A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve cinco indivíduos de origem sul-africana na Cidade de Maputo. Estes foram apanhados por entrada ilegal no país e posse de armas, levantando suspeitas de que possam estar envolvidos em casos de rapto que têm afectado a região.
Os detidos são jovens sul-africanos que entraram em Moçambique com documentos falsificados. Durante a detenção, foram encontradas duas armas de calibre elevado e 29 munições.
Segundo Leonel Muchina, porta-voz da PRM na cidade, as armas em questão são de 9 milímetros, um calibre superior ao permitido para defesa pessoal, que é de 7,65 milímetros. As armas de 9 milímetros são, portanto, consideradas de alta potência e exclusivas para as forças de defesa e segurança.
Muchina expressou a preocupação da PRM, afirmando que os detidos podem estar ligados a grupos envolvidos em raptos. “Estamos a lidar com uma situação actual de raptos, e muitas vezes esses crimes são cometidos por indivíduos de origem sul-africana que utilizam armas de calibre elevado. Estamos a investigar a conexão desses indivíduos com os raptos que têm ocorrido em Maputo e que, frequentemente, envolvem cidadãos sul-africanos”, explicou o porta-voz.
Os detidos afirmaram que as armas pertencem-lhes, mas negam qualquer ligação com actividades criminosas. Um dos indiciados justificou o porte das armas, alegando que as utiliza para protecção pessoal devido à alta criminalidade no seu país natal.
A detenção ocorreu por volta das 3h da manhã de domingo, no bairro de Inhagoia, quando os indivíduos estavam a caminho de uma missa tradicional no distrito de Magude, na Província de Maputo. A investigação continua para determinar a possível ligação dos detidos com os recentes casos de rapto na cidade.
Treze alunos de duas escolas primárias no distrito de Sussundenga, na província de Manica, foram diagnosticados com bilharziose na semana passada, causando alarme entre as autoridades de saúde locais.
A bilharziose, uma doença tropical negligenciada, caracteriza-se pelo aparecimento de sangue na urina como principal sintoma inicial, podendo levar a complicações graves se não tratada adequadamente.
O surto foi identificado no posto administrativo de Muoha, onde os casos foram reportados. O administrador do distrito, Tomás Razão, expressou a sua preocupação com a situação e sublinhou a importância de medidas rigorosas de higiene, tanto individualmente como colectivo, para impedir a propagação da doença.
“Registámos treze casos de bilharziose entre os nossos alunos, e suspeitamos que a contaminação esteja a ocorrer nas escolas. Estamos a mobilizar agentes de saúde para intervir directamente nas comunidades afectadas”, explicou Tomás Razão. Ele assegurou que as autoridades de saúde estão em alerta máximo e que os alunos diagnosticados já se encontram a receber tratamento, tanto nas escolas como nas suas comunidades de origem.
Devido ao rápido contágio da bilharziose, o foco das autoridades está em controlar a disseminação da doença. “Estamos a monitorizar de perto as comunidades escolares e os locais de residência dos alunos infectados, seguindo rigorosamente as orientações do sector de saúde”, acrescentou Razão.
O administrador também destacou a importância da prevenção e da resposta rápida para evitar que a doença se alastre para outras regiões ou distritos vizinhos. “Estamos a trabalhar com agentes de medicina preventiva e outros profissionais de saúde para sensibilizar as comunidades sobre os riscos e as medidas preventivas necessárias”, afirmou.
Até ao momento, os treze casos identificados mantêm-se estáveis, mas as autoridades continuam vigilantes. Tomás Razão frisou que a bilharziose pode afectar pessoas de qualquer idade, sendo a higiene um dos métodos mais eficazes de prevenção.
A bilharziose afecta principalmente a bexiga, podendo também causar dores abdominais e o aumento do volume da barriga, conhecido como “barriga de água”. O primeiro sinal de alerta é a presença de sangue na urina, acompanhado de dor ao urinar. À medida que a doença progride, podem surgir outros sintomas, como diarreia.
A infecção ocorre quando a pessoa entra em contacto com água doce contaminada por caramujos que albergam os vermes causadores da esquistossomose, o que sublinha a necessidade de cuidados redobrados em áreas propensas a este tipo de contaminação.
O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, reiterou a sua preocupação com a conservação da biodiversidade e a protecção ambiental, sublinhando a importância de preservar o meio ambiente para o benefício das actuais e futuras gerações.
Esta declaração foi feita durante as celebrações do Dia Internacional do Fiscal de Floresta e Fauna Bravia, que ocorreram no Parque Nacional de Gorongosa (PNG), na província de Sofala, onde o Presidente foi proclamado Campeão dos “Big Five”.
Filipe Nyusi alertou que as mudanças climáticas representam uma ameaça significativa para a vida selvagem, a produção alimentar, a economia, a saúde e o bem-estar social, tanto para as gerações presentes quanto para as futuras.
O Chefe do Estado moçambicano enfatizou a dependência da nossa sobrevivência em relação à estabilidade climática e à biodiversidade.
Referiu ainda que, de acordo com dados da WWF, cerca de um milhão de espécies vegetais estão ameaçadas de extinção. O desmatamento, a expansão agrícola e o aumento das temperaturas são algumas das principais ameaças à conservação da biodiversidade.
Durante o evento, Filipe Nyusi participou na colocação de coleiras a um casal de leões, com o objectivo de monitorizar e controlar melhor os seus movimentos dentro do parque, como parte das iniciativas de protecção da fauna bravia.
Além disso, o Presidente expressou o seu pesar pela morte de dois fiscais e pelos ferimentos de outros nove, vítimas de caçadores furtivos. Nyusi apelou a um reforço das medidas de vigilância para combater a caça ilegal e proteger a vida selvagem.
Desde Julho do ano passado, dois fiscais foram brutalmente assassinados por caçadores furtivos e outros nove ficaram feridos em áreas de conservação em Moçambique.
Os incidentes ocorreram nos Parques Nacionais da Gorongosa, em Sofala, de Gilé, na Zambézia, e de Mágoe, em Tete.
Estes dados foram divulgados pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, durante as celebrações do Dia Internacional do Fiscal da Floresta e da Fauna Bravia, que teve lugar na quarta-feira. Durante o evento, o Chefe de Estado destacou que as mudanças climáticas estão a agravar a situação, colocando em risco a biodiversidade do país, com cerca de um milhão de espécies de plantas e animais ameaçadas de extinção.
Filipe Nyusi lembrou também que, nesta quinta-feira, 1 de Agosto, Moçambique celebra cinco anos dos acordos de cessação das hostilidades militares, assinados no Parque Nacional da Gorongosa, em Sofala, um marco significativo para a paz no país.
As comemorações do Dia Internacional do Fiscal da Floresta foram ainda assinaladas pela colocação de coleiras num casal de leões, batizado de “Master of the Peace” (Senhor da Paz), em homenagem aos acordos de paz firmados no Parque da Gorongosa.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos está a recrutar para seu cliente dois (2) Representantes de Vendas a Van. Saiba mais.
A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa de Pemba, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Coordenador de Projeto. Saiba mais.
A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa de Ancuabe, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de Engajamento Comunitário. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Recursos Humanos. Saiba mais.
A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um (1) Proposal Writer and Resource Mobilization Specialist. Saiba mais.
A Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais (ADCR) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Elaboração do Plano Estratégico. Saiba mais.
A Fundação Aurum pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Colector de Dados para Avaliação Nacional de Linha de Base do Acesso ao Pacote de Cuidados para Doença Avançada por HIV. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Sénior de Gestão de Dados. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Director(a) do Projecto. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Supervisor(a) DREAMS. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de HIV Pediátrico e GC para Boane. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Administração. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Distrital de Monitoria & Avaliação – Gestão de Casos. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar vinte e sete (27) Oficiais do Projecto LINK. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder de Adaptação de Mudanças Climáticas (CCA) e Redução de Risco de Desastres (DRR). Saiba mais.
A ENAIP NET pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Apoio Escolar nos Institutos Beneficiários do Programa PRETEP PLUS. Saiba mais.
O primeiro-ministro do Haiti, Garry Conille, foi evacuado em segurança de uma área da capital haitiana, após uma intensa troca de tiros envolvendo gangues armados, informou uma fonte governamental.
Conille finalizava uma visita ao Hospital Universitário do Estado, o maior do país, quando indivíduos armados com fuzis automáticos dispararam nas proximidades, revelou um funcionário do governo, que preferiu não ser identificado, à agência de notícias France-Presse.
Segundo a mesma fonte, Conille foi retirado do hospital sem ferimentos, sob a protecção de polícias haitianos e agentes quenianos que fazem parte da missão de segurança multinacional apoiada pela ONU.
Imagens divulgadas pelos meios de comunicação haitianos mostram vários polícias a correr para se refugiar enquanto os disparos ocorriam.
O hospital está situado numa zona dominada por gangues no centro de Porto Príncipe, tendo estado sob controle dos bandos entre o final de Fevereiro e início de Julho, até que a polícia haitiana conseguiu retomar o controlo.
A violência crescente em Porto Príncipe tem exacerbado uma crise humanitária severa. A ONU relatou que cerca de 600 mil pessoas estão deslocadas no país, um aumento de 60% desde Março.
Os gangues, que controlam grande parte da capital, têm sido responsabilizados por uma série de crimes graves, incluindo assassinatos, violações, pilhagens e raptos para resgate. A situação deteriorou-se no início do ano, quando os grupos criminosos formaram alianças para depor o então primeiro-ministro Ariel Henry, cuja liderança era amplamente contestada.
Após a saída de Henry, foram estabelecidas autoridades de transição para tentar restaurar a ordem no país, com a ajuda de uma missão multinacional liderada pelo Quénia e apoiada pela ONU.
Desde o assassinato do presidente Jovenel Moïse em 2021, o Haiti tem vivido um período prolongado de instabilidade e falta de liderança efectiva.
A partir de agora, o certificado de origem dos produtos nacionais será emitido de forma electrónica pela Câmara de Comércio de Moçambique (CCM). Esta alteração visa simplificar o processo e alinhar-se com as tendências internacionais.
A notícia foi divulgada recentemente em Maputo pelo ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, durante a primeira sessão do ano do Comité de Facilitação do Comércio Internacional.
A mudança no certificado, que valida se as mercadorias exportadas cumprem as regras específicas de origem e os critérios estabelecidos em protocolos comerciais, pretende aumentar a eficiência e a flexibilidade no comércio. O novo modelo foi introduzido no segundo semestre do ano passado e, segundo o ministro, tem sido bem recebido pelos operadores.
“Decidimos avançar com a implementação efectiva deste sistema. O certificado digital é mais seguro em comparação com o modelo manual, utilizado desde a sua criação,” afirmou Silvino Moreno.
Ele destacou que o formato digital permite uma melhor análise estatística das exportações e tem fornecido informações valiosas para a formulação de políticas de comércio externo. A CCM recebeu autorização do comité para emitir certificados electrónicos e oferecer serviços de padrão global.
Além disso, o comité reconheceu melhorias no novo certificado fitossanitário da agricultura, que se aplica tanto a vegetais quanto a animais. Esta actualização visa garantir maior segurança nas exportações de produtos agrícolas e agrários.
Vasco Manhiça, da Confederação das Associações Económicas (CTA), que representa o sector privado, sublinhou que a comissão está a obter resultados positivos e a acompanhar o novo paradigma mundial, especialmente no que diz respeito à digitalização de processos.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, decidiu manter-se em silêncio perante o juiz Juan Carlos Peinado, na terça-feira, num caso de corrupção e tráfico de influências envolvendo a sua esposa, Begoña Gómez, segundo informações do La Vanguardia.
Sánchez invocou o direito ao silêncio e não prestou depoimento. Inicialmente, ele havia manifestado disponibilidade para testemunhar por escrito, citando a lei do processo penal de Espanha que permite a líderes governamentais esta forma de depoimento em casos relacionados com o exercício do cargo.
Contudo, o juiz Peinado esclareceu que a convocação de Sánchez era na qualidade de cônjuge de Begoña Gómez e não de primeiro-ministro, insistindo na necessidade de um testemunho presencial e oral, a ser gravado no Palácio da Moncloa, sede da Presidência do Governo em Madrid.
Representantes do Ministério Público, advogados das defesas e das acusações deslocaram-se à Moncloa para ouvir o testemunho de Sánchez. No entanto, o primeiro-ministro reiterou o seu direito ao silêncio em investigações que envolvem cônjuges, conforme explicou Marta Castro, advogada do partido de extrema-direita Vox, que participou como representante das “acusações populares” no processo.
A investigação sobre Begoña Gómez tem origem em queixas de associações de extrema-direita e foca-se na sua relação profissional com um empresário cujas empresas receberam ajudas públicas ou participaram em concursos públicos durante o mandato de Sánchez como primeiro-ministro. Dois relatórios da investigação policial e o Ministério Público não encontraram indícios de irregularidades e recomendaram o arquivamento do caso, mas o juiz de instrução considera haver motivos para continuar a investigação, chamando várias pessoas para depor.
Pedro Sánchez e o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) sustentam que a investigação não tem fundamento e é uma perseguição política e pessoal. Este caso, com a lei de amnistia para independentistas catalães, tem sido alvo de ataques constantes da oposição nas últimas semanas.
No final de Abril, Sánchez chegou a considerar a demissão, denunciando uma “máquina de lodo” que espalha mentiras e desinformação na Internet, as quais são depois usadas no debate político pela direita e extrema-direita e transformadas em processos judiciais através de queixas de associações extremistas.
Pelo menos quatro pessoas faleceram e três permanecem desaparecidas após intensas chuvas que atingiram a cidade de Zixing, no centro da China, provocadas pelo tufão Gaemi, de acordo com informações da imprensa oficial.
As autoridades locais, conforme reportado pelo Diário do Povo, informaram que desde a sexta-feira passada, a precipitação média na região foi de 410 milímetros, com alguns locais atingindo até 673,6 milímetros. A intensidade da chuva chegou a um pico de 132,2 milímetros por hora.
A tempestade afectou mais de 87.000 pessoas, resultou na destruição de 867 casas e causou 1.345 aluimentos de terras que bloquearam 14 estradas. As áreas agrícolas afectadas abrangem 244,86 hectares e nove localidades do município de Zixing enfrentaram cortes de energia.
Para garantir a segurança dos habitantes, as autoridades evacuaram 11.379 pessoas para locais seguros e mobilizaram 5.469 profissionais para os trabalhos de socorro e recuperação.
Nos últimos dias, as chuvas associadas ao tufão Gaemi afectaram particularmente a província de Hunan, que tem cerca de 66 milhões de habitantes. No domingo, pelo menos 15 pessoas morreram devido a um aluimento de terras, e uma barragem na região sofreu colapso.
Desde meados de Junho, a província de Hunan tem registado as chuvas mais intensas do ano, com alguns locais a bater recordes históricos de precipitação.
Nos últimos verões, o país asiático tem enfrentado diversas catástrofes meteorológicas. No verão de 2023, inundações em Pequim causaram a morte de mais de 30 pessoas, enquanto em 2022, ondas de calor extremas e secas atingiram o centro e o leste do país.
Em Julho de 2021, chuvas de intensidade sem precedentes causaram cerca de 400 mortes na província de Henan, no centro da China, um evento que o Governo chinês atribuiu à “falta de preparação e percepção dos riscos” por parte das autoridades locais.
Pelo menos 10 pessoas morreram devido a deslizamentos de terra no estado de Kerala, no sul da Índia. As autoridades locais alertaram que centenas de pessoas podem estar soterradas sob os escombros.
Um responsável da região de Wayanad, que preferiu manter o anonimato, confirmou à agência de notícias France-Presse o aumento do número de vítimas mortais, que inicialmente era de cinco.
“Centenas de pessoas estão potencialmente soterradas”, informou o exército em comunicado. Cerca de 225 soldados foram destacados para o local para auxiliar nas operações de busca e resgate de sobreviventes.
Várias pessoas feridas foram transportadas para um hospital distrital, onde estão a receber tratamento médico.
A agência de gestão de catástrofes de Kerala informou que as equipas de bombeiros e as forças de segurança do estado estão a colaborar com o exército nas operações de busca e salvamento. Foi emitido um aviso de que mais chuvas e ventos fortes estão previstos para o final do dia.
As monções, que ocorrem de Junho a Setembro no sul da Ásia, são cruciais para reabastecer as reservas de água, mas também causam inundações e deslizamentos de terra. Estas catástrofes naturais têm resultado em danos materiais significativos e um número crescente de mortes nos últimos anos, exacerbadas pelas alterações climáticas, conforme alertam os especialistas.
Além das mudanças climáticas, outros factores como barragens, desflorestação e projectos de desenvolvimento na Índia contribuem para o aumento do número de vítimas.
No início deste mês, a Índia já havia sido atingida por fortes tempestades de monção. Partes da cidade de Mumbai ficaram inundadas e, no estado de Bihar, um raio matou pelo menos 10 pessoas.
Kerala tem enfrentado episódios trágicos devido às monções. Em 2021, pelo menos 25 pessoas morreram em inundações e deslizamentos de terra no estado. Em 2018, quase 500 pessoas morreram nas piores inundações registadas em mais de um século.
Anjem Choudary, um proeminente activista radical do movimento islamita britânico, foi condenado a prisão perpétua na terça-feira por liderar uma organização terrorista proibida, associada a vários ataques mortais nos últimos anos.
O advogado de 57 anos, nascido no Paquistão, recebeu a sentença de prisão perpétua no Tribunal Criminal de Woolwich, em Londres. A condenação ocorreu um ano após a sua detenção, o resultado de uma investigação colaborativa entre o Reino Unido, os Estados Unidos e o Canadá.
Choudary, que havia sido considerado culpado na semana anterior por dirigir a Al-Mouhajiroun (ALM) desde 2014, enfrentou a acusação de ter liderado uma organização que estava proibida no Reino Unido desde 2010.
Anjem Choudary tornou-se uma figura de destaque no contexto do “Londonistan”, um movimento islamita radical que se estabeleceu em Londres no início do século XXI. Filho de um corretor da bolsa, Choudary foi amplamente conhecido pelas suas actividades públicas, incluindo manifestações em frente a mesquitas, embaixadas e esquadras de polícia no Reino Unido.
O seu objectivo declarado era hastear a bandeira do Islão no número 10 de Downing Street, a residência do Primeiro-Ministro britânico. Apesar de suas intenções explícitas, Choudary conseguiu evitar a prisão até 2016, quando foi condenado a cinco anos e meio de prisão por incitar apoio ao grupo Estado Islâmico através de uma série de vídeos publicados no YouTube.
Após cumprir metade da pena, foi libertado em Outubro de 2018, mas permaneceu sob vigilância. Em 17 de Julho de 2023, Choudary foi novamente detido em Londres. Uma investigação revelou que agentes norte-americanos infiltrados haviam monitorado as suas comunicações online, levando à descoberta de que Choudary havia assumido a liderança da ALM em 2014, após a prisão do fundador Omar Bakri no Líbano.
Durante o julgamento, Anjem Choudary argumentou que o grupo Estado Islâmico “não existia” e que a ALM tinha sido desmantelada em 2004.
No último fim de semana, pelo menos 12 pessoas foram assassinadas no nordeste da República Democrática do Congo (RDCongo) em ataques perpetrados pelas Forças Democráticas Aliadas (ADF), um grupo rebelde ligado ao Estado Islâmico (EI), segundo informaram as autoridades locais.
“Três pessoas foram mortas em Mabunda e outras nove em Bandulu, no sector de Bapere, dentro do território de Lubero, na província de Kivu do Norte”, relatou Macaire Sivikunulya, chefe daquele sector, ao jornal local Actualité.
Samuel Kagheni, presidente da sociedade civil de Bapere, acrescentou que, enquanto alguns civis conseguiram fugir dos ataques, quatro pessoas ficaram gravemente feridas e estão hospitalizadas. Além disso, uma mulher, que foi violada e ferida, está a ser tratada num centro de saúde local.
Os ataques começaram no sábado, com a primeira investida na aldeia de Mabunda, seguida por outra na aldeia de Bandulu algumas horas depois, conforme detalhou Sivikunulya. “Algumas das vítimas foram mortas quando as suas casas foram incendiadas, enquanto outras foram reunidas na aldeia e decapitadas”, explicou o chefe do sector de Bapere, uma região onde a violência tem aumentado nos últimos meses.
Nos últimos 15 dias, cerca de 90 civis foram mortos pelas ADF na província de Kivu do Norte.
As ADF, uma milícia originária do Uganda, estabeleceram bases nas províncias congolesas de Kivu do Norte e Ituri. Desde então, têm realizado ataques frequentes, mantendo a população local em constante terror. Os objectivos do grupo ainda não estão totalmente claros, além de uma possível ligação ao Estado Islâmico, que ocasionalmente reivindica a autoria das suas acções.
As autoridades ugandesas também acusam o grupo de realizar ataques em seu território. Em resposta, em Novembro de 2021, os exércitos do Uganda e da RDCongo, país que faz fronteira com Angola, iniciaram uma operação militar conjunta que ainda está em curso para combater estes rebeldes.
Embora os peritos do Conselho de Segurança das Nações Unidas não tenham encontrado provas de apoio directo do Estado Islâmico às ADF, os Estados Unidos classificaram as ADF como uma “organização terrorista” afiliada ao grupo jihadista desde Março de 2021.
Desde 1998, o leste da RDCongo está imerso num conflito perpetuado por mais de uma centena de grupos rebeldes e pelo exército, apesar da presença da missão das Nações Unidas no país.
A Associação Nacional dos Professores (ANAPRO) denunciou recentemente, durante uma audiência na oitava comissão da Assembleia da República, que os docentes estão a ser enganados.
A comissão de petições, queixas e reclamações está a ouvir as queixas dos professores, que afirmam que as suas preocupações não têm recebido a devida atenção.
O descontentamento dos professores não é uma questão nova, mas a urgência das suas demandas tornou-se mais evidente. Entre as questões apresentadas, destacam-se o atraso no pagamento de horas extras, a escassez de material didáctico, a ausência de condições adequadas para as aulas e a falta de livros escolares.
Relativamente ao pagamento das horas extras, o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano assegurou que os pagamentos referentes ao ano de 2022 estão em curso. Contudo, os professores continuam a exigir respostas mais concretas e soluções para os problemas que afectam o seu dia-a-dia profissional.
Pelo menos cinco trabalhadores morreram no desmoronamento de uma mina no norte do Vietname, provocado por fortes tempestades que atingiram a região, conforme reportado hoje por meios de comunicação estatais.
O trágico incidente ocorreu na noite de segunda-feira em Ha Long, na província de Quang Ninh, numa mina operada pela empresa estatal vietnamita Vinacomin, conforme informou o jornal digital VNExpress.
As equipas de resgate localizaram na manhã de hoje (hora local) os corpos dos cinco mineiros, cujas idades variavam entre 23 e 47 anos.
Nos últimos dias, o norte do Vietname tem sido assolado por intensas tempestades, resultando em inundações repentinas e deslizamentos de terra.
Desde Abril, sete pessoas já morreram em acidentes mineiros na província de Quang Ninh.
No ano passado, acidentes nas minas da Vinacomin resultaram na morte de pelo menos 10 trabalhadores, de acordo com fontes locais.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) fez a detenção de dois indivíduos na província de Nampula, localizada no norte de Moçambique, por posse de notas falsas da nova série de meticais, recentemente lançada em Junho.
Os suspeitos foram apanhados com 4.400 meticais em notas falsas.
A detenção ocorreu no dia 21 de Julho no bairro Murrapaniua. De acordo com Rosa Chaúque, porta-voz da PRM em Nampula, os dois homens, com idades entre 24 e 27 anos, foram surpreendidos enquanto tentavam realizar compras em um estabelecimento comercial local.
O proprietário do estabelecimento foi quem alertou a polícia após perceber que as notas em questão eram falsas.
A porta-voz informou que as oito notas falsas, com valores de 1.000, 500 e 200 meticais, pertencem à nova série do metical. Esta nova série de notas e moedas foi introduzida em Moçambique a partir de 16 de Junho e está a circular em conjunto com as notas emitidas desde 1 de Julho de 2006.
O Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, explicou que a “Série 2024” incorpora os avanços tecnológicos mais recentes na impressão de notas e cunhagem de moedas. As novas notas e moedas do metical incluem elementos de segurança modernos e características que facilitam a identificação das várias denominações, particularmente para pessoas com deficiência visual.
A escassez de chuva no distrito de Guijá, na província de Gaza, pode pôr em risco a produção agrícola, aumentando a possibilidade de insuficiência alimentar na região.
Segundo as autoridades agrícolas, na primeira fase desta campanha agrária, o distrito conseguiu colher mais de oitenta e nove mil toneladas de diversas culturas.
Cremildo Nhalungo, director do Serviço Distrital das Actividades Económicas em Guijá, destaca que, apesar do aumento na produção de hortícolas nas áreas irrigadas, o distrito poderá enfrentar dificuldades na disponibilidade alimentar, especialmente nos postos administrativos onde se pratica a agricultura de sequeiro.
A Privinvest manifestou grande preocupação com a decisão proferida pelo Tribunal Comercial de Londres a favor de Moçambique, descrevendo a sentença como “alarmante”.
A empresa alega que o julgamento foi prejudicado por uma estratégia deliberada de ocultação de documentos por parte de Moçambique e anunciou que vai recorrer da decisão.
A Privinvest, em comunicado, afirmou que Iskandar Safa (que faleceu em Janeiro deste ano) e cinco das suas empresas enfrentaram por anos uma série de acusações infundadas de suborno e corrupção generalizada. A instituição expressou preocupação com a conclusão do juiz londrino, que considera baseada em inferências e não em uma análise sólida.
A empresa criticou a falta de documentos relevantes provenientes do Gabinete do Presidente e do Serviço de Informação e Segurança de Moçambique (SISE), que, segundo a Privinvest, deveria ter sido apresentada durante o julgamento. Apesar de ser evidente que contas de e-mail institucionais e pessoais foram utilizadas por todo o governo, houve uma deficiente divulgação desses documentos.
A Privinvest acusa ainda que a capacidade do juiz de conduzir um julgamento justo foi “deliberadamente sabotada” pela estratégia de ocultação de documentos adoptada por Moçambique. A empresa considera “extremamente perturbador” que, embora o juiz tenha reconhecido que Moçambique foi enganado pelos seus próprios oficiais e que houve falta de colaboração na divulgação de documentos, tenha proferido uma decisão desfavorável para a Privinvest.
A empresa expressa frustração com o sistema jurídico inglês, no qual depositou confiança, e considera a decisão como uma “consequência injusta e injustificada”. Apesar das falhas e irregularidades reconhecidas, a Privinvest poderá agora enfrentar o ônus de indemnizações na ordem das centenas de milhões de dólares.
A Privinvest também revelou a sua intenção de continuar a buscar justiça contra o Presidente Nyusi após o fim do seu mandato. A empresa pretende seguir com acções judiciais contra o Presidente e a sua elite política quando Nyusi deixar o cargo em Janeiro, argumentando que a decisão do tribunal deixou claro que houve uma abdicação dos interesses do povo por parte do governo moçambicano.
O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou uma tentativa de golpe de Estado “de natureza fascista” em meio a crescentes dúvidas sobre a legitimidade do seu processo de reeleição.
A oposição e uma parte significativa da comunidade internacional têm questionado a transparência das eleições recentes.
Durante a cerimónia de sua proclamação como Presidente reeleito, realizada na sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Maduro afirmou que o país está a enfrentar uma tentativa de golpe de Estado “de natureza fascista e contrarrevolucionária”. O líder venezuelano comparou a situação actual com os eventos de 2019, afirmando que “os protagonistas são os mesmos”.
Maduro acusou os opositores de tentarem desestabilizar a Venezuela e impor um novo ciclo de “agressão e danos”, referindo-se a um “filme [Juan] Guaidó 2.0”. O período mencionado é aquele em que Juan Guaidó se autoproclamou “Presidente interino”, um mandato reconhecido por cinquenta países, mas que nunca teve poder real devido à falta de instituições e suporte efectivo.
O Presidente venezuelano descreveu as eleições de domingo como uma “jornada histórica” e uma “batalha definitiva contra o fascismo”. A vitória de Maduro foi saudada por vários regimes aliados, como Rússia, Nicarágua, Cuba, China e Irão. No entanto, países democráticos, incluindo Espanha e Estados Unidos, expressaram preocupações sobre a transparência do processo eleitoral, além de Portugal.
Antes das declarações de Maduro, o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, acusou os líderes da oposição Lester Toledo, Leopoldo López e María Corina Machado de tentarem adulterar os resultados eleitorais. Saab afirmou que o ataque teria sido conduzido a partir da Macedónia do Norte com o objectivo de manipular os dados recebidos pelo CNE. Ele destacou que Lester Toledo é “o principal envolvido” e que é um “fugitivo da justiça tristemente famoso” que se encontra fora do país devido a acusações de financiamento do terrorismo e associação criminosa.
López, fundador do partido Voluntad Popular juntamente com Toledo, reside em Madrid, enquanto Machado, uma das principais líderes da oposição venezuelana, foi impedida pela Justiça local de se candidatar, embora tenha participado da campanha.
Saab também mencionou que foram registados 60 incidentes durante o processo eleitoral, com 17 detenções, sendo a maioria (32) por destruição de material eleitoral. O procurador-geral alertou que actos de violência e apelos para não reconhecer os resultados oficiais poderiam ser considerados crimes de incitamento público, com penas que variam de 3 a 6 anos de prisão.
Reagindo às acusações, Leopoldo López utilizou as redes sociais para afirmar que a situação na Venezuela está apenas a começar e que a população está com Edmundo González e María Corina Machado, afirmando que a fraude não pode ser encoberta. López criticou as alegações de Maduro e expressou confiança na rejeição da fraude por parte do povo venezuelano.
Por sua vez, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, elogiou a “independência sobre o colonialismo” e parabenizou Maduro pela vitória, destacando que o povo participou em massa de uma “festa democrática em paz”. Padrino López também celebrou o apelo de Maduro ao diálogo e à união nacional, publicado através das redes sociais.
Na sequência das recentes eleições presidenciais na Venezuela, pelo menos sete pessoas morreram durante os protestos contra a reeleição de Nicolás Maduro. A oposição acusa o governo de Maduro de fraude eleitoral e afirma possuir provas que comprovam a ilegalidade da sua vitória.
Na segunda-feira, milhares de venezuelanos saíram às ruas para demonstrar o seu descontentamento com o resultado das eleições. Nicolás Maduro foi formalmente declarado vencedor, o que desencadeou uma onda de manifestações em várias cidades do país.
Durante os protestos, a polícia recorreu ao uso de gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes. Segundo a CNN, grupos armados pró-Maduro também estiveram envolvidos nos confrontos, disparando contra os manifestantes pacíficos.
O portal de notícias “EL Mundo” reporta que, desde o início dos protestos, cerca de sete pessoas foram mortas. O diário espanhol cita fontes independentes que confirmam a morte violenta de jovens nas mãos das forças revolucionárias e paramilitares chavistas.
Edmundo González, o candidato da oposição nas eleições, declarou que possui provas substanciais para demonstrar que foi o verdadeiro vencedor do pleito.
Um homem de 44 anos foi sentenciado a 12 anos de prisão por abusar sexualmente sistematicamente de sua neta, que tinha 16 anos na época dos crimes.
A juíza Cristina Salia revelou que o réu vinha cometendo os abusos desde 2018, quando a vítima ainda vivia com ele após a morte da mãe.
Durante o processo, o condenado admitiu ter mantido relações sexuais com a neta, alegando consentimento por parte dos demais familiares, especialmente a avó. Como resultado desses abusos, a menor engravidou e deu à luz um filho, que agora tem dois anos.
Neymar Júnior anunciou a sua despedida da selecção brasileira, encerrando uma trajectória marcada por conquistas, mas sem o sonho de levar para casa o...
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em colaboração com o Gabinete Central de Prevenção e Combate à Droga (GCPCD), realizou a incineração de...