Filipe Nyusi pediu que seja dada prioridade à juventude nas políticas públicas, quando falava após conferir posse a três ministros, 15 vice-ministros e a dois secretários de Estado.

“Moçambique é um país de jovens e só é possível o desenvolvimento com o envolvimento desta faixa etária”, declarou o chefe de Estado.

Nesse sentido, a acção do Governo, em geral, e da nova Secretaria do Estado da Juventude e Emprego, deve centrar-se na promoção da formação técnico-profissional, auto-emprego e pequenas iniciativas empresariais e de negócios.

A remoção de obstáculos no acesso à terra e à habitação para os jovens são igualmente essenciais para a melhoria das condições de vida daquela faixa etária, acrescentou o Presidente da República.

“Quero um sector [da Juventude e Emprego] que apresenta resultados, um sector que procura soluções”, frisou o Presidente moçambicano.

Filipe Nyusi defendeu mais jovens no associativismo juvenil, como plataforma de diálogo para a solução de problemas que afligem aquele grupo social.

A educação sobre direitos humanos, valores da pátria e princípios morais e éticos também devem estar no eixo da acção da Secretaria do Estado da Juventude e Emprego.

Em relação aos vice-ministros hoje empossados, o Presidente da República e chefe do Governo disse esperar que não se limitem a ser meros subordinados dos titulares dos seus respectivos pelouros, apresentando propostas conducentes à materialização do programa do executivo.

“O vice-ministro deve ser pró-activo na apresentação de propostas de trabalho e o ministro deve ter o discernimento e inteligência suficiente para, em conjunto como líder da equipa, avaliar as melhoras formas de implementação dessas propostas”, disse Filipe Nyusi.

Os ministros e os vice-ministros devem pautar por uma relação harmoniosa, evitando crispações que ponham em causa o cumprimento da missão atribuída aos pelouros do Governo, frisou Nyusi.

Os governantes hoje empossados pelo chefe de Estado juntam-se aos ministros que tomaram posse no dia 18 de Janeiro, três dias após Filipe Nyusi ter sido investido para o segundo e último mandato na Presidência da República.