Em um desenvolvimento significativo no contexto da guerra, o Irã e o Hezbollah, a partir do Líbano, realizaram ataques simultâneos contra Israel pela primeira vez, na madrugada desta quinta-feira, 5 de Março.
As sirenes de alerta foram accionadas em todo o território israelense, com moradores relatando várias explosões. Até o momento, não há registo de feridos.
Em resposta, Israel lançou a décima primeira onda de ataques aéreos sobre o Irã, atingindo um dos principais complexos militares que abriga o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica, da milícia paramilitar Basij e de uma unidade especial responsável pela repressão de protestos contra o regime. Nesta operação, considerada uma das maiores desde o início do conflito, 100 caças israelenses lançaram 250 bombas sobre o complexo militar iraniano.
Segundo a Hrana, uma agência de notícias focada em direitos humanos que monitora a situação da guerra, até agora contabiliza-se mil mortos no Irã, além de aproximadamente 5,4 mil feridos. Por outro lado, em Israel, o Instituto de Estudos de Segurança Nacional (INSS) reportou 12 mortes. O Seguro Social israelense também informou que mais de 1,7 mil cidadãos foram desalojados e estão a ser temporariamente acolhidos em hotéis.
A escalada na violência entre as duas partes levanta preocupações sobre as consequências regionais e a possibilidade de um conflito mais amplo.















