O Presidente sul-africano anunciou neste domingo que o país voltará a proibir a venda de bebidas alcoólicas, de forma a reduzir o número de pacientes nas urgências médicas e a garantir mais vagas hospitalares para doentes com covid-19.

“Embora o aumento das infecções fosse esperado, a força e a velocidade com que progrediu causaram, compreensivelmente, bastante preocupação”, declarou Cyril Ramaphosa, chefe de Estado da África do Sul, num discurso transmitido pela televisão.

“Muitos de nós receiam o perigo que isto representa para nós próprios e para as nossas famílias”, prosseguiu.

Cyril Ramaphosa referiu que desde que a venda de bebidas alcoólicas voltou a ser autorizada, em junho passado, os hospitais sul-africanos registaram um pico de admissões de pacientes nas enfermarias e nos serviços de urgência médica.

Confrontada com um aumento de internamentos de doentes infetados pelo novo coronavírus, e de forma a reduzir a ocorrência de acidentes rodoviários muitas vezes associados ao consumo de álcool, a África do Sul também decidiu restabelecer um recolher obrigatório noturno. As autoridades também decidiram tornar obrigatório o uso de máscara em recintos públicos.

No mesmo discurso, Cyril Ramaphosa frisou que as autoridades de saúde pública sul-africanas alertaram para uma escassez iminente de camas hospitalares disponíveis e das reservas de oxigénio dos hospitais, numa altura em que o país prevê atingir o pico de casos da doença covid-19 entre o final deste mês e setembro.

A África do Sul impôs um dos confinamentos mais rigorosos no mundo durante abril e maio, que incluiu, por exemplo, o encerramento de quase todas as minas, fábricas e empresas e a proibição da venda de bebidas alcoólicas e de cigarros.

Nos últimos dias, o rápido aumento de casos confirmados na África do Sul tornou o país num dos “pontos quentes” da doença a nível mundial.

De acordo com os dados disponibilizados pela Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos da América, a África do Sul é o nono país no mundo mais afetado pela doença