A cidade de Quelimane foi palco de uma surpreendente descoberta por parte do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).
No bairro Bazar B, um jovem foi apanhado a cultivar Cannabis Sativa de forma clandestina, utilizando o seu quintal e o próprio quarto para a prática ilegal.
Maximino Amilcar, Porta-voz da Direcção Provincial da SERNIC, confirmou a ocorrência, que revela uma abordagem de disfarce bastante rudimentar. Entre as culturas de couve e alface, foram encontrados pés de cannabis ocultos nos mesmos canteiros onde se cultivavam hortícolas destinadas ao consumo familiar.
O detido relatou que o seu envolvimento começou de forma quase inocente, com uma única semente plantada no seu quarto.
A curiosidade em observar o crescimento da planta transformou-se numa experiência bem-sucedida, à medida que a terra revelou-se propícia à produção. Com o tempo, o jovem ampliou a sua produção, criando uma clientela fiel que contava entre 15 a 20 consumidores regulares do produto.
Moçambique continua a ser o maior parceiro comercial da África do Sul na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e no continente, registando um volume de comércio anual superior a dois mil milhões de dólares.
Em declarações à AIM, Puleng Chaba, encarregada de negócios da África do Sul em Moçambique, revelou que os dados demonstram que a troca comercial entre os dois países é impulsionada pela proximidade geográfica, laços históricos e interesses económicos mútuos, consolidando uma parceria dinâmica e estratégica.
As exportações moçambicanas para a África do Sul incluem alumínio proveniente da fábrica de alumínio Mozal, que representa 40% do total das exportações.
Além disso, são exportadas electricidade da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), a empresa pública que opera a barragem de Cahora Bassa, situada no rio Zambeze, na província de Tete. Produtos agrícolas, como algodão, açúcar e tabaco, bem como minerais, como titânio e pedras preciosas, também fazem parte das exportações.
Por outro lado, as principais importações de Moçambique da África do Sul incluem veículos e equipamentos de transporte, que representam 20% do total, alimentos processados, equipamentos eléctricos, maquinaria agrícola e de construção, além de produtos químicos e fármacos genéricos.
Chaba afirmou que diariamente entre 1.700 e 2.000 camiões atravessam a fronteira com Moçambique, transportando diversos produtos, desde alumínio e cromo até produtos agrícolas. “Fornecemos muitas matérias-primas para a economia moçambicana, algumas das quais são depois transportadas para outros destinos”, explicou.
O diplomata sublinhou que a África do Sul é o maior parceiro comercial de Moçambique na região, enquanto Moçambique se destaca como um dos principais destinos africanos para o comércio sul-africano. A nível global, o volume de comércio coloca a África do Sul apenas atrás da China e da Índia, que movimentam, respectivamente, mais de cinco e quatro mil milhões de dólares em comércio bilateral com Moçambique.
“Estamos apenas atrás da China e da Índia em termos de comércio bilateral com Moçambique. Neste momento, o foco está na diversificação de investimentos, atraindo investimento directo estrangeiro e criando ligações fortes entre empresas nacionais e estrangeiras”, disse.
No contexto da 60.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM 2025), que terá lugar de 25 a 31 de Agosto, Chaba revelou que mais de 300 empresas sul-africanas operam actualmente em Moçambique, em sectores como energia, agricultura, comércio e serviços financeiros. “Estamos a demonstrar inovações na manufactura, finanças e tecnologias verdes. Não estamos apenas em Moçambique para fazer negócios, mas para construir relações que melhorem a vida das comunidades e promovam um crescimento inclusivo”, concluiu.
A empresa sul-africana Duys Engineering Group, especializada em engenharia e fabrico de estruturas metálicas, anunciou a suspensão das operações de reparação de potes e recuperação de superestruturas em Moçambique.
A decisão resulta do cancelamento, por parte do principal cliente da empresa, a fundição de alumínio Mozal, de todos os serviços relacionados com estas actividades.
Os potes, que consistem numa estrutura exterior de aço que forma o crucible, são essenciais para a produção de alumínio na unidade da Mozal, que utiliza alumina importada da Austrália. A electricidade, gerada na barragem de Cahora Bassa, na província de Tete, é o principal insumo local para esta produção.
A suspensão das operações ocorre num contexto de desacordo entre o governo moçambicano e a Mozal sobre o preço da electricidade adquirida pela unidade. Em comunicado, a Duys Engineering sublinhou que a medida terá um impacto directo nos contractos dos seus funcionários, que serão terminados segundo a legislação laboral vigente, assegurando os direitos de todos os trabalhadores envolvidos.
A Direcção da empresa afirmou estar a agir com “celeridade, correcção e transparência”, garantindo a conformidade com a lei e o pagamento justo aos colaboradores afectados. O comunicado expressou ainda solidariedade e gratidão pela profissionalização demonstrada pelos trabalhadores, reafirmando o compromisso em manter as restantes linhas de negócios da empresa e em buscar novas oportunidades de mercado.
A Duys Engineering Group estabeleceu a sua subsidiária em Moçambique em 1999, localizada no Parque Industrial de Beluluane, na zona Sul do Município da Matola Rio, um parque industrial centrado em torno da fundição de Mozal.
A empresa destacou-se pela engenharia, fabrico, montagem e manutenção de estruturas pesadas, oferecendo serviços como construção de pontes metálicas, torres, tanques industriais e estruturas de suporte para grandes fábricas industriais.
Esta situação coloca a Duys em uma posição extremamente difícil, reflectindo os desafios enfrentados pelas empresas no contexto económico actual em Moçambique.
As autoridades municipais de Marracuene procederam à demolição de pelo menos quatro residências e várias obras em fase de construção, localizadas numa quinta que havia sido usurpada, no bairro Zintava.
Esta acção surge no âmbito das manifestações que ocorreram após as eleições.
Os escombros deixados pela demolição revelam demarcações de terrenos com troncos e blocos, bem como diversas estruturas de construção precária e materiais utilizados nas obras.
As tentativas de obter uma declaração do vereador de Infra-estruturas e Mobilidade do Município de Marracuene, Aníbal Bechel, não tiveram sucesso.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, delineou uma série de exigências para a cessação do conflito com a Ucrânia, que incluem a cedência de parte da região de Donbass que continua sob controlo ucraniano e a desistência da adesão à NATO.
De acordo com informações da agência noticiosa Reuters, as propostas de Putin também englobam a proibição da presença de tropas ocidentais em território ucraniano.
Em conferência de imprensa, após uma reunião de três horas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Alasca, Putin manifestou a esperança de que os acordos alcançados com o líder norte-americano pavimentem o caminho para a paz na região do leste europeu.
Analisando as exigências actuais em contraste com as que foram apresentadas no ano anterior, nota-se que o presidente russo recuou na insistência pela renúncia total das regiões de Donetsk, Donbass, Kherson e Zaporizhia, que na altura foram rejeitadas por Kiev. Contudo, Putin continua a demandar a retirada da Ucrânia de Donbass e está disposto a cessar as operações militares ao longo da linha de contacto nas regiões de Zaporizhia e Kherson.
Surge também a possibilidade de a Rússia devolver à Ucrânia partes das regiões de Kharkiv, Sumy e Dnepropetrovsk que se encontram sob domínio russo. As exigências de Putin incluem garantias jurídicas de que a NATO não se expandirá para leste da Europa, que a Ucrânia mantenha uma posição neutra e que as suas forças armadas sejam restritas.
Em resposta a estas exigências, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky rejeitou a ideia de retirar as suas tropas dos territórios invadidos, sublinhando que Donbass serve como uma fortaleza vital para a defesa contra o avanço russo. “Se estamos a falar simplesmente de retirar as tropas do leste, não podemos fazer isso”, afirmou Zelensky na quinta-feira. “Esta é uma questão de sobrevivência do nosso país, incluindo as linhas defensivas mais fortes”.
A União Africana (UA) expressou apoio à campanha “Corrija o Mapa. Corrija o Mundo”, lançada pelas organizações África Sem Filtro e Fale África.
Esta iniciativa defende a substituição da projecção de Mercator, em vigor desde a era colonial, por uma representação cartográfica que reflita de forma mais justa as proporções reais dos continentes.
Os promotores da campanha destacam que a projecção actual distorce a realidade, ampliando artificialmente a Europa e a América do Norte, ao mesmo tempo que reduz a escala de África. Fara Ndiaye, directora-adjunta da Speak Up Africa, afirmou que esta distorção prejudica o imaginário colectivo dos africanos. “Quando uma criança africana vê o seu continente encolhido, perde um pouco do seu orgulho e da consciência da importância da sua identidade”, disse.
Moky Makura, director executivo da Africa No Filter, enfatizou a necessidade de alterar essa representação, considerando-a uma das mais antigas formas de desinformação no mundo. “Esta situação deve cessar”, sublinhou.
Criada em 1599 pelo cartógrafo Gérard Mercator com o intuito de facilitar a navegação, a projecção tornou-se popular devido à sua simplicidade. No entanto, as distorções que ela gera têm sido amplamente criticadas, por inflacionar o tamanho da Europa e da América do Norte enquanto diminui a representação de regiões equatoriais, como África e América do Sul.
Selma Malika Haddadi, vice-presidente da Comissão da UA, esclareceu à agência Reuters que “a projecção de Mercator dá origem à ilusão de que a África é marginal”. De acordo com ela, “o continente aparenta ser mais pequeno que a Groenlândia, quando na realidade é 14 vezes maior”.
A África, segundo Haddadi, é o segundo maior continente do mundo, com uma população superior a um bilhão de habitantes, mas continua a ser retractada de forma reduzida. Também a América do Sul é apresentada nos mapas com dimensões similares ás da Europa, embora seja significativamente mais extensa.
Uma tragédia abalou a comunidade de Mulovote, situada no município da Matola, na noite de ontem, quando um adolescente de apenas 13 anos tirou a vida do próprio pai, utilizando uma faca, após uma acesa discussão familiar.
Informações recolhidas no local do incidente revelam que a altercação iniciou quando o pai, identificado como André, repreendeu o filho por chegar tarde a casa. Esta reprimenda desencadeou uma reacção inesperada do jovem, que desferiu golpes fatais contra o progenitor, surpreendendo familiares e vizinhos que descrevem a relação entre ambos como próxima e harmoniosa.
Horas antes da tragédia, pai e filho foram vistos juntos em Mulovote, onde mantiveram uma conversa com o director de turma do adolescente, no âmbito do acompanhamento escolar. André, jurista de profissão, era amplamente respeitado pela sua dedicação à família e ao bem-estar da comunidade.
As autoridades competentes já iniciaram uma investigação sobre o caso, enquanto a população local expressa a sua consternação pela morte violenta de um homem descrito como íntegro e atencioso.
O corpo de André foi transportado para a morgue local, enquanto o adolescente foi detido para averiguações, com a situação a ser encaminhada para os serviços de justiça juvenil.
O Governo de Moçambique anunciou a intenção de desenvolver programas e iniciativas dirigidos à cadeia de valor do turismo, reconhecendo o potencial significativo que esta indústria representa para o crescimento económico, a criação de emprego, e a promoção de um desenvolvimento equilibrado e inclusivo.
A informação foi partilhada pela Primeira-Ministra, Benvinda Levi, durante a abertura do primeiro Fórum Africano de Diplomacia, Turismo e Investimento, que está a decorrer na Cidade de Maputo.
Levi enfatizou que o potencial turístico do país é inquestionável, dada a sua localização estratégica, a riqueza gastronómica, os monumentos históricos, e a diversidade natural e cultural. A Primeira-Ministra sublinhou que essas características oferecem a Moçambique vantagens comparativas no cenário turístico africano.
A governante identificou cinco destinos turísticos prioritários: Maputo, Vilankulo, Gorongosa, Quirimbas e Niassa, que, pela sua atractividade, podem contribuir de forma significativa para a competitividade do investimento no sector. Levi apelou à mobilização de empresários nacionais e estrangeiros para expandirem os seus negócios na indústria do turismo, assim como em áreas complementares, incluindo infraestruturas e energias limpas.
A Primeira-Ministra manifestou a determinação do Executivo em melhorar o ambiente de negócios e investimento, com foco na simplificação de procedimentos administrativos e na criação de incentivos que atraiam investimento para o turismo e sectores relacionados.
Salientou ainda a relevância da dimensão diplomática do turismo, que desempenha um papel crucial no estreitamento de laços entre nações. Levi referiu que o turismo não é apenas uma questão económica, mas também um instrumento vital para a diplomacia e para a promoção do conhecimento e amizade entre os povos.
No mesmo evento, Cuthbert Ncube, presidente do African Tourism Board, destacou a importância de uma visão partilhada para o futuro do turismo no continente, apelando a um compromisso colectivo para a realização do potencial africano através da diplomacia turística. Ncube enfatizou a necessidade de acelerar investimentos no sector, sublinhando que os governos devem colocar o turismo no centro da sua agenda.
Moçambique possui cerca de 2.700 km de costa e uma rica diversidade natural e cultural que o posiciona como um dos destinos turísticos mais promissores da África Austral. Nos últimos anos, o país registou progressos significativos na recuperação de parques naturais e no desenvolvimento de infraestruturas.
Contudo, a indústria turística enfrenta desafios consideráveis, como a insuficiência da conectividade aérea interna, a precariedade das estradas e serviços básicos, bem como a instabilidade em algumas regiões.
O Fórum Africano de Diplomacia, Turismo e Investimento representa uma oportunidade para atrair novos parceiros e investidores, consolidando o turismo como uma alavanca fundamental para o desenvolvimento sustentável de Moçambique.
Venâncio Mondlane, figura de destaque da oposição em Moçambique, anunciou que o seu recém-formado partido político, ANAMOLA (Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo), está disposto a participar no “Diálogo Nacional Inclusivo”.
Este acordo foi assinado em Março passado pelo Presidente Daniel Chapo e por nove partidos políticos.
O processo de consulta pública nacional para o diálogo terá início em Setembro próximo. Durante uma Sessão Extraordinária do Comité Executivo da ANAMOLA, Mondlane destacou que a participação no diálogo é um dos seis pontos enumerados no Plano de Actividades e Acção do partido para 2025 e 2026.
O líder do ANAMOLA sublinhou que o partido ambiciona liderar o desenvolvimento de propostas de políticas públicas e iniciativas legislativas, monitorar a ação governamental, desenvolver projectos de intervenção social, especialmente para apoiar as vítimas de violações de direitos humanos, e relançar a imagem de Moçambique no exterior como um país atractivo com grande potencial.
Mondlane apresentou três prioridades essenciais para o país: a reformulação das regras do jogo, que inclui a actualização do quadro regulamentar; o investimento em infraestruturas, como estradas, escolas, hospitais e tecnologia; e o desenvolvimento do capital humano e social.
Nos seus comentários sobre as áreas programáticas para o desenvolvimento do país, Mondlane destacou seis pontos cruciais: reforma do Estado; desenvolvimento económico sustentável; promoção da paz, harmonia e reconciliação nacional; modernização da defesa nacional e da segurança pública; e reposicionamento do país no cenário das relações internacionais.
O dirigente enfatizou a necessidade urgente de um sistema eleitoral actualizado e de uma nova constituição que reflita as dinâmicas da sociedade moçambicana contemporânea. Propôs que o novo sistema inclua uma tabulação parcial dos resultados online.
“Consideramos também que a reforma económica deve permitir que o país retenha parte da receita proveniente de impostos e taxas arrecadados nas províncias, utilizando-a para financiar planos e orçamentos provinciais”, acrescentou.
Durante a cerimónia, foi anunciada a criação de uma fundação em homenagem a Elvino Dias, advogado de Mondlane durante as eleições presidenciais, que foi assassinado no ano passado. A estrutura visa honrar a memória de Dias e de Paulo Guambe, agente eleitoral do partido Podemos, também falecido.
Foi decidido que, até à primeira sessão do Conselho Nacional da ANOMALA, agendada para 21 e 22 de setembro, Mondlane assumirá temporariamente a presidência do partido. Alberto Manhique será o Secretário do Partido e Dinis Tivane, o Porta-Voz. A direção da mobilização do partido será liderada por Elsa Ritchua e David Bandeira, enquanto Graciete Vanessa assumirá o cargo de Secretária Financeira.
Por último, a Comissão Executiva estabeleceu três organizações sociais dentro da ANOMALA: a Aliança das Mulheres da ANOMALA (AMA), chefiada por Flavia Nhavoto; a Aliança da Juventude da ANOMALA (AJA), liderada por Saquina Jasse; e a “Aliança Dourada” (ALO), formada pelos anciãos do partido, sob a liderança de Albertina Matavele.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar um/a (1) Consultor(a) para Análise das Alocações Orçamentais nos Sectores de Infraestruturas, Água e Saneamento e Protecção Social. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Administração. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar três (3) Facilitadores Distritais (Lago, Chimbonila e Mecanhelas). Saiba mais.
A EMS Pharma é uma empresa distribuidora de produtos farmacêuticos e pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director Técnico. Saiba mais.
O ex-primeiro-ministro do Mali, Choguel Kokalla Maïga, encontra-se em prisão preventiva após ser acusado de desvio de fundos públicos, falsificação e uso de documentos falsos, conforme revelaram fontes judiciais.
Kokalla Maïga foi detido há uma semana e foi apresentado a um juiz do Supremo Tribunal, onde ficou a saber das acusações que terá de enfrentar num julgamento cuja data ainda não foi estabelecida.
O advogado do ex-primeiro-ministro, Cheick Oumar Konaré, expressou confiança no sistema judicial, afirmando: “Acreditamos na Justiça, estamos tranquilos à espera do julgamento”.
Além de Kokalla Maïga, oito antigos colaboradores do ex-primeiro-ministro foram igualmente detidos a 12 de Agosto no âmbito do mesmo processo.
Maïga, que é uma figura proeminente do Movimento 5 de Junho – Reunião das Forças Patrióticas (M5-RFP), foi nomeado primeiro-ministro em 2021 pela junta militar liderada pelo general Assimi Goïta, que assumiu o poder em 2020. O ex-primeiro-ministro foi destituído do cargo no final de 2024, após ter expressado críticas à junta militar.
Begoña Gómez, esposa do presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, foi convocada por um juiz de Madrid para prestar declarações no âmbito de uma investigação relacionada com um suposto desvio de fundos públicos.
A audiência está agendada para o dia 11 de Setembro, conforme revelou um porta-voz do tribunal.
A investigação centra-se na alegação de que uma funcionária da equipa do chefe de governo terá trabalhado para Gómez enquanto esta dirigia um curso de mestrado na Universidade Complutense de Madrid. O juiz questiona se esta colaboração representa um uso indevido de recursos públicos, dado que a funcionária teria utilizado o seu tempo e salário para atender a interesses privados.
Desde Abril de 2024, Begoña Gómez enfrenta ainda acusações de corrupção e tráfico de influência. A investigação sugere que a mulher de Sánchez poderá ter utilizado a posição do marido para garantir financiamentos para o programa de pós-graduação, com destaque para o empresário Juan Carlos Barrabés.
O inquérito gerou uma intensa contenda entre a Procuradoria e o juiz responsável pelo caso, bem como um embate político entre a esquerda e a oposição de direita. A Administração de Sánchez denunciou uma alegada campanha de difamação orquestrada por elementos da extrema-direita.
A origem desta investigação remonta a queixas apresentadas por dois grupos associados à extrema-direita. Em Julho de 2024, Begoña Gómez já havia comparecido no tribunal, optando por exercer o seu direito de permanecer em silêncio.
Este caso é apenas um dos vários episódios de corrupção que envolvem pessoas próximas a Pedro Sánchez, levando a oposição a exigir a sua renúncia. Entre os investigados encontram-se ex-colaboradores e membros do governo, como Santos Cerdán, o ex-ministro José Luis Ábalos, o conselheiro Koldo García e David Sánchez, irmão do presidente.
O governo de Israel encontra-se em fase de análise de uma nova proposta de cessar-fogo, com a duração de 60 dias, na Faixa de Gaza, a qual foi já aceita pelo Hamas.
A expectativa é que uma resposta oficial por parte de Telavive seja dada até ao final da semana.
Mediadores do Egito e do Qatar revelaram que esta proposta é “quase idêntica” à que foi apresentada em Julho pelo enviado norte-americano Steve Witkoff, a qual foi rejeitada pelo grupo terrorista.
Contudo, face à perspectiva de uma ofensiva israelita que visa ocupar a Cidade de Gaza, o Hamas decidiu agora aprovar o plano. Este inclui a libertação de metade dos cerca de vinte reféns israelitas que ainda se encontram vivos, em troca da libertação de cerca de 150 presos palestinianos. Além disso, o plano propõe o início imediato de negociações com o intuito de alcançar um acordo definitivo para pôr fim ao conflito.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou no último fim-de-semana que Israel “já não se encontra interessado em um acordo parcial”, sublinhando que a prioridade do governo é avançar com uma ofensiva em larga escala para assegurar o controlo total do território de Gaza.
No entanto, os protestos ocorridos no domingo, que mobilizaram dezenas de milhares de cidadãos em diversas cidades israelitas a exigir a libertação imediata dos reféns, bem como a crescente pressão internacional para permitir a entrada de ajuda humanitária em Gaza, poderá influenciar Netanyahu a reconsiderar e aceitar a trégua.
Pelo menos 13 pessoas perderam a vida durante as orações matinais numa mesquita localizada no noroeste da Nigéria. O ataque, perpetrado por homens armados, foi confirmado por autoridades locais.
O comissário do estado de Katsina, Nasir Mu’azu, reportou que o ataque à mesquita poderá ter sido uma retaliação a uma acção realizada pelos moradores de Unguwan Mantau, que, no último fim-de-semana, emboscaram e eliminaram vários dos assaltantes.
Até ao momento, nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque na cidade de Unguwan Mantau. Em resposta ao incidente, o exército e a polícia foram mobilizados para a área, com o intuito de prevenir novos ataques, já que os homens armados frequentemente se escondem entre as plantações durante a estação chuvosa, atacando as comunidades locais.
Estes tipos de ataques, que resultam em mortes e ferimentos de dezenas de pessoas, têm-se tornado comuns nas regiões noroeste e centro-norte da Nigéria. Os conflitos entre pastores e agricultores locais, motivados pela escassez de recursos como terra e água, são uma das principais causas de violência na área.
Os agricultores acusam os pastores, em sua maioria de origem fulani, de pastar o gado nas suas terras, enquanto os pastores defendem que as áreas utilizadas para pastagem foram reconhecidas legalmente em 1965, cinco anos após a independência do país.
Além disso, a presença limitada das forças de segurança nas regiões ricas em minerais tem permitido que diversos grupos armados realizem ataques a aldeias e ao longo das principais vias de comunicação.
O conflito, que se tem intensificado nos últimos anos, tem gerado uma crescente preocupação entre as autoridades e especialistas. Paralelamente, a Nigéria enfrenta desafios significativos no combate à insurreição do Boko Haram, um grupo fundamentalista islâmico, no nordeste do país, que já causou a morte de cerca de 35.000 civis e deslocou mais de dois milhões de pessoas, segundo dados da Organização das Nações Unidas.
Uma cidadã peruana foi detida na famosa ilha de Bali, na Indonésia, acusada de tentar traficar aproximadamente 1,4 kg de cocaína, parte da qual estava disfarçada num brinquedo sexual que tinha introduzido na sua vagina.
A mulher, de 42 anos, identificada pelas iniciais N.S., chegou ao aeroporto internacional de Bali proveniente do Catar no dia 12 de Agosto.
Segundo o director da unidade de narcóticos da polícia de Bali, Radiant, os funcionários da alfândega levantaram suspeitas sobre o comportamento da mulher, levando-a a ser submetida a controlos adicionais após consulta com as autoridades policiais.
Durante a busca, foram descobertos 1,4 kg de cocaína, bem como dezenas de comprimidos de ecstasy. A mulher confessou que foi contratada por um homem que conheceu na “dark web” em Abril, recebendo como pagamento 20 mil dólares (cerca de 17,2 mil euros) para transportar a droga até à Indonésia.
A Indonésia é conhecida pela sua legislação rigorosa em relação ao tráfico de drogas, que inclui a pena de morte para os traficantes. Presentemente, mais de 90 estrangeiros encontram-se detidos no país, condenados à pena capital por crimes relacionados com drogas, de acordo com informações do Ministério de Imigração e Serviços Correccionais.
Este não é um caso isolado; em Julho, uma mulher argentina foi condenada a sete anos de prisão por tentar introduzir na ilha 244 gramas de cocaína disfarçados num preservativo. As últimas execuções de condenados à morte por tráfico de drogas na Indonésia ocorreram em 2016, quando um indonésio e três nigerianos foram executados.
O Conselho Municipal de Maputo (CMM) realizou uma reunião com vendedores informais da Baixa da capital, com o intuito de discutir alternativas que visem a melhoria da organização dos espaços públicos, bem como o reforço da mobilidade e segurança dos pedestres.
Durante o encontro, o vereador das Actividades Económicas e Turismo, Alexandre Muianga, sublinhou que a venda informal é uma importante fonte de subsistência para muitos cidadãos, mas enfatizou a necessidade de que esta actividade seja realizada em locais adequados.
O vereador expressou preocupações relativas à ocupação de zonas protocolares, à confecção de refeições nos passeios e à venda de bebidas alcoólicas nas vias públicas.
Por sua vez, Mira Maria, presidente da Comissão de Vendas do Sector Informal, manifestou a disponibilidade dos comerciantes para colaborar na busca de soluções, solicitando, no entanto, a implementação de medidas práticas que possam facilitar a organização do comércio na área.
A iniciativa do CMM visa promover um ambiente mais seguro e ordenado para todos os cidadãos que frequentam a Baixa, conciliando as necessidades dos vendedores informais com a ordem pública.
O Procurador Geral da República (PGR), Américo Letela, manifestou a necessidade de responsabilizar os agentes reguladores de trânsito que permitiram a circulação de veículos de transporte de passageiros durante horários proibidos, resultando em acidentes com consequências trágicas.
Em declarações proferidas ontem em Gaza, Letela referiu-se especificamente aos agentes que falharam em intervir na circulação de transportes semi-colectivos, cuja operação deveria ser restringida entre as 21h e as 05h. “Estes agentes, que tinham a obrigação de impedir estas viaturas de circular, deixaram-nas continuar, o que culminou em acidentes fatais. Teremos de responsabilizá-los, pois é a única medida que nos resta”, afirmou.
As declarações do PGR surgem na sequência de dois acidentes ocorridos na segunda-feira (18), que resultaram na morte de 35 pessoas. Um dos acidentes, que teve lugar em Chongoene, causou a morte de 11 pessoas, enquanto o outro, na Manhiça, na província de Maputo, contabilizou 24 mortos.
Letela sublinhou que já não existem mais justificações para apelos à boa conduta dos agentes de trânsito. “Os apelos foram feitos repetidamente, mas chegou o momento de o Estado, como autoridade, reflectir sobre os comportamentos e condutas que devem ser corrigidos”, concluiu.
Um Boeing 757 da companhia alemã Condor Airlines, com 273 passageiros a bordo, foi forçado a uma aterragem de emergência no aeroporto de Brindisi, Itália, após um incidente alarmante que ocorreu durante o voo.
O aparelho, que partiu de Corfu, na Grécia, com destino a Dusseldorf, na Alemanha, teve de fazer a aterragem cerca de 40 minutos após a descolagem, devido ao que parece ter sido um incêndio num dos motores.
Um dos passageiros relatou ao jornal alemão Bild que, de forma repentina, a energia do avião falhou por alguns segundos, levando à perda de altitude. “Percebemos que o avião deixou de subir. Foi uma experiência horrível. Eu mandei mensagens de despedida porque pensei que estava tudo acabado”, contou.
Registos em vídeo, que rapidamente circularam nas redes sociais, mostram a aeronave no ar com o motor a exibir chamas visíveis, acompanhadas por explosões audíveis.
A companhia aérea confirmou o incidente, esclarecendo que o problema foi causado por “um parâmetro indicativo fora do normal”, resultante de uma perturbação no fornecimento de ar ao motor.
Após a aterragem, os passageiros foram alojados em hotéis nas proximidades, enquanto outros permaneceram no aeroporto. No dia seguinte, um novo avião foi disponibilizado para transportá-los até Dusseldorf.
A Electricidade de Moçambique (EDM) na província de Sofala reportou, este ano, um prejuízo de mais de quarenta e quatro milhões de meticais resultante de actos de roubo e vandalização das suas infraestruturas eléctricas.
Segundo o director da EDM em Sofala, Amílcar da Barca, foram desactivadas aproximadamente seiscentas ligações clandestinas, com maior incidência nos distritos da Beira, Dondo e Nhamatanda.
Este cenário preocupante tem repercussões significativas na economia da região, uma vez que o roubo de energia tem-se tornado uma prática recorrente entre alguns consumidores.
Amílcar da Barca sublinhou que a empresa já processou os infractores envolvidos nas fraudes. “Infelizmente, o roubo de energia é uma prática que tem sido levada a cabo pelos consumidores e isso resulta num prejuízo bastante avultado.
Neste momento, registamos setecentos e vinte e cinco casos de fraudes, acumulando cerca de quarenta e quatro milhões de meticais. Deste total, conseguimos recuperar apenas cinco milhões, o que representa um índice de recuperação de cerca de onze por cento. Este cenário ocorre porque as pessoas não estão a aderir a práticas de consumo responsável”, afirmou o director.
A EDM continua a trabalhar para minimizar os impactos destes actos e para promover um consumo de electricidade mais consciente entre os seus utentes.
Enfermeiros moçambicanos expressaram a sua insatisfação em relação às condições de trabalho, destacando a falta de material, a ausência de subsídios adequados, além das injustiças e da sobrecarga laboral que enfrentam.
Estas preocupações foram apresentadas directamente ao ministro da Saúde, Ussene Isse, durante uma reunião que teve como objectivo ouvir as reivindicações da classe.
Os profissionais de saúde, que desempenham um papel crucial no primeiro contacto com os pacientes, manifestaram-se sobre a precariedade nas unidades sanitárias, onde a escassez de recursos tem prejudicado a qualidade do atendimento. Os enfermeiros relataram sentir-se marginalizados, sublinhando que a falta de reconhecimento e de apoio institucional tem gerado um ambiente de trabalho insustentável.
A reunião com o ministro Ussene Isse permitiu que os enfermeiros expusessem diversas queixas, incluindo a carga excessiva de trabalho, que muitas vezes os obriga a atender um número de pacientes superior ao estipulado.
Esta situação tem contribuído para o aumento do stress e da insatisfação entre os profissionais, que clamam por uma resolução urgente das suas reivindicações.
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