O Papa Francisco rezou ontem (07) pelas vítimas da guerra contra o grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI) na cidade iraquiana de Mossul, retomada há três anos das mãos dos extremistas.
Na praça de Hosh al-Bieaa, onde havia quatro igrejas cristãs e agora é um cenário de total destruição marcado pela passagem do EI, o Papa iniciou a sua oração: “Se Deus é o Deus da vida, e Ele o é, para nós não é permitido matar os nossos irmãos em seu nome”.
E, entre escombros e paredes semiderretidas, o Papa continuou: “Se Deus é o Deus da paz, e Ele o é, não nos é lícito fazer guerra em seu nome. Se Deus é o Deus do amor, e Ele o é, não nos é permitido odiar os irmãos”.
Diante da destruição brutal causada durante os anos em que EI transformou Mossul na capital iraquiana de seu autoproclamado “califado”, o santo padre implorou o perdão de Deus por tudo o que aconteceu, enquanto confiava a Ele “as muitas vítimas do ódio de o homem contra o homem”.
Para o Papa Francisco, só com paz e reconciliação “esta cidade e este país podem ser reconstruídos e será possível curar corações despedaçados pela dor”.
Na ocasião, o sumo pontífice ouviu alguns testemunhos das atrocidades cometidas em Mossul durante a invasão do EI, que causou o êxodo de cerca de 500.000 pessoas, 120.000 delas cristãs.
Sob protecção muito elevada durante o último dia da sua histórica viagem ao Iraque, o Papa falou sobre a situação da comunidade cristã do Iraque, uma das mais antigas do mundo, mas também uma das que conheceu mais exilados, segundo a fonte a que temos vindo a citar.
“A trágica diminuição dos seguidores de Cristo, aqui e em todo o Médio Oriente, é um dano incalculável, não só para as pessoas e comunidades envolvidas, mas para a própria sociedade que estão a deixar para trás”, afirmou.

















