O presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), Rogério Manuel, diz que a actual tensão político-militar teve impacto muito negativo no sector privado. Ao espectro de guerra o sector privado junta os raptos que, segundo diz Rogério Manuel, “deterioraram” o ambiente de negócios em 2013. O presidente da CTA fez tais declarações em entrevista no seu gabinete de Imprensa no balanço do exercício económico de 2013.

Segundo Rogério Manuel, a situação político-militar e os raptos deterioram o ambiente de negócios, afectando o desempenho do empresariado nacional devido aos seguintes aspectos – porque as empresas tinham várias obrigações por cumprir – nomeadamente: (i) financeiras, devido ao uso de recursos de terceiros para operar; (ii) pagamentos de salários; e (iii) prazos por cumprir junto dos seus parceiros e não o fizeram. “Não podendo fazê-lo, as empresas nacionais poderão ser preteridas a favor das estrangeiras”.

O empresariado do sector de transporte, de acordo com o sector privado, foi dos primeiros a ressentir-se, porquanto a circulação norte-sul está condicionada ou interrompida.

“Temos ainda o sector do turismo, também, condicionado, particularmente o turismo do interior, baseado em recursos faunísticos, como os existentes nos parques”. O espectro de guerra civil continua e não há indicações claras nem vontade política para que o mesmo chegue ao fim apesar de já ter ceifado perto de uma centena de vidas e deslocado outras centenas.