O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo deu início ao julgamento do caso de desvio de valores monetários do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), relacionado com uma operação que favoreceu um grupo de “pensionistas-fantasmas”.
Este processo surge num momento em que ainda se investiga o montante total envolvido.
Sob o processo-crime número 17/2025-A, a Sétima Secção Criminal analisa uma série de delitos, incluindo peculato, associação criminosa, falsificação de documentos, branqueamento de capitais e falsidade informática, que causaram danos significativos à maior instituição de previdência social do país entre 2021 e 2024.
De acordo com informações veiculadas pelo jornal Domingo, estão implicados quatro arguidos, entre os quais se destacam dois indivíduos que fundaram duas empresas com facturação suspeita, uma delas ligada ao sector mineiro.
Relatos nos autos indicam que mais de 26 a 27 pessoas poderão ter abandonado o país, evadindo-se após o desvio de fundos do INSS, conhecido como o “banco dos pobres”. Estes indivíduos utilizaram os nomes de quase duas dezenas de pensionistas com prestações já inactivas — relacionadas com velhice, sobrevivência e invalidez — para realizar o desvio.
O esquema informático em questão também envolveu saques relacionados a subsídios de funeral, morte, doença e maternidade.















