Christian Bruckner, considerado o principal suspeito do desaparecimento de Madeleine McCann, foi absolvido esta terça-feira, 3 de outubro, de várias acusações de crimes sexuais cometidos em Portugal, que não estão relacionados com o caso de Maddie.
A decisão foi proferida pelo Tribunal Regional de Braunschweig, na Alemanha.
Segundo informações divulgadas pela BBC, o homem de 47 anos, que se encontra detido na Alemanha, foi inocentado de três violações e de dois casos de abuso sexual que ocorreram entre 2000 e 2017. Apesar da absolvição, Bruckner permanecerá encarcerado até setembro de 2025, pois ainda cumpre uma pena de prisão por violação, enquanto a investigação sobre o seu possível envolvimento no desaparecimento da criança britânica Madeleine McCann continua.
O julgamento teve início em fevereiro e, durante o verão, o tribunal já havia revogado um mandado de prisão relacionado a este caso específico, um desenvolvimento interpretado por alguns como um indicativo de que a absolvição de Bruckner poderia ser uma possibilidade.
O advogado de Bruckner, Friedrich Fülscher, declarou esta segunda-feira que a absolvição era “o único resultado correto do caso”, uma vez que duas das vítimas alegadas de violação, uma adolescente e uma mulher idosa, nunca foram identificadas.
Durante uma das audiências do julgamento, uma testemunha revelou que havia invadido a casa de Bruckner, em Portugal, onde encontrou vídeos que mostravam a violação de uma menina e de uma mulher com idades entre os 70 e 80 anos.
Adicionalmente, uma mulher irlandesa testemunhou no tribunal que, quando tinha 21 anos, foi violada por um homem mascarado que invadiu o seu apartamento em Portugal, em 2004.















