O homicida do jornalista e comentador João Chamusse foi condenado, na sexta-feira (27), a 20 anos de prisão, além de uma multa de 300 mil meticais (aproximadamente 4.700 dólares), a ser paga à família da vítima.
A sentença marca o fim de um processo judicial que iniciou em Dezembro do ano passado, após o brutal assassinato de Chamusse, que foi encontrado sem vida na sua própria residência, no distrito municipal de KaTembe, com evidentes sinais de estrangulamento.
O condenado, Elias Dlate, um jovem de 24 anos, foi capturado poucos meses após o crime e, agora, enfrenta a longa pena de prisão. Para o advogado da família de João Chamusse, a condenação é vista como adequada, dado o valor inestimável da vida humana. “A vida humana é o maior bem, em termos de direitos humanos e direitos fundamentais”, afirmou o representante da família, sublinhando que, apesar da justiça feita, o caso não é totalmente satisfatório.
A confissão do réu, apresentada de forma espontânea, acabou por limitar as investigações posteriores, o que deixou muitas perguntas sem resposta, especialmente quanto às motivações que levaram Elias Dlate a cometer o crime. “Apesar da sentença, ficámos sem entender claramente os motivos por trás deste homicídio. Esta confissão dificultou uma investigação mais profunda e detalhada”, lamentou o advogado.
O representante legal da família de Chamusse apelou para que o caso seja reaberto, sugerindo que haja mais pessoas envolvidas no crime e que a confissão do réu, por si só, não oferece uma explicação completa dos factos.
No entanto, advertiu que uma nova investigação poderá levar tempo. “Abrir um novo processo judicial exigirá tempo e recursos, e estamos limitados pela confissão inicial, o que, infelizmente, representa um obstáculo significativo na investigação criminal”, concluiu.
Com o veredicto já proferido, o caso ainda gera inquietação, especialmente para a família de João Chamusse, que continua à procura de respostas sobre os reais motivos que levaram à sua morte, esperando que a justiça total seja alcançada.
Um incêndio devastador consumiu por completo três armazéns localizados no Jardim dos Namorados, no Município de Maputo.
As equipas do Serviço Nacional de Salvação Pública (bombeiros) foram prontamente mobilizadas e conseguiram controlar o incêndio, no entanto, os armazéns já estavam reduzidos a cinzas no momento da intervenção.
O incidente ocorreu nas primeiras horas da manhã de sexta-feira, quando as chamas e uma densa coluna de fumo começaram a tornar-se visíveis, sinalizando mais um incêndio na cidade de Maputo.
O alerta foi dado por um dos funcionários do Jardim dos Namorados, que, ao chegar ao local, foi surpreendido pelas chamas. Infelizmente, os extintores presentes no local não funcionaram, limitando qualquer tentativa de combate ao fogo antes da chegada dos bombeiros.
Os três armazéns abrigavam uma variedade de bens, incluindo material de manutenção, geleiras e outros itens de valor. “Foi uma coincidência. Eu vinha buscar algo num dos armazéns e, quando cheguei, vi que o fogo já tinha começado no armazém do meio, onde guardamos materiais sensíveis e inflamáveis.
Ali estavam armazenados materiais de manutenção do jardim, geleiras e expositores”, relatou James Maronda, o responsável pelos armazéns, visivelmente consternado com a perda total dos bens.
Até ao momento, a origem do incêndio permanece desconhecida, e James acrescenta que os armazéns, que existem há já bastante tempo, nunca tinham enfrentado um incidente semelhante.
Apesar da rápida resposta dos bombeiros, que impediram que o fogo se alastrasse para outras áreas, todo o conteúdo dos armazéns foi destruído.
Este incêndio junta-se a uma preocupante série de incidentes semelhantes que têm assolado a cidade de Maputo nos últimos meses, sendo este o quinto registado num espaço de menos de dois meses. A frequência dos incêndios levanta questões sobre as condições de segurança dos armazéns e outros estabelecimentos na cidade.
As autoridades locais dos Estados Unidos confirmaram que pelo menos 33 pessoas morreram devido à passagem devastadora do furacão Helene, que atingiu várias regiões do país.
Este balanço foi divulgado na sexta-feira, segundo informações da Reuters.
A Carolina do Sul foi uma das áreas mais afectadas, registando pelo menos 13 mortes. As autoridades estão em alerta máximo, visto que a tempestade continua a causar estragos.
O governador da Geórgia, Brian Kemp, confirmou que “esta tempestade tem sido mortal”, ao anunciar que o estado contabilizou 11 vítimas. Entre os falecidos encontra-se um membro de uma equipa de salvamento, destacando a gravidade do fenómeno.
Na Florida, o condado de Pinellas, localizado na costa oeste, foi particularmente atingido. O gabinete do xerife confirmou que cinco mortes no local estão directamente relacionadas com o furacão, evidenciando a força destrutiva de Helene, que continua a representar uma ameaça significativa para as populações e infraestruturas.
As equipas de emergência continuam a trabalhar incansavelmente para prestar assistência e socorrer os afectados, numa altura em que as autoridades temem que o número de vítimas possa aumentar à medida que se avaliam os danos causados pela passagem do furacão.
Na última quinta-feira, em Gravatal, Santa Catarina, Brasil, uma mulher de 34 anos, identificada como Isabel Cristina Fernandes Martins, foi brutalmente assassinada pelo próprio irmão, na sequência de uma violenta discussão sobre a partilha de uma herança familiar.
O trágico crime ocorreu em frente à mãe de ambos, no interior da casa onde o irmão da vítima também residia.
Segundo informações divulgadas pelo portal g1, o crime aconteceu por volta das 16h00, hora local, quando Isabel estava de visita à família. Embora as causas exactas que levaram à agressão fatal ainda estejam sob investigação, sabe-se que a discussão entre os dois irmãos culminou no ataque com uma faca, que resultou em ferimentos fatais para a vítima.
Após o crime, o irmão fugiu para uma área de mata nas proximidades e, até ao momento, as autoridades locais continuam as buscas, sem sucesso na sua captura.
Os bombeiros foram chamados ao local, mas, ao chegarem, já não puderam fazer nada pela vítima, que sucumbiu aos ferimentos antes de qualquer intervenção médica ser possível.
O funeral de Isabel Cristina realizou-se na sexta-feira, em Capivari de Baixo, também no sul de Santa Catarina, onde familiares e amigos se reuniram para prestar as últimas homenagens à mulher, cuja vida foi tragicamente interrompida por um conflito familiar.
As autoridades continuam a investigar as circunstâncias que levaram ao assassinato e intensificaram a busca pelo irmão da vítima, que permanece em fuga.
Pelo menos 46 pessoas morreram, das quais 37 eram crianças, durante uma celebração religiosa hindu no estado de Bihar, situado no leste da Índia.
As vítimas afogaram-se enquanto participavam num ritual de banho sagrado, informou hoje a administração local à agência de notícias France Presse.
De acordo com um responsável pela gestão de catástrofes, os afogamentos ocorreram em rios e reservatórios de água que estavam sob o impacto de cheias, as quais têm devastado a região. “As vítimas ignoraram os perigos associados ao nível excessivamente elevado das águas e decidiram banhar-se para comemorar a festividade”, afirmou o responsável, que preferiu não ser identificado.
Os trágicos incidentes ocorreram na terça e quarta-feira, espalhando-se por quinze distritos do estado de Bihar, no contexto das celebrações do festival hindu Jitiya Parv, um evento dedicado às mães, que rezam e realizam rituais pelo bem-estar e longevidade dos seus filhos.
As equipas de resgate continuam as buscas por três pessoas desaparecidas, indicaram as autoridades, mantendo a esperança de recuperar os corpos o mais breve possível.
As cheias durante a época das monções, que se estende de Julho a Setembro, são fenómenos recorrentes na Índia, provocando frequentemente desastres naturais de grande magnitude.
Especialistas em clima alertam que o impacto das alterações climáticas está a agravar a frequência, intensidade e imprevisibilidade destas inundações, colocando cada vez mais vidas em risco.
O naufrágio de uma embarcação que transportava migrantes nas Ilhas Canárias resultou na morte de nove pessoas e no desaparecimento de 48, informaram as autoridades espanholas.
O incidente ocorreu na noite de sexta-feira, ao largo da ilha de El Hierro, uma das componentes do arquipélago das Canárias. Até ao momento, 27 pessoas foram resgatadas com vida.
A embarcação transportava um total de 84 homens, entre os quais um adolescente, cujo corpo foi recuperado pelas equipas de salvamento. A idade do jovem situava-se entre os 12 e os 15 anos, segundo os serviços de emergência de El Hierro, que comunicaram com a agência noticiosa EFE.
Os mesmos serviços relataram que o alarme foi dado pelos próprios ocupantes da embarcação, permitindo às equipas de socorro localizar o local do naufrágio e realizar a operação de resgate durante a noite.
Segundo informações obtidas pela organização não-governamental espanhola Caminando Fronteras, um familiar de um dos passageiros revelou que os 84 migrantes haviam partido da Mauritânia com destino às Ilhas Canárias. Entre os passageiros, encontravam-se vários adolescentes e, pelo menos, quatro crianças com idades entre os 7 e os 11 anos.
Desde as primeiras horas de sábado, elementos da Guardia Civil e do Salvamento Marítimo têm estado empenhados nas operações de busca, concentrando os seus esforços na área de Las Playas, na esperança de encontrar mais sobreviventes ou recuperar os corpos das vítimas.
Este trágico incidente junta-se a outros ocorridos recentemente nesta rota migratória. No início de Setembro, o naufrágio de outra embarcação ao largo da costa do Senegal causou a morte de, pelo menos, 39 migrantes, de acordo com informações da agência francesa AFP.
O número de vítimas mortais na tentativa de atravessar a perigosa rota atlântica tem aumentado de forma preocupante nos últimos anos, com muitos migrantes a arriscarem a vida a bordo de embarcações sobrelotadas e frequentemente em más condições.
Em resposta a este aumento do fluxo migratório e à crise humanitária associada, o governo espanhol celebrou, no final de Agosto, acordos com a Mauritânia e a Gâmbia. Estes entendimentos visam reforçar a cooperação no combate às redes de tráfico humano e promover uma migração legal e segura.
Até ao dia 15 de Agosto deste ano, 22.304 migrantes chegaram às Canárias, um número que representa um aumento de 126% face ao mesmo período em 2023, quando haviam sido registadas 9.864 entradas.
A nível nacional, o número total de migrantes que entraram em Espanha aumentou 66%, passando de 18.745 no ano passado para 31.155 em 2024.
A rota entre África e as Canárias é considerada uma das mais mortíferas, devido às embarcações improvisadas que tentam enfrentar as fortes correntes do Atlântico. Algumas destas embarcações partem de pontos situados até mil quilómetros de distância das ilhas.
Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), desde 2014, pelo menos 4.857 pessoas morreram ou desapareceram nesta rota. No entanto, a ONG Caminando Fronteras, que baseia as suas estimativas nos relatos de sobreviventes, eleva o número para 18.680 vítimas.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve três cidadãos moçambicanos suspeitos de envolvimento no homicídio de um homem de 49 anos, ocorrido na cidade de Maputo, especificamente no distrito municipal da Ka Tembe. Um quarto suspeito permanece em fuga.
O crime ocorreu na noite de 11 de Setembro, quando os suspeitos sequestraram a vítima, residente no bairro de Chamissava, exigindo um resgate de 50 mil meticais (cerca de 783 dólares) à família. Em resposta ao pedido, os familiares conseguiram inicialmente depositar cinco mil meticais na conta bancária da vítima, enquanto tentavam arrecadar o restante do valor exigido.
De forma violenta, um dos sequestradores atacou a vítima com uma faca, ferindo gravemente um dos seus membros inferiores. O homem acabou por sucumbir aos ferimentos no local, devido a uma hemorragia massiva.
Após a constatação da morte, os suspeitos, com idades compreendidas entre 24 e 26 anos, contactaram novamente a família, exigindo o restante do valor do resgate, mas eventualmente confessaram que a vítima já havia falecido.
As autoridades afirmam que a detenção dos suspeitos resultou das investigações que começaram imediatamente após o crime ter sido reportado. “O SERNIC actuou rapidamente, recolhendo depoimentos de testemunhas residentes na área e reunindo outras informações pertinentes”, explicou Hilário Lole, porta-voz do SERNIC para a cidade de Maputo.
Segundo as autoridades, este grupo já estava envolvido em crimes semelhantes há algum tempo. “Este não é o primeiro caso registado na Ka Tembe. Num outro incidente, conseguiram extorquir 13 mil meticais à família de uma vítima, o que nos leva a concluir que não se tratava de um caso isolado, mas de um grupo organizado que actuava de forma recorrente”, acrescentou Lole.
Os suspeitos confessaram os crimes, alegando que o objectivo era unicamente obter dinheiro e que não tinham intenção de matar a vítima. “Pedimos 50 mil meticais, mas a família só conseguiu transferir cinco mil. Não pretendíamos matá-lo”, afirmou um dos suspeitos. Outro cúmplice mostrou-se surpreso ao ver a vítima a sangrar, negando qualquer envolvimento directo no esfaqueamento. “Quando o vi, já sangrava. Eu não estava presente no momento em que foi esfaqueado”, afirmou.
O irmão da vítima lamentou o desfecho trágico, explicando que a família seguiu as instruções dos raptores na esperança de salvar a vida do ente querido. “O meu irmão tinha cinco mil meticais no telemóvel, que foi o valor inicial transferido enquanto tentávamos reunir o restante do dinheiro”, explicou.
Caso sejam condenados, os suspeitos enfrentam penas de prisão que podem variar entre 20 a 24 anos.
Treze agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), pertencentes à segunda esquadra na cidade da Beira, foram formalmente acusados de homicídio agravado, após a morte de Tomás Evaristo, um detido sob custódia policial.
A acusação foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que confirmou que a vítima faleceu devido a maus-tratos enquanto se encontrava detida. O processo-crime encontra-se em fase de instrução, com mais agentes sob investigação.
O caso, que gerou grande comoção, envolve a morte de Tomás Evaristo, um suspeito que morreu na cela da segunda esquadra da PRM na Beira. O Ministério Público, através do seu porta-voz Joaquim Tomo, revelou que a investigação está em curso e que já foram ouvidos outros detidos que partilhavam a cela com a vítima. Tomo sublinhou que as autoridades continuam a recolher informações e que, além dos 13 agentes já constituídos arguidos, outros poderão ser também responsabilizados à medida que o processo avança.
A PGR foi categórica ao afirmar que os maus-tratos infligidos a Evaristo ocorreram durante a noite de 13 de Setembro, nas dependências da segunda esquadra.
O detido terá sido submetido a actos de violência física, o que resultou em ferimentos graves. Apesar dos esforços para o transportar ao hospital, Tomás Evaristo não resistiu aos ferimentos e faleceu durante o percurso. “As agressões ocorreram dentro da cela, e as feridas que provocaram a sua morte foram infligidas dentro da própria esquadra”, confirmou a PGR.
A Procuradoria-Geral da República condena veementemente a conduta violenta dos agentes da polícia e alerta que tais práticas não são toleradas, mesmo em casos de suspeita de crimes graves. “Torturar ou maltratar um cidadão, independentemente das acusações, é considerado linchamento, algo que vai contra os princípios legais e éticos que regem as forças de segurança”, advertiu a PGR, numa tentativa de desencorajar futuros abusos policiais.
O caso continua a ser acompanhado de perto pelas autoridades judiciais, com a expectativa de que novos desenvolvimentos surjam à medida que as investigações avançam e mais elementos sejam revelados sobre as circunstâncias que levaram à morte de Tomás Evaristo.
Na manhã de quinta-feira, um incêndio deflagrou num dos armazéns localizados no Mercado Brandão, em Quelimane, provocando a destruição parcial de produtos alimentares e materiais de construção.
Entre os bens consumidos pelas chamas encontravam-se farinha, bolachas, arroz e outros produtos essenciais.
A rápida intervenção de populares e do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP) foi crucial para evitar que o incêndio causasse ainda mais danos.
No entanto, Filipe Januário, responsável pelo armazém, não conseguiu ainda quantificar o prejuízo resultante deste incidente.
Em declarações à Rádio Moçambique, o porta-voz do Comando Provincial do Serviço de Salvação Pública, Manuel Cumaio, afirmou que é cedo para determinar as causas exactas que levaram ao incêndio, estando as investigações em curso.
Devido à inalação de fumo, três pessoas necessitaram de ser socorridas de imediato e foram transportadas para o centro de saúde de Chabeco, conforme relatado por uma testemunha presente no local. As autoridades continuam a monitorizar a situação para garantir a segurança na área afectada.
Pelo menos 32 pessoas perderam a vida em Catmandu, capital do Nepal, devido a inundações causadas por chuvas intensas que têm assolado a região nos últimos dias, informou a polícia local.
Além dos mortos, 12 pessoas continuam desaparecidas, enquanto 17 ficaram feridas. As chuvas torrenciais começaram na sexta-feira e deverão continuar durante o fim de semana, agravando a situação na cidade.
As autoridades nepalesas estão em alerta máximo, tendo resgatado 1.053 pessoas até agora. O Governo emitiu avisos de emergência para todo o território nacional, em virtude das previsões de chuva intensa.
Com o objectivo de reduzir os riscos, foi imposta a proibição de circulação de autocarros durante a noite nas autoestradas, e as autoridades aconselham os condutores de veículos particulares a evitarem as estradas.
Além de Catmandu, outras regiões do Nepal também estão a sofrer com as consequências das chuvas das monções, que têm provocado deslizamentos de terras e inundações.
A época das monções, que se caracteriza por chuvas abundantes, começou em Junho e deverá prolongar-se até meados de Setembro, segundo os meteorologistas.
As forças de segurança nepalesas permanecem em alerta, prestando assistência às populações afectadas, enquanto as equipas de resgate continuam à procura dos desaparecidos em meio à devastação.
O primeiro-ministro do Senegal, Ousmane Sonko, acusou o anterior Governo de manipular os dados relativos ao orçamento e à dívida pública entre 2019 e 2023.
Durante uma conferência de imprensa, Sonko afirmou que os ex-ministros divulgaram informações incorretas para enganar a população senegalesa e os parceiros internacionais do país.
De acordo com Sonko, “O regime do Presidente Macky Sall manipulou os dados para apresentar uma imagem económica, financeira e orçamental completamente distante da realidade. Isto é algo de extrema gravidade”, sublinhou, citando a agência Lusa.
Ousmane Sonko apontou directamente os ex-ministros Amadou Ba, Mamadou Moustapha Ba e Abdoulaye Daouda Diallo, acusando-os de apresentarem números falsos e de “mentirem” deliberadamente ao povo senegalês e aos parceiros do país sobre a verdadeira situação financeira.
“Seiscentos e cinco mil milhões de francos CFA (aproximadamente 900 milhões de euros) deveriam ter sido utilizados a partir de 1 de Janeiro de 2024, mas o governo cessante utilizou esses fundos no exercício de 2023, o que é uma irregularidade gravíssima. Até ao momento, não conseguimos localizar qualquer registo sobre a aplicação desses fundos”, afirmou o primeiro-ministro senegalês.
O ministro da Economia, Abdourahmane Sarr, reforçou as declarações de Sonko, referindo que uma auditoria às finanças públicas revelou que a dívida pública do Senegal no período de 2019 a 2023 atingiu 76,3% do Produto Interno Bruto (PIB), um valor mais de 10 pontos percentuais acima do inicialmente divulgado.
A vila de Marracuene, na província de Maputo, recebeu recentemente três novos autocarros, cada um com capacidade para transportar 60 passageiros, numa tentativa de melhorar o sistema de transporte público na região.
Estes veículos, adquiridos com o financiamento do Ministério dos Transportes e Comunicações, deverão começar a operar nas rotas mais movimentadas já na primeira semana de Outubro.
Maghivelane Simão, vereador responsável pelas Actividades Económicas, Transportes, Comunicação e Trânsito no município, destacou a importância desta iniciativa para a comunidade local, sublinhando que os novos autocarros irão diminuir significativamente o tempo de espera dos passageiros, especialmente nas áreas de maior procura.
“Com a chegada destes autocarros, pretendemos melhorar a qualidade do serviço de transporte prestado à população de Marracuene, que tem crescido e, consequentemente, a gerar uma maior necessidade de opções de transporte semi-colectivo”, afirmou Simão.
Para além de reforçar o transporte regular, o vereador anunciou que será criada uma linha especial dedicada ao transporte de estudantes, professores e funcionários públicos, visando facilitar os deslocamentos deste grupo específico.
No entanto, Simão alertou para o desafio de melhorar as infraestruturas rodoviárias, de modo a evitar que os novos veículos sofram danos prematuros devido ao mau estado das vias.
A implementação deste reforço no transporte público vem ao encontro da crescente demanda da população, que há muito tempo enfrenta dificuldades no acesso a um serviço de transporte eficiente.
O município de Marracuene espera que a entrada em operação destes novos autocarros contribua para uma mobilidade urbana mais ágil e eficaz.
Pelo menos 18 pessoas morreram e mais de 40 ficaram feridas num ataque perpetrado pelas Forças de Apoio Rápido (RSF), um grupo paramilitar, num mercado na capital do estado de Darfur do Norte, conforme noticiado pela agência EFE.
Um médico do Hospital Saudita, situado na cidade de El Fasher, relatou ao portal de notícias sudanês Sudan Tribune que o ataque provocou mais de 40 feridos, levantando preocupações de que o número de vítimas mortais possa aumentar nas próximas horas, dada a gravidade de muitos ferimentos.
A cidade de El Fasher tem sido alvo de ataques quase diários desde que a RSF impôs um cerco à localidade, situação que já dura há meses. Na semana passada, o grupo paramilitar lançou uma ofensiva de grande escala com o objectivo de assumir o controlo total da cidade, conseguindo conquistar partes da zona oriental.
Entre os locais agora sob controlo da RSF encontram-se um hospital pediátrico e o edifício da bolsa de valores. Por outro lado, as forças armadas sudanesas mantêm domínio sobre a parte ocidental de El Fasher, onde estão situados os principais edifícios governamentais, o aeroporto e a principal universidade da região.
Fontes militares sudanesas confirmaram que as forças armadas têm feito progressos significativos na sua ofensiva, lançada na quinta-feira, com o objectivo de expulsar as RSF de Cartum, a capital do país, e da cidade vizinha de Omdurman.
De acordo com essas fontes, vários batalhões de infantaria conseguiram atravessar as pontes sobre o rio Nilo, que ligam Omdurman a Cartum e a Cartum Norte, apesar do fogo intenso de artilharia e bombardeamentos, conquistando novas posições estratégicas em ambas as margens.
Esta ofensiva de quinta-feira marca a primeira grande operação militar em Cartum desde o início do conflito entre o exército sudanês e as RSF, em Abril de 2023. O conflito, até agora, já resultou na morte de cerca de 20.000 pessoas, deixou 33.000 feridos e provocou o deslocamento interno de 7,9 milhões de pessoas, além de forçar 2,1 milhões a fugir do país, de acordo com estimativas das Nações Unidas.
O Sudão está actualmente mergulhado numa guerra civil, que iniciou em Abril de 2023, após o agravamento das tensões sobre a integração das RSF nas forças armadas sudanesas.
Esta integração fazia parte de um acordo assinado em Dezembro de 2022, com o intuito de formar um novo governo civil e retomar a transição política, interrompida pelo golpe de Estado de Outubro de 2021, que depôs o então primeiro-ministro Abdullah Hamdok. Esta transição havia sido inicialmente desencadeada pela destituição do antigo presidente Omar Hassan al-Bashir, em 2019, mas tem enfrentado sucessivos retrocessos desde então.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Assistente de Finanças. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar onze (11) Assistentes – Distribuição. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Fiel – Armazém. Saiba mais.
A Aga Khan Foundation (AKF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Monitoring, Evaluation, Research & Learning (MERL) Manager. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Assistente de Desenvolvimento Comunitário. Saiba mais.
A N´weti, Organização não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenadora Nacional de Engajamento Juvenil. Saiba mais.
A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar um (1) Oficial de Campo. Saiba mais.
A CARE Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (MEAL) Director. Saiba mais.
A Tetra Tech International Development pretende recrutar um (1) Director of Administration and Finance for USAID Mozambique Renda Verde Activity. Saiba mais.
A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa da Beira, a AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de GIS. Saiba mais.
A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Especialista em Reformas Políticas e Institucionais – PIR (Transportes). Saiba mais.
A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Director de Agregação da Agricultura Comercial e Gestão de Subvenções. Saiba mais.
O governo de Moçambique continua a explorar alternativas para garantir a viabilidade das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), uma empresa que enfrenta uma grave crise há vários anos.
Recentemente, a companhia foi submetida a uma comissão de gestão, mas os desafios persistem.
Esta posição foi reafirmada pelo Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, durante um evento em Maputo que assinalava os 60 anos do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). Questionado sobre o término da parceria com a Fly Modern Ark (FMA), uma empresa sul-africana contratada para reestruturar a LAM, o ministro foi cauteloso nos detalhes. Ele remeteu a imprensa para o novo presidente da transportadora, sugerindo que seria ele o responsável por apresentar os planos de futuro para revitalizar a companhia.
“Fizemos mudanças estratégicas e confiamos que as pessoas nomeadas possam melhorar a situação da LAM. Colocámos um novo presidente, alguém com credibilidade e competência, e gostaria que ele tivesse a oportunidade de esclarecer os planos futuros da empresa”, declarou o ministro.
Apesar do fim da parceria com a FMA, o governo de Moçambique continua empenhado em melhorar a transportadora aérea, com o objetivo de torná-la atrativa tanto para o sector público como para potenciais investidores privados. Magala mencionou que o Executivo está aberto a considerar diferentes modelos de gestão para a LAM, não descartando a possibilidade de deixar de ser uma empresa pública.
Contudo, ele sublinhou a necessidade de estabilizar a companhia antes de qualquer decisão estrutural, um processo que estima demorar até cinco anos.
“Assim que tivermos uma empresa com bases sólidas, estaremos em posição de discutir qual o modelo de gestão mais adequado para assegurar o sucesso da LAM e proteger os interesses de Moçambique”, acrescentou Magala.
O contrato entre a LAM e a FMA, assinado em Abril de 2023, terminou recentemente, mas até ao momento ainda não foi divulgado o relatório detalhado das actividades realizadas pela empresa sul-africana. A Fly Modern Ark tinha como missão reverter a difícil situação financeira da LAM, que na altura acumulava uma dívida de cerca de 300 milhões de dólares.
O objectivo era garantir a recuperação da transportadora e, posteriormente, definir os próximos passos para o seu futuro.
Este contexto coloca o governo moçambicano perante o desafio contínuo de encontrar soluções sustentáveis para a LAM, uma empresa que, apesar das dificuldades, continua a ser vital para o sector dos transportes no país.
Na passada sexta-feira, duas mulheres de 34 anos foram detidas pela Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Tete, sob a acusação de envolvimento no homicídio de um homem, que era namorado de uma das detidas.
Segundo informações obtidas pela Miramar, a tragédia iniciou durante uma discussão acesa entre o casal. Durante a altercação, a namorada da vítima, em um momento de desespero, pediu ajuda à sua amiga, que prontamente atendeu ao pedido.
A amiga, então, agiu de forma violenta e desferiu um golpe na cabeça do homem utilizando uma pedra. Infelizmente, o golpe foi fatal, e o homem não conseguiu resistir aos ferimentos, falecendo no local.
As duas mulheres, após serem detidas, confessaram o crime, revelando os detalhes do ocorrido. A PRM, além das detenções, também apreendeu um jovem de 31 anos, acusado de roubo de motorizadas na mesma região, evidenciando uma série de crimes que têm preocupado as autoridades locais.
Residentes das comunidades localizadas nas proximidades da mineradora de carvão de Moatize, na província de Tete, Moçambique, estão a exigir o seu reassentamento para um local mais seguro.
A principal preocupação dos moradores reside na elevada quantidade de poeira emitida pela empresa mineira, que, segundo os mesmos, está a colocar em grave risco a sua saúde.
As queixas apontam para os impactos negativos causados pela operação da mineradora, que, além dos riscos respiratórios associados à poeira, também está a prejudicar a qualidade de vida dos residentes.
Os afectados sublinham a urgência de uma solução, tendo em vista os danos contínuos que estão a sofrer devido à exposição prolongada aos poluentes.
O assessor do Provedor de Justiça, Almeida Ngovene, afirmou que a situação já está a ser analisada pela provedoria.
Segundo Ngovene, o processo de investigação sobre a emissão dos níveis elevados de poeira está em curso, e uma resposta definitiva deverá ser apresentada no prazo de sessenta dias. Este prazo servirá para apurar a responsabilidade da mineradora e determinar as medidas necessárias para mitigar os impactos ambientais e proteger as populações afectadas.
O reassentamento das comunidades é uma das principais exigências dos residentes, que esperam que as autoridades ajam rapidamente para garantir que possam viver em condições adequadas e seguras, longe das áreas afectadas pela poluição proveniente da actividade mineira.
O advogado Elvino Dias revelou em Maputo, que se viu sob a mira das armas de esquadrões da morte e que, felizmente, não foi assassinado devido à falta de munições.
Após sair da Procuradoria-Geral da República (PGR), o advogado expressou, sem rodeios, que as ameaças à sua integridade física e à de seu cliente são uma realidade habitual.
Na PGR, Elvino Dias apresentou duas queixas-crime separadas, uma contra a Comissão Nacional de Eleições e outra contra o partido Frelimo.
Embora não tenha especificado a data prevista para a implementação de um plano de assassinato contra si, Dias indicou que as intimidações começaram desde o início das suas acções contra o regime vigente.
O advogado reagiu a perguntas sobre rumores de um suposto plano orquestrado pelo Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE) com o intuito de silenciar Venâncio Mondlane, seu cliente.
Importa recordar que, durante uma visita à província de Inhambane, a 18 de Agosto, Venâncio Mondlane conseguiu escapar de uma alegada tentativa de assassinato.
Durante o incidente, foi identificado um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) como portador da arma utilizada. Apesar de a PRM ter tentado minimizar a situação, confirmou posteriormente que a arma “confiscada” pertencia à própria corporação.
O Comandante-Geral da PRM afirmou que não existem intenções internas para assassinar qualquer candidato de partido político.
A situação levanta questões sérias sobre a segurança dos opositores políticos e o ambiente de intimidação que muitos enfrentam no contexto actual.
As Alfândegas de Moçambique conseguiram frustrar uma tentativa de exportação ilegal de 430 sacos de carvão vegetal na fronteira de Ressano Garcia, localizada no distrito de Moamba, província de Maputo.
A carga tinha como destino a África do Sul, mas foi interceptada no último domingo, no quilómetro quatro da referida fronteira.
A exportação de carvão vegetal está proibida pela legislação moçambicana, e a apreensão foi resultado de uma operação conjunta entre as Alfândegas e a Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA). Esta colaboração permitiu identificar e travar a movimentação ilegal do carvão, que tinha origem na província de Inhambane.
Arsénio Tchelene, chefe do Departamento Central de Fiscalização de Florestas da AQUA, afirmou que o proprietário da carga enfrentará uma multa pesada, no valor de um milhão e trezentos mil meticais, pelo cometimento deste crime ambiental.
Segundo Tchelene, este é apenas mais um caso dentro de uma série de operações bem-sucedidas. Com esta apreensão, ele revelou que já foram registadas seis tentativas frustradas de exportação ilegal de carvão vegetal, todas ocorridas nas fronteiras da província de Maputo.
A acção reforça os esforços das autoridades moçambicanas em combater o tráfico de recursos naturais, numa altura em que o carvão vegetal tem sido alvo de exploração excessiva e ilegal, representando uma ameaça significativa ao ambiente.
A candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Kamala Harris, criticou duramente Donald Trump durante um discurso em Pittsburgh, na Pensilvânia, na última quarta-feira.
Harris acusou o ex-presidente de ter uma agenda económica que favorece apenas os mais ricos, em detrimento dos trabalhadores que realmente sustentam a economia.
“Para Donald Trump, a economia deve servir os proprietários dos grandes arranha-céus, e não aqueles que os constroem, nem os que instalam a electricidade ou limpam o chão,” afirmou Harris.
A vice-presidente, que cresceu em uma família de classe média, enfatizou que esta experiência a torna sensível às dificuldades enfrentadas pelos cidadãos na gestão das suas despesas diárias.
Além de criticar a agenda económica de Trump, Harris responsabilizou-o pela perda de 200.000 empregos na indústria norte-americana. Ela reconheceu que o custo de vida continua a ser “demasiado elevado” e prometeu implementar medidas para ajudar as famílias na compra de habitação e para controlar os preços dos medicamentos, abordando assim algumas das preocupações mais prementes dos eleitores.
Na sexta-feira, Kamala Harris tem agendada uma visita à fronteira entre os Estados Unidos e o México, no Arizona. Em resposta a esta deslocação, Donald Trump já se manifestou, alegando que Harris está a ir à fronteira apenas por “razões políticas”. O ex-presidente desafiou a credibilidade de Harris nesta questão, afirmando que é “inferior a zero”.
As eleições presidenciais nos Estados Unidos estão marcadas para o dia 5 de Novembro, e a disputa entre os candidatos promete ser acirrada, com questões económicas e sociais a dominarem o debate.
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