O adiamento por um ano dos Jogos Tóquio2020 devido à pandemia pode custar mais 1,6 mil milhões de euros em relação ao orçamento inicial de 10,7 mil milhões de euros, um aumento de 15%, segundo os media nipónicos.
Os organizadores dos Jogos Olímpicos decidirão oficialmente o montante deste aumento em meados de dezembro, após discussões com o governo japonês e a cidade de Tóquio, informou o jornal Yomiuri Shimbun, citando fontes anónimas encarregadas da organização dos Jogos.
O maior evento desportivo do mundo foi adiado devido à pandemia do novo coronavírus. O seu início está agora previsto para 23 de julho de 2021.
O atraso resultou numa multiplicidade de novos custos, que vão desde a necessidade de fazer novas reservas até à manutenção do pessoal encarregue da organização.
As recentes novas vagas da epidemia, que afetam muitos países, levantaram dúvidas sobre a possibilidade de o evento ter lugar em 2021, mas os organizadores dizem que será seguro.
Pelo menos 30 integrantes das forças de segurança do Afeganistão morreram no domingo (29), num ataque com carro-bomba numa base militar. Um dos atentados mais violentos dos últimos meses no país.
O ataque aconteceu nas proximidades da cidade de Ghazni, capital da província de mesmo nome, que é cenário frequente de combates entre os talibãs e as forças do governo.
O atentado foi executado no momento em que o governo e os talibãs estão em negociações de paz para tentar acabar com a guerra, que provocou dezenas de milhares de mortes no país em quase duas décadas.
“Trinta corpos e 24 feridos foram transportados para o hospital. Todos são integrantes das forças de segurança”, afirmou à AFP Baz Mohammad Hemat, diretor do hospital geral de Ghazni.
O porta-voz do ministério do Interior, Tariq Arian, afirmou que um terrorista detonou um veículo repleto de explosivos.
“O agressor entrou com um veículo Humvee na base e o detonou”, disse à AFP o porta-voz do governador de Ghazni, Wahidullah Jumazada.
Até o momento nenhum grupo reivindicou o ataque.
O atentado de Ghazni aconteceu poucos dias depois das explosões de duas bombas que mataram 14 pessoas na histórica cidade de Bamiyan, o que acabou com anos de calma nesta cidade isolada, famosa por seu patrimônio budista.
Onda de violência
Em outro atentado com carro-bomba neste domingo, um civil morreu e 20 ficaram feridos na cidade de Qalat (sul), na província de Zabul, afirmou à AFP o chefe de polícia provincial, Hekmatullah Kochi.
O ataque tinha como alvo o veículo do chefe do conselho provincial de Zabul, Atta Jan Haqbayan, que ficou ferido.
A violência no Afeganistão aumentou desde o início das negociações de paz em 12 de setembro em Doha, capital do Catar.
Nas últimas semanas, vários atentados mataram mais de 50 pessoas em Cabul, incluindo duas ações contra centros de ensino e um ataque com foguetes.
Os três ataques de Cabul foram reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI), mas as autoridades afegãs culparam os talibãs, que negaram qualquer envolvimento.
Os talibãs atacam quase diariamente as forças afegãs, apesar da participação nas negociações de paz.
As conversações foram bloqueadas por disputas sobre a agenda, o âmbito das discussões e as interpretações religiosas, mas um acordo foi alcançado em todas as questões, segundo fontes que acompanham o processo.
O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, pediu “negociações aceleradas” durante uma visita a Doha na semana passada, durante a qual se reuniu com negociadores do governo afegão e dos talibãs.
O Pentágono anunciou no início do mês que em breve deve retirar quase 2.000 soldados do Afeganistão, acelerando a agenda para uma retirada total até maio de 2021, segundo o que foi estabelecido com os talibãs em um acordo separado assinado em fevereiro.
Numa entrevista à agência EFE, a presidente do Comité Económico e Social Europeu lembra que os empresários podem decidir com quem assinam um contrato, mas defende que a vacina não deverá ser obrigatória.
A presidente do Comité Económico e Social Europeu (CESE), Christa Schweng, admitiu a possibilidade de uma empresa se negar a contratar um trabalhador que se recuse a ser vacinado contra a covid-19.
“Como empresário, posso decidir com quem assino um contrato”, afirmou a austríaca Christa Schweng em entrevista à agência de notícias espanhola Efe.
No entanto, para a presidente da CESE, órgão consultivo da União Europeia que emite orientações às instituições comunitárias em representações de empresários, trabalhadores e organizações da sociedade civil, a vacina não deverá ser obrigatória.
“O trabalhador pode decidir se quer trabalhar ou não e no caso em que lhe seja exigida a vacina para poder assinar um contrato, ainda que se teria de ver se um empresário quer apenas pessoas vacinadas na sua empresa. Não sei o que farão”, ressalvou.
Três pessoas morreram e quatro continuam desaparecidas em resultado de chuvas acompanhadas de ventos fortes que fustigam a ilha de Sardenha, na Itália, noticiou o jornal local Corriere della Sera.
O mau tempo deixou rastro de caos e destruição na comunidade de Bitti que se encontra assolada desde a noite de sexta-feira, escreve o Notícias ao Minuto.
Rios galgaram as margens, estradas transformaram-se em lagos e vilas foram evacuadas em consequência da tempestade.
Nas redes sociais foram publicadas fotografias e vídeos onde é possível perceber a força das águas que se movem a uma grande velocidade e que levam consigo os destroços que criaram.
De acordo com as autoridades locais, o mau tempo é esperado até à manhã deste domingo.
Para o combate ao terrorismo em Cabo Delgado e na República Democrática do Congo, está em curso a criação de um Centro Regional de Combate ao Terrorismo e espera-se que já esteja operacional em 2021. A informação foi avançada pela secretária executiva da SADC.
A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral considera que os ataques terroristas que afectam Moçambique, a República Democrática do Congo e nos últimos tempos a Tanzânia podem se alastrar para outros países da região se não forem decisivamente combatidos.
“O Centro será gerido por profissionais e peritos […], e facilitará uma vigilância eficaz e intervenções atempadas pela Região”, lê-se no discurso de abertura da Cimeira Extraordinária da Troika da SADC e dos países contribuintes com as tropas para a brigada de intervenção ao terrorismo na República Democrática do Congo e na República de Moçambique, dirigido pela secretaria executiva Stergomena Lawrence.
O evento decorre em Botswana e tem como objectivo a partilha de dados dos serviços de informações, assim como uma compreensão clara do tipo de assistência que a região pode dar aos Estados-membros directamente afectados pelos ataques terroristas.
“A partilha de tais informações permitirá à região implementar respostas concertadas e eficazes, como consagrado no Pacto de Defesa Mútua da SADC”, lê-se no dicurso.
Na busca por estratégias de combate ao terrorismo, em Outubro último decorreu uma reunião Extraordinária do Subcomité de Segurança de Estado para avaliar a ameaça terrorista na região.
O relatório do Comité foi analisado pelos Clusters de Defesa e Segurança e pelo Comité Ministerial do Órgão durante uma reunião Extraordinária, realizada na última quinta-feira.
O relatório do Comité Ministerial do Órgão e as respectivas recomendações, que se destinam a reforçar a cooperação regional na prevenção e no combate ao terrorismo e as ameaças à segurança na região serão apresentados para apreciação durante a presente Cimeira.
A decisão do Executivo resulta da anulação, pelo Tribunal Administrativo da Cidade de Maputo, do concurso internacional de marcação de combustíveis por alegadas irregularidades cometidas durante o processo.
No dia 16 de Novembro passado, o Tribunal Administrativo da Cidade de Maputo notificou o Ministério dos Recursos Minerais e Energia, e outras partes interessadas, sobre a anulação do concurso internacional de marcação de combustíveis, lançado em Junho deste ano para efeitos de apuramento da empresa que vai, nos próximos tempos, prestar ao Estado serviços de mediação e controle de qualidade dos combustíveis em comercialização no país, com a previsão do fim do contrato actualmente em curso com a empresa suiça SICPA, SA.
Participaram no concurso internacional quatro empresas, uma das quais, após a abertura das propostas técnicas recorreu ao tribunal contestando a alegada ineficácia do mesmo. Tendo em conta que o contracto com o actual provedor deste serviço termina no dia 30 deste mês, o Executivo decidiu assumir a marcação de combustíveis enquanto o assunto estiver na justiça administrativa.
Sobre o argumento do recurso, é público o seguinte: “julgamos que todos os procedimentos que feitos foram correctos, mas o julgamento disso vai ser feito pela entidade competente, que vai decider sobre o recurso”, explica o inspector-geral do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, acrescentando que enquanto a justiça não decidir, “o Governo chamou a si a responsabilidade de fazer a marcação de combustível, bem como fazer a respectiva fiscalização, para proteger os interesses superiorres do Estado”.
A decisão obriga o Governo a mobilizar tecnologia, recursos financeiros e humanos para fazer a marcação de combustíveis. Estas condições, o inspector do Ministério dos Recursos Minerais e Energia assegura que estarão criadas até 01 de Dezembro.
“Meios e recursos humanos na verdade já existem, porque em algum momento” o processo “era feito por recursos humanos que faziam parte do Governo e esses vão continuar a fazer o trabalho”, terminou a fonte.
A marcação de combustíveis tem por objectivo combater o contrabando deste recurso e velar pela sua qualidade.
Mais 600 quilogramas de caranguejos de mangal foram apreendidos neste fim-de-semana, em pleno período de veda, na cidade da Beira, em Sofala. É a segunda vez, numa semana, que quantidade semelhante é confiscada e, de novo, as pessoas envolvidas no acto fugiram.
De acordo com César Mapossa, chefe da fiscalização do sector de pesca em Sofala, os fiscais dos Serviços Provinciais das Actividades Económicas em Sofala, em parceria com os membros do Conselho Comunitário de Pescas, apreenderam os caranguejos em alusão na zona da praia denominada “casa partida”.
As autoridades suspeitam que a captura tenha ocorrido no mangal do Rio Maria, na cidade da Beira, em pleno período de veda para efeitos de reprodução. “Este facto ocorreu próximo do local onde no domingo da semana passada apreendemos cerca de 500 quilos de outros caranguejos. Neste momento decorrem investigações para determinar o local exacto onde a captura” explicou.
Tal como na semana passada, os caranguejos foram devolvidos ao mangal mas alguns já estavam mortos, devido, provavelmente, ao longo período que permaneceram fora do seu habitat natural. Os fiscais acreditam que os mesmos tenham sido capturados há mais de quatro dias e que os pescadores não estavam a encontrar formas para despistar os fiscais.
“Há muita violação, mas nós estamos atentos daí que temos estado a interceptar os pescadores” que colocam “em causa a reprodução do caranguejo. A veda visa garantir a desova, mas a ganância pelo dinheiro leva alguns pescadores a fazerem-se aos mangais para captura. Uma embarcação que transportava estes caranguejos foi apreendida e os pescadores, tal como na semana passada, fugiram”, afirmou César Mapossa.
AS autoridades policiais da província de Maputo detiveram na noite do dia (27), em Beluluane, 28 indivíduos indiciados de incumprimento das medidas de prevenção da Covid-19, consumo de álcool e prostituição na via pública.
Dois casais serão processados criminalmente depois que foram encontrados em flagrante a praticar actos sexuais na via pública, nas proximidades do mercado, disse hoje Carmínia Leite, porta-voz da Polícia da República de Moçambique, na província de Maputo.
Leite explicou que outras 22 pessoas (15 mulheres e 9 homens) foram recolhidos às celas para serem “sensibilizados” sobre as medidas de prevenção do novo coronavírus. Os indivíduos em causa estavam a consumir bebidas alcoólicas em locais ora proibidos, não usavam de máscaras e muito menos observavam o distanciamento físico entre elas. A polícia disse que a operação foi realizada entre as 22 horas e 23:50 horas de ontem, em resposta a uma denúncia sobre a prática de actividades ilícitas nos mercados da Matola-Rio e Beluluane.
“Acções idênticas poderão ser feitas em outros mercados de modo a desencorajar a prática da prostituição e fazer cumprir as normas emanadas para a situação de calamidade pública no país, causada pela pandemia da Covid-19” sublinhou. Leite contou que durante a operação, nove estabelecimentos comerciais foram obrigados a encerrar as portas por venda de bebidas alcoólicas.
O governo regional do Tigré disse no sábado (28) que as forças do governo etíope estão a conduzir uma ofensiva militar para capturar a capital regional, Mekelle.
A Reuters reporta que, numa mensagem de texto para a agência de notícias Debretsion Gebremichael, o líder da Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF), disse que Mekelle estava sob “pesado bombardeio”.
A agência de notícias francesa AFP disse que trabalhadores humanitários confirmaram fortes bombardeios na capital do Tigré.
A Reuters também cita Billene Seyoum, porta-voz do gabinete do primeiro-ministro etíope, dizendo que as forças etíopes não “bombardeariam” áreas civis, acrescentando que “a segurança dos etíopes em Mekelle e na região do Tigré continua como prioridade para o governo federal”.
Na sexta-feira, a agência de notícias da Etiópia disse que as forças etíopes avançavam em várias cidades próximas à capital regional do Tigré.
O tenente-general Hassan Ibrahim disse em comunicado na sexta-feira que as forças federais capturaram Wikro “e vão controlar Mekelle em alguns dias”.
Não houve confirmação independente das reivindicações do governo. As conexões de telefone e internet para a região caíram desde o início da ofensiva militar do governo no início de novembro.
Enquanto isso, o primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, após uma reunião com enviados da União Africana, descartou mais uma vez negociar com líderes da região de Tigré.
Abiy encontrou-se na sexta-feira em Addis Abeba com três enviados da UA – os ex-presidentes Ellen Johnson Sirleaf da Libéria, Joaquim Chissano de Moçambique e Kgalema Motlanthe da África do Sul.
Uma declaração emitida após a reunião disse que Abiy apreciou o compromisso dos enviados da UA “com o princípio das soluções africanas para os problemas africanos.” Ele disse que o seu governo estava comprometido com a “proteção e segurança de civis”, mas não fez menção de manter negociações com a TPLF.
Abiy, que ganhou o Prémio Nobel da Paz no ano passado por encerrar um impasse de duas décadas com a Eritreia, anunciou uma ofensiva militar contra o governo regional em Tigré em 4 de novembro, dizendo que era em resposta a um ataque das forças de Tigré contra uma base militar do governo. Acredita-se que milhares de pessoas foram mortas desde então.
Mais de 43.000 refugiados fugiram para o Sudão.
O Comité de Resgate Internacional disse na sexta-feira que está extremamente preocupado com um desastre humanitário iminente, observando que meio milhão de pessoas vivem na capital regional do Tigré, Mekelle.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, enfatizou na sexta-feira a necessidade de garantir a proteção de civis, direitos humanos e acesso à ajuda, de acordo com o porta-voz da ONU Farhan Haq.
Um comunicado do Vaticano na sexta-feira disse que o Papa Francisco renovou o apelo pelo fim do conflito e pelo diálogo político para resolvê-lo. O Papa apelou a ambos os lados pela proteção de civis.
O projectado Presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, deu a conhecer a equipa de comunicações na Casa Branca exclusivamente integrada por mulheres.
“Comunicar-se directa e verdadeiramente com o povo americano é um dos deveres mais importantes de um Presidente e esta equipa será incumbida da tremenda responsabilidade de conectar o povo americano à Casa Branca”, disse Biden em umcomunicado à imprensa divulgado no domingo, 29.
Biden acrescentou que esses “comunicadores qualificados e experientes trazem perspectivas diversas para seu trabalho e um compromisso compartilhado para reconstruir este país melhor”.
A secretária de Imprensa, que funciona como porta-voz do Presidente será Jen Psaki, de 41 anos, que já ocupou vários cargos de alto nível, inclusive o de directora de comunicações da Casa Branca durante a Administração Barack Obama.
A directora de comunicações será Kate Bedingfield, que foi vice-directora de campanha de Biden e directora de comunicações de Biden, quando ele era vice-presidente.
Por seu lado, a vice-presidente eleito Kamala Harris terá como directora de comunicações Ashley Etienne e a porta-voz principal será Symone Sanders.
Entre as outras nomeações, Pili Tobar foi vai ser vice-diretora de comunicações da Casa Branca, enquando Karine Jean Pierre será a vice-directora principal de imprensa.
Elizabeth Alexander ocupará, por sua vez, a direcção de comunicações da futura primeira-dama, Jill Biden.
A transição de Joe Biden para a Presidência começou oficialmente na semana passada, depois a agência governamental de adminsitração o declarou “aparente vencedor “da eleição presidencial de 2020, apesar do Presidente Donald Trump continuar a dizer que houve fraude generalizada, embora nenhum tribunal ou Governo de Estado tenha aceite as suas alegadas provas.
Biden já revelou o nome do secretário de Estado, Anthony Penksy, e a equipa de segurança nacional, bem como a secretária do Tesouro.
Moradores do estado de Borno, no nordeste da Nigéria, enterraram, neste domingo, 43 agricultores mortos num ataque de supostos militantes islâmicos enquanto as forças de segurança procuravam dezenas de pessoas que ainda estão desaparecidas.
Cerca de 30 dos homens mortos também foram decapitados no ataque, que começou na manhã de sábado, 28, na vila de Zabarmari, no nordeste do estado de Borno. Moradores disseram que cerca de 70 pessoas foram mortas.
Embora nenhum grupo tenha assumido a responsabilidade, tais massacres foram cometidos no passado pelo Boko Haram ou pela Província do Estado Islâmico da África Ocidental (ISWAP).
Ambos atuam na região, onde militantes islâmicos mataram pelo menos 30 mil pessoas, na última década.
O presidente Muhammadu Buhari condenou as mortes e disse que “o país inteiro está ferido”.
Um residente e a Amnistia Internacional disseram que 10 mulheres estavam desaparecidas.
O governador do estado de Borno, Babagana Zulum, falando nos funerais, pediu ao governo federal que recrute mais soldados, membros da Força-Tarefa Civil Conjunta e combatentes da defesa civil para proteger os agricultores da região.
Ele descreveu o desespero que as pessoas enfrentam. “Por um lado, eles ficam em casa, podem ser mortos pela fome e pela inanição; por outro, vão para suas fazendas e correm o risco de serem mortos pelos insurgentes”.
Os preços dos alimentos na Nigéria aumentaram dramaticamente no último ano, impulsionados por cheias, encerramento de fronteiras e insegurança em algumas áreas.
Dave Prowse, o ator britânico por trás da máscara negra ameaçadora do vilão de Star Wars (Guerra das Estrelas) Darth Vader, morreu, neste domingo, 29, disse o seu agente Thomas Bowington.
“É com grande tristeza que anunciamos que o nosso cliente Dave Prowse … faleceu ontem de manhã aos 85 anos”, escreveu Bowington no Facebook.
Bowington acrescentou que a morte de Prowse foi “uma dolorosa perda para nós e milhões de fãs em todo o mundo”.
Prowse, ex-halterofilista, chamou a atenção do produtor e realizador George Lucas após uma breve participação em Laranja Mecânica, filme de Stanley Kubrick de 1971, no qual fez papel de guarda-costas.
A estatura imponente de Prowse, com quase dois metros de altura, garantiu-lhe o papel de antagonista instantaneamente reconhecível na trilogia Star Wars.
Mas enquanto ele vestia a armadura e capa pretas brilhantes, o forte sotaque inglês de Bristol fez com que os cineastas se voltassem para James Earl Jones em busca da voz arrepiante que surgiria por trás da máscara.
Prowse, no entanto, permaneceu ligado ao personagem, dizendo à AFP, em 2013, que ele era “o maior vilão do cinema de todos os tempos”.
O mais recente leilão da Montepuez Ruby Mining (MRM), realizou-se em dezembro de 2019, em Singapura, e rendeu 71, 5 milhões de dólares à companhia, que se apresenta como a principal investidora na extração de rubis naquela província.
O diretor provincial da Indústria e Comércio em Cabo Delgado, Nocif Francisco Magaia, afirmou que, devido a ataques terroristas, a circulação em estradas que dão acesso a locais de produção, incluindo unidades industriais, está bastante dificultada.
“Este ano não tivemos leilões da Montepuez Rub Mining, há um retardamento de investimentos estruturantes, por exemplo, a nova fábrica de cimentos, e há destruição de equipamentos em algumas regiões da província”, lamentou Magaia
Ele avançou que, além disso, os ataques da insurgentes estão a perturbar =a comercialização da castanha de cajú, um dos principais produtos de exportação de Cabo Delgado, que dá emprego a, pelo menos, 265 mil pessoas.
Segundo Magaia, alguns comerciantes e proprietários de unidades industriais já se transferiram para a zona sul, tida como a mais segura da província.
Talhões para os deslocados
Entretanto, arrancou esta quinta-feira, o descongestionamento da cidade de Pemba, para onde se haviam refugiado milhares de pessoas, na sequência dos ataques terroristas a distritos do norte e centro da província.
Trata-se da primeira fase de um processo que vai abranger trinta e oito mil famílias que abandonaram as suas zonas de residência em zonas de conflito, abrigando-se, maioritariamente, em casas de familiares em Pemba.
A Renamo em Sofala diz que a Junta Militar é resultado de “resistência a mudanças” dentro do partido, mas este continua comprometido com o processo do Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR).
Celeste Cachite, delegada política da “perdiz” em Sofala, voltou a distanciar-se dos ataques armados na região centro do país, atribuídos à auto-proclamada Junta Militar, composta por membros dissidentes da Renamo.
“As acções belicistas da Junta Militar da Renamo são completamente contrárias à razão da luta dirigida pelo saudoso presidente Afonso Dhlakama”, disse a interlocutora, ajuntando que o movimento armado contesta a liderança do partido.
Para Celeste Cachite, os membros da Junta Militar “estão a resistir a mudanças sem nenhum fundamento. Houve um congresso” no qual “foram eleitos os novos órgãos directivos. Só nos resta apelar a estas pessoas a aceitarem que há mudanças e que as mesmas não podem ser combatidas atacando e matando civis”.
“O que temos que fazer é apoiar o presidente Ossufo Momade, para consolidarmos os ideais de André Matsangaissa e de Afonso Dhlakama, nossos primeiros dirigentes”, apelou a delegada política da Renamo em Sofala.
A Junta Militar da Renamo critica o decurso do DDR e recorre às animalias que acredita existirem no processo para justificar os ataques armados no centro do país. A delegada da perdiz em Sofala, afirmou, a propósito, que o partido liderado por Ossufo Momade está comprometido com o DDR.
“A Junta deve perceber que este é um processo complexo e que todos os moçambicanos devem contribuir para a sua consolidação, pois só assim é que o país desfrutará de uma verdadeira paz. Pegar em armas e combater o DDR é descabido. É o mesmo que afirmar que não querem a paz. O país é nosso e só unidos é que podemos alcançar sucessos”, exortou Celeste Cachite.
O Governo moçambicano alertou para o risco de os ataques armados em Cabo Delgado se alastrarem pela região, reforçando o pedido de apoio face à situação humanitária naquela província do Norte de Moçambique.
“É urgente a sua contenção e erradicação do nosso solo pátrio, antes de desenvolver o seu potencial e se alastrar para outras regiões”, disse Verónica Macamo, ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, falando durante uma reunião com as agências das Nações Unidas em Moçambique, realizada em Maputo.
A ministra defendeu que é “preciso cortar o mal pela raiz” e, para isso, é também necessário que a comunidade internacional condene de “forma contundente” os ataques de grupos armados no norte de Moçambique.
“A comunidade internacional deve estar connosco e ajudar-nos, porque é preciso [garantir] que aqueles atos não se consolidem e afetem outros países da nossa região e não só”, referiu Verónica Macamo.
Num outro encontro, também realizado hoje em Maputo, a ministra pediu apoios adicionais para o combate aos ataques em Cabo Delgado, considerando a situação uma prioridade para o país.
Para Verónica Macamo, é importante a capacitação e criação de postos de emprego para os jovens na região norte de Moçambique, para evitar que sejam aliciados pelos grupos insurgentes.
“Nos preocupa sobremaneira a emergência, as pessoas saem dos seus locais abandonando todo o esforço de anos de vida e o seu sustento e procuram deslocar-se para lugares considerados seguros”, declarou Verónica Macamo, durante uma reunião com a princesa da Jordânia, Sarah Zeid.
A violência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique, está a provocar uma crise humanitária com cerca de duas mil mortes e 500 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.
A província onde avança o maior investimento privado de África, para exploração de gás natural, está desde há três anos sob ataque de insurgentes e algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo ‘jihadista‘ Estado Islâmico desde 2019.
Dois indivíduos encontram-se detidos, na cidade da Matola, indiciados no roubo de diversos produtos, por meio de arrombamento em dois estabelecimentos comerciais localizados nos bairros da Matola D e Nkobe.
Um dos supostos ladrões, de 27 anos, residente na Matola H, encontra-se encarcerado na 2ª esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), indiciado no arrombamento de uma loja na Matola D.
A sua detenção ocorreu na quarta-feira, após uma denúncia, tendo sido encontrado na posse de diversos produtos alimentares e equipamentos, armazenados na sua residência, na Matola H.
Nesta operação, as autoridades recuperaram 17 pares de chinelos, 26 frascos de rapé importado, quatro remotes de ar-condicionado, duas garrafas de álcool usado por barbeiros, 20 pacotes de produtos de beleza, 18 maços de cigarros, pasta dentifrica, uma máquina de carregar baterias e outros equipamentos de trabalho e instrumentos contundentes usados nas suas incursões (alavanca, martelo e alicate de corte).
O segundo detido, de 38 anos, foi encontrado por equipas de patrulha no bairro de Tsalala, transportando produtos roubados numa loja. Para cometer o crime, o indiciado usou um alicate de corte de metais para abrir o tecto e introduzir-se no interior do estabelecimento e retirar diversos produtos alimentares.
O facto foi revelado quinta-feira por Carmínia Leite, porta-voz da PRM na província de Maputo, tendo acrescentado que as autoridades estão a trabalhar para a detenção de outros integrantes das quadrilhas.
Sporting e Benfica empataram (3-3), na sexta-feira (28), em jogo da 11.ª jornada do campeonato nacional de futsal. Num sempre dérbi de emoções fortes, os dois rivais tinham até este jogo um registo implacável: 10 vitórias em 10 jogos. As águias estiveram muito perto de arrecadar A vitória, mas, a 25 segundos do fim, João Matos marcou e fixou o resultado final.
Logo no primeiro minuto de jogo, Robinho inaugurou o marcador e colocou o Benfica em vantagem. A reposta dos leões não se fez esperar e apareceu oito minutos depois. Taynan não perdoou e relançou o empate na partida.
As águias conseguiriam, porém, voltar à vantagem antes do intervalo. Arthur rematou forte e fez o segundo dos encarnados.
O Sporting voltou a reagir no decorrer da segunda parte por intermédio de João Matos. O internacional português acertou no ângulo e restabeleceu nova igualdade no marcador.
O mesmo filme repetiu-se pela terceira vez. O iraniano Tayebi voltou a adiantar o Benfica, mas a 25 segundos do apito final, eis que o capitão João Matos bisou e fixou o resultado final no Pavilhão João Rocha.
Liderança partilhada
Os dois rivais estavam empatados na tabela classificativa antes deste dérbi e assim continuam. Sporting e Benfica somam 31 pontos e estão na liderança partilhada do campeonato.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o português António Guterres, exortou hoje as várias partes envolvidas no conflito na Etiópia a aproveitarem a “oportunidade vital” de mediação, para “resolver pacificamente o conflito” em Tigray.
Guterres saudou “o encontro organizado hoje entre o primeiro-ministro [da Etiópia] Abiy Ahmed e os enviados especiais da União Africana”, dá conta um comunicado divulgado na página do gabinete do porta-voz do secretário-geral da ONU.
O secretário-geral das Nações Unidas “urge as partes [envolvidas neste conflito] a abraçarem esta oportunidade vital para resolver pacificamente o conflito”, prossegue a nota.
Contudo, é também necessário garantir que a “proteção de civis, direitos humanos e acesso a assistência humanitária para as áreasafetadas“, relembra António Guterres.
A comunidade internacional, incluindo o secretário-geral das Nações Unidas e a União Europeia, tem manifestado grande preocupação com o conflito e o seu impacto humanitário, enquanto insiste nos apelos ao diálogo.
Abiy Ahmed, prémio Nobel da Paz em 2019, tem rejeitado o que apelida de “quaisquer atos de ingerência indesejados e ilegais”, afirmando que o seu país irá lidar com o conflito sozinho.
De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), mais de 43.000 refugiados abandonaram a região em direção ao Sudão e quase 100.000 refugiados eritreus em campos no norte de Tigray ficaram expostos às linhas de fogo.
Organismos independentes relataram o massacre de pelo menos 600 civis.
A comunidade internacional, incluindo o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e a União Europeia, tem manifestado grande preocupação com o conflito e o seu impacto humanitário, enquanto insiste nos apelos ao diálogo.
Abiy Ahmed, prémio Nobel da Paz em 2019, tem rejeitado o que apelida de “quaisquer atos de ingerência indesejados e ilegais”, afirmando que o seu país irá lidar com o conflito sozinho.
O Sudão é um dos países mais pobres do mundo e conta com mais de um milhão de refugiados no seu território.
A crise em Tigray ocorre num momento em que o Sudão atravessa uma difícil transição, desde a destituição, em abril de 2019, do antigo Presidente sudanês Omar al-Bashir.
Atualmente liderado por um Governo de transição, as autoridades sudanesas procuram reconstruir a economia do país, prejudicada por décadas de sanções pelos Estados Unidos da América, que isolaram o Sudão da comunidade internacional e vedaram o acesso a apoios financeiros de instituições internacionais, má gestão pública e conflitos armados sob a liderança de Al-Bashir.
Além destes fatores, o Sudão enfrentou, este ano, severas inundações em grande parte do país e, como o resto do mundo, a pandemia da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.
Pelo menos 22 pessoas morreram em violentos confrontos entre agricultores e pastores ocorridos entre segunda e terça-feira no sul do Chade, região assolada por conflitos mortais entre essas comunidades, anunciaram esta sexta-feira (27), as autoridades.
Em nota de imprensa, o ministro da Comunicação, ChérifMahamatZene, detalhou que o conflito entre agricultores e criadores de gado, ocorrido entre 23 e 24 de novembro, causou 22 mortes, 11 agricultores e 11 pastores, e 34 feridos.
“Muitas aldeias de ambos os lados foram incendiadas”, explicou ainda.
Segundo o ministro da Comunicação, foi determinado um recolhimento obrigatório na região de Kabbia e 66 pessoas foram detidas, notícia a agência France-Presse (AFP).
Agricultores sequestraram três bois pertencentes a pastores, após o gado ter destruído um campo de cultivo naquele departamento, explicou uma autoridade local à AFP, falando sob condição de anonimato.
Durante uma tentativa de mediação do conflito, na segunda-feira, pelo autarca local, os agricultores agrediram os representantes dos pastores com facas.
“O autarca conseguiu escapar por pouco durante o tumulto. Os outros pastores presentes no local foram todos mortos na segunda-feira por fazendeiros. Criadores de gado do sul do país juntaram-se na terça-feira na região para uma ‘contra ofensiva’ e atiraram flechas aos agricultores”, acrescentou.
Desde quarta-feira que as forças de defesa e segurança estiveram destacadas na zona, pretendendo recuperar o controlo da situação.
O Presidente do Chade, IdrisDéby, condenou “veementemente” a violência e expressou as suas condolências às famílias das vítimas, desejando uma rápida recuperação aos feridos.
Os confrontos entre agricultores e pastores em disputas de terras é um dos conflitos mais antigos na região do Sahel, tendo sido agravado nos últimos anos pelo avanço do deserto, da crise climática e da diminuição de terras aptas para a agricultura e alimentação do gado.
O Presidente deposto das Honduras, Manuel Zelaya, denunciou na sexta-feira (27), que tinha sido detido “injustamente” no Aeroporto Internacional de Toncontín, em Tegucigalpa, quando pretendia viajar para o México com 18.000 dólares, dinheiro que assegura que não lhe pertence.
“Comunico que fui injustamente retido no aeroporto de Toncontín quando me preparava para viajar para o Seminário de PT no México. Em causa, uma bolsa de dinheiro de 18.000 dólares [pouco mais de 15.000 euros], que não me pertencia. Agora na presença de um fiscal”, escreveu Zelaya na rede social Twitter.
O chefe de Estado hondurenho deposto, que é também o coordenador-geral do partido de esquerda Liberdade e Refundação, disse a órgãos de comunicação locais que foi retido pelas autoridades quando tentava entrar no avião com destino a Houston, nos Estados Unidos, para seguir, então, para o México.
“Como se me ocorresse levar 18.000 dólares”, sublinhou o ex-governante, acrescentado que foi intercetado pelas autoridades assim que o dinheiro foi detetado no raio-X do aeroporto.
Reafirmando que o dinheiro não lhe pertencia, Zelaya instou as autoridades hondurenhas a investigarem o responsável pela alegada plantação do dinheiro.
A legislação do país permite aos cidadãos transportarem até 10.000 dólares, comprovando sempre a sua procedência.
O Conselho de Ministros nomeou Dino Foi para o cargo de Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS),...
O Chefe do Estado, Daniel Chapo, anunciou a criação da Comissão Interministerial para a reafectação dos recursos humanos, materiais e patrimoniais correspondentes aos extintos...
Durante uma reunião realizada na capital moçambicana, o presidente executivo do Tony Blair Institute (TBI), Tony Blair, sublinhou a abundância de recursos naturais do...
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve um jovem de 30 anos na capital moçambicana, acusado de incitamento à desobediência colectiva.
A detenção ocorreu...