A Índia divulgou os resultados das eleições gerais, destacadas pelas autoridades como “a maior e mais longa votação da história mundial”.
A Aliança Democrática Nacional (ADN), liderada pelo Partido do Povo Indiano (Partido Bharatiya Janata), cujo líder é o Primeiro-Ministro Narendra Modi, saiu vitoriosa nas eleições parlamentares gerais na Índia.
Vinay Kumar, embaixador da Índia na Rússia, num comentário exclusivo para a TV BRICS, explicou como a Índia pode partilhar a sua experiência na organização de processos eleitorais com os parceiros do BRICS.
“Na Índia, existe um instituto dedicado ao treino eleitoral. Oferecemos bolsas de estudo a instituições estrangeiras e comissões eleitorais para enviarem os seus funcionários para um programa de treino de dois ou três meses sobre como funciona o processo na Índia. Este programa cobre todo o espectro, desde a revisão das regras eleitorais, verificação e contagem de votos. Trata-se de um programa contínuo que existe há décadas, e muitos países do Sul Global, nossos parceiros em programas de desenvolvimento, têm beneficiado desses centros de treino”, explicou o embaixador.
As eleições gerais na Índia, iniciadas a 19 de Abril, foram realizadas em sete fases. De acordo com Rajiv Kumar, chefe da Comissão Eleitoral Central, 642 milhões de pessoas, ou 62% dos eleitores, participaram no processo eleitoral.
O Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro constituiu o ex-juiz da Operação Lava Jato, Sérgio Moro, agora senador, como arguido. A decisão foi unânime entre os cinco juízes da Primeira Turma do STF, tomada no final da tarde, pelo horário local, já noite em Lisboa.
A denúncia contra Moro foi aceite pelos magistrados do STF, feita pelo Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet. Moro é acusado de calúnia contra o juiz Gilmar Mendes, também do Supremo Tribunal. Durante uma festa dos Santos Populares em 2023, Moro foi filmado a dizer que Gilmar Mendes vendia decisões judiciais, incluindo habeas corpus, recebendo “luvas” para libertar presos ou absolver pessoas de processos.
Moro afirmou, após a forte repercussão do vídeo nas redes sociais, que sua declaração foi feita num contexto de brincadeira durante a festa e não como uma acusação formal. No entanto, para o PGR, a declaração de Moro constituiu uma acusação grave e caluniosa, feita de forma consciente e deliberada.
A relatora do processo no STF, juíza Carmen Lúcia, concordou com a acusação, afirmando que, mesmo em tom de brincadeira, acusações de tal gravidade não podem ser feitas. O parecer de Carmen Lúcia, que justificou a aceitação da denúncia contra Moro, foi aprovado pelos outros membros da Primeira Turma.
Este é mais um problema para Moro, que já enfrenta outros processos no Conselho Nacional de Justiça e no próprio STF, onde suas decisões como juiz da Lava Jato foram anuladas por suspeição e parcialidade. Na esfera política, Moro também enfrenta dificuldades, apesar de ter sido absolvido no mês passado de um processo no Tribunal Superior Eleitoral que poderia ter anulado seu mandato de senador por abuso do poder económico durante a campanha eleitoral de 2022.
A Eslovénia reconheceu oficialmente o Estado da Palestina, seguindo os passos de três outros países europeus: Espanha, Noruega e Irlanda.
Esta decisão histórica foi tomada após o Parlamento esloveno votar a favor da medida, consolidando o reconhecimento estatal que tinha sido previamente aprovado pelo Governo.
Na semana passada, o Governo da Eslovénia aprovou uma moção para reconhecer um Estado palestiniano e enviou a proposta ao Parlamento para a aprovação final. Hoje, o Parlamento esloveno aprovou a proposta com 52 votos a favor e nenhum contra, numa câmara de 90 lugares. Os restantes deputados não estiveram presentes para a votação.
A coligação governamental decidiu avançar com a sua posição e rejeitar uma moção da oposição, que boicotou a sessão, excepto um deputado que se absteve. A agência France-Presse (AFP) noticiou que o Partido Democrático Esloveno (SDS), liderado pelo ex-primeiro-ministro Janez Jansa, apresentou uma proposta para organizar um referendo consultivo, tentando assim atrasar a votação por 30 dias, conforme as regras parlamentares.
Contudo, a presidente do Parlamento, Urska Klakocar Zupancic, determinou que a oposição tinha “abusado do mecanismo de referendo”, afirmando que o prazo de 30 dias só se aplicava a projectos de lei e não a decretos. Após uma sessão tumultuosa de seis horas, interrompida várias vezes por questões processuais, a moção foi rejeitada por uma maioria significativa e o decreto foi aprovado.
Janez Jansa acusou a coligação de centro-esquerda no poder de “violar o procedimento”, abandonando a câmara com os deputados do seu partido. O Governo esloveno enviou o decreto ao Parlamento para aprovação na semana passada, acelerando o procedimento para ratificar a decisão antes das eleições europeias de domingo. Jansa criticou esta decisão como um cálculo político, uma vez que é próximo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.
Segundo o texto da moção do SDS, o reconhecimento da Palestina “causa danos a longo prazo à Eslovénia ao apoiar a organização terrorista Hamas”. Em contraste, o primeiro-ministro liberal Robert Golob defendeu que esta decisão “transmite uma mensagem de paz”, afirmando: “Acreditamos que chegou a hora de todo o mundo unir forças para uma solução de dois Estados que traga a paz ao Médio Oriente”.
A decisão da Eslovénia ocorre poucos dias depois de Espanha, Noruega e Irlanda terem reconhecido o Estado palestiniano, uma iniciativa condenada por Israel. Antes disso, apenas sete membros dos 27 países da União Europeia reconheciam oficialmente um Estado palestiniano, sendo que cinco destes países, todos do antigo bloco de Leste, anunciaram o reconhecimento em 1988, juntamente com Chipre, antes de aderirem à UE. A Suécia reconheceu o Estado palestiniano em 2014.
A tensão na região aumentou após Israel declarar guerra na Faixa de Gaza a 7 de Outubro do ano passado, visando “erradicar” o Hamas, após um ataque do grupo que matou 1.194 pessoas em território israelita. O Hamas, classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, União Europeia e Israel, governa Gaza desde 2007 e realizou este ataque, tomando 251 reféns. Actualmente, 120 reféns permanecem em cativeiro e 41 morreram, conforme o mais recente balanço do Exército israelita.
A guerra, que já dura há 242 dias, ameaça alastrar-se por toda a região do Médio Oriente, tendo causado até agora na Faixa de Gaza 36.550 mortos, mais de 83.000 feridos e cerca de 10.000 desaparecidos, na maioria civis, presumivelmente soterrados nos escombros após quase oito meses de conflito, segundo dados actualizados das autoridades locais.
A Associação dos Cegos e Amblíopes de Moçambique (ACAMO) está a recrutar para seu quadro de pessoal um (1) Segurança do Escritório da Sede Nacional. Saiba mais.
A Future Proof Building, Empresa privada de Engenharia, que actua na área de segurança electrónica e automação predial está a recrutar um (1) Consultor de Vendas. Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Especialista de Meios de Subsistência. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista – Inclusão da Deficiência. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Projecto. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Capacitação de Parceiros. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Finanças. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – Género. Saiba mais.
A AMODEFA – Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família pretende recrutar um (1) Ponto Focal de Segurança e Proteção (Programa We Lead). Saiba mais.
Líderes comunitários na província de Nampula, estão a acusar as empresas contratadas pela mineradora Haiyu Mining, nos distritos de Angoche e Moma, de não cumprirem as suas obrigações sociais.
A Haiyu Mining tem explorado areias pesadas na região desde 2011, mas apesar das promessas iniciais de acções sociais, os líderes locais afirmam que pouco foi feito. O régulo de Morrua, Lopes Chocotela, expressou desapontamento com a falta de progresso.
Entre 2017 e 2022, estava prevista a reabilitação de vias de acesso e a construção de dois campos de futebol, mas esses projectos não se concretizaram. Além da mineradora, os líderes comunitários também responsabilizam os empreiteiros por não atingirem as metas estabelecidas.
Chocotela destacou que a lentidão dos empreiteiros prejudica a população, que esperava ver as promessas cumpridas. Para resolver essa situação, os líderes sugerem que a mineradora procure empreiteiros mais eficientes.
O Chefe da localidade de Mpago, Momade Artur, também apontou falhas no projecto de abertura de 16 furos de água, que não foi concluído, deixando a comunidade sem acesso adequado a água.
A Haiyu Mining, além de explorar recursos minerais, é responsável por projectos como a construção de escolas, centros de saúde e fornecimento de electricidade. No entanto, a empresa alega que a dificuldade com os empreiteiros locais tem sido um obstáculo para o cumprimento das metas sociais.
A polícia guineense utilizou gás lacrimogéneo para dispersar militantes do Partido da Renovação Social (PRS) durante uma reunião da Comissão Política convocada pelo líder do partido, Fernando Dias.
O incidente ocorreu nas imediações da residência de Fernando Dias, que fica a poucos metros da sede do PRS, no bairro de Kundock, nos subúrbios de Bissau.
Apesar das tentativas policiais de impedir o acesso à sede, os comissários do PRS conseguiram furar o cordão policial e realizar a reunião. No final, o porta-voz do partido reafirmou a liderança de Fernando Dias, que criticou duramente o actual poder político e militar do país.
O presidente do PRS reiterou seu compromisso em defender a democracia na Guiné-Bissau, sem culpar os agentes da polícia que tentaram boicotar as acções do partido.
A autarca de Cotija, uma cidade no oeste do México, foi assassinada na segunda-feira à noite, apenas um dia após as eleições que elegeram Claudia Sheinbaum como a primeira mulher Presidente do país.
As autoridades regionais confirmaram o homicídio de Yolanda Sánchez Figueroa, do Partido de Ação Nacional (PAN, direita), através de um comunicado da Secretaria do Interior do estado de Michoacán.
Sánchez Figueroa estava na praça principal de Cotija quando foi alvejada por um grupo de homens armados que dispararam a partir de uma carrinha, fugindo do local após o ataque. A imprensa mexicana reporta que a autarca foi atingida por pelo menos 19 tiros, conseguindo ainda ser transportada com vida para um hospital regional, onde acabou por falecer por volta das 21:30.
A Secretaria do Interior de Michoacán informou que as forças de segurança já estão mobilizadas no terreno para capturar os responsáveis pelo ataque.
Em Setembro, Sánchez Figueroa havia sido raptada no município de Zapopan, no estado vizinho de Jalisco, por alegados membros do cartel de droga Jalisco Nueva Generación. Após três dias de cativeiro, a autarca foi libertada.
A campanha eleitoral para as presidenciais mexicanas foi marcada por uma onda de violência. O Governo reconheceu o assassinato de 22 candidatos, embora grupos independentes indiquem que cerca de 250 homicídios políticos ocorreram durante o período eleitoral, incluindo assessores, funcionários, familiares e outras vítimas colaterais.
Claudia Sheinbaum, candidata do partido no poder, venceu por ampla margem sobre a sua rival da oposição, Xóchitl Gálvez, do PAN. A tomada de posse de Sheinbaum está marcada para 1 de Outubro, tornando-se assim a primeira mulher a ocupar a Presidência do México, sucedendo a Andrés Manuel López Obrador.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, instou os empresários sul-coreanos, incluindo a DAEWO, a retomarem os seus investimentos na província de Cabo Delgado.
Durante uma audiência em Seul com o CEO da empresa DAEWO, Baek Jung-Wan, Nyusi destacou que a DAEWOO tem dois pacotes de investimento estimados em 1,2 milhão de dólares, divididos em duas tranches.
Além disso, a empresa já possui investimentos na plataforma de gás natural liquefeito (FLNG) e tem planos de continuar a investir na área de construção civil.
As inundações que assolam o sul da Alemanha já causaram quatro mortes, conforme confirmado na segunda-feira pelas autoridades locais de Baden-Württemberg. A região enfrenta uma crise severa com evacuações contínuas devido à ruptura de barragens em Suábia.
O porta-voz da polícia informou que os corpos de um homem e de uma mulher foram encontrados no sótão de uma casa em Schorndorf, no distrito de Rems-Murr. Os corpos foram descobertos durante a drenagem da água do sótão inundado, conforme relatado pela televisão pública alemã ARD.
Em Schrobenhausen, na Alta Baviera, o corpo de uma mulher de 43 anos, desaparecida desde domingo, foi localizado no sótão de uma casa. Outra vítima mortal é um bombeiro encontrado sem vida em Pfaffenhofen an der Ilm, também na Alta Baviera. Ele morreu durante uma operação de resgate ao cair de uma embarcação insuflável onde se encontrava com três colegas.
Enquanto isso, as evacuações continuam devido à ruptura de barragens na região de Suábia. As áreas de Danubio-Ries e Hamlar estão sob alertas de evacuação, enquanto em Pfaffenhofen, uma das zonas mais afectadas, o nível da água começou a descer ligeiramente, segundo as autoridades locais.
O chefe de governo do estado de Baden-Württemberg, Winfried Kretschmann, alertou que “situações como esta serão mais comuns”. Kretschmann visitou Meckenbeuren, uma das localidades mais afectadas, destacando que a situação é “evidentemente uma consequência das alterações climáticas”. Embora Baden-Württemberg tenha sido menos atingido em comparação com a Baviera, a situação no norte do estado permanece extremamente precária.
O chanceler alemão Olaf Scholz prometeu ajuda às áreas afectadas e novas medidas para combater as alterações climáticas. “Não podemos desistir de travar as alterações climáticas que provocámos”, declarou em Reichertshofen, outra das zonas atingidas na Baviera. Scholz enfatizou que estas inundações não são casos isolados, lembrando que esta é a quarta vez este ano que visita à região devido a inundações.
Scholz esteve acompanhado pelo primeiro-ministro bávaro, Markus Söder, que garantiu que serão discutidas medidas concretas na reunião do executivo regional agendada para terça-feira. “Vamos abordar a forma de ajudar rapidamente e com a menor burocracia possível”, afirmou Söder.
No passado sábado, o magnata dos media Rupert Murdoch, com 93 anos, celebrou o seu quinto casamento. A sua noiva é Elena Zhukova, de 67 anos, que já foi casada com o milionário Alexander Zhukov e é ex-sogra do também bilionário Roman Abramovich. A cerimónia aconteceu na vinha de Moraga, na Califórnia.
O casal, que se apaixonou há cerca de um ano, decidiu oficializar a sua união. Elena, uma bióloga reformada, usou um elegante vestido branco de manga comprida, enquanto o magnata optou por um fato escuro e uma gravata amarela com padrão.
Rupert Murdoch já teve outros casamentos. O seu último divórcio foi em Agosto de 2022, quando se separou da sua quarta esposa, Jerry Hall. No entanto, a relação mais duradoura foi com a terceira esposa, a empresária Wendi Deng, com quem esteve casado durante 14 anos.
Antes disso, ele foi casado com Anna Murdoch Mann, com quem teve três filhos, mas acabaram por se divorciar em 1999. A sua primeira esposa foi Patricia Booker, com quem teve uma filha antes de se divorciarem em 1996.
O antigo vice-presidente do Malawi, Cassim Chilumpha, está novamente no centro das atenções judiciais. Ele enfrenta uma acusação de conspiração relacionada à tentativa de assassinato do então presidente Bingu Wa Mutharika em 2006.
O Ministério Público solicitou a reactivação do caso, que havia sido arquivado devido ao silêncio mútuo por 15 anos.
Segundo o código penal vigente, o arquivamento ocorre quando não há manifestação das partes interessadas durante esse período. No entanto, o Estado argumenta que a quitação não impede processos subsequentes baseados nos mesmos fatos, desde que realizados dentro de 12 meses.
A juíza Ruth Chinangwa determinou que o caso fosse retomado, com audiências marcadas para os dias 16 a 20 de Setembro. A defesa de Chilumpha expressou desapontamento, considerando desgastante para o réu, que já passou 18 anos em liberdade condicional sem julgamento.
A decisão de ressuscitar o caso ocorre pouco após Chilumpha processar o governo por prisão ilegal, exigindo uma indemnização de 24 mil milhões de kwachas (cerca de 880 milhões de meticais). Além disso, especula-se que a reactivação do caso tenha motivações políticas, uma vez que Chilumpha anunciou sua candidatura nas próximas eleições gerais.
Cassim Chilumpha, que foi vice-presidente no governo de Bingu Wa Mutharika em 2006, foi preso com o empresário Yussuf Mutumula, ambos acusados de traição e conspiração.
O vulcão Kilauea, localizado no Havai, entrou em erupção novamente, marcando a terceira vez que isso ocorre este ano.
Embora seja o vulcão mais activo do mundo, as autoridades afirmam que a erupção não representa uma ameaça imediata para as comunidades circundantes.
A actividade vulcânica está confinada à cratera Halemaʻumaʻu do vulcão, dentro do Parque Nacional de Vulcões do Havai.
Inicialmente, houve preocupações de que as cinzas vulcânicas pudessem afectar a aviação, mas o Observatório de Vulcões Havaianos classificou posteriormente a erupção como uma ameaça menor.
A última erupção do Kilauea ocorreu em Setembro do ano passado e durou uma semana. Notavelmente, não há registos de actividade vulcânica nesta área nos últimos 50 anos antes desta erupção.
O Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM) anunciou, por meio de um comunicado oficial, a suspensão das recentes tarifas que resultaram no fim dos pacotes ilimitados de voz, dados e mensagens. Esta medida permite que os pacotes ilimitados e os bónus associados voltem a estar disponíveis para os consumidores.
A decisão foi tomada na sequência de recomendações do Governo, e o INCM declarou que continuará a realizar estudos em colaboração com as operadoras de telecomunicações para garantir o cumprimento dessas orientações.
O comunicado do INCM reforça o compromisso da entidade em trabalhar em prol dos interesses dos consumidores, assegurando que as tarifas de telecomunicações sejam justas e acessíveis, ao mesmo tempo que se mantém a sustentabilidade do sector. A suspensão das novas tarifas surge como uma resposta direita às preocupações manifestadas pelos utilizadores e ao impacto negativo que estas tarifas tiveram na acessibilidade dos serviços de telecomunicações.
Com a suspensão, os consumidores moçambicanos poderão novamente usufruir de pacotes ilimitados, beneficiando-se de uma maior liberdade na utilização dos serviços de voz, dados e mensagens sem as restrições impostas pelas tarifas recentemente suspensas.
O INCM garante que a cooperação com as operadoras continuará para encontrar soluções que equilibrem as necessidades dos consumidores com a viabilidade económica das empresas de telecomunicações, seguindo sempre as directrizes estabelecidas pelo Governo.
A Ucrânia acusou recentemente a China de utilizar meios diplomáticos para influenciar países asiáticos a não participarem na Cimeira da Paz.
O presidente Zelensky expressou preocupação, afirmando que Pequim se tornou um instrumento a serviço da Rússia. No entanto, a China negou veementemente essa alegação, insistindo que mantém uma posição imparcial no conflito.
A situação revela tensões crescentes entre os três países e destaca a complexidade das relações internacionais na região.
A greve geral que iniciou na segunda-feira na Nigéria, convocada pelos principais sindicatos do país, resultou no encerramento de escolas, cancelamento de voos e cortes no fornecimento de electricidade.
A ação foi motivada pela recusa do Governo em aumentar o salário mínimo para mais de 60 mil nairas (cerca de 41 euros).
Os sindicatos Nigerian Labour Congress (NLC) e Trades Union Congress (TUC) instaram os trabalhadores a não comparecerem aos seus locais de trabalho, após o fracasso das negociações com o Governo. “Os trabalhadores nigerianos estão a ficar em casa. Sim, a um salário decente. Não, a uma ninharia”, declararam os sindicatos numa comunicação conjunta.
Desde que assumiu a presidência há um ano, Bola Ahmed Tinubu implementou reformas que eliminaram subsídios aos combustíveis e alteraram o controlo cambial, resultando na triplicação dos preços da gasolina e no aumento do custo de vida, enquanto a moeda nacional, a naira, se desvalorizou face ao dólar. Tinubu pediu paciência à população, afirmando que estas medidas atrairiam investimento estrangeiro a longo prazo.
Na capital Abuja, serviços públicos, estações de serviço e tribunais permaneceram fechados na manhã de segunda-feira, com longas filas a formarem-se à entrada do aeroporto da cidade, conforme reportado pela agência AFP. Voos domésticos foram cancelados e o aeroporto será encerrado novamente na terça-feira, segundo uma fonte próxima da Autoridade Federal dos Aeroportos da Nigéria (FAAN).
Os sindicatos também protestam contra o aumento dos preços da electricidade. O sindicato que representa a empresa de transmissão de electricidade da Nigéria cortou o fornecimento da rede eléctrica nacional na noite de domingo e na manhã de segunda-feira, provocando apagões em todo o país.
Em Abuja, a presença de militares e forças de segurança foi intensificada nas ruas. Em Lagos, o tribunal do trabalho estava fechado e muitas crianças regressaram a casa a pé após descobrirem que as suas escolas estavam encerradas.
“Os trabalhadores nigerianos, sendo a espinha dorsal da economia do nosso país, merecem salários justos e decentes que reflitam a realidade económica actual”, afirmaram os sindicatos num comunicado divulgado na sexta-feira passada.
Em Fevereiro, milhares de nigerianos já se tinham mobilizado em protesto contra o aumento do custo de vida, em resposta a um apelo dos sindicatos.
Um marco importante foi alcançado no Projecto de Transporte de Energia Eléctrica entre Temane e Maputo, com o início dos testes de fiabilidade dos equipamentos instalados nas quatro subestações da infraestrutura eléctrica de 400 Quilowatts.
Os testes, que incluem a avaliação dos cabos montados ao longo de 563 quilómetros, visam garantir a segurança, a eficiência e a confiabilidade do sistema, assegurando que a energia gerada na Central Termoeléctrica a gás natural de Pande e Temane possa ser transportada de forma segura e eficiente para a cidade de Maputo.
Com a conclusão da colocação de cabos em finais de Maio, o projecto encontra-se a 97% de execução e está previsto para ser concluído em Julho próximo. Os testes de fiabilidade dos equipamentos nas subestações deverão ser concluídos até ao final deste mês.
O Projecto Temane-Maputo, avaliado em cerca de sessenta milhões de dólares, representa um investimento crucial para o futuro energético de Moçambique. Ao transportar a energia gerada na Central Termoeléctrica a gás natural para a capital do país, o projecto contribuirá para a diversificação da matriz energética nacional, a redução da dependência de combustíveis fósseis e o aumento da segurança energética do país.
A realização dos testes de fiabilidade dos equipamentos demonstra o compromisso do governo moçambicano com a qualidade e a confiabilidade do sistema de transporte de energia eléctrica Temane-Maputo. Este rigoroso processo garante que a população moçambicana possa beneficiar de uma energia segura, eficiente e sustentável.
Begoña Gómez, esposa do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, foi convocada para prestar depoimento no tribunal a 5 de Julho, no âmbito de uma investigação por suspeitas de tráfico de influências e corrupção no sector privado.
A decisão foi tomada pelo juiz responsável pelo processo, conforme noticiado por vários meios de comunicação.
A investigação foca-se em contractos públicos adjudicados a empresas pertencentes a um professor universitário com ligações a Begoña Gómez. Na semana passada, a justiça espanhola decidiu avançar com a investigação, contrariando o parecer do Ministério Público que sugeria o arquivamento da denúncia.
Os magistrados do tribunal de Madrid argumentaram que a denúncia contém “indícios objectivos” de possível crime, justificando assim a investigação. A denúncia foi apresentada por uma associação de extrema-direita e refere-se às ligações de Begoña Gómez a empresas privadas que receberam apoios públicos durante a pandemia de covid-19 ou assinaram contractos com o Estado enquanto Pedro Sánchez já ocupava o cargo de primeiro-ministro.
A decisão judicial identificou “indícios objectivos” apenas em um dos casos mencionados na denúncia, excluindo a empresa Globalia e a companhia aérea Air Europa, resgatadas pelo governo durante a pandemia. Neste contexto, os magistrados consideraram a denúncia infundada.
O tribunal de Madrid também desconsiderou um relatório policial preliminar que concluiu não haver fundamentos para proceder com a investigação. Este relatório foi solicitado pelo juiz de instrução, que ainda não se pronunciou sobre o documento e tem realizado diversas diligências, incluindo a audição de testemunhas e agora de Begoña Gómez na qualidade de investigada.
A 24 de Abril, um tribunal de Madrid anunciou a abertura de um “inquérito preliminar” por alegado tráfico de influências e corrupção envolvendo Begoña Gómez, na sequência de uma queixa baseada em alegações e artigos publicados online por uma organização de extrema-direita.
No dia em que a abertura do inquérito foi conhecida, Pedro Sánchez considerou a possibilidade de renunciar ao cargo de primeiro-ministro. Após cinco dias de reflexão, decidiu permanecer no Governo. Sánchez afirmou que ele e a sua esposa são vítimas de campanhas de desinformação orquestradas pela direita e extrema-direita.
Em recente discurso no parlamento espanhol, Pedro Sánchez defendeu a honestidade da actividade profissional da sua esposa e acusou o Partido Popular (PP) e o Vox de utilizarem informações manipuladas e boatos nas redes sociais para judicializar questões políticas. O primeiro-ministro expressou confiança no arquivamento iminente das queixas contra Begoña Gómez e mostrou-se disponível para ambos prestarem depoimento na comissão de inquérito criada pelo PP no Senado espanhol.
A província de Tete está a enfrentar um défice significativo de professores no presente ano lectivo, com uma carência de mais de quinhentos educadores devido à falta de fundos.
Para garantir o funcionamento adequado dos diversos subsistemas de ensino, o sector da educação em Tete necessita de um total de setecentos e setenta e um professores. No entanto, apenas duzentos e cinquenta foram contratados para este ano, deixando um défice considerável.
Manuel Njanje, porta-voz da Direcção Provincial da Educação em Tete, divulgou esta informação e sublinhou que, apesar de insuficientes, as novas contratações ajudaram a mitigar a escassez de professores na província.
Segundo Njanje, a maioria dos professores contratados está a leccionar no ensino primário, alocados principalmente aos distritos de Angónia, Chifunde e Macanga. Estes distritos apresentam uma maior densidade populacional e enfrentam problemas significativos no rácio aluno-professor.
As autoridades polacas anunciaram a detenção de 18 indivíduos nos últimos seis meses, acusados de actividades hostis e planeamento de sabotagens em nome da Rússia ou Bielorrússia. Entre os detidos, destaca-se um polaco suspeito de envolvimento em uma conspiração para assassinar o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Dez dos detidos desde Dezembro, segundo o ministro do Interior, Tomasz Siemoniak, estavam directamente envolvidos no planeamento de diversas acções de sabotagem, incluindo incêndios criminosos, em todo o território polaco.
Um ucraniano e um bielorrusso foram julgados no mês passado por integrarem uma célula de espionagem russa que preparava actos de sabotagem ferroviária em 2023 e monitorizava rotas utilizadas para o transporte de armas e ajuda humanitária para a Ucrânia. Confessaram as acusações, que também incluíam a monitorização da segurança dos portos do Báltico, Gdansk e Gdynia.
O ministro Siemoniak alertou que os actos de sabotagem podem fazer parte de um plano mais amplo da Rússia, que inclui ciberataques, a instrumentalização da migração na Bielorrússia e a constante ameaça à segurança da Polónia, um forte apoiador da Ucrânia desde o início da invasão russa.
Na quarta-feira, três indivíduos foram detidos sob suspeita de terem iniciado incêndios criminosos “em nome” da Rússia em várias regiões da Polónia.
O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, e o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, já haviam alertado para o aumento dos ataques híbridos da Rússia contra países da Aliança Atlântica, prometendo uma resposta firme.
Em uma decisão surpreendente, Venâncio Mondlane anunciou sua renúncia ao partido Renamo e ao seu mandato como deputado no parlamento moçambicano na segunda-feira.
Mondlane, que concorreu à presidência da Renamo em maio, mas foi impedido de concorrer devido a não cumprir os requisitos do partido, justificou sua saída pela necessidade de buscar “meios mais eficientes” e um ambiente político mais propício para “continuar o seu combate em defesa da democracia plena e napromoção da justiça social em Moçambique”.
Mondlane, que foi deputado por seis anos e concorreu à presidência da Renamo em 2019, criticou a falta de democracia interna no partido e expressou sua frustração com a liderança atual. Ele também perdeu seu cargo como deputado na Assembleia da República por faltas.
Fontes próximas a Mondlane indicam que ele pretende concorrer à presidência de Moçambique como candidato independente nas próximas eleições. Sua saída da Renamo representa um grande desafio para o partido, que já enfrenta dificuldades para se recuperar da derrota nas eleições gerais de 2019.
A decisão de Mondlane também gerou reações mistas dentro da Renamo. Alguns membros do partido criticaram sua decisão, enquanto outros expressaram compreensão e apoio. O futuro político de Mondlane e o impacto de sua saída na Renamo ainda são incertos, mas sua decisão marca um novo capítulo na política moçambicana.
A gestão dos recursos hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Rovuma está prestes a entrar numa nova fase, marcada pelo desenvolvimento sustentável e pela...
As forças de segurança de Espanha estimam que aproximadamente 73.500 pessoas que se encontravam ilegalmente em Ceuta deixaram a cidade. Os dados mais recentes...