O Banco de Moçambique (BM) decidiu reduzir em 100 pontos base, para 13%, o coeficiente da reserva obrigatória em moeda nacional (Metical), realizado pelos bancos comerciais junto do regulador do sistema financeiro.

Em uma circular divulgada na terça-feira (03), na sua página oficial, o Banco Central informa que decidiu baixar de 14% para 13%, o coeficiente de reservas obrigatórias para passivos (entende-se como depósito dos bancos) denominados em moeda nacional, o Metical.

A decisão deve-se a estabilidade da inflação que mantém-se na casa de um dígito, prevendo-se o mesmo comportamento para os próximos meses.

Com esta medida, os bancos comerciais terão mais liquidez e poderão baixar o custo do crédito ao cliente no mercado, cuja taxa de juro de referência (taxa MIMO) está fixada nos 12,75%.

E mais, a circular N°2/EMO/2019, de 3 de Setembro, do Pelouro de Estabilidade Monetária do Banco de Moçambique, consultada pelo “O País” informa ainda, que decidiu manter o coeficiente das reservas obrigatórias em moedas estrangeiras nos 36%.

A nova actualização entra em vigor a partir do período de constituição de reservas obrigatórias que inicia no dia 7 de Setembro corrente.

Estas deliberações surgem poucos dias depois do Banco Central e a Associação Moçambicana de Bancos (AMB) ter revisto em baixa a taxa ‘Prime Rate’ do sistema financeiro nacional, fixando-a em 18,30% neste mês de Setembro, uma redução em 20 pontos base face a do mês anterior.

Tratou-se da terceira descida consecutiva da ‘Prime Rate’ este ano, que é a taxa aplicada às operações de crédito entre as instituições e sociedades financeiras com os seus clientes. A esta taxa é adicionada ou subtraída uma margem (spread), mediante a análise de risco de cada tipo de crédito.

Esse indicador funciona como base para a fixação da taxa de juro de referência (taxa MIMO), que torna o dinheiro mais caro ou barato na banca.

O País