22 C
Matola
Sexta-feira, Setembro 4, 2026
Site Página 123

Moçambique elimina taxa de importação para veículos eléctricos

O Governo de Moçambique decidiu eliminar a taxa de 20 por cento aplicada à importação de veículos movidos exclusivamente a electricidade, uma medida que reflete a estratégia nacional de transição energética. 

Esta alteração foi aprovada pela Assembleia da República, tanto na sua generalidade como na especialidade, através de uma proposta de lei que revisa a Pauta Aduaneira e as suas respectivas Instruções Preliminares.

A ministra das Finanças, Carla Louveira, anunciou que os automóveis com motor eléctrico poderão agora ser importados sem a incidência de direitos aduaneiros, ao contrário da situação anterior, onde era aplicada uma taxa de 20 por cento. Louveira recordou que, durante a sua investidura em Janeiro de 2025, o Presidente da República, Daniel Chapo, apresentou um conjunto de medidas que visam promover a estabilidade macroeconómica e a melhoria na governação financeira, fundamentais para a transformação estrutural da economia moçambicana.

A proposta de modificação da pauta aduaneira alinha-se com a Estratégia Nacional de Desenvolvimento (END) 2025–2044, particularmente com o Pilar II, que foca no fortalecimento das políticas comerciais externas e na internacionalização de produtos e empresas locais.

A ministra esclareceu ainda que a revisão tem como objectivo actualizar o quadro legal, adequando-o à versão de 2022 do Sistema Harmonizado de Codificação e Designação de Mercadorias, aprovado pela Organização Mundial das Alfândegas. Moçambique encontra-se, até ao momento, a utilizar a nomenclatura de 2017, o que gera a necessidade de conformação à versão mais recente.

Louveira adiantou que o Governo implementa igualmente os calendários de desarmamento tarifário em conformidade com os acordos internacionais dos quais, Moçambique faz parte, entre os quais se incluem o Acordo de Parceria Económica com a União Europeia e a Zona de Comércio Livre Continental Africana.

A ministra também fez referência à recente reunião com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), onde se discutiram a proposta e outros pontos considerados para a sessão esta semana. Substituir o quadro desactualizado é relevante para assegurar a competitividade do país no contexto internacional.

Quanto ao desarmamento tarifário no âmbito da ZCLCA, Louveira informou que Moçambique já apresentou a sua oferta tarifária e que a proposta aprovada visa a harmonização da pauta. A revisão prevê uma redução gradual das taxas, com a meta de alcançar tarifa zero até 2033.

Com a eliminação da taxa sobre os veículos eléctricos, Luveira sublinhou que o Governo está comprometido em incentivar a importação de tecnologia limpa, reforçando assim o compromisso com a transição energética em Moçambique. A proposta agora aprovada avança para a fase final do processo legislativo.

Inundações no sul de Marrocos causam mais de 20 mortos e dezenas de feridos

Pelo menos 21 pessoas perderam a vida e 32 ficaram feridas devido a inundações ocorridas na província costeira de Safi, no sul de Marrocos. 

As autoridades marroquinas revelaram que a tragédia foi provocada por chuvas torrenciais excepcionais registadas num curto espaço de tempo, estimado em cerca de uma hora.

As imagens divulgadas por meios de comunicação locais e nas redes sociais mostram a devastação em Safi, onde ruas se transformaram em rios, lojas foram inundadas e veículos foram arrastados pelas águas.

As operações de busca por possíveis desaparecidos ainda estão a decorrer, com um forte dispositivo no local que visa garantir a segurança nas áreas afectadas e prestar apoio à população. A maioria dos feridos já recebeu alta hospitalar, no entanto, há ainda vítimas que continuam a receber cuidados médicos no Hospital Mohammed V de Safi.

As autoridades continuam a monitorar a situação e a prestar assistência às comunidades afectadas por esta calamidade.

Parlamento aprova orçamento do Estado para 2026 apenas com votos da Frelimo

A Assembleia da República de Moçambique aprovou o Plano e Orçamento de Estado (PESOE) para o ano de 2026, com 163 votos a favor, todos do partido no poder, a Frelimo. 

Os 55 deputados presentes das três bancadas da oposição – a Renamo, o Partido Otimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos) e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) – votaram contra.

A oposição havia boicotado a sessão parlamentar anterior, que discutiu alterações aos códigos fiscais, mas marcou o regresso à câmara para a votação do plano e do orçamento.

O governo prevê que a receita em 2026 atinja 407 mil milhões de meticais (aproximadamente 6,4 mil milhões de dólares ao câmbio actual), enquanto os gastos públicos serão significativamente mais elevados, totalizando 520,6 mil milhões de meticais. Este cenário resulta num défice de 113,7 mil milhões de meticais, correspondendo a sete por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Na apresentação do orçamento, a Primeira-Ministra Benvinda Levi afirmou à Assembleia que o défice será financiado através de dívida interna (2,2 por cento do PIB), subsídios externos (3,2 por cento do PIB) e empréstimos estrangeiros (1,9 por cento do PIB). A dependência da boa vontade dos doadores estrangeiros permanece uma característica dos anos anteriores.

O plano para 2026 prevê uma taxa de crescimento do PIB de 2,8 por cento, valor consideravelmente inferior à taxa de crescimento populacional. O governo acredita que as principais contribuições para o crescimento virão da indústria extractiva (crescimento de 4,4 por cento), serviços (4,1 por cento), pesca (3,6 por cento), construção (3,2 por cento) e agricultura (2,5 por cento).

Em relação à inflação, a projecção do governo para 2026 é de 3,7 por cento. Levi indicou que as exportações de mercadorias deverão atingir 8,4 mil milhões de dólares, enquanto as reservas internacionais líquidas do país estão previstas para ascender a 3,2 mil milhões de dólares, montante suficiente para cobrir 4,4 meses de importações de bens e serviços não factoriais.

Durante o debate sobre o plano e o orçamento, Elisete Machava, em representação do grupo parlamentar da Frelimo, afirmou que o PESOE de 2026 reflete “os anseios legítimos dos moçambicanos e a visão de desenvolvimento que Moçambique merece”. Afirmou ainda que votaram a favor por considerar o PESOE como pilar estruturante da governação, orientado para promover o crescimento económico inclusivo, reduzir a pobreza e reforçar a coesão social.

No entanto, deputados da oposição criticaram o plano. Mangaze Felizardo, do Podemos, sublinhou que o documento ignora um compromisso de construção de 5.000 novas casas para mitigar os problemas habitacionais dos jovens. Juliano Picardo, da Renamo, apontou que o orçamento “não apresenta planos operacionais robustos nem projectos públicos específicos na área da protecção social que impactem a vida dos cidadãos”. Por sua vez, José Lobo, do MDM, destacou que o plano prioriza o nível central de governo em detrimento das províncias, distritos e municípios.

Mariah Carey será a protagonista da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026

A famosa cantora norte-americana Mariah Carey foi anunciada como a estrela da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, programada para o dia 6 de Fevereiro do próximo ano, no Estádio Giuseppe Meazza. A informação foi divulgada pela organização do evento.

Os organizadores destacaram que Mariah Carey “encarna na plenitude a atmosfera emocional que acompanha o caminho até aos Jogos Olímpicos de Inverno”. Reconhecida mundialmente pela sua voz inconfundível e pela sua produção musical que atravessa gerações e culturas, a artista promete trazer um espectáculo memorável para o público presente.

A cerimónia de abertura será realizada no icónico estádio, que é a casa das equipas de futebol do AC Milan e do Inter Milão. A organização dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 ainda revelará, em data posterior, outros participantes que farão parte do evento inaugural.

Embora a cerimónia ocorra no dia 6 de Fevereiro, algumas competições terão início dois dias antes, estendendo-se até 22 de Fevereiro.

INSS paga mais de 10 mil milhões em pensões em 37 anos

O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) revelou que, desde a sua fundação em Moçambique há 37 anos, já pagou mais de 10 mil milhões de meticais, equivalentes a 156.495.711 dólares, em pensões.

No mesmo período, a instituição atribuiu pensões a mais de 140 mil cidadãos, abrangendo casos de velhice, invalidez e óbito de familiares. Adicionalmente, mais de 15 mil trabalhadores beneficiaram de subsídios diversos. O INSS, que opera sob a tutela do Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, também assegurou apoio a mais de 4.600 mulheres no âmbito da maternidade.

Os dados foram anunciados pela ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, durante a abertura da Reunião Nacional do INSS, um evento de dois dias que se realiza na localidade de Ponta d’Ouro, no distrito de Matutuíne, na província de Maputo.

A ministra manifestou, no entanto, a sua preocupação face à dívida acumulada pelos contribuintes, maioritariamente empresas, avaliada em mais de 6,1 mil milhões de meticais (aproximadamente 95,5 milhões de dólares). Alane considerou esta situação como extremamente grave, realçando que “não podemos maquilhar este problema”.

A referida dívida representa um risco significativo à sustentabilidade do sistema de segurança social e constitui uma ameaça aos direitos dos trabalhadores. A ministra apelou ao INSS para intensificar esforços na recuperação dos valores devidos, através de negociações ou, quando necessário, de medidas mais rigorosas.

Alane salientou que “nenhum sistema é mais forte que as pessoas que o fazem funcionar”, enfatizando a importância da formação contínua, ética e integridade dentro da instituição.

A titular da pasta enfatizou que os investimentos dos fundos de reserva devem obrigatoriamente seguir três princípios: liquidez, segurança e rentabilidade. Garantir boas práticas de investimento é fundamental para a sobrevivência do sistema nos próximos anos, independentemente das variações económicas.

Para alcançar um INSS moderno e sustentável, a ministra afirmou que a instituição deve ser disciplinada, orientada por evidências, e contar com uma equipe competente e motivada, bem como proporcionar um atendimento de qualidade aos utentes.

A Reunião Nacional do INSS conta com a participação de representantes a nível distrital, provincial e da cidade de Maputo, além de pensionistas, trabalhadores e empregadores.

Ferroviário de Maputo avança para a final da Liga Africana de Clubes feminino

O Ferroviário de Maputo garantiu um lugar na final da Liga Africana de Clubes, na vertente seniores femininos de basquetebol. 

A competição decorre no Cairo, Egito, e a equipa moçambicana demonstrou grande determinação e talento ao vencer as senegalesas da AS Ville de Dakar, com um resultado de 71-65 após um emocionante prolongamento.

A prestação das jogadoras do Ferroviário reflete a crescente competitividade do basquetebol em Moçambique, destacando a capacidade da equipa em enfrentar adversários de forte pedigree no continente.

Com esta vitória, o Ferroviário de Maputo avança assim para a disputa pelo título, prometendo um embate electrizante na final que se avizinha.

Jair Bolsonaro deverá submeter-se a intervenção cirúrgica

O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, foi diagnosticado com duas hérnias inguinais, necessitando de uma intervenção cirúrgica, conforme anunciou um dos seus advogados, João Henrique de Freitas.

O diagnóstico foi obtido através de uma ecografia realizada com um aparelho portátil de ultrassom na sede da Polícia Federal, onde Bolsonaro se encontra a cumprir pena.

João Henrique de Freitas salientou que a equipa médica recomendou a cirurgia como o único tratamento definitivo para a condição do ex-presidente.

Sinistro rodoviário em Zavala resulta em uma morte e 19 feridos

Uma tragédia ocorreu no distrito de Zavala, na província de Inhambane, onde um acidente de viação resultou na morte de uma pessoa e deixou outras 19 feridas. Entre os feridos, seis encontram-se em estado grave.

O sinistro, que envolveu um autocarro de transporte de passageiros, aconteceu enquanto o veículo realizava o trajecto entre Nampula e a cidade de Maputo.

Os feridos foram prontamente socorridos e encaminhados para o Hospital Distrital de Zavala, onde recebem os cuidados médicos necessários.

As autoridades locais continuam a investigar as causas deste trágico acidente, que mais uma vez levanta questões sobre a segurança nas estradas de Moçambique.

Banco de Moçambique recebe 109 milhões de dólares para Fundo Soberano

O Banco de Moçambique anunciou a recepção de aproximadamente 109 milhões de dólares, quantia destinada à operacionalização do Fundo Soberano de Moçambique (FSM). 

Este montante resulta de um Acordo de Gestão assinado no dia 19 de Novembro entre o Ministério das Finanças, gestor global do fundo, e o Banco de Moçambique, na sua função de gestor operacional.

O governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, fez o anúncio na passada sexta-feira durante um evento em Maputo, onde se realizou um brinde de final de ano com jornalistas. Zandamela destacou que esta alocação financeira representa um avanço significativo para a efectiva operacionalização do fundo, criado com a finalidade de garantir uma poupança colectiva e promover a estabilidade macroeconómica do país.

“Decorrente da assinatura deste Acordo, foram alocados ao Fundo Soberano, na semana em curso, cerca de 109 milhões de dólares”, afirmou o governador, acrescentando que a distribuição do montante teve em consideração valores que não haviam sido previamente canalizados para a Conta Única Transitória das Receitas do Petróleo e Gás.

Os dados oficiais confirmam que o capital inicial do FSM, sob a responsabilidade do Banco de Moçambique como gestor operacional, foi transferido pelo Governo, através do Ministério das Finanças, em 10 de Dezembro de 2025, totalizando 109.972.545,75 dólares americanos.

Nos termos da legislação em vigor, o FSM visa maximizar os benefícios das receitas provenientes dos recursos naturais, reforçar a estabilidade macroeconómica e orçamental, além de estabelecer uma base sustentável de poupança e acumulação de riqueza para as gerações futuras.

As receitas que nutrem o Fundo resultam da produção de gás natural liquefeito nas Áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma, assim como de futuros projectos de desenvolvimento e exploração de petróleo e gás natural. Estas receitas são depositadas em dólares na Conta Única do Tesouro — Receitas Transitórias de Petróleo e Gás, situada no Banco de Moçambique.

Em termos de gestão, o Governo é responsável pela supervisão global do FSM, enquanto o Banco de Moçambique se encarrega da gestão operacional, aplicando os recursos no mercado financeiro internacional, de acordo com a Política de Investimentos do Fundo Soberano de Moçambique.

O fundo está sujeito a mecanismos de controlo e fiscalização rigorosos, que incluem auditorias tanto internas como externas, realizadas semestralmente e anualmente, respetivamente. As contas anuais do FSM são submetidas à apreciação do Tribunal Administrativo, conforme estipulado pela lei.

Reunião tripartida discute progresso do Corredor de Nacala em Maputo

A cidade de Maputo acolhe, a partir de hoje e até sexta-feira, a 10.ª Reunião Tripartida do Comité de Gestão do Corredor de Desenvolvimento de Nacala. 

O evento, que conta com a participação dos governos de Moçambique, Malawi e Zâmbia, insere-se no âmbito do Projecto de Comércio e Conectividade da África Austral, financiado pelo Banco Mundial.

Durante o encontro, serão reunidas equipas técnicas, representantes de entidades governamentais, do sector privado e parceiros de desenvolvimento. O principal objectivo deste encontro é avaliar os progressos alcançados no Corredor de Desenvolvimento de Nacala, um projecto considerado fundamental para a promoção do comércio e da integração regional.

A expectativa é que as discussões contribuam para reforçar a colaboração entre os países envolvidos e para identificar novas estratégias que fomentem o desenvolvimento económico na região.

Vagas de emprego do dia 15 de Dezembro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 15 de Dezembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Health Systems Strengthening Experts

A Management Sciences for Health (MSH) pretende recrutar um (1) Health Systems Strengthening Experts. Saiba mais.

2. Vaga para Project Specialist – Peace and Conflict Prevention

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Project Specialist – Peace and Conflict Prevention. Saiba mais.

3. Vaga para Operator Asst I-Nitrogen

A Halliburton pretende recrutar um (1) Operator Asst I-Nitrogen. Saiba mais.

4. Vaga para Serviços de Auditoria Externa

A Associação para o Fortalecimento Comunitário (UATAF-AFC) pretende contratar Serviços de Auditoria Externa. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Infrastructure Specialist: Water, Sanitation and Hygiene

A MENTOR Initiative pretende recrutar um (1) Infrastructure Specialist: Water, Sanitation and Hygiene. Saiba mais.

2. Vaga para Technical Manager

A MENTOR Initiative pretende recrutar um (1) Technical Manager. Saiba mais.

3. Vaga para Health & Nutrition Specialist (Adolescent)

A United Nations Children’s Fund (UNICEF) pretende recrutar um (1) Health & Nutrition Specialist (Adolescent). Saiba mais.

4. Vaga para Supervisor/a de Saúde e Nutrição para Mecanismo de Reposta Rápida

A Action Contre La Faim pretende recrutar um/a (1) Supervisor/a de Saúde e Nutrição para Mecanismo de Reposta Rápida. Saiba mais.

5. Vaga para Supervisor/a de Água, Saneamento e Higiene

A Action Contre La Faim pretende recrutar um/a (1) Supervisor/a de Água, Saneamento e Higiene. Saiba mais.

6. Vagas para Consultores Para Entrada de Dados na Plataforma e-OVC

A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal vinte e quatro (24) Consultores Para Entrada de Dados na Plataforma e-OVC. Saiba mais.

7. Vaga para Técnico de Medições

A Mota-Engil pretende recrutar um/a (1) Técnico/a de Medições. Saiba mais.

8. Vaga para Warehouse Coordinator – Chimoio

A Bayer pretende recrutar um (1) Warehouse Coordinator – Chimoio. Saiba mais.

9. Vaga para HR Expat Coordinator

A McDermott International pretende recrutar um (1) HR Expat Coordinator. Saiba mais.

10. Vaga para Procurement Assistant

A United Nations Office on Drugs and Crime (UNODC) pretende recrutar um (1) Procurement Assistant. Saiba mais.

11. Vaga para Programme Associate

A UN Women pretende recrutar um (1) Programme Associate. Saiba mais.

12. Vaga para Utilities Electrician

A AB InBev pretende recrutar um (1) Utilities Electrician. Saiba mais.

13. Vaga para Oficial de MEAL (Matola)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de MEAL (Matola). Saiba mais.

14. Vaga para Oficial de MEAL (Manhiça)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de MEAL (Manhiça). Saiba mais.

15. Vaga para Manager Vodacom Business Care Operations

A Vodafone pretende recrutar um (1) Manager Vodacom Business Care Operations. Saiba mais.

16. Vaga para Quality Control & Assurance Lead

A Vodafone pretende recrutar um (1) Quality Control & Assurance Lead. Saiba mais.

17. Vaga para Technical Services Engineer

A NTT DATA pretende recrutar um (1) Technical Services Engineer. Saiba mais.

18. Vaga para Oficial Sénior de Recursos Humanos e Finanças

A Action Contre La Faim pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Sénior de Recursos Humanos e Finanças. Saiba mais.

19. Vaga para Catering Operational Analyst

A RA International pretende recrutar um (1) Catering Operational Analyst. Saiba mais.

20. Vaga para Vendedor de Camiões e Serviços

A Nors pretende recrutar um (1) Vendedor de Camiões e Serviços. Saiba mais.

21. Vaga para Responsável – Pessoas e Cultura (Maputo)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável – Pessoas e Cultura (Maputo). Saiba mais.

22. Vaga para Técnico de Contabilidade

A (INALCA) Indústria Alimentar Carnes de Moçambique, Lda procura um (1) Técnico de Contabilidade. Saiba mais.

23. Vaga para Consultor(a) de Viagens

A CRH Consultores, Lda pretende recrutar um/a (1) Consultor(a) de Viagens. Saiba mais.

24. Vaga para Pasteleiro

Empresa pretende recrutar um (1) Pasteleiro. Saiba mais.

25. Vaga para Padeiro

Empresa pretende recrutar um (1) Padeiro. Saiba mais.

26. Vaga para Gestor de Compras (Interno)

Empresa pretende recrutar um (1) Gestor de Compras (Interno). Saiba mais.

27. Vaga para Executivo B2B

Empresa pretende recrutar um (1) Executivo B2B. Saiba mais.

28. Vaga para Técnico de Cobranças

Empresa pretende recrutar um (1) Técnico de Cobranças. Saiba mais.

29. Vaga para Gestor de Logística

Empresa pretende recrutar um (1) Gestor de Logística. Saiba mais.

Governo inicia reabilitação de áreas degradadas pelo garimpo em Manica

A Primeira-Ministra Benvinda Levi anunciou que está em andamento a recuperação gradual das áreas afectadas pelo garimpo realizado por mineradoras artesanais informais na província de Manica, situada no centro de Moçambique.

Durante a sessão final de “Perguntas ao Governo” na Assembleia da República, a governante informou que estão a ser desenvolvidas acções de fiscalização conjuntas que envolvem tanto entidades do governo central como autoridades locais na região.

Benvinda Levi destacou que, paralelamente às actividades de recuperação, o governo irá continuar a integrar os mineradores artesanais informais no regime legal, além de reforçar a proibição do uso de substâncias tóxicas, como o mercúrio e cianeto. Comprometeu-se, igualmente, a garantir a implementação efetiva das medidas de reabilitação das áreas prejudicadas pela actividade mineira.

Representantes de algumas mineradoras em Manica manifestaram a necessidade de o governo rever a suspensão actual da extracção de ouro, argumentando que esta medida tem um impacto significativo na vida da população local. A suspensão, que ocorreu no final de Setembro, foi uma decisão do governo, motivada pela constatação de riscos de contaminação ambiental e à saúde pública.

Desde a imposição da suspensão, milhares de trabalhadores do sector mineiro foram dispensados, embora as empresas continuem a assegurar os salários. Contudo, a continuidade desta situação poderá comprometer a capacidade de algumas empresas de honrarem os pagamentos aos seus colaboradores.

A paralisação da mineração semi-industrial e artesanal visa promover uma exploração mais organizada do ouro, evitando a poluição das águas e o agravamento das condições ambientais. Rios da região, como os Révuè, Muzongo e Nhacuarara, têm sido contaminados por produtos químicos utilizados na extracção, representando um grave risco à saúde pública.

A Primeira-Ministra realçou que o processo de recuperação das áreas degradadas conta com o apoio de equipas de fiscalização e reafirmou o empenho do governo em promover uma exploração sustentável dos recursos minerais. A revisão do regime de licenciamento e o fortalecimento da fiscalização para responsabilizar infractores também estão entre as prioridades do governo.

A comissão interministerial liderada pelo ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, terá a função de rever o regime de licenciamento e criar mecanismos de responsabilização eficazes, incluindo um plano de recuperação ambiental com a participação das partes interessadas.

Esta iniciativa visa não apenas a recuperação ambiental, mas também a segurança das pessoas e a manutenção da ordem nas áreas de exploração mineral.

Ministério da Saúde de Moçambique registra 169 mortes por cólera

O Ministério da Saúde de Moçambique reportou 169 mortes resultantes de cólera, entre cerca de 40.000 casos registados nos primeiros nove meses deste ano.

Durante uma sessão de perguntas e respostas na Assembleia da República, o ministro da Saúde, Ussene Isse, revelou que a taxa de letalidade da cólera no país é de 0,5%, inferior ao limite de 1% recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Isse afirmou que a resposta ao tratamento da cólera em Moçambique é eficiente, destacando que cerca de 70% das mortes ocorreram em áreas rurais, evidenciando a necessidade de melhorar a disseminação de informações sobre a doença.

O ministro apelou ao público para seguir as instruções das autoridades de saúde, enfatizando a importância de procurar tratamento imediato em unidades de saúde ao apresentarem sintomas de diarreia, que é o principal sinal de alerta da cólera. Isse sublinhou que a cólera é resultado de más condições de higiene, refutando a crença de que a doença é espalhada propositadamente por indivíduos mal-intencionados. A desinformação em torno da cólera tem resultado em ataques a unidades de saúde, onde os profissionais responsáveis pelo tratamento têm sido erroneamente acusados de perpetuarem a doença.

“Ninguém traz cólera”, afirmou Isse. “A cólera não vem das mãos de alguém; resulta precisamente das nossas condições de higiene, individuais e colectivas.” O ministro solicitou aos deputados que apoiassem o sector da saúde, promovendo mensagens positivas nas suas comunidades para garantir que o público colabore nos programas de combate à doença, considerando que a prevenção é um imperativo nacional.

Isse frisou que a prevenção é fundamental para resolver a maioria dos problemas relacionados à saúde e anunciou que o Ministério recebeu cerca de 3,5 milhões de doses de vacinas para tratar e prevenir a cólera este ano. O Ministério da Saúde tem como objectivo erradicar a cólera enquanto problema de saúde pública até 2030, o que exige melhorias significativas no acesso à água potável e condições de saneamento adequadas.

Millennium Challenge Corporation cancela financiamento de 350 milhões para estradas no Malawi

A Millennium Challenge Corporation (MCC) anunciou a rescisão de um acordo de 350 milhões de dólares, que visava a construção de estradas em corredores estratégicos no Malawi, com a intenção de impulsionar o agro-negócio no país. 

O comunicado foi emitido pelo director executivo da MCC, Dye Mawindo, que esclareceu que a decisão está alinhada com a política do Governo dos Estados Unidos da América, que suspendeu o financiamento governamental para projectos internacionais.

O contrato, assinado a 28 de Setembro de 2022, tinha uma duração prevista de cinco anos e será formalmente rescindido até ao dia 19 de Dezembro deste ano. O programa tinha como objectivo implementar melhorias significativas nas redes de transporte, reduzir custos para as empresas, fortalecer a administração de terras e aprimorar o ambiente de investimento no Malawi.

Este cancelamento de financiamento surge num momento crítico, uma vez que o Banco Mundial alertou para uma grave crise financeira que o Malawi enfrenta, a mais severa das últimas décadas. Este contexto é agravado por dívidas insustentáveis, défices crónicos e falhas na governança, que ameaçam a estabilidade nacional.

O relatório do Banco Mundial diz que o país está a atravessar a sua mais significativa crise económica, com o PIB per capita a apresentar queda em quatro dos últimos cinco anos. A pobreza aumenta, a inflação mantém-se elevada e a confiança pública nas instituições económicas deteriorou-se consideravelmente.

Adicionalmente, o défice fiscal do Malawi está entre os mais altos da África Subsaariana, ultrapassando frequentemente os orçamentos aprovados e violando os parâmetros regionais. Apesar de os gastos governamentais terem quase duplicado na última década, passando de 16% para mais de 30% do PIB, a qualidade dos serviços prestados não melhorou na mesma proporção.

A folha de pagamento do sector público cresceu para mais de 6% do PIB, em grande parte devido à expansão descontrolada da força de trabalho, promoções inconsistentes e abuso generalizado de benefícios. O documento apela, no entanto, a uma liderança decisiva, afirmando que o Malawi possui a capacidade de reverter sua trajectória e conquistar um futuro económico sustentável.

Governo moçambicano reforça fiscalização laboral após irregularidades na construção civil

O governo de Moçambique enfatiza a importância da fiscalização laboral, após uma recente campanha de duas semanas realizada em colaboração com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que revelou diversas irregularidades no sector da construção civil.

A informação foi divulgada pelo Secretário de Estado do Trabalho, Género e Acção Social, Abdul Razak, durante a cerimónia de encerramento da Campanha de Comunicação e Promoção do Trabalho Digno na Construção Civil, que teve lugar na capital com o lema “Compromisso pelo Trabalho Digno e Seguro”.

Durante o evento, Razak destacou que as inspecções realizadas mostraram a ausência de contractos de trabalho escritos, a falta de equipamentos de protecção individual e a sobrecarga horária, entre outras inconsistências. O Secretário de Estado alertou para a gravidade destes resultados, sublinhando que não devem ser ignorados.

“É imperativo garantir o cumprimento rigoroso da legislação laboral, um dever inadiável”, afirmou Razak, pedindo aos inspectores do trabalho que mantenham um equilíbrio entre rigor técnico e sensibilidade humana. “A vossa actuação deve ser firme e rigorosa, mas também humana, reconhecendo que cada trabalhador é um cidadão que merece respeito e oportunidades.”

Razak salientou que muitos trabalhadores continuam a aceitar condições precárias por necessidade, o que compromete a segurança das suas vidas e das suas famílias. Ele sublinhou que o papel da Inspecção-Geral do Trabalho é fundamental para proteger aqueles que não têm voz e garantir que o trabalho não resulte em exploração.

Dirigindo-se aos empregadores, o Secretário de Estado lembrou que os trabalhadores desempenham um papel essencial no funcionamento das empresas, afirmando que “sem trabalhadores respeitados, não há crescimento sólido nem competitividade duradoura”. Apontou a necessidade de estabelecimentos de contractos formais e de cumprimento dos direitos laborais, medidas que fortalecem a confiança e reputação das empresas.

Razak frisou ainda que a Inspecção-Geral do Trabalho não deve ser vista apenas como um órgão sancionatório. “A nossa missão não é apenas penalizar. A inspecção também desempenha um papel educativo e queremos que todos saiam daqui com algum aprendizado”, acrescentou.

A representante da OIT, Lia Richard, enfatizou a importância da campanha para os princípios e direitos fundamentais no local de trabalho no sector da construção civil, que, apesar do seu crescimento, ainda enfrenta desafios significativos, como a informalidade e condições de trabalho precárias.

Richard chamou a atenção para a elevada informalidade e a falta de contratos formais, além da necessidade de criar ambientes de trabalho que promovam a igualdade de género e a participação das mulheres. “Setenta e nove por cento dos trabalhadores têm menos de 35 anos, representando uma oportunidade natural para a juventude”, realçou.

A campanha incluiu diversas iniciativas, como entrevistas em rádio e televisão e ações nas redes sociais, com o objectivo de reforçar o cumprimento da legislação laboral e promover um ambiente de trabalho digno e seguro.

Benim detém líder da oposição após tentativa de golpe de Estado falhada

As autoridades do Benim procederam à detenção de um opositor político e emitiram mandados de captura na sequência de uma tentativa de golpe de Estado falhada que ocorreu na semana passada.

Conforme reportado por fontes judiciais e pelo jornal La Nation, o ex-vice-ministro da Defesa, Candide Azzanai, foi detido durante um comício do seu partido, Restaurar a Esperança. Mandados de busca e captura foram emitidos contra outros dois críticos proeminentes do governo: o influenciador Kémi Seba, conhecido defensor da presença russa em África, e o opositor Sabi Sira Korogoné, ambos suspeitos de tentativas de desestabilização da ordem constitucional.

Azzanai enfrenta acusações de “conspiração contra a autoridade do Estado e incitação à rebelião”, segundo informações oficiais.

Na madrugada de domingo, um grupo de militares, partindo do quartel de Togbin, iniciou uma operação destinada a capturar dirigentes do país. O grupo chegou a tomar a televisão pública para anunciar a destituição do Presidente Patrice Talon. Contudo, a intervenção das forças de segurança, com apoio da aviação nigeriana e dos serviços secretos franceses, desmantelou a operação em poucas horas.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) já ordenou o destacamento imediato de tropas para o Benim. Em um comunicado, a CEDEAO condenou veementemente o ato inconstitucional, considerando-o uma subversão da vontade do povo beninense. A organização responsabilizou os autores do complô, tanto individual como colectivamente, por quaisquer perdas humanas ou materiais decorrentes das suas acções.

Patrice Talon, de 67 anos, chegou ao poder em 2016 e foi reeleito em 2021, implementando um programa político e económico que visa o desenvolvimento do país. Entretanto, os seus críticos acusam-no de promover a erosão das instituições democráticas, que eram vistas como exemplares na região.

As próximas eleições presidenciais no Benim estão agendadas para Abril de 2026, sendo que Talon não poderá concorrer devido ao cumprimento dos dois mandatos de cinco anos permitidos pela Constituição.

Central Térmica de Temane retoma obras com nova empreiteira turca ENKA

A Central Térmica de Temane (CTT), um dos maiores projectos energéticos do país, está prestes a retomar as suas obras. A gigante turca ENKA foi contratada para finalizar a construção da central a gás de 450 MW, que estava interrompida desde Abril deste ano devido a um impasse contratual com o anterior empreiteiro.

Na presença do consórcio liderado pela Globeleq, a CTT assinou, na passada semana, um acordo com a ENKA İnşaat ve Sanayi A.Ş., uma empresa de renome internacional na área de engenharia e construção. O contrato foi firmado a 5 de Dezembro, permitindo que a ENKA assuma a empreitada da CTT, situada no distrito de Inhassoro, na província de Inhambane.

Conforme um comunicado oficial, a ENKA compromete-se a concluir o projecto em um prazo de 23 meses, o que deverá permitir que a central entre em operação em 2027. Este novo cronograma representa um reajuste significativo em relação às previsões iniciais.

Desde 2024, a CTT já enfrentou múltiplos adiamentos, causados por diversos factores técnicos, financeiros e ambientais, incluindo a passagem de ciclones pela província de Inhambane.

O impasse com o empreiteiro espanhol TSK, que resultou na paragem das obras em Dezembro de 2024, afectou os prazos de conclusão do projecto. A TSK abandonou o estaleiro com aproximadamente 80% da execução física concluída.

No entanto, as fases de comissionamento e testes poderão manter-se dentro do possível, caso a nova contratante respeite o cronograma agora estabelecido. Com um orçamento de 650 milhões de dólares, o projecto da CTT é considerado crucial para reforçar a capacidade energética de Moçambique e para a plena integração das redes eléctricas regionais, através de uma linha de transmissão de 400 kV com 563 quilómetros, ligando Maputo a Vilanculos.

A central irá instalar cinco turbinas a gás, cinco geradores de vapor de recuperação de calor, uma turbina a vapor e uma unidade de refrigeração a ar, além de estruturas complementares de balanceamento de planta. A CTT é uma parceria público-privada entre a Globeleq, a Electricidade de Moçambique (EDM) e a SASOL, com a concessão válida por 25 anos.

Os adiamentos sucessivos impactam também o início de outros empreendimentos que dependem da CTT, como o Temane Transmission Project (TTP), uma linha de transmissão superior a 500 quilómetros, e o Acordo de Partilha de Produção (PSA). Em Janeiro de 2024, o gestor do projecto, Eucides Dgedge, previa o início do comissionamento para o segundo ou terceiro trimestre de 2025, com a entrada em funcionamento agendada para 2 de Fevereiro de 2026, previsões que já foram ultrapassadas.

Canadá classifica o Estado Islâmico de Moçambique como entidade terrorista

O Governo do Canadá tomou a decisão de incluir o grupo Estado Islâmico de Moçambique (ISM) na sua lista federal de entidades terroristas, reconhecendo formalmente o grupo como uma filiação do Estado Islâmico do Iraque e Síria (ISIS), também conhecido como Daesh.

Desde 2017, a província de Cabo Delgado tem sido palco de ataques extremistas violentos, resultando na morte de pelo menos 6.200 pessoas e no deslocamento de mais de um milhão de cidadãos. Conforme indicado pelo Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o terrorismo tem obrigado cerca de 300.000 pessoas a deixar as suas casas nas últimas semanas, nas províncias do norte de Moçambique, nomeadamente Cabo Delgado e Nampula.

Gary Anandasangaree, Ministro da Segurança Pública do Canadá, citado pela Agência Lusa, afirmou que esta medida fortalece a capacidade do Canadá em agir contra o extremismo violento, especialmente na prevenção da radicalização de jovens. “A ameaça representada pelo extremismo violento motivado ideologicamente, tanto no mundo real como online, é extremamente grave. Os grupos que acabámos de listar atacam pessoas vulneráveis, especialmente os jovens, e devem ser detidos. Ao listarmos esses grupos, dispomos de ferramentas mais poderosas e eficazes para agir e frustrar os seus esforços em incitar a violência e promover o ódio”, declarou.

Com a inclusão do ISM, os activos e propriedades do grupo serão automaticamente congelados no território canadiano, e qualquer transacção financeira ou apoio logístico às suas operações será considerada ilegal. Esta designação poderá também ser utilizada pelas autoridades de fronteira nas decisões relacionadas com a admissibilidade de imigrantes segundo a legislação canadiana.

O Ministro afirmou ainda que “o Estado Islâmico de Moçambique (IS-M) é um ramo oficial do ISIS. Trata-se de um grupo insurgente armado com sede em Moçambique que procura substituir a autoridade governamental por um regime baseado na Sharia, através da conquista de território, infiltração nas populações civis e forças de segurança, e prática de actos violentos de terrorismo”.

Além do ISM, outros grupos como 764, Maniac Murder Cult e Terrorgram Collective também foram listados. Estas redes extremistas são descritas como transnacionais e ativas em plataformas digitais, onde promovem propaganda violenta e recrutamento.

O Canadá torna-se assim o primeiro país a classificar o grupo 764 como organização terrorista. Com esta actualização, o número total de entidades listadas sob o Código Penal canadiano sobe para 90.

Autoridades espanholas resgatam mais de 400 migrantes nas Baleares em apenas três dias

Nos últimos três dias, as autoridades espanholas relataram o resgate de pelo menos 425 migrantes no mar ou interceptados em terra, nas Ilhas Baleares. 

Os dados divulgados pela delegação do Governo espanhol indicam que os migrantes foram encontrados em 26 embarcações provenientes da Argélia.

Na terça-feira, 171 indivíduos chegaram a Maiorca e Formentera, distribuídos por 10 embarcações. No dia seguinte, quarta-feira, 189 migrantes chegaram às costas de Maiorca, Ibiza e Formentera, ou foram resgatados nas águas adjacentes, em 13 embarcações.

Na quinta-feira, após a meia-noite, a Guarda Civil interceptou 24 migrantes da África Subsariana que desembarcaram na Marina Botafoc, em Ibiza. Durante a mesma noite, ocorreram operações em Formentera, onde 17 pessoas de origem norte-africana foram detidas na praia de Migjorn, e em Ibiza, onde 24 magrebinos foram interceptados na praia de S’Estanyol.

Desde o início do ano, as Ilhas Baleares já receberam 395 embarcações, transportando pelo menos 7.322 migrantes, conforme os dados compilados pela agência de notícias EFE, com base nas informações do Ministério do Interior e da delegação do Governo de Espanha. Além disso, em 2024, foram contabilizados 5.882 migrantes que chegaram por via marítima ao arquipélago, segundo o Relatório Anual de Segurança Nacional do Ministério do Interior espanhol.

Quase um milhão de pessoas esperadas nas fronteiras moçambicanas neste período festivo

Mais de novecentas mil pessoas estão previstas para cruzar as fronteiras moçambicanas, no âmbito das festividades de Natal e de fim de ano.

Este elevado número reflete o movimento significativo de viajantes que se despede do ano e celebra as tradições natalinas.

Deste total, mais de quinhentas e sessenta mil pessoas deverão atravessar a fronteira de Ressano Garcia, situada no distrito da Moamba, na província de Maputo, a maior do país.

Para facilitar a movimentação de pessoas e bens durante este período festivo, as autoridades migratórias dão início, hoje, a uma operação conjunta de fim de ano na fronteira de Ressano Garcia. Carmen Mazenga, porta-voz do Comando Conjunto, elucidou sobre a importância desta operação.

A cerimónia de lançamento da operação contará com a presença de Aquilasse Manda, vice-comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), que demonstrará o empenho das forças de defesa e segurança na garantia da fluidez nas travessias durante a quadra festiva.

Últimas Notícias Hoje

El Niño força INGD a activar planos de acção antecipada por seca severa

O Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD) anunciou, a activação dos Planos de Acções Antecipadas em resposta à previsão de seca severa em...

Ministro fiscaliza bolsas formativas para juventude na Zambézia

O Ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Paulo Manasse, deu início, a uma visita de trabalho à província da Zambézia. O intuito da missão...

Associação de Juízes denuncia possíveis crimes relacionados com pagamentos salariais

A Associação Moçambicana de Juízes (AMJ) apresentou duas peças junto do Ministério Público, visando a responsabilização criminal de funcionários e a reposição de direitos...

Dois indivíduos detidos em flagrante por tráfico de cocaína em Maputo

Dois indivíduos, com idades de 18 e 31 anos, foram detidos pela Polícia da República de Moçambique (PRM) na 18ª Esquadra da cidade de...