As inundações ocorridas durante a estação das chuvas deste ano no Sudão resultaram na morte de 132 pessoas. Este número representa o primeiro balanço oficial das consequências das inundações, que têm afectado o país desde o início da estação das chuvas, que vai de Maio a Outubro.
O ministério sudanês, em comunicado divulgado pela imprensa internacional, informou que as inundações impactaram 10 estados, afectando um total de 129.650 pessoas.
O impacto das inundações agrava ainda mais as dificuldades enfrentadas pela população do Sudão, que já se encontra em situação precária devido ao conflito em curso desde 15 de Abril de 2023.
O país está em meio a um conflito que opõe o exército governamental às Forças de Apoio Rápido (RSF), um grupo paramilitar.
Este conflito resultou no colapso do sistema de saúde do Sudão, com o Ministério da Saúde a anunciar há quatro dias que 80% das unidades de saúde estão inoperacionais. A crise no sistema de saúde, combinada com a falta de cuidados preventivos, levou ao aumento dos casos de cólera.
O Observatório Africano da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD) alertou que se prevê a ocorrência de precipitações acima do normal em todo o Sudão até Setembro, o que pode exacerbar ainda mais a situação humanitária no país.
O Carnaval de Notting Hill, em Londres, foi palco de violência significativa este ano, resultando em oito pessoas esfaqueadas e 334 detidas, principalmente por posse de armas ou delitos relacionados com drogas, conforme reportado pela Polícia Metropolitana e pela BBC.
Os incidentes começaram no domingo, com três pessoas esfaqueadas, incluindo uma mãe que se encontrava em estado crítico e estava acompanhada de uma criança. Na segunda-feira, mais cinco pessoas foram atacadas com facas, duas delas com ferimentos graves. Durante o evento, a polícia também relatou que mais de 50 agentes foram feridos.
No decorrer das operações, as autoridades recuperaram três armas de fogo e realizaram 49 detenções adicionais por posse de armas de outro tipo.
O Carnaval de Notting Hill, um dos maiores eventos culturais de Londres, atraiu este ano mais de um milhão de pessoas.
Este cenário de violência não é inédito no evento. Em 2023, também se registaram oito esfaqueamentos e 275 detenções.
O vice-comissário adjunto da Met Police, Ade Adelekan, expressou o seu descontentamento: “Estamos cansados de ter de informar as famílias de que os seus entes queridos estão gravemente feridos ou, pior, mortos. Estamos igualmente exaustos de ver cenas de crime durante o Carnaval.”
A polícia revelou ter colaborado intensamente com os organizadores do evento durante vários meses, com o objectivo de garantir a segurança durante as festividades.
Os serviços de emissão de cartas de condução e atribuição de matrículas para veículos em Moçambique encontram-se temporariamente suspensos.
Esta interrupção deve-se a uma avaria na fibra óptica da TMcel, responsável pelo fornecimento do sinal ao centro de dados do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO).
De acordo com um comunicado oficial enviado pelo INATRO à nossa redacção, a falha na infraestrutura de comunicação está a afectar a capacidade do instituto em processar os pedidos relacionados com a emissão de documentos de condução e a atribuição de matrículas de veículos.
A suspensão é uma medida necessária até que a situação seja resolvida e os serviços possam ser restaurados com normalidade.
A Associação Nacional para o Desenvolvimento Auto-Sustentado (ANDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Embaixadora Juvenil para o Programa DREAMS. Saiba mais.
O MyBucks Banking Mozambique, com visão de ser prestador de serviços financeiros de escolha para os Moçambicanos, pretende recrutar um (1) Gestor de Clientes do Business Banking. Saiba mais.
A Missão de Observação Eleitoral da União Europeia (MOE UE) pretende recrutar um (1) Assistente do Chefe da Missão e do Chefe Adjunto da Missão. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Suporte ao Projecto LINK. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Suporte ao Projecto LINK. Saiba mais.
O CISP (Comitato Internazionale per lo Sviluppo dei Popoli), no âmbito do projeto Pro-Paz, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Implementação de Actividades de Apoio a Terceiros. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável de Preparação e Resposta à Emergências (HEPR). Saiba mais.
Lutero Simango, líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), deu início à sua campanha eleitoral na cidade da Beira, onde apresentou ao povo as suas propostas para o futuro do país.
Com a missão de conquistar a confiança dos eleitores, Simango destacou a redução do custo de vida como a principal prioridade do seu plano de governo.
Entre as medidas anunciadas, destacou a necessidade de uma revisão profunda da política fiscal, visando aliviar a carga sobre os cidadãos e aumentar as oportunidades de emprego.
A escolha da Beira para o lançamento da sua campanha não foi ao acaso. Simango sublinhou que a cidade possui um significado político, histórico e geográfico crucial, sendo um ponto central de convergência no país.
Para o candidato, “a Beira representa a inclusão nacional,” tornando-se assim o local ideal para dar o pontapé inicial na sua corrida eleitoral.
A mensagem central de Lutero Simango é clara: uma mudança na governação é urgente e necessária. Segundo ele, “este é um imperativo nacional,” destacando a importância de reformular as estratégias actuais para proporcionar uma vida melhor e mais digna para todos os moçambicanos.
A ilha de Phuket, na Tailândia, foi devastada por uma derrocada causada por chuvas intensas, resultando na morte de pelo menos 13 pessoas.
As autoridades locais concluíram as operações de busca e salvamento, que permitiram resgatar os sobreviventes e identificar as vítimas.
Entre as vítimas, encontram-se nove trabalhadores migrantes de Myanmar, dois cidadãos tailandeses e um casal russo. O deslizamento de terras também causou ferimentos a 19 pessoas e deixou mais de 200 famílias deslocadas.
O próximo passo para as autoridades é a limpeza dos destroços, uma tarefa que está prevista para durar pelo menos três dias. A extensão total dos danos ainda está a ser avaliada e os prejuízos não foram totalmente quantificados.
A ilha de Phuket é amplamente conhecida pelas suas praias tropicais e clima quente, tornando a tragédia ainda mais impactante para a região. As operações de limpeza e recuperação são agora a prioridade para restaurar a normalidade e apoiar as famílias afectadas por esta catástrofe natural.
Cerca de 12 mil clientes da Electricidade de Moçambique (EDM) nos distritos de Morrumbala e Dere, na província central da Zambézia, ficaram sem energia eléctrica devido à vandalização de infraestruturas de média tensão.
Segundo um comunicado da EDM, o incidente ocorreu no final da tarde do dia 24, quando indivíduos ainda não identificados danificaram as espias de dois postes de transporte de energia, resultando na queda de um pórtico em Chimuara.
O caso foi prontamente reportado à Polícia da República de Moçambique (PRM), que está a conduzir investigações para identificar e responsabilizar os autores deste acto criminoso.
Entretanto, a EDM já iniciou a mobilização dos equipamentos necessários para substituir o material danificado e garantir a rápida restauração do fornecimento de energia nas áreas afectadas.
A empresa lamenta profundamente os transtornos causados por esta situação, tanto aos seus clientes como à comunidade em geral. A EDM apela à vigilância e colaboração da população para a protecção das infraestruturas eléctricas, encorajando a denúncia de quaisquer actos que possam comprometer a integridade das mesmas.
Além disso, a EDM relembra que os clientes têm à sua disposição os seus postos de atendimento, onde podem obter mais informações ou reportar qualquer situação que possa afectar o normal fornecimento de energia.
A empresa sublinha ainda que a vandalização de equipamentos eléctricos é um crime grave, que compromete os esforços em alcançar a meta de Acesso Universal à Energia até 2030.
Venâncio Mondlane, candidato à Presidência da República nas eleições de 9 de Outubro, comprometeu-se a eliminar os raptos no país em um ano, caso seja eleito.
Mondlane fez estas declarações durante um comício no mercado de Malhampsene, na autarquia da Matola, onde criticou o elevado índice de desemprego na cidade, que alberga o maior parque industrial de Moçambique.
O candidato salientou que muitos jovens na Matola estão desempregados e que isso diminui o orgulho de serem da cidade. “Muitos jovens aqui estão desempregados e nem têm orgulho de serem da Matola”, afirmou Mondlane, sendo interrompido por aplausos e sons de “vuvuzelas” durante o seu discurso.
Retomando a sua intervenção, Mondlane abordou a questão dos raptos, afirmando que é possível erradicar esse crime em um ano. Ele revelou que, recentemente, conversou com um empresário cuja esposa e filhos estão fora do país devido à insegurança, e mencionou que muitos outros se encontram em situações semelhantes. Mondlane propôs a colaboração com a Interpol e a consulta a países que já enfrentaram e combateram eficazmente esses crimes.
O candidato também voltou a comentar sobre o alegado atentado que sofreu em Zavala, província de Inhambane. Mondlane explicou que um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) estava armado com uma pistola de calibre 9 mm, com 15 munições.
Durante as marchas políticas, as caravanas da RENAMO e do PODEMOS cruzaram-se no bairro da Machava. No entanto, com a intervenção rápida da polícia, não houve incidentes.
Daniel Chapo, candidato da Frelimo nas eleições presidenciais de 9 de Outubro, comprometeu-se a intensificar o combate à corrupção, caso seja eleito. Como uma das principais estratégias, Chapo planeia digitalizar os serviços do Estado para prevenir práticas corruptas.
Durante uma entrevista à STV, Chapo destacou a importância de liderar pelo exemplo na luta contra a corrupção. “O combate à corrupção deve começar comigo. Desafio qualquer pessoa a analisar o meu histórico. Se encontrarem alguma mancha, venham dizer que encontraram. Primeiro, lidera-se pelo exemplo. Já fui administrador distrital. Quem quiser pode ir a Nacala-a-Velha, a Palma ou a Inhambane e verificar o que foi realizado durante o meu mandato”, afirmou.
Chapo enfatizou que a integridade é a primeira regra para um líder e que ser exemplar concede a legitimidade necessária para combater a corrupção. Segundo ele, o combate à corrupção não pode limitar-se a discursos e legislações, sendo essencial agir preventivamente.
Nesse sentido, a digitalização dos serviços do Estado é uma medida crucial para evitar práticas corruptas. Além disso, Chapo defende a importância de educar a sociedade para a honestidade, sustentando que a sociedade deve ser orientada por valores éticos e morais para reduzir a corrupção.
No que toca aos megaprojectos, Chapo sublinhou a importância da responsabilidade social e corporativa no desenvolvimento local. Ele acredita que nenhum contrato é imutável e que os acordos relacionados aos megaprojectos podem ser renegociados, desde que as cláusulas e outros aspectos relevantes sejam analisados com cuidado.
Chapo mencionou que, embora Moçambique tenha uma política de responsabilidade social, ainda não dispõe de uma lei específica sobre o assunto.
Segundo ele, essa ausência faz com que a responsabilidade social seja vista pelas grandes multinacionais como um favor, e não como uma obrigação. “Nós, como Governo, faremos as coisas de forma diferente para alcançar resultados diferentes”, garantiu.
Para melhorar o ambiente de negócios no país, Chapo destacou a importância da paz, segurança, transparência, integridade e flexibilidade nos processos de legalização de empresas. Ele defendeu também a inclusão de todos os moçambicanos no processo de desenvolvimento, independentemente da sua afiliação partidária ou religião. “A inclusão não deve ser vista apenas no âmbito político”, explicou, acrescentando que esta deve ter várias dimensões e ser baseada no mérito.
A prisão preventiva de Pavel Durov, fundador da plataforma de mensagens Telegram, foi prolongada no domingo à noite, um dia após a sua detenção no aeroporto de Paris.
O cidadão franco-russo, de 39 anos, foi detido no sábado à noite no aeroporto de Le Bourget, ao norte de Paris, enquanto chegava de Baku e planeava pernoitar na capital francesa, onde tinha um jantar agendado, segundo fontes próximas ao caso citadas pela agência de notícias francesa AFP.
A detenção de Durov ocorreu em resposta a um mandado de captura emitido por investigadores franceses, relacionado com vários crimes associados ao serviço de mensagens encriptadas que fundou.
A investigação está centrada em crimes cometidos por um grupo organizado, com acusações que vão desde fraude e tráfico de droga até assédio cibernético, crime organizado e apologia do terrorismo.
Na sequência da sua detenção, o juiz de instrução de Paris prolongou a prisão preventiva de Pavel Durov por até 96 horas. Após este prazo, Durov poderá ser libertado ou será apresentado ao juiz para uma possível acusação formal.
O mandado de captura contra Durov foi emitido pela unidade responsável pelo combate à violência contra menores (OFMIN), que alegou que o fundador do Telegram não tomou medidas adequadas para prevenir o uso criminoso da sua plataforma, incluindo falta de moderação e de cooperação com os investigadores.
Uma investigação judicial adicional foi aberta pela unidade cibernética (J3) do Junalco (Tribunal Nacional de Combate ao Crime Organizado). As investigações estão a cargo da Unidade Nacional Cibernética (UNC) da Guarda Nacional e do Departamento Nacional Antifraude (Onaf), ligado aos serviços aduaneiros, onde Durov permanece detido.
A justiça acusa Durov de não implementar mecanismos adequados para controlar o uso abusivo da plataforma Telegram, que é frequentemente criticada por permitir a disseminação de conteúdos ilícitos.
O Telegram, através do seu próprio canal, afirmou que Pavel Durov “não tem nada a esconder e viaja frequentemente pela Europa”. A empresa qualificou de “absurdo” afirmar que uma plataforma ou o seu proprietário são responsáveis pelos abusos encontrados na mesma.
O Telegram reafirmou o seu compromisso de cumprir com as leis europeias, incluindo o Regulamento de Serviços Digitais, e garantiu que a sua política de moderação está dentro dos padrões do sector.
Lançado em 2013 por Pavel Durov e pelo seu irmão Nikolai, o Telegram é conhecido por oferecer comunicações totalmente encriptadas e tem a sua sede no Dubai. A plataforma distingue-se das suas concorrentes norte-americanas pela sua abordagem à privacidade e protecção de dados pessoais, comprometendo-se a nunca revelar informações sobre os seus utilizadores.
O Juiz Conselheiro do Conselho Constitucional (CC) de Moçambique, Manuel Franque, sugeriu a criação de um código eleitoral no país, como forma de evitar as frequentes alterações na legislação eleitoral que ocorrem a cada ciclo eleitoral.
Franque destacou que as mudanças constantes na legislação tornam o estudo e a aplicação do direito eleitoral mais complexos e desafiadores. Segundo ele, ao longo da história de Moçambique, foram registadas mais de uma dezena de alterações na legislação eleitoral, com apenas uma tentativa de se estabelecer um código, que acabou por não avançar.
“Há uma grande quantidade de alterações legislativas. Até ao momento, identifiquei onze modificações, sem incluir as mais recentes, e estas alterações complicam bastante o estudo e a aplicação do direito eleitoral”, afirmou Franque durante a cerimónia de lançamento do seu livro intitulado “Direito Eleitoral Político Moçambicano, Noções Práticas”, realizada esta semana em Maputo.
Franque acrescentou que, para contornar esta situação, o Conselho Constitucional tem consistentemente recomendado ao legislador a elaboração de um código eleitoral. Em 2010, foi considerada a possibilidade de criar tal código, mas a proposta não avançou na Assembleia da República, o parlamento moçambicano.
“O nosso legislador nunca se empenhou na elaboração de um código eleitoral. Sei que, em 2010, houve uma proposta de código eleitoral apresentada à Assembleia, mas foi simplesmente rejeitada”, apontou Franque, atribuindo a falta de avanço à ausência de vontade política.
O Juiz Conselheiro sublinhou ainda que é necessário, fora do contexto eleitoral ou político, reflectir sobre os objectivos da legislação eleitoral, incluindo a “harmonização, o código eleitoral, a gestão eleitoral realizada pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) e pelo Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), bem como melhorar o modelo actual”.
Para Franque, esta é uma questão que deve ser ponderada pelos partidos políticos, pela sociedade civil e pela Assembleia da República, sendo estes temas também abordados na sua nova obra.
O Hamas anunciou a sua rejeição às novas condições propostas por Israel para as negociações de cessar-fogo em Gaza. Este desacordo aumenta ainda mais as incertezas quanto ao término de um conflito que já se arrasta por mais de 10 meses.
As conversações, mediadas pelos Estados Unidos, Egito e Catar, não lograram alcançar um acordo que pudesse encerrar a campanha militar israelense em Gaza ou garantir a libertação dos reféns capturados pelo Hamas no ataque que o grupo lançou contra Israel em 7 de Outubro do ano passado.
Um dos principais pontos de divergência nas negociações é a presença contínua de tropas israelenses no Corredor Filadélfia, uma estreita faixa de terra com 14,5 km de extensão ao longo da fronteira sul de Gaza com o Egito.
O Hamas alega que Israel não cumpriu o compromisso de retirar suas tropas do corredor e, em vez disso, apresentou novas condições. Entre estas novas exigências está a triagem dos palestinos deslocados que devem ser enviados para o norte do enclave, uma área mais densamente povoada, assim que o cessar-fogo entre em vigor.
Osama Hamdan, um oficial do Hamas, afirmou à TV Al-Aqsa do grupo que “não aceitaremos discussões sobre alterações ao que foi acordado em 2 de Julho ou sobre novas condições”.
Em Julho, o Hamas havia concordado em iniciar negociações para a libertação de reféns, incluindo soldados e civis, 16 dias após a primeira fase de um acordo destinado a encerrar a guerra em Gaza, conforme relatado por uma fonte sênior do Hamas à Reuters.
Hamdan acrescentou que o Hamas já entregou sua resposta aos mediadores internacionais em relação à última proposta apresentada.
Um homem e os seus dois filhos foram detidos na última sexta-feira no município da Matola, sob acusação de homicídio e abandono do corpo da vítima numa lixeira local. O crime terá ocorrido na madrugada do dia 9 deste mês.
Segundo o relato dos suspeitos, o pai teria notado um movimento suspeito dentro da sua residência durante a noite. Despertado pelo barulho, ele constatou que se tratava de um intruso, presumivelmente um ladrão. “Eu já tinha sido vítima de um assalto na semana anterior, por isso estava em alerta. Quando percebi que era um ladrão, chamei os meus filhos e os vizinhos. Dei-lhe algumas chapadas, mas de leve, apenas para confessar o crime,” relatou o pai.
Ainda segundo o pai, ao amanhecer, quando chegou a hora de ir trabalhar, ordenou aos seus filhos que levassem o suposto ladrão à esquadra, localizada a cerca de 400 metros de distância. No entanto, a partir desse momento, alegou não ter mais conhecimento do que se passou.
O filho mais velho corroborou a versão do pai, afirmando que, de facto, tentou levar o homem à esquadra.
No entanto, durante o trajecto, perceberam que o ladrão passava mal e optaram por desviar a rota em direcção ao hospital.
Contudo, antes de lá chegarem, notaram que o homem já não respirava. Dominados pelo pânico, decidiram abandonar o corpo numa lixeira.
Horas mais tarde, o corpo foi descoberto por populares, escondido entre o lixo. O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) da Matola, com a ajuda de câmaras de segurança de residências e empresas da área, conseguiu identificar o veículo utilizado para transportar o corpo e rastrear a matrícula, o que levou à detenção dos suspeitos.
A família da vítima confirmou que o falecido era, de facto, um ladrão conhecido, tendo cumprido uma pena de prisão de oito anos devido às suas actividades criminosas, estando em liberdade há cerca de três meses.
Numa das noites mais trágicas no sudoeste do Paquistão, 23 passageiros foram brutalmente assassinados a tiro por um grupo de homens armados que interceptaram vários veículos, incluindo autocarros e camiões, no distrito de Musakhail, na província do Baluchistão.
Antes de fugirem, os agressores incendiaram pelo menos 10 veículos, deixando um rastro de destruição e horror.
De acordo com Ayub Achakzai, um alto responsável da polícia local, o ataque ocorreu durante a madrugada, numa autoestrada que liga a região oriental do Punjab ao Baluchistão.
Os agressores, após forçarem os passageiros a saírem dos veículos, identificaram-nos individualmente antes de lhes tirarem a vida. Para além das vítimas mortais, outras cinco pessoas ficaram feridas, elevando ainda mais a gravidade do ataque.
O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, e o ministro do Interior, Mohsin Naqvi, condenaram o ataque de forma veemente, classificando-o como um ato bárbaro. Ambos prometeram que os responsáveis serão levados à justiça e enfrentarão as consequências pelos seus actos.
Embora o ataque tenha ocorrido poucas horas após o grupo separatista Exército de Libertação Baluch ter avisado os residentes da província para evitarem as autoestradas, ainda não houve qualquer reivindicação de responsabilidade por parte do grupo.
O Baluchistão tem sido, ao longo dos anos, palco de uma insurreição, com os separatistas a exigirem a independência do governo central em Islamabad e a frequentemente atacarem trabalhadores e outras pessoas provenientes do Punjab, numa tentativa de os forçarem a abandonar a província.
A violência na região é agravada pela presença de fundamentalistas islâmicos, que, tal como os separatistas, contribuem para a instabilidade no Baluchistão, tornando a segurança dos seus habitantes cada vez mais precária.
Em preparação para a votação marcada para o próximo dia 9 de Outubro, a província de Gaza está a seleccionar e a formar cerca de 14 mil candidatos para integrar as mesas de voto nos 14 distritos da região.
Esta iniciativa visa assegurar um processo eleitoral organizado e eficiente.
A informação foi divulgada no último sábado por Ilídio Chichava, Chefe do Departamento de Formação e Educação Cívica na Direcção Provincial do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) de Gaza. Segundo Chichava, a formação abrange formadores a nível nacional e provincial, além dos próprios membros das mesas de voto.
Os conteúdos programáticos desta formação incluem o entendimento do papel dos membros das mesas de voto, os passos a seguir durante o processo de votação, os métodos de apuramento dos resultados e a identificação de ilícitos eleitorais.
A formação é considerada crucial para garantir a integridade e transparência do escrutínio.
O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) falhou na meta de imprimir e distribuir mais de 22 milhões de livros escolares até ao final do primeiro semestre deste ano.
Até ao momento, o MINEDH apenas conseguiu disponibilizar cerca de quatro milhões de manuais, muito aquém do objectivo estabelecido.
O MINEDH ainda não conseguiu assegurar a distribuição adequada de material básico para o processo de ensino-aprendizagem em Moçambique, nomeadamente os livros escolares de distribuição gratuita e venda proibida.
Nos primeiros três meses deste ano, os professores da primeira classe foram forçados a copiar tudo para os cadernos dos alunos de seis anos e de novos ingressos, enquanto os da segunda classe enfrentaram dificuldades com os chamados cadernos de actividades.
Segundo o Balanço do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado 2024, o objectivo era imprimir e distribuir mais de 22 milhões de livros a todos os alunos do ensino primário no primeiro semestre do ano. Esta meta, que era também a anual, não foi alcançada, com o MINEDH apenas a ter distribuído quatro milhões, quinhentos e dezassete mil e quarenta e oito manuais, o que representa menos de 20% da meta estabelecida.
O balanço do primeiro semestre fornece ainda informações sobre a distribuição dos livros escolares em cada província até ao mês de Junho. Cabo Delgado recebeu 36.750 livros, o número mais baixo, enquanto Nampula recebeu 185.940, a maior quantidade de manuais.
Outras províncias e a Cidade de Maputo receberam os seguintes números de livros: Tete 168.140, Manica 149.950, Sofala 182.245, Inhambane 160.650, Gaza 140.805, Província de Maputo 150.980 e Cidade de Maputo 79.280.
O MINEDH já forneceu várias justificações para a falta de livros escolares, mas estas promessas não se concretizaram. As crianças terminaram o primeiro trimestre sem manuais, e só no final do segundo trimestre começaram a recebê-los. O Ministério fez diversas declarações públicas sobre a situação, mas a realidade mostrou-se diferente.
Em 19 de Maio de 2024, Manuel Simbine, porta-voz do MINEDH, garantiu que mais de 60% dos livros já estavam a ser distribuídos. No entanto, o balanço semestral indicou que apenas 4.517.048 manuais tinham sido disponibilizados, uma discrepância significativa. Posteriormente, descobriu-se que muitos livros ainda não tinham sido produzidos no país e enfrentaram atrasos logísticos.
Em 30 de Maio de 2024, Manuel Bazo, vice-ministro da Educação, justificou que havia havido um problema de navegação e que os livros estavam a caminho dos portos de Nacala, Maputo e Beira. No entanto, Daniel Nivagara, ministro da Ciência e Tecnologia, em Abril de 2024, afirmou na Assembleia da República que os livros já estavam no país e em processo de distribuição.
A ministra da Educação, Carmelita Namashulua, só se pronunciou sobre o atraso quase no final do segundo trimestre. A resposta dela foi que os livros estavam finalmente a ser distribuídos pelo país. Contudo, o porta-voz Manuel Simbine anunciou em Julho que o processo de descarregamento e distribuição dos livros decorria, mas os números ainda não eram satisfatórios.
Inicialmente, o plano era produzir os livros escolares das três primeiras classes a nível nacional, utilizando recursos próprios. Para isso, o Governo destinou cerca de 400 milhões de Meticais ao MINEDH. No entanto, os livros acabaram por ser impressos fora do país, e a distribuição, embora iniciada, ainda não é suficiente para cobrir todas as necessidades.
O jornal O País apurou que, mesmo com a distribuição em curso, muitos alunos ainda não receberam manuais suficientes. Com apenas um trimestre restante para o final do ano lectivo, já se deveria estar a planear a disponibilização dos livros para o ano lectivo de 2025, material que normalmente começa a chegar a partir de Novembro.
A Renamo, através do seu porta-voz Nelson Carvalho, assegurou o seu compromisso em continuar a apoiar as pessoas desfavorecidas da província de Nampula.
Durante uma declaração recente, Carvalho informou que a campanha eleitoral do partido está a ser conduzida em todos os postos administrativos da província, com o objectivo de mobilizar a população a votar na Renamo e no seu líder, Ossufo Momade.
Carvalho sublinhou que a Renamo está preparada para responder às necessidades da população, afirmando: “Queremos garantir ao povo de Nampula que, ao votar na Renamo e em Ossufo Momade, continuaremos a apoiar os mais desfavorecidos. O nosso objectivo é melhorar as infraestruturas rodoviárias, criando estradas que facilitem o bem-estar da população.”
Além disso, o porta-voz da Renamo destacou que o partido tem planos para impulsionar o sector agrícola através da introdução de estratégias de mecanização, visando aumentar a produtividade e apoiar os agricultores locais. A criação de empregos para os jovens é outra prioridade da Renamo, bem como a expansão da rede eléctrica para as áreas que ainda carecem de acesso à energia, contribuindo assim para o desenvolvimento socioeconómico das regiões mais remotas.
A Renamo reafirma o seu compromisso em trabalhar para o progresso de Nampula, promovendo medidas que melhorem a qualidade de vida dos seus habitantes e garantam um futuro mais próspero para todos.
No passado fim de semana, o Hospital Geral José Macamo, situado na cidade de Maputo, identificou o primeiro caso suspeito de varíola dos macacos, cientificamente conhecida como “mpox”.
O caso foi detectado em um indivíduo de 35 anos, residente no bairro de Bagamoyo, que procurou atendimento na unidade hospitalar apresentando sintomas compatíveis com a doença.
As autoridades de saúde já procederam à recolha de amostras para confirmar se o caso se trata efectivamente da varíola dos macacos.
O paciente está actualmente internado no hospital, em isolamento e sob vigilância do Instituto Nacional de Saúde (INS), enquanto aguarda os resultados dos exames que irão determinar o diagnóstico final.
O Ministro das Obras Públicas e Habitação, Carlos Mesquita, expressou a sua insatisfação com o ritmo de execução das obras de reabilitação e asfaltagem da estrada Guruè-Nampevo, localizada na província da Zambézia.
Durante a visita realizada no último sábado ao local das obras, Mesquita exigiu maior celeridade na conclusão dos trabalhos, sublinhando a importância da infraestrutura para a região.
A estrada em questão compreende um troço de aproximadamente 135 quilómetros, cujas obras tiveram início em Março deste ano. No entanto, apesar do tempo decorrido, o progresso dos trabalhos tem sido lento, gerando preocupação quanto ao cumprimento dos prazos estabelecidos.
O ministro, ao constatar o estado actual das obras, frisou a necessidade de acelerar o processo, destacando a relevância da estrada para a ligação entre várias comunidades e o impacto positivo que a sua conclusão trará para o desenvolvimento local.
Carlos Mesquita reforçou ainda a sua determinação em garantir que os trabalhos sejam realizados com qualidade e dentro dos prazos previstos, reiterando que a infraestrutura é essencial para o escoamento de produtos agrícolas e o acesso a serviços básicos pela população.
A conclusão desta obra é aguardada com grande expectativa, uma vez que a estrada Guruè-Nampevo é considerada estratégica para a melhoria da circulação e da economia na província da Zambézia.
O MyBucks Banking Mozambique, com visão de ser prestador de serviços financeiros de escolha para os Moçambicanos, pretende recrutar um (1) Gestor de Clientes do Business Banking. Saiba mais.
A Missão de Observação Eleitoral da União Europeia (MOE UE) pretende recrutar um (1) Assistente do Chefe da Missão e do Chefe Adjunto da Missão. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Suporte ao Projecto LINK. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Suporte ao Projecto LINK. Saiba mais.
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