O líder da junta militar que governa a Guiné-Conacri, o coronel Mamady Doumbouya, dissolveu o Governo chefiado por Bernard Goumou, em um anúncio feito por vídeo nas redes sociais na segunda-feira.
A medida, sem explicação oficial e data para a formação de um novo governo, gera incertezas sobre o processo de transição no país.
O decreto de dissolução do Governo implica a demissão do primeiro-ministro Goumou e de todos os seus ministros. A junta militar determinou que os “assuntos correntes serão geridos pelos directores de gabinete, secretários-gerais e secretários-gerais adjuntos” até a formação de um novo governo.
O general Doumbouya não forneceu qualquer razão para a dissolução do Governo, que estava em funções desde julho de 2022. A medida levanta questões sobre o futuro da transição política na Guiné-Conacri, especialmente após a junta ter anunciado em dezembro de 2023 a realização de um referendo para aprovar uma nova constituição este ano.
A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) tem pressionado a junta militar a realizar eleições em um prazo aceitável e restabelecer o regime civil. A dissolução do Governo pode atrasar o processo de transição e aumentar a tensão entre a junta e a comunidade internacional.
A falta de informações sobre os motivos da dissolução e o futuro da transição gera preocupação entre a população e os observadores internacionais. A comunidade internacional espera que a junta militar apresente um plano claro para o processo de transição e que as eleições sejam realizadas o mais breve possível.
















