A Bolívia foi palco, na quarta-feira (26), de uma tentativa de golpe de Estado liderada pelo ex-comandante do Exército, general Juan José Zúñiga, que acabou por falhar. Tanques do Exército e militares armados invadiram o Palácio Quemado, em La Paz, antiga sede do governo que ainda serve para actos protocolares.
Esta tentativa de golpe, a segunda em cinco anos no país, foi liderada por Zúñiga, que havia sido destituído do cargo de comandante do Exército após ameaçar o ex-presidente Evo Morales, declarando que o prenderia caso ele voltasse ao poder.
O ex-comandante foi preso após a tentativa de golpe e, ao ser levado pela polícia, acusou o presidente Luis Arce de orquestrar o ato para promover um autogolpe e aumentar a sua popularidade. Até ao momento da última actualização desta reportagem, o presidente Arce não tinha comentado a acusação.
Durante cerca de quatro horas de tensão, que incluíram um confronto directo entre o presidente Arce e Zúñiga, o movimento foi desmobilizado por ordem do presidente. Os militares que participaram na tentativa de golpe deixaram o local, rodeados por soldados leais ao governo.
Num pronunciamento oficial, Luis Arce destituiu também os outros dois comandantes da Marinha e da Aeronáutica, nomeou novos chefes para as três forças armadas e ordenou a desmobilização das tropas. A Procuradoria-Geral da Bolívia anunciou a abertura de uma investigação contra Zúñiga e os militares envolvidos na tentativa de golpe.
O general Zúñiga, figura controversa, já vinha protagonizando um embate com o governo nos últimos meses. Na segunda-feira (24), ele intensificou o tom das suas declarações ao afirmar que prenderia Evo Morales caso este, que se vai candidatar nas próximas eleições, voltasse ao poder. Na terça-feira (25), Zúñiga foi destituído do cargo, e senadores anunciaram a abertura de um processo judicial contra ele.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) reagiu ontem a um sequestro ocorrido na manhã desta quarta-feira (27) na cidade de Maputo. Julião Job, correspondente da PRM, reporta directamente do comando da polícia, onde recolheu detalhes sobre o incidente.
Por volta das 8 horas da manhã, um cidadão moçambicano de 45 anos, de origem asiática, foi interceptado enquanto se preparava para abrir o seu estabelecimento comercial. Leonel Moina, porta-voz da PRM, revelou que o crime envolveu pelo menos seis indivíduos, alguns dos quais estavam armados. Durante a ação, um dos funcionários do empresário foi baleado ao tentar prestar auxílio. A vítima foi socorrida e levada a uma unidade sanitária, onde se encontra fora de perigo.
A PRM, em conjunto com outras forças de segurança, está empenhada em esclarecer o caso e encontrar os responsáveis. “Estamos a trabalhar diligentemente para resolver este crime. Temos pistas que podem levar ao esclarecimento do caso e apelamos à população para que se mantenha vigilante e denuncie qualquer movimentação suspeita nos seus bairros”, afirmou Leonel Moina.
As autoridades têm consciência de que os sequestros são crimes organizados que exigem premeditação e estudo do local ideal para a sua execução, longe da vigilância policial. “Os criminosos escolheram um momento em que não havia policiamento no local, mas estamos comprometidos em garantir a segurança dos cidadãos e dos seus bens”, acrescentou Moina.
Apesar das críticas sobre a demora na resposta policial e a proximidade do local ao Ministério do Interior, Moina esclareceu que a polícia tem frustrado vários sequestros ao longo do último ano através da colocação estratégica de agentes em áreas de prevenção criminal. “No ano passado e neste ano, conseguimos frustrar pelo menos cinco sequestros, graças à nossa estratégia de vigilância”, afirmou.
Sobre os rumores de que uma arma de fogo usada no crime pertencia à polícia. Moina desmentiu categoricamente, afirmando que a arma utilizada era uma pistola, conforme indicado pelo invólucro encontrado no local.
A PRM assegura à população que todas as medidas estão a ser tomadas para resolver o caso e garantir a segurança na cidade de Maputo. As investigações continuam e a polícia promete manter o público informado sobre novos desenvolvimentos.
A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa de Pemba, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de Resíduos. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma Organização Humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao Bem-Estar da Criança, pretende recrutar candidatos setenta e nove (79) Enumeradores. Saiba mais.
A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa de Cabo-Delgado pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Vice-Coordenador/a de Educação. Saiba mais.
A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa de Maputo, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de Administração. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Supervisor(a) DREAMS. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Educação em Emergências. Saiba mais.
A Zero Waste Offshore, Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Estagiários(as) Comerciais na Área de Gestão de Resíduos. Saiba mais.
Uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar um (1) Gestor(a) de Administração e Finanças. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – Proteção à Criança. Saiba mais.
O Conselho Constitucional (CC) anunciou a aprovação de quatro candidatos para as eleições presidenciais de Outubro, de um total de onze que expressaram interesse em concorrer ao cargo.
Num acórdão divulgado ao público, os juízes do CC confirmaram as candidaturas de Daniel Chapo, da Frelimo; Ossufo Momade, da Renamo; Lutero Simango, do Movimento Democrático de Moçambique (MDM); e Venâncio Mondlane, da Coligação Aliança Democrática (CAD). Estas candidaturas foram aprovadas por cumprirem todos os requisitos exigidos pela Constituição e pelas leis em vigor.
No mesmo documento, o CC rejeitou as candidaturas de Domingos Zucula, Dorinda Eduardo, Feliciano Machava, Manuel Júnior, Mário Albino, Miguel Mabote e Rafael Bata. As rejeições deveram-se à insuficiência do número de proponentes e ao incumprimento dos requisitos necessários.
Os juízes explicaram que, durante o processo de recepção das candidaturas, o representante de Domingos Zucula, João Massango, afirmou verbalmente à presidente do CC ter entregue 10.730 assinaturas de apoio. No entanto, uma análise preliminar das fichas revelou que apenas 4.490 assinaturas foram entregues, contradizendo as declarações de Massango.
O acórdão destacou que a verificação meticulosa das assinaturas dos cidadãos proponentes, ficha por ficha, é um requisito essencial para a análise posterior dos critérios formais. A comparação dos nomes e assinaturas com os cadernos do recenseamento eleitoral revelou que as sete candidaturas rejeitadas apresentavam irregularidades significativas, como fichas preenchidas em ordem alfabética sem assinatura, falta de reconhecimento notarial e ausência de cartão de eleitor.
O Porto da Beira alcançou números históricos no manuseamento de cargas nos primeiros cinco meses deste ano. Foram movimentados 161 mil contentores, comparados aos 102 mil do mesmo período do ano anterior.
Em termos de carga geral, foram processadas 1.6 milhões de toneladas, contra 1.4 milhões no primeiro semestre do ano passado, representando um crescimento significativo, segundo a Cornelder de Moçambique, gestora do porto.
Jan De Vries, Administrador Delegado da Cornelder de Moçambique, atribuiu este sucesso à conclusão da primeira fase da reabilitação do terminal de mineiros, à aquisição de equipamentos modernos e à implementação de tecnologias avançadas.
“A Cornelder de Moçambique estabeleceu um novo recorde de produtividade no manuseamento de minério de crómio, com uma média diária de 14.446 toneladas, um aumento de 40% em relação ao recorde anterior de 10.400 toneladas por dia,” afirmou De Vries.
Ele destacou ainda os investimentos recentes, como a construção do Terminal de Minérios e a expansão de áreas de armazenamento, que permitem um manuseamento eficiente de diversos tipos de minérios a granel e ensacados.
Além disso, novas linhas de navegação intercontinentais têm escalado no Porto da Beira, que tem sido reconhecido como o terminal mais eficiente nos últimos dois anos.
Para atender à crescente demanda regional e global, estão previstos novos investimentos, incluindo a expansão do terminal de contentores e a aquisição de novas gruas modernas.
Contudo, a CdM expressou preocupação com os acessos ao porto, que afectam a fluidez das operações de carga.
“Apesar do aumento significativo no volume de cargas, as infraestruturas viárias não acompanharam esse crescimento. Estamos empenhados em trabalhar com todas as partes interessadas, incluindo o governo, sector privado e município, para encontrar soluções a curto prazo,” afirmou De Vries.
O município da Beira tem defendido a construção de uma estrada directa para o Porto da Beira e está à procura de investimentos para esse projecto.
Milhares de trabalhadores agrícolas indianos manifestaram-se na Itália, exigindo justiça e o fim da “escravatura” após a morte trágica de um colega, que expôs a brutal exploração a que são sujeitos os imigrantes ilegais.
Satnam Singh, um trabalhador clandestino de 31 anos, faleceu na semana passada após ter tido um braço amputado por uma máquina. O seu patrão abandonou-o à beira de uma estrada, deixando-o com o membro decepado.
“Foi abandonado como um cão. Há exploração, sentimos isso todos os dias e isso tem de acabar. Viemos aqui para trabalhar, não para morrer”, afirmou Gurukh Singh, líder da comunidade indiana na região de Lazio, no centro de Itália.
A trágica morte de Satnam Singh, que está a ser investigada, reacendeu o debate no país sobre os abusos sistémicos no sector agrícola, onde a utilização e exploração de trabalhadores sem documentos é uma prática comum.
Os trabalhadores agrícolas recebem, em média, 20 euros por um dia de trabalho de 14 horas, segundo o Observatório Placido Rizzotto, que avalia as condições laborais no sector.
A primeira-ministra de extrema-direita, Giorgia Meloni, tem tentado reduzir o número de imigrantes ilegais em Itália, ao mesmo tempo que expande as rotas de migração legal para trabalhadores não europeus, a fim de combater a escassez de mão-de-obra.
No entanto, segundo a associação agroindustrial Confragricoltura, apenas 30% dos trabalhadores com visto permanecem em Itália, resultando numa força de trabalho insuficiente para atender às necessidades dos agricultores.
A polícia financeira italiana identificou quase 60 mil trabalhadores sem documentos entre Janeiro de 2023 e Junho de 2024.
Contudo, o maior sindicato de Itália, o CGIL, estima que até 230 mil pessoas, ou mais de um quarto dos trabalhadores agrícolas sazonais, não têm contrato.
Pelo menos 17 pessoas morreram na terça-feira durante uma manifestação de protesto contra o aumento de impostos, após um ataque ao parlamento em Nairóbi.
O Presidente do Quénia condenou firmemente o “ataque sem precedentes” à democracia no país, desencadeado pelo assalto ao parlamento durante a manifestação. William Ruto dirigiu uma mensagem à nação, onde expressou preocupação com o que descreveu como um ataque aos princípios democráticos, ao Estado de direito e às instituições. Comprometeu-se a reprimir vigorosamente “a violência e a anarquia”.
Ruto afirmou ter dado ordens a todos os órgãos de segurança nacional para implementarem medidas que frustrassem qualquer tentativa de criminosos perigosos de minar a segurança e a estabilidade do país.
Ossufo Momade acusa o Governo da Frelimo de descredibilizar a Renamo perante os seus antigos guerrilheiros, abrangidos pelo processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR). O presidente da Renamo falava por ocasião dos 49 anos da Independência Nacional.
Num discurso à nação, Momade aproveitou a ocasião para lançar críticas contundentes ao Governo, salientando a falta de políticas públicas eficazes nas áreas da cultura, saúde, educação, segurança social e infraestruturas.
“O Governo em 49 anos nunca apresentou políticas sectoriais públicas exequíveis sobre a cultura, saúde, educação, segurança social e vias de acesso. Como resultado, Moçambique continua a ter as piores vias de acesso, incluindo nas cidades, especialmente durante os períodos de chuvas, quando o país fica paralisado,” afirmou Momade.
Para o líder da Renamo, a actual situação de pobreza, baixa qualidade da educação e saúde são um reflexo negativo dos 49 anos de independência.
“Era desejável que hoje estivéssemos a celebrar o bem-estar das nossas populações, vendo as nossas crianças em escolas dignas e com sorrisos nos rostos. Infelizmente, as nossas crianças ainda estudam debaixo de árvores, sentadas no chão e sem livros escolares,” lamentou.
Num evento onde a imprensa foi impedida de fazer perguntas, Momade criticou também a gestão do presidente Nyusi na área de segurança pública, destacando o aumento de raptos e sequestros, sobretudo na cidade de Nampula.
“O resultado deste mal pernicioso para a sociedade moçambicana são os raptos e sequestros envolvendo milionários, além dos assaltos em residências. E a pergunta que não quer calar é: quem são os mandantes desses sequestros?”, questionou.
O líder da Renamo denunciou ainda uma onda de chantagens aos desmobilizados do processo DDR, onde desconhecidos fazem promessas infundadas com o objetivo de descredibilizar a liderança do partido.
“Repudiamos qualquer tentativa de usar politicamente o sofrimento dos nossos combatentes… exortamos novamente os nossos combatentes a não acatarem falsas promessas que põem em causa o nosso compromisso com o DDR.”
Perante os quadros e simpatizantes do partido, Momade encontrou um ambiente propício para reactivar o seu exercício político, 38 dias após ter sido reeleito presidente no sétimo congresso da Renamo, realizado na província da Zambézia.
O Ministro da Economia e Finanças de Moçambique, Max Tonela, ordenou o cancelamento de um concurso público de consultoria destinado à formação nas áreas de auditoria para os quadros do seu ministério, cujo valor era de 51 milhões de meticais.
Segundo a Rádio Moçambique (RM), a decisão de cancelamento foi tomada poucos dias após o anúncio da adjudicação, que gerou uma revolta social devido aos elevados valores envolvidos no processo.
A ordem de Max Tonela surge em resposta às preocupações levantadas pela sociedade, que considerou excessivo o montante previsto para a consultoria e formação em auditoria, reflectindo uma postura de revisão e ajuste face ao clamor público.
Este episódio demonstra a sensibilidade do governo em relação às questões de transparência e responsabilidade na gestão dos fundos públicos, visando garantir que os recursos do Estado sejam utilizados de forma eficiente e em benefício da população.
Julian Assange, fundador do WikiLeaks, enfrentava uma possível pena de prisão de cerca de 180 anos nos Estados Unidos, mas tornou-se “um homem livre” esta quarta-feira.
Assange compareceu num tribunal das Ilhas Marianas, um território norte-americano no Pacífico, onde se declarou culpado, permitindo-lhe iniciar a sua viagem de regresso à Austrália.
A juíza Ramona Villagomez Manglona, ao proferir a sentença, afirmou: “Com esta decisão, parece que poderá sair deste tribunal como um homem livre. Espero que isto ajude a restaurar alguma paz”.
Segundo a Agence France-Presse (AFP), Assange embarcou num voo da ilha de Saipan, nas Ilhas Marianas, às 12h10 locais, com destino a Camberra, onde deverá aterrar por volta das 19h00.
Na terça-feira, o portal WikiLeaks anunciou que Assange, preso no Reino Unido, foi libertado na manhã de segunda-feira e levado para o aeroporto de Stansted, onde embarcou num avião. Este desenlace resulta de um acordo com a Justiça norte-americana, em que Assange aceitou declarar-se culpado de conspiração para obter e divulgar ilegalmente informações confidenciais relacionadas com a Defesa e a Segurança Nacional dos Estados Unidos.
Pelo acordo, Assange foi condenado a 62 meses de prisão, uma pena já cumprida em prisão preventiva em Londres. Além disso, Assange renunciou ao direito de apresentar recurso e comprometeu-se a destruir qualquer informação confidencial obtida pelo WikiLeaks.
Assange estava detido na prisão de Belmarsh, no leste de Londres, desde 2019, após ter passado sete anos na embaixada do Equador em Londres para evitar a extradição para a Suécia, onde era acusado de violação.
Desde então, os EUA tentavam a extradição de Assange, acusando-o de 18 crimes de espionagem e intrusão informática pela divulgação de documentos confidenciais no WikiLeaks. Estes documentos, publicados em 2010 e 2011, expuseram violações de direitos humanos cometidas pelo exército norte-americano no Iraque e no Afeganistão.
Em meio a intensos protestos contra a reforma fiscal proposta pelo governo do presidente William Ruto, o Quénia testemunhou na terça-feira (25) um cenário de violência e tumulto.
Manifestantes incendiaram a Câmara Municipal de Nairóbi e o gabinete do governador, enquanto a sede do Parlamento nacional foi invadida e a maça cerimonial, um símbolo de poder, foi roubada.
Os distúrbios começaram após a aprovação do controverso Projecto de Lei de Finanças 2024 pelo Parlamento, levando milhares de pessoas a cercarem o prédio legislativo. Parlamentares fugiram e a polícia respondeu com repressão severa: mais de 300 pessoas foram presas, 200 ficaram feridas e 2 manifestantes foram mortos.
O projecto de lei visa arrecadar 2,7 bilhões de dólares em impostos adicionais para reduzir o déficit orçamentário e o endividamento do país. O que começou como manifestações pacíficas na semana passada escalou rapidamente para confrontos violentos, com manifestantes enfrentando a polícia e danificando propriedades públicas.
Em resposta aos tumultos, o presidente William Ruto anunciou medidas duras contra o que chamou de “actos de violência e anarquia”. As Forças Armadas foram mobilizadas para conter a situação, mas relatos de uso de munições reais contra os manifestantes aumentaram as tensões.
A situação permanece tensa enquanto o governo tenta restaurar a ordem e a calma na capital.
Doze membros da Polícia da República de Moçambique (PRM) foram expulsos da corporação devido a comportamentos desviantes.
Os agentes entregaram os seus uniformes e outros distintivos no bairro de Fomento, na cidade da Matola, durante uma cerimónia conduzida pelo Comandante-Geral da PRM, Bernardino Rafael, na subunidade provincial da corporação. Rafael expressou a sua preocupação com os casos de agentes que cometem suicídio, extorquem cidadãos e envolvem-se em actividades criminosas, supostamente devido à insatisfação com as suas remunerações.
“Os colegas que violam a lei e a ordem estão a traçar o seu próprio destino. Existem dificuldades na corporação, mas a função da Polícia é garantir um ambiente tranquilo e proteger as comunidades, nunca fazer o contrário”, sublinhou.
O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano entregou dezassete viaturas dos dezanove adquiridos aos serviços distritais da Juventude e Tecnologias de Inhambane, numa iniciativa destinada a reforçar o processo de ensino e aprendizagem na província.
Além dos serviços distritais, os institutos de formação de professores também foram contemplados com estes recursos. Durante a cerimónia de entrega, o governador da província, Eduardo Mussanhane, instou os utilizadores a utilizarem eficazmente estes meios para melhorar a qualidade de ensino, enfatizando a importância da monitorização contínua em todas as áreas de influência pedagógica.
Mussanhane sublinhou que a própria comunidade será a principal fiscalizadora do uso das viaturas, que estão identificadas para serviços estatais específicos. Ele alertou que seria uma vergonha se estas viaturas fossem vistas em locais impróprios, reforçando a responsabilidade de todos os beneficiários em manter a integridade e a adequada utilização dos recursos públicos.
Donald Ray Lantz, de 63 anos, e Jeanne Kay Whitefeather, de 62, foram detidos em Outubro de 2023, após as autoridades terem encontrado dois dos seus cinco filhos adoptivos a viverem em condições desumanas durante uma verificação de bem-estar.
Os filhos, com idades compreendidas entre os seis e os 16 anos, foram alegadamente obrigados a trabalhar como “escravos” e trancados num barracão.
O casal, de raça caucasiana e residente no estado da Virgínia, foi acusado de múltiplos crimes, incluindo tráfico de seres humanos e negligência infantil. A publicação local Metro News relatou que Lantz e Whitefeather foram apresentados em tribunal pela primeira vez na terça-feira, onde se declararam inocentes das acusações.
A juíza do condado de Kanawha, Maryclaire Akers, referiu durante a audição que as crianças negras adoptivas eram “basicamente usadas como escravas”. O casal enfrenta ainda acusações de violação dos direitos humanos devido ao tratamento dado às crianças negras.
Jeanne Kay Whitefeather tentou justificar a situação afirmando que o barracão onde foram encontrados os menores de 14 e 16 anos era um “clube de adolescentes” e negou que eles estivessem lá presos.
O julgamento está marcado para começar a 9 de Setembro. Até lá, Lantz e Whitefeather permanecerão detidos sob fiança de um milhão de dólares, equivalente a 500 mil euros cada um.
O Governo de Moçambique estima que serão necessários 293.611 milhões de meticais (equivalentes a 4.287 milhões de euros) para financiar os défices das contas públicas nos próximos quatro anos, segundo o Cenário Fiscal de Médio Prazo (CFMP) até 2027, recentemente aprovado em Conselho de Ministros.
Segundo o documento, disponibilizado à agência Lusa, o Governo prevê uma redução considerável das necessidades de financiamento, começando por representar 7,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023 e diminuindo para 5,0% em 2024, seguindo uma trajectória descendente até atingir 0,9% do PIB em 2027.
Para o ano de 2024, o documento indica que o Governo estima necessidades de financiamento do défice orçamental, através de endividamento interno e prioritariamente externo, no montante de 76.459 milhões de meticais (cerca de 1.116 milhões de euros), valor que aumentará para quase 83.448 milhões de meticais (aproximadamente 1.219 milhões de euros) no ano seguinte.
Em 2026, essas necessidades deverão ascender a mais de 72.103 milhões de meticais (aproximadamente 1.053 milhões de euros), e em 2027, a cerca de 61.601 milhões de meticais (cerca de 900 milhões de euros).
Segundo o documento, o Governo está a privilegiar créditos externos para aceder a recursos financeiros com taxas de juros competitivas, prazos estendidos e outras condições favoráveis, visando assim reduzir a pressão sobre o endividamento interno e fortalecer a posição fiscal do país.
O Cenário Fiscal de Médio Prazo foi concebido pelo Governo com o objetivo de traduzir os objectivos estratégicos de desenvolvimento em projecções financeiras realistas e sustentáveis, fornecendo uma base sólida para a tomada de decisões e a alocação eficiente de recursos.
Este documento integra estratégias de gestão da dívida e projecções de financiamento, reflectindo o compromisso do Governo em assegurar a sustentabilidade fiscal e promover um crescimento económico sustentável.
Adicionalmente, o Governo prevê que medidas tanto ao nível da receita fiscal como da gestão das despesas operacionais possam gerar ganhos significativos nos próximos anos, com estimativas de 8.683 milhões de meticais (aproximadamente 126,8 milhões de euros) em 2025, aumentando para 16.735 milhões de meticais (cerca de 244,4 milhões de euros) em 2026 e para 21.617 milhões de meticais (aproximadamente 315,6 milhões de euros) em 2027.
Cinco funcionários da empresa Kenmare, especializada na extracção de areias pesadas em Topuito, no distrito de Larde, foram detidos sob a acusação de terem assassinado um colega de trabalho.
Os detidos incluem auxiliares da empresa, um motorista de camião e um guarda. Na semana passada, estes indivíduos elaboraram um plano para roubar combustível e tentaram envolver o colega falecido, que prontamente recusou fazer parte do esquema.
Perante a recusa, que representava um obstáculo aos seus planos, os acusados decidiram atirar o colega a uma vala e, posteriormente, utilizaram uma escavadora para o enterrar.
Após o ato, para afastar suspeitas, o grupo comunicou de imediato à empresa que o colega tinha falecido num acidente de trabalho. A Kenmare, por sua vez, reportou o caso ao Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), solicitando uma investigação.
Após uma semana, uma equipa multissectorial composta por elementos da Saúde, Polícia da República de Moçambique (PRM) e SERNIC concluiu que a vítima não morreu num acidente de trabalho, mas sim foi assassinada pelos colegas.
Enina Tsinine, porta-voz do SERNIC em Nampula, afirmou que a vítima era constantemente aliciada pelos acusados para se envolver no roubo, algo que sempre recusou.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê que a época chuvosa de 2024/2025 seja marcada por chuvas abundantes, devido ao enfraquecimento do fenómeno “El Niño” e ao surgimento do “La Niña”.
Esta mudança representa um contraste com os anos anteriores, em que o país foi afectado pelo “El Niño”, caracterizado por baixa precipitação.
Nos últimos anos, as tempestades tropicais acompanhadas por ventos fortes e chuvas intensas causaram mortes e danos significativos às infraestruturas.
Em resposta a estes eventos extremos de natureza hidro-meteorológica, representantes de diversos sectores e responsáveis pela gestão de emergências reuniram-se em Maputo na semana passada. O objectivo foi fazer um balanço da época chuvosa de 2023/2024 e planear acções de mitigação para o próximo período.
Durante o seminário de abertura, Ambrósio Sitoe, secretário permanente do Ministério dos Transportes e Comunicações, recordou os impactos das tempestades Álvaro e Filipo, que atingiram a costa moçambicana em Dezembro e Março, respectivamente, entre os 10 sistemas tropicais formados na bacia do Sudoeste do Oceano Índico.
Mark Rutte, o actual primeiro-ministro dos Países Baixos, foi designado como o próximo secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), sucedendo ao norueguês Jens Stoltenberg. A decisão foi tomada durante uma reunião do Conselho do Atlântico Norte.
De acordo com uma breve nota divulgada pela Aliança Atlântica, “o Conselho do Atlântico Norte decidiu nomear o primeiro-ministro neerlandês Mark Rutte como próximo secretário-geral da NATO, sucedendo a Jens Stoltenberg”. Rutte, de 57 anos, deverá assumir o cargo a 1 de Outubro, quando termina o mandato de dez anos de Stoltenberg.
Na rede social X, o secretário-geral cessante, Jens Stoltenberg, expressou a sua aprovação pela escolha dos aliados da NATO para seu sucessor. “O Mark é um verdadeiro transatlântico, um líder forte e um criador de consensos”, afirmou Stoltenberg.
Mark Rutte era o único candidato ao cargo após a desistência do Presidente da Roménia, Klaus Iohannis, a 20 de Junho, e o apoio unânime dos 32 Estados-membros da NATO à sua candidatura. A nomeação de Rutte já era esperada devido ao amplo endosso recebido.
A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa de Cabo-Delgado pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Vice-Coordenador/a de Educação. Saiba mais.
A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa de Maputo, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de Administração. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Supervisor(a) DREAMS. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Educação em Emergências. Saiba mais.
A Zero Waste Offshore, Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Estagiários(as) Comerciais na Área de Gestão de Resíduos. Saiba mais.
Uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar um (1) Gestor(a) de Administração e Finanças. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – Proteção à Criança. Saiba mais.
851 cidadãos moçambicanos serão homenageados com a “Medalha Veterano da Luta de Libertação de Moçambique”. A distinção ocorre durante as cerimónias centrais que celebram os 49 anos da independência nacional, marcando também o início das festividades dos 50 anos, que serão comemorados em 2025.
De acordo com um comunicado oficial, esta homenagem pelo Presidente da República reconhece a participação activa desses cidadãos na luta pela libertação de Moçambique, seja nas frentes de combate armado ou clandestino, no combate diplomático, ou na informação e propaganda.
Esta será a última vez que Filipe Nyusi presidirá as cerimónias oficiais do Dia da Independência Nacional, visto que o seu mandato terminará em Janeiro, após a posse do novo presidente, que será eleito nas eleições de 9 de Outubro próximo.
As cerimónias centrais do Dia da Independência, proclamado a 25 de Junho de 1975 em Maputo, decorrerão na Praça dos Heróis e contarão com a presença de altos dignitários, incluindo titulares de órgãos de soberania e dirigentes superiores do Estado.
Em outras províncias, as comemorações serão conduzidas pelos governadores provinciais, garantindo uma celebração nacional abrangente e inclusiva.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e a Polícia da República de Moçambique (PRM) estão a investigar um assalto à mão armada ocorrido...
Na véspera das eleições intercalares nos Estados Unidos, há crescentes especulações sobre o impacto que estes resultados poderão ter na política interna, nomeadamente na...