Um total de 33 iniciativas de geração de rendimento para jovens moçambicanos serão financiados pelo Governo em 2019, um número que representa a metade dos projectos juvenis apoiados em 2018.

De acordo com dados das Nações Unidas, Moçambique apresenta uma taxa de 40 por cento de desemprego nos jovens, uma situação que tende a agravar, alegadamente devido ausência de uma política efectiva de emprego, sobretudo para a juventude.

Só para ilustrar, da apreciação feita pelo “O País” a Proposta do Plano Económico e Social (PES) de 2019, constatou-se que o Executivo deverá reduzir para 33 o número de projectos de geração de rendimento que irão beneficiar de financiamento no próximo ano, contra 66 iniciativas do género neste 2018, no âmbito do Fundo de Apoio a Iniciativas Juvenis (FAIJ).

Em termos de distribuição dos projectos, a província e cidade de Maputo deverá absorver o maior número das iniciativas a serem financiadas (seis projectos). As restantes regiões do país terão o mesmo número de projectos a receber auxílio do Governo (três cada).

Ao todo, e segundo o PES-2019, o financiamento vai beneficiar 1.369 jovens. A par do FAIJ, esta camada social beneficiará de outras iniciativas como, Fundo de Desenvolvimento Distrital, Plano de Redução da Pobreza Urbana e Fundo de Fomento Pesqueiro.

Em 2018, as províncias de Nampula com 13 e Zambézia (12) foram as que tiveram maior número de projectos financiados.

Refira-se, que ainda no próximo, o Executivo de Filipe Nyusi prevê criar poucos empregos no país, ou seja, cerca de 354.3 mil novos postos laborais, menos seis mil previstos para serem criados pelo Governo e sector privado no presente ano.

A estratégia passa por alocar 450 kits de auto-emprego aos jovens nas profissões de carpintaria, agricultura, construção, corte e costura, cozinha, serralharia, avicultura, frio e climatização.

Maioria dos empregos a serem criados em 2019 será absorvida pelo sector privado, mantendo-se assim, a tendência neste indicador socioeconómico. O sector público só vai absorver 86.4 mil novos postos laborais.

Com todos estes cenários, os diagnósticos negativos relativos à política de emprego em Moçambique tem vindo a subir de tom. Por exemplo, em Agosto passado, o Banco Mundial deixou ficar os seus pontos críticos.

Como parte da solução, esta instituição financeira da Bretton Woods prometeu desembolsar uma verba na ordem de 80 milhões de dólares norte-americanos, com vista a desenvolver uma política de emprego mais inclusivas para jovens no país.

O País