A Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) confirmou o descarrilamento de uma locomotiva na linha de Sena, no troço Dondo–Moatize, ocorrido na noite de 2 de Novembro.
Num comunicado oficial, a empresa revelou que o incidente é resultado de vandalismo premeditado, ocasionando prejuízos estimados em cerca de 500 milhões de meticais. O acidente envolveu 36 vagões de carga pertencentes ao comboio identificado como 2.080A, que se dirigia para Nacala.
As autoridades ferroviárias caracterizam o caso como um acto criminoso perpetrado por indivíduos não identificados, que cortaram a linha férrea e removeram os carris que conectam as travessas, o que levou ao descarrilamento.
Os danos causados são significativos, impactando tanto o material circulante como a infra-estrutura da via. O relatório dos CFM destaca que duas locomotivas e oito vagões sofreram danos, incluindo dois que ficaram totalmente destruídos, quatro que atravessaram a linha, um que ficou semi-tombado e outro que saiu completamente dos trilhos. Além disso, diversas travessas e outros componentes da linha foram danificados.
A tripulação, composta por dois maquinistas, teve ferimentos e recebeu assistência médica imediata, sem registo de mortes.
Os CFM condenam rigorosamente a acção, informando que equipas de manutenção já estão a trabalhar no local para restaurar a circulação ferroviária, com a previsão de normalização até às 20 horas do dia 4 de Novembro.
Em consequência da situação, a empresa comunicou a suspensão das viagens de passageiros previstas para terça e quinta-feira, até que as condições de segurança sejam integralmente restabelecidas.
Cerca de 120 mil cidadãos cubanos encontram-se actualmente abrigados em centros de evacuação ou na casa de familiares, na sequência da passagem do furacão Melissa pela costa leste da ilha.
Estas informações foram divulgadas em dados preliminares, revelados durante uma reunião do Conselho de Defesa Nacional, que é o principal órgão responsável pela gestão de crises e catástrofes em Cuba.
A reunião, liderada pelo Presidente Miguel Díaz-Canel, tem sido realizada diariamente nos últimos dias para monitorar as consequências do fenómeno natural.
Segundo o balanço apresentado pela Presidência cubana, o furacão causou danos significativos, afectando aproximadamente 45.300 habitações, além de provocar estragos em 461 instalações do sector da saúde, incluindo hospitais e policlínicas. No que diz respeito ao sistema educativo, foram registados danos em 1.552 escolas, das quais 200 já receberam reparações.
As autoridades continuam a trabalhar para assegurar a assistência necessária aos cidadãos afectados e avaliar a extensão total dos danos provocados pela intempérie.
O tufão Kalmaegi, que assolou o arquipélago das Filipinas, resultou na evacuação de quase 400 mil pessoas, segundo informou o Departamento de Protecção Civil.
O fenómeno meteorológico trouxe consigo intensas chuvas e ventos fortes, causando inundações significativas em várias regiões do país.
Rafaelito Alejandro, vice-director do Departamento de Protecção Civil, relatou que 387 mil cidadãos foram forçados a abandonar as suas residências para se protegerem da rota devastadora do tufão. Lamentavelmente, as consequências deste desastre natural já se fazem sentir com a confirmação de duas mortes. Um homem perdeu a vida ao ser atingido por uma árvore que caiu na província de Bohol, enquanto um idoso morreu afogado na província de Leyte, localizada no sul do arquipélago.
Equipes de assistência às vítimas, coordenadas por Danilo Atienza, continuam a trabalhar para apoiar aqueles que foram afectados pelas inundações e garantir a segurança das populações em risco. As autoridades locais permanecem atentas à evolução da situação e à necessidade de intervenções adicionais nas áreas mais impactadas.
Mais de 700 trabalhadores da Dingsheng Minerals, localizada em Chibuto, na província de Gaza, decidiram paralisar as suas actividades em resultado da falta de contractos, injustiça salarial e condições de trabalho inadequadas.
A empresa, de capitais chineses, é responsável pela exploração das areias pesadas na região.
Os trabalhadores optaram por esta acção como forma de reivindicar os seus direitos laborais. Um dos operários afirmou que a empresa não tem mostrado disposição para reajustar os salários. “O nosso sindicato já esteve com a direcção para procurar esclarecimentos sobre a situação, mas a empresa respondeu que não podia aumentar os 7% porque considera que os salários já estão acima do que os ministros decretaram”, explicou.
Além das questões salariais, os grevistas expressaram preocupações em relação ao ambiente de trabalho, que consideram perigoso. “Não temos material de Equipamento de Protecção Individual (EPI), nem luvas”, lamentou um dos trabalhadores em greve.
Os manifestantes afirmam que só retornarão ao trabalho se os seus direitos forem respeitados e exigem a intervenção do Governo provincial na resolução do problema. A Inspecção Provincial de Trabalho, por sua vez, anunciou que se irá pronunciar sobre a paralisação e as queixas dos trabalhadores após se inteirar da situação.
O Aeroporto de Nacala, na província de Nampula, irá receber, a partir de Fevereiro próximo, uma nova companhia aérea que estabelecerá uma ligação entre Nacala e Joanesburgo, na África do Sul.
A informação foi revelada pelo administrador de operações no Aeroporto de Moçambique, Fonseca da Fonseca, durante a Feira Internacional de Turismo, que decorreu em Vilankulo, conforme reportado pela Rádio Moçambique.
A nova companhia, de origem sul-africana, iniciará as operações com voos programados duas vezes por semana. Esta rota é considerada estratégica para a dinamização da actividade turística tanto em Moçambique como na região, segundo as declarações do administrador.
A introdução desta nova ligação aérea visa não apenas facilitar o transporte de turistas, mas também fomentar o desenvolvimento económico local e reforçar as conexões entre os dois países.
O Comité de Segurança Nacional do Knesset, o Parlamento de Israel, deu um passo significativo ao aprovar um projecto de lei que visa a introdução da pena de morte para terroristas que assassinarem cidadãos israelitas.
Esta proposta, que já conta com o apoio do ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, bem como do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, tem gerado um intenso debate no país.
Segundo o que foi apresentado, os tribunais israelitas poderão aplicar a pena capital a indivíduos condenados por homicídio motivado por nacionalismo, desde que as vítimas sejam cidadãos de Israel. Contudo, é importante salientar que esta legislação não se aplicará a israelitas que cometam homicídios contra palestinianos, o que levanta questões sobre a equidade do sistema judicial.
O ministro Ben-Gvir sublinhou que, caso a lei seja aprovada, não haverá espaço para decisões alternativas por parte dos juízes. “Não haverá margem para discricionariedade sob esta lei, a pena de morte deve ser obrigatória, e isso reflete uma mudança na doutrina de segurança de Israel”, declarou o ministro, enfatizando a intenção de endurecer as políticas de segurança do país.
A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) emitiu um relatório preliminar que considera as recentes eleições na Tanzânia, onde Samia Suluhu Hassan tomou posse como Presidente, como não democráticas e fraudulentas.
O documento, que resulta da missão de observação enviada pela SADC, aponta para diversas denúncias de fraude eleitoral, violência e repressão durante o processo eleitoral.
Este é um marco na história da SADC, uma vez que é a primeira vez que a organização conclui que as eleições em um dos seus países membros não respeitaram a vontade popular nem os princípios democráticos estabelecidos. A cerimónia de posse de Hassan foi marcada pela fraca presença internacional, com apenas dois dos 16 Estados membros da SADC a estarem representados, o que equivale a apenas 12,5% da comunidade, sem a presença de nações influentes como África do Sul, Angola ou República Democrática do Congo.
A missão de observação da SADC, composta por 80 observadores de 10 países, monitorizou as eleições em 27 das 31 regiões da Tanzânia a convite do governo do país. O relatório destaca que alguns observadores enfrentaram dificuldades para obter informações e relataram ter sido alvo de interrogatórios intimidatórios por parte das Forças de Defesa e Segurança.
Os observadores, que possuíam identificação de acreditação, foram submetidos a interrogatórios agressivos na cidade de Tanga, onde os seus documentos oficiais, incluindo passaportes, foram temporariamente apreendidos. Também foram forçados a apagar fotografias relacionadas com a missão em seus dispositivos.
Embora o período pré-eleitoral tenha sido classificado como calmo, especialistas alertaram para um clima de intimidação secreta contra a população, partidos políticos e candidatos da oposição. Casos de raptos de activistas políticos foram reportados, evidenciando uma atmosfera política tensa e ameaçadora.
O relatório menciona ainda a prisão e julgamento por traição de Tundo Lissu, candidato do partido Chadema, e Luhanga Mpina, que foi desqualificado de participar no escrutínio. Estas acções foram vistas como uma tentativa de desestabilizar o sistema multipartidário e eliminar a concorrência legítima.
Além disso, a SADC identificou disposições na Constituição tanzaniana que contrariam as normas eleitorais acordadas entre os países da região, evidenciando a necessidade de reformas significativas no processo eleitoral da Tanzânia.
Entre Janeiro e Março deste ano, Moçambique efectuou pagamentos superiores a 36 milhões de euros à China, referente ao serviço da dívida, que continua a ser o principal credor bilateral do país.
Esta informação foi revelada por dados do Ministério das Finanças, que destacam o impacto significativo deste encargo nas contas moçambicanas.
Conforme um relatório sobre a gestão da dívida, o serviço da dívida à China foi o que mais pesou nas finanças moçambicanas durante o primeiro trimestre de 2023, com amortizações a atingirem 35,51 milhões de dólares (30,6 milhões de euros) e juros que totalizaram 6,77 milhões de dólares (5,8 milhões de euros).
No final de Junho, a dívida de Moçambique à China alcançou 1.347 milhões de dólares (1.158 milhões de euros), consolidando a China como o maior credor bilateral do país. Este montante é apenas superado pelos credores multilaterais, com destaque para o IDA (Associação Internacional de Desenvolvimento) do Grupo Banco Mundial, que detinha uma dívida de 2.980 milhões de dólares (2.566 milhões de euros).
Em um contexto de alívio financeiro, o Governo chinês anunciou o perdão dos juros dos empréstimos concedidos a Moçambique até 2024, além de uma doação de 12 milhões de euros ao país. A primeira-ministra moçambicana, Benvida Levi, informou que estas iniciativas foram comunicadas pelo Presidente chinês, Xi Jinping, durante uma visita oficial à China.
Actualmente, a dívida à China representa cerca de 15% do total do endividamento externo de Moçambique, que se situava em 9.825 milhões de dólares (8.462 milhões de euros) no final do primeiro semestre deste ano.
Nos últimos nove meses, cerca de 1.300 homens foram submetidos a rastreios para cancro da próstata na província de Tete, conforme revelado pelas autoridades locais.
A responsável pela Repartição de Prevenção e Controlo de Doenças do Serviço Provincial de Saúde, Azélia Nabuela, atribuiu este aumento ao crescente nível de consciencialização da população sobre a importância da prevenção da doença.
Nabuela destacou que, em Novembro, mês dedicado à sensibilização sobre o cancro da próstata e diabetes, o sector da saúde intensificará as campanhas de informação nas comunidades, com o objectivo de evitar novos casos da doença. “Todas as unidades sanitárias, este mês, estarão focadas na promoção da saúde do homem, através do rastreio para o diagnóstico do cancro da próstata e da diabetes, tanto nas comunidades como em instituições públicas e privadas”, afirmou.
Além das campanhas nas unidades sanitárias, a responsável mencionou que haverá uma divulgação abrangente por meio de rádios e cartazes, envolvendo várias esferas sociais na promoção da saúde e na sensibilização da população. As autoridades de saúde apelam à população para procurarem os serviços de saúde e participem nas iniciativas de rastreio, visando a detecção precoce e o tratamento adequado do cancro da próstata.
Desde o início do novo surto de cólera no norte de Moçambique, o número de casos confirmados atingiu 366, com dois óbitos registados, conforme informações divulgadas pelo Ministério da Saúde.
Os dados mais recentes, abrangendo o período de 3 de Setembro a 2 de Novembro, indicam que a província de Nampula, em apenas 24 horas, contabilizou 12 novos casos, elevando o total acumulado no país para 336.
O boletim diário da Direcção Nacional de Saúde Pública revela que, dos 366 casos registados desde Setembro, 194 ocorreram na província de Tete e 172 na província de Nampula. Dentre os casos confirmados, 176 resultaram em internamento, com os dois óbitos relacionados às complicações da doença.
No surto anterior, que abrangeu o período de 17 de Outubro de 2024 a 20 de Julho do presente ano, foram reportados 4.420 infectados, sendo 3.590 na província de Nampula, e um total de pelo menos 64 mortes em consequência da cólera.
Em resposta à crise, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a doação de 3,5 milhões de doses da vacina contra a cólera a Moçambique. Esta informação foi revelada pelo Presidente moçambicano, Daniel Chapo, durante uma conferência de imprensa que seguiu a sua visita à Suíça, onde se reuniu com o director-geral da OMS, Tedros Adhanom.
O chefe de Estado exprimiu a esperança de que esta doação contribua para o início da implementação do Plano de Eliminação da Cólera (PEC), que foi aprovado em Setembro pelo Conselho de Ministros e estabelece pilares essenciais para o combate à doença.
18 cidadãos foram retidos no posto administrativo de Kambulatsitsi, localizado em Moatize, na província de Tete. Dentre os retidos, 11 são de nacionalidade paquistanesa e sete bengalis.
Segundo as autoridades de imigração na província, os imigrantes foram detidos por não possuírem os vistos de entrada necessários e por não utilizarem os postos oficiais para realizar os seus movimentos migratórios.
O jornal “O País” reportou que, em conexão com este caso, três cidadãos moçambicanos foram detidos sob suspeita de facilitação da imigração ilegal.
Neste ano, a Polícia da República de Moçambique (PRM) já realizou a apreensão de 13 viaturas e quatro motorizadas, além de ter detido cerca de 21 indivíduos envolvidos na facilitação de imigração ilegal.
A província de Tete, com uma extensão de 1.450 km de linha de fronteira, apresenta desafios significativos devido à sua ampla abertura.
O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, esteve presente na investidura da nova Presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, um evento considerado um símbolo de amizade e solidariedade entre os dois povos.
A cerimónia, que marca a renovação do mandato presidencial de Hassan por mais cinco anos, teve lugar na capital política da Tanzânia, Dodoma, e contou com a presença de vários Chefes de Estado e de Governo de diferentes países africanos, bem como representantes de organizações regionais e internacionais.
Daniel Chapo, convidado de honra do acto, sublinhou a forte interligação histórica entre Moçambique e a Tanzânia, recordando que a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) foi fundada em terras tanzanianas a 25 de Junho de 1962.
O Chefe de Estado destacou o papel crucial que a Tanzânia desempenhou na luta pela independência e na construção do Estado moçambicano, afirmando que o apoio tanzaniano sempre foi um pilar fundamental.
“Desde os primórdios da nossa luta pela liberdade, a solidariedade e o espírito de irmandade estiveram presentes nas relações entre os nossos povos”, afirmou Chapo, reconhecendo a importância deste gesto de presença na cerimónia de tomada de posse da Presidente eleita.
O estadista moçambicano salientou que o acto não só representa uma saudação de amizade em nome dos moçambicanos como também uma oportunidade para fortalecer a cooperação bilateral em áreas estratégicas como o comércio, transporte, energia e segurança regional.
Durante a visita, Chapo manteve conversações com Samia Suluhu Hassan e outros líderes presentes, reafirmando o compromisso de Moçambique em aprofundar as relações de cooperação, com ênfase nas áreas de economia, infra-estruturas, educação, energia e desenvolvimento transfronteiriço.
Pelo menos 26 pessoas perderam a vida devido a um deslizamento de terra no oeste do Quénia, enquanto outras 25 continuam desaparecidas. O país atravessa a sua segunda época de chuvas, caracterizada por intensas precipitações.
Desde a semana passada, chuvas torrenciais têm afectado a região ocidental do Vale do Rift. A Cruz Vermelha do Quénia relatou que as áreas mais atingidas permanecem inacessíveis por estrada devido a deslizamentos, lama e inundações repentinas.
O número de vítimas mortais, que inicialmente era estimado em 21, aumentou para 26, com 25 pessoas a serem consideradas desaparecidas e 25 outras feridas. As vítimas com ferimentos graves foram transportadas de avião para um hospital na cidade de Eldoret para receber tratamento, enquanto aquelas com ferimentos leves receberam cuidados no local.
Os esforços de resgate prosseguiram até sábado, apesar da chuva intensa, com agências de gestão de desastres a procurarem entre os escombros das casas destruídas por pessoas desaparecidas. As autoridades locais estão a trabalhar com urgência para fornecer assistência humanitária e apoiar as famílias afectadas.
Mais de 1.000 casas foram devastadas pelo fenómeno, e o ministro do Interior do Quénia apelou aos residentes que vivem nas imediações de rios sazonais ou em zonas susceptíveis a deslizamentos a deslocarem-se para áreas mais seguras.
O Quénia vive esta segunda época de chuvas, também conhecida como “chuvas curtas”, que normalmente traz algumas semanas de tempo húmido, em contraste com o período mais prolongado e intenso que ocorre no início do ano. Nos últimos anos, centenas de pessoas têm perdido a vida devido a deslizamentos de terra e inundações no país.
A polícia moçambicana anunciou a detenção de dois homens suspeitos de estarem envolvidos no rapto de um empresário português, de 69 anos, que possui também nacionalidade moçambicana.
O incidente ocorreu no dia 7 de Outubro, na baixa de Maputo, em frente ao estabelecimento comercial da vítima.
João Adriano, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), confirmou em conferência de imprensa a identificação e captura dos dois suspeitos, cujas idades variam entre 30 e 46 anos. “Queremos confirmar a detenção de dois cidadãos nacionais”, declarou Adriano, ao apresentar os detidos aos jornalistas.
O empresário foi abordado por um grupo que se fazia transportar numa viatura branca, sem chapa de matrícula. Este caso marca o primeiro rapto conhecido publicamente desde Junho, levantando preocupações sobre a segurança no país. A polícia continua a investigar e espera avançar na localização da vítima.
O Ministério dos Transportes e Logística (MTL) inaugurou a estrada Khongolote–N1, uma infra-estrutura implementada no âmbito do Projecto MOVE, financiado pelo Banco Mundial.
A cerimónia de entrega teve lugar no município da Matola e representa um passo significativo na melhoria da mobilidade e acessibilidade na região metropolitana.
Com um investimento que ultrapassou os 278 milhões de meticais (aproximadamente 4,35 milhões de dólares), a nova via foi objecto de diversas intervenções, incluindo a instalação de um sistema de drenagem eficiente, sinalização vertical e horizontal, passeios, lombas, iluminação pública e uma baía segura para peões. Anteriormente, a estrada apresentava condições críticas de circulação, marcadas pela erosão e falta de iluminação, o que dificultava o trânsito na área.
O ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, destacou a importância deste projecto como um compromisso do Governo com o desenvolvimento urbano, mencionando que a obra vai facilitar a movimentação de pessoas e bens. “Esta não é apenas uma obra de engenharia, mas uma resposta concreta às aspirações de um país mais acessível, seguro e justo. É a ponte para a escola, o emprego, os mercados e os serviços essenciais”, salientou Matlombe.
Além da melhoria na iluminação pública, o ministro sublinhou que o aumento do fluxo de pessoas ao longo da via contribuirá para a redução dos índices de criminalidade. “Com esta estrada, cria-se um ambiente mais seguro, transformando áreas anteriormente escuras e isoladas em espaços de circulação protegida, o que diminui os casos de criminalidade e aumenta a confiança dos cidadãos”, afirmou.
A população dos bairros de Khongolote, Ndlavela e Zona Verde expressou a sua satisfação com o novo investimento, confidenciando que a estrada facilitará a mobilidade local, reduzirá congestionamentos e impulsionará a actividade económica. Os moradores ressaltaram ainda que a maior iluminação e circulação de pessoas são factores cruciais para aumentar a segurança comunitária.
O edil da Matola, Júlio Parruque, enfatizou que a nova infra-estrutura simboliza um compromisso com a mudança e a inovação, enquanto o governo local continua a promover intervenções em outras vias municipais. Matola dispõe de mais de 900 quilómetros de rede viária, sendo que apenas 30% destes se encontram pavimentados.
Matlombe também ressaltou que a via foi construída de acordo com padrões rigorosos de qualidade, assegurando maior durabilidade e uma significativa redução nos custos de manutenção. Fez ainda um apelo à população para que se envolva na conservação da estrada, sublinhando a importância da cidadania na preservação dos bens públicos.
Por último, o ministro delineou que o próximo passo será organizar e expandir a oferta de transporte público, assegurando o máximo aproveitamento da nova estrada. Incentivou o município a priorizar as rotas internas e a melhorar a gestão das suas frotas, de forma a garantir tarifas acessíveis.
A nova estrada integra um conjunto de obras em curso que visa reforçar o sistema metropolitano de transporte e preparar a implementação do sistema BRT (Bus Rapid Transit), que promete oferecer serviços mais seguros e eficientes à população.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Gestão de Casos e CLHIV. Saiba mais.
A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Coordenadora de Comunicação e Marketing Estratégico. Saiba mais.
Sete supermercados localizados na cidade da Beira, na província de Sofala, foram penalizados devido à venda de produtos alimentares fora do prazo de validade e outros artigos contrafeitos.
As sanções foram impostas após uma acção inspectiva realizada pela Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE), que revelou a existência de uma quantidade significativa de milho, arroz, óleo alimentar, mariscos, derivados de frangos e produtos hortícolas em condições inadequadas para o consumo humano.
A Inspectora-Geral da INAE, Shakila Mahomed, informou que, além das multas, os supermercados em questão foram instruídos a proceder à retirada e incineração dos produtos que estavam fora do prazo e que apresentavam sinais de adulteração.
O Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau confirmou a detenção de vários militares envolvidos numa alegada tentativa de golpe de Estado, a menos de um mês das eleições presidenciais.
O incidente, que envolve generais e oficiais de alta patente do Exército, levanta preocupações sobre a estabilidade política do país.
O chefe da Divisão Central de Recursos Humanos e Pessoal, Fernando Gomes da Silva, afirmou que “este lamentável episódio, no qual estão envolvidos alguns generais e oficiais de alta patente das nossas Forças Armadas, põe em risco a paz e a estabilidade tão desejadas para o desenvolvimento socioeconómico e a captação de investimento estrangeiro”.
Durante uma conferência de imprensa, o porta-voz militar apresentou gravações que, segundo a sua declaração, evidenciam a tentativa de golpe, considerando-a como “acontecimentos reais e inaceitáveis”. A investigação continua em curso, com a finalidade de identificar todos os implicados e levá-los à justiça.
O Estado-Maior sublinhou a sua determinação em assegurar que não ocorram “distúrbios ou desordem” durante o processo eleitoral, prometendo implementar medidas de segurança robustas para garantir a normalidade das eleições. “As Forças de Defesa e Segurança advertem que não permitirão qualquer interferência de indivíduos ou grupos, através de acções de manipulação psicológica, redes sociais ou outros meios de comunicação, com o objectivo de desestabilizar ou desacreditar a liderança militar”, refere o comunicado oficial.
Entre os detidos encontra-se o Brigadeiro-General Dabana Na Walna, que, segundo as autoridades, teria solicitado armas, veículos e coletes à prova de bala, utilizando a sua posição de instrutor num centro de formação para apoiar o alegado plano de golpe, que teria como liderança o Presidente Umaro Sissoco Embaló.
Um dia antes das detenções, Simões Pereira, principal opositor do actual Presidente, assegurou que não tinha intenções de derrubar a ordem constitucional. “Os meus colegas e eu, aqueles que me acompanham, comprometemo-nos desde o início das nossas carreiras a utilizar apenas mecanismos democráticos, porque o partido político é o único instrumento que temos à nossa disposição”, afirmou em conferência de imprensa.
Umaro Sissoco Embaló assumiu a presidência em 27 de Fevereiro de 2020, após vencer a segunda volta das eleições contra Simões Pereira, que foi apoiado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), partido que governou o país desde a sua independência de Portugal em 1974.
A província de Nampula dará início, este mês, aos trabalhos de manutenção de rotina das estradas que interligam os distritos de Lalaua, Liúpo, Mogincual, Moma e Memba.
Esta intervenção surge em resposta às dificuldades de trânsito rodoviário que se verificam actualmente, condicionadas pelas recentes intempéries que afetaram a região.
Joaquim Tomás, director Provincial dos Transportes e Comunicações de Nampula, afirmou que o objectivo do governo é garantir que todas as vias estejam em condições transitáveis durante o período chuvoso, assegurando assim a mobilidade e a segurança dos utentes.
Um terramoto de magnitude 6,3 na escala de Richter atingiu o norte do Afeganistão, resultando na morte de pelo menos 20 pessoas e ferindo cerca de 260, conforme reportado pelas autoridades de saúde afegãs.
O porta-voz do Ministério da Saúde Pública, Sharafat Zaman, confirmou as fatalidades e o elevado número de feridos, enquanto Yousaf Hammad, porta-voz da agência de gestão de catástrofes, indicou que a maioria dos feridos apresenta ferimentos ligeiros e foi já dispensada após receber atendimento médico inicial.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos anunciou que o sismo ocorreu por volta da meia-noite, hora local, com o epicentro localizado a 22 quilómetros a oeste-sudoeste de Khulm, a uma profundidade de 28 quilómetros.
Equipes de socorro e emergência do Ministério da Defesa em Cabul chegaram rapidamente às áreas mais afectadas nas províncias de Balkh e Samangan, iniciando as operações de auxílio.
Na cidade de Mazar-e-Sharif, capital da província de Balkh, o terramoto provocou danos na icónica Mesquita Azul, um importante marco religioso e cultural do Afeganistão, que alberga festivais religiosos e culturais de grande relevância.
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