O Conselho Municipal de Marracuene, na província de Maputo, tomou medidas para assegurar a correcta calibragem das bombas de combustível na vila, após a detecção de anomalias que poderiam prejudicar os consumidores no processo de compra de combustível.
A decisão foi anunciada após uma inspecção técnica, que revelou desequilíbrios no funcionamento de várias bombas de combustível, exigindo uma acção imediata para rectificar a situação.
Uma equipa técnica, composta por especialistas do Conselho Municipal e do Instituto Nacional de Normalização e Qualidade, realizou uma inspecção em três postos de abastecimento na área municipal de Marracuene.
Durante esta acção, foram identificadas falhas na calibragem de algumas bombas, o que indicava a necessidade de correcções para garantir que os consumidores estejam a receber a quantidade exacta de combustível pelo valor pago.
Segundo Maghivelani Simão, vereador das Actividades Económicas, Transportes, Comunicação e Trânsito, esta situação exige uma intervenção rápida para proteger os direitos dos clientes.
O processo de verificação e calibragem das bombas e mangueiras de combustível foi iniciado há cerca de duas semanas e faz parte de uma acção contínua do município para garantir o cumprimento das normas de qualidade e evitar fraudes no fornecimento de combustíveis.
Esta iniciativa, que visa abranger todas as bombas de combustível localizadas no município de Marracuene, reforça o compromisso das autoridades locais com a transparência e a protecção dos consumidores.
Maghivelani Simão sublinhou que o trabalho de verificação irá continuar até que todas as bombas de combustível na área municipal sejam inspeccionadas e calibradas, de forma a assegurar que estas estejam conforme os padrões exigidos.
Este esforço, liderado em colaboração com o Instituto Nacional de Normalização e Qualidade, visa garantir que as bombas de combustível estejam ajustadas para fornecer com precisão o volume correto de combustível, evitando assim prejuízos para o consumidor final.
A iniciativa é vista como parte de uma estratégia mais ampla para melhorar a fiscalização e aumentar a confiança dos consumidores nos serviços de abastecimento de combustível na região.
As autoridades municipais de Marracuene estão empenhadas em garantir que o processo de venda de combustíveis decorra de forma justa e transparente, promovendo a integridade no sector de combustíveis e a segurança do consumidor.
A CARE Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (MEAL) Director. Saiba mais.
A Tetra Tech International Development pretende recrutar um (1) Director of Administration and Finance for USAID Mozambique Renda Verde Activity. Saiba mais.
A N´weti, Organização não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Enfermeira de Saude Materno Infantil. Saiba mais.
A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa da Beira, a AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de GIS. Saiba mais.
A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Especialista em Reformas Políticas e Institucionais – PIR (Transportes). Saiba mais.
A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Director de Agregação da Agricultura Comercial e Gestão de Subvenções. Saiba mais.
A Johanniter International Assistance (JIA) pretende recrutar dois (2) Planning, Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (PMEAL) Officer. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista Técnico/a de Educação em Emergência e Escolas Seguras. Saiba mais.
No próximo dia 6 de Outubro, mais de 155 milhões de brasileiros terão a oportunidade de exercer o seu direito de voto, escolhendo os prefeitos, vice-prefeitos e vereadores que irão governar nos 5.569 municípios do país.
Esta será a primeira volta das eleições municipais, num processo eleitoral que envolverá um elevado número de cidadãos e uma vasta logística em todo o território brasileiro.
Segundo dados fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), serão ao todo 155.912.680 eleitores que irão participar neste importante momento democrático.
Para assegurar o bom funcionamento das eleições, estarão disponíveis 571.024 urnas electrónicas distribuídas por todo o Brasil, sendo que a operação contará ainda com o apoio de 1.890.826 mesários, que desempenharão funções essenciais no processo eleitoral.
Em comparação com as eleições de 2020, o TSE sublinha que houve um aumento de 5% no número de eleitores registados, o que faz desta a maior eleição municipal da história do Brasil. “Trata-se de um marco no processo democrático do país, demonstrando o compromisso e a responsabilidade dos cidadãos brasileiros em escolher os seus representantes locais”, destacou o órgão eleitoral.
As eleições municipais representam um momento crucial na definição das lideranças políticas locais, uma vez que os eleitores terão a tarefa de escolher aqueles que irão gerir as suas cidades, influenciando directamente a qualidade de vida nas suas comunidades.
O Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) Central decidiu, na quarta-feira, anular o concurso público destinado à avaliação curricular para a selecção de formadores nacionais e provinciais de membros das mesas de voto.
Esta decisão ocorreu após uma queixa formal apresentada pelo partido Renamo, que alegou que 154 candidatos apurados pertenciam a uma lista proveniente do partido Frelimo, caracterizando uma violação das normas eleitorais.
Há duas semanas, a Renamo havia submetido uma lista com os 154 candidatos, afirmando que estes eram oriundos do Frelimo e deveriam ocupar as vagas de formadores provinciais. Na altura, o director do STAE provincial contestou as alegações da Renamo, considerando-as infundadas.
No despacho Nº 059/GDG/STAE/2024, emitido pelo director-geral do STAE Central, Loló Correia, foi destacado que o distrito de Quelimane realizou a selecção e publicou as listas finais com nomes de candidatos que, segundo as denúncias, derivavam de uma lista de um partido político.
Este facto gerou repúdio e reclamações dirigidas tanto ao Secretariado Técnico da Administração Eleitoral quanto à Comissão Nacional de Eleições.
Considerando as reclamações e a necessidade de assegurar a transparência nos actos administrativos, conforme estipulado no artigo 15 da Lei n.º 14/2011, de 10 de Agosto, e conforme os artigos 53, alíneas d) e g), da Lei n.º 6/2013, de 22 de Fevereiro, que foi posteriormente alterada e republicada pela Lei n.º 30/2014, de 26 de Setembro, o despacho determinou a nulidade dos actos administrativos relacionados com o concurso público para a selecção de formadores provinciais de membros das mesas de voto.
Além disso, foi determinado que a selecção deve ser feita entre formadores nacionais e técnicos do STAE da província da Zambézia e de outras províncias, para a formação dos membros das mesas de voto do distrito de Quelimane.
O despacho entra em vigor imediatamente, reflectindo a preocupação do STAE em garantir a integridade do processo eleitoral.
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) assegura que, apesar da seca extrema que afecta a região da África Austral, continuará a produzir energia suficiente para cumprir os compromissos comerciais tanto a nível nacional como regional. Para tal, a empresa já ajustou as suas operações.
Ontem, na vila do Songo, província de Tete, o administrador executivo responsável pela área de hidrologia e segurança da barragem, Nilton Trindade, declarou que, até à primeira quinzena de Setembro, o nível da albufeira atingiu 312,87 metros, o que representa 44,1% da sua capacidade útil.
Em resposta a essa situação, a HCB teve de reduzir a produção energética em cada grupo gerador, passando de 415 megawatts por hora para 385, com a possibilidade de baixar progressivamente para 375 megawatts.
“Durante o primeiro semestre, conseguimos uma produção acima da meta estabelecida. Portanto, esta redução será compensada, e acreditamos que até ao final do ano atingiremos o nível de produção de energia planeado”, afirmou Trindade.
O administrador salientou ainda que as medidas implementadas estão baseadas em fundamentos científicos e dados técnicos disponíveis.
Estas acções visam garantir a segurança hidráulica e operacional da barragem, bem como das infraestruturas associadas, além de assegurar a disponibilidade de água para a produção de energia nos próximos anos.
O Ministério da Saúde do Líbano informou que um ataque aéreo israelita, direccionado a uma posição alegadamente controlada pelo Hezbollah nos arredores de Beirute, provocou a morte de pelo menos oito pessoas e deixou 59 feridos.
O ataque visou Ibrahim Aqil, também conhecido por “Tahsin”, comandante de uma unidade de elite do Hezbollah, segundo fontes próximas do grupo. Aqil foi morto durante este “ataque selectivo”, conforme indicado por uma fonte não identificada à agência de notícias AFP.
As consequências do bombardeamento foram devastadoras, especialmente na área de Dahye, uma zona fortemente controlada pelo Hezbollah. Dois edifícios residenciais colapsaram devido ao impacto das explosões.
Equipes da Defesa Civil libanesa foram mobilizadas para o local, concentrando esforços em encontrar sobreviventes sob os escombros. A organização informou através da sua conta na rede social X que equipas de busca e salvamento especializadas foram enviadas de vários centros para responder à emergência.
Simultaneamente, o exército libanês está a liderar operações de busca para encontrar pessoas desaparecidas. Esta ação marca o terceiro bombardeamento israelita em Dahye num ano. Anteriormente, Israel havia realizado ataques que resultaram na morte de Saleh al Arouri, um alto dirigente do Hamas, em Janeiro, e de Fouad Chokr, comandante militar do Hezbollah, em Julho.
Este ataque ocorre num momento de intensificação da tensão entre Israel e o Hezbollah, agravada por recentes explosões em dispositivos de comunicação transportados por membros do grupo, que causaram 37 mortes e mais de 3.000 feridos no Líbano.
Ibrahim Aqil, uma figura chave no Hezbollah, era procurado pelas autoridades dos Estados Unidos, suspeito de envolvimento em ataques contra a embaixada americana em Beirute em 1983, que vitimou 63 pessoas, e contra os fuzileiros norte-americanos no mesmo ano, onde 241 militares morreram.
A situação agravou-se após o Hezbollah ter lançado 140 foguetes contra Israel. Devido a esta escalada, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, adiou a sua viagem a Nova Iorque, inicialmente agendada para 24 de Setembro, onde participaria na Assembleia Geral da ONU.
Um trágico acidente doméstico no País de Gales resultou na morte de um homem de 57 anos, identificado como Barry Griffiths.
O incidente ocorreu na cidade de Powys, Reino Unido, e foi recentemente esclarecido após a conclusão da autópsia conduzida pela legista Patricia Morgan, que classificou o caso como uma morte acidental.
Barry Griffiths estava sozinho em sua residência quando, ao tentar separar dois hambúrgueres congelados, decidiu usar duas facas para facilitar a tarefa. No entanto, ao aplicar força excessiva, uma das facas escorregou e perfurou o seu abdómen, causando-lhe ferimentos fatais. O homem acabou por não resistir à gravidade do ferimento, falecendo no local.
O corpo de Barry Griffiths só foi encontrado pela polícia vários dias depois do ocorrido, quando vizinhos estranharam a sua ausência e decidiram contactar as autoridades. Ao chegarem à sua casa, os agentes encontraram a cozinha numa cena que elucidou o trágico acidente: os hambúrgueres ainda estavam sobre o balcão, a faca utilizada pelo homem permanecia no local, e o congelador estava aberto.
O acidente ocorreu em Julho do ano passado, mas o caso só foi encerrado recentemente, após a investigação concluir que não havia indícios de crime ou de outra causa que pudesse explicar a morte além do infeliz incidente com as facas e os hambúrgueres congelados.
A família de Barry foi notificada, e o caso agora está oficialmente encerrado, sendo considerado uma trágica fatalidade doméstica.
A EN1, a principal estrada do país, tornou-se intransitável por mais de três horas na zona do posto administrativo de Pambarra, no distrito de Vilankulo, província de Inhambane.
A comunidade local decidiu montar barricadas e queimar pneus em protesto contra um comerciante que supostamente estaria envolvido no tráfico de órgãos humanos.
A revolta da população teve origem no desaparecimento de um homem há cerca de um mês. Este indivíduo, que bebia num bar da região, desapareceu sem deixar rasto, sendo encontrado morto na quarta-feira passada. O corpo apresentava sinais alarmantes: estava sem os órgãos genitais e uma das pernas.
Testemunhas relataram que o corpo foi encontrado nu, com o telefone da vítima nas proximidades, mas sem sinais de decomposição avançada. Uma das testemunhas afirmou ao jornal “O País” que não havia indícios de que a morte tivesse ocorrido no local. “Levaram a roupa dele e guardaram junto com o telefone. Ele estava sem os órgãos genitais e uma perna, e não foi assassinado aqui. Isso deve ter acontecido noutro lugar, pois quando uma pessoa é morta no local, há sempre vestígios,” explicou a testemunha.
Durante a manhã do protesto, enquanto parte da comunidade participava no funeral da vítima, uma viatura foi avistada a carregar crianças na mesma área. Amelia, uma residente de Pambarra, contou que o seu filho quase foi levado. “Estava no funeral quando me ligaram a dizer que tinham levado o meu filho e o tinham colocado no carro.
A comunidade rapidamente interveio, atirou pedras ao carro e conseguiu libertar quatro crianças que estavam dentro. Os indivíduos fugiram,” revelou a mãe, aliviada por não perder o filho.
O comerciante acusado de liderar o grupo de traficantes de órgãos é proprietário de um pequeno bar, incendiado pela comunidade em resposta às alegações. Os moradores expressaram a sua frustração e exigiram que ele abandonasse a área. “Pedimos para ele sair de Pambarra, porque estamos fartos de ver os nossos filhos a desaparecer. Não queremos matá-lo, não queremos nada, só desejamos que ele vá embora,” declarou uma residente, visivelmente indignada.
Esta não é a primeira vez que a comunidade interrompe a circulação na EN1 em Vilankulo. Em Janeiro do ano passado, a estrada foi bloqueada após populares queimarem pneus e tentarem invadir um posto policial para fazer justiça com as próprias mãos a um homem acusado de homicídios para extracção de órgãos.
Num acontecimento que chocou a comunidade da Beira, o corpo de uma adolescente de 17 anos, sepultada ontem, foi encontrado exumado e com sinais de violação sexual.
A macabra descoberta foi feita na sexta-feira pela família da jovem, que se dirigiu ao cemitério para finalizar os preparativos da campa. Ao chegarem ao local, encontraram o túmulo violado, o caixão aberto e o corpo da adolescente fora dele, com as pernas abertas.
Diante de tal atrocidade, a família está em estado de choque e procura respostas para este ato de crueldade. O Serviço Nacional de Investigação Criminal já foi accionado e encontra-se no local a investigar o caso.
A família, profundamente abalada, prepara-se agora para um novo enterro, na esperança de que a adolescente possa finalmente descansar em paz.
A polícia canadiana está à procura de uma mulher que, após se fazer passar por uma potencial compradora, entrou num carro e atropelou o seu proprietário.
Este incidente ocorreu no início deste mês em Mississauga, uma cidade situada na região da Grande Toronto.
De acordo com relatos, o homem vendia o veículo e aceitou mostrar o carro à mulher, que aparentava estar interessada na compra. No entanto, após entrar no automóvel, a mulher acelera de forma súbita, atropelando o proprietário.
O momento do atropelamento foi captado pelas câmaras de vigilância instaladas na casa da vítima e posteriormente partilhado pela Polícia Regional de Peel no YouTube.
As autoridades acreditam que um segundo veículo, visível nas imagens de vigilância, estava à espera nas proximidades e que dentro dele se encontravam cúmplices da mulher. Após o atropelamento, os suspeitos abandonaram rapidamente o local.
O proprietário do carro sofreu ferimentos graves, mas, felizmente, não corre perigo de vida. A polícia continua a investigar o caso e solicita qualquer informação que possa levar à identificação e captura da suspeita.
Na quinta-feira (19), o Parlamento Europeu aprovou uma resolução que reconhece Edmundo González Urrutia, líder da oposição venezuelana, como o presidente legítimo e democraticamente eleito da Venezuela.
A votação contou com 309 votos a favor, 201 contra e 12 abstenções, reflectindo um apoio significativo, embora não unânime, à causa da oposição venezuelana no contexto europeu.
A resolução, embora sem carácter vinculativo, sublinha a necessidade de uma transição pacífica no país sul-americano e também reconhece a opositora María Corina Machado como a principal líder das forças democráticas na Venezuela.
Ambos os líderes são figuras proeminentes na luta contra o regime de Nicolás Maduro, que continua a enfrentar críticas e sanções de várias instituições internacionais devido à crise política e humanitária no país.
No entanto, uma emenda introduzida por eurodeputados dos grupos social-democrata, liberal e verde resultou na exclusão de um apelo explícito à União Europeia e aos seus Estados-membros para que também reconhecessem González Urrutia como o legítimo chefe de governo da Venezuela.
Assim, apesar do apoio declarado pelo Parlamento Europeu, a decisão sobre o reconhecimento formal por parte da União Europeia como um todo ainda está pendente, uma vez que as decisões sobre política externa no bloco de 27 países são tomadas individualmente pelos Estados-membros.
Após a aprovação da resolução, Edmundo González Urrutia expressou o seu agradecimento numa mensagem em vídeo publicada na rede social X (antigo Twitter), onde afirmou: “Nós, venezuelanos, queremos o mesmo que os europeus já conquistaram: viver em liberdade e democracia”.
A declaração de Urrutia reflete o desejo de muitos venezuelanos de ver uma mudança no cenário político e o fim do regime autoritário que governa o país.
Esta medida do Parlamento Europeu é vista como mais um passo simbólico no apoio internacional à oposição venezuelana, que continua a enfrentar desafios significativos na sua tentativa de restabelecer a democracia e a estabilidade no país.
Um recente estudo do Centro de Integridade Pública (CIP) trouxe à luz preocupações significativas relacionadas à operação da mineradora chinesa Haiyu Mining, que está a explorar areias pesadas em Angoche, na província de Nampula, há mais de dez anos.
Segundo o relatório, as actividades da empresa estão a causar sérios problemas ambientais, que têm um impacto directo na qualidade de vida das comunidades locais, levando muitas delas a uma situação de pobreza.
O CIP destaca várias questões ambientais alarmantes associadas à presença da mineradora. Entre os principais problemas identificados estão a destruição da vegetação nativa, que resulta na perda de biodiversidade, a existência de buracos deixados abandonados pela extracção de minerais e a deterioração da qualidade da água e do solo.
Estas alterações ambientais não apenas afectam os ecossistemas locais, mas também comprometem a saúde e os meios de subsistência das populações que habitam as áreas circundantes.
As comunidades afectadas expressaram preocupações sobre a falta de medidas de mitigação adequadas por parte da empresa, que parece desconsiderar os impactos a longo prazo das suas operações.
Assim, a situação revela um dilema entre o desenvolvimento económico proporcionado pela mineração e a necessidade de proteger os recursos naturais e os direitos das populações locais.
A organização não governamental (ONG) Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ) alertou para uma perseguição sem precedentes a jornalistas na Venezuela, especialmente após as eleições presidenciais realizadas a 28 de Julho.
O CPJ revelou que, na sequência do pleito, oito jornalistas foram detidos sob acusações de terrorismo, enquanto uma dúzia de profissionais viu-se forçada a exilar-se.
Um relatório sobre a situação da liberdade de imprensa no país destaca que muitos meios de comunicação se viram obrigados a operar na clandestinidade, face ao sistemático assédio e ataques por parte de altos funcionários do governo de Nicolás Maduro.
O novo ministro do Interior, Diosdado Cabello, foi especificamente mencionado, tendo acusado, sem apresentar provas, diversas plataformas digitais independentes de receber financiamento do tráfico de droga.
O CPJ afirmou que a situação se agravou significativamente desde as eleições, com o governo a impor “blackouts” na Internet e a bloquear plataformas de comunicação.
Os jornalistas têm enfrentado decisões impossíveis para continuarem a exercer a sua profissão, segundo a ONG, que citou também os trabalhos do Instituto de Imprensa e Sociedade da Venezuela e da Espaço Público.
O relatório contém declarações de comunicadores que foram obrigados a abandonar o país após sofrerem ataques, incluindo três jornalistas que deixaram de publicar artigos devido a campanhas de difamação nas redes sociais.
Uma jornalista expressou ao CPJ o seu receio, afirmando: “Fazem-nos sentir como criminosos ou fugitivos da justiça”, revelando a possibilidade de abandonar o jornalismo e fugir da Venezuela.
Entre os profissionais que tornaram público o seu exílio forçado está o fotojornalista Jesús Medina Ezaine, que deixou a Venezuela no domingo, preocupado com a sua segurança. Vale ressaltar que um juiz havia rejeitado todas as acusações contra ele em Junho, após um longo processo judicial que durou seis anos, dos quais passou dois na prisão.
O jornalista Luís Gonzalo Pérez, que integra a equipa de comunicação da líder da oposição María Corina Machado, também divulgou um vídeo na quinta-feira em que explica que, devido à sua ligação a Machado, ele e a sua família se encontram em perigo.
O relatório revela que muitos jornalistas enfrentam crescentes dificuldades, mesmo quando garantem anonimato, para entrevistar fontes fiáveis e cidadãos comuns, que temem represálias.
O CPJ já havia alertado para a censura imposta a vários portais de notícias e a organizações não governamentais que defendem a liberdade de expressão, com várias estações de rádio a serem encerradas e o acesso a sites que combatem notícias falsas a ser bloqueado.
“A liberdade de imprensa na Venezuela já estava em erosão muito antes das eleições, uma vez que o regime de Maduro tinha encerrado canais de televisão, fechado estações de rádio, bloqueado portais de notícias e confiscado jornais, fomentando o medo e a autocensura ao longo dos seus 11 anos de poder”, sublinhou a organização.
O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela declarou Nicolás Maduro vencedor das eleições presidenciais, com pouco mais de 51% dos votos.
No entanto, a oposição venezuelana contesta esses números, afirmando que o seu candidato, o antigo diplomata Edmundo González Urrutia, actualmente exilado em Espanha, teria obtido quase 70% dos votos.
A oposição e vários países internacionais denunciaram uma fraude eleitoral e exigiram a apresentação das atas de votação para uma verificação independente.
As manifestações de contestação dos resultados eleitorais foram reprimidas pelas forças de segurança, resultando, segundo as autoridades, em mais de 2.400 detenções, 27 mortos e 192 feridos.
A empresa sul-africana Fly Modern Ark, contratada em Abril de 2023 para liderar o processo de revitalização das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), retirou-se oficialmente da gestão da companhia aérea no dia 12 de Setembro de 2023.
O fim da colaboração foi confirmado por fontes internas da LAM, que explicaram que o acordo entre as duas partes chegou ao fim com a nomeação de uma nova direcção para a LAM.
Esta nova administração enfrenta agora o grande desafio de reverter a situação complicada em que a empresa se encontra, marcada por frequentes atrasos nos voos, falhas mecânicas constantes nas aeronaves e a necessidade de cooperar com as autoridades judiciais nos processos contra antigos gestores da companhia.
Quando a Fly Modern Ark assumiu a gestão da LAM, encontrou uma dívida colossal de mais de 300 milhões de dólares. No entanto, através de projectos implementados pela empresa e o desmantelamento de esquemas de desvio de receitas, foi possível reduzir significativamente o passivo da companhia.
Em Agosto de 2023, a LAM anunciou ter arrecadado mais de 60 milhões de dólares no primeiro semestre do ano, um resultado que a direcção anterior via como um sinal de recuperação. O próximo passo previsto era a aquisição de quatro novos aviões para reforçar a frota da empresa.
Actualmente, sob a liderança de Américo Muchanga, a LAM continua a operar quase sem concorrência no mercado doméstico. A falta de competição é apontada como um dos principais motivos para a qualidade de serviço abaixo das expectativas.
Contudo, a nova administração acredita que, a médio e longo prazo, será possível superar os problemas da empresa com o aumento da frota e o investimento contínuo na capacitação dos seus recursos humanos.
Esta fase marca mais um capítulo na luta pela sobrevivência e modernização da companhia aérea de bandeira moçambicana.
Na passada quinta-feira (19), o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve, na cidade da Beira, um advogado acusado de lavagem de dinheiro e que defendia cidadãos chineses implicados na extracção ilegal de madeira.
Segundo o porta-voz do SERNIC, a detenção do advogado, cujo nome não foi revelado, faz parte de uma investigação em curso relacionada com actividades ilegais de extracção de madeira realizadas por cidadãos chineses nas províncias de Sofala e Manica.
As autoridades policiais informaram que os indivíduos chineses em questão estabeleceram um total de 18 empresas que operavam sem reportar os seus rendimentos às autoridades fiscais, o que configura uma violação das leis tributárias do país.
Recentemente, um dos cidadãos chineses representados pelo advogado detido foi também apanhado pelas autoridades na semana passada. O nome deste indivíduo não foi divulgado.
Além disso, um outro cidadão chinês envolvido no caso encontra-se foragido, levando Moçambique a emitir um mandado de busca internacional para a sua captura.
A situação revela a gravidade do problema da exploração ilegal de recursos florestais e a necessidade de acções rigorosas por parte das autoridades moçambicanas para combater este tipo de crime.
Phillip Mehrtens, um piloto neozelandês de 38 anos, foi finalmente liberto após um ano e meio em cativeiro, após ter sido raptado a 7 de Fevereiro de 2023 por rebeldes armados na província indonésia da Papuásia.
A libertação ocorreu graças a uma operação conjunta entre forças policiais e militares indonésias, conforme comunicado divulgado no sábado.
De acordo com Faizal Ramadhani, chefe de uma unidade especial envolvida na operação, “Hoje conseguimos recuperar o piloto Phillip Mehrtens, que se encontra em boa saúde”. O comunicado foi citado pela agência AFP.
O piloto foi capturado enquanto pilotava um pequeno avião comercial da companhia aérea indonésia Susi Air no remoto distrito de Nduga, na região central da Papuásia. Mehrtens, que realizava voos essenciais para comunidades isoladas, foi raptado pelo grupo rebelde Exército de Libertação Nacional da Papua Ocidental (TPNPB), que incendiou o avião após a sua aterragem e libertou os cinco passageiros a bordo, mantendo o piloto como refém.
A operação que levou à sua libertação decorreu na manhã de sábado, quando uma força conjunta de militares e polícias indonésios resgatou Mehrtens numa aldeia em Nduga. Após o resgate, o piloto foi submetido a exames médicos e psicológicos e posteriormente transportado para a cidade de Timika, também na Papuásia.
O governo da Nova Zelândia confirmou que Phillip Mehrtens estava fisicamente ileso e já tinha conseguido falar com a sua família. O ministro neozelandês dos Negócios Estrangeiros, Winston Peters, declarou: “Estamos aliviados e satisfeitos por confirmar que Phillip está bem e em segurança, e que já entrou em contacto com a sua família”.
A libertação de Mehrtens foi precedida por esforços diplomáticos intensos por parte dos governos de Wellington e Jacarta. Embora os rebeldes tenham, em várias ocasiões, ameaçado a vida do piloto caso as suas exigências não fossem atendidas, as negociações entre as partes evitaram um desfecho trágico.
O Presidente da Indonésia, Joko Widodo, afirmou que a segurança de Mehrtens foi sempre a prioridade e a sua libertação foi conseguida através de diálogo, e não pela força. “Foi um processo longo, mas focámos sempre na segurança do piloto”, disse Widodo aos jornalistas.
Durante os 19 meses de cativeiro, Phillip Mehrtens apareceu em vários vídeos divulgados pelos rebeldes, aparentemente sob coação, apelando à sua família e ao governo da Nova Zelândia.
O grupo rebelde TPNPB, que luta pela independência da Papua Ocidental, justificou o rapto com as ligações internacionais dos governos estrangeiros, como o da Nova Zelândia, com a Indonésia, que, segundo os separatistas, prejudicam os interesses da região.
A Papuásia, uma região rica em recursos naturais, mas ainda subdesenvolvida, tem sido palco de uma longa insurgência separatista. A Indonésia mantém uma forte presença militar na área para conter as forças independentistas.
A região, situada na parte ocidental da ilha da Nova Guiné, é composta por seis províncias e continua a ser uma das zonas mais conturbadas do país asiático.
Pelo menos quatro pessoas morreram e dezenas ficaram feridas devido a confrontos de natureza étnica no sudeste do Bangladesh.
O exército do país intensificou a segurança na região, enquanto o Governo apelou à calma, na tentativa de controlar a escalada de violência.
De acordo com um comunicado emitido pelas forças armadas do Bangladesh, e citado pela agência Efe, a violência começou a agravar-se nos últimos dias em três distritos da região de Chittagong. O incidente que desencadeou os confrontos ocorreu na passada terça-feira, quando um homem foi linchado após o roubo de uma mota. Este episódio gerou protestos exigindo a captura dos responsáveis pelo ato, agravando ainda mais a tensão local.
Uma das principais fontes de conflito foi um ataque a uma marcha composta maioritariamente por bengalis, que foi alvo de uma investida por parte de membros da Frente Democrática Popular Unida (UPDF), um partido político étnico com facções armadas. Este ataque resultou em pelo menos seis feridos, agravando a hostilidade entre os diferentes grupos.
A situação rapidamente se deteriorou, com relatos de incêndios que devastaram mais de uma centena de lojas e estabelecimentos comerciais em várias localidades, muitos dos quais pertencentes a minorias étnicas.
Segundo o jornal local “The Daily Star”, mais de 50 pessoas ficaram feridas nos tumultos que se seguiram.
Na noite de quinta-feira, a tensão atingiu um novo pico, quando as forças armadas relataram a morte de três membros da UPDF. Estes indivíduos teriam disparado contra um grupo de soldados durante um tiroteio, o que levou à intervenção militar.
Na sexta-feira, o governo provisório do Bangladesh emitiu uma declaração apelando ao fim da violência. Além disso, anunciou que uma delegação de alto nível seria enviada à região afectada para avaliar a situação no terreno. Entre as medidas de emergência implementadas pelo governo, destacou-se a proibição de ajuntamentos de mais de três pessoas, numa tentativa de evitar novos confrontos.
Entretanto, a Amnistia Internacional também se manifestou, pedindo às autoridades do Bangladesh que interviessem para acabar com a violência entre “colonos bengalis e a comunidade indígena”.
A organização defendeu ainda a necessidade de uma investigação rigorosa para identificar os responsáveis pelos ataques.
A região de Chittagong, no sul do país, tem sido historicamente palco de tensões entre as minorias étnicas e os colonos bengalis, que frequentemente reivindicam territórios na área, resultando em disputas violentas e esporádicas.
As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) reforçaram a sua presença na zona costeira de Macomia, na província de Cabo Delgado, após relatos de movimentações de grupos terroristas naquela região.
Esta ação surge em resposta a sinais da presença de elementos insurgentes, que têm sido detectados ao longo da costa, gerando preocupação com a segurança na área.
O Major General Freitas Norte, porta-voz das FADM, afirmou ontem que foram identificados indícios de actividades ligadas aos terroristas em algumas partes da costa de Cabo Delgado. “Existem sinais de movimentos esporádicos que sugerem operações logísticas dos grupos terroristas ao longo da costa de Macomia. Já estamos reposicionados e em ação para responder a estas ameaças”, garantiu o oficial militar.
Freitas Norte fez estas declarações em Maputo, durante a cerimónia de lançamento das actividades militares complementares, no contexto das comemorações dos 60 anos das FADM, que serão assinalados a 25 de Setembro.
A reposição estratégica das tropas nas áreas vulneráveis de Macomia visa não só reforçar a defesa local, mas também neutralizar qualquer tentativa de avanço dos insurgentes, que há anos causam instabilidade na província de Cabo Delgado.
A província tem sido palco de ataques insurgentes desde 2017, com os terroristas a aproveitar a geografia costeira e as densas florestas para moverem-se sem serem detectados.
As FADM, juntamente com forças de segurança de outros países da região e parceiros internacionais, têm estado empenhadas em conter a ameaça, recuperando gradualmente áreas anteriormente ocupadas pelos grupos armados.
As acções de reposicionamento das forças moçambicanas são parte de um esforço contínuo para garantir a estabilidade e proteger a população de Cabo Delgado, que tem sofrido com as consequências devastadoras dos ataques terroristas.
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A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Embaixadoras da Juventude. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Recursos Humanos. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista Técnico/a de Educação em Emergência e Escolas Seguras. Saiba mais.
Pelo menos 770 mil crianças menores de cinco anos, que não completaram o esquema vacinal, estão a ser imunizadas nas regiões centro e norte de Moçambique, numa campanha de vacinação promovida pelas autoridades de saúde para prevenir doenças evitáveis.
A campanha, que começou na segunda-feira e termina no sábado, abrange 74 distritos das províncias de Cabo Delgado, Niassa, Zambézia, Tete, Nampula, Manica e Sofala. Segundo Leonildo Nhampossa, chefe do Programa Alargado de Vacinação (PAV), estas regiões foram escolhidas devido à baixa cobertura vacinal registada entre 2019 e 2022.
Este défice deveu-se à necessidade de priorizar respostas a outras emergências, como surtos de poliomielite, cólera, a pandemia da Covid-19 e também devido aos conflitos armados em algumas dessas áreas.
As vacinas administradas incluem as que previnem doenças graves como a tuberculose, hepatite B, meningite, poliomielite, pneumonia, diarreias, sarampo e rubéola.
Para colmatar a falta de imunização durante os últimos anos, o sector da Saúde elaborou um plano de recuperação dirigido a crianças sem qualquer dose de vacina ou com esquemas incompletos.
Este plano previa três rondas de vacinação nos distritos identificados como prioritários, onde foram registadas mais de 876 mil crianças com vacinas em falta.
Para a fase final desta campanha, foram mobilizados mais de oito mil profissionais, entre vacinadores, mobilizadores comunitários, registadores, supervisores, coordenadores e outros especialistas logísticos. Adicionalmente, foi disponibilizado um orçamento de 1,7 milhão de dólares, financiado pelo governo e parceiros internacionais.
Nhampossa destacou que, nos primeiros dois dias da campanha, foram vacinadas 280 mil crianças sem qualquer dose de vacina ou com esquemas incompletos, representando cerca de 37% da meta prevista.
Tal como nas fases anteriores, a campanha está a ser realizada através de brigadas móveis, postos fixos e unidades sanitárias, com o objectivo de alcançar o maior número possível de crianças.
Nhampossa apelou ainda aos pais e encarregados de educação para levarem os seus filhos aos pontos de vacinação, assegurando-lhes uma vida saudável e protegida contra doenças preveníveis.
Nas duas primeiras rondas da campanha, realizadas em Fevereiro e Junho deste ano, foram vacinadas 860 mil crianças, sendo que 251 mil delas nunca tinham recebido qualquer dose de vacina.
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