Desde o início do novo surto de cólera no norte de Moçambique, o número de casos confirmados atingiu 366, com dois óbitos registados, conforme informações divulgadas pelo Ministério da Saúde.
Os dados mais recentes, abrangendo o período de 3 de Setembro a 2 de Novembro, indicam que a província de Nampula, em apenas 24 horas, contabilizou 12 novos casos, elevando o total acumulado no país para 336.
O boletim diário da Direcção Nacional de Saúde Pública revela que, dos 366 casos registados desde Setembro, 194 ocorreram na província de Tete e 172 na província de Nampula. Dentre os casos confirmados, 176 resultaram em internamento, com os dois óbitos relacionados às complicações da doença.
No surto anterior, que abrangeu o período de 17 de Outubro de 2024 a 20 de Julho do presente ano, foram reportados 4.420 infectados, sendo 3.590 na província de Nampula, e um total de pelo menos 64 mortes em consequência da cólera.
Em resposta à crise, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a doação de 3,5 milhões de doses da vacina contra a cólera a Moçambique. Esta informação foi revelada pelo Presidente moçambicano, Daniel Chapo, durante uma conferência de imprensa que seguiu a sua visita à Suíça, onde se reuniu com o director-geral da OMS, Tedros Adhanom.
O chefe de Estado exprimiu a esperança de que esta doação contribua para o início da implementação do Plano de Eliminação da Cólera (PEC), que foi aprovado em Setembro pelo Conselho de Ministros e estabelece pilares essenciais para o combate à doença.
18 cidadãos foram retidos no posto administrativo de Kambulatsitsi, localizado em Moatize, na província de Tete. Dentre os retidos, 11 são de nacionalidade paquistanesa e sete bengalis.
Segundo as autoridades de imigração na província, os imigrantes foram detidos por não possuírem os vistos de entrada necessários e por não utilizarem os postos oficiais para realizar os seus movimentos migratórios.
O jornal “O País” reportou que, em conexão com este caso, três cidadãos moçambicanos foram detidos sob suspeita de facilitação da imigração ilegal.
Neste ano, a Polícia da República de Moçambique (PRM) já realizou a apreensão de 13 viaturas e quatro motorizadas, além de ter detido cerca de 21 indivíduos envolvidos na facilitação de imigração ilegal.
A província de Tete, com uma extensão de 1.450 km de linha de fronteira, apresenta desafios significativos devido à sua ampla abertura.
O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, esteve presente na investidura da nova Presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, um evento considerado um símbolo de amizade e solidariedade entre os dois povos.
A cerimónia, que marca a renovação do mandato presidencial de Hassan por mais cinco anos, teve lugar na capital política da Tanzânia, Dodoma, e contou com a presença de vários Chefes de Estado e de Governo de diferentes países africanos, bem como representantes de organizações regionais e internacionais.
Daniel Chapo, convidado de honra do acto, sublinhou a forte interligação histórica entre Moçambique e a Tanzânia, recordando que a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) foi fundada em terras tanzanianas a 25 de Junho de 1962.
O Chefe de Estado destacou o papel crucial que a Tanzânia desempenhou na luta pela independência e na construção do Estado moçambicano, afirmando que o apoio tanzaniano sempre foi um pilar fundamental.
“Desde os primórdios da nossa luta pela liberdade, a solidariedade e o espírito de irmandade estiveram presentes nas relações entre os nossos povos”, afirmou Chapo, reconhecendo a importância deste gesto de presença na cerimónia de tomada de posse da Presidente eleita.
O estadista moçambicano salientou que o acto não só representa uma saudação de amizade em nome dos moçambicanos como também uma oportunidade para fortalecer a cooperação bilateral em áreas estratégicas como o comércio, transporte, energia e segurança regional.
Durante a visita, Chapo manteve conversações com Samia Suluhu Hassan e outros líderes presentes, reafirmando o compromisso de Moçambique em aprofundar as relações de cooperação, com ênfase nas áreas de economia, infra-estruturas, educação, energia e desenvolvimento transfronteiriço.
Pelo menos 26 pessoas perderam a vida devido a um deslizamento de terra no oeste do Quénia, enquanto outras 25 continuam desaparecidas. O país atravessa a sua segunda época de chuvas, caracterizada por intensas precipitações.
Desde a semana passada, chuvas torrenciais têm afectado a região ocidental do Vale do Rift. A Cruz Vermelha do Quénia relatou que as áreas mais atingidas permanecem inacessíveis por estrada devido a deslizamentos, lama e inundações repentinas.
O número de vítimas mortais, que inicialmente era estimado em 21, aumentou para 26, com 25 pessoas a serem consideradas desaparecidas e 25 outras feridas. As vítimas com ferimentos graves foram transportadas de avião para um hospital na cidade de Eldoret para receber tratamento, enquanto aquelas com ferimentos leves receberam cuidados no local.
Os esforços de resgate prosseguiram até sábado, apesar da chuva intensa, com agências de gestão de desastres a procurarem entre os escombros das casas destruídas por pessoas desaparecidas. As autoridades locais estão a trabalhar com urgência para fornecer assistência humanitária e apoiar as famílias afectadas.
Mais de 1.000 casas foram devastadas pelo fenómeno, e o ministro do Interior do Quénia apelou aos residentes que vivem nas imediações de rios sazonais ou em zonas susceptíveis a deslizamentos a deslocarem-se para áreas mais seguras.
O Quénia vive esta segunda época de chuvas, também conhecida como “chuvas curtas”, que normalmente traz algumas semanas de tempo húmido, em contraste com o período mais prolongado e intenso que ocorre no início do ano. Nos últimos anos, centenas de pessoas têm perdido a vida devido a deslizamentos de terra e inundações no país.
A polícia moçambicana anunciou a detenção de dois homens suspeitos de estarem envolvidos no rapto de um empresário português, de 69 anos, que possui também nacionalidade moçambicana.
O incidente ocorreu no dia 7 de Outubro, na baixa de Maputo, em frente ao estabelecimento comercial da vítima.
João Adriano, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), confirmou em conferência de imprensa a identificação e captura dos dois suspeitos, cujas idades variam entre 30 e 46 anos. “Queremos confirmar a detenção de dois cidadãos nacionais”, declarou Adriano, ao apresentar os detidos aos jornalistas.
O empresário foi abordado por um grupo que se fazia transportar numa viatura branca, sem chapa de matrícula. Este caso marca o primeiro rapto conhecido publicamente desde Junho, levantando preocupações sobre a segurança no país. A polícia continua a investigar e espera avançar na localização da vítima.
O Ministério dos Transportes e Logística (MTL) inaugurou a estrada Khongolote–N1, uma infra-estrutura implementada no âmbito do Projecto MOVE, financiado pelo Banco Mundial.
A cerimónia de entrega teve lugar no município da Matola e representa um passo significativo na melhoria da mobilidade e acessibilidade na região metropolitana.
Com um investimento que ultrapassou os 278 milhões de meticais (aproximadamente 4,35 milhões de dólares), a nova via foi objecto de diversas intervenções, incluindo a instalação de um sistema de drenagem eficiente, sinalização vertical e horizontal, passeios, lombas, iluminação pública e uma baía segura para peões. Anteriormente, a estrada apresentava condições críticas de circulação, marcadas pela erosão e falta de iluminação, o que dificultava o trânsito na área.
O ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, destacou a importância deste projecto como um compromisso do Governo com o desenvolvimento urbano, mencionando que a obra vai facilitar a movimentação de pessoas e bens. “Esta não é apenas uma obra de engenharia, mas uma resposta concreta às aspirações de um país mais acessível, seguro e justo. É a ponte para a escola, o emprego, os mercados e os serviços essenciais”, salientou Matlombe.
Além da melhoria na iluminação pública, o ministro sublinhou que o aumento do fluxo de pessoas ao longo da via contribuirá para a redução dos índices de criminalidade. “Com esta estrada, cria-se um ambiente mais seguro, transformando áreas anteriormente escuras e isoladas em espaços de circulação protegida, o que diminui os casos de criminalidade e aumenta a confiança dos cidadãos”, afirmou.
A população dos bairros de Khongolote, Ndlavela e Zona Verde expressou a sua satisfação com o novo investimento, confidenciando que a estrada facilitará a mobilidade local, reduzirá congestionamentos e impulsionará a actividade económica. Os moradores ressaltaram ainda que a maior iluminação e circulação de pessoas são factores cruciais para aumentar a segurança comunitária.
O edil da Matola, Júlio Parruque, enfatizou que a nova infra-estrutura simboliza um compromisso com a mudança e a inovação, enquanto o governo local continua a promover intervenções em outras vias municipais. Matola dispõe de mais de 900 quilómetros de rede viária, sendo que apenas 30% destes se encontram pavimentados.
Matlombe também ressaltou que a via foi construída de acordo com padrões rigorosos de qualidade, assegurando maior durabilidade e uma significativa redução nos custos de manutenção. Fez ainda um apelo à população para que se envolva na conservação da estrada, sublinhando a importância da cidadania na preservação dos bens públicos.
Por último, o ministro delineou que o próximo passo será organizar e expandir a oferta de transporte público, assegurando o máximo aproveitamento da nova estrada. Incentivou o município a priorizar as rotas internas e a melhorar a gestão das suas frotas, de forma a garantir tarifas acessíveis.
A nova estrada integra um conjunto de obras em curso que visa reforçar o sistema metropolitano de transporte e preparar a implementação do sistema BRT (Bus Rapid Transit), que promete oferecer serviços mais seguros e eficientes à população.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Gestão de Casos e CLHIV. Saiba mais.
A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Coordenadora de Comunicação e Marketing Estratégico. Saiba mais.
Sete supermercados localizados na cidade da Beira, na província de Sofala, foram penalizados devido à venda de produtos alimentares fora do prazo de validade e outros artigos contrafeitos.
As sanções foram impostas após uma acção inspectiva realizada pela Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE), que revelou a existência de uma quantidade significativa de milho, arroz, óleo alimentar, mariscos, derivados de frangos e produtos hortícolas em condições inadequadas para o consumo humano.
A Inspectora-Geral da INAE, Shakila Mahomed, informou que, além das multas, os supermercados em questão foram instruídos a proceder à retirada e incineração dos produtos que estavam fora do prazo e que apresentavam sinais de adulteração.
O Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau confirmou a detenção de vários militares envolvidos numa alegada tentativa de golpe de Estado, a menos de um mês das eleições presidenciais.
O incidente, que envolve generais e oficiais de alta patente do Exército, levanta preocupações sobre a estabilidade política do país.
O chefe da Divisão Central de Recursos Humanos e Pessoal, Fernando Gomes da Silva, afirmou que “este lamentável episódio, no qual estão envolvidos alguns generais e oficiais de alta patente das nossas Forças Armadas, põe em risco a paz e a estabilidade tão desejadas para o desenvolvimento socioeconómico e a captação de investimento estrangeiro”.
Durante uma conferência de imprensa, o porta-voz militar apresentou gravações que, segundo a sua declaração, evidenciam a tentativa de golpe, considerando-a como “acontecimentos reais e inaceitáveis”. A investigação continua em curso, com a finalidade de identificar todos os implicados e levá-los à justiça.
O Estado-Maior sublinhou a sua determinação em assegurar que não ocorram “distúrbios ou desordem” durante o processo eleitoral, prometendo implementar medidas de segurança robustas para garantir a normalidade das eleições. “As Forças de Defesa e Segurança advertem que não permitirão qualquer interferência de indivíduos ou grupos, através de acções de manipulação psicológica, redes sociais ou outros meios de comunicação, com o objectivo de desestabilizar ou desacreditar a liderança militar”, refere o comunicado oficial.
Entre os detidos encontra-se o Brigadeiro-General Dabana Na Walna, que, segundo as autoridades, teria solicitado armas, veículos e coletes à prova de bala, utilizando a sua posição de instrutor num centro de formação para apoiar o alegado plano de golpe, que teria como liderança o Presidente Umaro Sissoco Embaló.
Um dia antes das detenções, Simões Pereira, principal opositor do actual Presidente, assegurou que não tinha intenções de derrubar a ordem constitucional. “Os meus colegas e eu, aqueles que me acompanham, comprometemo-nos desde o início das nossas carreiras a utilizar apenas mecanismos democráticos, porque o partido político é o único instrumento que temos à nossa disposição”, afirmou em conferência de imprensa.
Umaro Sissoco Embaló assumiu a presidência em 27 de Fevereiro de 2020, após vencer a segunda volta das eleições contra Simões Pereira, que foi apoiado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), partido que governou o país desde a sua independência de Portugal em 1974.
A província de Nampula dará início, este mês, aos trabalhos de manutenção de rotina das estradas que interligam os distritos de Lalaua, Liúpo, Mogincual, Moma e Memba.
Esta intervenção surge em resposta às dificuldades de trânsito rodoviário que se verificam actualmente, condicionadas pelas recentes intempéries que afetaram a região.
Joaquim Tomás, director Provincial dos Transportes e Comunicações de Nampula, afirmou que o objectivo do governo é garantir que todas as vias estejam em condições transitáveis durante o período chuvoso, assegurando assim a mobilidade e a segurança dos utentes.
Um terramoto de magnitude 6,3 na escala de Richter atingiu o norte do Afeganistão, resultando na morte de pelo menos 20 pessoas e ferindo cerca de 260, conforme reportado pelas autoridades de saúde afegãs.
O porta-voz do Ministério da Saúde Pública, Sharafat Zaman, confirmou as fatalidades e o elevado número de feridos, enquanto Yousaf Hammad, porta-voz da agência de gestão de catástrofes, indicou que a maioria dos feridos apresenta ferimentos ligeiros e foi já dispensada após receber atendimento médico inicial.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos anunciou que o sismo ocorreu por volta da meia-noite, hora local, com o epicentro localizado a 22 quilómetros a oeste-sudoeste de Khulm, a uma profundidade de 28 quilómetros.
Equipes de socorro e emergência do Ministério da Defesa em Cabul chegaram rapidamente às áreas mais afectadas nas províncias de Balkh e Samangan, iniciando as operações de auxílio.
Na cidade de Mazar-e-Sharif, capital da província de Balkh, o terramoto provocou danos na icónica Mesquita Azul, um importante marco religioso e cultural do Afeganistão, que alberga festivais religiosos e culturais de grande relevância.
Cerca de 13 mil clientes da Electricidade de Moçambique (EDM) encontram-se sem electricidade em várias zonas da província da Zambézia.
Esta interrupção no fornecimento de energia deve-se a anomalias na rede de média tensão provocadas pelo mau tempo.
As localidades afectadas incluem Sabe, Mepinha, o povoado de Coutinho, assim como os distritos de Morrumbala e Derre.
Equipas técnicas da EDM estão já no terreno a trabalhar para restabelecer o fornecimento de electricidade o mais rapidamente possível. A empresa informa que neste momento decorrem trabalhos de inspecção da rede para avaliar os danos causados pela intempérie.
O Ministério da Saúde de Moçambique anunciou que cerca de 30% dos homens no país enfrentam problemas relacionados com o cancro da próstata.
A revelação ocorreu durante o lançamento da campanha Novembro Azul, evento realizado na cidade da Matola, província de Maputo, pelo Ministro da Saúde, Ussene Isse.
Isse sublinhou que os dados são alarmantes, especialmente considerando que 48% da população nacional, estimada em 34 milhões de habitantes, é composta por homens.
O Ministro enfatizou que o consumo excessivo de tabaco e álcool, bem como o aumento da incidência de acidentes vasculares cerebrais, estão entre os principais factores que impulsionam o crescimento dos casos de cancro da próstata no país.
Entre 2022 e 2025, mais de 1.500 novos casos foram diagnosticados anualmente, com uma taxa média de mortalidade de cinco por cento. Apesar da gravidade da situação, o Ministro observa que uma das principais dificuldades do sistema de saúde é a baixa adesão dos homens aos serviços médicos.
Os homens, segundo Isse, revelam resistência em procurar atendimento hospitalar, ao contrário das mulheres, que frequentemente acedem aos serviços de saúde, muitas vezes acompanhando crianças. “Uma das grandes fraquezas do sistema nacional de saúde são os homens”, afirmou.
O governante destacou que o Executivo está a desenvolver programas de saúde específicos para o público masculino, com o intuito de inverter esta tendência e promover tanto a prevenção como o diagnóstico precoce das doenças. “Se nós não aproveitarmos esta janela para implementar intervenções focadas para o homem, teremos muitos problemas de saúde pública no nosso país”, advertiu Isse.
Dados oficiais indicam que a mortalidade associada a doenças crónicas não transmissíveis aumentou de cinco por cento em 2005 para cerca de 30 por cento actualmente, realçando a necessidade urgente de acções de prevenção e sensibilização.
A cerimónia do Novembro Azul contou ainda com a participação de cerca de 70 médicos de diversas especialidades, que realizaram testes e avaliações clínicas para várias patologias.
Os médicos do Hospital Central de Nampula (HCN) decidiram suspender a greve que estava marcada para sábado. A decisão foi tomada após um entendimento alcançado entre os profissionais de saúde e o Secretário do Estado na província de Nampula, Plácido Pereira, que mediou o diálogo e apresentou propostas de solução em prol dos doentes.
A crise iniciou no início de Outubro, quando cerca de 50 médicos, maioritariamente residentes e oriundos dos distritos, anunciaram a paralisação das suas actividades por tempo indeterminado. A razão invocada para a greve foi a falta de pagamento dos subsídios por horas extraordinárias.
Cachimo Molina, director do HCN, explicou que, durante a reunião, ficou acordado que será realizado um trabalho conjunto entre o sector das Finanças e a direcção da unidade sanitária, com o intuito de encontrar mecanismos que assegurem o pagamento devido aos médicos. Um dos pontos discutidos abordou a situação dos médicos que já recebiam subsídios nos seus distritos de origem. Ao entrarem em regime de horas extras no HCN, enfrentaram dificuldades devido a incompatibilidades administrativas.
Os médicos expressaram um voto de confiança no Secretário do Estado, enfatizando que o compromisso assumido é claro e que, dentro de quinze dias, o problema deverá ser resolvido.
Carlos Mazón, presidente do governo da Comunidade Valenciana, anunciou a sua demissão, um ano depois das cheias que resultaram na morte de 229 pessoas.
O anúncio foi feito na sede do governo autonómico, onde Mazón reconheceu erros na gestão da crise que devastou a região em 29 de Outubro de 2024.
“Decidi pela primeira vez em 12 meses fazer um balanço mais pessoal”, afirmou Mazón, sublinhando que é “o momento de reconhecer erros próprios”. O dirigente do Partido Popular (PP) admitiu que se tornou o “centro da crítica política” devido à sua actuação durante as inundações.
Entre os erros reconhecidos, Mazón destacou a falha em solicitar a declaração de emergência nacional, o que impediu que o governo central, liderado pelos socialistas, assumisse a gestão da situação. Além disso, o presidente admitiu ter ocultado a sua localização no dia das cheias, dirigindo-se ao centro de comando apenas no final do dia.
A demissão surge após uma semana marcada por homenagens às vítimas, onde Mazón foi alvo de insultos por parte de familiares durante um funeral de Estado, o que descreveu como “dias duros, profundos, dilacerantes, crispados e, por vezes, cruéis”. Ele expressou que “já não aguento mais” e, apesar de reconhecer falhas pessoais, lançou críticas ao governo de Espanha, afirmando que não foram disponibilizadas informações adequadas para a tomada de decisões durante a emergência e que a ajuda necessária foi negada posteriormente.
Carlos Mazón teve várias versões sobre a sua agenda no dia 29 de Outubro, revelando que teve um almoço prolongado com uma jornalista, pouco antes das inundações. A sua demissão ocorreu momentos antes de essa mesma jornalista prestar testemunho perante a juíza que conduz a investigação judicial sobre as responsabilidades nas mortes ocorridas.
Um relatório da juíza, divulgado em Fevereiro, indicou que a maioria das vítimas faleceu antes do envio de um alerta para os telemóveis da população.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) recuperou um bebé de duas semanas roubado na semana passada na cidade da Beira, província de Sofala. O recém-nascido já foi entregue à mãe.
A acusada, uma senhora que assumiu a prática do crime, informou que manteve a criança sob sua custódia durante três dias. Ela encontra-se detida, aguardando o prosseguimento do processo. A mulher explicou que a sua ação foi motivada pelo desejo de apresentar o bebé ao marido, após ter perdido o seu próprio filho durante o parto. A Polícia confirmou que a indiciada estava grávida na altura do crime.
A mulher foi detida em sua residência, após denúncias de vizinhos que levantaram suspeitas sobre a situação. Além disso, a PRM confirmou que o pai do recém-nascido também foi detido, sendo acusado de união prematura, dado que a sua parceira tem apenas 16 anos de idade.
O Estado moçambicano apresenta uma dívida acumulada de mais de 14 mil milhões de meticais, equivalentes a cerca de 219 milhões de dólares, segundo o presidente da Federação Moçambicana de Empreiteiros (FME), Bento Machaila.
A revelação foi feita em Maputo, logo após uma audiência com o antigo Chefe de Estado, Armando Guebuza, destinada a discutir as festividades dos 20 anos da FME, que se assinalam em Novembro.
Machaila destacou que os últimos dez anos foram marcados por um aumento significativo da dívida. Esta situação tem imposto dificuldades a várias empresas, levando até ao encerramento das suas actividades. O presidente da FME relatou a recente diminuição do nível de classificação de uma empresa de grande porte, que passou de sétima para quarta classe, sublinhando que a instituição mantém o escritório apenas para perseguir os pagamentos devidos, sem condições para participar em novas concorrências.
Em complemento, Machaila criticou mudanças na legislação sobre empreitadas, que favorecem a participação de empreiteiros estrangeiros e não exigem a verificação da autenticidade dos documentos apresentados nos concursos públicos. A facilidade em apresentar documentação de origem externa sem a devida validação tem gerado a inscrição de empresas com práticas fraudulentas.
A revisão do regulamento de controlo de qualidade das obras públicas, que retirou a obrigatoriedade de utilização do Laboratório de Engenharia de Moçambique (LEM) para aferir a qualidade dos materiais de construção, também foi alvo de críticas. Segundo Machaila, essa alteração conduziu à proliferação de obras de baixa qualidade, comprometendo a durabilidade das infraestruturas.
Para assinalar a efeméride, a FME está a organizar uma Gala Nacional da Construção, que visa premiar personalidades e instituições que contribuíram para o sector, juntamente com uma Feira Internacional de Construção e um Fórum Nacional da Indústria da Construção. Iniciativas sociais e académicas voltadas à valorização da engenharia, arquitectura e ofícios da construção também estão no programa.
O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo deu início ao julgamento do caso de desvio de valores monetários do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), relacionado com uma operação que favoreceu um grupo de “pensionistas-fantasmas”.
Este processo surge num momento em que ainda se investiga o montante total envolvido.
Sob o processo-crime número 17/2025-A, a Sétima Secção Criminal analisa uma série de delitos, incluindo peculato, associação criminosa, falsificação de documentos, branqueamento de capitais e falsidade informática, que causaram danos significativos à maior instituição de previdência social do país entre 2021 e 2024.
De acordo com informações veiculadas pelo jornal Domingo, estão implicados quatro arguidos, entre os quais se destacam dois indivíduos que fundaram duas empresas com facturação suspeita, uma delas ligada ao sector mineiro.
Relatos nos autos indicam que mais de 26 a 27 pessoas poderão ter abandonado o país, evadindo-se após o desvio de fundos do INSS, conhecido como o “banco dos pobres”. Estes indivíduos utilizaram os nomes de quase duas dezenas de pensionistas com prestações já inactivas — relacionadas com velhice, sobrevivência e invalidez — para realizar o desvio.
O esquema informático em questão também envolveu saques relacionados a subsídios de funeral, morte, doença e maternidade.
Samia Suluhu Hassan toma posse como a nova Presidente da Tanzânia, com a presença do homólogo moçambicano, Daniel Chapo. A cerimónia ocorre num contexto marcado por tensões políticas e protestos que resultaram na morte de pelo menos 700 pessoas, segundo a oposição e organizações de defesa dos direitos humanos.
A vitória de Samia Suluhu Hassan nas eleições gerais, realizadas a 29 de Outubro, foi anunciada com a impressionante marca de 97,66% dos votos. Contudo, a votação foi amplamente criticada, devido a protestos que surgiram em resposta à exclusão dos principais partidos da oposição, levantando sérias dúvidas sobre a legitimidade do processo eleitoral.
O partido Chadema, a principal força política de oposição na Tanzânia, contestou os resultados, afirmando que a eleição não ocorreu de forma legítima. Deogratias Munishi, secretário internacional do Chadema, declarou à AFP: “Samia Suluhu não foi eleita, porque não houve eleições na Tanzânia no dia 29. O que foi anunciado ontem é completamente ilegítimo e, por isso, Samia Suluhu Hassan é uma presidente ilegítima da Tanzânia.”
Kivutha Kibwana, um político queniano, expressou preocupações sobre a situação na Tanzânia, considerando que “dada a situação actual dos direitos humanos e da segurança, é impossível afirmar que ocorreram eleições credíveis na quarta-feira, 29 de Outubro de 2025”. Destacou ainda o bloqueio da Internet e os relatos de assassinatos que permeiam o ambiente político tanzaniano.
A nova Presidente enfrenta assim um cenário repleto de desafios, com a oposição a exigir justiça e a comunidade internacional atenta às evoluções em um dos países mais influentes da região.
O governo moçambicano acelera os preparativos para a sua participação na 30.ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que terá lugar de 10 a 21 de Novembro, em Belém, Brasil.
Através de uma abordagem inclusiva, Moçambique procura envolver o governo, a sociedade civil e os jovens nas discussões, focando especialmente na adaptação, mitigação e financiamento climático. Esta estratégia visa reafirmar o compromisso do país em enfrentar os desafios das mudanças climáticas.
Francisco Sambo, director nacional do Ambiente e Mudanças Climáticas, compartilhou a informação durante uma reunião em Maputo sobre as áreas de interesse para a COP30. Sambo destacou a importância da participação activa dos jovens, que têm promovido diálogos em todo o país sobre questões ambientais, consolidando as contribuições que irão moldar a posição de Moçambique na conferência.
O evento reveste-se de significado especial, dado que a COP30 regressa ao Brasil trinta anos após a primeira conferência sobre o tema. A delegação moçambicana pretende influenciar decisões internacionais, com ênfase na vulnerabilidade do país aos impactos climáticos.
Sambo enfatizou que “o nosso maior desafio continua a ser o acesso ao financiamento climático”, reconhecendo que, embora os recursos estejam disponíveis, a falta de organização limita a capacidade de Moçambique em aceder a esses fundos. Para contornar essa dificuldade, o país concluirá a Estratégia Nacional de Financiamento Climático, que visa facilitar o acesso a diferentes fontes de apoio internacional.
Além disso, Moçambique enviará uma versão preliminar da sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC 3.0), cuja versão final deverá ser submetida no primeiro semestre de 2026. Esta NDC inclui novas áreas, como saneamento e protecção social, alinhando-se com as estratégias governamentais em vigor.
Rosália Pedro, representante da Direcção Nacional de Ambiente e Mudanças Climáticas, apresentou as prioridades de Moçambique, que se concentram na mobilização de recursos e na implementação do Acordo de Paris. A participação do país na conferência visa garantir um reforço na captação de recursos e na promoção da sua imagem na cooperação internacional.
As prioridades distribuem-se por três eixos: adaptação, mitigação e temas transversais. Na adaptação, Moçambique pretende acelerar os Planos Nacionais de Adaptação (NAPs) e investir em infra-estruturas resilientes. Na mitigação, o país defende a necessidade de cumprimento das NDCs e uma flexibilização dos critérios para o acesso ao financiamento climático.
Pedro sublinhou a relevância da transferência de tecnologias e da capacitação técnica, fazendo um apelo à inclusão de comunidades locais, mulheres e jovens nos processos de adaptação e mitigação. Foi solicitado também um plano de ação de género que leve em conta o contexto cultural de Moçambique.
A urgência da operacionalização do Fundo de Perdas e Danos, avaliado em 1,3 biliões de dólares anuais até 2035, e a simplificação dos critérios de acesso aos fundos climáticos internacionais foram igualmente destacados como questões cruciais.
A representante da União Europeia em Moçambique, Aude Grignard, elogiou o esforço do governo em promover um processo inclusivo e coordenado na preparação para a COP30. Grignard reconheceu o apoio da UE no impulso de uma transição verde e inclusiva, que contribua para a criação de novas oportunidades económicas e a protecção dos ecossistemas.
Edson Macuácua, Presidente da Comissão Técnica (COTE) para o Diálogo Nacional Inclusivo, revelou que o Presidente Daniel Chapo assumiu o compromisso de submeter uma...