A Cedesa, uma entidade que estuda assuntos de Angola, apontou que o Dubai não está a cumprir as suas obrigações legais internacionais referentes ao mandado de prisão emitido para Isabel dos Santos.
A análise indica que a falta de ação pode ser um ato deliberado em troca de investimentos substanciais ou uma falha na iniciativa legal.
A Procuradoria-Geral de Angola emitiu um mandado de detenção em 2022, divulgado via ‘red notice’ da Interpol.
A Cedesa destaca a necessidade de um pedido formal de extradição para desencadear acções legais nos Emirados Árabes Unidos.
O Município de Boane decidiu reactivar o comando conjunto de subunidades policiais para combater a circulação de drogas naquela região do distrito da província de Maputo.
A decisão foi tomada em resposta ao aumento significativo da venda e consumo de substâncias ilícitas em Boane.
Geraldina Bonifácio, presidente do Município de Boane, explicou à RM que as subunidades do comando conjunto serão posicionadas nos principais pontos de entrada e saída do distrito, com o objetivo de neutralizar os traficantes. A medida visa reprimir o tráfico de drogas e garantir a segurança e bem-estar dos cidadãos de Boane.
Na última semana, pelo menos 72 pessoas foram mortas em ataques realizados pelas milícias das Forças Democráticas Aliadas (ADF), um grupo armado ligado ao Estado Islâmico, na província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo (RDC).
Os ataques ocorreram nas aldeias da região de Baswagha-Madiwe, no território de Beni. No sábado, foram encontrados 42 corpos de civis mortos na aldeia de Masala e outros 30 em Masau, Mununze, Kabweke e Manlese. Além das mortes, os agressores roubaram 25 motas e incendiaram várias casas.
A população das aldeias afectadas fugiu para Beni e Mabalako, onde o Hospital Geral de Referência está sobrecarregado com os feridos. As forças armadas congolesas chegaram a Mabalako e Cantine para garantir a segurança dos poucos habitantes que permaneceram.
Desde 3 de Maio, 123 civis foram mortos no território de Beni em diversos ataques atribuídos às ADF. Este grupo ugandês, activo desde os anos 1990 e responsável pela morte de centenas de civis, dividiu-se em 2019, operando sob a bandeira do Estado Islâmico na África Central (ISCA).
Uma operação conjunta entre a Associação Moçambicana de Reciclagem (AMOR) e o Conselho Municipal da cidade da Beira resultou na retirada de dezoito toneladas de resíduos diversos das praias locais, com destaque para “Biques” e “Náuticos”.
Esta campanha, que contou com a participação de aproximadamente duzentas pessoas representando várias organizações da sociedade civil, incluindo voluntários e catadores de lixo, foi realizada em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente.
Cristóvão Gomanda, responsável por projectos na AMOR, expressou preocupação com a quantidade significativa de resíduos sólidos recolhidos das praias. Este fato, segundo ele, reflete um défice considerável de consciência cívica e participação por parte de alguns indivíduos, que insistem em transformar áreas de lazer em verdadeiros depósitos de lixo, trazendo consigo todos os riscos associados.
“É necessário continuar a realizar campanhas de sensibilização e educação cívica para evitar que espaços públicos e privados se transformem em locais de deposição de lixo. As boas práticas de gestão de resíduos e preservação ambiental devem ser constantemente promovidas”, afirmou Gomanda.
Ele também informou que parte do lixo recolhido nas praias será reciclada, enquanto o restante será encaminhado para o aterro municipal. Além disso, destacou que actividades semelhantes estão sendo realizadas em nove municípios das províncias de Manica, Cabo Delgado, Inhambane e Maputo.
Na cidade da Beira, foram inaugurados três novos ecopontos, locais ideais para os cidadãos depositarem o lixo e continuarem a promover boas práticas de preservação ambiental.
O primeiro-ministro da Bélgica, Alexander De Croo, anunciou a sua renúncia, na sequência dos resultados preliminares das eleições europeias, que indicaram uma derrota severa do seu partido, o Open VLD, que obteve apenas 6% dos votos.
Visivelmente emocionado, De Croo afirmou: “Para nós, é uma noite particularmente difícil. Perdemos. A partir de amanhã, serei primeiro-ministro demissionário. Mas os liberais são fortes”. Ele parabenizou os vencedores e prometeu que o partido retornará mais forte no futuro.
Nas eleições, o partido Nova Aliança Flamenga (NVA) emergiu como o maior vencedor com 18,6% dos votos, um aumento de mais de 2% em relação a 2020. O partido Vlaams Belang, da direita radical, ficou em segundo lugar com 15,4%, um crescimento de 3,5% de acordo com os resultados preliminares divulgados pela emissora VRT.
O Ministério do Interior iraniano anunciou que seis candidatos foram autorizados a competir nas eleições presidenciais marcadas para 28 de Junho, um evento crucial que definirá o sucessor de Ebrahim Raisi, que morreu num acidente de helicóptero em Maio.
A maioria desses candidatos pertence ao espectro conservador, com o Conselho dos Guardiães da Constituição, órgão predominantemente conservador e não eleito responsável pela supervisão do processo eleitoral, validando suas candidaturas dentre um total de 80 submetidas.
Entre os seis autorizados estão figuras destacadas como o presidente conservador do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, o presidente da Câmara Municipal de Teerão, Alireza Zakani, e Said Jalili, um negociador ultraconservador em assuntos nucleares.
Além destes, foram seleccionados Amir Hossein Ghazizadeh Hashemi, uma liderança de extrema-direita da Fundação dos Mártires, e Mostafa Purmohammadi, um ex-ministro da Administração Interna.
A única voz reformista na corrida é Massoud Pezeshkian, deputado da região noroeste do país e ex-ministro da Saúde.
Por outro lado, o populista Mahmud Ahmadinejad, aos 67 anos, viu sua tentativa de retornar ao cargo que ocupou de 2005 a 2013 ser descartada. Ahmadinejad já tinha sido impedido de concorrer novamente nas eleições de 2017 e 2021.
Da mesma forma, a candidatura de Ali Larijani, ex-presidente do Parlamento considerado moderado, foi rejeitada. O Conselho dos Guardiães da Constituição optou por não divulgar publicamente as razões por trás de suas decisões.
Nas eleições de 2021, este órgão seleccionou apenas sete dos 592 candidatos, desqualificando muitas figuras reformistas e moderadas. Isso pavimentou o caminho para a vitória de Raisi, um candidato do campo conservador e ultraconservador, já na primeira volta.
Apenas 49% dos eleitores iranianos participaram dessas eleições, marcando a menor adesão numa eleição presidencial desde a Revolução Islâmica de 1979.
Centenas de presos em várias prisões venezuelanas iniciaram uma greve de fome no domingo, em protesto contra os atrasos processuais e as condições precárias de detenção, apesar das autoridades garantirem os direitos humanos.
O Observatório Venezuelano de Prisões (OVP) anunciou que os reclusos exigem a actualização dos tempos de detenção, concessão de medidas humanitárias e transferências para prisões de origem. Vídeos mostram presos em Uribana, Arágua, Tocuyito, Cumaná e no Instituto Nacional de Orientação Feminina a cantar o hino nacional em sinal de protesto.
O Ministério do Poder Popular para o Serviço Penitenciário (MSP) afirmou que a ministra Celsa Bautista Ontiveros está a prestar atenção directa aos presos que são garantidos os direitos à saúde, educação e formação profissional.
O OVP criticou a ministra por não aceitar a realidade e acusou o MSP de ser burocrático e de não resolver problemas estruturais como fome, sobrelotação e falta de assistência médica. Em 2022, as prisões venezuelanas, com capacidade para 20.438 reclusos, tinham 33.558 presos, resultando numa superlotação de 64,19%.
Um grave acidente de viação ocorreu na noite de domingo na província de Sofala, Moçambique, envolvendo um autocarro e um camião, resultando em 23 mortos e 49 feridos.
O incidente deu-se em Mafambisse, distrito do Dondo, quando o camião tentou uma ultrapassagem e colidiu frontalmente com o autocarro dos Transportes Públicos do Dondo (TPD).
Os feridos foram levados para o Hospital Central da Beira, incluindo sete em estado grave. Nos últimos cinco anos, Moçambique registou mais de 4.800 mortos em acidentes rodoviários, conforme dados do Governo.
A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Técnico de Elaboração de Orçamentos. Saiba mais.
A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa de Sofala, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de Educação e Protecção. Saiba mais.
A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa de Sofala, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Vice-Coordenador Redução de Riscos de Desastres Climáticos. Saiba mais.
A RHDC – Consultoria & Serviços, Lda, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Formador para Qualificação de Electricidade de Manutenção Industrial. Saiba mais.
O MyBucks Banking Mozambique, com visão de ser prestador de serviços financeiros de escolha para os Moçambicanos, pretende recrutar um (1) Oficial de Risco (Risk Officer). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista – Inclusão da Deficiência. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Projecto. Saiba mais.
O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) está a acusar o Presidente da República de tentar provocar tumulto nas eleições de Outubro, ao devolver a Lei Eleitoral para revisão na Assembleia da República.
Segundo a bancada parlamentar do MDM, o Presidente Filipe Nyusi está a ignorar os consensos alcançados pelos parlamentares em Abril, relativamente à revisão da lei.
Segundo um artigo publicado pelo Centro de Integridade Pública (CIP), o Presidente Nyusi discorda da competência dos tribunais judiciais de distrito e de cidade para ordenar a recontagem de votos em casos de contencioso eleitoral.
O CIP relata que a devolução da Lei Eleitoral, que tinha sido aprovada por consenso pelas três bancadas parlamentares (Frelimo, Renamo e MDM), surgiu devido ao desacordo do Conselho Constitucional em relação à competência dos tribunais distritais em mandar, recontar ou até anular votos.
O CIP sugere que o Presidente Nyusi pode ter sido influenciado pelo Conselho Constitucional para não promulgar a Lei Eleitoral, o que resultou no actual veto. O Conselho Constitucional alega que os tribunais distritais não têm uma visão abrangente do processo eleitoral e muitos juízes distritais são inexperientes, o que os torna incapazes de tomar decisões dessa magnitude.
O MDM reconhece que Nyusi agiu dentro da legalidade ao devolver a lei antes de promulgá-la, mas critica a demora na decisão e argumenta que isso complicará o processo legislativo, exigindo uma sessão extraordinária da Assembleia da República para discutir as revisões propostas.
Fernando Bismarque, porta-voz da bancada parlamentar do MDM, afirmou que o Presidente da República está a colocar o país numa situação complicada ao devolver estas leis e sugere um encontro entre Nyusi e as bancadas parlamentares para resolver a questão de forma a evitar tumultos nas eleições.
O MDM também partilha da preocupação do CIP sobre as possíveis intenções do Presidente Nyusi ao devolver a lei para revisão, argumentando que isso pode impedir o acesso ao recurso dos contenciosos eleitorais em primeira instância e criar condições para eleições tumultuadas no futuro.
Num desfecho judicial que capturou a atenção pública, um tribunal na Zâmbia proferiu sentenças contra cidadãos chineses acusados de crimes cibernéticos, incluindo fraudes online direccionadas a zambianos, bem como a indivíduos de Singapura, Peru e Emirados Árabes Unidos.
Os réus, alegados criminosos, foram condenados a penas que variam entre sete e 11 anos de prisão. Além disso, foram multados pelo Tribunal de Magistrados de Lusaka, numa quantia equivalente a cerca de 1500 a 3000 dólares americanos, após terem se declarado culpados de acusações que incluem fraude de identidade e operação ilegal de uma rede ou serviço.
Estes indivíduos faziam parte de um grupo de 77 pessoas, em sua maioria zambianos, que foram detidas em Abril por oficiais da comissão do departamento de imigração, em relação ao que a polícia descreveu como um “sindicato sofisticado de fraude na internet”.
O Director-Geral da Comissão Antidrogas, Nason Banda, explicou que as investigações tiveram início após as autoridades notarem um aumento nos casos de fraude cibernética, juntamente com reclamações de pessoas que perdiam dinheiro de forma inexplicável de seus telefones celulares ou contas bancárias.
Durante a operação, as autoridades apreenderam mais de 13 mil cartões SIM de telemóveis locais e estrangeiros, bem como duas armas de fogo e 78 cartuchos de munições.
A sugestão do ANC de formar um Governo de unidade nacional para liderar a África do Sul nos próximos cinco anos foi recebida com frieza pelos potenciais parceiros e até rejeitada por um dos partidos mais votados.
Julius Malema, líder dos Combatentes da Liberdade Económica (EFF), expressou desinteresse nas redes sociais, afirmando que o quarto partido mais votado nas eleições de 29 de Maio não pode “partilhar o poder com o inimigo”. Esta rejeição inicial parece indicar uma resistência aos esforços do Congresso Nacional Africano (ANC) para encontrar uma solução após o revés eleitoral.
O ANC obteve apenas 40% dos votos, o seu pior resultado em 30 anos de eleições legislativas, uma queda de 17% em relação aos cinco anos anteriores. Pela primeira vez na sua história, o ANC precisa do apoio de outros grupos para governar, ficando com apenas 159 dos 400 lugares na próxima Assembleia Nacional.
Após intensas discussões com vários partidos, incluindo o EFF, o partido nacionalista zulu Inkhata (IFP), a Aliança Democrática (DA) e a Aliança Patriótica (PA), o Presidente Cyril Ramaphosa expressou a intenção de formar uma ampla frente de oposição, da extrema-direita à extrema-esquerda.
No entanto, esta meta apresenta desafios, já que a maioria dos partidos da oposição não só discorda do ANC em várias políticas, mas também entre si. Por exemplo, o EFF, com 39 assentos parlamentares, e a DA, com 87, têm visões opostas em questões-chave como a redistribuição de terras e a nacionalização de sectores económicos.
O IFP, com 17 lugares, manifestou uma abertura inicial à ideia de uma coligação, mas ressaltou que os detalhes seriam determinantes.
O DA ainda não se pronunciou oficialmente, planeando discutir a sua abordagem às negociações numa reunião agendada para segunda-feira.
As negociações incluem também o Partido uMkhonto weSizwe (MK), liderado pelo ex-Presidente Jacob Zuma, que abandonou o ANC. Este partido confirmou que iniciou conversações com o ANC, após um período inicial de hesitação.
Embora a África do Sul já tenha tido um Governo de unidade nacional durante o mandato de Nelson Mandela em 1994, as circunstâncias actuais são distintas. Mandela optou por essa solução apesar da maioria esmagadora do ANC, enquanto o actual contexto surge devido ao pior desempenho eleitoral do ANC na história, com uma queda significativa de votos.
O prazo para a formação do novo parlamento termina a 16 de Junho, 14 dias após a divulgação dos resultados eleitorais pelo Presidente. Uma das primeiras tarefas do novo parlamento será a eleição do Presidente, que posteriormente formará o novo Governo.
Os mercados estão atentos às negociações, aguardando para conhecer a composição do próximo governo da maior economia de África e as políticas económicas que serão implementadas.
Moçambique arrecadou, no ano passado, 473 milhões de dólares americanos com a importação de viaturas e acessórios, um aumento significativo em relação aos cerca de 415 milhões de dólares registados em 2022.
Diante deste crescimento, o Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma, sublinhou a necessidade de reformular as políticas de importação e venda de automóveis para melhor responder ao aumento do parque automóvel e à crescente demanda por veículos no país.
Durante a abertura da segunda edição da Feira Automóvel Multi-marcas, Maputo AutoShow, que decorreu hoje em Maputo, Agostinho Vuma destacou também a importância de a indústria de importação e comercialização de viaturas se alinhar com as necessidades de preservação ambiental.
A Feira Automóvel é organizada pela CTA em colaboração com a empresa FiveStar. Paulo Collinson, director-geral da FiveStar, referiu que o evento proporciona aos cidadãos uma oportunidade para conhecerem as últimas tendências do mercado automóvel.
Na Feira Automóvel, que apresenta uma variedade de viaturas novas e usadas, incluindo camiões, são também exibidos serviços associados, como peças, pneus, seguradoras e outros.
Paralelamente ao evento de três dias, realiza-se um debate com o tema “Importação na Venda e Comercialização de Viaturas em Moçambique – Desafios e Perspectivas”, que visa discutir os principais desafios e as perspectivas futuras do sector automóvel no país.
Venâncio Mondlane apresentou a sua candidatura ao cargo de Presidente da República no Conselho Constitucional, em Maputo, afirmando-se como candidato pela Coligação Aliança Democrática (CAD).
Ao entregar a documentação, apoiada por 20 mil assinaturas, Venâncio Mondlane, um dissidente da Renamo, tornou-se no sétimo proponente a expressar a intenção de concorrer à posição de Chefe de Estado.
Durante a apresentação, o candidato afirmou que a sua candidatura marca o início da concretização de um projecto de bem comum delineado no seu manifesto.
“Vou dedicar o máximo de esforços a este processo e temos um manifesto que vamos submeter a críticas e sugestões. Estamos a trabalhar para demonstrar que o que temos para o país é o projecto de sonho de todos os cidadãos moçambicanos e esperamos ser correspondidos no dia da decisão”, declarou.
Ainda no mesmo dia, Mondlane anunciou a aliança com a CAD, uma coligação composta por nove partidos políticos, para as eleições gerais de 9 de Outubro, argumentando que partilham dos mesmos ideais para o futuro do país.
“Há a necessidade de pensar no desenvolvimento para além do nosso círculo. A minha parceria com a CAD vai além de interesses políticos, está aberta ao povo. Estamos nesta coligação para enviar um sinal de que a nossa candidatura é de união e reconciliação. A CAD foi a que melhor respondeu a estes princípios, por isso, estamos aqui”, enfatizou.
Por sua vez, o presidente da Coligação Aliança Democrática, Manecas Daniel, afirmou que a união com Venâncio Mondlane é uma resposta ao desejo popular por mudanças em diversas áreas de desenvolvimento em Moçambique.
A presidente do Conselho Constitucional, Lúcia Ribeiro, orientou o candidato a estar atento às notificações deste órgão para corrigir possíveis irregularidades. Também lembrou que entre os dias 26 e 27 deste mês ocorrerá o sorteio da posição nas listas do boletim de voto.
A presença de animais selvagens está a gerar preocupação em várias comunidades de seis distritos da província do Niassa. Macacos, hipopótamos, elefantes, leopardos e crocodilos têm provocado pânico, resultando em duas mortes e três feridos nos primeiros cinco meses deste ano nos distritos de Mandimba, Nipepe, Lago, Mavago, Lichinga e Majune.
O aumento dos conflitos entre humanos e animais selvagens na província do Niassa pode ser atribuído à competição pelos recursos florestais e aquáticos, segundo especialistas. Celestina Teófilo, directora Provincial do Desenvolvimento Territorial e Ambiente do Niassa, indicou que, além de causarem vítimas, estes animais têm destruído culturas em campos de produção e celeiros, agravando a situação das comunidades locais.
Para mitigar o problema, estão em curso várias medidas. Estas incluem a instalação de vedações eléctricas nas áreas de produção, a sensibilização da população para a criação de campos de produção em bloco, o abate de animais problemáticos e a assistência às vítimas dos ataques.
A selecção nacional de Moçambique, os Mambas, já está em Marrocos para o confronto com a Guiné-Conacri, que terá lugar na segunda-feira às 21 horas.
Este jogo é crucial para a quarta jornada de qualificação para a Copa do Mundo de 2026.
Raul Cossa, médio da selecção, assegurou que todos os jogadores estão em plena forma para a partida. Na tabela classificativa, Moçambique acumula 6 pontos, resultado de duas vitórias e uma derrota, igualando a Argélia e a Guiné-Conacri.
O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, anunciou que cerca de 3.462 ex-guerrilheiros da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) já estão a receber as suas pensões, como parte do processo de reintegração. Este número faz parte de um total de 5.221 ex-combatentes previstos para receberem pensões.
“De um total de 3.521 processos visados, estão em pagamento 3.462 pensões, havendo um remanescente de 59 em processamento”, afirmou o chefe de Estado durante uma cerimónia de juramento de bandeira na Escola Prática do Exército de Munguine, em Maputo.
De acordo com dados recolhidos até 20 de Maio, Filipe Nyusi informou que o Governo moçambicano recebeu pedidos de pelo menos 4.215 desmobilizados da Renamo. Estes pedidos foram registados no âmbito do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) nas províncias de Sofala, Manica, Tete e Zambézia, no centro de Moçambique, bem como em Nampula, Niassa e Cabo Delgado, no norte do país.
“Dos pedidos recebidos, foram remetidos ao Instituto Nacional de Providência Social 4.124 processos, encontrando-se pendentes para reverificação de dados só 47 processos”, acrescentou o Presidente.
O processo de DDR, iniciado em 2018, abrange um total de 5.221 antigos guerrilheiros da Renamo, incluindo 257 mulheres, e foi concluído em Junho último, com o encerramento da base de Vunduzi, a última base da Renamo, situada no distrito de Gorongosa, na província de Sofala.
O Acordo Geral de Paz de 1992, que pôs fim a 16 anos de guerra entre o exército governamental e a guerrilha da Renamo, foi assinado em Roma pelo então Presidente Joaquim Chissano e pelo líder histórico da Renamo, Afonso Dhlakama, que faleceu em Maio de 2018.
Em 2013, ocorreram novos confrontos que duraram 17 meses, cessando apenas com a assinatura do Acordo de Cessação das Hostilidades Militares a 5 de Setembro de 2014, entre Dhlakama e o antigo chefe de Estado Armando Guebuza.
Mais recentemente, a 6 de Agosto de 2019, foi assinado o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, o terceiro do género, que sê actualmente implementado. Este acordo foi firmado entre o actual Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Ossufo Momade.
O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, congratulou o Primeiro-Ministro da Índia, Narendra Modi, pela sua reeleição, expressando a vontade de reforçar as relações de cooperação bilateral e a parceria estratégica entre os dois países.
“A sua vitória eleitoral é uma evidência clara da confiança do povo da Índia na sua visão e liderança orientada para os resultados, que melhoraram de forma impressionante a posição da economia da Índia no plano global”, afirmou Filipe Nyusi na carta enviada a Narendra Modi, divulgada pela embaixada da Índia em Maputo.
Na mensagem, o Presidente moçambicano destacou a disponibilidade de Moçambique para aprofundar as excelentes relações de amizade e cooperação bilateral já existentes, além de fortalecer a parceria estratégica entre os dois países.
Nyusi sublinhou ainda que, sob a liderança de Narendra Modi, a Índia alcançou significativos progressos na melhoria das condições de vida da sua população, reduzindo o fosso entre ricos e pobres.
No dia 7 deste mês, Narendra Modi foi oficialmente reeleito como líder da coligação Aliança Democrática Nacional (ADN), que detém a maioria parlamentar. Apesar de o seu partido, o nacionalista hindu BJP, não ter conseguido maioria absoluta, Modi foi capaz de garantir a liderança da coligação.
Modi, de 73 anos, tomará posse no domingo para um raro terceiro mandato, liderando um governo de coligação. Embora o BJP tenha governado a Índia ao longo da última década como parte da ADN, esta é a primeira vez que necessita do apoio de aliados regionais para formar governo.
O estreitamento das relações entre Moçambique e Índia é visto como uma oportunidade de crescimento e desenvolvimento mútuo, reforçando a cooperação em várias áreas estratégicas.
Quatro pessoas, com idades entre os 30 e os 50 anos, foram detidas pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) por suspeita de estarem envolvidas num esquema de tráfico de droga no distrito de Nacala.
Estes indivíduos são suspeitos de estarem ligados ao caso de mais de setenta quilogramas de droga que foram apreendidos em Novembro do ano passado, no distrito de Nacala-a-Velha.
Três dos detidos são pescadores e vendedores de peixe estabelecidos no distrito de Nacala. Alegadamente, aceitaram participar numa operação de descarregamento de droga, convidados por um guarda de uma estância turística onde a droga seria transbordada de navios que a traziam do alto-mar para o continente. Esta operação incluía a manipulação de cocaína dissimulada em tigelas.
Os suspeitos admitiram a sua participação no crime, motivados pelo ganho fácil. Afirmaram que recebiam entre cinco mil e trinta e cinco mil meticais por cada participação no descarregamento da droga. No entanto, afirmaram desconhecer o tipo de droga que manipulavam, bem como a origem das pessoas que a transportavam.
Após a detenção dos suspeitos, o SERNIC apreendeu uma viatura utilizada no transporte da droga, setenta e quatro mil meticais, oito telemóveis, entre outros bens encontrados em posse dos detidos.
Enina Tsinine, porta-voz do SERNIC, explicou que estes indivíduos são suspeitos de colaborarem com aqueles que transportam drogas do alto-mar para o continente, nos distritos de Nacala-a-Velha e Nacala.
Tsinine salientou que a mais recente operação de transbordo de droga ocorreu em 17 de Maio passado. As autoridades policiais estão preocupadas com o envolvimento das mulheres na costa da província neste tráfico de drogas.
“Existe uma vulnerabilidade nas comunidades. É preocupante que até mesmo mulheres que deveriam estar a cuidar das suas famílias se envolvam no tráfico de drogas em troca de dinheiro fácil. A droga apreendida no mês passado, por exemplo, estava enterrada numa residência no distrito de Nacala, revelando uma vulnerabilidade em que até as pessoas emprestam as suas casas para esconder drogas”, disse a porta-voz do SERNIC.
A Procuradoria da República de Moçambique, na província de Gaza, ordenou a suspensão de cinco técnicos do sector florestal, acusados de estarem envolvidos em actos de corrupção.
O director dos Serviços Provinciais do Ambiente em Gaza confirmou a informação à Rádio Moçambique, explicando que a suspensão dos funcionários visa permitir que a Justiça investigue os crimes de que são acusados.
Jacinto Tualofo, o director, afirmou que o Ministério Público decidiu suspender os funcionários públicos após uma denúncia anónima que indicava que esses técnicos cometiam irregularidades na atribuição de licenças de exploração de recursos florestais na província.
“Este é um passo necessário para garantir que a investigação decorra de forma imparcial e minuciosa”, acrescentou Tualofo, destacando a importância de combater a corrupção no sector florestal para assegurar uma gestão sustentável dos recursos naturais.
A gestão dos recursos hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Rovuma está prestes a entrar numa nova fase, marcada pelo desenvolvimento sustentável e pela...
As forças de segurança de Espanha estimam que aproximadamente 73.500 pessoas que se encontravam ilegalmente em Ceuta deixaram a cidade. Os dados mais recentes...