Internacional Irão condiciona cessar-fogo à garantia de não agressão

Irão condiciona cessar-fogo à garantia de não agressão

O Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Kazem Gharibabadi, revelou que várias nações, entre as quais se destacam a China, a Rússia e a França, estabeleceram contacto com Teerão para discutir a possibilidade de um cessar-fogo. 

Durante uma entrevista divulgada pela agência de notícias persa ISNA, Gharibabadi enfatizou que a principal condição imposta pelo Irão para um cessar-fogo é a garantia de que não ocorrerá repetição de agressões.

O diplomata sublinhou ainda que o Irão não foi o iniciador do conflito, argumentando que está, na verdade, a defender-se. Estas declarações surgem em resposta à recusa do Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, em negociar um acordo de paz com os Estados Unidos, reiterando que o Irão está preparado para continuar os ataques até que considere necessário.

Araqchi, num comunicado à emissora norte-americana PBS News, expressou que as negociações com Washington “já não fazem parte da agenda” do país. Durante uma entrevista na NBC, o ministro também rejeitou solicitações para um cessar-fogo imediato.

As tensões escalaram ainda mais quando o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações contraditórias sobre a situação da guerra, ao afirmar que esta estava “praticamente terminada”, enquanto expressava incertezas sobre os possíveis desdobramentos futuros do conflito.

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Trump enumerou várias supostas vitórias ao longo de dez dias de confrontos, como ataques a cinco mil alvos, afundamento de mais de cinquenta navios e redução da capacidade de mísseis do regime iraniano.

Em resposta, a Guarda da Revolução Islâmica declarou que os seus mísseis são agora mais poderosos do que no início da guerra e que possuem capacidade para expandir o conflito.

As informações continuam a evoluir conforme a situação no terreno se desenrola.

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