Internacional Força aérea portuguesa auxilia no resgate de 70 migrantes no Mediterrâneo

Força aérea portuguesa auxilia no resgate de 70 migrantes no Mediterrâneo

Quatro embarcações de migrantes ficaram à deriva no Mar Mediterrâneo, e a Força Aérea Portuguesa desempenhou um papel crucial no seu resgate, durante uma missão de vigilância a partir da Base de Málaga, em colaboração com as autoridades espanholas.

Na sexta-feira passada, uma tripulação da Força Aérea identificou mais de 70 migrantes à deriva, o que facilitou uma operação de resgate liderada pela Guardia Civil de Espanha.

Segundo um comunicado divulgado na terça-feira, a missão integrou-se na Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex) e decorreu durante um voo de vigilância do avião C-295M.

Entre os migrantes resgatados, estavam várias crianças, que se encontravam espalhadas por quatro embarcações próximas umas das outras, todas em situação de perigo.

A tripulação do C-295M reportou imediatamente a situação à entidade coordenadora e forneceu informações vitais sobre a presença de um navio mercante que navegava nas proximidades e poderia prestar auxílio.

Segundo o comunicado, a tripulação portuguesa dirigiu o navio mercante para uma das embarcações, possibilitando o salvamento de 21 migrantes, incluindo duas crianças, enquanto aguardava a chegada do helicóptero de resgate espanhol. Esta intervenção foi decisiva na activação dos meios de busca e salvamento da Guarda Civil, permitindo que os migrantes fossem resgatados com sucesso.

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A Força Aérea Portuguesa, juntamente com o seu avião C-295M, dará início à segunda fase da missão de vigilância no Mediterrâneo a partir de 5 de Setembro. Esta operação, denominada “Joint Operation Índalo 2024”, promovida pela Frontex, terá como base a Base Aérea de Málaga, em Espanha, e prolongar-se-á até 27 de Novembro.

O principal objectivo desta missão é garantir a segurança marítima, prevenir a migração ilegal e combater o tráfico de seres humanos, drogas e armamento, bem como realizar o controlo de actividades de pesca e poluição marítima.

A primeira fase desta missão decorreu entre 20 de Março e 10 de Julho, durante a qual a Força Aérea detectou cerca de 18 mil embarcações, 14 das quais envolvidas em imigração ilegal, resultando na identificação de 202 migrantes. Além disso, foram registadas 428 embarcações relacionadas com actividades ilícitas, totalizando 320 horas de voo de patrulhamento.

A participação contínua da Força Aérea Portuguesa nesta operação conjunta demonstra o seu compromisso em contribuir para a segurança marítima no Mediterrâneo e na protecção de vidas humanas em situações de risco.

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