Iniciou ontem (26), na região de Nanjua, distrito de Ancuabe, a distribuição de talhões para 300 chefes de agregados familiares, de um total 1000, deslocadas devido aos ataques dos insurgentes, na região norte e centro da província de Cabo Delgado.
A cerimónia de reassentamento dos deslocados, acolhidos na cidade de Pemba, foi orientada pelo Secretário de Estado em Cabo Delgado, Armindo Ngunga.
Segundo Ngunga, o governo está a fazer tudo ao seu alcance para que o processo de reassentamento esteja concluído antes do início da época chuvosa.
Da reunião do comité técnico de gestão dos deslocados, havida nesta quarta-feira(24), Ngunga foi informado que tinham sido parcelados 1000 talhões em Nanjua, aberto um furo para abastecimento de água, organizado 329 kits de limpeza de Campos agrícolas, um número não especificados de abrigos e cozinha, entre outro material.
Dados recentes indicam que dos 500 mil deslocados que fugiram dos ataques armados dos terroristas, 130 mil estão na cidade de Pemba.
Sete pessoas morreram, quarta-feira, vítimas de descargas atmosféricas que fustigaram os distritos de Manica e Mossurize, na província de Manica.
Das sete vítimas mortais, três são crianças da mesma família, com idades compreendidas entre os três e oito anos. O vendaval, acompanhado de chuvas fortes, trovoadas e descargas atmosféricas, também deixou dezenas de famílias desabrigadas com a destruição de casas e várias outras infra-estruturas.
A informação foi avançada ontem pela governadora de Manica, Francisca Tomás, na 5ª Reunião Anual entre o Governo e organizações não-governamentais que operam na província. Segundo Francisca Tomás, uma equipa multissectorial, envolvendo técnicos de diversas direcções provinciais, está a fazer o levantamento dos danos causados pela intempérie nos dois distritos. O mau tempo seguiu-se a um dia de intenso calor, com temperaturas a rondar os 36 graus centígrados.
Um tribunal da Turquia condenou 337 pessoas na quinta-feira (26), incluindo oficiais e pilotos da Aeronáutica, pela tentativa frustrada de golpe de Estado de 2016 contra o presidente Recep Tayyip Erdogan, no final de um grande julgamento em Ancara.
Todos foram declarados culpados de “tentativa de derrubar a ordem constitucional, tentativa de assassinato do presidente e homicídios voluntários”, segundo um resumo do veredicto, ao qual a AFP teve acesso.
Entre as pessoas condenadas estão pilotos que bombardearam áreas emblemáticas da capital Ancara, como o Parlamento, e oficiais que lideraram a intentona a partir da base militar de Akinci.
Outras 60 pessoas foram condenadas a penas menores, e 75 foram absolvidas, segundo documento.
No total, 475 pessoas eram julgadas neste processo, considerado o mais importante sobre a tentativa frustrada de golpe da madrugada de 15 para 16 de julho de 2016 na base aérea de Akinci, o centro de operações dos militares golpistas.
Já se tornaram conhecidos os dados preliminares da autópsia ao corpo de Diego Armando Maradona, que morreu na quarta-feira (25), na sua casa na Argentina. Os peritos forenses elaboraram um relatório com os dados preliminares sobre a causa de morte de um dos maiores futebolistas do mundo.
No documento a que o jornal Olé teve acesso pode ler-se “insuficiência cardíaca aguda, num paciente com cardiomiopatia dilatada, insuficiência cardíaca congestiva crónica que gerou edema agudo de pulmão”.
O mês de novembro foi difícil para Maradona. Foi internado numa clínica privada de La Plata e depois transferido para a Clínica Olivos, em Buenos Aires, para ser retirado um coágulo que se tinha formado no cérebro.
A cirurgia acabou por correr bem, embora os médicos já esperassem uma difícil recuperação.
Segundo o jornal argentino Olé na manhã desta quarta-feira (25 de novembro) Maradona levantou-se bem e deu uma caminhada, como fazia habitualmente. Depois voltou a deitar-se. De acordo com o diário toda esta rotina foi acompanhada por uma psicólogo, uma psiquiatra e pela enfermeira que seguia a sua recuperação.
Ao meio-dia (hora da Argentina, 15.00 em Portugal Continental) quando o foram acordar para lhe dar a medicação, Maradona já não respondeu. Na sequência do alerta foram enviadas para a casa do antigo futebolista quatro ambulâncias, apesar da rapidez do socorro era demasiado tarde. Já estava morto, conta o Olé.
De acordo com o Clarín a família e as pessoas mais próximas achavam que Maradona andava muito ansioso e nervoso e por isso foi colocada de parte a ideia de o ex-jogador fazer a sua reabilitação em Cuba onde há uns anos fez um tratamento devido à sua dependência da droga.
A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou na quinta-feira (26), que é possível que já estejam disponíveis vacinas contra o coronavírus Sars-CoV-2 antes do Natal no seu país.
“Pode ocorrer que as vacinas cheguem antes do Natal, e nós decidimos que elas estarão à disposição das equipes médicas e sanitárias primeiro”, disse a líder alemã em fala no Bundestag, o Parlamento do país.
Segundo Merkel, a vacina “representa a luz no fim do túnel” da pandemia de Covid-19, mesmo que nos meses de inverno (no hemisfério norte) nem todos ainda tenham sido vacinados e muitos ainda estejam sem a imunização.
Por ser parte da União Europeia, a Alemanha tem acesso a seis acordos firmados com farmacêuticas que têm as vacinas mais adiantadas em testes no mundo. Três delas – AstraZeneca/Universidade de Oxford, Pfizer/BioNTech e Moderna – já entraram com pedido de revisão de dados na Agência Europeia de Medicamentos (EMA).
A chanceler voltou a fazer um apelo para que a população respeite as regras sanitárias impostas pelo governo, que foram prorrogadas até o dia 20 de dezembro, para controlar o avanço da doença.
O Presidente da República sul-africano, Cyril Ramaphosa, condenou ontem a violência xenófoba dirigida contra camionistas imigrantes, que já causou um morto e destruiu pelo menos 32 camiões nos últimos dias.
“Como sul-africanos, não podemos tolerar a ilegalidade sangrenta e estúpida com que a indústria de transportes rodoviários está a ser alvo”, lê-se num comunicado divulgado ontem no sítio oficial de internet da Presidência da República.
“Não podemos tolerar esta perda de vidas e a destruição de propriedade”, adianta o chefe de Estado.
A Presidência da República sul-africana sublinha que Ramaphosa “também está profundamente preocupado” com o impacto da recente onda de violência e vandalismo nas empresas de transporte rodoviário afectadas, bem como com a ruptura económica causada por recentes actos, “justamente quando o país está focado na reconstrução da economia”.
As autoridades sul-africanas encerraram ontem a auto-estrada N12, no leste de Joanesburgo, e que serve de principal rota de ligação com Moçambique, onde dois camiões de Transporte Internacional Rodoviário (TIR) foram incendiados às 6 horas da manhã de ontem.
O incidente foi o mais recente na onda de protestos levada a cabo em todo o país por membros do All Truck Drivers Foundation (ATDF) e da National Truck Drivers Federation (NTDF), que exigem o fim da contratação de camionistas estrangeiros por empresas sul-africanas.
Um camionista de nacionalidade sul-africana, de 45 anos, foi morto a tiro na noite de segunda-feira e pelo menos 32 camiões TIR foram incendiados nas principais auto-estradas da África do Sul nos últimos dias, em resultado da recente onda de violência e vandalismo no país.
O ATDF, que nega o envolvimento dos seus membros nos incidentes de violência, ameaça impedir as empresas de operarem se os camionistas estrangeiros não se demitirem até 1 de Dezembro, segundo a imprensa local.
A organização regional SADC Crossborder Drivers Association) anunciou, por seu lado, a intenção de proibir a circulação “de todos os camiões registados na África do Sul fora das fronteiras do país”.
O economista sul-africano Mike Schussler considera que a actual onda de violência e vandalismo que afecta o sector tem tendência a “destruir” a economia regional da África Austral, sublinhado a dependência da África do Sul do transporte rodoviário de transitários, onde operam várias empresas moçambicanas e portuguesas
Um ex-líder de milícia na República Democrática do Congo foi condenado à prisão perpétua por crimes contra a humanidade, incluindo estupro em massa.
Um tribunal militar condenou Ntabo Ntaberi por assassinato, estupro, escravidão sexual e alistamento de crianças menores de 15 anos.
A decisão veio no final de um julgamento de dois anos em que 178 vítimas testemunharam.
As Nações Unidas disseram que a decisão mostra que “a impunidade não é inevitável”.
“Este veredicto é uma fonte de imensa esperança para as muitas vítimas dos conflitos na RDC: seu sofrimento foi ouvido e reconhecido”, disse Leila Zerrougui, chefe da missão de paz da ONU na RDC.
Ntaberi, também conhecido como Sheka, era um dos líderes de um grupo de milícia chamado Nduma Defense of Congo (NDC), que operava na agitada província oriental de Kivu do Norte.
O leste da República Democrática do Congo há muito tempo é assolado por conflitos, alimentados por divisões políticas e pela abundância de recursos minerais da área.
Houve uma guerra civil na República Democrática do Congo entre 1998 e 2003, mas algumas milícias continuam a lutar e continuam a cometer atrocidades no leste, onde uma missão da ONU está lutando para manter a paz.
As autoridades emitiram um mandado de prisão para Ntaberi pela primeira vez em janeiro de 2011, acusando-o de orquestrar incursões em vilarejos em meados de 2010.
Durante essas incursões, membros do NDC e dois outros grupos de milícia supostamente estupraram cerca de 400 pessoas e mataram quase 300.
Ntaberi fugiu por quase seis anos, mas acabou se rendendo aos soldados da paz da ONU na República Democrática do Congo em julho de 2017.
Ele foi processado junto com três co-réus, incluindo um comandante de outra milícia, que também foi condenado à prisão perpétua por crimes cometidos em Kivu do Norte.
Suas sentenças de prisão foram proferidas no julgamento na cidade de Goma na segunda-feira.
“Estamos satisfeitos com este veredicto, é um forte sinal para outros senhores da guerra”, disse Kahindo Fatuma, um porta-voz que representa as vítimas, à agência de notícias AFP. “As vítimas ficarão um pouco aliviadas.”
Thomas Fessy, um pesquisador da República Democrática do Congo para a Human Rights Watch, disse que a condenação de Ntaberi foi “um passo importante na luta contra a impunidade”.
Dezenas de grupos armados estão ativos no leste da República Democrática do Congo. Uma ramificação do grupo de milícia de Ntaberi ainda opera no leste da República Democrática do Congo com o nome de NDC-Renovated, ou NDC / R.
O ex-chefe de estado nigeriano, tenente-coronel Yakubu Gowon, negou uma acusação feita por um parlamentar britânico de “roubar metade do Banco Central da Nigéria”.
O MP conservador Tom Tugendhat disse no parlamento do Reino Unido na segunda-feira:
“Algumas pessoas vão se lembrar de quando o General Gowon deixou a Nigéria com metade do Banco Central da Nigéria, dizem, e se mudou para Londres”.
Mas, em uma entrevista exclusiva à BBC, o tenente-coronel Gowon questionou a acusação.
“Não sei de onde ele tirou esse lixo, servi diligentemente à Nigéria e meus registros estão à vista de todos”, disse ele.
Depois de deixar o poder em um golpe sem derramamento de sangue em 1975, o tenente-coronel Gowon foi para o Reino Unido e se matriculou na Warwick University como estudante de graduação, onde estudou ciências políticas e relações internacionais.
Ele continuou argumentando que Londres tem uma influência política peculiar porque é o lugar que os ladrões escolhem para lavar o dinheiro roubado.
“Sabemos que hoje, mesmo agora nesta nossa grande cidade, há algumas pessoas que tiraram do povo nigeriano e esconderam aqui os seus ganhos ilícitos.
“Infelizmente, sabemos que nossos bancos foram usados para esses lucros e para essa transferência ilegal de ativos. Isso significa que o Reino Unido está em uma posição quase única em ser capaz de fazer algo para exercer pressão sobre aqueles que roubaram o povo nigeriano. ”
Na década de 1990, os investigadores descobriram que outro presidente nigeriano, Sani Abacha, roubou milhões de dólares em notas bancárias diretamente do Banco Central da Nigéria antes de morrer repentinamente em 1998.
Embora centenas de milhões de dólares tenham sido devolvidos à Nigéria de contas bancárias em lugares como a Suíça e Jersey, o caso ainda está pendente nos tribunais do Reino Unido.
O autoproclamado profeta Shepherd Bushiri e sua esposa Mary foram libertados incondicionalmente por um magistrado na capital, Lilongwe, após sua prisão na quarta-feira.
A África do Sul exigiu a extradição do casal depois que eles escaparam da fiança.
Bushiri e sua esposa foram acusados na África do Sul, onde viviam, de lavagem de dinheiro e fraude. Eles negam as acusações.
A advogada deles, Wapona Kita, pediu ao tribunal que libertasse os dois incondicionalmente, dizendo que sua prisão tinha sido ilegal.
O promotor estadual pediu ao tribunal que permitisse que a polícia mantivesse o casal sob custódia por mais 30 dias para permitir que o governo sul-africano apresentasse formalmente um pedido de extradição.
Kita disse que era ilegal prendê-los antes que a África do Sul fizesse um pedido formal de extradição.
O primeiro-ministro da Etiópia disse na quinta-feira (26) ter dado ordens ao exército para avançar sobre Tigray, no norte do país, na sequência do ultimato de 72 horas para a rendição dos líderes regionais.
A declaração de Abiy Ahmed significa que os tanques e outros armamentos podem agora entrar na cidade de cerca de meio milhão de pessoas.
O governante advertiu que atuará “sem piedade” se os residentes não se afastarem dos líderes de Tigray, ao mesmo tempo que aconselhou a população a “ficar em casa”. “Vamos ter o maior cuidado em proteger os civis”, sublinhou.
O ultimato de 72 horas de Ahmed para que os líderes da Frente Popular de Libertação de Tigray se rendessem terminou na noite de quarta-feira.
As comunicações continuam cortadas em Tigray, o que dificulta a verificação das reivindicações.
Em 4 de novembro, primeiro-ministro etíope lançou uma operação militar na região de Tigray (norte do país), após meses de tensão crescente com as autoridades regionais da Frente Popular de Libertação de Tigray (TPLF, na sigla em inglês).
Desde então, a região tem sido palco de ofensivas militares desencadeadas pelos dois lados, com o disparo de foguetes e de incursões para a captura de localidades.
Mais de 40 mil pessoas abandonaram a região, em direção ao Sudão, e quase 100 mil refugiados eritreus em campos no norte de Tigray ficaram expostos às linhas de fogo.
Horas antes, as Nações Unidas tinham alertado que a escassez se tornou “muito crítica” na região de Tigray, com seis milhões de habitantes.
De acordo com um novo relatório da ONU, o combustível e o dinheiro estão a esgotar-se, estima-se que mais de um milhão de pessoas estejam deslocadas e a alimentação de quase 100 mil refugiados da Eritreia desaparecerá numa semana.
Mais de 600 mil pessoas não receberam, este mês, as rações alimentares das quais dependem para sobreviver.
O Sudão é um dos países mais pobres do mundo e conta com mais de um milhão de refugiados no seu território.
A crise em Tigray ocorre num momento em que o Sudão atravessa uma difícil transição, desde a destituição, em abril de 2019, do antigo Presidente sudanês Omar al-Bashir.
Atualmente liderado por um Governo de transição, as autoridades sudanesas procuram reconstruir a economia do país, prejudicada por décadas de sanções pelos Estados Unidos, que isolaram o Sudão da comunidade internacional e vedaram o acesso a apoios financeiros de instituições internacionais, má gestão pública e conflitos armados sob a liderança de Al-Bashir.
Além destes fatores, o Sudão enfrentou, este ano, severas inundações em grande parte do país e, como o resto do mundo, a pandemia da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2.
O antigo Presidente da República Ramalho Eanes criticou na quinta-feira (26) a “imobilidade preocupante” dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) relativamente à possível resposta da Europa na ajuda aos ataques armados no norte de Moçambique.
“Há uma imobilidade preocupante dos PALOP, que já deviam ter mobilizado a sua ação externa para tentar fazer com que a Europa ajudasse a combater o islamismo radical que ataca o norte de Moçambique”, disse Ramalho Eanes durante uma conferência virtual que decorre esta manhã, organizada pela consultora SAP sob o lema ‘Sustentar o Crescimento Económico no Próximo Normal’.
“Havia uma resposta fácil desde que houvesse força e iniciativa e uma ação de mobilização da Europa e das Nações Unidas, e é muito fácil, havendo forças especializadas e drones, resolver a situação”, acrescentou o antigo chefe de Estado português.
A violência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique, está a provocar uma crise humanitária com cerca de duas mil mortes e 500 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.
A província onde avança o maior investimento privado de África, para exploração de gás natural, está desde há três anos sob ataque de insurgentes e algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo jiadista Daesh desde 2019.
Pelo menos cinco pessoas morreram e 28 ficaram feridas na sequência de um incêndio que deflagrou hoje num hospital privado que tratava doentes com coronavírus na Índia ocidental.
O incêndio foi extinguido pelos bombeiros em 30 minutos. A causa está a ser investigada.
O incêndio começou na unidade de cuidados intensivos do Hospital Uday Shivanand que estava a tratar 33 doentes com coronavírus.
Segundo a agência noticiosa Press Trust of India, o incêndio deflagrou na unidade de cuidados intensivos do hospital. Em agosto, um incêndio matou oito doentes com coronavírus num hospital em Ahmedabad, outra cidade no estado de Gujarat.
Moçambique registou, nas últimas 24 horas, mais 165 casos positivos do novo coronavírus, que elevam o total para 15.467, mantendo-se com 128 óbitos, anunciaram as autoridades de saúde.
De acordo com um comunicado do Ministério da Saúde, a cidade de Maputo registou o maior número de casos, 119.
O documento anuncia ainda que mais 61 pessoas foram dadas como recuperadas, e, assim, o país contabiliza um total de 13.520 consideradas recuperadas (87% dos casos).
Com um total de 1.597 registos, a cidade de Maputo concentra a maioria dos 1.815 casos ativos.
Desde o anúncio do primeiro caso, em 22 de março, Moçambique testou cumulativamente 227.185 casos suspeitos, dos quais 1.423 nas últimas 24 horas.
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.422.951 mortos resultantes de mais de 60,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Em África, há 50.628 mortos confirmados em mais de dois milhões de infetados em 55 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
O Hospital Central de Maputo (HCM), a maior unidade de saúde de Moçambique, queixa-se de uma “enorme sobrecarga” devido à covid-19, e uma fonte oficial disse serem “necessários mais profissionais de saúde”.
“A covid-19 implicou muita reinvenção e renovação na forma como estamos a trabalhar e também, com certeza, uma enorme sobrecarga para os profissionais de saúde e enorme utilização dos recursos que são postos à nossa disposição”, declarou Mouzinho Saíde, diretor-geral do HCM.
O responsável falava à margem do primeiro Conselho Geral da unidade hospitalar, em Maputo, para analisar o desempenho da instituição e perspetives para o futuro.
Segundo Mouzinho Saíde, o novo coronavírus obrigou o HCM a “redobrar” esforços para a criação de serviços adequados à pandemia, reforçar equipas e melhorar infraestruturas.
O dirigente considerou que tudo foi multiplicado “várias vezes”: a frequência de utilização de aparelhos, o uso de equipamentos de proteção individual ou a procura por outro tipo de recursos.
Além da covid-19, o HCM apontou ainda a falta de recursos humanos e deficientes infraestruturas como desafios prementes, e restrições no orçamento como um fator que contribui para a falta de profissionais de saúde.
“Os recursos humanos ainda carecem de melhoria: há necessidade de ter mais médicos e enfermeiros, por exemplo. A ambição existe, mas o orçamento também é restrito. Mesmo que a gente faça o nosso plano, este não será aprovado a 100% porque há essa restrição orçamental”, afirmou Nico Bernardo, chefe do departamento central de Planificação e Estatística do HCM.
“Existem várias especialidades que só tem um médico” para atender todos os pacientes, lamentou.
O novo coronavírus infetou, desde o anúncio do primeiro caso, em 22 de março, um total de 15.467 pessoas, das quais 128 morreram e 13.520 (87%) são dadas como recuperadas em Moçambique.
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.422.951 mortos resultantes de mais de 60,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
O Governo deverá gastar nos próximos cinco anos pouco mais de oito mil milhões de Meticais, para o pagamento de pensões a trabalhadores afectados pelo processo de saneamento resultante da reestruturação em curso em 13 empresas públicas, abrangidas pela Lei 3/2018.
De acordo com dados revelados nesta quinta-feira no parlamento, pelo Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, o processo vai culminar com reformas antecipadas de um total de 3200 trabalhadores, que vão engordar a despesa pública, em cerca de 1.5 mil milhões de Meticais.
Segundo Maleiane em termos concretos o Governo terá de desembolsar “(1,484,361,876) mil quatrocentos e oitenta e quatro milhões, trezentos sessenta e um mil, oitocentos e setenta e seis Meticais, para fazer face ao pagamento das pensões dos 3200 funcionários das 13 empresas públicas”.
Para acomodar os direitos do grupo de trabalhadores em causa, o Governo recebeu ontem do parlamento, luz-verde para, através de um Decreto-Lei que estabelece as normas que regem a Aposentação Obrigatória de Trabalhadores do Sector Empresarial do Estado.
Através do Decreto, o Governo vai proceder à racionalização da força de trabalho em resultado de processo de reestruturação das empresas e “construir e disponibilizar as reservas matemáticas necessárias para se garantir o pagamento das pensões a atribuir ao pessoal a aposentar, cujas contas iniciais apontam para 3200, só no caso das 13 empresas já em processo de reestruturação.
“A autorização legislativa visa proteger os direitos adquiridos pelos trabalhadores que são abrangidos pelo regime de previdência social dos funcionário se agentes do Estado e pelo processo de reestruturação dos serviços” explicou Maleiane.
Através da autorização legislatura recebida ontem, o Governo deverá harmonizar a situação dos trabalhadores abrangidos pelo saneamento, uma vez que, segundo consta, uma parte está inscrita no sistema de previdência social do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) e outra, no que é provido pelo Estado, o que se traduz em condições diferenciadas nos direitos.
“Teremos de criar as mesmas condições para aqueles que vão sofrer o processo de saneamento através da reestruturação” disse o ministro.
Recorde-se que de entre as empresas reestruturadas constam as Telecomunicações de Moçambique/Moçambique Celular (TDM/Mcel), LAM, PETROMOC, SEMOC, MEDIMOC, Transmarítima, Complexo Agro Industrial de Chókwè e Empresa Estatal de Farmácias (FARMAC).
Duas pessoas ficaram feridas, uma delas com gravidade, em consequência de mais um ataque atribuído à Junta Militar da Renamo, esta quinta-feira (26), na região de Dombe, em Manica. As vítimas faziam-se transportar numa viatura pertencente a uma organização não-governamental, parceira do sector da Saúde.
A incursão armada aconteceu por volta das 14h00. A viatura foi metralhada na aldeia de Seventine, a poucos quilómetros da sede do posto administrativo de Dombe.
Os dois sobreviventes foram socorridos para o Posto de Saúde de Dombe, mas uma das vítimas – motorista da carrinha – foi transferida para o Hospital Provincial de Chimoio, devido à gravidade dos ferimentos.
Segundo testemunhas, a viatura ligeira transportava funcionários, agentes comunitários e voluntários que trabalham na área de saúde, afectos a uma organização não-governamental Jhpiego.
Este foi o segundo ataque em menos de uma semana na mesma zona.
A construção de um gasoduto em Moçambique é a opção mais viável para que o mercado doméstico receba o gás do Rovuma, norte do país, refere o “Estudo do Pipeline Palma-Maputo”, aprovado esta semana pelo Conselho de Ministros e a que a Lusa teve acesso.
O estudo, elaborado pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia (Mireme), defende que um gasoduto “é a opção que satisfaz o desafio de desenvolvimento de infraestruturas de distribuição de gás pela extensão do país”, sendo que as reservas sub-oceânicas do Rovuma, no extremo norte, estão a cerca de dois mil quilómetros da capital, Maputo, no extremo sul.
O custo da infraestrutura está avaliado em cinco mil milhões de dólares (cerca de 4,2 mil milhões de euros), indica a avaliação.
A opção serviria a fase de média aelevada procura de gás natural liquefeito (GNL, na sigla inglesa) no mercado moçambicano e da África Austral, acarretandoinvestimentos elevados, mas com custos operacionais baixos.
Por outro lado, geraria um número elevado de empregos durante a construção, mas criaria poucos postos de trabalho na fase de operação.
Nas conclusões da avaliação, o Mireme propõe que o processo de planificação do gasoduto que vai ligar o distrito de Palma, província de Cabo Delgado, norte do país, e Maputo, sul, decorra entre 2024 e 2035, e a operacionalização do projeto se efetive entre 2035-2040 – sendo que o processamento de gás arranca em 2022 só em alto mar e dois anos depois em terra.
“Deverá ser considerado o desenvolvimento faseado das infraestruturas de transporte de gás por forma a mitigar o risco de investimento e permitir o desenvolvimento do mercado de gás natural em Moçambique e na região [da África Austral]”, lê-se no documento.
O estudo avalia outras duas opções de transporte de gás natural liquefeito: uma através de camiões e outra por navios.
O transporte por camiões é viável em todas as fases, mas só se mostra eficaz para conduzir GNL “nas regiões onde se localizam-se os ‘hubs'” nos portos de Nacala, norte, Beira, centro, e Maputo.
A opção pelo transporte terrestre iria movimentar 45 camiões no início da operação e um máximo de 580 camiões no pico.
O Mireme alerta, contudo, que “esta opção não responde ao desafio do gás ao longo do país”.
A opção de transporte por navios é adequada para as primeiras fases de desenvolvimento do GNL, representa alto risco ambiental e é caracterizado por investimentos e custos operacionais médios.
O estudo considera que a via marítima “responde ao desafio de distribuição do gás natural à extensão do país através dos ‘hubs’ de Nacala, para a zona norte, Beira, para centro, e Maputo, para a zona sul e seria uma solução transitória”.
Cada navio (Unidade de Receção, Armazenamento e Regaseificação de LNG) teria um custo de 180 milhões de dólares (mais de 151 milhões de euros).
A análise do Mireme apresenta um estudo de mercado com três cenários: baixa demanda, média demanda e alta demanda.
O “Estudo do Pipeline Palma-Maputo” é justificado com a necessidade de estabelecimento das “principais opções estratégicas para o desenvolvimento de infraestruturas que promovam a adição de valor nas áreas próximas de exploração e distribuição de gás natural na extensão do país”.
Por outro lado, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) “está a desenvolver um estudo de mercado e de infraestruturas de gás, com vista a identificar projetos âncora” que possam ser financiados pela banca nos principais corredores de desenvolvimento da região.
O impacto negativo que a pandemia de covid-19 teve na resposta global contra o VIH/SIDA pode causar entre 68 e 148 mil mortes “adicionais” em todo o mundo entre 2020 e 2022, refere hoje um relatório das Nações Unidas.
As informações do Programa Conjunto da ONU sobre o VIH/SIDA (ONUSIDA) indicam que os problemas endémicos na resposta à doença – que causou 690 mil mortes em 2019 – contribuírampara que o vírus SARS-CoV-2 se propagasse mais rapidamente em 2020.
“A insuficiência na inversão das ações contra o VIH e outras pandemias deixaram o mundo exposto ao covid-19”, sublinha o documento alertando que “se os sistemas sanitários e redes de segurança social fossem mais fortes, o planeta teria estado melhor posicionado para travar o novo coronavírus”.
O relatório prevê um aumento entre 123 e as 293 mil novas infeções de VIH entre 2020 e 2022 (em 2019 registou-se 1,7 milhões de infeções) e reconhece que “num ano tão difícil” não vão ser cumpridos os objetivos da luta contra a SIDA encaminhados para que a doença deixe de ser uma ameaça à saúde pública a partir de 2030.
“Os progressos dos últimos anos estão ameaçados em muitos países, com os serviços contra o VIH interrompidos e as cadeias de abastecimento cortadas”, assinalou a diretora da ONUSIDA, Winnie Bynyimana apresentação do relatório em Genebra.
Bynyima, do Uganda, sublinhou que “o mundo mudou nos últimos meses, um mundo em que o covid-19 agravou as desigualdades que outra pandemia – VIH/SIDA- também já tinhagerado”.
O relatório urge os governos a aprenderem a lição de que a falta de investimento na saúde causou nas sociedades por causa do covid-19 e que os mesmos ensinamentos devem ser aplicados nas respostas contra o VIH/SIDA.
“Vemos agora o forte vínculo que existe entre a nossa saúde e a economia mundial”, acrescentou Byanyima.
A responsável máxima da ONUSIDAexplicou que, especialmente nos primeiros meses de 2020, registou-se uma “importante” queda no número de pacientes diagnosticados (cerca de 50%) com VIH e que correspondeu à interrupção dos diagnósticos em virtude da atenção médica aos doentes com SARSCoV-2.
Alguns países conseguiram recuperar a situação e “algumas brechas foram fechadas” mas, afirmou, “ainda existem interrupções em alguns serviços e um travão sobre os progressos alcançados nos anos anteriores”.
Byanyima recordou que cerca de 12 milhões de pessoas afetadas pelo VIH/SIDAnão recebem tratamento (de um total mundial de 40 milhões) e que os níveis de discriminação e estigmatização dos pacientes são ainda muito elevados.
A ONU SIDAestabelece no mesmo documento, objetivos para a luta contra o VIH/SIDA destacando-se o objetivo de se alcançar até 2025 uma cobertura sanitária de 95% em comunidades de alto risco de contágio de VIH e reduzir 10% o número de países onde ainda existem leis discriminatórias contra os portadores do vírus.
O antigo Presidente da República Ramalho Eanes criticou na quinta-feira (26), a “imobilidade preocupante” dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) relativamente à possível resposta da Europa na ajuda aos ataques armados no norte de Moçambique.
“Há uma imobilidade preocupante dos PALOP, que já deviam ter mobilizado a sua ação externa para tentar fazer com que a Europa ajudasse a combater o islamismo radical que ataca o norte de Moçambique”, disse Ramalho Eanes durante uma conferência virtual que decorre esta manhã, organizada pela consultora SAP sob o lema ‘Sustentar o Crescimento Económico no Próximo Normal’.
“Havia uma resposta fácil desde que houvesse força e iniciativa e uma ação de mobilização da Europa e das Nações Unidas, e é muito fácil, havendo forças especializadas e drones, resolver a situação”, acrescentou o antigo chefe de Estado português.
A violência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique, está a provocar uma crise humanitária com cerca de duas mil mortes e 500 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.
A província onde avança o maior investimento privado de África, para exploração de gás natural, está desde há três anos sob ataque de insurgentes e algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico desde 2019.
A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC/FICV) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Motorista. Saiba mais.
A Central Térmica de Ressano Garcia, SA (CTRG) pretende admitir para o seu quadro de pessoal um Director de Risco & Compliance. Saiba mais.
Vagas de emprego ainda abertas
A Reencontro – Associação Moçambicana para o Apoio e desenvolvimento da Criança órfã, com sede em Maputo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor Júnior de TIC. Saiba mais.
A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Assistentes Estagiários de Engenharia de Construção Civil. Saiba mais. Saiba mais.
A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Estagiário de Economia Monetária e Seguros. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para seu cliente, um Operador de Empilhadeira. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Coordenação da Resposta Humanitária. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Docentes N3 (Matola). Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Docentes N4 (Matola). Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – Biologia. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – História. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – Português. Saiba mais.
A RHDC Consultoria & Serviços Lda – RHDC, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Oficiais Distritais de Mobilização Comunitária. Saiba mais.
A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC/FICV) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Água, Saneamento e Higiene. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF), no âmbito das suas actividades pretende recrutar um (1) Ponto Focal Clínico da Unidade Sanitária. Saiba mais.
A ABEVAMO, organização Comunitária de Base( OCB), Financiada pela USAID, iniciativa voltada para as populações chave, pretende contratar para o quadro do seu pessoal um (1) Contabilista. Saiba mais.
A ABEVAMO, organização Comunitária de Base( OCB), Financiada pela USAID, iniciativa voltada para as populações chave, pretende contratar para o quadro do seu pessoal um (1) Assistente de Dados. Saiba mais.
O Conselho de Ministros nomeou Dino Foi para o cargo de Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS),...
O Chefe do Estado, Daniel Chapo, anunciou a criação da Comissão Interministerial para a reafectação dos recursos humanos, materiais e patrimoniais correspondentes aos extintos...
Durante uma reunião realizada na capital moçambicana, o presidente executivo do Tony Blair Institute (TBI), Tony Blair, sublinhou a abundância de recursos naturais do...
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve um jovem de 30 anos na capital moçambicana, acusado de incitamento à desobediência colectiva.
A detenção ocorreu...