A reabertura das fronteiras entre Moçambique e África do Sul, para efeitos de turismo, tem vindo a reanimar o movimento migratório no posto fronteiriço de Ressano Garcia.
Cerca de Catorze mil e Oitocentos viajantes atravessaram a Fronteira de Ressano Garcia na Semana Finda, com o relaxamento de algumas medidas restritivas, no quadro da prevenção da Covid-19.
O número representa, no entanto, uma redução em 32 por cento, se comparado ao igual período do ano passado em que perto de vinte e duas mil pessoas passaram por aquele posto fronteiriço.
A informação foi avançada, na quinta-feira (26), na habitual conferência de imprensa, pelo Porta-voz do Serviço Nacional de Migração, Celestino Matsinhe.
Ainda na semana em análise o posto de travessia de Ressano Garcia recusou a entrada no país de 6 cidadãos estrangeiros por diversas irregularidades, conforme explica o porta-voz do SENAMI, Celestino Matsinhe.
Na semana finda, Duzentos e noventa e sete cidadãos nacionais foram deportados da África do Sul para Moçambique por migração ilegal e cometimento de vários crimes naquele país vizinho.
O Banco Africano de Desenvolvimento está disponível a financiar projectos de instalação de infra-estruturas de agro-processamento ao longo do corredor de Nacala.
O interesse foi manifestado na quinta-feira (26), pelo representante residente do Banco Africano de Desenvolvimento em Moçambique, Pietro Toígo, no final de uma visita de três dias a província do Niassa.
Pietro Toigo apontou os sectores agrícola, estradas, abastecimento de água e energia. Na área rodoviária, indicou as estradas Montepuez/Mueda/Nagomano e Ruassa/Montepuez, em Cabo Delgado, e Muita/Cuamba, na estrada nacional número 13, no Niassa, como as que serão priorizadas pelo Banco Africano de Desenvolvimento.
As intervenções estão contidas nas estratégias da instituição, que visa acelerar a integração regional dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África austral, SADC.
A fonte disse que para a concretização da iniciativa, o Banco Africano de Desenvolvimento em parceria com o governo moçambicano vai trabalhar nos próximos seis meses na identificação e financiamento de investidores privados interessados no desenvolvimento do agro-negócio.
As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e os trabalhadores de estabelecimentos comerciais estão mais expostos ao novo Coronavírus na cidade de Chimoio, em Manica, segundo os resultados preliminares do inquérito sero-epidemiológico realizado pelo Instituto Nacional de Saúde (INS).
A cidade de Chimoio, com uma das taxas de seropositividade mais baixas (1.4%), comparativamente a outras urbes, tem um cumulativo de 183 pessoas com COVID-19, das quais três morreram, 167 recuperaram e 13 continuam infectadas.
O estudo divulgado na sexta-feira (27), pelo INS abrangeu 11.654 pessoas na cidade de Chimoio e concluiu que, nos agregados familiares, a exposição ao novo Coronavírus é mais acentuada nos idosos (grupo mais vulnerável ao vírus).
Os bairros dois, 7 de Abril, Chifura e Eduardo Mondlane são os mais propensos ao Coronavírus, com taxas de 4.2%, 3.5%, 3.3% e 3.1%, respectivamente.
Entretanto, entre os bairros com menor exposição ao vírus estão Círculo de Mudzingadzi (0.0%), Stanha (0.0%) e os bairros um e três, refere a pesquisa do INS.
Os vendedores do mercado Feira estão no topo da lista no que à exposição à COVID-19 diz respeito, com 4.3%. No mercado Jagarto não houve constatação de qualquer risco.
Duas mulheres foram assassinadas a tiros em Lichinga, província do Niassa. Uma delas é antiga deputada da Renamo. A Polícia da República de Moçambique (PRM) reagiu e diz que se tratou de uma morte encomendada, em investigação.
O crime cuja motivação se desconhece aconteceu na avenida das FPLM, por volta das 18h00 na quinta-feira (26).
As duas vítimas faziam-se transportar numa viatura particular e foram interceptadas por um grupo de desconhecidos, munidos de armas de tipo AKM e pistolas.
Na circunstância, os presumíveis assassinos abriram fogo, à queima-roupa, contra as duas mulheres, uma delas de 56 anos, de nome Rosa Chukwa e antiga deputada da Renamo entre 2000 e 2004.
Uma delas perdeu a vida no local e outra no hospital provincial à de Lichinga, esta sexta-feira, segundo informações das autoridades.
“De facto, ontem, por volta das 18 horas, na cidade de Lichinga, registamos um caso de homicídio voluntário qualificado, protagonizado por um grupo de indivíduos desconhecidos”, explicou Arnaldo Chefo, comandante provincial da PRM no Niassa.
Segundo a fonte, o grupo fazia-se transportar numa viatura “também não bem identificada”. Uma das vítimas teve “morte imediata. É inadmissível que situações desta natureza aconteçam” e os autores “permaneçam impunes”.
Logo após o assassinato, alguns familiares das vítimas alegaram tratar-se de motivações políticas, segundo informações posta a circular através das redes sociais. A polícia diz ser prematuro considerar tal hipótese, mas assegura que foi uma acção encomendada.
No último sábado, quatro pessoas da mesma família foram assassinadas na província de Maputo e o crime continua por esclarecer.
A corrupção em Moçambique continua sem freios. Em 2016, o país registou 493 casos, número que subiu para 695, em 2017. No ano seguinte, houve 761 processos, menos três em relação a 2019. Este ano, no primeiro semestre foram registados 340 casos. Feitas as contas, em quase cinco anos o Estado foi lesado em 2.674.972.380,28 de meticais, de acordo com a ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos.
Helena Kida falava durante a abertura do conselho coordenador da instituição que dirige, mas não forneceu pormenores sobre a questão da corrupção, como por exemplo pontar os sectores onde houve mais casos e os valores envolvidos.
Entretanto, a ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos disse que o sector precisa redefinir ou aprimorar a estratégia para que a Justiça seja um exemplo pelas boas práticas e transparência na gestão, ética e probidade.
Para tal, prosseguiu a governante, a inspecção da instituição deve liderar o processo em colaboração com as demais áreas similares e comissões de ética.
Num outro desenvolvimento, Helena Kida falou da celebração do Dia Internacional dos Direitos Humanos. E faltam poucos para a efeméride, em que Moçambique vai apresentar o seu relatório sobre a matéria ao Terceiro Ciclo de Avaliação do Mecanismo de Revisão Periódico Universal, ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.
Sobre este assunto, Helena Kida reconhece a vulnerabilidade do país a cheias, ciclones, seca, conflitos políticos e militares na zona centro, o terrorismo em Cabo Delgado e a pandemia da COVID-19 como fenómenos que concorrem para a violação de direitos humanos.
Os problemas arrolados pela ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos comprometem a implementação das recomendações do Mecanismo de Revisão Periódica Universal sobre a promoção e protecção dos direitos humanos em Moçambique, segundo as suas próprias palavras.
Helena Kida aproveitou a ocasião para prestar solidariedade às populações vítimas do terrorismo, incluindo os seus colegas que trabalham nas zonas afectadas pelo fenómeno.
A Secretaria de Estado do Desporto respondeu ao desejo dos adeptos moçambicanos e do clube “canarinho” de ter público nas bancadas, no embate entre a Costa do Sol vs Platinum FC, partida referente a pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos.
“Para responder as expectativas do clube e do Público, o Secretário de Estado do Desporto autorizou a presença de 2000 espectadores para esta partida da primeira-mão”, lê-se no documento para depois avançar com uma orientação de Carlos Gilberto Mendes.
“Queremos com esta medida garantir que os adeptos e público em geral, possam apoiar o Costa do Sol, contudo, deve estar garantido todo o protocolo sanitário, desde a higienização das mãos, uso de máscaras e distanciamento”, recomendou.
Segundo informou uma fonte do Clube Costa do Sol, os bilhetes já estão disponíveis e à venda nas lojas da Shoprite a peço de 300 meticais.
Lembre-se que esta partida está agendada para as 15h00, deste sábado, no Estado Nacional do Zimpeto.
O negociador chefe britânico, David Frost, para o ‘Brexit’ admite que “é tarde, mas um acordo ainda é possível” entre Reino Unido e União Europeia (UE) até final do ano, confirmando uma nova ronda de negociações presenciais em Londres.
Após alguns dias em formato virtual porque um membro da equipa da UE testou positivo a covid-19, levando ao isolamento dos restantes colegas, as negociações para um acordo pós-‘Brexit‘ vão ser retomadas na capital britânica.
Numa mensagem na rede social Twitter, disse estar satisfeito por ir receber o negociador-chefe da UE, Michel Barnier, no sábado e por “todos estarem sãos e salvos” e defende a importância de manter o diálogo.
“Algumas pessoas perguntam-me por que ainda estamos a negociar. A minha resposta é que é o meu trabalho fazer o máximo para ver se existem condições para um acordo. É tarde, mas um acordo ainda é possível, e vou continuar a negociar até que fique claro que não é”, garantiu.
Na quarta-feira, o jornal The Guardian noticiou que Barnier disse ao homólogo britânico por videoconferência que não via sentido em viajar até Londres a menos que o Reino Unido aceitasse as propostas da UE.
Mas hoje, Frost reiterou que “para que um acordo seja possível, deve respeitar totalmente a soberania do Reino Unido”, nomeadamente o controlo sobre as fronteiras, águas de pesca e políticas de subsídios estatais.
“Procuramos chegar a um acordo nesta base, abrindo um novo começo à nossa relação com a UE que, pela nossa parte, sempre desejámos. Continuaremos a trabalhar arduamente para consegui-lo. Porque um acordo em qualquer outra base não é possível”, escreveu.
Antes de se deslocar a Londres, Barnier irá informar os Estados-membros e o Parlamento Europeu (PE) acerca do estado das negociações, embora tenha realçado, também através do Twitter, que as “mesmas divergências significativas persistem”.
Os dois lados estão em contrarrelógio para concluir, até final do ano, um acordo de comércio pós-‘Brexit‘ que possa entrar em vigor em 2021, quando cessa o período de transição que mantém o acesso do Reino Unido ao mercado único europeu.
O Reino Unido saiu da UE em 31 de janeiro e beneficia de um período de transição que mantém o acesso ao mercado único e união aduaneira do bloco europeu até o final deste ano.
Caso não consigam negociar um pacto bilateral, a partir de 01 de janeiro de 2021, o Reino Unido e a UE passarão a negociar com base nas regulamentações genéricas menos vantajosas da Organização Mundial do Comércio.
A União Europeia (UE) é quem mais tem contribuído para a resposta global ao coronavírus, numa “diplomacia da saúde” que vai ao encontro das expetativas dos cidadãos europeus, afirmou a secretária de Estado dos Assuntos Europeus.
Ana Paula Zacarias, que falava no Seminário de Defesa Nacional sobre “A UE como um ator na geopolítica global”, sustentou que “a União, neste momento, é a entidade que mais tem contribuído para o mecanismo de resposta global ao coronavírus“, que junta cerca de 40 países e já reuniu 16 mil milhões de euros para testes, tratamentos e investigação de vacinas.
Além desse mecanismo, apontou, a UE “ajudou a pôr de pé o Covax, a iniciativa global para criar um portfólio muito abrangente de vacinas no mundo”, em que participam 186 países, organizações não-governamentais, dirigentes empresariais e filantropos.
“Portanto há uma clara ação da UE nesta matéria da saúde global, de encontrarmos respostas a esta pandemia“, disse, sublinhando a posição europeia de que as vacinas devem ser para todos e devem ser acessíveis a todos”, um “acesso justo aos medicamentos” que, assegurou, é “uma das prioridades da presidência portuguesa da UE, no primeiro semestre de 2021.
Para a governante, a profunda interconexão mundial nesta matéria abre também a importância de “olhar de uma forma nova para a agenda da saúde na UE”.
“Todos sabemos que a saúde e a saúde pública são responsabilidade dos Estados-membros, mas os cidadãos europeus não veem essa fronteira e acham que a UE tem de fazer mais e deve fazer mais nesta matéria”, frisou.
“A pandemia, como o nome indica, é mundial, necessita da cooperação de todos, todos no seu conjunto a trabalhar, e esta é uma área onde a UE sem duvida pode ter influência a nível mundial”.
A Reencontro – Associação Moçambicana para o Apoio e desenvolvimento da Criança órfã, com sede em Maputo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor Júnior de TIC. Saiba mais.
A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Assistentes Estagiários de Engenharia de Construção Civil. Saiba mais. Saiba mais.
A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Estagiário de Economia Monetária e Seguros. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para seu cliente, um Operador de Empilhadeira. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Coordenação da Resposta Humanitária. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Docentes N3 (Matola). Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Docentes N4 (Matola). Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – Biologia. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – História. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – Português. Saiba mais.
A RHDC Consultoria & Serviços Lda – RHDC, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Oficiais Distritais de Mobilização Comunitária. Saiba mais.
A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC/FICV) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Água, Saneamento e Higiene. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF), no âmbito das suas actividades pretende recrutar um (1) Ponto Focal Clínico da Unidade Sanitária. Saiba mais.
A ABEVAMO, organização Comunitária de Base( OCB), Financiada pela USAID, iniciativa voltada para as populações chave, pretende contratar para o quadro do seu pessoal um (1) Contabilista. Saiba mais.
A ABEVAMO, organização Comunitária de Base( OCB), Financiada pela USAID, iniciativa voltada para as populações chave, pretende contratar para o quadro do seu pessoal um (1) Assistente de Dados. Saiba mais.
A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC/FICV) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Motorista. Saiba mais.
Segundo noticia o jornal The Independent, Pep Guardiola poderá encetar esforços para garantir a contratação de Harry Kane, figura do proa do Tottenham de José Mourinho.
O treinador do Manchester City terá apontado o nome de Harry Kane nas recentes negociações para renovar contrato com o clube, colocando-o como possibilidade para cobrir a provável saída do argentino Kun Aguero.
Guardiola, porém, estará ciente que só poderá tentar no caso de o Tottenham não conseguir conquistar qualquer título esta época, algo que o avançado de 27 anos já assumiu como objetivo.
Chama-se Ellie, tem 21 anos e está a dar que falar em todo o mundo depois de ser estrela no documentário ‘Born Different’ (em português, ‘Nascido Diferente’), da AfrimaxTV. Este jovem, de 21 anos, vive no Ruanda e está a ser apelidado de Mogli da vida real.
No vídeo, a mãe de Ellie mostra-se destroçada por os outros meninos da aldeia fazerem bullying com o filho, chamando-lhe “macaco” e “símio”. Ellie não fala, recusa comer a comida preparada pela mãe e prefere comer plantas e frutos das árvores. “Não gosta de comida preparada, prefere comer bananas. Ele não sabe nada, não consegue fazer nada”, lamenta a mãe, que pede ajuda para melhorar as condições de vida da família e para Ellie ter o apoio que necessita.
O jovem ‘Mogli’ passa o dia na floresta, entre os animais e adora correr. “Corre como o Usain Bolt! Chega a fazer 230 quilómetros numa semana”, conta a progenitora de Ellie, que muitas vezes vê-se obrigada a prender o filho com uma corda, para que este não se perca entre a vegetação.
Ellie é descrito pela mãe, no documentário como “um milagre, uma dádiva de Deus”. Os pais do rapaz perderam cinco filhos logo à nascença. Ellie foi o sexto, nasceu com uma deficiência não identificada (e com a cabeça do tamanho de uma bola de ténis), mas nem por isso é menos amado pelos pais. “Assim que o tive soubemos que era uma mensagem de Deus para nós, de esperança”, conta.
Os realizadores do documentário deixam um apelo a donativos para esta família, para que Ellie seja acompanhado por médicos, e também que os habitantes da aldeia, especialmente as crianças que fazem pouco do jovem, possam ser educados para aceitarem as diferenças de Ellie.
Milhares de manifestantes tailandeses pediram ao rei Maha Vajiralongkorn na quarta-feira que cedesse o controle de uma fortuna real avaliada em dezenas de bilhões de dólares, a última em meses de manifestações focadas diretamente na monarquia.
Os manifestantes quebraram um tabu antigo ao criticar o rei, e a polícia convocou muitos dos líderes de protesto mais conhecidos na terça-feira sob a acusação de insultar a monarquia, o que pode significar até 15 anos de prisão.
Os manifestantes protestaram do lado de fora da sede do Siam Commercial Bank, o maior banco da Tailândia, no qual a participação de 23% do rei, avaliada em mais de US $ 2,3 bilhões, o torna o maior acionista.
“O povo exige de volta os bens nacionais do rei”, dizia uma faixa de protesto.
A polícia estima o número de manifestantes em 8.000.
Parit Chiwarak, entre aqueles que enfrentam acusações de insulto real, disse: “Milhões de famílias estão lutando, então como podemos dar o dinheiro de nossos contribuintes para apenas uma família gastar luxuosamente?”
O valor total das propriedades reais não é divulgado, mas é estimado em mais de US $ 30 bilhões.
O protesto de quarta-feira foi transferido para a sede do SCB depois que a polícia construiu barricadas de cerco de contêineres e arame farpado em torno do Crown Property Bureau, que administra os bens reais e onde a manifestação havia sido originalmente planejada.
“As ações do SCB não deveriam pertencer ao rei, mas ao ministério das finanças, então os dividendos podem ser usados para desenvolver o país”, disse Boss, 28, um dos manifestantes.
As ações subiram mais de 2%, em linha com outros bancos.
O palácio não fez nenhum comentário desde o início dos protestos, mas quando o rei foi questionado sobre os manifestantes recentemente, ele disse que eles eram amados “do mesmo jeito”.
Alguns dos críticos do rei citaram essas palavras sarcasticamente após as intimações sob a acusação de insultar a monarquia, que o primeiro-ministro Prayuth Chan-ocha disse em junho não estar sendo usado a pedido do rei.
Grupos internacionais de direitos humanos condenaram o uso das acusações. Fontes policiais disseram que 15 líderes do protesto enfrentaram as acusações, as quais eles devem reconhecer até o final do mês.
Em resposta às críticas, a porta-voz do governo Rachada Dhnadirek defendeu o uso das acusações.
Desde julho, os manifestantes pedem a remoção de Prayuth, um ex-líder da junta. Eles o acusam de ser engenheiro na eleição do ano passado para manter o poder que ele tomou em um golpe de 2014. Ele diz que a votação foi justa.
Os manifestantes buscam tornar o rei mais responsável sob a constituição, bem como a reversão das mudanças que deram a ele o controle pessoal de algumas unidades do exército e da fortuna real.
Vestindo camisas amarelas, na cor do rei, centenas de simpatizantes se reuniram para saudá-lo antes de um evento em Bangkok.
“Estamos aqui para proteger o rei. O rei é a chave para a unidade do povo ”, disse Santi Yanothai, 67.
Um tribunal de Ancara condenou esta quinta-feira a penas de prisão perpétua no total 337 pessoas, na maioria oficiais e pilotos militares, no principal julgamento relacionado com a tentativa de golpe falhado de 2016 na Turquia.
Essas pessoas foram consideradas culpadas em particular de “tentativa de derrubar a ordem constitucional”, “tentativa de assassínio do Presidente” e “homicídios voluntários”, relatou um jornalista da agência de notícias AFP no local.
A maioria dessas pessoas foi condenada a prisão perpétua “agravada”. Isso inclui condições mais rígidas de detenção e substituiu a pena de morte abolida em 2004.
Hoje pela manhã o tribunal já tinha anunciado 27 condenações (que estão incluídas entre as 337) à prisão perpétua relacionadas com este julgamento.
Além disso, 60 pessoas foram condenadas a diferentes penas de prisão e 75 foram absolvidas no final deste julgamento, no qual compareceram cerca de 500 réus.
Entre as centenas de condenados estão pilotos que bombardearam vários importantes locais na capital, Ancara, como parlamento, e oficiais militares que lideraram o golpe na base militar de Akinci.
Este foi considerado o principal julgamento relativamente ao golpe fracassado de 15 a 16 de julho de 2016.
O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acusa o religioso Fethullah Gülen de ter planeado a tentativa de golpe.
Gülen, um ex-aliado do Presidente turco que reside nos Estados Unidos, nega qualquer envolvimento na tentativa de golpe.
Desde esta tentativa de golpe falhado, as autoridades perseguiram implacavelmente os apoiantes de Gülen numa escala sem precedentes na história moderna da Turquia.
Várias dezenas de milhares de pessoas foram presas e mais de 140.000 demitidas ou suspensas das suas funções.
As prisões continuam até hoje, embora o seu ritmo se tenha tornado menos intenso cinco anos após a tentativa de golpe.
Outros julgamentos, com um número ainda maior de réus, estão em andamento. Mais de 520 pessoas foram julgadas num processo relacionado às atividades da guarda presidencial durante a noite do golpe fracassado.
Nada menos que 289 julgamentos com ligação à tentativa de golpe já foram concluídos, enquanto outros 10 continuam.
Os tribunais já condenaram mais de 4.500 pessoas, impondo penas de prisão perpétua a mais de 3.000, segundo dados oficiais.
O governo vai perder cerca de Três ponto Dois Mil milhões de meticais com a isenção do pagamento do imposto sobre o valor acrescentado IVA, uma medida que deverá entrar em vigor a partir do próximo ano até dois Mil e Vinte e Três.
O executivo submeteu a apreciação do parlamento a proposta de lei que altera um dos artigos do imposto sobre o IVA e hoje o documento foi aprovado na generalidade.
A isenção do pagamento do IVA vai incidir em produtos considerados básicos como óleo alimentar, açúcar, sabões, entre outros produtos intermédios.
O Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, explicou que a com a entrada em vigor desta medida, anualmente, vão deixar de entrar para os cofres do estado mais de Um bilião de meticais.
Maleiane recordou que esta medida surge no contexto da covid-19 e o governo quer aliviar o impacto dos preços ao consumidor e conferir maior robustez a economia nacional.
Caso surgiu quando o portal na Internet Loopsider publicou imagens que mostram um homem negro, identificado como “Michel” espancado por polícias à entrada de um estúdio de música em Paris.
Três polícias franceses foram esta quinta-feira suspensos depois do espancamento de um produtor de música negro documentado por um vídeo publicado nas redes sociais, em pleno debate sobre um controverso projeto de lei de “segurança global”.
O caso surgiu quando o portal na Internet Loopsider publicou imagens que mostram um homem negro, identificado como “Michel” espancado por polícias à entrada de um estúdio de música em Paris.
“Chamaram-me várias vezes negro sujo e deram-me socos”, denunciou a vítima, que apresentou queixa na sede da Inspeção-Geral da Polícia Nacional (IGPN), em Paris.
“Quem tem de me proteger, agride-me. Eu não fiz nada para merecer isso. Só quero que essas três pessoas sejam punidas pela lei”, continuou perante a imprensa.
O ministro do Interior, Gérald Darmanin, vai ser ouvido na segunda-feira pela Comissão de Leis da Assembleia Nacional e já pediu ao chefe da polícia de Paris, Didier Lallement, a suspensão dos agentes em questão.
O procurador de Paris, Rémy Heitz, queria que o IGPN, em posse do dossiê, investigasse o “mais rápido possível”.
“Este é um assunto extremamente importante para mim e que tenho acompanhado pessoalmente desde sábado”, declarou à agência France-Presse (AFP).
De acordo com o relatório consultado pela AFP, os três polícias intervieram no sábado para tentar deter “Michel” por não usar máscara.
“Enquanto o tentamos intercetar, ele arrastou-nos à força para dentro do prédio”, pode ler-se no documento.
Imagens de videovigilância deste estúdio mostram os três agentes a entrar no estúdio, agarrar o homem e, de seguida, a socá-lo, chutá-lo e agredi-lo com cassetetes.
No relatório, a polícia escreveu que o homem os tinha agredido.
Segundo essas mesmas imagens, “Michel” resiste ao recusar ser dominado e depois tenta proteger o rosto e o corpo, sem dar a sensação que tenha tentado atingir os agentes durante a cena que durou cinco minutos.
As pessoas que estavam na cave do estúdio conseguiram então chegar à entrada, fazendo com que a polícia se retirasse e a porta do estúdio fechasse.
Em segida, a polícia tentou forçar a porta e atirou gás lacrimogéneo para o interior.
Depois da detenção, o homem foi inicialmente colocado sob custódia policial como parte de uma investigação por “violência contra uma pessoa que detém autoridade pública” e “rebelião”.
Porém, a procuradoria de Paris encerrou essa investigação e abriu um novo procedimento na terça-feira por “violência cometida por pessoas que detêm autoridade pública” e “falsificação em escritura pública”.
“Se não tivéssemos os vídeos, o meu cliente poderia estar agora na prisão”, afirmou Hafida El Ali, advogada de “Michel” à AFP.
As figuras públicas francesas não demoraram a reagir ao caso nas redes sociais, como os futebolistas Antoine Griezmann e Samuel Umtiti, ambos internacionais franceses que alinham no Barcelona, o primeiro lamentando o país “em mágoa” e o segundo a comentar que “os seres humanos são capazes de fazer coisas desumanas”.
“Nessas imagens, não se trata de uma polícia republicana, mas de uma milícia bárbara fora do controlo”, denunciou o líder do partido de esquerda França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon.
O caso aconteceu depois da aprovação, na terça-feira, pela Assembleia Nacional da proposta de lei “Segurança global”, que suscita fortes críticas de jornalistas, defensores das liberdades e da oposição.
O artigo 24.º, o mais polémico, pune com um ano de prisão e multa de 45.000 euros a divulgação de “imagens faciais ou qualquer outro elemento de identificação” de elementos da polícia de intervenção, quando “atenta” à “integridade física ou mental”.
A lei foi aprovada um dia depois da evacuação brutal de um acampamento de migrantes, na noite de segunda-feira, na Praça da República em Paris.
A procuradoria de Paris abriu duas investigações por suspeitas de “violência” de polícias contra um migrante e um jornalista.
Um total de 1530 funcionários e agentes do Estado que exercem cargos de chefia e função estão em situação irregular no que se refere à declaração de bens prevista na Lei de Probidade Pública nº16/2012, sendo alvos de multas e sujeitos à instauração de processos criminais pela Procuradoria Provincial de Sofala.
O facto foi revelado ontem, na Beira, em conferência de imprensa, pelo porta-voz daquele sector da administração da Justiça, Joaquim Tomo, o qual acrescentou que, neste momento, do universo daquelas personalidades pelo menos 25 já foram vítimas das penas de multas, equivalentes a dois meses de salário.
O Presidente brasileiro negou na quinta-feira (26), ter-se referido à covid-19 como “gripezinha”, afirmando que não há nenhum registo que prove o oposto, apesar de a imprensa ter partilhado pelo menos dois vídeos com esse conteúdo.
“Falei lá atrás que, no meu caso, pelo meu passado de atleta — eu não generalizei — se pegasse a covid-19, não sentiria quase nada. Foi o que eu falei. Então, o pessoal da media falou que eu chamei de ‘gripezinha’ a questão da covid. Não existe um vídeo ou um áudio meu falando dessa forma. E eu falei pelo meu estado atlético, porque eu sempre cuidei do meu corpo. Sempre gostei de praticar desporto”, disse Jair Bolsonaro, na sua transmissão semanal na rede social Facebook.
Contudo, em pelo menos duas ocasiões, o chefe de Estado brasileiro, um dos mais céticos em todo o mundo em relação à gravidade da pandemia, referiu-se publicamente à doença causada pelo novo coronavírus como uma “gripezinha”.
A primeira vez ocorreu em 20 de março deste ano quando, ao conceder uma entrevista no Palácio do Planalto, em Brasília, Bolsonaro afirmou que, depois da facada que sofreu em 2018, durante a sua campanha eleitoral, não seria uma “gripezinha” que o iria derrubar, após comentar a realização de dois testes para deteção da covid-19.
“Depois da facada, não vai ser uma gripezinha que me vai derrubar não, está ok? Se o médico ou o ministro da Saúde me recomendar um novo exame, eu farei. Caso contrário, me comportarei como qualquer um de vocês aqui presentes”, declarou Bolsonaro, depois de ter se submetido a dois testes à covid-19, que resultaram negativo.
Quatro dias mais tarde, num pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão, Bolsonaro pediu o regresso “à normalidade no país” e o fim do “confinamento em massa”, quando a pandemia ainda estava nos seus meses iniciais, acusando ainda a imprensa de espalhar o “pavor” na população.
O chefe de Estado declarou, naquele seu pronunciamento à nação, que se contraísse o novo coronavírus, seria “acometido de uma “gripezinha ou resfriadinho”.
“No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado com o vírus, não precisaria de me preocupar. Nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho. (…) Enquanto estou falando, o mundo procura um tratamento para a doença”, afirmou o Presidente do Brasil, na noite de 24 de março.
Em ambas as ocasiões, as declarações de Bolsonaro foram registadas em vídeo pela imprensa local.
Após Bolsonaro negar, na quinta-feira, que tenha feito tais referências, vários internautas foram às redes sociais partilhar os vídeos em que o Presidente classificou a covid-19 de “gripezinha”.
Durante a transmissão ao vivo nesta quinta-feira, acompanhado do ministro da Educação, Milton Ribeiro, e do secretário de Alfabetização do Ministério da Educação, Carlos Nadalim, Bolsonaro advogou ainda que um “estudo sério” será divulgado sobre a efetividade do uso de máscaras durante a pandemia, frisando que falta “o último tabu a cair”.
“A questão da máscara, não vou falar muito porque ainda vai ter um estudo sério falando da efetividade da máscara — se ela protege 100%, 80%, 90%, 10%, 4% ou 1%. Vai chegar esse estudo. Acho que falta apenas o último tabu a cair”, declarou o mandatário.
O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo maior número de mortos (mais de 6,2 milhões de casos e 171.460 óbitos), depois dos Estados Unidos.
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.422.951 mortos resultantes de mais de 60,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A Argentina registou na quinta-feira (26), 9.043 novos casos de covid-19 e mais 229 mortes nas últimas 24 horas, num dia marcado pelo velório público com dezenas de milhares de pessoas em homenagem ao futebolista Diego Maradona.
Desde o início da pandemia, a Argentina já registou 1.399.341 casos confirmados de covid-19 e um total de 37.941 mortes.
Os mais recentes números do boletim epidemiológico do país da América do Sul surgem num dia marcado pelo velório público realizado em Buenos Aires, onde milhares de pessoas compareceram em homenagem ao ídolo do futebol argentino, Diego Armando Maradona, que morreu na quarta-feira aos 60 anos.
A despedida de ‘El Pibe’ levou a momentos de concentração de pessoas sem distanciamento social, muitos sem máscara,noticia a agência EFE.
Segundo os dados divulgados pelo Ministério da Saúde argentino, a província de Buenos Aires continua a ser o distrito com mais casos confirmados até o momento, 612.748, dos quais 2.589 foram registados na quinta-feira, seguida da capital do país, com 157.571 infeções no total, 344 assinaladas quinta-feira.
Em terceiro lugar está a província central de Santa Fé, com um total de 143.041 positivos, 1.446 conhecidos no último registo.
Segundo fontes oficiais, 1.226.662 pacientes já foram dados como curados, enquanto 3.960 pessoas infetadas com o novo coronavírus continuam internadas em cuidados intensivos.
A percentagem de internados em cuidados intensivos em comparação com as outras doenças é de 56,6% em todo país e de 59,2% em Buenos Aires e na periferia.
Até o momento, já foram realizados 3,77 milhões de testes à covid-19 na Argentina, com uma taxa de 83.194 testes por milhão de habitantes.
O presidente argentino, Alberto Fernández, anunciou em 06 de novembro a manutenção, pelo menos até dia 29, das medidas sanitárias adotadas desde 20 de março para combater a pandemia, embora tenha introduzido mudanças em algumas áreas do país.
A principal aconteceu na região de Buenos Aires, na zona urbana que concentra 15,4 milhões de habitantes e que é a área com maior número de casos em todo o país, mas que nas últimas semanas tem vindo a diminuir a curva de contágio.
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.422.951 mortos resultantes de mais de 60,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
O exército australiano notificou uma dúzia de soldados da sua expulsão como resultado da investigação de alegados crimes de guerra cometidos por soldados durante a sua estadia no Afeganistão, noticiou o canal público de televisão ABC.
Um relatório oficial publicado na semana passada revelou que soldados australianos de elite serão investigados pelo alegado assassinato de 39 civis fora das operações de combate no Afeganistão entre 2005 e 2016.
O documento recomenda que 19 soldados sejam investigados por estes incidentes, nenhum dos quais foi cometido “sob pressão no calor do combate”.
Os soldados expulsos terão duas semanas para recorrer da decisão, informou o ABC, citando fontes do Departamento de Defesa.
Outros membros das Forças Armadas também podem ser expulsos ou sujeitos a sanções disciplinares, noticiaram os meios de comunicação social.
O chefe da Força de Defesa Australiana, Angue Campbell, afirmou na semana passada que o relatório revela “informações credíveis que corroboram 23 incidentes de alegadas mortes ilegais de 39 pessoas por 25 militares das forças especiais australianas”.
Campbell, que pediu desculpa pelos atos cometidos pelas suas tropas, disse que muitos dos incidentes faziam parte dos rituais de iniciação dos novos soldados, acrescentando que os envolvidos também colocaram armas e rádios nos corpos dos civis assassinados como parte daquilo a que ele chamou uma “cultura de competição tóxica” no seio das forças de elite.
Nestas “buscas vergonhosas”, que ocorreram sobretudo em 2012 e 2013, “algumas patrulhas alegadamente tomaram a lei nas suas próprias mãos, infringiram leis, mentiram e mataram prisioneiros”, enquanto “aqueles que queriam falar foram alegadamente desencorajados, intimidados e desacreditados”, disse Campbell.
A Austrália enviou até 1.500 soldados para operações de combate entre 2001 e 2014 no Afeganistão, que foi considerado a maior contribuição militar por qualquer país fora da Aliança Atlântica, e desde então tem mantido pequenos destacamentos militares dedicados à formação e educação.
O Presidente angolano classificou na quinta-feira (26), como racistas posições da ativista (‘revu’) Rosa Mendes, filha do deputado eleito pela UNITA (oposição) David Mendes, sublinhando que o que tem de ser combatido é o mal e não a cor da pele.
João Lourenço, que falava num encontro com jovens em Luanda, abordou o tema após a intervenção da ativista cívica, Rosa Mendes, uma das participantes desta iniciativa, onde estiveram representados vários setores e organizações.
Rosa Mendes, que se aproximou cantando antes de iniciar a sua intervenção perante cerca de uma centena de jovens convidados, lamentou não ter sido possível “enterrar o irmão Inocêncio de Matos”, passados 15 dias da morte do jovem, na sequência de uma manifestação e abordou situações de discriminação que vivem as mulheres.
Além das dificuldades por que passam as mulheres ‘zungueiras’ (vendedoras ambulantes) e empregadas domésticas, que estão excluídas dos apoios sociais, Rosa Mendes apontou ainda “a escravidão moderna do setor privado”, de que disse também ter sido vítima.
“Somos escravizados pelos brancos”, acusou a ativista, lamentando que os membros do movimento revolucionário (‘revus’) em Angola, por terem opinião diferente, não sejam reconhecidos, como disse ser o seu caso.
“Peço como pai que é, ajuda-nos, não nos chamem nomes, não nos tratem como arruaceiros porque somos todos angolanos”, apelou, dirigindo-se a João Lourenço.
Rosa Mendes definiu-se como “uma vítima do sistema”, apesar do empenho na batalha pela democracia.
Em resposta, o Presidente afirmou não ter chamado nomes a ninguém: “Vocês é que se auto intitulam de ‘revus’, se é elogio ou pejorativo cada um tira as suas conclusões”.
João Lourenço disse ainda que “os que lutaram pela liberdade deste país eram revolucionários e orgulharam-se muito disso”, pelo que ser revolucionário não é pejorativo.
“Ninguém condena o que estão a dizer, não é condenável, é um direito vosso”, reforçou, salientando que “a revolução deve ser revolução de ideias”.
O chefe do executivo angolano reprovou, por outro lado, o que considerou como declarações racistas.
“Não apoiamos comportamento de xenofobia e racismo de quem vem dizer que não trabalha com os brancos. Há brancos maus, mas também há pretos maus, há pretos muito maus”, frisou, acrescentando: “o que temos de combater é o mal, e não a cor da pele”.
Quanto ao pedido de intervenção para enterrar Inocêncio de Matos, realçou que não depende da sua autorização.
“Isto é só querer fazer espetáculo, eu sei perfeitamente o que tem ocorrido até aqui e por que razão o malogrado ainda não foi enterrado”, afirmou, questionando a intenção da ativista.
“As autoridades impediram o enterro de Inocêncio de Matos? Isso é falso. Alguém impediu?”, questionou, recordando que fez também todos os esforços para que se realizassem as exéquias do líder da UNITA, Jonas Savimbi.
O Conselho de Ministros nomeou Dino Foi para o cargo de Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS),...
O Chefe do Estado, Daniel Chapo, anunciou a criação da Comissão Interministerial para a reafectação dos recursos humanos, materiais e patrimoniais correspondentes aos extintos...
Durante uma reunião realizada na capital moçambicana, o presidente executivo do Tony Blair Institute (TBI), Tony Blair, sublinhou a abundância de recursos naturais do...
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve um jovem de 30 anos na capital moçambicana, acusado de incitamento à desobediência colectiva.
A detenção ocorreu...