A sede do principal canal público de televisão do Bangladesh, a BTV, foi incendiada por manifestantes, deixando várias pessoas presas no interior, conforme relataram os meios de comunicação social bengalis.
“A situação na BTV é catastrófica. O incêndio está a espalhar-se rapidamente. Estamos à espera da ajuda dos bombeiros. Muitas pessoas estão presas no interior. Centenas de manifestantes incendiaram o edifício da recepção”, informou a estação de televisão.
Centenas de manifestantes invadiram as instalações da BTV, destruindo pelo menos 60 veículos e um edifício de escritórios, revelou um funcionário da estação de televisão à agência noticiosa France-Presse (AFP), sob condição de anonimato.
“Primeiro, incendiaram uma esquadra de polícia em Rampura, após a polícia ter aberto fogo sobre eles”, explicou o funcionário, referindo-se a uma área da capital, Daca.
“Os manifestantes perseguiram a polícia quando esta se refugiou nas instalações da BTV, causando o caos no local”, acrescentou.
Esta semana, as forças policiais do Bangladesh têm reprimido violentamente os protestos de estudantes, que se prolongam há várias semanas, exigindo reformas nas regras de contratação na função pública.
Pelo menos 22 pessoas morreram nos confrontos desta semana, segundo o balanço mais recente divulgado hoje.
O balanço anterior dos confrontos entre as forças de segurança e os manifestantes reportava 10 mortos e mais de quatrocentos feridos.
Moçambique está prestes a iniciar a administração de uma nova vacina contra a malária a partir de Agosto, como parte das suas estratégias para prevenir e combater a doença. A introdução da vacina será feita de forma gradual, começando pela província da Zambézia.
O anúncio foi feito pelo secretário permanente do Ministério da Saúde, Ivan Manhiça, durante a abertura da XIV Reunião Nacional do Programa Nacional de Combate à Malária, realizada na cidade da Beira. Manhiça revelou que a vacina será administrada em quatro doses, proporcionando uma protecção abrangente contra o parasita da malária.
O secretário também informou que o país tem registado uma diminuição nos casos de malária e nas mortes relacionadas com a doença, resultado de uma série de medidas eficazes implementadas para o controlo da malária.
A XIV Reunião Nacional do Programa Nacional de Combate à Malária está a decorrer sob o lema: “Promover o acesso aos serviços de saúde, equidade de género e direitos humanos para acabar com a malária.” Esta reunião visa reforçar o compromisso com a luta contra a malária e melhorar o acesso aos serviços de saúde para todos os cidadãos.
Procuradores norte-americanos acusaram o ex-ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang, de ter recebido sete milhões de dólares em subornos, num esquema de corrupção destinado a enriquecer e enganar investidores.
As acusações foram feitas durante a abertura do julgamento de Chang em Nova Iorque, segundo o portal especializado em assuntos jurídicos Law360.
Segundo os procuradores, Manuel Chang abusou da sua autoridade para enriquecer através de subornos, fraude e branqueamento de capitais. Chang é acusado de ter conspirado para desviar fundos destinados a proteger e expandir as indústrias de gás natural e pesca de Moçambique.
Os acordos em questão envolvem somas vultuosas: 622 milhões de dólares para financiar a vigilância costeira, 855 milhões de dólares para uma frota de barcos de pesca de atum e 535 milhões de dólares para projectos de estaleiros. O procurador Peter Cooch, citado pelo portal Law360, destacou que os investidores perderam milhões de dólares, pois “os projectos foram um fracasso” e Moçambique não conseguiu cumprir os empréstimos.
Cooch afirmou que funcionários da empresa de construção naval Privinvest colaboraram com Chang num acordo corrupto, ajudando-o a garantir os contractos em troca de subornos. O julgamento incluirá evidências documentais de subornos e transferências electrónicas para uma conta bancária suíça controlada por um amigo de Chang.
“O réu foi tão cuidadoso que tentou evitar deixar um rasto de papel”, mas os seus co-conspiradores “não foram tão cuidadosos” e documentaram os seus crimes, acrescentou Cooch.
Chang está detido em Nova Iorque desde Julho de 2023, após ser extraditado da África do Sul. Se condenado, enfrenta até 30 anos de prisão pelas acusações de conspiração de fraude e envolvimento num esquema de lavagem de dinheiro.
Os Estados Unidos argumentam que o projecto do Sistema Integrado de Monitorização e Protecção (SIMP) do espaço marítimo moçambicano, que deu origem às dívidas ocultas, foi uma fachada criada pelos réus para enriquecer. A acusação alega que os projectos Proindicus, EMATUM e MAM foram utilizados por Chang e seus co-conspiradores para desviar fundos e pagar subornos a si próprios, a outros funcionários do governo moçambicano e a banqueiros.
Os co-conspiradores utilizaram o sistema financeiro dos EUA para procurar e garantir investidores, desviando parte dos empréstimos para subornos e comissões, incluindo pelo menos cinco milhões de dólares para Manuel Chang através do Distrito Leste de Nova Iorque.
Durante a abertura do julgamento, os advogados de Chang defenderam que o governo dos EUA não tem provas de que Chang recebeu subornos ou conspirou para violar a lei. O advogado de Chang, Adam Ford, argumentou que os investidores perderam dinheiro devido aos riscos inerentes aos mercados emergentes, e não por causa das ações do seu cliente.
Chang, que foi ministro das Finanças durante a governação de Armando Guebuza, entre 2005 e 2010, nega todas as acusações e afirma que as garantias bancárias que viabilizaram as dívidas ocultas foram assinadas sob ordens do atual Presidente, Filipe Nyusi, que à época era ministro da Defesa.
O julgamento também contou com o depoimento de Andrew Pearse, ex-chefe europeu do Global Financing Group do Credit Suisse, que admitiu ter participado no esquema fraudulento e recebeu 45 milhões de dólares em pagamentos ilegais da Privinvest para garantir que o acordo fosse fechado com o Credit Suisse.
Um grave acidente ferroviário ocorreu no estado de Utter Pradesh, no norte da Índia, quando dez carruagens de um comboio descarrilaram.
Segundo reportagens dos canais de televisão estatais indianos citados pela Reuters, o incidente provocou pelo menos dois mortos e deixou várias pessoas feridas.
As autoridades locais estão a trabalhar no local do acidente para prestar socorro às vítimas e investigar as causas do descarrilamento.
A situação é ainda muito dinâmica, e espera-se que novos dados sobre o número de vítimas e a extensão dos ferimentos sejam divulgados nas próximas horas.
Cinco activistas do grupo ambientalista Just Stop Oil, incluindo um dos seus co-fundadores, foram condenados a penas de prisão efectiva, com um dos acusados a receber uma pena de cinco anos e os restantes quatro condenados a quatro anos cada um.
Os activistas foram considerados culpados de conspirar para organizar protestos que bloquearam a auto-estrada M25 em Londres, no Reino Unido, durante quatro dias consecutivos em Novembro de 2022.
Segundo informações da Sky News, Roger Hallam, de 58 anos, Daniel Shaw, de 38 anos, Louise Lancaster, de 58 anos, Lucia Whittaker De Abreu, de 35 anos, e Cressida Gethin, de 22 anos, planearam acções que resultaram em significativas perturbações no tráfego, ao incitar os manifestantes a subirem nos pórticos sobre a auto-estrada.
Os procuradores alegaram que os protestos, nos quais 45 pessoas subiram aos pórticos, geraram um custo económico de pelo menos 765 mil libras (909.370,80 euros) e um custo para a Polícia Metropolitana superior a 1,1 milhões de libras (1.307.698,80 euros). Além disso, as acções causaram mais de 50 mil horas de atraso, afectaram mais de 700 mil veículos e deixaram a M25 “comprometida” durante mais de 120 horas.
Durante um dos protestos a 9 de Novembro de 2022, um agente da polícia sofreu concussões e hematomas após ser derrubado da sua mota devido ao trânsito interrompido. Esta informação foi apresentada pelo procurador Jocelyn Ledward KC durante a audiência de sentença no Southwark Crown Court.
Roger Hallam, identificado como o líder da conspiração, foi condenado a cinco anos de prisão. Daniel Shaw, Louise Lancaster, Lucia Whittaker De Abreu e Cressida Gethin foram cada um condenado a quatro anos de prisão.
Estas sentenças destacam a resposta das autoridades britânicas à crescente onda de protestos ambientais que têm como objetivo chamar a atenção para a urgência das mudanças climáticas, mas que, simultaneamente, causam graves perturbações à ordem pública.
O Instituto Nacional do Mar (INAMAR) está a intensificar a capacitação dos técnicos do sector marítimo para fortalecer a defesa da soberania nacional e combater o crime nas águas territoriais e transnacionais.
Recentemente, o INAMAR concluiu o III Curso de Capacitação Paramiliar na Escola de Fuzileiros Navais, em Maputo. Este curso teve como objectivo preparar os funcionários da instituição para enfrentar actividades criminosas, como pesca ilegal e tráfico de drogas.
O INAMAR operacionaliza actualmente o Centro de Coordenação de Operações de Fiscalização Marítima Integrada (CEFMAR), que visa partilhar recursos e informações para combater actos prejudiciais aos países costeiros. Esta iniciativa pretende melhorar a coordenação e a eficácia das operações de fiscalização marítima.
O curso teve como foco o aumento do conhecimento técnico e militar em segurança marítima e protecção de infraestruturas portuárias. Os formandos foram capacitados em técnicas de fiscalização marítima e protecção de navios, abrangendo tópicos como tácticas militares, segurança de instalações e armamento.
Os participantes do curso afirmam estar bem preparados para enfrentar os desafios associados às suas funções na autoridade marítima, com especial ênfase na segurança portuária e na protecção das águas territoriais.
O senador de Ohio, J. D. Vance, aceitou oficialmente a nomeação como candidato a vice-presidente pelo Partido Republicano, ao lado de Donald Trump, pedindo “unidade para vencer” as eleições presidenciais de Novembro.
Vance, de 39 anos, que está no seu primeiro mandato como senador, apresentou-se ao país na Convenção Nacional Republicana, em Milwaukee, na quarta-feira, onde detalhou a sua jornada de crítico ferrenho de Donald Trump a um dos seus maiores defensores.
“Aceito oficialmente a nomeação para vice-presidente dos Estados Unidos da América”, declarou Vance, dirigindo-se a Trump, que o aplaudiu de pé. “Nunca tomarei por garantida a confiança que depositou em mim. É uma honra ajudá-lo a concretizar a sua visão extraordinária para o país. Prometo a todos os americanos, independentemente do partido, que darei tudo de mim para servi-los”, acrescentou.
Sob o olhar atento do ex-presidente, o político, que ainda é relativamente desconhecido do público em geral, partilhou a sua história de sucesso, desde uma infância difícil numa família pobre, com a mãe viciada em drogas e o pai ausente, até se tornar senador em 2022.
“Esta noite é uma noite de esperança. Uma celebração do que a América já foi, com a graça de Deus, e do que em breve será novamente”, disse o senador na abertura do seu discurso, após ser apresentado no palco pela sua esposa, Usha Vance, filha de imigrantes indianos, que conheceu na Faculdade de Direito de Yale.
Aplaudido pela multidão animada que repetia o seu nome, Vance pediu “unidade para vencer” as eleições e admitiu que nunca imaginou estar nesta posição.
O candidato a vice-presidente, que também já serviu no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, criticou as políticas do actual Presidente, Joe Biden, argumentando que estas prejudicam as comunidades mais carenciadas, como aquela onde cresceu em Ohio.
J. D. Vance prometeu defender os interesses da classe trabalhadora em vez dos interesses de Wall Street, numa referência aos mercados financeiros norte-americanos, caso o Partido Republicano retorne à Casa Branca. Acusou Biden de ter tornado os EUA “mais fracos e mais pobres”.
“A importação de mão-de-obra estrangeira acabou. Lutaremos pelos cidadãos americanos, pelos empregos e pelos salários”, assegurou.
Vance argumentou que o país precisa de um líder que “responda ao trabalhador, sindicalizado ou não”, e que lute para trazer as fábricas de volta ao país, afirmando que esse líder é Trump. “De alguma forma, um empresário do ramo imobiliário da cidade de Nova Iorque, chamado Donald J. Trump, estava certo em todas as questões, enquanto Biden estava errado”, acrescentou.
O senador, que agradeceu a Trump por não ter desistido da política, defendeu que o ex-presidente criou “a melhor economia da história para os trabalhadores” e pediu ao público para imaginar o que ele poderá fazer se conseguir mais quatro anos na Casa Branca.
Nem sempre J. D. Vance, um senador republicano polémico, foi fã de Donald Trump, tendo chegado a compará-lo com Adolf Hitler, algo que o ex-presidente faz questão de lembrar. Contudo, este ex-militar, conhecido por ter publicado um livro de memórias de sucesso, entrou na política apenas recentemente.
Vance foi eleito para o Senado em 2022 e tornou-se um dos mais fervorosos defensores da agenda “Make America Great Again” de Trump, especialmente em questões relacionadas com comércio, política externa e imigração.
Durante o seu discurso na convenção, J. D. Vance falou ainda sobre a luta da sua mãe contra o vício das drogas, comemorando que ela está “sóbria há 10 anos”. “O nosso movimento é sobre mães solteiras como a minha, que tiveram problemas com dinheiro e com o vício, mas nunca desistiram. E tenho orgulho de dizer que minha mãe está aqui, há 10 anos limpa e sóbria. Amo-te, mãe”, declarou.
Antes do senador, Donald Trump Jr., filho do ex-presidente e amigo de Vance, subiu ao palco da Convenção e elogiou a escolha do pai para vice-presidente. “Não importa quem você é, pode fazer parte deste movimento para Tornar a América Grande Outra Vez. Olhe para mim e para o meu amigo J. D. Vance: ele um rapaz da Appalachia e eu da Trump Tower, em Manhattan. Crescemos em mundos separados, mas agora lutamos ambos lado a lado para salvar o país que amamos”, observou. “E, a propósito, J. D. Vance será um óptimo vice-presidente”, concluiu.
O terceiro e penúltimo dia da Convenção Nacional Republicana foi ainda marcado pela presença de familiares de 13 fuzileiros navais norte-americanos mortos durante a retirada dos Estados Unidos do Afeganistão, há três anos, que defenderam terem sido esquecidos por Biden, mas apoiados por Trump.
Na plateia, alguns dos participantes da convenção usavam curativos na orelha direita, tal como Donald Trump, que apareceu no evento com o mesmo tipo de curativo após a tentativa de assassinato de que foi alvo no sábado, num comício na Pensilvânia.
Na cidade de Yantai, situada na província de Shandong, na China, uma mulher de 92 anos realizou uma fuga notável de uma casa de repouso ao escalar um portão de 2,15 metros de altura. O episódio inusitado foi capturado pelas câmeras de segurança do estabelecimento.
O vídeo mostra a idosa a escalar o portão com impressionante agilidade, conseguindo ultrapassá-lo em apenas 25 segundos. Apesar da ousadia da fuga, a mulher foi encontrada por funcionários pouco tempo depois, sem apresentar quaisquer ferimentos.
Segundo o director da casa de repouso, a mulher sofre de Alzheimer e, no momento da fuga, não conseguia recordar onde estava. Em resposta ao incidente, foram implementadas medidas adicionais de segurança para evitar situações semelhantes no futuro.
A polícia queniana anunciou a proibição de protestos na capital, Nairobi, por tempo indeterminado, devido à falta de lideranças capazes de garantir manifestações pacíficas.
A medida foi divulgada poucas horas antes de um protesto previsto para hoje, onde os manifestantes planeavam marchar até ao edifício da Presidência da República para exigir a demissão do Presidente por alegada má governação.
Douglas Kanja, inspector-geral da polícia em exercício, declarou num comunicado que a ausência de liderança “dificultou a aplicação de protocolos de segurança”.
Embora hoje ainda não se tenham avistado manifestantes nas ruas, as principais vias de acesso à Presidência continuam bloqueadas pela polícia, conforme relatado pela agência de notícias Associated Press.
O Quénia tem sido palco de um mês de protestos, que tiveram início com apelos aos legisladores para rejeitarem um controverso projecto de lei das finanças, que propõe o aumento dos impostos num contexto de crise de aumento do custo de vida e da dívida pública.
Desde o início dos protestos, a 18 de Junho, pelo menos 50 pessoas morreram, segundo a Comissão Nacional dos Direitos Humanos do Quénia. Além disso, os protestos resultaram em diversas perdas para as empresas, devido a saques e incêndios.
O Presidente William Ruto declarou que não sancionaria a lei das finanças aprovada pelo Parlamento a 25 de Junho, dia em que manifestantes invadiram e incendiaram parte do edifício, forçando os legisladores a fugir. Na semana passada, o Presidente demitiu quase todo o seu gabinete e o Procurador-Geral, atendendo às exigências dos manifestantes que acusavam os ministros de incompetência, corrupção e ostentação.
A polícia tem enfrentado acusações de brutalidade contra os manifestantes. Na última sexta-feira, Japhet Koome, antigo inspector-geral da polícia, demitiu-se após pedidos para que assumisse responsabilidade pelos disparos contra os manifestantes.
Na última quarta-feira, a Autoridade Independente de Supervisão do Policiamento informou ter enviado quatro dos dez casos de uso de violência policial ao director do Ministério Público, com recomendações.
A autoridade recolheu depoimentos de testemunhas e ordenou que vários agentes de polícia comparecessem para prestar declarações.
Um apelo nas redes sociais incitava as pessoas a manifestarem-se hoje no Parque Uhuru e depois ocuparem a State House, sede da presidência queniana em Nairobi, mas os ativistas rejeitaram esta última convocatória.
“Protestar é um direito protegido pela Constituição, mas marchar até à State House é uma armadilha mortal”, alertou o conhecido ativista Boniface Mwangi na rede social Instagram, atribuindo o apelo aos serviços secretos quenianos, segundo a agência EFE.
O Comité de Disciplina do ANC decidiu remarcar para a próxima terça-feira a audição do antigo Presidente Jacob Zuma, que está a ser acusado de violar os estatutos do partido.
A notícia foi divulgada pelo novo partido de Zuma, o Umkhonto WeSizwe. Inicialmente, a audição estava agendada para esta quarta-feira e seria realizada de forma virtual.
Jacob Zuma não compareceu à audiência virtual, alegando problemas de conexão à internet a partir de Nkandla, a sua residência. Em conformidade com os estatutos do ANC, Zuma designou o veterano do Umkhonto WeSizwe, Tony Yengeni, para representá-lo perante o comité de disciplina.
Yengeni comunicou ao Comité de Disciplina do ANC que Jacob Zuma exige que a audição seja feita presencialmente e de forma pública, em vez de virtual. Zuma chegou a mencionar a possibilidade de recorrer aos tribunais para impedir o processo disciplinar caso o ANC insistisse em realizar a audiência de forma virtual.
Apesar das ameaças de Zuma, o Congresso Nacional Africano confirmou que o processo disciplinar contra ele continuará. O partido acusa Zuma de má conduta por declarar publicamente a sua intenção de votar no Umkhonto WeSizwe nas eleições de Maio passado. Além disso, Zuma é acusado de ter instado membros do ANC a não votarem no partido e de ter constado na lista de candidatos do Umkhonto WeSizwe para o Parlamento.
O Comité de Disciplina do ANC tinha originalmente agendado a audição para o dia 7 de Maio. No entanto, o procedimento foi adiado após Zuma ter anunciado a sua intenção de comparecer pessoalmente à sede do ANC em Joanesburgo, acompanhado de apoiantes.
Tudo indica que a audição do comité de disciplina possa levar à expulsão de Zuma do partido. Se isso acontecer, Jacob Zuma será o primeiro membro que presidiu o ANC a ser expulso do partido.
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique anunciou a exclusão da Coligação Aliança Democrática (CAD), que apoia a candidatura presidencial de Venâncio Mondlane, das eleições gerais de Outubro, devido ao não cumprimento dos requisitos legais necessários para a candidatura.
Paulo Cuinica, porta-voz da CNE, explicou que as listas plurinominais fechadas de candidaturas da CAD foram rejeitadas por não reunirem os requisitos legais exigidos, resultando na nulidade do processo de candidatura. A decisão foi tomada por consenso durante a verificação das candidaturas recebidas.
A deliberação divulgada em Maputo revelou que o convénio para a constituição da CAD foi aprovado em 27 de Abril pelos partidos políticos Padres, Palmo, Panade, Partonamo, PNDM e PRD. No entanto, após a entrega de documentação adicional, foi constatado que dois desses partidos não constavam do novo convénio, sem o respectivo ato comprovativo da alteração, conforme exigido legalmente.
A CNE também apontou que a CAD se constituiu como uma “pessoa colectiva independente das outras organizações políticas” que a integram, em violação da legislação eleitoral, o que justificou igualmente a exclusão.
No total, a CNE recebeu a inscrição de 35 partidos políticos, uma coligação de partidos e dois grupos de cidadãos para as eleições gerais de 9 de Outubro. Foram submetidos 9.167 processos individuais de candidaturas para a Assembleia da República e 9.893 para membros das assembleias provinciais. As listas de 35 partidos políticos para a Assembleia da República e de 14 partidos políticos e grupos de cidadãos eleitores para as assembleias provinciais foram aprovadas, enquanto as listas da CAD foram excluídas.
Venâncio Mondlane, em declarações a 5 de Julho, acusou a CNE de “engendrar manobras” para inviabilizar a candidatura da CAD. Mondlane afirmou que a CNE solicitou à coligação que corrigisse algumas irregularidades, mas que esta exigência era uma contradição, uma vez que uma coligação resulta de um convénio entre partidos para um período eleitoral específico e não requer averbamento.
Mondlane também destacou que a CAD não possui personalidade jurídica própria e que a lei determina que apenas os partidos que integram a coligação devem proceder ao averbamento. Ele acusou a CNE de violar a Constituição da República de Moçambique e a lei eleitoral, alertando para uma possível revolta popular em caso de exclusão da CAD das eleições.
Mondlane, de 50 anos, foi candidato pela Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) nas eleições municipais de 2023 em Maputo. Após não conseguir concorrer à liderança do maior partido da oposição no congresso de Maio, abandonou o partido e o cargo de deputado.
O Conselho Constitucional aprovou, em 24 de Junho, as candidaturas de Daniel Chapo (Frelimo), Ossufo Momade (Renamo), Lutero Simango (MDM) e Venâncio Mondlane (CAD) para o cargo de Presidente da República. As eleições presidenciais serão realizadas simultaneamente com as legislativas e as eleições dos governadores e das assembleias provinciais.
A ENAIP NET pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Apoio Escolar nos Institutos Beneficiários do Programa PRETEP PLUS. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Analista e Digitador de Dados-Gestão de Casos. Saiba mais.
O Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Projecto. Saiba mais.
A DataServ, Lda, empresa de referência na área das Tecnologias de Informação, em Moçambique, pertencente ao Entreposto, pretende recrutar um (1) Técnico Comercial e de TI. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Analistas e Digitadores de Dados GC. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Provincial de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar três (3) Oficiais de MEAL. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar três (3) Coordenadores Provinciais. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Técnico de CLHIV e IDP. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Analista e Digitador de Dados-Gestão de Casos. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista Técnico/a de Educação em Emergência e Escolas Seguras. Saiba mais.
O ex-secretário-geral da Frelimo, Roque Silva, recentemente renunciou ao cargo e foi agora nomeado administrador não-executivo da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), a principal empresa de produção de energia eléctrica em Moçambique.
Segundo uma fonte da empresa, em contacto com o jornal “O País”, a nomeação foi resultado de uma decisão tomada pelos accionistas da HCB, que explora o potencial hidroeléctrico da barragem de Cahora Bassa, localizada na província de Tete.
O Estado moçambicano detém a maioria do capital social da empresa, com 85%, seguido pela REN com 7,5%, pelos cidadãos, empresas e instituições moçambicanas com 4%, e pela própria sociedade HCB, que possui 3,5% das acções.
Conforme o organograma actual da HCB, a empresa possui dois administradores não-executivos. Manuel Tomé, que também foi secretário-geral da Frelimo, era um desses administradores, mas faleceu recentemente.
“A nomeação de Roque Silva ocorre após o falecimento do Dr. Manuel Tomé, ocorrido a 25 de Março deste ano. O Dr. Roque Silva Samuel, formado em Direito, traz mais de 30 anos de experiência na Administração Pública”, informou a fonte da HCB.
Após renunciar ao cargo de secretário-geral da Frelimo, Roque Silva foi temporariamente substituído por Daniel Chapo, actual candidato presidencial do partido para as eleições de 9 de Outubro.
O nível de água na albufeira de Cahora Bassa, localizada no rio Zambeze, na província central de Tete, Moçambique, registou uma significativa redução devido à prolongada seca provocada pelo fenómeno meteorológico “El Niño”.
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), responsável pela exploração da barragem, anunciou em comunicado que, ao final do primeiro semestre de 2024, a barragem apresentava uma cota de 316,98 metros, correspondendo a apenas 59,2% do seu armazenamento útil na albufeira.
Este baixo nível de armazenamento é atribuído às fracas afluências devido às condições meteorológicas adversas, caracterizadas por precipitação abaixo da média na região.
A diminuição do nível da água levanta preocupações quanto à capacidade de produção de electricidade. Em resposta, a HCB iniciou, em Junho, a implementação de um plano cauteloso de gestão hidroenergética da albufeira e das infraestruturas relacionadas, com o objectivo de equilibrar a produção eléctrica necessária com a disponibilidade hídrica, minimizando assim os impactos negativos sobre a produção anual planeada.
“A produção energética da HCB desempenha um papel crucial para a estabilidade energética do país e da região. Por isso, a empresa continuará a monitorar as previsões meteorológicas de longo prazo, a evolução da situação hidroclimatológica na Bacia do Zambeze e os planos operacionais das barragens a montante. Isso permitirá ajustes operacionais oportunos na Cahora Bassa”, afirmou o Presidente da HCB, Tomás Matola.
Apesar dos desafios enfrentados, a produção de electricidade da HCB no primeiro semestre de 2024 aumentou 4,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior, um resultado atribuído à gestão cuidadosa dos recursos hídricos.
Tomás Matola expressou confiança quanto à capacidade da empresa de alcançar seus objectivos para este ano, mas alertou para os possíveis impactos severos no próximo ano, caso as condições meteorológicas não melhorem significativamente até o final do ano hidrológico.
“Se as condições actuais persistirem e não houver precipitação significativa entre Outubro e Dezembro, que marca o início do próximo ano hidrológico, a produção de electricidade para o próximo ano será severamente afectada”, concluiu Matola.
As autoridades da Faixa de Gaza relataram que cinco bombardeamentos israelitas, ocorridos na noite de terça-feira e na madrugada seguinte, resultaram na morte de 57 pessoas, incluindo vítimas num ataque a uma escola que abrigava deslocados.
Inicialmente, a Defesa Civil da Faixa de Gaza, controlada pelo movimento islamita palestiniano Hamas, havia comunicado a morte de 44 pessoas em três ataques distintos.
Além das 57 vítimas mortais, “dezenas de feridos” foram registados, conforme informado pela mesma organização.
Os bombardeamentos atingiram diversas áreas: próximo de um posto de gasolina em Al-Mawasi, perto de Khan Yunis; numa residência em Al-Zawaida; numa mesquita no campo de refugiados de Nusseirat; numa escola administrada pela agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNRWA) no mesmo campo de Nusseirat; e perto de uma rotunda em Beit Lahia, conforme detalhado pela Defesa Civil.
O exército israelita justificou os ataques alegando ter como alvo “terroristas que utilizavam uma escola da UNRWA na região de Nusseirat” e “um comandante de companhia” do movimento Jihad Islâmica “no oeste de Khan Yunis”, segundo comunicado oficial.
O exército também afirmou ter tomado “numerosas medidas” para minimizar o risco de atingir civis no ataque à escola, acusando novamente o Hamas de usar a população civil como escudo humano, alegação que o Hamas nega frequentemente.
A Comissão Provincial de Eleições no Niassa está a intensificar os preparativos para as eleições gerais de nove de Outubro, anunciando a formação de 715 agentes de educação cívica eleitoral. A formação desses agentes começará na próxima sexta-feira e visa mobilizar os mais de um milhão de eleitores inscritos nos dezasseis distritos da província.
Xavier Waceda, Presidente da Comissão Provincial de Eleições no Niassa, destacou que trinta e seis formadores provinciais foram capacitados para treinar os agentes. Ele enfatizou a importância de equipar esses agentes com as ferramentas necessárias para garantir uma maior participação eleitoral no sufrágio de nove de Outubro.
Além disso, Waceda apelou a uma actuação transparente e imparcial por parte de todos os intervenientes no processo eleitoral, sublinhando a importância da integridade e da equidade durante todo o processo.
Na cidade de Tete, um indivíduo foi detido sob a acusação de ter assassinado um suposto ladrão durante uma tentativa de roubo. O incidente ocorreu na madrugada do último sábado, quando a vítima, de 29 anos, se dirigiu à residência do acusado com a alegada intenção de roubar alguns bens.
Para neutralizar o suposto ladrão, o proprietário da casa recorreu a instrumentos contundentes, desferindo golpes contra a vítima. O indiciado alega que utilizou tais instrumentos em legítima defesa, mas nega ser o responsável pela morte da vítima.
A Polícia em Tete condena veementemente o ato de violência e apela à população para não praticar justiça pelas próprias mãos.
Este caso é o segundo homicídio em menos de um mês, numa altura em que a população de Tete demonstra uma tendência crescente para fazer justiça por conta própria. O incidente mais recente ocorreu há cerca de duas semanas, quando um jovem de 30 anos foi morto em circunstâncias semelhantes no bairro Matundo, também em Tete.
Na terça-feira (16), um trágico acidente ferroviário na cidade de Chimoio, província de Manica, resultou na morte de uma jovem estudante do Instituto Médio Politécnico Cabeça de Velho (IMPCV).
A vítima, que cursava enfermagem geral no primeiro ano, foi fatalmente atingida por uma locomotiva enquanto tentava atravessar a linha férrea. Testemunhas relatam que ela estava usando auriculares e falando ao telefone, incapaz de ouvir os avisos dos que estavam próximos antes que a tragédia acontecesse.
Este não é o primeiro incidente do tipo na região este ano. Anteriormente, outro cidadão morreu de forma semelhante na zona do bairro 25 de Junho, enquanto estava sob o efeito de álcool, próximo a uma área conhecida pela venda de bebidas alcoólicas caseiras. Além disso, no início do ano, um jovem perdeu os membros inferiores em circunstâncias similares na zona de Soalpo, conhecida como SHER, após ser atingido por uma locomotiva durante uma tentativa de travessia da linha férrea.
Em resposta a esses trágicos eventos, o porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique, Mateus Mindu, enfatizou a importância de evitar distracções ao cruzar a linha férrea, como o uso de auriculares, e a necessidade de verificar várias vezes a presença de comboios antes de atravessar.
A comunidade local está profundamente entristecida com estas perdas e espera-se que medidas preventivas sejam tomadas para evitar novos incidentes tão trágicos.
Na passada terça-feira, seis pessoas foram encontradas mortas no luxuoso Grand Hyatt Erawan Hotel, localizado no coração de Banguecoque, Tailândia. As vítimas, que aparentemente foram envenenadas, incluem o próprio homicida.
Inicialmente, as autoridades suspeitaram que se tratava de um tiroteio, com a possibilidade de um ataque terrorista sendo considerada. No entanto, novas informações apresentadas pelo chefe da polícia da Tailândia, Trairong Piwpan, na quarta-feira, apontam para uma causa diferente.
As investigações revelaram a presença de chávenas de chá com vestígios de cianeto junto aos corpos, indicando que o incidente foi, de facto, um caso de envenenamento.
Os corpos foram descobertos na terça-feira, todos no mesmo quarto de hotel, e foram vistos pela última vez na segunda-feira, quando um funcionário lhes entregou comida. As vítimas incluem três homens e três mulheres; quatro delas eram vietnamitas, enquanto as outras duas tinham dupla nacionalidade, vietnamita e americana.
A polícia acredita que o envenenamento está ligado a uma disputa familiar sobre um investimento financeiro realizado por um dos casais. Familiares das vítimas relataram que o casal estava insatisfeito com a forma como o dinheiro investido estava a ser gerido.
Segundo a AFP, as autoridades estão convencidas de que o homicida está entre os mortos, reforçando a teoria de que este trágico incidente foi um crime de envenenamento.
Na África do Sul, a polícia de Gauteng prendeu um grupo de 14 pessoas, incluindo dois moçambicanos e três cidadãos chineses, sob suspeita de participação em sequestros.
A operação policial foi desencadeada após o sequestro de um empresário do Zimbabué, que foi mantido em vários esconderijos na cidade de Joanesburgo.
Além dos moçambicanos e chineses, o grupo detido também inclui mulheres cujo número não foi especificado pelas autoridades. Durante a operação, a polícia apreendeu uma arma de fogo e quantias em dinheiro que supostamente foram retiradas das contas bancárias das vítimas, conforme relatado pela RM.
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