O antigo ministro da Economia e Finanças da Guiné-Bissau, Suleimane Seidi, foi libertado após passar cinco dias detido na Segunda Esquadra de Bissau, conforme anunciaram os seus familiares.
“Suleimane já se encontra em casa”, revelou um membro da família à agência de notícias Lusa. Segundo a mesma fonte, o ex-governante foi escoltado pela polícia até à sua residência. Suleimane havia sido detido na passada quarta-feira, enquanto se encontrava num restaurante na capital, Bissau.
Os familiares do ex-ministro consideram que a detenção foi, na verdade, um sequestro perpetrado pelas autoridades policiais. Esta visão é corroborada pela Liga Guineense dos Direitos Humanos, que tinha exigido a libertação imediata de Seidi, acusando as autoridades guineenses de o manterem em cativeiro de forma injustificada.
Um dos advogados de defesa, integrante do colectivo jurídico que representa Suleimane Seidi, afirmou à Lusa que a equipa não foi informada oficialmente sobre os procedimentos que levaram à libertação do ex-ministro. “Tudo foi conduzido de forma extraprocessual, tanto a sua detenção quanto a sua libertação”, declarou o advogado, que preferiu não se identificar.
O Exército do Líbano fez um apelo à população, instando os cidadãos a apoiar a “instituição militar”, destacando a determinação dos militares em cumprir a resolução das Nações Unidas que prevê a manutenção de efectivos no sul do país.
O comunicado foi emitido em resposta à ofensiva israelita que tem atingido várias regiões libanesas.
No comunicado, o Exército enfatizou a importância de apoiar as forças armadas, descrevendo-as como a “espinha dorsal do Líbano” e a garantia da segurança para todos os cidadãos. “À luz das agressões bárbaras e crescentes do inimigo israelita contra várias regiões libanesas, é do interesse do comando do Exército deixar claro que as suas unidades se estendem por todo o território libanês, incluindo a fronteira sul”, afirma a declaração.
O Exército do Líbano reafirmou a sua prontidão para defender o território nacional “dentro das capacidades disponíveis” e anunciou que está a trabalhar em estreita coordenação com a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) para garantir o cumprimento da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU.
Esta resolução, que pôs fim à guerra entre o Líbano e Israel em 2006, exige o desarmamento do Hezbollah e a instalação das forças armadas libanesas no sul do país. Assim, os membros do Hezbollah, um grupo xiita pró-iraniano, devem retirar-se para norte da fronteira com Israel.
Os militares sublinharam que estão a seguir “as decisões e directivas das autoridades políticas libanesas para tomar as medidas adequadas na protecção do Líbano e da instituição militar, conforme a resolução 1701”, mencionando uma ordem nesse sentido do primeiro-ministro libanês, Najib Mikati.
A nota militar ressalta ainda que “o Exército manteve-se firme graças à determinação, à fé e à vontade dos soldados, bem como à unidade dos libaneses em torno do papel unificador”. O comunicado conclui que “o que é necessário hoje é preservar a unidade nacional para garantir a segurança do Líbano”.
O Hezbollah tem estado em conflito com Israel na fronteira desde 8 de outubro do ano passado, e a situação agravou-se nas últimas duas semanas, com intensos bombardeamentos israelitas em diversas partes do Líbano, especialmente no sul e nos arredores de Beirute, onde o grupo xiita tem uma forte presença.
De acordo com as autoridades libanesas, esses confrontos e bombardeamentos resultaram na morte de mais de duas mil pessoas, além da deslocação de centenas de milhares de cidadãos, que fugiram para a Síria em busca de segurança.
O Governo fez a entrega de 35 novas casas às famílias afectadas pelo trágico deslizamento de resíduos na Lixeira de Hulene, ocorrido em 2017.
A cerimónia de entrega decorreu no bairro Possulane, no distrito de Marracuene, província de Maputo, e foi presidida pelo presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Manhique.
Durante o evento, Manhique destacou que esta acção faz parte de um esforço contínuo para mitigar o sofrimento das famílias que perderam as suas casas e entes queridos na tragédia. Ele sublinhou ainda que a entrega das habitações constitui uma resposta concreta para melhorar as condições de vida dos sobreviventes, proporcionando-lhes um local seguro e digno para reconstruírem as suas vidas.
Até à data, já foram entregues um total de 244 casas às vítimas, estando ainda em falta a conclusão e distribuição de mais 21 unidades, que irão marcar o término deste processo de reassentamento.
As 35 casas recentemente entregues são parte do compromisso assumido pelo governo local em garantir que todas as famílias afectadas pela tragédia sejam realojadas de forma permanente, num ambiente mais seguro e longe de áreas de risco. O reassentamento tem sido uma prioridade no plano de reconstrução pós-desastre, visando evitar futuras tragédias e melhorar a segurança habitacional.
A cerimónia contou com a presença de várias autoridades locais, que aproveitaram a ocasião para reforçar o compromisso do governo em continuar a apoiar as vítimas e trabalhar em prol do bem-estar da comunidade.
Cinco alpinistas russos que estavam desaparecidos desde domingo foram encontrados mortos no Nepal, confirmou um organizador de expedições na terça-feira.
Os alpinistas faleceram durante uma escalada no Monte Dhaulagiri, que se eleva a 8.167 metros (26.788 pés) e é o sétimo pico mais alto do mundo.
Os alpinistas participavam da temporada de escalada de outono, uma época que não é tão popular quanto a de primavera, mas que começou no mês passado. Durante esta temporada, as montanhas tendem a estar menos lotadas, e as taxas de autorização para escalada são também mais acessíveis.
Os cinco alpinistas estavam dados como desaparecidos desde domingo. Um helicóptero de resgate foi mobilizado e avistou os corpos na terça-feira.
No entanto, as equipas de resgate ainda não decidiram quando e como realizar a operação de recuperação dos corpos, que exige um cuidadoso planeamento, mão-de-obra especializada e equipamentos adequados para as difíceis condições montanhosas.
Entre os cinco alpinistas, dois conseguiram atingir o cume do Dhaulagiri, enquanto os outros três regressavam sem terem alcançado esse objectivo. O contacto via rádio com a equipa no acampamento base foi perdido durante a escalada, o que levantou preocupações sobre a segurança dos alpinistas.
As autoridades continuam a investigar as circunstâncias do incidente, enquanto a comunidade alpinista expressa o seu pesar pela perda trágica destes montanhistas.
O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou o seu discurso habitual contra a imigração, desta vez associando os imigrantes a criminosos e afirmando que os migrantes estariam a trazer “genes ruins” para o país.
Durante uma entrevista ao podcast “The Hugh Hewitt Show” na segunda-feira (07), Trump fez declarações polémicas, acusando os migrantes de serem responsáveis por crimes violentos, sugerindo que essas acções seriam de natureza genética. Ao longo da entrevista, o magnata referiu-se aos migrantes como “criminosos” e acusou a sua rival, Kamala Harris, actual vice-presidente dos Estados Unidos e candidata democrata, de permitir a entrada de “milhares de assassinos” no país.
Segundo Trump, a política imigratória do governo de Joe Biden teria facilitado a entrada de 425 mil “criminosos” nas fronteiras americanas. “Essas pessoas não deveriam estar aqui”, afirmou o candidato.
De acordo com ele, vários dos imigrantes ilegais já teriam cometido múltiplos homicídios e estariam agora a viver “tranquilamente” nos Estados Unidos. “Esses assassinatos, sabem, acho que está nos genes deles”, acrescentou, insinuando que os crimes seriam uma característica hereditária. “Neste momento, muitos genes ruins estão a entrar no nosso país”, continuou Trump.
O ex-presidente também atacou Kamala Harris, alegando que a vice-presidente quer implementar um sistema semelhante ao do “Partido Comunista” para fornecer assistência alimentar à população americana, recorrendo a fundos federais.
As declarações de Trump intensificam ainda mais o tom do seu discurso anti-imigração, uma bandeira central da sua campanha presidencial.
Três indivíduos foram apresentados a um tribunal sul-africano, acusados de roubar quatro milhões de dólares da propriedade de caça do Presidente Cyril Ramaphosa, em 2022.
Após a audiência, o tribunal regional da província de Limpopo decidiu adiar o caso para o dia 26 de Novembro.
Os suspeitos, identificados como Imanuwela David, Froliana Joseph e o seu irmão Ndilinasho Joseph, estão envolvidos no roubo milionário ocorrido na fazenda Phala Phala, de propriedade de Ramaphosa.
O caso, que ganhou notoriedade sob a designação de “Farmgate”, veio à luz em Junho de 2022, quando Arthur Fraser, ex-chefe dos serviços secretos da África do Sul, denunciou o incidente à polícia.
Fraser acusou Ramaphosa de estar envolvido em lavagem de dinheiro, corrupção e encobrimento do grande roubo de moeda estrangeira.
Cyril Ramaphosa, que antes de assumir a presidência era um empresário de destaque e bem relacionado, negou todas as acusações de irregularidade. Em Junho de 2023, o órgão de vigilância anti-corrupção do país concluiu que não havia evidências de um possível conflito de interesse relacionado ao dinheiro que foi encontrado dentro de um sofá na sua fazenda de caça Phala Phala.
O desfecho deste caso poderá ter implicações significativas, tanto para os acusados quanto para a reputação do Presidente Ramaphosa, que enfrenta um escrutínio contínuo devido às alegações que envolvem a sua propriedade e a gestão de recursos no país.
As próximas audiências no tribunal deverão fornecer mais esclarecimentos sobre os acontecimentos e o impacto das acusações.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Nampula anunciou, na segunda-feira, a detenção de nove indivíduos suspeitos de envolvimento em actividades ilícitas ligadas ao processo eleitoral.
As detenções ocorreram durante a última semana de campanha eleitoral, marcadas por episódios de violência e desordem.
Segundo informações divulgadas pela porta-voz da PRM em Nampula, Rosa Chaúque, no briefing semanal da corporação, os suspeitos estão ligados a uma série de incidentes que incluem agressões físicas, insultos e confrontos entre membros de diferentes partidos políticos. Além disso, foram registados actos de vandalismo contra um veículo e duas instalações.
Chaúque explicou que dois dos detidos são suspeitos de vandalizar o carro de um membro do partido Frelimo, como retaliação a uma alegada agressão cometida por um simpatizante do partido PODEMOS. Outros dois indivíduos foram presos por invadirem instalações da Frelimo e se apoderarem de bens alimentares.
Os cinco restantes foram detidos por envolvimento em confrontos ocorridos durante o cruzamento de caravanas de diferentes partidos políticos, resultando em escaramuças que exacerbaram a tensão durante a campanha.
A PRM sublinhou que estes incidentes refletem a crescente polarização e rivalidade entre os partidos em disputa, e reforçou o apelo à calma e à contenção por parte dos simpatizantes e militantes, à medida que o processo eleitoral se aproxima da sua fase decisiva.
A justiça da Bolívia intimou o ex-presidente Evo Morales a prestar depoimento no âmbito de uma investigação que o liga a um caso de suposto tráfico humano e abuso sexual de menor.
A informação foi divulgada na segunda-feira (07), pelo Procurador-Geral da Bolívia, Juan Lanchipa. Além de tráfico humano, Morales está a ser investigado por suspeita de estupro de uma menor de idade.
A investigação ganhou destaque na semana passada, após a promotora encarregada do caso ter sido afastada do cargo, na quarta-feira (02). O afastamento ocorreu após esta ter solicitado a prisão de Evo Morales, o que gerou polémica e aumentou a atenção sobre o caso.
De acordo com documentos relacionados ao pedido de prisão contra Morales, o suposto estupro teria ocorrido em 2016, quando a vítima, uma jovem de 15 anos, teria tido uma filha com o ex-presidente enquanto ele ainda ocupava o cargo de chefe de Estado. Os relatos sugerem que os pais da menor teriam consentido a relação em troca de benefícios oferecidos por Morales.
O Ministro da Justiça da Bolívia, César Siles, afirmou recentemente que a jovem deu à luz uma segunda filha e que o nome de Evo Morales consta como pai na certidão de nascimento. “Há um processo aberto que está em investigação”, declarou Siles, acrescentando que o caso está a ser tratado com a devida seriedade pelas autoridades judiciais.
Este episódio surge num momento de instabilidade política no país, marcado por uma crescente tensão entre Evo Morales, figura proeminente da política boliviana e líder cocaleiro, e o actual presidente, Luis Arce, com quem Morales tem enfrentado divergências.
Duas professoras foram recentemente detidas pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), na província de Gaza, sob a acusação de envolvimento no sequestro de uma aluna de apenas 10 anos.
As suspeitas, que leccionavam na Escola Primária de Macamuine, nos arredores da cidade de Xai-Xai, são apontadas como responsáveis pelo rapto da menor, que ocorreu durante o intervalo das aulas.
Segundo as autoridades, as professoras exigiram um resgate de 500 mil meticais à família da criança, como condição para a sua libertação. No entanto, graças à rápida intervenção do SERNIC, que agiu prontamente após a mãe da menor ter apresentado a denúncia, a criança foi resgatada em menos de 24 horas, antes de sofrer qualquer dano.
O SERNIC confirmou que as investigações estão em curso para apurar todos os detalhes do crime e garantir que os responsáveis sejam devidamente julgados.
A detenção das professoras causou choque na comunidade escolar e levantou preocupações sobre a segurança das crianças em ambientes educativos, onde se esperaria que estivessem protegidas.
Alejandro Arcos, recém-empossado como prefeito de Chilpancingo, no México, foi brutalmente assassinado e decapitado no último domingo (06), apenas seis dias após tomar posse.
O Partido Revolucionário Institucional (PRI), ao qual pertencia, exigiu justiça, classificando o crime como “covarde”.
A presidente Claudia Sheinbaum anunciou, na segunda-feira (07), que a investigação sobre o assassinato poderá ser conduzida pelo Ministério Público Federal, conforme informações divulgadas pela imprensa local.
Durante a sua conferência de imprensa matinal, Sheinbaum destacou que “as investigações necessárias estão em andamento para apurar o motivo do crime e, claro, para efectuar as prisões correspondentes”.
Sheinbaum também mencionou que as autoridades federais estão a colaborar com as forças do estado de Guerrero, onde se localiza Chilpancingo, e que existe a possibilidade de transferir o caso para a Procuradoria-Geral da República.
O crime ocorreu poucos dias após o assassinato de Francisco Tapia, secretário municipal de Chilpancingo, a 3 de Outubro. Ainda assim, Sheinbaum sublinhou que, apesar destes assassinatos, Chilpancingo não é considerado um dos municípios com maior índice de homicídios.
Alejandro Arcos, momentos antes da sua morte, partilhou nas redes sociais fotos de visitas a comunidades recentemente atingidas por um furacão. Homenagens póstumas foram feitas por familiares nas redes sociais, onde exaltaram o seu “compromisso inabalável com a paz, o serviço e o bem-estar da comunidade”.
O Partido Revolucionário Institucional (PRI) reagiu ao assassinato com uma dura condenação, exigindo justiça e o fim da violência. “Chega de violência e impunidade! O povo de Guerrero não merece viver com medo”, escreveu o PRI na rede social X (anteriormente Twitter).
A governadora de Guerrero, Evelyn Salgado, também lamentou a morte de Arcos, expressando a sua indignação. “A sua perda enche de luto toda a sociedade de Guerrero e gera profunda revolta”, escreveu na mesma rede social.
O presidente do PRI, Alejandro Moreno, também se pronunciou, condenando o crime e relembrando a morte de Francisco Tapia, ocorrida poucos dias antes. “Estavam no cargo há menos de uma semana. Jovens servidores públicos honestos que desejavam o progresso para a sua comunidade”, lamentou Moreno, reforçando o sentimento de tristeza e choque pela tragédia que abalou a cidade e a região.
Mais de 17 milhões de cidadãos moçambicanos, distribuídos pelo território nacional e em nove países da diáspora, estão prontos para exercer o seu direito de voto na quarta-feira.
Os eleitores irão às urnas escolher o próximo Presidente da República, os deputados da Assembleia da República, os membros das Assembleias Provinciais e, pela primeira vez, eleger directamente os Governadores das Províncias.
Estas eleições marcam a realização das sétimas Eleições Presidenciais e Legislativas desde a introdução do multipartidarismo no país, em 1994, e as quartas eleições para as Assembleias Provinciais. Uma das grandes inovações destas eleições é a escolha directa dos Governadores Provinciais, uma mudança que pretende reforçar a descentralização do poder em Moçambique.
A campanha eleitoral, que durou cerca de 45 dias, terminou oficialmente no domingo, dando lugar a dois dias de reflexão, na segunda e terça-feira, durante os quais os cidadãos foram incentivados a analisar as propostas dos diferentes candidatos e partidos políticos. Esta pausa permite aos eleitores avaliar os manifestos eleitorais apresentados e tomar uma decisão consciente antes de se dirigirem às urnas.
As eleições em Moçambique são vistas como um marco importante para o futuro político e económico do país, e a participação da diáspora reflete o compromisso do governo em assegurar que todos os cidadãos tenham voz no processo democrático, independentemente da sua localização geográfica.
O ambiente de campanha foi marcado por uma grande mobilização dos principais partidos políticos e uma forte presença de observadores internacionais, que acompanharam de perto o desenrolar do processo eleitoral.
O dia de votação será crucial para definir o rumo de Moçambique nos próximos cinco anos, num momento em que o país enfrenta desafios significativos nas áreas da segurança, economia e desenvolvimento social.
Um casal foi detido em Sofala, mais precisamente no distrito de Nhamatanda, acusado de assassinar uma menina de apenas um ano e três meses.
Os suspeitos são a mãe da criança e o seu padrasto, que, segundo as autoridades, usaram uma corda para enforcar a menor antes de procederem à extracção da pele e das unhas do seu corpo.
O porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala, Dércio Chacate, forneceu detalhes horríveis sobre o crime: “Com recurso a uma corda, estes dois indivíduos que aqui estão apresentados asfixiaram a criança e, posteriormente, começaram a retirar parte do corpo dela com um objecto não identificado. De forma detalhada, eles começaram a remover as unhas e a pele da menina.”
Após cometerem o crime, o casal, que viveu junto durante apenas três meses, tentou esconder o cadáver da criança no mato. Contudo, a comunidade local descobriu o corpo e denunciou a situação à polícia.
Dércio Chacate indicou que existem indícios de que este caso possa estar ligado ao tráfico de órgãos humanos, e o processo de investigação está em curso. “Neste momento, os nossos órgãos e oficiais estão empenhados em averiguar para onde estas unhas e a parte da pele deveriam ser comercializadas. Através da interacção preliminar que tivemos com estes dois indivíduos, é evidente que o móvel do crime pode ter sido o enriquecimento indevido”, explicou o porta-voz.
Em declarações, a mãe da vítima apontou o marido como o responsável pelo plano criminoso, afirmando que foi ele quem conhecia o comprador dos órgãos. “Eu não teria coragem para matar a minha filha. Foi o meu marido que a matou e depois retirou as unhas das duas mãos e a pele da mão esquerda”, afirmou.
O marido, por sua vez, negou qualquer envolvimento no crime, alegando que encontrou a rapariga já morta quando voltou do trabalho.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) está actualmente a realizar diligências para localizar o presumível comprador dos órgãos humanos, na esperança de esclarecer todos os pormenores deste, caso macabro. A comunidade está em choque com a brutalidade do crime, exigindo justiça para a menina.
Uma mulher de 36 anos foi detida na cidade de Tete, sob a acusação de tentar vender os seus dois filhos menores por um milhão de meticais.
A detenção ocorreu na semana passada, após uma denúncia que levou à intervenção do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).
Segundo as autoridades, a suspeita negociava a venda das crianças no momento em que foi surpreendida pelos agentes. No entanto, a mulher nega as acusações, afirmando que se tratava apenas de uma brincadeira, e não de uma transacção real.
O irmão da acusada manifestou grande preocupação com a situação, afirmando que nunca observou qualquer comportamento suspeito por parte da irmã. “Ela nunca fez algo assim, nem mesmo na zona onde vivia antes. É uma mulher que está a sofrer por não ter recursos, mas nunca se envolveu em negócios deste tipo”, explicou o irmão, visivelmente chocado.
De acordo com Celina Roque, porta-voz do SERNIC em Tete, a investigação preliminar aponta para a intenção clara de vender os filhos, supostamente como uma forma de melhorar a sua situação financeira, marcada por extrema pobreza. “A mãe alegou que as suas condições de vida são muito difíceis, e viu na venda dos seus filhos uma maneira de melhorar a sua situação. Assim que recebemos a informação, foram accionadas as nossas equipas operacionais, que conseguiram detê-la em flagrante delito”, detalhou Roque.
O SERNIC continua a investigar o caso, e está actualmente à procura do comprador e de outros possíveis envolvidos no esquema.
Christian Bruckner, considerado o principal suspeito do desaparecimento de Madeleine McCann, foi absolvido esta terça-feira, 3 de outubro, de várias acusações de crimes sexuais cometidos em Portugal, que não estão relacionados com o caso de Maddie.
A decisão foi proferida pelo Tribunal Regional de Braunschweig, na Alemanha.
Segundo informações divulgadas pela BBC, o homem de 47 anos, que se encontra detido na Alemanha, foi inocentado de três violações e de dois casos de abuso sexual que ocorreram entre 2000 e 2017. Apesar da absolvição, Bruckner permanecerá encarcerado até setembro de 2025, pois ainda cumpre uma pena de prisão por violação, enquanto a investigação sobre o seu possível envolvimento no desaparecimento da criança britânica Madeleine McCann continua.
O julgamento teve início em fevereiro e, durante o verão, o tribunal já havia revogado um mandado de prisão relacionado a este caso específico, um desenvolvimento interpretado por alguns como um indicativo de que a absolvição de Bruckner poderia ser uma possibilidade.
O advogado de Bruckner, Friedrich Fülscher, declarou esta segunda-feira que a absolvição era “o único resultado correto do caso”, uma vez que duas das vítimas alegadas de violação, uma adolescente e uma mulher idosa, nunca foram identificadas.
Durante uma das audiências do julgamento, uma testemunha revelou que havia invadido a casa de Bruckner, em Portugal, onde encontrou vídeos que mostravam a violação de uma menina e de uma mulher com idades entre os 70 e 80 anos.
Adicionalmente, uma mulher irlandesa testemunhou no tribunal que, quando tinha 21 anos, foi violada por um homem mascarado que invadiu o seu apartamento em Portugal, em 2004.
A Empresa Electricidade de Moçambique (EDM) está a concentrar esforços na mobilização de recursos financeiros com o objectivo de realizar a reabilitação integral da subestação de Awasse, localizada na província de Cabo Delgado, que foi severamente vandalizada por grupos terroristas que operam na região.
A infra-estrutura, crucial para o fornecimento de energia à zona norte do país, foi alvo de actos de destruição que comprometeram o abastecimento eléctrico a diversos distritos.
Hermílio Assamo, director da EDM para a área de serviço ao cliente em Pemba, revelou em entrevista à Rádio Moçambique que os fundos a serem obtidos serão aplicados não apenas na recuperação da subestação de Awasse, mas também na restauração das linhas de média tensão que dela partem, com o objectivo de restabelecer e melhorar a qualidade da energia fornecida aos distritos afectados. A intervenção abrange uma vasta área do norte de Moçambique, que depende desta infra-estrutura para o fornecimento contínuo de electricidade.
Assamo destacou que a reabilitação das infraestruturas é uma prioridade para a EDM, considerando o impacto que a vandalização tem tido sobre a vida das populações e o desenvolvimento económico da região.
Os terroristas danificaram não só a subestação, mas também equipamentos essenciais ao funcionamento do sistema eléctrico, o que agravou ainda mais a crise de fornecimento de energia.
Além da reposição do material eléctrico vandalizado, a EDM está a avaliar novas medidas de segurança para prevenir futuros ataques a infraestruturas críticas. Este esforço faz parte de um plano mais amplo da empresa para garantir que as zonas afectadas pelo terrorismo possam retomar a sua normalidade, com um fornecimento energético mais robusto e resiliente.
Com a execução das obras previstas e a restauração das linhas de distribuição, espera-se uma melhoria significativa na qualidade da energia fornecida à população local, contribuindo para o desenvolvimento social e económico da região, que tem sido severamente afectada pela insurgência em Cabo Delgado.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Analistas e Digitadores de Dados. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Programa HIV Pediátrico. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Supervisores HIV Pediátrico. Saiba mais.
A SETH – Sociedade de Empreitadas e Trabalhos Hidráulicos, S.A. – Sucursal de Moçambique está a recrutar um (1) Engenheiro Eléctrico/Electrotécnico (Correntes Fortes). Saiba mais.
A United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO) pretende recrutar um (1) National Programme Officer (Social and Human Sciences). Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC), no âmbito da implementação dos seus programas e projectos, está a recrutar um (1) Oficial de Finanças. Saiba mais.
A Aga Khan Foundation (AKF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Monitoring, Evaluation, Research & Learning (MERL) Manager. Saiba mais.
Um homem de 57 anos foi detido ontem pela Polícia da República de Moçambique (PRM), na 6.ª Esquadra da cidade de Maputo, acusado de envolvimento no crime de contrafacção de moeda.
O suspeito foi apanhado em flagrante com cinco mil meticais em notas falsas, divididas em cinco cédulas de mil meticais cada.
Segundo as autoridades, o homem tentou depositar o dinheiro falsificado numa conta de um sistema de pagamentos móveis, pertencente a um cidadão de 26 anos, residente no bairro de Xipamanine.
A transacção foi frustrada pelas forças policiais, que agiram rapidamente para impedir a concretização do ato criminoso.
Marta Pereira, porta-voz da PRM em Maputo, informou que já foi elaborado o auto de denúncia e que as notas falsificadas foram apreendidas. “A Polícia está a investigar a origem das notas para determinar a sua proveniência e possível ligação a outros crimes de falsificação,” afirmou Pereira.
O caso segue em investigação, e as autoridades estão a trabalhar para desmantelar eventuais redes envolvidas na produção e circulação de moeda falsa no país.
O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ordenou o envio de mais 500 soldados para o estado da Carolina do Norte, com o objectivo de intensificar os esforços de recuperação após a passagem devastadora do furacão Helene.
Esta nova mobilização junta-se ao contingente de mil soldados que já haviam sido enviados anteriormente durante esta semana, em resposta ao apelo do governador democrata do estado, Roy Cooper.
Num comunicado oficial, Biden destacou a importância de reforçar os trabalhos de socorro na área, sublinhando que o envio adicional de tropas visa acelerar a assistência às comunidades afectadas e ajudar a restabelecer a normalidade na região devastada pelo furacão.
As tropas estarão envolvidas em várias tarefas, incluindo a remoção de destroços, distribuição de alimentos e água, e apoio na reconstrução de infraestruturas essenciais.
Além dos 1.500 soldados destacados, o governo federal também enviou mais de 6.100 membros da Guarda Nacional para a zona afectada, além de um contingente de mais de 7.000 funcionários federais, que estão a trabalhar em diversas frentes para garantir a assistência necessária. O foco das operações está na reabilitação de áreas críticas, como estradas, hospitais e redes eléctricas, além de apoio directo às populações que enfrentam os danos causados pela tempestade.
O Presidente Biden reafirmou o seu compromisso com as vítimas do furacão e garantiu que o governo continuará a prestar toda a ajuda necessária até que a recuperação esteja completa.
O furacão Helene causou destruição significativa na Carolina do Norte, deixando milhares de residentes sem energia e causando severos danos a propriedades e infraestruturas locais.
A teoria de que Sean ‘Diddy’ Combs estaria envolvido na morte de Tupac Shakur, um dos ícones do rap dos anos 90, voltou a ganhar força após a recente detenção de Diddy, em Setembro, sob acusações de tráfico sexual e extorsão.
Desde a prisão do rapper e produtor, surgiram diversas especulações nas redes sociais sobre a sua possível conexão com outros crimes, incluindo o assassinato de Tupac Shakur, ocorrido há quase três décadas. A família de Tupac, que morreu aos 25 anos, decidiu agir e solicitou oficialmente a abertura de uma investigação para apurar o possível envolvimento de Diddy no crime.
Segundo a revista Rolling Stone, a família contratou uma equipa de advogados para investigar se Diddy teve ou não participação no assassinato. O caso de Tupac voltou a ganhar destaque no ano passado, quando a polícia dos Estados Unidos reabriu as investigações e realizou buscas em Henderson, no estado do Nevada, na tentativa de encontrar novas provas. Na ocasião, Duane “Keffe D” Davis, ex-membro de um gangue, foi detido e acusado formalmente pelo assassinato do rapper.
Davis, que só será julgado em Março de 2025, afirmou anteriormente que Diddy lhe ofereceu um milhão de dólares para matar Tupac. Em várias entrevistas e no seu livro de memórias, publicado em 2019, Davis admitiu que estava no Cadillac de onde partiram os disparos que atingiram o rapper.
Tupac Shakur foi baleado a 7 de Setembro de 1996, numa rua em Las Vegas, Nevada, após deixar um evento de boxe. Ele foi alvejado quatro vezes e acabou por falecer seis dias depois, a 13 de Setembro de 1996, no hospital.
Os rumores sobre o envolvimento de Diddy neste crime têm circulado há anos, mas nunca foram comprovados. Agora, com a reabertura do caso e as novas alegações de Davis, as suspeitas voltaram a ganhar força. No entanto, até ao momento, a equipa de Diddy não comentou a nova investigação.
No passado, Diddy já havia negado de forma categórica qualquer participação no homicídio. Em 2008, após o jornal Los Angeles Times ter insinuado uma ligação entre ele e o assassinato de Tupac, o rapper reagiu publicamente, classificando as alegações como falsas. “Essa história é uma mentira”, afirmou Diddy na época, sublinhando que nem ele, nem o falecido rapper Notorious B.I.G. tinham conhecimento do ataque. “É ridículo e completamente falso. Estou chocado que o Los Angeles Times seja tão irresponsável ao ponto de publicar uma história sem fundamento”, disse Diddy.
Recentemente, Diddy foi preso sob acusações de comandar uma rede criminosa que envolvia tráfico sexual, trabalho forçado, rapto, fogo posto, suborno e obstrução da justiça.
Segundo o Ministério Público, o produtor utilizava o seu império musical para violar e abusar sexualmente das vítimas, sendo descrito como um “predador sexualmente violento” que recorria a álcool e drogas para subjugar as pessoas. A lista de acusações contra Diddy é extensa, incluindo queixas de agressão sexual de mais de 120 pessoas, das quais pelo menos 25 eram menores de idade na altura dos acontecimentos. As vítimas, com idades compreendidas entre os 9 e os 38 anos, incluem tanto homens como mulheres.
Com a recente reabertura das investigações e as novas acusações contra Diddy, a família de Tupac espera finalmente obter respostas sobre o que aconteceu na noite fatídica de Setembro de 1996.
Uma violenta explosão de um camião-cisterna, ocorrida este domingo nas proximidades do aeroporto de Karachi, no Paquistão, resultou na morte de duas pessoas e causou ferimentos em pelo menos oito, segundo informações divulgadas pelas autoridades locais.
O ministro provincial do Interior, Zia Ul Hassan, declarou à estação de televisão local Geo que o incidente foi um ataque deliberado, aparentemente direccionado a estrangeiros. Esta informação alimenta a suspeita de que o atentado tenha sido cuidadosamente planeado, com o objectivo de atingir cidadãos de outros países.
Por outro lado, um funcionário do Ministério do Interior do Paquistão, em declarações à agência de notícias norte-americana Associated Press (AP), afirmou que o ataque teve como alvo específico cidadãos chineses, sendo que um deles foi confirmado entre os feridos. A China, que mantém uma forte presença económica no Paquistão através de vários projectos de infra-estrutura, tem sido alvo frequente de ataques devido à sua influência na região.
As autoridades paquistanesas estão a investigar a origem e as motivações por trás do atentado, enquanto equipas de emergência prestam assistência aos feridos, que foram rapidamente transportados para unidades hospitalares locais. As forças de segurança reforçaram a presença no aeroporto e nas áreas adjacentes, temendo a possibilidade de novos ataques.
Este incidente ocorre num momento de crescente tensão na região, onde militantes têm intensificado os ataques contra alvos estratégicos e estrangeiros, num esforço para desestabilizar a segurança e a ordem pública. O Paquistão, que tem lidado com a ameaça de grupos extremistas ao longo dos últimos anos, enfrenta novos desafios em garantir a protecção de cidadãos estrangeiros envolvidos em projectos de desenvolvimento no país.
O governo chinês, por sua vez, expressou preocupação e pediu uma investigação aprofundada, instando o Paquistão a reforçar as medidas de segurança para garantir a segurança dos seus cidadãos e interesses no país.
Três pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas após o desabamento de uma formação rochosa ("chaminé de fada") na região da Capadócia, na Turquia.
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