Centenas de residentes nas Filipinas foram forçados a deixar suas casas após a emissão de gases tóxicos pelo vulcão Kanlaon, localizado na ilha de Negros, no centro do arquipélago.
A decisão de evacuar foi tomada pelas autoridades locais devido ao crescente risco de erupção.
O Instituto de Vulcanologia e Sismologia filipino informou que a região ao redor do vulcão foi abalada por 337 sismos vulcânicos nas últimas 24 horas. Este aumento na actividade sísmica gerou preocupações adicionais sobre a segurança da população.
A evacuação afectou cerca de 300 pessoas que residem em aldeias situadas a menos de quatro quilómetros da cratera do vulcão. Estas pessoas foram deslocadas para escolas e centros comunitários situados a uma distância segura, conforme explicou Edna Lhou Masicampo, directora de informação da cidade, em declarações à agência de notícias AFP.
Lhou Masicampo relatou que os residentes das aldeias próximas ao vulcão têm reclamado de um forte odor a enxofre, e mencionou que a maioria dos deslocados são agricultores. Como resultado do alerta vulcânico, as aulas foram suspensas e vários pontos turísticos da cidade, que conta com cerca de 60 mil habitantes, foram encerrados na quarta-feira.
O Instituto de Vulcanologia e Sismologia das Filipinas também anunciou que as emissões médias diárias de dióxido de enxofre do vulcão Kanlaon quase triplicaram, alcançando 9.985 toneladas na terça-feira. Esta é a maior emissão de dióxido de enxofre registada desde o início da monitorização instrumental do gás.
O Instituto alertou que a actual actividade vulcânica pode potencialmente levar a uma erupção. Nuvens de cinzas vermelhas resultantes da actividade vulcânica representam um perigo significativo para os residentes das quatro aldeias afectadas.














