantes. O superintendente do hospital de Chevalla, Rajendra Prasad, informou que 20 corpos foram levados para a morgue, onde estão a ser identificados antes de serem entregues às respectivas famílias.
Este trágico acidente ocorreu apenas um dia após um miniautocarro no estado do Rajastão, no oeste do país, ter colidido com um camião estacionado, resultando na morte de pelo menos 15 pessoas e ferindo outras duas. Nesse incidente, os passageiros regressavam à cidade de Jodhpur após uma peregrinação na cidade de Kolayat. Entre os falecidos, contavam-se 10 mulheres, quatro crianças e o motorista, conforme relatou a responsável do Governo, Shweta Chauhan.
Relatos indicam que muitos dos feridos ficaram presos na estrutura retorcida do autocarro após a colisão. A polícia local afirmou que o condutor do mini-autocarro tentava ultrapassar outro veículo quando colidiu com o camião estacionado à beira da autoestrada.
A Índia enfrenta um problema recorrente de veículos, especialmente camiões e reboques, estacionados de forma desordenada nas autoestradas, frequentemente sem a devida sinalização ou luzes de aviso, o que representa um sério risco para os condutores, especialmente durante a noite.
O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, juntamente com os líderes estaduais de Telangana e do Rajastão, expressaram as suas condolências às famílias enlutadas pelas perdas trágicas.
A África do Sul tornou-se o primeiro país africano a registar a vacina anti-HIV, denominada Lenacapavir. O anúncio foi feito pela Autoridade Reguladora de Produtos de Saúde sul-africana, que aprovou a vacina, após um pedido formal submetido por uma empresa biofarmacêutica dos Estados Unidos da América.
Este organismo é responsável pela monitorização, avaliação, investigação, inspecção e registo de todos os produtos de saúde no país. Com o registo concluído, o próximo passo consiste em aguardar a emissão de um sinal verde por parte do comité de medicamentos essenciais da África do Sul para a aquisição das primeiras doses da vacina.
O Ministério da Saúde sul-africano já revelou que a distribuição da nova vacina anti-HIV terá início em Abril do próximo ano. Na fase inicial, o Lenacapavir será administrado em 23 distritos com alta incidência da doença, situados em seis províncias do país. Estão previstas intervenções em trezentas e sessenta clínicas públicas reconhecidas pela sua eficácia na prevenção e combate ao HIV/SIDA.
O público-alvo prioritário para esta fase inicial incluirá mulheres grávidas e lactantes, adolescentes, jovens, trabalhadoras do sexo e homossexuais. Esta primeira etapa deverá abranger aproximadamente quatrocentas e cinquenta mil pessoas, um número ainda longe do ideal, que seria entre um a dois milhões, considerando a gravidade da epidemia de HIV/SIDA na África do Sul.
Segundo dados recentes, cerca de oito milhões de pessoas vivem actualmente com o vírus do HIV no país, representando cerca de doze por cento da população. Apesar deste cenário alarmante, os mesmos dados indicam progressos significativos na prevenção e tratamento da doença, com mais de seis milhões de pessoas a receberem tratamento antirretroviral e uma redução substancial nas novas infecções.
Adicionalmente, a África do Sul recebeu recentemente um plano transitório dos Estados Unidos, no valor de 115 milhões de dólares, destinado a financiar programas de tratamento e prevenção do HIV/SIDA até Março do próximo ano.
Moçambique está a intensificar a sua cooperação estratégica com os Estados Unidos da América, tendo como principal foco o combate ao terrorismo que afecta a província de Cabo Delgado, no norte do país, desde Outubro de 2017.
Este compromisso foi reafirmado durante a recente visita de trabalho do Presidente da República, Daniel Chapo, que se reuniu com o Vice-Presidente dos EUA, David James Vance. A administração norte-americana manifestou a sua disposição em continuar a apoiar Moçambique na estabilização e restauração da segurança em Cabo Delgado, através de acções conjuntas que incluem formação, assistência técnica e partilha de inteligência.
O apoio dos EUA contempla também a capacitação institucional das Forças de Defesa e Segurança, através de treinamentos especializados e da melhoria do equipamento disponível. A agenda bilateral enfatizou a urgência de intensificar esforços para neutralizar as células extremistas que permanecem a ameaçar as comunidades e infraestruturas estratégicas na região norte.
Os ataques terroristas registados já causaram a morte de mais de três mil pessoas e forçaram mais de um milhão a abandonar as suas casas, agravando uma crise humanitária na província. Assim, a cooperação almeja não apenas a segurança, mas também a promoção da inclusão social, geração de emprego e dinamização da economia, aspectos considerados cruciais para evitar o aliciamento de jovens por grupos armados.
No âmbito económico, a visita do Presidente Chapo permitiu fortalecer as relações com instituições financeiras internacionais, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), com o objectivo de mobilizar financiamento para projectos estruturantes. Áreas prioritárias incluem a produção de energia, digitalização, agricultura, turismo e a expansão de corredores logísticos, destacando-se o Corredor de Desenvolvimento de Nacala.
Este corredor é visto como fundamental para o crescimento económico regional, permitindo uma circulação mais eficiente de pessoas e bens, além de facilitar o comércio e aumentar a produtividade. A melhoria das infraestruturas logísticas é considerada uma parte significativa do esforço para acelerar o desenvolvimento do norte do país e, por conseguinte, contribuir para a estabilidade e resiliência comunitária.
A visita insere-se num contexto de crescente reconhecimento internacional dos progressos de Moçambique no campo económico e regulatório, com a recente saída da lista de jurisdições de alto risco. Este avanço reforça a confiança dos investidores externos, impulsionando a retoma gradual dos grandes projetos de gás natural na Bacia do Rovuma, que são vistos como motores de crescimento e geração de receitas fiscais.
Durante os trabalhos, várias empresas norte-americanas demonstraram interesse em expandir os seus investimentos em Moçambique, focando-se em sectores que podem servir de base para a segurança e o desenvolvimento sustentável. O governo reafirmou que a criação de oportunidades económicas e o fortalecimento das competências nacionais são parte integrante da estratégia para a estabilização de Cabo Delgado, sublinhando o compromisso de aprofundar a cooperação bilateral na luta contra o terrorismo e na promoção da industrialização, com o objectivo de melhorar as condições de vida dos cidadãos.
A paz e segurança foram destacados como pilares essenciais para o futuro económico do país.
A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Coordenadora de Comunicação e Marketing Estratégico. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Administração (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder – Financeiro de Programa (Maputo). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Diretor Adjunto de Projecto – (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Supply Chain (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder de Protecção Social e Género para o projecto LINK/MEGA LINK (LPSG). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável – Supply Chain (Maputo). Saiba mais.
Populares da localidade de Miangalewa, na província de Cabo Delgado, reportaram o saque de campos agrícolas por supostos grupos armados, que têm actuado na região desde 2017.
A denúncia vem de fontes locais que afirmam que os alvos dos ataques têm sido as culturas de milho, feijões e verduras, especialmente na zona do regadio Nguri.
Os saques, que começaram a ser registados em Setembro, ocorreram quando as colheitas da segunda época produtiva tornavam-se prontas para o consumo, coincidindo com o início da época das chuvas. Uma fonte de Miangalewa expressou a preocupação com a situação, afirmando: “Estão a tirar nossas culturas das machambas e isso já vai nos provocar fome.”
A constante presença dos grupos armados tem levado várias famílias a abandonarem as suas áreas de cultivo, refugiando-se em comunidades próximas, como Miangalewa e Primeiro de Maio. Uma das residentes, manifestando-se sobre a situação, questionou: “Não sei o que será de nós no tempo das chuvas, porque em Miangalewa temos abandonado, por medo deles”, apelando assim por apoio militar.
Um levantamento recente da organização ACLED, divulgado pela Lusa, indica que Cabo Delgado registou, pelo menos, 12 eventos violentos entre 13 e 26 de Outubro, a maioria envolvendo extremistas associados ao Estado Islâmico, resultando em 18 mortes de civis. Desde o início da insurgência em Outubro de 2017, a organização contabiliza 2.236 eventos violentos, dos quais 2.061 estão ligados ao Estado Islâmico Moçambique (EIM).
Os ataques já resultaram em mais de 6.600 mortes em pouco mais de oito anos, incluindo as 18 vítimas reportadas em Outubro. O relatório da ACLED destaca um aumento da actividade insurgente na província, com ataques às forças de segurança e a continuação de homicídios de civis nos distritos de Mocímboa da Praia, Muidumbe e Metuge.
Além disso, a insegurança tem um impacto severo nas comunidades piscatórias, que se encontram expostas a ataques dos insurgentes e a ofensivas das autoridades. A dispersão das actividades insurgentes por Cabo Delgado sugere que estes grupos operam de forma coordenada e abrangente na região.
O furacão Melissa, que atingiu a Jamaica com intensidade devastadora, resultou na morte de 19 pessoas, conforme anunciou a ministra da Informação, Dana Morris Dixon.
Este número foi confirmado pela imprensa local, com a ministra a detalhar que nove das vítimas se encontram na extremidade ocidental da ilha. No Haiti, as autoridades relataram pelo menos 30 mortos devido ao mesmo fenómeno.
Classificado como o mais poderoso a atingir a terra em 90 anos, o furacão Melissa atingiu a Jamaica na terça-feira com a categoria máxima de 5 na escala Saffir-Simpson, apresentando ventos que alcançaram cerca de 300 km/h.
As consequências do furacão são alarmantes, com mais de 700.000 crianças e adolescentes a necessitarem urgentemente de alimentos e água potável nas Caraíbas. O alerta foi feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que destacou que as inundações provocadas pelo Melissa transformaram a vida de centenas de milhares de crianças numa verdadeira calamidade. O director regional da UNICEF para a América Latina e o Caribe, Roberto Benes, sublinhou a necessidade urgente de alimentos, água potável, saneamento básico, acesso a serviços de saúde e educação.
Além disso, o Programa Alimentar Mundial (PAM) estimou que cerca de 700.000 pessoas em Cuba, mais de 7% da população, também necessitam de assistência após a passagem do furacão pela região leste da ilha. Os cálculos preliminares indicam que metade dessas pessoas requererá apoio material durante três meses, enquanto o restante precisará de assistência por um período de seis meses.
Dois dias após a operação policial mais letal na história do Rio de Janeiro, que resultou em 121 vítimas confirmadas e corpos ainda sem identificação, uma série de denúncias por parte dos moradores aponta para práticas de tortura e execuções sumárias por parte das forças de segurança.
Este episódio trágico, que ultrapassou os 111 mortos da invasão policial à Penitenciária do Carandiru, em São Paulo, em 1992, está actualmente sob investigação do Ministério Público e poderá ser também alvo de um inquérito pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).
Flávia Froes, advogada e fundadora da ONG Anjos da Liberdade, que apresentou a denúncia à CIDH, afirma que vários jovens, supostamente mortos em confrontos, segundo a versão policial, foram encontrados amarrados a árvores, desfigurados por facadas e com tiros na nuca. Um morador da favela do Alemão, que preferiu manter-se anónimo por receio de represálias, revelou que foi informado da prisão do filho, o músico Jean Alex Santos Fontes, de 17 anos. Horas depois, o corpo do jovem foi encontrado abandonado na mata que separa a favela do Alemão da favela da Penha, onde a operação contra o Comando Vermelho foi desencadeada.
A manicura Beatriz Nolasco, também residente na região, partilhou um relato chocante sobre o sobrinho, o mototaxista Yago Ravel Rodrigues, de 19 anos, que teve a cabeça decapitada. Ela descreve que o jovem não apresentava qualquer ferimento visível; simplesmente, cortaram-lhe a cabeça e penduraram-na numa árvore.
Apesar das inúmeras denúncias que continuam a ser encaminhadas ao Ministério Público e a organismos de defesa dos direitos humanos, a polícia nega qualquer abuso. Em conferência de imprensa, o secretário de Polícia assegurou que, se os corpos foram encontrados na mata, isso se deve ao facto de serem criminosos, sublinhando que moradores honestos e trabalhadores não se aventurariam em áreas de mata durante o dia.
O príncipe William e a princesa Kate Middleton, do Reino Unido, conseguiram uma vitória judicial contra uma revista francesa que publicou fotografias da família sem o seu consentimento, durante umas férias nos Alpes Franceses.
A disputa legal teve origem na divulgação das imagens, onde o casal foi visto na varanda de um chalé, acompanhado pelos filhos, George, Louis e Charlotte.
O Palácio de Kensington, residência dos príncipes, divulgou um comunicado enfatizando o compromisso da família em proteger a sua privacidade e a de seus filhos, sublinhando que não hesitarão em tomar as medidas necessárias para assegurar esses limites. “O Príncipe e a Princesa de Gales estão empenhados em proteger a privacidade da sua família e em garantir que os seus filhos possam crescer sem escrutínio ou interferência indevidos,” pode ler-se na nota.
As fotografias foram publicadas pela revista Paris Match em Abril, levando o casal a iniciar o processo judicial a 28 de Abril, apenas 12 dias após a divulgação das imagens. O tribunal de Nanterre, nos arredores de Paris, emitiu uma ordem provisória a favor dos príncipes a 18 de Setembro, confirmada como uma sentença definitiva a 14 de Outubro.
O tribunal francês considerou que a Paris Match infringiu os direitos de privacidade e de imagem da família real, ordenando ainda que a revista pagasse as custas judiciais e publicasse um comunicado reconhecendo a infracção.
Um porta-voz do Príncipe de Gales descreveu as fotografias produzidas por um paparazzi como “extremamente invasivas”, destacando a necessidade de respeitar a privacidade da família real em momentos de lazer.
Portugal irá realizar as eleições presidenciais no dia 18 de Janeiro de 2026, conforme anunciado pela Presidência da República. O decreto que fixa a data foi assinado pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa e será publicado no Diário da República.
Nos últimos meses, o chefe de Estado havia indicado a intenção de marcar as eleições para este dia. Em Junho, ao ser questionado sobre as candidaturas, optou por não comentar, afirmando: “Não me vou pronunciar daqui até à eleição, que é em Janeiro, espero que a 18 de Janeiro, ainda nem sequer fixei a data.”
As declarações do Presidente seguiram-se a uma primeira referência, em Janeiro deste ano, onde Marcelo mencionou a possibilidade de as eleições ocorrerem no dia 25. Com a oficialização da data, os cidadãos portugueses já sabem que irão às urnas a 18 de Janeiro.
A escolha desta data evita que o prazo limite para a entrega de candidaturas coincida com o Natal e garante que uma eventual segunda volta não ocorra no domingo de Carnaval. Assim, se necessário, a segunda volta das presidenciais, que deve acontecer três semanas após a primeira, será realizada a 8 de Fevereiro, evitando o conflito com as festividades do Carnaval, que ocorrem a 15 de Fevereiro.
O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que a retoma dos testes com armas nucleares é uma decisão responsável, em resposta às instruções do presidente Donald Trump.
O pedido para iniciar testes nucleares foi feito por Trump antes de um encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, que ocorreu na Coreia do Sul.
Hegseth declarou em Kuala Lumpur que “o Presidente foi claro: precisamos de uma dissuasão nuclear credível” e que a retoma dos testes é “uma forma bastante responsável” de alcançar esse objectivo. Estas declarações surgem após o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, ter alertado sobre os riscos associados a testes nucleares, afirmando que nunca devem ser permitidos em nenhuma circunstância.
O porta-voz adjunto de Guterres, Farhan Haq, reiterou a preocupação do secretário-geral, sublinhando que os riscos nucleares são “alarmantemente elevados” e que devem ser evitadas acções que poderiam resultar em erros de cálculo ou escaladas com consequências desastrosas. Haq lembrou ainda a memória dos mais de 2.000 testes nucleares realizados nos últimos 80 anos, enfatizando a necessidade de prevenir novos testes.
A decisão dos EUA de considerar a retoma de testes nucleares ocorre no contexto de tensões internacionais, especialmente em relação à Rússia e China. Recentemente, o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou testes com um drone submarino de capacidade nuclear.
Trump, através da rede social Truth Social, revelou que, em face das actividades de testes de outras nações, solicitou ao Departamento de Defesa que inicie os testes nucleares “em pé de igualdade”, com um processo a ter início imediato. Os Estados Unidos não realizam testes nucleares desde 1992.
O Cemitério São Francisco Xavier, localizado na zona da Ronil, na Cidade de Maputo, será requalificado com o intuito de erguer um memorial da cultura moçambicana.
A iniciativa foi anunciada pelo Conselho Municipal de Maputo, que promoveu uma auscultação pública para discutir o projecto denominado “Memorial da Cultura Moçambicana e Mural de Azulejos no Cemitério de São Francisco Xavier (Ronil) em Homenagem ao Doutor Eduardo Mondlane, Arquitecto da Unidade Nacional”.
O presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Manhique, enfatizou que o memorial não servirá apenas como um espaço de recordação, mas também de educação, convivência e inspiração para as futuras gerações. Manhique reafirmou o compromisso da edilidade na valorização da memória e cultura nacionais, reconhecendo-os como pilares fundamentais da actual governação.
O vereador de Educação e Cultura do Município de Maputo, Osvaldo Faquir, destacou que a requalificação do cemitério visa tornar o espaço mais agradável. “A requalificação visa criar um bom ambiente que todos possamos frequentar. Haverá espaços culturais e será ampliado. A ideia é tornar o local mais aprazível”, afirmou Faquir.
Os arredores do Cemitério São Francisco Xavier, frequentemente referido como cemitério da Ronil, têm sido alvo de queixas por parte dos munícipes, que apontam o local como refúgio para malfeitores. Um munícipe, Fernando José, lamentou: “As pessoas passam mal aqui, são assaltadas, perdem suas perucas, faróis dos carros, telefones e depois os malfeitores se escondem ali no cemitério”.
Em resposta às preocupações sobre a vandalização dos túmulos, as autoridades planearam preservar os restos mortais existentes no local através da construção de um ossário. “Julgamos que é preciso fazer alguma coisa para respeitar a dignidade dos que descansam, e a melhor forma de requalificar o cemitério é construir um ossário para recuperar os ossos que ali ainda estão”, acrescentou um representante do conselho.
O memorial a ser erguido irá homenagear figuras de destaque na cultura moçambicana. Os trabalhos de requalificação terão início após a conclusão das auscultações que ainda estão em curso sobre a matéria.
Nos últimos dois anos, as transacções comerciais entre Moçambique e Zimbabwe atingiram a cifra de quatrocentos milhões de dólares, equivalente a aproximadamente trinta mil...
A introdução de quatro novos sistemas de captação, tratamento e abastecimento de água promete uma significativa melhoria nas condições de saúde para cerca de...