Na noite de terça-feira, María Oropeza, chefe regional de campanha da líder oposicionista María Corina Machado, foi detida em Caracas, Venezuela, por agentes do regime do presidente Nicolás Maduro.
A notícia foi divulgada pela própria María Corina através da rede social X (antigo Twitter).
María Corina apelou à população de Guanare, na Venezuela, para que se deslocasse até à avenida 17 com a rua 8, onde, segundo ela, os agentes do regime pretendiam capturar María Oropeza, que desempenha um papel central como directora do Comando Venezuela (ConVzla) no estado de Portuguesa.
Num outro comunicado publicado na mesma rede social, María Corina destacou as qualidades da sua chefe de campanha. “Ela é María Oropeza, uma jovem incrivelmente corajosa, inteligente e generosa, natural de Portuguesa. Como coordenadora do Comando ConVzla, realizou um trabalho notável ao unir e organizar os cidadãos do seu estado. O regime acabou de levá-la à força, e não sabemos onde ela se encontra. Foi sequestrada. Apelo a todos, dentro e fora da Venezuela, para exigirem a sua libertação imediata”, afirmou a líder opositora.
Um vídeo que circula online mostra o momento em que os agentes invadiram o local onde Oropeza estava, gerando grande indignação entre os seguidores da oposição.
O perfil de direitos humanos do partido Vente Venezuela também se pronunciou sobre a detenção, alertando a comunidade internacional. “Agentes da Direcção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM) prenderam María Oropeza, chefe do comando de campanha ConVzla em Portuguesa. Invadiram o local à força e sem qualquer mandado judicial. Responsabilizamos o regime pela sua integridade física”, declarou o partido.
Além disso, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, condenou a prisão de María Oropeza, associando-a às contínuas violações dos direitos humanos pelo regime de Maduro.
“A detenção de María Oropeza junta-se à longa lista de crimes contra a humanidade cometidos pelo regime de Maduro, com mais de mil detenções relacionadas com perseguições políticas. Esta repressão irracional deve ser interrompida imediatamente”, exigiu Almagro.
O candidato presidencial moçambicano Venâncio Mondlane apelou à formação de uma “frente única” entre todos os partidos que participam nas eleições de 9 de Outubro, com o objectivo de “derrubar o regime” actual e salvar Moçambique.
Durante uma manifestação pacífica realizada em Maputo, Mondlane declarou à Lusa que é essencial unir todos os partidos em corrida para enfrentar o que considera ser um regime opressor, inimigo do povo moçambicano, da democracia e do multipartidarismo.
Mondlane reiterou a sua oposição à exclusão da Coligação Aliança Democrática (CAD) da corrida eleitoral, coligação que apoiava a sua candidatura à presidência.
Actualmente, Venâncio Mondlane concorre à presidência sem o apoio de uma formação política, uma vez que a CAD, da qual ele liderava a lista para as eleições legislativas por Maputo, foi excluída. Mondlane posiciona-se agora como um “candidato do povo”, acreditando que o seu projecto é o melhor para a salvação do país.
“O nosso projecto é o melhor para a salvação de Moçambique. Se os outros partidos realmente desejam salvar a nação, deverão unir-se ao nosso projecto”, afirmou Mondlane. Ele é ex-deputado e antigo membro da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), partido da oposição que deixou em Maio.
Na quinta-feira passada, o Conselho Constitucional de Moçambique decidiu excluir definitivamente a CAD das eleições gerais de 9 de Outubro (legislativas e provinciais). O acórdão do CC declarou nula a decisão anterior da Comissão Nacional de Eleições (CNE), que havia aceitado a inscrição da coligação.
Em protesto contra a exclusão, Mondlane e um grupo de pouco mais de vinte pessoas, com luvas e mãos pintadas de preto, realizaram uma manifestação próxima ao terminal de transportes da Junta em Maputo. Mondlane descreveu a exclusão da CAD como um “funeral da democracia e da justiça” moçambicanas e anunciou a realização de mais protestos.
“Esta é a primeira de muitas manifestações que ocorrerão até que os responsáveis pela destruição da democracia e da justiça sejam removidos”, afirmou Mondlane. A manifestação teve a duração de menos de uma hora.
A CAD programou para hoje uma segunda manifestação às 20:00 (hora local), que consistirá em acender velas por cinco minutos, evitando marchas para minimizar riscos de violência. Luís Mariquele, coordenador nacional de comunicação da CAD, explicou que a ação visa conter a tensão nas províncias do centro e norte do país.
Na sexta-feira, a CAD acusou o Conselho Constitucional de violar a Constituição e afirmou que a exclusão foi motivada por perseguição política devido ao apoio da CAD à candidatura de Mondlane. Manecas Daniel, presidente da CAD, criticou a decisão em uma conferência de imprensa em Maputo, alegando que a exclusão reflete uma perseguição ao apoiar Mondlane.
As eleições presidenciais de Moçambique estão agendadas para 9 de Outubro, juntamente com as eleições legislativas e para governadores e assembleias provinciais.
O município de Boane, localizado na província de Maputo, planeia reassentar pelo menos 3.500 famílias que actualmente residem em áreas propensas a cheias e inundações.
Esta iniciativa surge como resposta às frequentes alterações climáticas que têm afectado a região, visando minimizar os impactos devastadores dos eventos climáticos extremos.
A medida, já aprovada pela Assembleia Municipal de Boane, foi anunciada pela Presidente do Município, Geraldina Bonifácio, durante um encontro com a imprensa realizado na terça-feira, em Maputo. O anúncio ocorreu à margem do lançamento do Protocolo “Stop VBG na Mobilidade”.
Segundo Bonifácio, as mudanças no padrão climático têm tornado imprevisível o calendário das chuvas, que outrora se iniciavam em Outubro e terminavam em Fevereiro.
Diante dessa incerteza, o município decidiu agir preventivamente para proteger as famílias que vivem em zonas de risco. “Estamos a mapear todas as famílias nessas áreas para garantir o seu reassentamento em locais mais seguros”, afirmou a edil.
As famílias serão reassentadas em bairros previamente identificados como seguros, sendo o bairro Filipe Samuel Magaia um dos exemplos dessa iniciativa. No entanto, a Presidente do Município reconhece que o processo enfrenta desafios, especialmente com famílias que resistem à mudança. Algumas alegam ter vivido mais de 20 anos nos locais actuais e não possuírem recursos financeiros para recomeçar a vida noutro lugar.
Apesar das dificuldades, Bonifácio assegura que o bairro de reassentamento já acolhe mais de 300 famílias, e a expectativa é que este número continue a crescer à medida que o programa avança. A sensibilização das famílias renitentes é uma prioridade para o município, que continua a trabalhar para garantir a segurança e o bem-estar de todos os seus residentes.
Uma trágica colisão com um jet ski resultou na morte de uma mulher, depois de as suas filhas gémeas de 16 anos terem acidentalmente colidido com a mota de água em que ela estava, durante um dia de praia em família.
O acidente ocorreu na Baía de Arcachon, em França, no domingo, dia 4. A família passava o dia sob a supervisão de um instrutor certificado. A mãe, de 47 anos e natural de Angoulême, partilhava uma mota de água com o seu companheiro, de 48 anos, enquanto as gémeas utilizavam o seu próprio jet ski.
Durante a actividade, as gémeas acidentalmente chocaram com a mota de água da mãe, provocando uma cena caótica. A mãe sofreu ferimentos graves na cabeça e foi imediatamente transportada por via aérea para um hospital em Bordéus. Infelizmente, ela não sobreviveu e faleceu algumas horas depois do acidente.
O companheiro da vítima e as filhas também sofreram ferimentos ligeiros e foram levados para o hospital para tratamento devido ao impacto. A legislação francesa exige que os operadores de jet ski tenham pelo menos 16 anos e possuam uma licença de navegação ou estejam acompanhados por um instrutor qualificado, como era o caso.
Ainda não há informações sobre se a família usava capacetes no momento do acidente. A agência de notícias local Sud Ouest informou que o aluguer de jet skis em Arcachon geralmente tem restrições de velocidade, mas a velocidade exacta das motas de água envolvidas no acidente ainda não foi confirmada.
O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) está a investigar um desvio de aproximadamente 133 milhões de meticais, supostamente retirados dos cofres da Autoridade Tributária de Moçambique (AT) e do Ministério da Defesa.
Este esquema fraudulento, ocorrido no primeiro semestre do ano, envolve altos funcionários de ambas as instituições.
Na Autoridade Tributária, o desvio ascende a 81 milhões de meticais, resultante de um esquema de fraude fiscal que envolveu a falsificação de documentos para a obtenção indevida de reembolsos do Imposto Sobre o Valor Acrescentado (IVA). Este esquema contou com a participação de uma empresa do sector de combustíveis, localizada em Tete, e com a conivência de funcionários da AT, que facilitaram o recebimento fraudulento dos valores.
Por outro lado, no Ministério da Defesa, foram desviados 52 milhões de meticais através de transferências para diversas empresas, supostamente contratadas para a realização de obras públicas, aquisição de bens e prestação de serviços ao Estado. No entanto, estas contratações foram feitas sem o devido processo de concurso público ou a formalização de contractos, sob o pretexto de responder a situações de contingência e urgência militar. Funcionários seniores do Ministério da Defesa estão implicados, sendo que, segundo o GCCC, os valores desviados foram usados para a compra de bens de uso pessoal, baseados em rendimentos ilícitos.
Romualdo Johnam, porta-voz do GCCC, ao apresentar o balanço semestral das actividades do órgão, confirmou que no caso do Ministério da Defesa, o processo ainda se encontra na fase de instrução. Até ao momento, cinco indivíduos foram constituídos arguidos, permanecendo em liberdade, enquanto são indiciados pelos crimes de peculato, fraude fiscal, enriquecimento ilícito e branqueamento de capitais.
O actual Presidente da República Democrática do Congo (RDCongo), Félix Tshisekedi, fez graves acusações contra o seu antecessor, Joseph Kabila, afirmando que este está a preparar uma “insurreição” e a pertencer a um movimento rebelde armado.
A declaração foi feita durante uma entrevista transmitida esta terça-feira à noite.
Tshisekedi acusou directamente Kabila de estar a preparar uma insurreição e de estar envolvido com a Aliança Francesa do Congo (AFC), uma entidade política e militar que inclui o Movimento 23 de Março (M23). O M23 é um grupo rebelde apoiado por Ruanda e que, desde o final de 2021, tomou grandes áreas da província de Kivu do Norte, no leste da RDCongo.
O Presidente Tshisekedi afirmou categoricamente que “A AFC é ele”, referindo-se a Joseph Kabila, sem fornecer detalhes adicionais. Esta entrevista foi concedida à rádio congolesa Top Congo, transmitida a partir da Bélgica, onde Tshisekedi se encontra para tratamento médico, e divulgada pela Presidência da RDCongo na rede social X.
Em Dezembro passado, Corneille Nangaa, ex-presidente da comissão eleitoral da RDCongo, anunciou a criação da Aliança do Futuro do Congo (AFC) em colaboração com o M23.
Joseph Kabila assumiu o poder em 2001 após o assassinato do seu pai, Laurent-Désiré Kabila, que havia derrubado o ditador Mobutu Sese Seko em 1997. Em Janeiro de 2019, Kabila transferiu o poder a Félix Tshisekedi, o qual foi declarado vencedor das eleições presidenciais de Dezembro de 2018, marcando a primeira transição pacífica de poder desde a independência do país em 1960.
Após dois anos de “cogestão” conflituosa, Tshisekedi rompeu com o grupo político de Kabila e, desde então, o ex-presidente tem permanecido relativamente discreto e sem se pronunciar sobre as questões políticas actuais.
Em Março, a irmã de Kabila, Jaynet Kabila, foi interrogada por várias horas pelos serviços secretos militares da RDCongo. Poucos dias antes, a sede da Fundação Mzee Laurent-Désiré Kabila, presidida por Jaynet Kabila, foi alvo de buscas.
Vários membros do Parti du Peuple pour la Reconstruction et la Démocratie (PPRD), de Joseph Kabila, juntaram-se à AFC e estão à espera de julgamento num tribunal militar em Kinshasa, podendo ser condenados à pena de morte.
Em Dezembro de 2023, o PPRD boicotou as eleições gerais, enquanto Félix Tshisekedi foi reeleito com mais de 73% dos votos nas presidenciais, resultado que a oposição considera ter sido marcado por “múltiplas irregularidades”.
O M23, criado a 4 de Abril de 2012 após a sublevação de 300 soldados das Forças Armadas da RDCongo, voltou a lutar no final de 2021 depois de um período de inactividade. Desde então, conquistou vastas áreas no Kivu do Norte e causou a deslocação de centenas de milhares de pessoas.
A ONU estima que mais de 7 milhões de pessoas estejam deslocadas no leste da RDCongo, uma das maiores crises humanitárias do mundo. A RDCongo acusa o Ruanda e o M23 de tentarem controlar os recursos minerais da região, enquanto o M23 afirma estar a defender a população tutsi ameaçada no Kivu do Norte.
Nos últimos 12 meses, Moçambique registou um total de 22 casos de rapto envolvendo empresários, segundo os dados apresentados pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, no seu informe do Estado Geral da Nação, realizado na Assembleia da República, em Maputo.
Desses raptos, oito foram frustrados pelas autoridades, 11 foram esclarecidos, e quatro pessoas foram resgatadas em operações que resultaram no desmantelamento dos cativeiros onde estavam detidas.
Durante essas operações, foram apreendidas quatro armas de fogo e confiscadas quatro residências que eram utilizadas como cativeiros. Estes dados sublinham a crescente preocupação com a segurança no país, particularmente no que diz respeito à protecção dos empresários, que continuam a ser alvos frequentes de sequestros.
O Município de Nampula, em apenas seis meses de governação, decidiu recorrer a um empréstimo bancário no valor de 50 milhões de Meticais, sendo metade deste montante destinado ao pagamento dos salários dos funcionários municipais.
A informação foi divulgada pelo vereador de Finanças do Município de Nampula, Pereira da Fonseca Napuana, que explicou a aplicação dos fundos. Segundo Napuana, dos 50 milhões de Meticais obtidos através do empréstimo, 24 milhões serão alocados especificamente para garantir o pagamento dos salários.
“Destinaremos 50% desses 50 milhões para uma conta corrente caucionada, assegurando assim recursos para os recursos humanos, o que totaliza cerca de 25 milhões de Meticais. Este valor será reservado pelo Município para garantir o pagamento dos salários de todos os funcionários”, detalhou o vereador. Ele também destacou que, mesmo em caso de atrasos nas transferências do Fundo de Compensação Autárquica (FCA) por parte do Governo, o Município estará em condições de honrar as remunerações dos seus trabalhadores.
Com esta medida, o Município de Nampula pretende assegurar a estabilidade financeira e o cumprimento das suas obrigações salariais, evitando possíveis atrasos nos pagamentos aos seus funcionários.
O ex-presidente argentino Alberto Fernández foi acusado formalmente de violência doméstica pela sua ex-esposa, Fabiola Yáñez.
A acusação foi apresentada na terça-feira, e resultou em medidas cautelares impostas pela Justiça, incluindo a proibição de Fernández se aproximar de Yáñez e de sair do país.
A denúncia foi feita durante uma audiência virtual com o juiz federal Julián Ercolini, que imediatamente tomou providências para garantir a segurança de Yáñez. Entre as acções ordenadas pelo juiz está a imposição de uma ordem de restrição, impedindo que Fernández se aproxime da ex-primeira-dama.
Yáñez afirmou que os episódios de violência ocorreram enquanto o casal vivia na Quinta de Olivos, a residência oficial da presidência da Argentina, entre 2019 e 2023. Ela detalhou ter sido agredida fisicamente pelo então presidente durante o período em que estiveram juntos. Além disso, Yáñez relatou casos de assédio e ameaças constantes.
A acusação ganhou força após o vazamento de mensagens de texto entre Yáñez e María Cantero, secretária pessoal de Fernández. Nas mensagens, Yáñez descrevia os abusos que sofria e incluía fotografias que, segundo ela, comprovavam as agressões.
Alberto Fernández negou categoricamente as acusações, mas a decisão judicial de impor restrições reflete a gravidade das alegações feitas por Yáñez. O caso continua a ser investigado, e as autoridades argentinas estão a acompanhar de perto a situação.
Um trágico acidente aéreo ocorreu na quarta-feira nos arredores de Katmandu, capital do Nepal, quando um helicóptero se despenhou numa floresta.
Segundo a agência Reuters, que citou um porta-voz das autoridades locais, todas as cinco pessoas a bordo do helicóptero morreram. Entre as vítimas encontram-se quatro passageiros e o piloto.
O helicóptero, com a matrícula 9N-AJD, era operado pela companhia Air Dynasty e tinha partido de Katmandu com destino a Rasuwa.
Informações do Economic Times indicam que os corpos de três homens, incluindo o piloto, e uma mulher foram recuperados no local do acidente. O quinto corpo também foi encontrado, mas a identificação ainda não foi possível devido ao estado avançado de carbonização.
Este incidente ocorre apenas semanas após outro trágico acidente no Nepal, quando um avião da Saurya Airlines se despenhou durante a descolagem, resultando na morte de 18 pessoas.
Cinco altos funcionários do Ministério da Defesa encontram-se sob investigação judicial, acusados de desviar mais de 50 milhões de meticais.
De acordo com as autoridades, os envolvidos realizaram transferências para empresas que supostamente foram contratadas para executar obras públicas e fornecer bens ao Estado. No entanto, essas transacções foram feitas sem a abertura de concurso público e sem a formalização de contractos, alegando a necessidade de responder a situações de urgência e contingência militar.
A revelação foi feita na terça-feira por Romualdo Johnam, Porta-voz do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC).
Segundo o Porta-voz, mais de mil e trezentos processos relacionados a crimes de corrupção foram registados no GCCC durante o primeiro semestre deste ano, evidenciando a magnitude do problema de corrupção no país.
Na noite de terça-feira, um hotel no vale vinícola de Moselle, na Alemanha, sofreu um colapso devastador, resultando na morte de duas pessoas.
Além das vítimas fatais, há registo de três feridos graves que continuam presos nos escombros e cinco pessoas foram resgatadas, incluindo uma criança de apenas dois anos.
Segundo a Reuters, que cita Joerg Teusch, chefe das operações de resgate, o corpo de uma mulher foi encontrado e retirado dos escombros no início da manhã de quarta-feira. O corpo do outro falecido, um homem, ainda não foi localizado. A operação de salvamento, descrita como “extremamente complexa”, conseguiu resgatar cinco pessoas, todas com ferimentos que não foram considerados graves.
Entre os resgatados, estava uma menina de dois anos, que felizmente não sofreu ferimentos. Os seus pais também foram retirados com vida. Teusch expressou sua satisfação, afirmando: “Nunca fiquei tão feliz por ver o filho de um estranho.”
O hotel, situado na cidade de Kröv, datava do século XVII e foi renovado na década de 1980. As causas do colapso ainda não são conhecidas. O procurador estadual, Peter Fritzen, informou que a investigação sobre o incidente só terá início após a conclusão da operação de salvamento.
A polícia, conforme relatado pela estação estatal DW, revelou que o alerta para o colapso foi recebido às 22h55 locais (21h55 em Lisboa), no momento em que 14 pessoas se encontravam no hotel. Entre estas, cinco conseguiram escapar ilesas.
As autoridades policiais procederam à apreensão de diversos materiais no âmbito da investigação às denúncias de corrupção que envolvem as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), conforme foi anunciado pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) na passada terça-feira.
Durante uma conferência de imprensa realizada em Maputo para fazer o balanço das actividades do primeiro semestre do ano, Romualdo Johnam, representante do GCCC, informou que já foram identificados vários suspeitos e que algumas buscas e apreensões já foram executadas. “Estamos ainda em fase de instrução e, por razões de segredo de justiça, não podemos avançar com mais detalhes”, explicou Johnam.
O processo em curso investiga alegados esquemas de corrupção relacionados com a venda de bilhetes da LAM e a gestão da sua frota de aeronaves. Desde Abril de 2023, a companhia está a passar por um processo de reestruturação, conduzido pela Fly Modern Ark, uma empresa sul-africana contratada para recuperar a transportadora aérea.
Em Fevereiro deste ano, Sérgio Matos, director de reestruturação da LAM, denunciou a existência de um esquema de desvio de fundos nas lojas de venda de bilhetes da companhia, que terá causado um prejuízo estimado em cerca de 3 milhões de dólares.
O esquema envolvia o uso de terminais de pagamento automático (TPA/POS) que não pertenciam à LAM. “As vendas continuam a ser feitas, mas a empresa não está a receber todo o dinheiro. Nos últimos três meses, constatámos que o diferencial variava entre 2 e 3 milhões de dólares. Só em Dezembro de 2023, registámos um défice de 3,2 milhões de dólares”, destacou Matos. Ele acrescentou que a inspecção também detectou irregularidades na recolha de dinheiro vivo nas lojas.
Outro ponto crítico identificado pela inspecção foi a discrepância nos documentos de abastecimento de combustível das aeronaves. Matos questionou o abastecimento reportado, afirmando: “Se uma aeronave tem uma capacidade máxima de 80 mil litros de combustível, ou 80 toneladas, os documentos indicam que a mesma aeronave foi abastecida com 95 toneladas. A questão é: onde estão as 15 toneladas excedentes?”
Face às denúncias de corrupção na LAM, o Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), entidade responsável pela gestão do sector empresarial do Estado, manifestou o seu interesse em que os alegados desvios e actos de sabotagem interna sejam rigorosamente apurados, tendo solicitado a intervenção do Ministério Público.
O GCCC já tinha instaurado, em Janeiro de 2023, um processo (n.º 06/11/P/GCCC/2023) para investigar alegações relacionadas com a gestão da frota da LAM, incluindo a venda de aeronaves, aluguer, endividamento para aquisição de novos equipamentos e operações de manutenção. O processo também abrange a contratação de fornecedores, a legitimidade das facturas pagas e a venda de activos sociais da companhia.
A Fly Modern Ark, que assumiu a gestão da LAM em Abril de 2023, está a implementar um plano de reestruturação com o objectivo de revitalizar a transportadora aérea moçambicana.
Os tribunais distritais em Moçambique poderão perder a autoridade de ordenar a recontagem dos votos reclamados durante as eleições, após um acordo alcançado pelo grupo de revisão da Lei Eleitoral na Assembleia da República.
Reunidos à porta fechada, na última terça-feira, os membros deste grupo decidiram eliminar artigos da legislação que haviam sido contestados pelo Presidente da República quando este devolveu o diploma ao Parlamento.
Embora o encerramento da presente sessão parlamentar se aproxime, o Parlamento pode encontrar tempo entre quarta e quinta-feira para discutir e aprovar a Lei Eleitoral tanto na generalidade quanto na especialidade. Este movimento vem em resposta às objecções presidenciais que exigiram uma revisão específica da legislação.
António Muchanga, deputado da Renamo e membro do grupo responsável pela revisão, confirmou que os pontos controversos foram retirados do documento. “Já realizámos o reexame necessário e submetemos o documento à Assembleia da República. Esperamos que, após a sessão solene, a Assembleia se reúna novamente à tarde para proceder com os trâmites legais, de forma a que, até quinta-feira, possamos concluir esta sessão com a questão da legislação eleitoral resolvida”, afirmou Muchanga.
Com esta decisão, os tribunais distritais serão definitivamente desprovidos da competência de exigir a recontagem de votos, transferindo essa responsabilidade exclusivamente para o Conselho Constitucional, que deterá a decisão final sobre tais questões.
Muchanga também sublinhou a importância desta revisão para evitar conflitos eleitorais, referindo-se ao histórico de violência relacionado a disputas eleitorais, como a guerra de Muxungue. “Não podíamos continuar com este impasse, porque pode parecer um jogo, mas foi exactamente esta questão eleitoral que provocou a guerra de Muxungue. Não podemos ir às eleições de Outubro na mesma situação”, declarou o deputado.
Guilherme Mbilana, especialista em legislação eleitoral, observou que o Parlamento poderia ter optado por forçar o Presidente a promulgar a lei aprovada por consenso, argumentando que a Assembleia tinha a capacidade de devolver o instrumento ao Chefe de Estado nos mesmos termos aprovados pelos parlamentares.
Por outro lado, Ivan Maússe, pesquisador do Centro de Integridade Pública, sugeriu que a decisão de retirar poderes aos tribunais favorece o partido no poder, Frelimo, que preferiria confiar no Conselho Constitucional.
Segundo Maússe, este órgão, que demonstrou parcialidade nas eleições autárquicas do ano passado, é visto como politicamente influenciado, com a maioria dos seus membros ligados ao partido no poder.
Maússe alertou ainda que, mesmo que a lei revista seja promulgada nos próximos dias, os partidos participantes nas eleições de 9 de Outubro não terão tempo suficiente para se adaptar ao novo quadro legal, o que pode resultar em conflitos pós-eleitorais.
Nos distritos de Pebane, Mocubela e Maganja da Costa, na província da Zambézia, o funcionamento das casas mortuárias tem sido interrompido devido a avarias que persistem há mais de seis meses.
Este problema, que afecta seriamente os serviços funerários na região, tem obrigado os hospitais locais a enviar os corpos para a casa mortuária do Hospital Rural de Mocuba, o que representa uma logística complicada e dolorosa para as famílias enlutadas.
Valério Chaiamisse, chefe do Departamento de Assistência Médica da Direcção Provincial da Zambézia, reconheceu a gravidade da situação, mas afirmou que as reparações das morgues avariadas só deverão ser realizadas no próximo ano. A falta de manutenção e a deterioração dos equipamentos são apontadas como as principais causas para as avarias contínuas, que têm deixado os distritos sem condições para a preservação adequada dos corpos.
A situação levanta preocupações entre a população, que se vê forçada a recorrer a alternativas em outros distritos, aumentando os custos e o sofrimento em momentos já tão difíceis.
As autoridades de saúde da província estão cientes da necessidade urgente de resolver este problema, mas a promessa de reparação apenas no próximo ano gera incerteza sobre quando os serviços poderão ser normalizados.
A All Around Medical Solutions, Lda empresa de emergências medicas pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Motoristas de Ambulância. Saiba mais.
A All Around Medical Solutions, Lda empresa de emergências medicas pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Advanced Life Support Paramedics. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Frota e Activos. Saiba mais.
A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa de Sofala (Caia), pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de Educação Acelerada para Crianças. Saiba mais.
O MyBucks Banking Mozambique, SA com visão de ser prestador de serviços financeiros de escolha para os Moçambicanos, pretende recrutar um (1) Contabilista Sénior. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Finanças. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Educação em Emergências. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – Proteção à Criança. Saiba mais.
A Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais (ADCR) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Elaboração de Planos de uso de Solo para Agricultura e Pastagem. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos está a recrutar para seu cliente dois (2) Representantes de Vendas a Van. Saiba mais.
A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa de Pemba, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Coordenador de Projeto. Saiba mais.
A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa de Ancuabe, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de Engajamento Comunitário. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Recursos Humanos. Saiba mais.
O presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, Elvis Amoroso, anunciou a entrega oficial das atas eleitorais ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ). Este documento, semelhante ao boletim de urna utilizado no Brasil, era aguardado por parte da comunidade internacional há vários dias.
O TSJ havia solicitado ao CNE a entrega de diversas atas essenciais para o processo eleitoral, incluindo a ata de escrutínio das mesas eleitorais a nível nacional, a ata de totalização final dos resultados, a ata de julgamento e a proclamação das eleições. A presidente do TSJ, Caryslia Rodríguez, informou que, a partir deste momento, o tribunal iniciará uma investigação que poderá prolongar-se por até 15 dias.
Como parte do processo, o TSJ irá convocar candidatos presidenciais e dirigentes políticos para prestarem esclarecimentos e registarem “todos os instrumentos eleitorais”. As primeiras convocações estão agendadas para quarta-feira. Os candidatos deverão também “responder às questões colocadas por este órgão”.
Foi estabelecido um cronograma para a realização dos depoimentos, sendo que o candidato da oposição, Edmundo González, deverá prestar os seus esclarecimentos na quarta-feira, enquanto o actual presidente, Nicolás Maduro, deverá comparecer na sexta-feira.
O Presidente do Bangladesh, Mohammed Shahabuddin, decidiu dissolver o Parlamento, atendendo ao ultimato imposto pelos líderes dos protestos estudantis. Esta decisão veio após semanas de intensos protestos que resultaram na renúncia e fuga da primeira-ministra Sheikh Hasina.
Segundo um comunicado oficial, Shiplu Zaman, porta-voz presidencial, confirmou que “o Presidente dissolveu o parlamento”. Esta medida abre caminho para a formação de um novo governo interino. A decisão ocorreu um dia após Sheikh Hasina ter deixado o país para o exílio na Índia, seguindo semanas de violência nas ruas de Bangladesh que causaram a morte de mais de 400 pessoas.
A dissolução do Parlamento seguiu uma reunião crucial do Presidente Shahabuddin com os líderes das três forças de defesa, diversos líderes políticos, representantes da sociedade civil e líderes do movimento ‘Estudantes contra a discriminação’. Segundo a mesma nota, o Presidente cedeu ao ultimato dos protestantes, que exigiam a dissolução até às 15:00 horas locais, sob a ameaça de intensificar as suas acções.
A situação de insegurança alimentar e nutricional está a agravar-se na província de Inhambane, com um aumento significativo do número de pessoas afectadas.
Actualmente, mais de 55 mil pessoas enfrentam esta crise em toda a província, uma situação que pode deteriorar-se ainda mais devido à ocorrência de fenómenos climáticos extremos.
Dois factores principais estão a contribuir para este cenário alarmante: o fenómeno El Niño, que causa uma grave escassez de chuva, e, por outro lado, períodos de chuva excessiva que resultam em inundações nas áreas agrícolas. Esses extremos climáticos têm forçado muitas famílias a enfrentar o drama da insegurança alimentar, uma realidade que se tem intensificado nos últimos meses.
O distrito de Funhalouro é o mais gravemente afectado, com cerca de 20 mil pessoas a viverem em condições de insegurança alimentar, destacando-se como o epicentro desta crise na província de Inhambane.
O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, reiterou as suas acusações contra Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC e ex-presidente da Assembleia Nacional Popular, bem como contra o ex-primeiro-ministro Nuno Gomes Nabiam.
Segundo Embaló, ambos são os principais responsáveis pelo golpe de Estado ocorrido em Fevereiro de 2022.
Durante uma conferência de imprensa realizada em Bissau, Embaló afirmou que o golpe foi orquestrado por dois grupos distintos: um liderado por Domingos Simões Pereira e outro por Nuno Gomes Nabiam.
O Presidente questionou a possibilidade de o presidente da Assembleia Nacional Popular ter qualquer ligação com o Comandante da Guarda Nacional, afirmando que tal situação seria inconcebível.
Embaló também defendeu a dissolução do Parlamento, citando várias tentativas de assassinato que alegadamente sofreu, como justificativa para a recente criação de um batalhão presidencial com o objectivo de prevenir golpes. Este batalhão, segundo Embaló, é uma força republicana composta por diversas etnias e religiões, como Fulas, Balantas e Mandingas.
O Presidente da República também mencionou o caso dos juízes do Superior Tribunal Militar, confinados no Estado-Maior General das Forças Armadas após emitirem um Acórdão que determinou a libertação dos prisioneiros envolvidos no golpe de Fevereiro de 2022.
Além disso, Sissoco Embaló revelou que agentes do Serviço de Informação de Estado têm sido enviados a mesquitas e igrejas para gravar cultos e sermões dos imames e padres, respectivamente, como parte das suas actividades de vigilância.
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Três pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas após o desabamento de uma formação rochosa ("chaminé de fada") na região da Capadócia, na Turquia.
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