Pelo menos 14 pessoas perderam a vida e 31 ficaram feridas num acidente de autocarro ocorrido no domingo, no estado de Guanajuato, no México.
Segundo informações das autoridades locais, divulgadas pelo jornal mexicano El Universal, o acidente ocorreu na estrada que conecta as cidades de Capulín e Chalma. A área foi isolada para facilitar as operações de socorro às vítimas.
O autocarro, que transportava peregrinos de San Luis de la Paz, estado de Guanajuato, que se dirigiam ao Santuário de Chalma, capotou na referida estrada, de acordo com o Ministério da Segurança do Estado do México. O tráfego na região foi interrompido devido ao acidente.
Os acidentes rodoviários têm sido uma preocupação crescente no México desde 2020. O Instituto Nacional de Estatística reportou um total de 377.231 acidentes em 2022.
Em 24 de fevereiro, dez pessoas perderam a vida, incluindo quatro menores, num acidente rodoviário no estado de San Luis Potosi, localizado no centro-norte do país.
No sábado anterior ao acidente do autocarro, a imprensa local reportou que um camião atropelou migrantes que estavam a pé, matando três deles, no estado de Oaxaca, sul do país. O condutor do camião encontra-se em fuga.
O presidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), o maior partido de oposição em Moçambique, Ossufo Momade, defendeu que o Estado deve indemnizar as vítimas do naufrágio ocorrido em Nampula, que resultou na morte de pelo menos 98 pessoas.
“O Governo deve compensar as famílias das vítimas do naufrágio e também deve ser responsabilizado pela sua negligência. Apelamos à ação imediata da Comissão Nacional dos Direitos Humanos, bem como do Provedor de Justiça, para iniciar uma investigação e responsabilizar o Estado”, afirmou Ossufo Momade, numa declaração após a sua visita a Nampula no último fim de semana.
“Durante a visita, encontramo-nos com o proprietário da embarcação e os marinheiros em custódia, os quais, na nossa opinião, não deveriam estar presos, pois no momento do incidente estavam apenas a prestar auxílio à população em aflição e buscando refúgio na Ilha de Moçambique. Nesse sentido, ouvimos de perto as circunstâncias do naufrágio e prometemos providenciar assistência jurídica adequada a eles”, destacou.
Ex-gestores do município de Maputo enfrentarão processos-crime iniciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) devido à licença concedida para a construção de um condomínio na Avenida Friedrich Engels, na cidade de Maputo.
A Procuradora-Geral da República, Beatriz Buchili, revelou este facto durante uma sessão na Assembleia da República na semana passada, destacando que os processos foram abertos no Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC).
Segundo Buchili, os processos foram instaurados devido a indícios de crime de abuso de cargo ou função no processo de emissão da licença de construção.
Ela lembrou que, após o início das obras, houve um deslizamento de terra em direção à Avenida da Marginal devido ao corte do talude, agravado pelas chuvas em fevereiro de 2023, que deixaram a via parcialmente intransitável.
Em resposta aos acontecimentos, o Ministério Público ordenou a suspensão da obra e solicitou ao Conselho Municipal e à entidade responsável pelo licenciamento ambiental que revogassem as licenças de construção e ambiental, respetivamente, devido à não conformidade com o projeto arquitetónico aprovado e a área de implantação, além de exigir que o proprietário da obra reparasse os danos.
Pelo menos nove formações políticas já formalizaram a sua inscrição para as eleições gerais que terão lugar em Moçambique no dia 9 de outubro, conforme anunciado pela Comissão Nacional de Eleições (CNE). Espera-se que mais cinco partidos se inscrevam até segunda-feira.
No total, sete partidos formalizaram a sua intenção de concorrer às eleições na sexta-feira. Entre estes, encontra-se o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), que foi o primeiro dos três partidos parlamentares a registar-se. No mesmo dia, a CNE também recebeu o Partido Humanitário de Moçambique (PAHUMO), o Movimento de Reconciliação de Moçambique (MRM), o Movimento Patriótico para a Democracia (MPD), o Movimento Nacional Para Recuperação Da Unidade Moçambicana (Monarumo), o Partido Nacional de Moçambique — Centro de Reflexão Democrática (Panamo/CRD) e o Partido de Justiça Democrática de Moçambique (PJDM).
Para segunda-feira, a CNE prevê a inscrição do maior partido da oposição, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), bem como do partido União para Mudança (UM), partido União Democratas de Moçambique (UDM), Partido de Reconciliação Democrática (Parede) e Partido de Reconciliação Nacional (Parena).
Os partidos Povo Otimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos) e o Partido Ecologista de Moçambique (Pemo) já se apresentaram no primeiro dia de inscrições, em 22 de abril.
O período de inscrição para partidos políticos, coligações de partidos políticos e grupos de cidadãos eleitores proponentes, que manifestem interesse em participar nas eleições gerais, começou em 22 de abril e termina em 7 de maio.
As eleições gerais em Moçambique, agendadas para 9 de outubro, incluirão eleições presidenciais, onde o atual Presidente da República e líder da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), Filipe Nyusi, não poderá concorrer devido ao limite de dois mandatos estabelecido na Constituição. A votação também abrangerá eleições legislativas e para governadores de províncias e as respetivas assembleias provinciais.
No domingo, pelo menos seis funcionários da Hormuud Company, a maior empresa privada de telecomunicações da Somália, foram mortos num atentado à bomba em Mogadíscio, conforme relatado pelos meios de comunicação social.
Embora o ataque ainda não tenha sido reivindicado, o grupo extremista Al Shabaab, afiliado à rede terrorista Al-Qaida, tem sido responsável por numerosos ataques nos últimos anos, conforme noticiou a agência de notícias Europa Press.
As autoridades ainda não divulgaram detalhes específicos sobre o ataque, mas afirmaram que o veículo no qual os trabalhadores viajavam foi atingido por um dispositivo explosivo ativado remotamente, segundo o portal de notícias somali Garowe Online.
O Governo do país condenou veementemente o atentado e expressou condolências às famílias das vítimas e à empresa, instando a união contra os “grupos terroristas extremistas”.
“O facto de os terroristas terem como alvo as empresas somalis demonstra o nível de ódio contra todo o povo somali, já que estas são fundamentais para o desenvolvimento do país”, afirmaram as autoridades, citadas pela agência de notícias oficial somali SONNA.
O exército somali tem conduzido uma campanha de “guerra total” há meses contra a organização fundamentalista, que recuou para redutos no centro-sul e sul do país.
A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar um (1) Oficial de Promoção e Consolidação da Paz. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar quatro (4) Oficiais – Educação e Proteção à Criança em Emergências. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – Género. Saiba mais.
A Millennium Challenge Corporation (“MCC”) é uma agência do Governo dos Estados Unidos da América pretende recrutar um (1) Director Executivo – Millennium Challenge Account (MCA). Saiba mais.
A Millennium Challenge Corporation (“MCC”) é uma agência do Governo dos Estados Unidos da América pretende recrutar um (1) Director de Operações – Millennium Challenge Account (MCA). Saiba mais.
A Millennium Challenge Corporation (“MCC”) é uma agência do Governo dos Estados Unidos da América pretende recrutar um (1) Director Geral do Projecto CTR – Millennium Challenge Account (MCA). Saiba mais.
A Millennium Challenge Corporation (“MCC”) é uma agência do Governo dos Estados Unidos da América pretende recrutar um (1) Director Geral do Projecto CLCR Millennium Challenge Account (MCA). Saiba mais.
A Millennium Challenge Corporation (“MCC”) é uma agência do Governo dos Estados Unidos da América pretende recrutar um (1) Director Geral do Projecto PRIA – Millennium Challenge Account (MCA). Saiba mais.
A Millennium Challenge Corporation (“MCC”) é uma agência do Governo dos Estados Unidos da América pretende recrutar um (1) Diretor Geral de Administração – Millennium Challenge Account (MCA). Saiba mais.
A Millennium Challenge Corporation (“MCC”) é uma agência do Governo dos Estados Unidos da América pretende recrutar um (1) Consultor Jurídico e Secretário Corporativo (Consultor Geral) – Millennium Challenge Account (MCA). Saiba mais.
A Millennium Challenge Corporation (“MCC”) é uma agência do Governo dos Estados Unidos da América pretende recrutar um (1) Director Financeiro (CFO) – Millennium Challenge Account (MCA). Saiba mais.
A Millennium Challenge Corporation (“MCC”) é uma agência do Governo dos Estados Unidos da América pretende recrutar um (1) Director Geral Adjunto dos Transportes – Millennium Challenge Account (MCA). Saiba mais.
A Millennium Challenge Corporation (“MCC”) é uma agência do Governo dos Estados Unidos da América pretende recrutar um (1) Director das Aquisições – Millennium Challenge Account (MCA). Saiba mais.
A Millennium Challenge Corporation (“MCC”) é uma agência do Governo dos Estados Unidos da América pretende recrutar um (1) Director de RH e Administração – Millennium Challenge Account (MCA). Saiba mais.
A Millennium Challenge Corporation (“MCC”) é uma agência do Governo dos Estados Unidos da América pretende recrutar um (1) Director de Subvenções – Millennium Challenge Account (MCA). Saiba mais.
A Millennium Challenge Corporation (“MCC”) é uma agência do Governo dos Estados Unidos da América pretende recrutar um (1) Director de Gestão das Finanças Públicas – Millennium Challenge Account (MCA). Saiba mais.
A Millennium Challenge Corporation (“MCC”) é uma agência do Governo dos Estados Unidos da América pretende recrutar um (1) Director de Meios de Subsistência Costeiros – Millennium Challenge Account (MCA). Saiba mais.
A Millennium Challenge Corporation (“MCC”) é uma agência do Governo dos Estados Unidos da América pretende recrutar um (1) Diretor de Comunicação e Divulgação – Millennium Challenge Account (MCA). Saiba mais.
A Millennium Challenge Corporation (“MCC”) é uma agência do Governo dos Estados Unidos da América pretende recrutar um (1) Director de Reassentamento do Projeto CTR – Millennium Challenge Account (MCA). Saiba mais.
A Millennium Challenge Corporation (“MCC”) é uma agência do Governo dos Estados Unidos da América pretende recrutar um (1) Especialista em Recursos Humanos – Millennium Challenge Account (MCA). Saiba mais.
A Millennium Challenge Corporation (“MCC”) é uma agência do Governo dos Estados Unidos da América pretende recrutar um (1) Especialista em Tecnologias de Informação – Millennium Challenge Account (MCA). Saiba mais.
A Millennium Challenge Corporation (“MCC”) é uma agência do Governo dos Estados Unidos da América pretende recrutar um (1) Assistente Executivo do CEO – Millennium Challenge Account (MCA). Saiba mais.
A Millennium Challenge Corporation (“MCC”) é uma agência do Governo dos Estados Unidos da América pretende recrutar um (1) Assistente Executivo do Director Geral de Administração – Millennium Challenge Account (MCA). Saiba mais.
A Autoridade Tributária de Moçambique (AT) apresentou em Maputo, o Projeto de Controlo e Monitorização de Fronteiras, por meio de Sistemas Geo-espaciais.
De acordo com o diretor-geral adjunto, Fernando Alage, o projeto tem como objetivo monitorizar e rastrear atividades ilícitas, identificar rotas de contrabando e fortalecer a cooperação entre as administrações aduaneiras.
Alage explicou que esta iniciativa visa melhorar a capacidade técnica das operações de fiscalização, além de responder de forma mais eficaz a incidentes transfronteiriços, como contrabando, tráfico de drogas e movimentos ilegais de pessoas.
O presidente do Parlamento vietnamita, Vuong Dinh Hue, renunciou ao cargo, tornando-se o mais recente membro do governo a deixar o posto no contexto da campanha anticorrupção em curso que abala as elites políticas e empresariais do país. A sua demissão é mais um episódio numa série de instabilidades políticas crescentes no Vietname.
A demissão de Hue segue-se à renúncia do Presidente Vo Van Thuong em março, pouco mais de um ano após o antigo chefe de Estado, Nguyen Xuan Phuc, se ter afastado devido à responsabilidade política pelos escândalos de corrupção durante a pandemia.
“Esta situação revela também a extrema incerteza num ambiente político que muitas vezes se orgulha da sua estabilidade, uma vez que três dirigentes de topo foram demitidos em apenas um ano”, afirmou Nguyen Khac Giang, analista do Instituto ISEAS-Yusof Ishak de Singapura.
A demissão de Hue ocorre dias após a detenção do seu adjunto, Pham Thai Ha, sob acusações de abuso de poder em proveito próprio, a 21 de abril, segundo o órgão de comunicação social estatal VN Express. Embora não haja indícios de envolvimento de Hue em corrupção, os investigadores concluíram que o líder parlamentar violou regulamentos do partido, afetando a reputação do mesmo.
O Partido Comunista do Vietname aceitou a “demissão voluntária” de Hue. Com 67 anos, ele ocupava o cargo de presidente da Assembleia Nacional do Vietname há mais de três anos, sendo este um dos quatro cargos políticos mais importantes do país, juntamente com o de chefe de Estado, primeiro-ministro e líder do Partido Comunista.
A instabilidade política pode ameaçar as ambições económicas do Vietname, que pretende ser uma alternativa à República Popular da China na região.
Hue foi implicado na investigação em curso sobre o Grupo Thuan An, resultando na detenção de Nguyen Duy Hung, presidente da empresa, e outros indivíduos. Este caso levou a uma sentença de morte sem precedentes para Truong My Lan, magnata do setor imobiliário, no maior caso de fraude de sempre no Vietname.
Segundo analistas, Hue era visto anteriormente como um possível sucessor de Trong, o atual chefe do partido. A sua queda intensifica a crise de sucessão do Vietname, com os líderes a prepararem-se para o congresso do Partido Comunista em 2026.
O Ministério da Saúde de Gaza, sob controle do Hamas, anunciou que o número de mortos na Faixa de Gaza aumentou para 34.388 desde o início da ofensiva lançada pelo exército israelita. Nas últimas 24 horas, pelo menos 34 pessoas perderam a vida, com a maioria sendo mulheres e crianças.
O comunicado diário do Ministério da Saúde relata que a ocupação israelita cometeu quatro massacres contra famílias, resultando na morte de 32 pessoas e ferimentos em 69. Ao longo dos 204 dias de guerra, registaram-se 77.437 feridos, sendo que algumas vítimas estão presas sob os escombros e nas estradas, impossibilitadas de serem resgatadas pelas equipas de emergência.
Nas últimas horas, seis cidadãos perderam a vida num ataque aéreo israelita contra a cidade de Rafah, no sul de Gaza. O exército israelita afirmou ter atacado 25 supostos alvos de combatentes palestinianos em várias partes da Faixa de Gaza durante esse período.
Estes desenvolvimentos ocorrem enquanto o Hamas avalia a mais recente proposta apresentada por Israel a um grupo de mediadores egípcios, visando um acordo para uma trégua na região.
Três rabinos e uma jornalista norte-americana foram detidos pela polícia de Israel quando tentavam atravessar a passagem de Erez para levar alimentos para a Faixa de Gaza. Além deles, três ativistas israelitas também foram detidos durante a tentativa.
A organização a que os rabinos pertencem, Rabbis for Peace, anunciou as detenções, identificando a jornalista norte-americana como Ayelet Waldman. Em uma publicação em sua conta nas redes sociais, a Rabbis for Peace denunciou o uso da fome como arma de guerra contra os palestinianos na Faixa de Gaza ocupada pelo governo israelita.
Apesar de o gabinete de guerra de Israel ter aprovado a abertura do porto de Ashdod e da passagem de Erez para aumentar o fluxo de ajuda humanitária, essas entradas estão sujeitas a enormes restrições.
A situação na Faixa de Gaza tem sido marcada por décadas de deslocação forçada, ocupação militar e subjugação comunitária pelo governo israelita. A ofensiva israelita na região já resultou em um grande número de mortes, segundo dados do Ministério da Saúde do Hamas, que governa o enclave palestiniano desde 2007
O Ministério Público da Guiné-Bissau anunciou recentemente a detenção de um procurador por alegado tráfico de drogas, após a sua chegada a Lisboa, num voo proveniente de Bissau.
O procurador guineense, Eduardo Mancanha, foi imediatamente suspenso das suas funções pelo Conselho Superior de Magistratura do Ministério Público guineense, conforme comunicado oficial divulgado pelo órgão.
Segundo o comunicado, Eduardo Mancanha, que se encontrava de licença de serviço para estudar em Portugal há mais de três anos, foi detido “em flagrante delito” na posse de dois quilogramas de uma substância suspeita de ser droga.
A detenção ocorreu no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, quando Mancanha se preparava para embarcar num voo com destino a Bissau no domingo.
O Supremo Tribunal do Peru marcou para o dia 9 de Maio a audiência preliminar do ex-presidente Pedro Castillo, acusado de rebelião por tentar dissolver o parlamento em 2022 e promover, segundo a acusação, um golpe de Estado.
Segundo o jornal La República, Pedro Castillo deverá comparecer em tribunal às 11h30 como suposto coautor do crime de rebelião contra a ordem constitucional e os poderes do Estado, bem como pelos crimes de abuso de poder e perturbação da ordem pública.
A audiência, que será realizada de forma virtual, também deverá incluir os antigos ministros do Interior e do Comércio Externo e Turismo, Willy Huertas e Roberto Sánchez, respetivamente, bem como os antigos primeiros-ministros Aníbal Torres e Betssy Chávez.
A acusação estende-se ainda a três dirigentes da Polícia Nacional Peruana, também pelo crime de rebelião.
Em 12 de janeiro, o Ministério Público do Peru solicitou a condenação de Pedro Castillo a 34 anos de prisão devido aos acontecimentos de 7 de dezembro de 2022, quando, sob pressão do Congresso, anunciou a dissolução do parlamento e convocou uma Assembleia Constituinte.
No entanto, após ser abandonado pelas instituições e pelo Exército, Castillo foi demitido, detido e colocado em prisão preventiva até dezembro de 2025.
O ex-presidente sempre defendeu a sua inocência em várias audiências, afirmando que nunca recorreu à violência e lembrando que a ordem de dissolução do parlamento não foi efetivada.
Castillo alegou ter sido demitido devido a uma suposta conspiração política entre os governantes eleitos de maioria de direita no parlamento e o Ministério Público, que o investigava por alegados casos de corrupção.
O político, de 54 anos, um antigo professor da zona rural do Peru, foi eleito em junho de 2021 à frente de um partido de esquerda radical.
O afastamento do ex-presidente desencadeou uma das piores crises na história do Peru, com quase 50 mortes devido à repressão policial dos protestos populares contra a detenção de Castillo e a tomada de poder pela então vice-presidente, Dina Boluarte.
Nos primeiros três meses deste ano, pelo menos 44 pessoas perderam a vida devido à malária na província de Nampula, um aumento significativo em comparação com as 13 mortes registadas no mesmo período de 2023, revelaram dados oficiais.
Jaime Neto, Secretário de Estado em Nampula, destacou que este aumento representa um crescimento de 238%.
A malária continua a ser um desafio de saúde pública em Nampula, contribuindo com 21% dos casos a nível nacional. A prevalência é particularmente alta, atingindo 54% em crianças menores de 5 anos. Além disso, a doença é responsável por cerca de 30% dos internamentos na província.
Para enfrentar este desafio, o governo implementou diversas medidas, incluindo a distribuição de redes mosquiteiras, sensibilização da população e campanhas de pulverização intra-domiciliária. Este ano, está prevista a distribuição de mais de 327 mil redes mosquiteiras em Nampula, como parte dos esforços para reduzir a incidência da malária.
No entanto, o Secretário de Estado apelou à adesão voluntária das famílias às campanhas de pulverização intra-domiciliária, especialmente em áreas urbanas, e à necessidade de combater a desinformação sobre o uso de inseticidas.
O Dia Mundial de Luta Contra a Malária, celebrado em 25 de abril, destaca a importância de intensificar os esforços de prevenção e combate à doença. Este ano, a efeméride foi marcada pelo tema “Promover o acesso aos serviços de Saúde, equidade de género e direitos humanos para acabar com a Malária”, reconhecendo a necessidade de um esforço coletivo para controlar efetivamente essa doença devastadora.
A ministra do Trabalho e Segurança Social, Margarida Talapa, lançou um apelo às empresas para reforçarem os mecanismos de prevenção e comunicação de acidentes de trabalho, reiterando que este procedimento é obrigatório por lei.
O apelo foi feito na quinta-feira (25) em Maputo, durante a abertura da VII Conferência sobre Segurança e Saúde no Trabalho, que tem como tema central o “Impacto das Mudanças Climáticas na Segurança e Saúde no Trabalho”.
De acordo com a ministra, em 2023, foram registados em Moçambique 731 acidentes de trabalho, abrangendo todos os setores de atividade. Deste total, 561 resultaram em incapacidade temporária, 73 em incapacidade permanente parcial, 83 em incapacidade permanente total e 14 em óbito.
“Temos consciência de que estes dados apenas representam os casos de acidentes de trabalho oficialmente registados. No entanto, estamos cientes de que as informações aqui apresentadas não refletem totalmente a realidade, uma vez que muitas empresas não comunicam a ocorrência de acidentes, limitando assim o acesso do trabalhador ou de seus dependentes aos seus direitos”, explicou Talapa.
Os trabalhadores estão a pressionar as entidades patronais para aumentarem os salários, tendo em conta o atual custo de vida. Durante uma reunião realizada para discutir a revisão salarial, incluindo o salário mínimo, a Confederação das Associações Económicas (CTA) assegurou que haverá um ajuste, enquanto o Governo afirma que tudo dependerá da análise do desempenho económico.
A Comissão Consultiva do Trabalho reuniu-se na sexta-feira para mais uma rodada de conversações entre trabalhadores, empregadores e o Governo sobre o aumento salarial para este ano. No ano passado, os salários mínimos quase dobraram para a maioria dos trabalhadores, com a implementação da Tabela Salarial Única.
No entanto, para este ano, a questão do aumento salarial ainda permanece incerta.
A Organização dos Trabalhadores de Moçambique (OTM Central-Sindical) está à espera da avaliação do desempenho económico nos vários setores de atividade antes de apresentar propostas concretas para as negociações.
“Quando discutimos a nível dos setores, a perspetiva é sempre de aumento salarial. A certeza que temos é que os diferentes setores de atividade estão a discutir os salários mínimos e, a partir do momento em que se discute os salários num setor de atividade, as expectativas são altas, tanto para os empregadores como para os trabalhadores”, explicou Clara Munguambe, representante da CTA.
Apesar disso, os trabalhadores insistem que o salário mínimo, quando aprovado, deve ser suficiente para cobrir o custo de uma cesta básica.
“O salário ideal seria equivalente ao valor da cesta básica, que ronda os 30 mil meticais. No entanto, durante as negociações sobre o salário mínimo, a questão da cesta básica é frequentemente deixada de lado. O ideal seria a cesta básica, pois isso daria aos trabalhadores a capacidade de atender às demandas do mercado”, explicou Boaventura Simbide, representante da Confederação Nacional dos Sindicatos Independentes e Livres de Moçambique (CONSILMO).
Por outro lado, a CTA está confiante de que os salários serão ajustados.
“Há acordos em todos os setores, mas ainda não podemos falar sobre percentagens, pois ainda estamos a analisar. No entanto, foram alcançados acordos, o que significa que haverá um ajuste salarial”, explicou Paulino Cossa, representante do pelouro de Política Laboral da CTA.
Enquanto isso, o Governo prefere não comentar sobre se haverá ou não um aumento salarial até que a situação económica esteja clara.
“Devemos ter paciência para aguardar os resultados que surgirão da reunião plenária da Comissão Consultiva e posteriormente do Governo. O diálogo social no local de trabalho deve continuar, para que as empresas possam aprovar o que for possível, de acordo com sua realidade em diferentes setores”, afirmou Joaquim Siuta, representante do Governo.
Estes comentários foram feitos à margem de uma reunião da Comissão Consultiva do Trabalho.
Clientes da Água da Região do Sul (AdRS) na Unidade 5 Patrice Lumumba, nos arredores de Xai-Xai, em Gaza, reuniram-se na manhã de sexta-feira em frente ao balcão da empresa, localizado na Avenida Samora Machel, para expressar sua insatisfação com a falta de abastecimento de água em suas residências.
Com apitos, tambores e outros instrumentos sonoros, os moradores exigiram uma intervenção imediata da direção da empresa para resolver o problema. Carla Mavuie, uma das manifestantes, informou ao “Notícias” que os clientes estão recorrendo à água da lagoa Tsandzatine, mesmo sabendo que não é adequada para consumo.
Teresa Langa, outra cliente da AdRS, afirmou que o grupo decidiu protestar devido à falta de interesse da empresa em resolver a questão. Quando questionada sobre o assunto, a direção da AdRS declarou que só forneceria declarações ao “Notícias” após o recebimento de perguntas formais por escrito.
Segundo relatório da organização Human Rights Watch (HRW), divulgado na quinta-feira, forças militares em Burkina Faso mataram 223 civis, incluindo bebés e crianças, em ataques a duas aldeias acusadas de colaborar com terroristas.
Os ataques ocorreram a 25 de fevereiro nas aldeias de Nondin e Soro, no norte do país, resultando na morte de cerca de 56 crianças.
A HRW apelou às Nações Unidas e à União Africana para disponibilizarem investigadores para apoiarem os esforços locais de levar os responsáveis à justiça.
O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, afirmou que as Nações Unidas ainda não têm confirmação do ataque, mas considerou os relatos “extremamente perturbadores”.
A diretora executiva da HRW, Tirana Hassan, classificou os massacres como os mais recentes de civis pelos militares de Burkina Faso nas operações contra a insurreição, destacando a necessidade de assistência internacional para uma investigação credível sobre possíveis crimes contra a humanidade.
O Burkina Faso tem enfrentado uma onda de violência envolvendo extremistas islâmicos ligados à Al-Qaida e ao Estado Islâmico, resultando na deslocação de mais de dois milhões de pessoas, incluindo muitas crianças.
A maioria dos ataques não é denunciada nem punida, num país onde a dissidência é reprimida e mais de 20.000 pessoas já foram mortas desde o início da violência há nove anos.
Os juízes em Moçambique estão a exigir independência financeira para o exercício das suas funções, alegando que a atual dependência do Governo compromete a sua liberdade na tomada de decisões judiciais.
Esta reivindicação foi feita de forma enérgica na última sexta-feira, durante uma conferência de imprensa conduzida pelo presidente da Associação Moçambicana dos Juízes, Esmeraldo Matavele.
O presidente da associação enfatizou que os juízes não devem continuar a depender do governo e da Assembleia da República para financiar as atividades dos tribunais. Esta dependência, segundo ele, afeta negativamente a capacidade dos tribunais de executarem as suas funções de forma independente e imparcial.
Matavele destacou que os juízes são resistentes e comprometidos com a sua missão de administrar a justiça, mas ressaltou a necessidade de condições adequadas de trabalho para garantir a sua eficácia. Ele mencionou a falta de recursos básicos, como veículos e segurança pessoal, como exemplos das dificuldades enfrentadas pela classe.
Além disso, o presidente da Associação Moçambicana dos Juízes expressou preocupação com a vulnerabilidade dos juízes à corrupção devido às condições precárias em que trabalham. Ele apelou aos seus colegas para resistirem às pressões externas e cumprirem a missão de serem guardiões da justiça na sociedade.
Para abordar a questão da segurança pessoal, a associação está a considerar várias opções, incluindo a contratação de empresas privadas de segurança ou a cooperação com a Unidade de Proteção de Altas Individualidades (UPAI).
A conferência de imprensa também serviu para discutir a importância da independência dos tribunais, a gestão adequada dos recursos financeiros dos tribunais e o compromisso ético dos juízes, temas considerados cruciais para a integridade do sistema judicial em Moçambique.
Durante a madrugada, um incêndio devastador irrompeu numa pousada na cidade de Porto Alegre, no sul do Brasil, resultando em pelo menos dez vítimas fatais e deixando outras 11 pessoas feridas, conforme relatos das autoridades locais ao portal G1.
Entre os sobreviventes, um indivíduo precisou saltar do terceiro andar do edifício para escapar das chamas.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, cuja capital é Porto Alegre, expressou pesar diante da tragédia.
Dados oficiais revelam que as autoridades sanitárias de Moçambique identificaram 15.637 casos de cólera ao longo de aproximadamente seis meses, resultando em 33 mortes durante o surto atual.
Este número foi reportado pelo Ministério da Saúde, com informações compiladas desde o início do surto, em 1º de outubro de 2023, até 25 de abril de 2024. A taxa de letalidade permanece em 0,2%.
Em apenas um mês, desde 31 de março, data do último balanço, o país registou 925 novos casos de cólera, resultando em uma morte. O relatório destaca que dos 15.637 casos cumulativos, 5.269 foram reportados em Nampula, com 12 mortes; seguido por 2.873 em Tete, com 10 mortes; e 2.431 em Cabo Delgado, com uma morte.
Atualmente, surtos da doença estão ativos em vários distritos de Nampula, Cabo Delgado, Tete, Zambézia, Sofala, Manica, Maputo, e até 25 de abril, 38 pacientes com cólera estavam hospitalizados em unidades de saúde do país.
Paralelamente, pelo menos 121 pessoas perderam a vida devido a ondas de desinformação sobre o surto de cólera em Moçambique, segundo dados oficiais divulgados desde outubro. Um dos incidentes mais graves ocorreu em 7 de abril, quando um barco partindo de Lungo, em Mossuril, rumo à Ilha de Moçambique, naufragou, resultando na morte de 98 pessoas, incluindo 55 crianças, 34 mulheres e nove homens.
O naufrágio foi atribuído à fuga de pessoas devido a um suposto surto de cólera, revelando a propagação da desinformação. O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, visitou o local para confortar as famílias afetadas, enfatizando a necessidade de evitar a propagação de boatos.
Além disso, desde outubro de 2023, 23 pessoas perderam a vida devido à desinformação relacionada à cólera. Líderes comunitários e profissionais de saúde têm sido alvo de violência por parte da população, acusados de espalhar a doença nas comunidades.
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