A rede viária no distrito de Morrumbala, na Zambézia, não está completamente transitável. Nos cerca de 700 quilómetros, em pelo menos 47 a transitabilidade é impossível, devido à degradação acentuada. Noutros 550 quilómetros circula-se com algumas dificuldades.

Nos troços de Zero-Morrumbala e Morrumbala-Sede ao posto administrativo de Megaza, a transitabilidade é feita com muitas dificuldades, aos solavancos. As vias estão esburacadas. Quando chove a situação fica ainda mais complicada, comprometendo o trânsito de pessoas e bens.

O director dos Serviços Distritais de Planeamento e Infra-estruturas (SDPI) de Morrumbala, Rui Semo, referiu que, anualmente, o distrito gasta pelo menos 20 milhões de meticais para trabalhos de manutenção.

O dirigente reclamou do trabalho sem qualidade e efectuado por alguns empreiteiros que ganham obras públicas. Por isso, chamou atenção para que haja honestidade de modo a garantir que o problema seja ultrapassado.

Obras de qualidade são necessárias, uma vez que o distrito é uma potência em termos de produtos agrícolas na província da Zambézia. As vias degradadas comprometem o escoamento de produtos agrícolas de Morrumbala para diversas partes do país, com destaque para a capital do país.

Rui Semo fez saber que em Morrumbala houve intervenções de emergência depois dos estragos causados pelo ciclone Idai. Mas no terreno é notória a degradação rápida das vias.

Para contrariar o problema, o Banco Mundial vai investir pouco mais de 500 milhões de meticais, devendo intervencionar 134 quilómetros. Tratam-se dos troços Zero-Morrumbala, Morrumbala-Sede até ao posto administrativo de Megaza, região que faz fronteira com o vizinho Malawi.

Ao longo dos referidos troços, já há placas de obras, incluindo financiamentos para cada obra. Serão reabilitados estradas e construídos novos aquedutos.