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Segunda-feira, Abril 13, 2026
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Temperaturas extremas agravam crise humanitária em Gaza

A situação da população deslocada em Gaza torna-se cada vez mais insustentável, à medida que uma onda de calor intenso atinge a região, com temperaturas a ultrapassarem os 40 graus Celsius. 

A Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu um alerta sobre as condições extremas que agravam ainda mais a crise humanitária que afecta milhares de pessoas em acampamentos improvisados, que lutam para sobreviver sem acesso a electricidade e água potável.

A Agência da ONU para os Refugiados Palestinianos (UNRWA) destacou que a escassez de água tem levado a um aumento significativo dos casos de desidratação entre os deslocados. Em meio a bombardeamentos e deslocações forçadas, a falta de electricidade e combustível tem contribuído para não haver qualquer alívio face ao calor extremo.

Segundo o Departamento Meteorológico Palestiniano (PMD), as temperaturas actuais estão entre oito e nove graus acima da média anual, representando um risco elevado para pessoas com condições respiratórias ou alergias ao pó. A previsão indica que a onda de calor deverá persistir, embora se espera uma ligeira descida das temperaturas a partir de sexta-feira. Contudo, os valores continuarão a situar-se entre quatro e cinco graus acima do normal para esta época do ano.

O Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) revelou que mais de 88% do enclave palestiniano está sob ordens de deslocação forçada ou foi transformado em áreas militarizadas pelo Exército israelita. A cidade de Rafah, localizada no sul, foi designada como destino das evacuações decretadas até 06 de Maio de 2024, quando uma operação militar provocou o deslocamento das 1,4 milhões de pessoas que ali se refugiavam, em uma população total de 2,1 milhões.

Actualmente, a zona costeira de Mawasi abriga cerca de 425.000 pessoas em tendas, vivendo em condições precárias, sem electricidade e sem acesso a água potável, conforme relatado pelo OCHA.

Bolsonaro será julgado em Setembro por tentativa de golpe de Estado

O Supremo Tribunal Federal do Brasil agendou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete aliados, acusados de liderar uma alegada tentativa de golpe de Estado. A sessão inicial está marcada para o dia 02 de Setembro.

Cristiano Zanin, presidente de uma das secções do tribunal, estabeleceu que, caso necessário, as audiências poderão ocorrer também nos dias 03, 09, 10 e 12 de Setembro, com o intuito de investigar o envolvimento do ex-presidente na referida tentativa de golpe.

Jair Bolsonaro e os demais réus são acusados de orquestrar um plano que visava garantir a sua permanência no poder após a derrota nas eleições presidenciais de 2022. O prazo para a definição da data do julgamento foi solicitado pelo relator do caso, Alexandre de Moraes, após os oito réus terem apresentado as suas alegações finais.

Entre os acusados, encontram-se quatro ex-ministros do governo de Bolsonaro, que esteve em funções de 2018 a 2022. O julgamento incluirá também o ex-comandante da Marinha brasileira, o ex-director da Agência Brasileira de Informações e um ex-assessor pessoal de Bolsonaro durante o seu mandato.

Os réus enfrentam acusações graves, que incluem golpe, tentativa de abolição do Estado de Direito, associação armada para a prática de crimes, danos ao património público e deterioração do património público.

Novo partido de Venâncio Mondlane segue para registo formal

O ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, concedeu autorização para o registo do novo partido político liderado por Venâncio Bila Mondlane. 

A informação foi divulgada através de uma nota oficial do ministério, que foi obtida pelo “Notícias Online”.

O processo já foi enviado à Conservatória dos Registos Centrais, onde seguirá os trâmites necessários para culminar com o registo formal em livro próprio. A comunicação referente à autorização foi entregue a Mutola Escova, advogado que representa Venâncio Mondlane.

Luís Juliano, chefe do Gabinete do Ministro, esclareceu que, após a conclusão do registo, será realizada a publicação no Boletim da República, em conformidade com a legislação vigente.

Esta marca a segunda tentativa de registo do partido por parte de Venâncio Mondlane, ex-candidato presidencial. A primeira tentativa, sob a designação ANAMALALA (Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo), foi rejeitada devido à inobservância de princípios legais aplicáveis no país.

Coreano Do Kwon admite culpa na maior fraude de criptomoedas

Do Kwon, cofundador da Terraform Labs, declarou-se culpado de conspiração e fraude durante uma audiência no tribunal de Nova Iorque, relacionada com o colapso da “stablecoin” TerraUSD, ocorrido em 2022. 

Este evento, que resultou na perda de aproximadamente 35 mil milhões de euros, é considerado um dos maiores escândalos da história recente do mercado de criptomoedas, ao lado da falência da plataforma FTX, que tinha uma avaliação de cerca de 27,3 mil milhões de euros.

Na sua declaração em tribunal, Kwon reconheceu a sua responsabilidade, afirmando: “Defraudei os investidores nas criptomoedas emitidas pela minha empresa, a Terraform Labs. O que fiz foi errado e quero pedir desculpa. Assumo total responsabilidade”.

Com a derrocada da Terra Luna, muitos investidores viram os seus investimentos desmoronar. Em contraste com a FTX, que está a reembolsar gradualmente os afectados após recuperar cerca de 15 mil milhões de euros, a Terraform Labs concordou no ano anterior com a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) em devolver apenas 3,4 mil milhões de euros, representando 10% dos fundos perdidos.

O criptoactivo TerraUSD, desenvolvido pela empresa baseada em Singapura, teve um início promissor e foi inicialmente visto como um caso de sucesso no sector.

Milhares de investidores foram atraídos pela promessa de retornos elevados, que podiam chegar a 20%, numa época em que os bancos não ofereciam qualquer retorno sobre os depósitos.

Homem de 33 anos detido na Matola por suspeita de burla bancária

Um homem de 33 anos foi detido no bairro 1.º de Maio, no Município da Matola, sob a suspeita de estar envolvido em burlas bancárias. 

A detenção ocorreu quando o suspeito foi encontrado dentro de uma viatura da marca Toyota Hilux, na qual foram apreendidos 42 cartões bancários e um passaporte de um cidadão nacional.

As autoridades estão a investigar as circunstâncias em que os cartões foram obtidos e o possível envolvimento do indiciado em actividades fraudulentas. O caso gerou preocupação entre os residentes da área, que pedem maior vigilância e acções preventivas para combater crimes financeiros.

O suspeito permanece sob custódia enquanto as investigações prosseguem.

169 automobilistas proibidos de conduzir durante um ano em Sofala

Na província de Sofala, um total de 169 automobilistas foi inibido de conduzir nos próximos 12 meses após terem sido apanhados a conduzir sob o efeito do álcool.

Esta medida visa combater a sinistralidade rodoviária que tem aumentado na região.

Os infractores estão sujeitos ao pagamento de multas que variam entre 2.000 e 5.000 meticais, dependendo da gravidade da infracção.

O delegado Provincial do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários, José Chilevo, sublinha que a condução sob influência de álcool é uma das principais causas dos acidentes rodoviários na província.

As autoridades apelam à responsabilidade dos condutores, enfatizando a importância de respeitar as normas de trânsito para garantir a segurança de todos nas estradas.

Falta de acordo energético pode paralisar produção de alumínio da Mozal

As negociações em torno de um novo contrato de fornecimento de electricidade para a fundição de alumínio Mozal, localizada nos arredores de Maputo, chegaram a um impasse, suscitando preocupações sobre a continuidade da produção de lingotes de alumínio, um dos principais produtos de exportação de Moçambique.

Actualmente, a Mozal utiliza alumina importada como matéria-prima, enquanto a electricidade, essencial para o seu funcionamento, é maioritariamente gerada pela barragem de Cahora Bassa, situada na província de Tete. O contrato que regula o fornecimento de energia à Mozal expira em Março de 2026.

A australiana South32, accionista maioritária da Mozal, informou que as conversações com a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e a empresa sul-africana Eskom não lograram acordo acerca de um novo preço para o fornecimento de energia. A South32 denunciou que as condições actuais “não garantem que a Mozal consiga assegurar electricidade suficiente e a preços acessíveis após Março de 2026”.

Sem um consenso sobre o preço da electricidade, a empresa manifestou a intenção de limitar os investimentos na Mozal, indicando a interrupção do revestimento de potes e a suspensão de contratados associados a partir deste mês. Foi ainda alertado que, sem o acesso a electricidade em quantidade e preço adequados, a Mozal poderá ser colocada em “manutenção”, uma medida que ocorre após o término do actual acordo.

Adicionalmente, South32 previu um impacto financeiro significativo, contabilizando uma perda de 372 milhões de dólares (igual montante após impostos) nos resultados do seu exercício financeiro de 2025, reflectindo a diminuição do valor de activos da Mozal para 68 milhões de dólares. A empresa sublinhou que a diminuição não afectará os ganhos subjacentes desse mesmo ano financeiro, em conformidade com as suas políticas de contabilidade.

É importante ressaltar que a HCB tem sido historicamente a principal fornecedora de electricidade para a Mozal. Contudo, em períodos de insuficiência na capacidade de oferta, a empresa recorre a compras de electricidade da Eskom. Apesar do impasse actual, a South32 mantém uma postura optimista quanto à possibilidade de se chegar a um acordo num futuro próximo.

A situação é exacerbada pela advertência da HCB sobre a possibilidade de que a atual seca na bacia do Zambeze possa comprometer a geração de eletricidade a partir da barragem. Se não houver melhorias, a produção de alumínio pela Mozal no exercício financeiro de 2026 poderá cair para 242.000 toneladas, uma diminuição significativa em relação às 355.000 toneladas previstas para 2025.

Caso a Mozal seja colocada em “manutenção”, o regresso à operação poderá ser extremamente difícil e oneroso, como alertou o CEO da South32, Graham Kerr, numa entrevista recente. Kerr enfatizou que, embora seja tecnicamente possível reiniciar a fundição, o custo elevado torna o processo extremamente complicado e demorado.

Informações sobre os conteúdos das negociações são confidenciais, mas sabe-se que, sob o acordo atual, a Mozal consome 950 megawatts de eletricidade. Propostas das autoridades moçambicanas sugeriam uma redução desse volume para 350 megawatts, com um aumento significativo no preço. Kerr afirmou que um aumento dessa magnitude não seria sustentável para os negócios da fundição, que tem a eletricidade como um dos seus maiores custos operacionais.

Polícia da República de Moçambique apreende 14 quilos de “suruma” em Chibuto

A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a apreensão de 14 quilos de “suruma”, uma droga amplamente consumida em Chibuto, situado na província de Gaza. 

O produto, que deveria ser transportado para aquele distrito, foi retido na 18.ª esquadra da cidade de Maputo.

Durante a operação, um dos suspeitos tentou evadir-se, deixando o seu companheiro a assumir a responsabilidade pela carga. O indiciado alegou ter recebido apenas 50 meticais para transportar o saco, desconhecendo o conteúdo ilícito que este acarretava.

Em declarações à “TV Miramar”, o homem afirmou que não está envolvido no comércio de estupefacientes altamente nocivos, dedicando-se apenas à venda de cigarros e “xivotchongo”. Adicionalmente, revelou que apenas reconhece a cor da “suruma” há cerca de três anos.

A polícia moçambicana já iniciou as diligências para localizar o indivíduo que conseguiu escapar das autoridades durante a apreensão. A operação visa intensificar a luta contra o tráfico de drogas na região e assegurar a segurança da população.

Jovem detido por suspeita de divulgar provas trimestrais em Maputo

Um jovem de 21 anos encontra-se detido pelas autoridades devido a suspeitas de envolvimento no vazamento de enunciados das provas trimestrais mais recentes na província de Maputo. 

A directora provincial de Educação, Carmélia Canda, informou que o suspeito é irmão de um aluno que se preparava para realizar os exames.

As investigações acerca da ocorrência estão em curso, conduzidas pelas autoridades policiais em colaboração com os órgãos da Educação, com o objectivo de identificar todos os responsáveis por este crime.

Segundo Canda, o incidente provocou diversos constrangimentos, incluindo a anulação e o cancelamento das provas que estavam agendadas para a semana passada nas disciplinas de Química, História, Inglês, Educação Visual, Francês, Geografia e Biologia.

Adicionalmente, foram implementadas medidas de segurança reforçadas para prevenir futuros vazamentos de material académico.

CIP aponta congelamento cambial como causa da falta de moeda estrangeira em Moçambique

O Centro de Integridade Pública (CIP), uma destacada organização não governamental anti-corrupção, expressou preocupações sobre o alegado congelamento da taxa de câmbio pelo Banco de Moçambique, afirmando que esta medida está a contribuir para a escassez de moeda estrangeira, especialmente de dólares americanos, no sistema bancário nacional.

Recentemente, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) alertou que a falta de moeda estrangeira é um dos principais obstáculos à operação eficiente dos sectores produtivos, nomeadamente a indústria, a agricultura comercial, o turismo, a mineração e a logística. Esta escassez tem levado ao encerramento parcial ou total de operações, perdas de emprego e diminuição das receitas fiscais.

Um estudo realizado pelo CIP revela que o congelamento da taxa de câmbio levou os bancos comerciais a restringirem a venda de moeda estrangeira, apesar de existir uma abundância de dólares no mercado informal, embora a preços elevados. A economista Teresa Boene, durante a apresentação do estudo preliminar sobre a falta de moeda estrangeira, enfatizou em Maputo que os bancos comerciais e as casas de câmbio esgotaram as suas reservas, enquanto no mercado informal a moeda é prontamente disponível.

Boene mencionou que as empresas e indivíduos que detêm moeda estrangeira estão a especular, uma vez que o Banco de Moçambique congela a taxa de câmbio, resultando na retenção da moeda na expectativa de uma futura depreciação do Metical. Segundo a economista, tanto os bancos comerciais como os agentes económicos preferem vender a moeda no mercado paralelo, onde a taxa de câmbio é mais elevada.

Em adição, o CIP destacou que, desde 2021, para além do alegado congelamento da taxa de câmbio, têm sido implementadas medidas rigorosas de controlo pelo Banco de Moçambique, incluindo o aumento dos requisitos de reservas. Esta análise indica que tais medidas impactaram negativamente a economia, com pelo menos 60 empresas a reportarem facturas no valor de 23,2 mil milhões de Meticais não pagas devido à falta de moeda estrangeira.

Como resultado da escassez de moeda estrangeira, as empresas enfrentam dificuldades na produção de bens, o que tem levado a um aumento nos preços de bens e serviços e, consequentemente, a um aumento do custo de vida. A crise tem impulsionado o desemprego, agravando ainda mais a pobreza no país.

O CIP sublinha a necessidade urgente de revisar a política cambial, propondo um fortalecimento do diálogo tripartido entre o Banco de Moçambique, os bancos comerciais e os agentes económicos, assim como a promoção de alternativas para atrair divisas.

Actividade mineira compromete prática agrícola em Manica

No distrito de Manica, situado na província homónima, a prática agrícola em várias comunidades está a ser severamente afectada por problemas ambientais resultantes da actividade mineira.

Uma equipa de técnicos de diversos ministérios, que se encontra no terreno desde esta quarta-feira, verificou que as bacias de decantação criadas por empresas mineiras estão a ser utilizadas por mineradores artesanais. Esta prática tem contribuído para a crescente poluição dos rios na região.

O inspector-geral de minas, Grácio Cune, salientou que, apesar dos esforços de fiscalização, determinadas áreas onde se realiza a extracção de ouro alcançaram níveis alarmantes de degradação do solo.

A situação levanta preocupações não apenas sobre a sustentabilidade da agricultura local, mas também sobre a saúde ambiental da região.

Chuvas torrenciais provocam aluimento de terras na Caxemira e fazem 46 mortos

Pelo menos 46 pessoas perderam a vida em aluimentos de terras provocados por chuvas torrenciais na região de Caxemira administrada pela Índia, nos Himalaias, segundo informações de fontes oficiais. 

O número de mortes, que anteriormente era de 34, subiu consideravelmente, enquanto o número de feridos aumentou para 150, com 50 indivíduos em estado grave.

O responsável da agência de gestão de catástrofes indiana, Mohammad Irshad, informou que a tragédia ocorreu na aldeia de Chisoti, onde mais de 100 peregrinos estavam alojados no momento do desastre, uma vez que a localidade é parte do percurso de peregrinação hindu para o santuário de Machail Mata. Irshad não conseguiu fornecer informações sobre o número de desaparecidos até ao momento.

O comissário da polícia do distrito de Kishtwar, Pankaj Kumar Sharma, confirmou que todos os feridos foram levados para hospitais próximos para receber tratamento.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, assegurou que “toda a assistência necessária será prestada aos necessitados” em resposta a esta catástrofe.

As chuvas intensas e repentinas, conhecidas como ‘cloudbursts’, têm-se tornado cada vez mais frequentes nas regiões montanhosas da Índia, resultando em cheias súbitas e aluimentos de terras. Recentemente, a cidade de Dharali, no estado de Uttarakhand, foi também severamente afectada por inundações que cobriram a área de lama.

Especialistas relacionam o aumento destes fenómenos climáticos com as alterações climáticas, alertando para o impacto do desenvolvimento urbano desordenado nas áreas montanhosas, que tem contribuído para a intensificação dos danos causados por tempestades.

PR Chapo insta municípios a promoverem crescimento sustentável e transparente

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, apelou para um desenvolvimento “sustentável, inclusivo e resiliente” dos 65 municípios do país. A declaração foi feita durante a abertura da 14ª Reunião Nacional de Municípios, realizada na capital.

Na sua intervenção, Chapo enfatizou a importância de uma “reflexão profunda sobre o modelo de governação local” que está a ser implementado, destacando que este deve assentar na participação cidadã, na eficácia da descentralização e na promoção de soluções locais para problemas específicos.

O Presidente solicitou aos líderes municipais que aproveitem as boas práticas acumuladas durante os 27 anos desde a criação dos primeiros municípios.

Os autarcas foram convidados a partilhar experiências positivas relacionadas com a arrecadação e gestão transparente de receitas, a reabilitação de estradas e outras infraestruturas urbanas, a luta contra a erosão costeira e urbana, bem como a inclusão das comunidades na resolução de problemas locais e na luta contra a corrupção.

Chapo sublinhou que a gradual municipalização do país tem permitido que o poder de decisão esteja mais próximo das comunidades locais, proporcionando espaço para uma maior participação na identificação de problemas e no desenvolvimento de soluções. Contudo, reconheceu que persistem dificuldades na gestão transparente dos recursos públicos, no planeamento urbano sustentável, no transporte e na mobilidade urbana, assim como no acesso equitativo a infraestruturas e serviços básicos.

O presidente alertou ainda que as consequências da agitação pós-eleitoral continuam a afectar o tecido social e económico do país, especialmente nos municípios. A destruição massiva após a divulgação de resultados eleitorais amplamente considerados fraudulentos, bem como o saque de bens públicos e privados, reduziram a capacidade de resposta das autarquias na prestação de serviços.

Chapo incitou os municípios a colaborarem com as comunidades para recuperar a confiança e a esperança, sublinhando que os líderes municipais devem trabalhar para consciencializar os cidadãos de forma a que situações de violência e destruição não se repitam.

O Presidente reafirmou que os cidadãos municipais devem valorizar os avanços alcançados pelo povo moçambicano, especialmente no que diz respeito à paz, ao amor pelo próximo, à unidade nacional e à reconciliação. “A paz social, a estabilidade política e a segurança são indispensáveis ao sucesso da nossa luta comum pelo desenvolvimento integrado e sustentável dos nossos municípios”, assegurou.

Chapo concluiu que o desenvolvimento municipal deve ser construído com a participação ativa da população, numa abordagem inclusiva onde ninguém fique para trás. A visão do governo, acrescentou, é clara: pretende-se municípios fortes, financeiramente sustentáveis, tecnologicamente inovadores e orientados para resultados, capazes de atrair investimentos, criar empregos para jovens e mulheres e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.

Por fim, o Presidente exortou os autarcas a explorarem ainda mais o potencial local e as parcerias internas e externas, visando acelerar o desenvolvimento das cidades e vilas, sempre com ênfase na transparência e na integridade no combate à corrupção.

Vagas de emprego do dia 15 de Agosto de 2025

Foram publicadas hoje, dia 15 de Agosto no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Technical Field Officer

A The HALO Trust pretende recrutar um (1) Technical Field Officer. Saiba mais.

2. Vaga para Graduate Management Trainee

A AB InBev pretende recrutar um (1) Graduate Management Trainee. Saiba mais.

3. Vaga para Director Técnico

A EMS Pharma é uma empresa distribuidora de produtos farmacêuticos e pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director Técnico. Saiba mais.

4. Vaga para Consultor de Vendas

A COBEST pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Consultor(a) de Vendas. Saiba mais.

5. Vaga para Assistente de Projeto

O Instituto para o Desenvolvimento Económico e Social (IDES) pretende recrutar um (1) Assistente de Projeto. Saiba mais.

6. Vaga para Oficial Distrital

O Instituto para o Desenvolvimento Económico e Social (IDES) pretende recrutar um (1) Oficial Distrital. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Intern CVM & Big Data [Loyalty]

A Vodafone pretende recrutar um (1) Intern CVM & Big Data [Loyalty]. Saiba mais.

2. Vaga para Deputy General Service Manager

A Saipem pretende recrutar um (1) Deputy General Service Manager. Saiba mais.

3. Vaga para Secretária Executiva

O Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique (ISCTEM) pretende recrutar um/a (1) Secretária(o) Executiva(o). Saiba mais.

4. Vaga para Consultoria para Avaliação da Capacidade Organizacional de Três Organizações Locais

A Reencontro pretende recrutar uma (1) Consultoria para Avaliação da Capacidade Organizacional de Três Organizações Locais. Saiba mais.

5. Vaga para Coordenador de Monitoria e Avaliação

A Reencontro pretende recrutar um (1) Coordenador de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.

6. Vaga para Videomaker

A ExportaMoz Solutions pretende recrutar um (1) Videomaker. Saiba mais.

7. Vaga para Guarda

A Haps pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Guarda. Saiba mais.

8. Vagas para Gestores de Crédito

A BDQ Microcrédito está a contratar Gestores de Crédito. Saiba mais.

9. Vaga para Formador Presencial Ética, Anticorrupção e Compliance (ABC)

A GET Training pretende recrutar um/a (1) Formador(a) Presencial Ética, Anticorrupção e Compliance (ABC). Saiba mais.

10. Vaga para Counter Poaching Unit Coordinator

A Peace Parks Foundation (PPF) pretende recrutar um (1) Counter Poaching Unit Coordinator. Saiba mais.

11. Vaga para National Consultant for Communication

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) National Consultant for Communication. Saiba mais.

12. Vaga para Oficial do Projecto

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial do Projecto. Saiba mais.

13. Vaga para Consultor para Avaliação Técnica Final de um Projecto

A MADRE CORAJE pretende recrutar um (1) Consultor para Avaliação Técnica Final de um Projecto. Saiba mais.

14. Vaga para Coordenador Associado de Conteúdo

A GiveDirectly (GD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador Associado de Conteúdo. Saiba mais.

15. Vaga para Oficial de Ligação Comunitária

O Santuário Bravio de Vilanculos (Sanctuary) pretende recrutar um (1) Oficial de Ligação Comunitária. Saiba mais.

16. Vaga para Senior Security Specialist

A McDermott International pretende recrutar um (1) Senior Security Specialist. Saiba mais.

17. Vagas para Engineers in Training

A Sasol pretende recrutar dez (10) Engineers in Training. Saiba mais.

Congo acusa grupo rebelde M23 de violação do cessar-fogo na RDC

O Exército da República Democrática do Congo denunciou o grupo rebelde M23 por sucessivas violações do acordo de cessar-fogo, com ataques recorrentes no leste do país. 

Esta região, rica em recursos naturais, tem sido palco de conflitos há várias décadas entre forças governamentais e diversos grupos armados.

Desde o seu rearmamento em 2021, o M23, que conta com o apoio do Ruanda, conquistou várias áreas estratégicas, incluindo as cidades de Goma e Bukavu. Nos últimos dias, os confrontos intensificaram-se na cidade de Mulamba, na província de Kivu do Sul, onde a linha de frente se mantinha relativamente estável desde Março.

Um acordo de cessar-fogo foi assinado no mês passado em Doha, no Qatar, com a colaboração dos Estados Unidos, estabelecendo uma trégua permanente.

Contudo, o Exército congolês afirma que os ataques “quase diários” perpetrados pelo M23 constituem uma violação manifesta do acordo. Em resposta, as forças armadas do Congo prometeram reagir com firmeza às provocações.

Por sua vez, o grupo M23 acusa o governo congolês de prosseguir com operações ofensivas. Esta escalada de violência agrava a crise humanitária na região e coloca em risco os esforços diplomáticos em curso.

Ex-candidato republicano condenado a 80 anos de prisão por ataques políticos nos EUA

Um ex-candidato do Partido Republicano, Soloman Pena, foi condenado a 80 anos de prisão após ser considerado culpado de ter organizado ataques a várias casas de responsáveis do Partido Democrático nos Estados Unidos. A sentença foi proferida em Albuquerque, no Novo México.

Pena, que concorreu à Câmara do Novo México e foi derrotado nas eleições de 2022, alegou ter sido alvo de fraude eleitoral, o que o levou a orquestrar os ataques. Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, o ex-candidato enfrentou um total de 13 acusações criminais relacionadas aos incidentes que ocorreram entre Dezembro de 2022 e Janeiro de 2023. Apesar da gravidade dos ataques, não houve registo de vítimas.

Durante o processo, dois homens que participaram dos atentados confirmaram ter sido contratados por Pena, tendo-se declarado culpados em 2024. O advogado de Soloman Pena, Nicholas Hart, anunciou que o seu cliente pretende recorrer da decisão judicial.

Chapo promete fortalecer apoio à ACAMO e à cidadania das pessoas com deficiência visual

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, comprometeu-se a oferecer uma maior assistência na implementação do Plano Estratégico da Associação dos Cegos e Amblíopes de Moçambique (ACAMO). 

Esta declaração ocorreu durante uma audiência realizada em Maputo, cujo objectivo foi promover um diálogo inclusivo em todo o país.

No encontro, que reuniu a direcção da ACAMO, o Chefe de Estado sublinhou a importância da participação de todos os sectores da sociedade na construção de consensos e na definição de políticas públicas. Emília Chissico, delegada da ACAMO na cidade e província meridional de Maputo, ressaltou que o Presidente expressou o seu apoio à organização, considerando que as suas actividades estão em conformidade com os estatutos e o Plano Estratégico da entidade.

“Ele recebeu-nos de maneira calorosa e garantiu-nos apoio, reconhecendo a organização e a conformidade da ACAMO com os seus estatutos,” afirmou Chissico.

A delegada destacou ainda que a resposta do Presidente demonstra que todos os cidadãos, independentemente da sua condição física, têm direito a oportunidades iguais e ao exercício pleno da cidadania. Chissico expressou gratidão ao Chefe de Estado pelo trabalho que tem realizado em prol dos direitos das pessoas com deficiência.

O Presidente Chapo tem reiterado, em diversas ocasiões, que o desenvolvimento nacional deve ser construído com a participação equitativa de comunidades rurais e urbanas, jovens, mulheres, empresários, trabalhadores e grupos vulneráveis, garantindo acesso a oportunidades resultantes de programas e planos governamentais.

Para a ACAMO, a abertura institucional representa um passo significativo para fortalecer a cidadania e criar condições que permitam às pessoas com deficiência visual participar activamente nas decisões que influenciam o país.

Esta audiência também faz parte da agenda de governação participativa e inclusiva, reforçando a ligação entre o Executivo e as organizações da sociedade civil que representam sectores específicos da população.

Fundada em 1995 e com sede na cidade da Beira, província de Sofala, a ACAMO tem desempenhado um papel crucial na promoção dos direitos das pessoas com deficiência visual. Dados do censo populacional de 2017 indicam que cerca de 15 por cento da população moçambicana apresenta diferentes formas de deficiência.

Em 2023, a ACAMO conta com mais de 20 mil membros em todo o país, dos quais cinco mil estão localizados em Sofala.

Espanha solicita auxílio à União Europeia para enfrentar incêndios devastadores

23 July 2023, Greece, Rhodes Island: A firefighter tries to put out a wildfire in Asklipio village, on Rhodes Island. Large fires have broken out on the Greek islands of Rhodes and Corfu and in numerous other regions of Greece, which has been suffering a prolonged drought. Photo: Aristidis Vafeiadakis/ZUMA Press Wire/dpa

Espanha fez um apelo à União Europeia em busca de apoio no combate aos incêndios florestais que têm devastado o território nacional. 

O pedido, formalizado na quarta-feira (13) à noite, inclui a solicitação do envio de duas aeronaves Canadair, especializadas na luta contra as chamas, conforme anunciou o ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska.

Na sequência da calamidade, sete pessoas foram hospitalizadas, quatro das quais se encontram em estado crítico, na região de Castela e Leão, uma das áreas mais afectadas pelos incêndios que persistem há vários dias e que já resultaram na morte de duas pessoas.

A Galiza, localizada no extremo noroeste de Espanha, também se encontra em situação alarmante, com cerca de 11.500 hectares consumidos pelas chamas. A província de Ourense é especialmente crítica, onde os bombeiros enfrentam dificuldades para extinguir um incêndio de grandes dimensões na localidade de Chandrexa de Queixa.

Trump ameaça consequências a Putin caso não aceite cessar-fogo na Ucrânia

A poucos dias de um encontro marcado, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu o seu homólogo russo, Vladimir Putin, com “consequências muito graves” se este não aceitar o cessar-fogo na Ucrânia. 

As declarações surgem após uma conversa que Trump descreveu como “muito boa” com os líderes europeus e o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Durante uma conferência de imprensa em Washington, Trump enfatizou a sua intenção de organizar um encontro entre Putin e Zelensky imediatamente após a cimeira que terá lugar na sexta-feira, no Alasca. “Se a primeira reunião correr bem, teremos uma segunda rapidamente. Gostaria de fazê-lo quase imediatamente”, afirmou, salientando que estará disposto a participar neste encontro, caso ambas as partes o desejem.

Questionado sobre as possíveis retaliações que Moscovo poderia enfrentar caso rejeitasse a proposta de cessar-fogo, Trump foi directo: “Sim, enfrentará”. Embora não tenha especificado quais seriam essas consequências, deixou claro que se trata de uma situação séria.

Por sua vez, Vladimir Putin pretende associar a redução da presença das tropas da NATO nas negociações sobre a Ucrânia, conforme revelou o Primeiro-Ministro polaco, Donald Tusk.

Este afirmou que a Rússia manifestou interesse em discutir a presença da NATO na Polónia durante as conversações sobre o futuro do país. Tusk destacou a importância de construir um grupo de Estados forte e unido, tanto em relação à Rússia como em relação a outros aliados, como os Estados Unidos.

Ministra dos Combatentes defende medidas rigorosas para eliminar pensionistas fantasmas

A ministra dos Combatentes, Nyeleti Mondlane, defendeu a introdução de um modelo mais eficaz para erradicar os pensionistas fantasmas que afetam severamente os cofres do Estado. 

A sua declaração ocorreu durante a abertura do 16º Conselho Coordenador do Ministério dos Combatentes (MICO), um evento de três dias que decorre na localidade de Macaneta, na província de Maputo.

Nyeleti Mondlane salientou que as acções dos fabricadores de pensões fictícias descredibilizam o sistema de pagamento a que têm direito os verdadeiros combatentes. “O XVI Conselho Coordenador deverá propor medidas concretas e exequíveis para eliminar esta prática, em linha com o nosso compromisso com a boa governação e a gestão criteriosa dos recursos públicos”, afirmou.

O encontro tem como lema “MICO, firme na Promoção do Bem-Estar dos Combatentes, Paz e Unidade Nacional”. Durante os três dias, os participantes irão discutir mecanismos para combater este fenómeno e analisar o relatório da inspecção-geral, que permitirá recomendações para corrigir desvios nas pensões geridas pelo Ministério.

Outro ponto relevante a ser debatido é a proposta para a classificação de Locais Históricos como património da Luta de Libertação Nacional. A ministra revelou que esta iniciativa visa preservar a memória colectiva e envolve a inclusão de bases e destacamentos da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), centros educacionais e postos médicos que desempenharam um papel crucial durante a luta armada.

A Base Central-Moçambique, situada no distrito de Muidumbe, Cabo Delgado, foi referida como património nacional. A ministra considera que este local é um símbolo das operações militares que mudaram a trajectória da história do país. Tal reconhecimento, segundo Nyeleti Mondlane, é fundamental para honrar os que sacrificaram as suas vidas pela pátria e para proporcionar às futuras gerações um entendimento mais claro das suas raízes.

Relativamente ao Dia da Vitória, celebrado a 7 de Setembro, está prevista a realização de uma Gala Nacional do Combatente. Este evento visará reconhecer, de maneira solene, os sacrifícios dos que estiveram na linha da frente durante a luta pela independência e que contribuíram para a construção do Estado moçambicano.

O 16º Conselho Coordenador também tem a responsabilidade de apresentar propostas para a revisão da legislação que estabelece a base jurídica para a defesa e proteção dos direitos dos veteranos da Luta de Libertação Nacional e dos combatentes que asseguram a soberania e a democracia.

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