As autoridades de saúde no distrito de Cheringoma, na província de Sofala, garantem que a situação da cólera que eclodiu há mais de um mês está controlada.
Até segunda-feira, o distrito registou um total de 87 casos de cólera, sem nenhum caso necessitando de internamento hospitalar. Esta informação foi confirmada por Paulo Sousa, director do serviço de saúde, Mulher e Acção Social de Cheringoma.
Para conter a propagação da doença, as autoridades implementaram diversas medidas, incluindo:
Intensificação da sensibilização da população: campanhas de informação porta-a-porta e através de meios de comunicação locais sobre a importância da higiene e do saneamento básico para prevenir a cólera.
Distribuição de água potável: disponibilização de água potável segura para a população, através de camiões cisterna e instalação de pontos de distribuição.
Melhoria do saneamento: intensificação da limpeza das ruas e latrinas, e promoção da construção de latrinas higiénicas.
Tratamento dos casos: disponibilização de tratamento gratuito e eficaz para os doentes de cólera em centros de saúde.
As autoridades de saúde de Cheringoma mantêm a vigilância epidemiológica activa para detectar e responder rapidamente a novos casos de cólera. A comunidade também é incentivada a manter práticas de higiene e saneamento para prevenir a propagação da doença.
A cólera é uma doença diarreica aguda causada pela bactéria Vibrio cholerae. A doença é transmitida através da ingestão de água ou alimentos contaminados com a bactéria. A falta de acesso a água potável e saneamento básico aumenta o risco de contrair cólera.
A situação da cólera em Cheringoma é um exemplo da importância da resposta rápida e eficaz das autoridades de saúde para conter a propagação de doenças e proteger a saúde da população.
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, fará o seu discurso anual sobre o Estado da Nação a 29 de fevereiro, duas semanas antes das eleições presidenciais de 15 a 17 de março.
A expectativa é que o discurso se concentre em cinco temas principais:
1. Campanha militar na Ucrânia: Putin deverá defender a estratégia militar na Ucrânia e apresentar seus planos para o futuro do conflito.
2. Soberania da Rússia: A defesa da soberania da Rússia, tanto política quanto tecnológica, será um ponto central do discurso, em um contexto de crescentes tensões com o Ocidente.
3. Desenvolvimento económico: Putin abordará as medidas para impulsionar a economia russa, que enfrenta desafios como a inflação e a queda do PIB.
4. Assuntos sociais: O discurso também focará em questões sociais, como a necessidade de aumentar as taxas de natalidade, especialmente após as perdas militares na Ucrânia.
5. Eleições presidenciais: A intervenção de Putin servirá como plataforma para apresentar seu programa eleitoral e buscar a reeleição para um quinto mandato de seis anos.
O discurso do Estado da Nação acontece em um momento crucial para a Rússia, marcada pela guerra na Ucrânia e pelas sanções ocidentais.
A expectativa é que Putin apresente uma visão para o futuro do país, tanto no cenário internacional quanto no âmbito interno.
O discurso terá grande impacto na opinião pública e poderá influenciar o resultado das eleições presidenciais.
O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) prevê recensear um total de 7.773.696 eleitores para participarem nas próximas eleições presidenciais e legislativas, bem como nas assembleias provinciais, marcadas para o dia 9 de outubro.
Deste universo, 7.494.011 correspondem a novas inscrições previstas para este ano dentro do território nacional, enquanto 279.685 referem-se a inscrições no estrangeiro.
A estes eleitores a registar este ano, soma-se ainda o universo de 8.723.805 eleitores, correspondente ao recenseamento realizado no âmbito das sextas eleições autárquicas, que ocorreram no ano passado.
Estes dados foram divulgados ontem, em Maputo, pela porta-voz do STAE, Regina Matsinhe, durante a cerimónia de abertura da formação dos facilitadores nacionais de brigadistas, com vista ao início do recenseamento eleitoral a partir do zero, previsto para o dia 15 de março.
A Autoridade Tributária de Moçambique (AT) está a investir num projeto de monitorização e controlo remoto das fronteiras nacionais, visando o aumento da receita e garantindo segurança, especialmente em ambientes de conflito.
Esta informação foi recentemente revelada em Maputo pela presidente da AT, Amélia Muendane, que adiantou que já está em curso um grupo de trabalho dedicado a soluções tecnológicas geoespaciais.
Segundo Muendane, este grupo tem a responsabilidade de conduzir estudos sobre a implementação de soluções tecnológicas geoespaciais avançadas para uma monitorização e controlo eficazes das fronteiras.
Neste momento, está em andamento o mapeamento das fronteiras e dos postos de cobrança na zona centro, utilizando sistemas tecnológicos, e simultaneamente está a ser preparado um seminário que reunirá diversos especialistas.
Além disso, nos próximos dias, a AT planeia realizar jornadas científicas sobre o mesmo tema, com o objetivo de encontrar soluções para implementar esta iniciativa.
Nos últimos anos, o Governo tem implementado reformas nas principais fronteiras nacionais, melhorando assim a eficiência das operações de fiscalização e controlo.
Por exemplo, na fronteira de Ressano Garcia, a mais movimentada de Moçambique, o número de camiões em trânsito para o Porto de Maputo aumentou de 800 para 1500 por dia, às vezes chegando a dois mil.
Como parte das reformas, foi introduzida a digitalização dos processos, garantindo a interoperabilidade do sistema do Terminal Rodoviário do Km 4 com o sistema do Porto de Maputo.
Com a implementação destas e outras medidas, houve melhorias nas operações, incluindo a redução do tempo de espera dos camiões no corredor, especialmente no Km 4.
Atualmente, cerca de 60 por cento dos camiões são despachados em menos de 1 hora, comparativamente às cerca de 3 horas antes da implementação das Medidas de Aceleração Económica.
A comunidade de Xinonanquila, na Matola-Rio, está em choque após a descoberta dos corpos de uma mulher de 35 anos e sua filha de apenas dois anos, em sua residência.
As vítimas apresentavam sinais de agressões físicas, o que torna o caso ainda mais brutal e intrigante.
O crime só foi descoberto após vizinhos sentirem um forte odor nauseabundo vindo da casa das vítimas e notarem a ausência de movimentação por mais de uma semana. Preocupados, acionaram as autoridades, que confirmaram a tragédia.
O principal suspeito do crime é o ex-marido da mulher, de nacionalidade congolesa. Segundo relatos de vizinhos, o casal teve um divórcio conflituoso em novembro do ano passado, o que levanta ainda mais suspeitas sobre o envolvimento do homem no crime.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) isolou a área e iniciou as investigações. De acordo com a porta-voz da PRM na província de Maputo, Carmínia Leite, a casa estava em estado de desordem, com móveis revirados.
Os corpos das vítimas estavam em estado avançado de decomposição e apresentavam indícios de agressões físicas.
Leite também informou que os corpos foram levados para o Hospital Provincial da Matola para autópsia. O ex-marido da vítima foi detido no Comando Geral de Boane, pois há fortes indícios de seu envolvimento no crime. “Contudo, continuaremos a investigar para solucionar o caso”, frisou a porta-voz da PRM.
O homem nega todas as acusações e afirma ser inocente. A investigação da PRM segue em curso para determinar as circunstâncias do crime e responsabilizar o(s) culpado(s).
A comunidade de Xinonanquila está consternada com a brutalidade do crime e se solidariza com a família das vítimas. A morte de uma mãe e sua filha, em circunstâncias tão violentas, é um fato que causa profunda tristeza e exige justiça.
O funeral de Cecilia Gentili, uma conhecida ativista transgênero, realizado na Catedral de São Patrício em Manhattan, Nova Iorque, gerou controvérsia e condenação por parte da Arquidiocese Católica Romana de Nova Iorque.
Gentili era conhecida por sua defesa incansável dos direitos das pessoas transgênero, profissionais do sexo e pessoas com HIV. Sua morte, aos 52 anos, em 6 de fevereiro, gerou comoção na comunidade LGBT+ da cidade.
O funeral de Gentili, realizado na catedral no dia 16 de fevereiro, reuniu um grande número de pessoas, incluindo amigos, familiares e membros da comunidade LGBT+. Vídeos do evento mostram o público cantando, aplaudindo e homenageando a ativista.
A Arquidiocese de Nova Iorque condenou o funeral, alegando que a catedral foi enganada sobre a natureza da cerimônia. Enrique Salvo, pároco da catedral, considerou o comportamento dos participantes “escandaloso” e “sacrílego”.
A controvérsia em torno do funeral de Cecilia Gentili levanta questões sobre a inclusão e o acolhimento de pessoas LGBTQ+ na Igreja Católica. A comunidade LGBT+ celebra a vida e o legado de Gentili, enquanto a Igreja se distancia do evento.
Cecilia Gentili será lembrada por seu ativismo e compromisso com a justiça social. Sua luta pelos direitos das minorias marginalizadas deixa um legado duradouro e inspira a comunidade LGBT+ a continuar lutando por igualdade e reconhecimento.
A Depressão Tropical a leste de Madagáscar intensificou-se para Tempestade Tropical Moderada e recebeu o nome de “Eleanor”. O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) adverte que a tempestade pode evoluir para Ciclone Tropical na quarta-feira.
O INAM prevê que a interação da “Eleanor” com outros sistemas meteorológicos causará chuvas moderadas a fortes, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas nas regiões centro e norte de Moçambique.
Áreas de risco incluem as províncias de Sofala, Manica, Tete, Zambézia e Nampula.
O INAM monitora a situação e emite alertas e avisos à população.
A Polícia Federal brasileira intimou o ex-Presidente Jair Bolsonaro a prestar depoimento na próxima quinta-feira, como parte de uma investigação relacionada à alegada tentativa de golpe de Estado.
Os meios de comunicação locais relataram que a defesa de Bolsonaro tentará adiar o depoimento, argumentando que o Supremo Tribunal Federal (STF) não concedeu acesso às provas recolhidas durante a investigação.
A intimação de Bolsonaro segue-se a uma grande operação policial chamada Tempus Veritatis (hora da verdade), que ocorreu em 8 de fevereiro.
De acordo com a Polícia Federal, a operação visava investigar uma “organização criminosa que agiu na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, visando obter vantagens políticas com a permanência do então Presidente da República [Jair Bolsonaro] no poder”.
A mesma fonte destacou que as investigações indicavam “que o grupo investigado se dividiu em núcleos de atuação para disseminar a ocorrência de fraude nas eleições presidenciais de 2022, antes mesmo da realização do pleito, de modo a viabilizar e legitimar uma intervenção militar, numa dinâmica de milícia digital”.
Bolsonaro foi um dos alvos dos 33 mandados de busca e apreensão da operação, sendo obrigado a entregar o seu passaporte.
Trechos de um relatório da Polícia Federal citados pelo juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes para autorizar a operação indicaram que Bolsonaro terá recebido e ajustado a minuta de um decreto – que não foi concretizado – para executar um golpe de Estado, que previa a detenção de juízes, autoridades políticas e a convocação de novas eleições.
Agentes de segurança detiveram quatro pessoas na operação, incluindo ex-assessores de Bolsonaro, e cumpriram mandados de busca e apreensão contra ex-ministros e militares de alta patente suspeitos de estarem envolvidos no planeamento e execução de atos destinados a anular o resultado das eleições presidenciais de 2022.
Para além do decreto e dos atos preparatórios do suposto plano golpista realizados antes da posse de Lula da Silva, a polícia brasileira investiga a ligação de Bolsonaro com a invasão violenta das sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023, que gerou uma forte condenação internacional.
As investigações em curso sobre os atos de vandalismo e destruição nos edifícios do Congresso, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil por milhares de ‘bolsonaristas’ indicam que o ataque tinha o objetivo de instigar o caos e tentar retirar do poder Lula da Silva, que havia assumido o cargo apenas oito dias antes.
Nos últimos meses, a polícia brasileira, o Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal avançaram nas investigações e punições aos perpetradores desses atos. Cerca de 2.000 pessoas foram presas e acusadas, sendo que muitas já foram condenadas a penas de até 17 anos de prisão.
No entanto, as autoridades ainda não chegaram a uma conclusão sobre a eventual participação do ex-Presidente na incitação desses atos, nem sobre o papel dos financiadores, funcionários públicos, incluindo militares, e outras autoridades suspeitas de omissão ou facilitação.
Por falta de base legal, a Procuradoria-Geral da República (PGR) julgou improcedente a queixa apresentada pela Renamo contra sete juízes-conselheiros do Conselho Constitucional. O partido acusa estes magistrados de cometerem crimes na validação dos resultados eleitorais mais recentes.
Esta denúncia da Renamo, submetida logo após as eleições autárquicas em 29 de novembro de 2023, foi considerada pela PGR como insustentável.
Trata-se de uma queixa dirigida contra sete juízes do Conselho Constitucional, incluindo a sua presidente, submetida ao órgão responsável por zelar pelo cumprimento da legalidade.
Na ótica da Renamo, os juízes em questão validaram os resultados autárquicos com base em documentos da Comissão Nacional de Eleições que apresentavam fortes indícios de falsidade, algo que o Conselho Constitucional não reconheceu por falta de tais indícios.
Além disso, a PGR considera que, uma vez que o Conselho Constitucional já emitiu uma decisão sobre o assunto, não cabe à PGR intervir, uma vez que esse órgão é a instância decisória final.
“Consequentemente, o Ministério Público considerou a denúncia (da Renamo) improcedente por falta de fundamento legal e ordenou o seu arquivamento (…) tendo sido comunicada a decisão ao denunciante através de despacho datado de 19 de fevereiro de 2024”, afirma o documento da PGR.
Em relação à alegação de excesso de poder e abuso de cargo ou funções, a PGR entende que os juízes em questão, enquanto juízes-conselheiros do Conselho Constitucional, agiram dentro das suas competências constitucionais e legais, em conformidade com o princípio da livre convicção do juiz.
Na comunidade de Muaja, distrito de Ancuabe, província moçambicana de Cabo Delgado, um grupo de naparamas, paramilitares moçambicanos, protagonizou um ato de bravura e resistência ao capturar três supostos terroristas na quinta-feira.
Fontes da comunidade local relatam que um grupo de terroristas tentou atacar a aldeia de Muaja. A comunidade, porém, estava protegida por um grupo de naparamas, que se mobilizaram rapidamente para defender seus lares e seus familiares.
Ao depararem-se com a resistência dos naparamas, os terroristas tentaram fugir. No entanto, os naparamas os perseguiram e, após uma intensa ação, capturaram três dos sete terroristas. Os capturados foram apresentados à comunidade, que presenciou a fúria popular contra os autores de tantos crimes na região.
A captura dos terroristas pelos naparamas representa uma importante vitória para a comunidade de Muaja e para a luta contra o terrorismo em Cabo Delgado. Demonstra a bravura e a determinação das comunidades locais em defender seus territórios e sua segurança.
A ação dos naparamas em Muaja se torna um símbolo de resistência e esperança para a população de Cabo Delgado, que há anos sofre com os ataques terroristas. A comunidade se uniu e, com seus próprios recursos e bravura, conseguiu repelir o ataque e capturar os criminosos.
O episódio também serve como um sinal de alerta para as autoridades moçambicanas sobre a necessidade de fortalecer a segurança nas comunidades rurais de Cabo Delgado. É fundamental que o governo forneça o apoio necessário aos naparamas e às demais comunidades que se organizam para defender seus territórios.
A comunidade de Muaja, assim como todo o povo de Cabo Delgado, anseia por paz. A captura dos terroristas é um passo importante na luta contra o extremismo, mas ainda há muito a ser feito. É necessário um esforço conjunto do governo, das comunidades locais e da comunidade internacional para trazer paz e segurança para a região.
A bravura dos naparamas em Muaja nos inspira a acreditar em um futuro melhor para Cabo Delgado. Um futuro livre do terrorismo, onde as comunidades possam viver em paz e segurança.
A Associação Nacional dos Professores (Anapro) de Moçambique denunciou a transferência forçada de professores militantes ou com supostas ligações à oposição para escolas distantes, classificando a ação como “o cúmulo da intolerância política”.
Isac Marrengula, presidente da Anapro, afirmou que vários professores em Vilankulo, no sul do país, foram transferidos para escolas a mais de 150 km de distância por serem supostamente da oposição. Vilankulo, antes um bastião da Frelimo (partido no poder), foi conquistada pela Renamo (principal partido da oposição) nas eleições autárquicas de outubro.
Um candidato da oposição em Milange, no centro de Moçambique, também foi transferido em um ato de “perseguição política”, segundo Marrengula.
Marrengula denunciou que outros professores sofreram ameaças de membros da Frelimo e da liderança da educação por supostas ligações à oposição.
Ele salientou que as transferências são ilegais, pois as normas exigem um subsídio de adaptação equivalente a três salários mínimos para os deslocados.
Marrengula responsabilizou o Presidente Filipe Nyusi (um docente universitário) pela perseguição aos professores. Em janeiro, Nyusi chamou os professores de “confusos e agitadores” após protestos contra a Tabela Salarial Única (TSU).
Marrengula refutou as palavras de Nyusi, afirmando que os professores não são “agitadores, confusos ou barulhentos”.
O departamento jurídico da Anapro está estudando formas de luta pacífica contra as “transferências compulsivas”.
Marrengula afirma que a perseguição começou após as jornadas de luta da classe contra a TSU em 2023.
As denúncias da Anapro revelam um clima de intolerância política em Moçambique, com professores sendo punidos por suas crenças ou supostas afiliações.
As transferências forçadas violam os direitos dos professores e podem prejudicar a qualidade da educação em áreas remotas.
A resposta da Anapro demonstra a determinação dos professores em defender seus direitos e lutar por melhores condições de trabalho.
O líder da junta militar que governa a Guiné-Conacri, o coronel Mamady Doumbouya, dissolveu o Governo chefiado por Bernard Goumou, em um anúncio feito por vídeo nas redes sociais na segunda-feira.
A medida, sem explicação oficial e data para a formação de um novo governo, gera incertezas sobre o processo de transição no país.
O decreto de dissolução do Governo implica a demissão do primeiro-ministro Goumou e de todos os seus ministros. A junta militar determinou que os “assuntos correntes serão geridos pelos directores de gabinete, secretários-gerais e secretários-gerais adjuntos” até a formação de um novo governo.
O general Doumbouya não forneceu qualquer razão para a dissolução do Governo, que estava em funções desde julho de 2022. A medida levanta questões sobre o futuro da transição política na Guiné-Conacri, especialmente após a junta ter anunciado em dezembro de 2023 a realização de um referendo para aprovar uma nova constituição este ano.
A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) tem pressionado a junta militar a realizar eleições em um prazo aceitável e restabelecer o regime civil. A dissolução do Governo pode atrasar o processo de transição e aumentar a tensão entre a junta e a comunidade internacional.
A falta de informações sobre os motivos da dissolução e o futuro da transição gera preocupação entre a população e os observadores internacionais. A comunidade internacional espera que a junta militar apresente um plano claro para o processo de transição e que as eleições sejam realizadas o mais breve possível.
Um edifício desabou num subúrbio do sul de Beirute, resultando na morte de pelo menos quatro pessoas e ferindo outras três. As operações de busca continuam na esperança de encontrar eventuais sobreviventes sob os escombros, conforme relatado por fonte sanitária.
O edifício que colapsou estava localizado no subúrbio de Choueifat e cedeu após vários dias de chuvas intensas no Líbano. Há receios de que 17 pessoas estejam presas nos escombros.
As autoridades locais afirmaram que o edifício não era seguro e que o município havia ordenado a evacuação dos residentes do prédio de quatro andares dois anos atrás, devido à preocupação de que suas fundações não resistiriam às condições extremas de chuva.
No entanto, apesar dessa ordem, o proprietário do edifício alugou apartamentos a famílias sírias, que constituem a maioria dos habitantes do prédio. Raja Zreik, da Sociedade Islâmica de Saúde, está envolvido nas operações de resgate na área.
A agência noticiosa estatal NNA também confirmou a morte de pelo menos quatro pessoas: duas mulheres, um homem e uma criança.
Zreik informou à agência noticiosa Associated Press (AP) que duas mulheres e um menino foram retirados dos escombros e levados com urgência para um hospital local.
Um membro da Cruz Vermelha libanesa afirmou à estação de televisão al-Jadeed que acredita-se que 17 pessoas ainda estejam sob os escombros.
No início de fevereiro, outro edifício desmoronou-se na mesma área, mas felizmente ninguém ficou ferido, pois as pessoas foram evacuadas a tempo.
O Líbano abriga aproximadamente 805.000 refugiados sírios registrados pelas Nações Unidas, mas as autoridades estimam que o número real seja muito maior, variando entre 1,5 e 2 milhões .
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor – Projecto MAMI. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor de Transferências Monetárias e Senhas. Saiba mais.
A RW Logística e Serviços, Lda., é uma empresa regida a luz do direito Moçambicano, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Motoristas de Camião Super-Link. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista – Campanhas e Multimídia. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista – Inclusão da Deficiência. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista – Igualdade de Género. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de MEAL em Resposta a Emergência (ROVING). Saiba mais.
A Comissão Europeia (CE) deu início a um processo formal contra a plataforma de mídia social TikTok, por suspeita de violações à Lei dos Serviços Digitais (DSA) em relação à proteção de menores e à transparência.
A TikTok nega as alegações e se compromete a defender seu trabalho na proteção dos jovens.
A investigação, iniciada após uma análise preliminar, se concentrará em cinco áreas principais:
Proteção de Menores: A CE questiona se a TikTok cumpre as medidas de proteção para menores de idade na plataforma, como a verificação da idade e a restrição de conteúdos inadequados.
Transparência da Publicidade: A Comissão investiga se a plataforma é transparente o suficiente na forma como identifica e apresenta conteúdo publicitário aos seus usuários.
Acesso aos Dados: A investigação avalia se a TikTok concede acesso adequado aos seus dados para investigadores e autoridades competentes.
Risco de Design Viciante: A CE examinará se o design da plataforma apresenta características que podem levar ao uso viciante e prejudicial, especialmente entre os mais jovens.
Gestão de Conteúdos Nocivos: A investigação verificará se a TikTok possui medidas eficazes para prevenir e remover conteúdos ilícitos e prejudiciais da plataforma.
Em comunicado, a TikTok refuta as alegações da CE e destaca seu pioneirismo na implementação de recursos e configurações para proteger adolescentes e manter crianças menores de 13 anos fora da plataforma.
A empresa se compromete a continuar trabalhando na segurança dos jovens e a apresentar seu trabalho em detalhes à Comissão durante o processo.
A TikTok foi classificada como uma plataforma online muito grande (VLOP) sob a DSA, devido ao seu grande número de usuários na União Europeia (UE), que ultrapassa 135 milhões.
Essa classificação implica em uma série de obrigações que a plataforma deve cumprir para garantir a segurança e a proteção dos seus usuários, especialmente dos mais vulneráveis.
O processo aberto pela CE é um passo importante para garantir o cumprimento da DSA e proteger os direitos dos usuários digitais na UE. O resultado da investigação poderá levar à aplicação de medidas corretivas à TikTok, como multas ou sanções, caso as violações sejam confirmadas.
Este caso levanta questões importantes sobre a responsabilidade das plataformas digitais na proteção de seus usuários, principalmente os menores de idade.
A investigação da CE e a resposta da TikTok serão acompanhadas com atenção pelas autoridades, empresas e sociedade civil, com o objetivo de encontrar soluções eficazes para garantir um ambiente digital mais seguro e responsável.
Terroristas em Cabo Delgado obrigaram um transportador a pagar 150 mil Meticais em troca da sua vida e da sua mercadoria, num assalto ocorrido no sábado no distrito de Quissanga.
O camião do transportador teve um problema e ficou enterrado. Ele pediu ajuda a um trator para puxá-lo.
No caminho de volta à vila, o camião foi interceptado por insurgentes.
Os terroristas não atacaram o veículo, mas sim questionaram a origem da mercadoria e ofereceram duas opções ao transportador: pagar 150 mil Meticais ou ter o camião e a carga incendiados.
O transportador, sem outra alternativa, pagou o valor exigido e os terroristas liberaram os veículos.
O presidente do Conselho Empresarial de Cabo Delgado condenou o assalto e destacou o impacto negativo que este tipo de crime tem no ambiente de negócios da província.
A situação gera insegurança e medo entre os empresários, dificultando o desenvolvimento das suas atividades.
O custo do assalto, incluindo o valor pago aos terroristas e os danos à mercadoria, representa um grande prejuízo para o transportador.
Apesar da gravidade da situação, o presidente do Conselho Empresarial não confirmou se o assalto foi reportado às autoridades.
Circulação de carta nas redes sociais
Circula nas redes sociais uma suposta carta manuscrita do grupo de terroristas que obriga condutores a pagarem valores para circular nas estradas entre o Rovuma e Maputo, sob pena de serem mortos e perderem os seus bens.
A situação em Cabo Delgado é cada vez mais preocupante. Os ataques terroristas não só causam mortes e destruição, como também afetam o desenvolvimento económico da província. É urgente que as autoridades tomem medidas para garantir a segurança da população e proteger o ambiente de negócios.
Num dos ataques mais incisivos a Israel, o ex-presidente brasileiro, Lula da Silva, comparou neste domingo o que descreveu como um massacre de civis na Faixa de Gaza pelas forças israelitas às perseguições e mortes perpetradas por Hitler contra os judeus.
As declarações foram feitas durante uma conferência de imprensa realizada em Adis Abeba, capital da Etiópia, onde Lula participou como convidado especial na 37ª Cimeira da União Africana, que reuniu chefes de Estado e de governo de 55 países africanos.
“O que está a ocorrer na Faixa de Gaza não tem precedentes em nenhum outro momento histórico, a não ser quando Hitler decidiu matar os judeus. Israel está a repetir em Gaza o genocídio que Hitler cometeu contra os judeus”, afirmou o ex-presidente brasileiro, atacando o governo de Benjamin Netanyahu pelo segundo dia consecutivo e gerando um coro de protestos de entidades judaicas no Brasil e do próprio governo israelita, que convocou o seu embaixador em Brasília para consultas, uma medida considerada dura nas práticas diplomáticas.
No dia anterior, ao proferir o discurso de abertura da 37ª Cimeira da União Africana, Lula já havia abordado a questão da resposta brutal de Israel aos ataques igualmente brutais do Hamas em território israelita em 7 de outubro do ano passado.
Para Lula, ressaltou no sábado, a reação de Israel aos ataques do Hamas foi desproporcional, e as forças militares israelitas, embora tivessem todo o direito de reagir, estão, no entanto, visando mulheres e crianças como alvos, o que é inadmissível e inexplicável.
“Quando vejo o mundo rico anunciando que está a cessar as contribuições para a questão humanitária dos palestinianos, questiono-me sobre o nível de consciência política dessa gente e o tamanho do seu coração solidário, pois não estão a perceber que na Faixa de Gaza não está a ocorrer uma guerra, mas sim um genocídio. Não é uma guerra entre soldados. É uma guerra entre um exército altamente preparado e mulheres e crianças”, enfatizou o ex-presidente brasileiro este domingo, pouco antes de iniciar a viagem de regresso ao Brasil, sendo ainda mais incisivo do que no dia anterior e provocando novamente a indignação do mundo judaico, como a Confederação Israelita do Brasil, CIB, que classificou as declarações como uma distorção ofensiva da história.
As autoridades russas negaram, pelo terceiro dia consecutivo, o acesso da família ao corpo de Alexei Navalny, principal opositor do regime de Putin, que faleceu na sexta-feira numa prisão do Ártico.
A mãe de Navalny, Lyoudmila Navalnaïa, e os seus advogados dirigiram-se à morgue, mas foram impedidos de entrar.
Um dos advogados foi empurrado para fora da morgue, e quando questionaram a equipe sobre a presença do corpo de Alexei, não obtiveram resposta.
Navalny, de 47 anos, faleceu na sexta-feira na prisão do Ártico, na região de Yamal, onde cumpria uma pena de 19 anos.
A causa da morte ainda não foi oficialmente divulgada, mas o serviço penitenciário federal da Rússia indicou que Navalny se sentiu mal após uma caminhada e perdeu a consciência.
A família e amigos próximos de Navalny acusam as autoridades russas de tentarem encobrir as circunstâncias da sua morte ao recusar entregar o corpo.
A notícia da morte do opositor russo gerou repercussão internacional e mobilizou milhares de pessoas em dezenas de cidades russas, que realizaram memoriais e homenagens.
Muitas das pessoas que participaram das homenagens foram detidas pelas autoridades.
Navalny estava preso desde janeiro de 2021, após regressar a Moscovo de um tratamento na Alemanha devido a um envenenamento por um agente nervoso, que ele atribuiu ao Kremlin.
Recebeu três penas de prisão desde a sua detenção, por acusações que considerava politicamente motivadas.
Após a última condenação, a uma pena de 19 anos, Navalny declarou que compreendia estar a cumprir uma “pena de prisão perpétua”.
Vladimir Putin não se pronunciou sobre a morte de Navalny, que ocorre a um mês das eleições presidenciais russas.
Putin deverá concorrer à reeleição e busca um novo mandato de seis anos.
Um incêndio de grandes proporções deflagrou na noite de domingo, na Avenida da Marginal, na Cidade de Maputo, consumindo totalmente um supermercado. As causas do incêndio ainda são desconhecidas, segundo o Serviço Nacional de Salvação Pública.
O fogo terá começado por volta das 20 horas, e rapidamente se alastrou por todo o estabelecimento, reduzindo a cinzas uma grande quantidade de produtos diversos.
Felizmente, não houve vítimas a registar, mas os danos materiais são avultados. A agente de segurança em serviço no local relatou que o incêndio terá iniciado na parte traseira do supermercado e rapidamente se propagou, devorando tudo em seu caminho.
Os proprietários da empresa não quiseram prestar declarações à imprensa. No entanto, estima-se que o incêndio tenha deixado mais de 100 trabalhadores do supermercado com o futuro incerto.
Este incidente é um duro golpe para a economia local, e as autoridades estão a investigar as causas do incêndio.
Pelo menos 25 pessoas morreram e oito ficaram feridas numa avalanche que atingiu a aldeia de Nakre, no vale de Tatin, no nordeste do Afeganistão, no domingo à noite. A informação foi avançada na segunda-feira pelo Ministério de Gestão de Desastres do país.
A avalanche, que ocorreu após fortes nevadas que atingiram grande parte do Afeganistão, devastou a aldeia, destruindo ou danificando gravemente cerca de 20 casas.
O porta-voz do ministério, Janan Sayeq, num vídeo enviado à imprensa, disse que o número de vítimas pode aumentar, já que pelo menos 30 pessoas ainda estão desaparecidas.
Equipes de resgate estão no local a tentar encontrar os sobreviventes e recuperar os corpos das vítimas.
Esta tragédia é um duro golpe para o Afeganistão, um país que já enfrenta uma série de desafios, como a pobreza, a fome e a guerra.
As autoridades apelaram à comunidade internacional para que envie ajuda humanitária para as vítimas da avalanche.
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