O suspeito detido por provocar o trágico fogo que na quinta-feira arrasou o estúdio de cinema de animação Kyoto Animation, em Quioto, Japão, confessou o crime e disse à polícia que cometeu o crime porque o estúdio plagiou uma história sua. O incêndio matou 33 pessoas e feriu 36 outras, dez das quais com gravidade.

Shinji Aoba, de 41 anos, terá viajado 480 quilómetros desde a sua cidade natal, nos arredores de Tóquio, até ao local do crime. Pouco antes do incêndio foi visto a carregar dois garrafões de combustível até à entrada do prédio. O incendiário já teria estado preso em 2012, depois de um assalto a uma loja de conveniência e foi, posteriormente, submetido a tratamentos psiquiátricos.

Testemunhas relataram que ouviram o homem gritar ameaças de morte e acusações sobre um alegado plágio contra o estúdio de animação. Pouco depois o fogo terá começado. No momento do incêndio, estariam 74 funcionários no estúdio, 19 dos quais foram encontrados mortos numa escada de acesso ao telhado, que terá funcionado como chaminé, ajudando a propagar o fogo pelos três pisos do estúdio.

O relatório da investigação refere que, além do combustível espalhado, a propagação do fogo foi propiciada pela falta de segurança contra incêndios, nomeadamente a inexistência de mangueiras e extintores.

CM