A empresa Ekaa Hrim Earth Resources Management, originária da Guiana, anunciou que a sua embarcação, LCT BHADRA NIJHA, encalhou nas proximidades de Chidenguele, durante uma viagem internacional de entrega devidamente autorizada.
A embarcação, descrita como uma lancha de desembarque autopropulsada, estava em rota da China para a Guiana, após ter obtido as aprovações de viagem e o planeamento de navegação necessários. Um comunicado oficial, enviado ao portal “Notícias Online”, revelou que a lancha tinha sido recentemente adquirida com o intuito de apoiar operações de mineração e construção na Guiana, encontrando-se em trânsito para a sua área de operação prevista.
No momento do incidente, a LCT BHADRA NIJHA não transportava carga comercial, consistindo exclusivamente numa pequena embarcação de apoio, também destinada a actividades operacionais na Guiana.
A empresa garantiu que todos os membros da tripulação estão em segurança, e foram tomadas medidas imediatas para assegurar a embarcação e avaliar as suas condições.
A situação está a ser monitorada de perto, enquanto as autoridades locais foram notificadas do incidente.
Um trágico acidente na Estrada Nacional 4 (EN4), no quilómetro 34,6, próximo da portagem da Moamba, na província de Maputo, resultou na morte de um condutor, após uma colisão entre dois camiões de grande tonelagem.
Informações preliminares indicam que um camião da marca Scania, que seguia na direcção de Maputo para Ressano Garcia, terá invadido a faixa contrária, possivelmente devido ao condutor ter adormecido ao volante. Este incidente provocou um embate violento que resultou em consequências fatais.
O acidente ocasionou a obstrução temporária da via, levando a um congestionamento significativo no trânsito. As autoridades locais estão no local a trabalhar para restabelecer a circulação.
Segundo a Polícia de Trânsito da província de Maputo, o condutor do outro camião, que seguia na direcção de Ressano Garcia para Maputo, sofreu ferimentos graves e foi prontamente socorrido e transportado para uma unidade hospitalar.
O grupo rebelde Movimento 23 de Março (M23) anunciou a sua decisão de retirar da cidade de Uvira, no leste da República Democrática do Congo (RDCongo), onde havia tomado o controlo na semana passada, a pedido das autoridades dos Estados Unidos.
Corneille Nangaa, coordenador da Aliança do Rio Congo/Movimento 23 de Março (AFC/M23), uma coligação liderada pelo M23, afirmou que esta ação representa “uma medida unilateral de promoção da confiança” com o objectivo de proporcionar ao processo de paz em Doha a melhor oportunidade de alcançar soluções duradouras para o conflito.
Nangaa sublinhou que a AFC/M23 irá retirar unilateralmente as suas forças da cidade de Uvira, enfatizando que o pedido foi feito em virtude da mediação dos Estados Unidos. Ele também fez um apelo aos garantes do processo de paz para implementarem medidas adequadas para a gestão da cidade, que incluem a desmilitarização, a protecção da população e das infraestruturas, bem como a fiscalização do cessar-fogo através do destacamento de uma força neutral.
O coordenador expressou preocupações baseadas em “experiências passadas”, onde as Forças Armadas da RDCongo (FARDC) e as milícias aliadas Wazalendo tentaram aproveitar as medidas de promoção da confiança do M23 para recuperar territórios perdidos e atacar a população considerada simpatizante da Aliança.
A declaração surge após o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter alertado que “as ações do Ruanda” no leste da RDCongo configuram uma “clara violação dos Acordos de Washington”, afirmando que os Estados Unidos “tomarão medidas para garantir que sejam cumpridas as promessas feitas ao Presidente”.
Uvira, situada nas margens do lago Tanganica e na fronteira com o Burundi, foi ocupada na passada quarta-feira pelo M23, que é considerado um poderoso grupo rebelde apoiado pelo Ruanda, segundo a ONU e vários países ocidentais. A cidade desempenhou um papel central como sede do governo designado por Kinshasa em Kivu do Sul, especialmente após a queda de Bukavu em Fevereiro.
Esta ofensiva rebelde ocorre apesar de um acordo de paz assinado em 04 de novembro entre o Presidente congolês, Félix Tshisekedi, e o homólogo ruandês, Paul Kagame, na presença do ex-Presidente Donald Trump. Desde então, ambos os países têm-se acusado mutuamente de violar o acordo.
Desde a assinatura do acordo de Washington, esforços de mediação patrocinados pelo Qatar têm sido feitos entre o Governo congolês e o M23, que firmaram um acordo-quadro em Doha a 15 de novembro para avançar rumo ao fim do conflito.
A escalada da violência resultou na deslocação de cerca de 500 mil pessoas, incluindo mais de 100 mil crianças, desde 01 de dezembro, conforme relatado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no último domingo.
O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, Daniel Chapo, marcou presença na cerimónia de graduação de oficiais militares da Academia Militar Marechal Samora Machel, realizada na cidade de Nampula.
Neste evento, Chapo salientou a importância estratégica da academia na defesa do Estado moçambicano, particularmente no combate ao terrorismo.
O Chefe de Estado considerou a cerimónia um marco significativo para a segurança nacional, destacando que a formação de novos quadros é vital para o fortalecimento das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). “O nosso País e o mundo enfrentam novos desafios complexos, como o terrorismo e crimes cibernéticos, exigindo respostas inteligentes e firmes,” afirmou.
Durante o discurso, Chapo frisou que a formação militar não se limita a cenários convencionais, mas abrange também ameaças não militares que podem comprometer a segurança e a estabilidade do país. O Presidente expressou o desejo de um sector da defesa forte e eficaz, que assegure a estabilidade do Estado, condição essencial para o desenvolvimento económico de Moçambique.
Dirigindo-se aos graduados, Chapo sublinhou a nova responsabilidade que agora assumem, que envolve a defesa da soberania e da liberdade do povo moçambicano. “A missão de vocês é vital e deve ser cumprida com profissionalismo, responsabilidade e ética,” enfatizou.
O Presidente também fez questão de invocar a necessidade de respeitar as convenções internacionais sobre direitos humanos e de construir relações sólidas com as comunidades, visando reforçar a legitimidade das Forças Armadas junto da sociedade.
Chapo recordou a importância histórica da Academia Militar, estabelecida em 1978 pelo então Presidente Samora Moisés Machel e tem contribuído para a formação de centenas de oficiais que se destacam nas Forças Armadas, bem como em diversas áreas da sociedade.
No contexto das comemorações dos 50 anos da independência de Moçambique, o Presidente classificou a Academia como uma das conquistas mais significativas do país. Em relação à situação de segurança no norte, Chapo expressou a expectativa de que os novos oficiais desempenhem um papel chave no combate ao terrorismo, particularmente nas províncias de Cabo Delgado, Nampula e Niassa.
Na conclusão do evento, Chapo elogiou o trabalho das Forças de Defesa e Segurança, bem como a colaboração dos aliados do Ruanda, ressaltando o sacrifício e a bravura demonstrados no teatro operacional no norte do país.
O Governo de transição da Guiné-Bissau anunciou a suspensão de “todas as suas actividades” na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), com efeito imediato.
A decisão foi comunicada através de uma carta endereçada ao secretariado da CPLP, onde o Ministério dos Negócios Estrangeiros do país justifica a medida pela alegada exclusão da Guiné-Bissau de reuniões e processos de tomada de decisões nas estruturas da organização.
O governo, constituído após o golpe de Estado de 26 de Novembro, considera que a atitude da CPLP viola o princípio da igualdade soberana entre os Estados-membros, consagrado nos seus estatutos. Na carta, é afirmado que as decisões da CPLP não têm sido acompanhadas de fundamentação clara, transparência processual e mecanismos de acompanhamento, o que compromete a sua legitimidade e credibilidade.
A missiva ressalta ainda que o desrespeito pela presidência da CPLP exercida pela Guiné-Bissau constitui uma “afronta grave”, levando o país a afastar-se da organização até que haja um cumprimento rigoroso dos estatutos da CPLP. O governo guineense sublinha que esta decisão “firme e categórica” é uma demonstração da sua determinação em defender a soberania nacional e exigir o respeito pelos princípios que regem a CPLP.
Actualmente, a Guiné-Bissau enfrenta também a suspensão da CEDEAO e da União Africana, na sequência do golpe de Estado que resultou na destituição do Presidente Umaro Sissoco Embaló e na interrupção do processo eleitoral. O Conselho de Ministros das Comunidades da CPLP recomendou ainda a suspensão do país da organização.
As eleições gerais, que incluíam as presidenciais e legislativas, tinham ocorrido sem incidentes, mas na véspera da divulgação dos resultados oficiais, um tiroteio em Bissau antecedeu a tomada de poder pelos militares, que nomearam o general Horta Inta-A como Presidente de transição. Este indicou Ilídio Vieira Té, antigo ministro de Embaló, como primeiro-ministro e ministro das Finanças.
Um novo governo de transição foi empossado, incluindo nomes do executivo deposto e cinco militares entre os 23 ministros e cinco secretários de Estado. A oposição denunciou a tomada de poder pelos militares como uma manobra para obstruir a divulgação dos resultados eleitorais, enquanto o líder do PAIGC, Simões Pereira, foi detido.
O parlamento de Israel deu um passo significativo ao aprovar, em primeira leitura, um projecto de lei que poderá facultar ao governo a possibilidade de encerrar órgãos de imprensa estrangeiros considerados uma “ameaça à segurança nacional”.
A proposta, que ainda requer mais votações antes de se tornar uma lei definitiva, tem suscitado preocupações entre críticos que a veem como uma ameaça à liberdade de imprensa.
Este projecto torna permanente uma legislação temporária, conhecida como “Lei Al Jazeera”, que já conferia ao governo o poder de bloquear ou fechar meios de comunicação estrangeiros sem a necessidade de uma ordem judicial. O governo israelita argumenta que a medida é uma forma de proteger a segurança nacional, evitando a disseminação de informações que possam ser prejudiciais ao país.
Organizações internacionais que defendem a liberdade de imprensa, como a Federação Internacional de Jornalistas, manifestaram a sua oposição ao projecto, alertando para o perigo de censura e para a restrição do trabalho jornalístico crítico em relação ao governo.
Até ao momento, nenhum veículo de comunicação estrangeiro foi afectado directamente pela nova legislação, mas a aprovação do projecto em primeira leitura representa um avanço importante para a possível implementação da lei de forma permanente.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Manica fez saber que está pronta para enfrentar o crime e prevenir acidentes de viação durante a quadra festiva que se aproxima.
O objectivo principal é assegurar que a população possa desfrutar das festividades de Natal e fim de ano num ambiente seguro e ordeiro.
O Comando Provincial da PRM na Manica partilhou os preparativos para o período festivo. O Director da Ordem e Segurança Públicas, Ricardo Sainete, sublinhou que, tal como em anos anteriores, serão reforçadas as equipas de patrulhamento e fiscalização rodoviária, com a intenção de prevenir os acidentes que frequentemente resultam em perdas humanas e danos materiais significativos.
“Pretendemos que a população celebre esta quadra festiva num ambiente mais seguro. A nossa instituição estará pronta para repelir qualquer situação que ameace a ordem e a segurança pública. Queremos garantir que os residentes da província de Manica, os visitantes e todos os cidadãos possam desfrutar do Natal e do fim de ano sem riscos”, afirmou Ricardo Sainete.
Para este período, várias equipas operativas estarão em acção, incluindo o pessoal burocrático, que se juntará aos outros membros da corporação. O lançamento da campanha “Festas Seguras” ocorreu em Chimoio, onde Sainete apelou aos polícias para se afastarem de actos de corrupção que possam manchar a reputação da instituição.
“Sendo um período de grande movimentação de pessoas e bens, é fundamental que mantenhamos uma conduta responsável, evitando qualquer comportamento desviante que possa manchar a imagem da nossa corporação”, acrescentou.
Além disso, Sainete destacou a necessidade de vigilância por parte da polícia ambiental, para garantir o cumprimento do decreto que proíbe a actividade mineira, protegendo assim os recursos hídricos da região de contaminações.
Para finalizar, a PRM lançou uma campanha de controlo rodoviário e fronteiriço na cidade de Chimoio, com o intuito de prevenir acidentes de viação e a entrada ilegal de cidadãos estrangeiros. A corporação trabalha em coordenação com outras forças e intervenientes, tendo em vista facilitar a circulação e a segurança de pessoas e bens nos principais corredores de desenvolvimento da província de Manica.
Ricardo Sainete fez um apelo à população para que conduza de forma prudente e denuncie quaisquer actos que possam ameaçar a segurança e a ordem pública.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou uma queixa judicial contra a BBC, exigindo uma indemnização de 10 mil milhões de dólares (cerca de 8,5 mil milhões de euros) por difamação, alegando que a estação pública britânica veiculou uma edição de vídeo enganadora.
A acção, protocolada num tribunal federal em Miami, alega difamação e violação de uma lei da Florida que regulamenta práticas comerciais enganosas e desleais. Na queixa, Trump solicita um montante mínimo de cinco mil milhões de dólares (4,25 mil milhões de euros) por cada uma das duas acusações, totalizando assim os 10 mil milhões de dólares.
“Eles literalmente colocaram palavras na minha boca”, afirmou o bilionário de 79 anos em declarações à comunicação social na segunda-feira. Há algumas semanas, Trump já havia mencionado a possibilidade de exigir até cinco mil milhões de dólares à BBC.
Um porta-voz da equipa jurídica de Trump denunciou que “a BBC, outrora respeitada e hoje desacreditada, difamou o Presidente Trump ao alterar intencionalmente, maliciosamente e de forma enganosa o seu discurso, com o objectivo flagrante de interferir nas eleições presidenciais de 2024”.
O porta-voz acrescentou que a BBC tem um historial de enganar o seu público na cobertura relacionada com Trump, servindo uma agenda política de esquerda.
A Mozal S.A. divulgou a decisão de suspender as suas operações na fundição de alumínio localizada em Moçambique, com efeito, a partir de 15 de Março de 2026.
A informação foi partilhada através de um comunicado de imprensa, onde a empresa justifica a sua decisão pela incapacidade de assegurar o fornecimento de energia eléctrica a preços competitivos.
Segundo a nota, “a Mozal não conseguiu garantir o fornecimento de electricidade suficiente e a preços competitivos para continuar com as operações após esta data”. A empresa enfatiza que a electricidade a preços acessíveis é crucial para a continuidade das operações de qualquer fundição de alumínio, uma vez que representa uma das despesas mais significativas.
O documento ainda destaca a seca que tem afectado a produção da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) como um dos principais obstáculos à resolução do problema. “Historicamente, a maior parte da electricidade para a Mozal tem sido gerada pela HCB, mas as condições de seca significaram que também foi necessária uma quantidade significativa de electricidade proveniente da Eskom, na África do Sul”, lê-se na comunicação emitida pela empresa.
Samuel Samo Gudo, presidente da Mozal, expressou a consciência da empresa sobre o impacto desta decisão nos trabalhadores e parceiros locais. “O foco imediato da Mozal é a segurança e o bem-estar das suas pessoas, bem como a suspensão segura e ordenada das operações na fundição em Março de 2026”, afirmou Gudo no comunicado.
O Presidente da República de Angola e líder do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), João Lourenço, confirmou que não se recandidatará nas próximas eleições gerais, previstas para 2027.
A declaração foi proferida durante um acto político de massas em Luanda, onde se celebraram os 69 anos do MPLA, conforme divulgou a ANGOP.
João Lourenço enfatizou que a sua saída é uma questão de cumprimento da Constituição da República de Angola, que estabelece um limite de dois mandatos presidenciais.
O chefe de Estado afirmou: “Só deixo o poder porque a Constituição não permite continuar à frente dos destinos do País.” Ele expressou ainda que, se fosse permitido, preferiria continuar no cargo.
Durante o seu discurso, o Presidente reiterou a importância de o partido preparar a sucessão e seleccionar um novo candidato que possa enfrentar os desafios actuais. “Quem me substituir não pode estar mais cansado do que eu”, declarou Lourenço, numa clara mensagem aos militantes.
A escolha do futuro líder, segundo o Presidente, não deve apenas servir os interesses do MPLA, mas igualmente atender às expectativas do povo angolano. “É preciso escolher um bom candidato, não apenas para o partido, mas para Angola”, acentuou, garantindo que o processo será conduzido sem ceder a pressões internas ou externas.
Num momento em que questões como a governação e a democracia interna dominam as discussões políticas, Lourenço aproveitou para refutar críticas de que o MPLA não respeita os princípios democráticos. Afirmou que o partido continuará a agir dentro dos marcos legais e institucionais.
A confirmação da sua saída em 2027 representa um marco significativo para o MPLA, que pela primeira vez em décadas irá a eleições gerais com um novo líder, num contexto político que se torna cada vez mais competitivo. A sucessão de João Lourenço colocará à prova a capacidade de renovação do MPLA e a estratégia da sua permanência à frente do País.
Um ataque violento ocorrido na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, no último domingo, deixou pelo menos doze mortos e quase 30 feridos.
De acordo com informações fornecidas pela polícia local, um dos suspeitos do ataque foi morto, enquanto outro encontra-se em estado crítico.
As autoridades ainda investigam a possibilidade da existência de um terceiro atirador, embora essa suspeita não tenha sido confirmada. Um dos suspeitos conhecidos das forças de segurança não era considerado uma ameaça imediata.
Testemunhas oculares relataram que o tiroteio durou cerca de dez minutos. O ataque ocorreu em um momento em que aproximadamente mil pessoas estavam na praia, tendo acabado de participar do início das celebrações do Hanukkah, uma festividade judaica de oito dias, conhecida como a “Festa das Luzes”. A praia de Bondi é uma das mais icónicas da Austrália, atraindo surfistas e turistas aos fins de semana.
É importante notar que massacres a tiros são fenómenos raros na Austrália, que é amplamente reconhecida como um dos países mais seguros do mundo. Este ataque foi considerado o pior incidente deste tipo no país desde 1996, quando um atirador matou 35 pessoas em Tasmânia.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou a apreensão de uma significativa soma em dinheiro na residência de um cidadão moçambicano, no âmbito de uma investigação relacionada com crimes financeiros.
Esta operação, realizada em colaboração com o Serviço Nacional de Investigação Criminal, levou à identificação de dois indivíduos suspeitos de estarem envolvidos em crimes de branqueamento de capitais, fraude fiscal e associação criminosa.
Os suspeitos teriam criado empresas de fachada, mobilizando fundos em numerário e ocultando-os em compartimentos diversos dentro da referida residência, incluindo fundos falsos.
As diligências prosseguem com o objectivo de esclarecer completamente os factos e determinar o total da quantia apreendida, que, até ao momento, ainda está em fase de apuração.
Os pensionistas inscritos no Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) e os trabalhadores ainda em actividade manifestam a necessidade de revisão das pensões de reforma em Moçambique.
A reivindicação foi destacada por Damião Simango, secretário-geral da Organização dos Trabalhadores de Moçambique-Central Sindical (OTM-CS), durante a abertura da Reunião Nacional do INSS, um evento de dois dias que decorre na Ponta d’Ouro, distrito de Matutuíne, sob o lema “Por uma Segurança Social mais Inclusiva”.
Simango afirmou que, caso haja um mecanismo para actualizar as pensões relacionadas com velhice, invalidez e sobrevivência, o governo deve assegurar que essa informação chegue a todos os beneficiários. Ele sublinhou que, ultimamente, a OTM-CS tem recebido alertas tanto de pensionistas quanto de trabalhadores activos sobre a falta de um mecanismo de reajuste das pensões.
Os pensionistas reclamam também da necessidade de harmonização das pensões mínimas, especialmente a pensão por velhice, com o intuito de garantir maior equidade entre os beneficiários.
Simião Maúndze, representante dos pensionistas, expressou preocupação face às discrepâncias nos valores das pensões mínimas, uma vez que todos enfrentam o mesmo custo de vida e os preços dos bens essenciais.
A AIM teve conhecimento de que o INSS está a trabalhar para assegurar que uma pensão mínima não seja inferior a cinco mil meticais (equivalente a cerca de 78 dólares ao câmbio actual) para, pelo menos, 60 por cento dos aposentados.
Maúndze solicitou que o INSS considere medidas complementares que melhorem a qualidade de vida dos pensionistas, tendo em conta o elevado custo de vida no país, que se está a agravar.
Além disso, o governo deve desenvolver mecanismos que incentivem os Trabalhadores por Conta Própria a realizarem os seus pagamentos de contribuições regularmente, o que, segundo Maúndze, contribuirá para uma reforma mais segura no futuro. Ele reconheceu o esforço do INSS em garantir o pagamento das pensões através de transferências bancárias, uma medida que proporciona mais segurança e dignidade aos pensionistas.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal vinte e quatro (24) Consultores Para Entrada de Dados na Plataforma e-OVC. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de MEAL (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de MEAL (Manhiça). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável – Pessoas e Cultura (Maputo). Saiba mais.
A Assembleia da República está a avaliar a proposta de lei que institui a Inspecção-Geral do Estado (IGE), uma entidade destinada a reforçar os mecanismos de auditoria, fiscalização e inspecção dentro da Administração Pública.
Este novo instrumento visa alinhar as práticas internas às normas e boas práticas reconhecidas internacionalmente.
A legislação em discussão, que abrange 71 artigos organizados em 13 capítulos, não acarretará custos adicionais para o Plano Económico e Social nem para o Orçamento do Estado de 2026. Estão asseguradas as condições necessárias para a implementação da IGE, que se encarregará de estabelecer a organização e funcionamento de um órgão público responsável por auditar e fiscalizar as actividades administrativas, financeiras e patrimoniais do Estado.
No decurso do dia, os deputados tencionam também analisar e aprovar a lei que estabelece a Inspecção-Geral de Segurança Alimentar e Económica.
O Ministro do Interior, Paulo Chachine, fez um apelo aos agentes destacados nos postos fronteiriços de Moçambique, instando-os a priorizarem a rapidez no atendimento aos passageiros, com o intuito de evitar multidões neste período festivo.
Durante uma visita ao posto fronteiriço de Machipanda, na província de Manica, o governante sublinhou a importância de um atendimento eficiente que promova a fluidez no trânsito de pessoas.
Chachine enfatizou, ainda, a necessidade de os agentes se afastarem de práticas corruptas, garantindo assim um serviço público de qualidade. A sua intervenção visa assegurar que a experiência dos viajantes seja positiva, especialmente nesta época em que a movimentação nas fronteiras tende a aumentar.
Para optimizar o atendimento, as autoridades implementaram um reforço das equipas de trabalho nos vários postos fronteiriços ao longo do país, com o objectivo de responder à demanda crescente de passageiros durante as festividades.
O Governo moçambicano vai investir 830 milhões de meticais, equivalentes a cerca de 13 milhões de dólares, na modernização do terminal de combustíveis do Porto da Beira, localizado na província de Sofala.
Esta iniciativa visa fortalecer a capacidade operacional desta infraestrutura estratégica e satisfazer a crescente demanda do comércio nacional e regional.
O anúncio foi feito pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante uma visita de trabalho ao complexo portuário no âmbito da sua jornada na província de Sofala, com enfoque na cidade da Beira e no distrito de Nhamatanda.
Em seu discurso, o Chefe de Estado enfatizou a importância de investimentos continuados no Porto da Beira, como forma de enfrentar os constrangimentos existentes. “É fundamental continuarmos a investir no Porto da Beira, pois enfrentamos problemas relacionados com combustíveis, carga geral e contentores”, afirmou Chapo.
O Presidente sugeriu a necessidade de uma abordagem coordenada devido à multiplicidade de concessões no porto. “A conclusão a que chegamos é que precisamos de elaborar um Plano Director para o desenvolvimento do Porto da Beira como primeiro ponto a ser abordado”, explicou.
Chapo também contemplou a criação de uma entidade que assegure maior disciplina e coordenação entre os operadores do porto. “Estamos a considerar a possibilidade de estabelecer uma entidade que possa impor disciplina no Porto da Beira, visto que existem várias entidades a realizar investimentos sem coordenação entre si”, destacou.
A falta de coordenação, segundo Chapo, prejudica a eficiência do porto, dificultando a resolução dos problemas centrais, que passam pela necessidade de uma operação mais eficiente.
Adicionalmente, o Presidente anunciou a construção do primeiro centro logístico regional no distrito de Dondo, uma infra-estrutura que deverá apoiar o porto e melhorar o escoamento de mercadorias. “Visitámos diversos países, incluindo o Zimbabwe, e todos os nossos parceiros regionais destacam as dificuldades que enfrentamos em relação à eficiência do Porto da Beira”, referiu.
Como acção imediata, o Governo decidiu promover a construção de uma nova estrada de acesso ao porto, iniciando a primeira fase da construção deste importante centro logístico regional.
O Porto da Beira é um ponto estratégico na economia de Moçambique e desempenha um papel essencial nas operações comerciais da região.
Durante a sua visita à província de Sofala, o Presidente também se deslocou ao distrito de Nhamatanda, onde, na qualidade de Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, dirigiu a cerimónia de encerramento do sétimo curso de formação de sargentos da Polícia da República de Moçambique (PRM) na Escola de Sargentos da Polícia. A cerimónia contou com a participação de mais de 500 sargentos, reforçando assim a capacidade operacional da PRM. Esta é a sétima cerimónia de graduação de sargentos desde a criação da instituição formativa, a 3 de Agosto de 2016.
Durante a visita, o Presidente Chapo foi acompanhado pelo ministro do Interior, Paulo Chachine. Esta cerimónia decorre no âmbito dos esforços do Governo para reforçar a capacidade operacional da PRM, visando a melhoria da ordem, segurança e tranquilidade públicas em todo o território nacional.
A Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique irá investir cerca de três milhões de dólares norte-americanos na construção de uma nova clínica na cidade da Beira, situada na província de Sofala.
Este projecto visa reforçar os serviços de saúde e melhorar o acesso da população a cuidados médicos essenciais.
De acordo com Dino Foi, presidente da Fundação, a Clínica Tzu Chi Beira surge como uma resposta às crescentes necessidades do sistema de saúde local, especialmente num contexto de elevada pressão sobre as infra-estruturas existentes. “O objectivo deste projecto é, principalmente, reforçar a capacidade de resposta do sistema de saúde na cidade da Beira, garantindo serviços essenciais para a comunidade”, afirmou.
A nova clínica será localizada no Bairro da Ponta-Gêa, onde também se instalarão os escritórios da organização na cidade. A unidade de saúde prestará uma variedade de serviços, incluindo Medicina Geral, Ginecologia, Pediatria, Odontologia, Fisioterapia e Medicina Tradicional Chinesa, proporcionando uma abordagem abrangente aos cuidados de saúde.
Embora a clínica siga um modelo de funcionamento com fins lucrativos, Dino Foi enfatizou o compromisso humanitário da fundação, com a realização prevista de, pelo menos, duas jornadas mensais de consultas gratuitas para pessoas em situação de vulnerabilidade social na província de Sofala.
As obras de construção da clínica começaram em Setembro deste ano, com a conclusão da infra-estrutura prevista para Dezembro de 2026. A medicina é um dos quatro pilares da actuação da Tzu Chi a nível global, juntamente com a educação, a caridade e a cultura humanística. Desde 2012, a organização já beneficiou mais de sete mil pessoas em Moçambique através de diversos projectos humanitários.
A fundação está, adicionalmente, a desenvolver o Instituto de Formação de Saúde de Nhamatanda, com um investimento superior a 500 mil dólares. Recentemente, foi também entregue o Centro de Saúde de Metuchira, avaliado em mais de 230 mil dólares, além do apoio regular à alimentação e apetrechamento de pacientes no Hospital Rural de Nhamatanda, todos localizados na província de Sofala.
Sofala destaca-se como a província que concentra a maior parte das intervenções humanitárias da Tzu Chi Moçambique. Após a assinatura de um memorando com o Governo moçambicano, a fundação intensificou a sua presença na região após os efeitos devastadores do ciclone Idai, que atingiu a área em 2019.
Com um financiamento global de 108 milhões de dólares, assegurado pelos mais de 10 milhões de voluntários da Tzu Chi em todo o mundo, está em curso em Sofala a construção de três mil habitações, das quais 1.673 já foram finalizadas e entregues. Além disso, 23 escolas estão a ser erguidas, com 14 já concluídas, todas destinadas às comunidades afectadas pelo ciclone.
Os trabalhadores do Museu do Louvre, em Paris, decidiram encerrar o museu após aprovarem, por unanimidade, uma greve em busca de melhores condições de trabalho.
A decisão foi tomada esta segunda-feira durante uma reunião que contou com a participação de cerca de 400 trabalhadores, segundo informações da Confederação Francesa Democrática do Trabalho (CFDT).
No site oficial do museu, encontra-se um aviso a informar sobre o encerramento, que se deve a um “movimento social”, e pede desculpas pelo incómodo causador. A votação que levou à aprovação da greve ocorreu durante a manhã, reflectindo a insatisfação dos trabalhadores com as actuais condições laborais.
A situação leva a que, neste momento, o icónico museu esteja fechado ao público, sem previsão de reabertura.
O Estabelecimento Penitenciário Preventivo da Cidade de Maputo acolhe a implementação de um inovador projecto-piloto de pulseiras electrónicas.
Esta iniciativa será oficialmente lançada pelo ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize.
Desenvolvido em colaboração com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o projecto visa abordar a crescente problemática da superlotação nas instituições penitenciárias do país. A solução proposta consiste na colocação de dispositivos electrónicos no pulso ou tornozelo dos reclusos, permitindo a monitorização dos seus movimentos e assegurando o cumprimento das medidas alternativas à prisão que lhes tenham sido atribuídas.
A introdução das pulseiras electrónicas busca não apenas descongestionar os estabelecimentos prisionais, mas também oferecer uma abordagem mais humanitária e eficiente no acompanhamento de indivíduos que cumprem penas.
A expectativa é que esta inovação contribua para a modernização do sistema de justiça em Moçambique e promova a reintegração social dos condenados, garantindo, ao mesmo tempo, a segurança da sociedade.
A Associação Moçambicana de Juízes (AMJ) apresentou duas peças junto do Ministério Público, visando a responsabilização criminal de funcionários e a reposição de direitos...