Na noite de terça-feira, María Oropeza, chefe regional de campanha da líder oposicionista María Corina Machado, foi detida em Caracas, Venezuela, por agentes do regime do presidente Nicolás Maduro.
A notícia foi divulgada pela própria María Corina através da rede social X (antigo Twitter).
María Corina apelou à população de Guanare, na Venezuela, para que se deslocasse até à avenida 17 com a rua 8, onde, segundo ela, os agentes do regime pretendiam capturar María Oropeza, que desempenha um papel central como directora do Comando Venezuela (ConVzla) no estado de Portuguesa.
Num outro comunicado publicado na mesma rede social, María Corina destacou as qualidades da sua chefe de campanha. “Ela é María Oropeza, uma jovem incrivelmente corajosa, inteligente e generosa, natural de Portuguesa. Como coordenadora do Comando ConVzla, realizou um trabalho notável ao unir e organizar os cidadãos do seu estado. O regime acabou de levá-la à força, e não sabemos onde ela se encontra. Foi sequestrada. Apelo a todos, dentro e fora da Venezuela, para exigirem a sua libertação imediata”, afirmou a líder opositora.
Um vídeo que circula online mostra o momento em que os agentes invadiram o local onde Oropeza estava, gerando grande indignação entre os seguidores da oposição.
O perfil de direitos humanos do partido Vente Venezuela também se pronunciou sobre a detenção, alertando a comunidade internacional. “Agentes da Direcção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM) prenderam María Oropeza, chefe do comando de campanha ConVzla em Portuguesa. Invadiram o local à força e sem qualquer mandado judicial. Responsabilizamos o regime pela sua integridade física”, declarou o partido.
Além disso, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, condenou a prisão de María Oropeza, associando-a às contínuas violações dos direitos humanos pelo regime de Maduro.
“A detenção de María Oropeza junta-se à longa lista de crimes contra a humanidade cometidos pelo regime de Maduro, com mais de mil detenções relacionadas com perseguições políticas. Esta repressão irracional deve ser interrompida imediatamente”, exigiu Almagro.















