No distrito de Nampula, uma situação preocupante afecta mais de trinta mil alunos de 450 turmas em vários estabelecimentos escolares, que são forçados a estudar ao ar livre e sentados no chão.
A Escola Básica de Muthimacanha, localizada no bairro de Murrapaniua, enfrenta a situação mais crítica, com 163 turmas e mais de seis mil alunos a frequentar as aulas em condições precárias.
A Escola Básica de Muthimacanha não possui vedação, o que expõe as crianças a riscos significativos, incluindo a possibilidade de atropelamentos, uma vez que o recinto escolar é atravessado frequentemente por veículos e motorizadas.
Em resposta a esta situação, Silvério Canate, director distrital da Educação, informou que o sector está a procurar apoios de diversos parceiros para a construção de novas salas de aula.
Além disso, o director destacou a importância da coordenação entre as comunidades e as lideranças locais na busca de soluções práticas, utilizando materiais não convencionais sempre que possível.
Ele apelou ao envolvimento e apoio de toda a sociedade para a construção de mais infraestruturas escolares, especialmente em instituições com um elevado número de alunos a estudar sob árvores.
Silvério Canate também mencionou que, neste ano, foram concluídas mais de dez novas salas de aula, com outras em fase de construção e previstas para serem entregues em breve.
Actualmente, o distrito de Nampula dispõe de um total de 1.649 salas de aula, incluindo convencionais, mistas e precárias, que servem 401 mil alunos desde a 1.ª até à 12.ª classe.
Illia ‘Golem’ Yefimchyk, um renomado fisiculturista da Bielorrússia, faleceu aos 36 anos após sofrer uma paragem cardíaca. A sua morte foi anunciada pela esposa, Anna, e confirmada pelos meios de comunicação locais.
O incidente ocorreu na manhã do dia 6, quando Yefimchyk sofreu uma paragem cardíaca súbita. De acordo com informações do canal de notícias Nexta, o atleta foi imediatamente transportado de helicóptero para um hospital, onde os médicos conseguiram reanimá-lo. No entanto, dois dias após o episódio, os médicos declararam morte cerebral.
Yefimchyk, conhecido pela sua impressionante constituição física, pesava 160 quilos e media 1,85 metros de altura. Para manter a sua enorme musculatura, o fisiculturista seguia uma rigorosa e exigente rotina alimentar, consumindo cerca de 16.500 calorias por dia, distribuídas em sete refeições.
A sua trágica morte abalou a comunidade do fisiculturismo, que prestou homenagens ao atleta, recordando a sua dedicação ao desporto e o impacto que teve na área.
No seu terceiro dia de campanha em Cabo Delgado, Lutero Simango, candidato presidencial pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), fez um apelo aos eleitores dos distritos de Mueda e Nangade para votarem nele nas próximas eleições.
Simango destacou que, se eleito, uma das suas principais promessas será o asfaltamento da estrada que liga Mueda à fronteira com a Tanzânia. Este projecto visa não apenas melhorar a infra-estrutura de transporte na região, mas também fomentar o desenvolvimento económico e social local.
Para além do asfaltamento da via, o candidato do MDM compromete-se a aproveitar o legado histórico e os recursos naturais da província para impulsionar o desenvolvimento de Cabo Delgado.
Simango sublinhou a importância de um desenvolvimento sustentável que respeite o património cultural e natural da região, com o objectivo de trazer benefícios a longo prazo para a população local.
O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) na cidade de Tete aproveitou o décimo nono dia da campanha eleitoral para substituir novamente as suas bandeiras de propaganda, que foram alvo de vandalismo ao longo da ponte Samora Machel, uma das infraestruturas mais importantes sobre o rio Zambeze.
Eusébio Machavane, director da campanha do MDM, revelou que esta é a terceira vez que o partido é obrigado a repor as bandeiras na mesma localização devido aos actos de vandalismo. Segundo Machavane, até ao momento, não foi identificado nenhum responsável pelos danos causados.
Apesar dos recorrentes incidentes, o partido mantém a sua postura firme em continuar a campanha, reforçando a sua presença ao longo da ponte.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, declarou o estado de emergência em Los Angeles e nas áreas circundantes em resposta aos incêndios florestais que ameaçam a cidade e já devastaram dezenas de residências.
A medida visa intensificar a resposta às chamas que se espalham descontroladamente na região.
Newsom anunciou a declaração de estado de emergência para as regiões de Los Angeles e San Bernardino, no combate ao “Bridge Fire”, e também para as áreas de Orange e Riverside, no enfrentamento do “Airport Fire”. A decisão foi comunicada na quarta-feira passada.
O “Bridge Fire” é um dos três incêndios descontrolados que afectam a segunda maior cidade dos Estados Unidos. Em apenas 24 horas, este incêndio já destruiu dezenas de casas e consumiu quase 20 mil hectares nas colinas acima de Los Angeles.
No norte da cidade californiana, os residentes das localidades de Wrightwood e Monte Baldy receberam ordens para evacuar suas casas.
Segundo as autoridades, pelo menos 33 casas e várias cabanas foram destruídas, e uma estância de esqui também foi devastada pelo fogo. Um jornalista da agência de notícias France-Presse que esteve em Wrightwood relatou a visão de edifícios em ruínas e veículos queimados.
O incêndio iniciou no domingo e, na terça-feira, já tinha consumido 1.600 hectares. No entanto, a área queimada expandiu-se rapidamente, alcançando 20 mil hectares na quarta-feira.
Ao nordeste de Los Angeles, um outro incêndio, denominado “Line Fire”, devastou 14 mil hectares. Os moradores das aldeias de montanha receberam ordens para deixar suas residências, e várias estradas foram fechadas. Um homem, com cerca de 30 anos e suspeito de ter causado o incêndio, foi detido na terça-feira, segundo documentos judiciais.
Gavin Newsom sublinhou que a Califórnia está mobilizando todos os recursos disponíveis para combater estes incêndios devastadores, após visitar um posto de comando do “Line Fire” na quarta-feira.
Mais de 5.700 pessoas foram mobilizadas para lidar com os três incêndios, conforme informações do gabinete do governador.
A sudeste de Los Angeles, um terceiro incêndio, o “Airport Fire”, já destruiu mais de 8.900 hectares. Sete pessoas ficaram feridas no incêndio ocorrido na segunda-feira, conforme os bombeiros locais.
A propagação dos incêndios foi exacerbada pela onda de calor que atingiu a região, com temperaturas a ultrapassarem os 43°C nos últimos dias. Contudo, as temperaturas começaram a baixar na quarta-feira.
Com o agravamento do aquecimento global, a parte ocidental da América do Norte tem sido cada vez mais afectada por fenómenos meteorológicos extremos, como ondas de calor, secas e incêndios florestais.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) procedeu à detenção de dois homens suspeitos de estarem envolvidos em actividades de tráfico e consumo de drogas na cidade da Beira, localizada na província de Sofala.
Os detidos têm idades compreendidas entre os 25 e os 36 anos, e estavam na posse de aproximadamente três quilos de canábis sativa, vulgarmente conhecida como suruma. A quantidade de droga encontrada foi suficiente para a sua detenção em flagrante delito.
Segundo os próprios suspeitos, estes admitiram estar envolvidos no narcotráfico, revelando que, por cada operação de transporte da substância ilícita, recebiam entre mil e mil e quinhentos meticais, o que mostra que se dedicavam à prática de tráfico de forma recorrente.
A porta-voz do SERNIC em Sofala, Lurdes Cuchama, informou que a captura dos indivíduos foi realizada no momento em que praticavam o crime, tendo o processo sido imediatamente encaminhado para as autoridades judiciais competentes para a tomada das medidas legais subsequentes.
Alberto Fujimori, que liderou o Peru durante uma década, faleceu aos 86 anos, após enfrentar um câncer na língua, diagnosticado em Maio deste ano.
A notícia foi confirmada pela sua filha, Keiko Fujimori, na quarta-feira (11), em Lima, onde o ex-presidente vinha recebendo cuidados médicos em sua residência.
Fujimori governou o Peru de 1990 a 2000, período durante o qual sua administração ficou marcada por profundas controvérsias, incluindo acusações de corrupção, abuso de poder e graves violações dos direitos humanos. Em 2000, diante de uma crescente pressão pública e denúncias que afectaram gravemente a sua reputação, o ex-presidente fugiu para o Japão, país do qual também detinha nacionalidade. No entanto, em 2005, durante uma visita ao Chile, Fujimori foi detido e, dois anos depois, extraditado para o Peru, onde enfrentou diversos julgamentos.
Em 2009, Fujimori foi condenado por crimes contra a humanidade, devido ao massacre de 25 pessoas entre 1991 e 1992, perpetrado pelo grupo militar Colina, uma unidade secreta que operava sob seu governo.
Além disso, o ex-líder peruano foi responsabilizado pelo sequestro de duas pessoas. Essas acusações levaram à sua prisão, onde cumpriu pena até 2017, quando recebeu um indulto humanitário concedido pelo então presidente Pedro Pablo Kuczynski, devido ao seu delicado estado de saúde. No entanto, essa decisão judicial foi revogada posteriormente, e Fujimori voltou à prisão até que, em 2023, a justiça peruana restabeleceu o indulto, permitindo a sua libertação definitiva.
A figura de Alberto Fujimori sempre esteve envolta em controvérsias. Para muitos, ele representava uma liderança firme que combateu a guerrilha do Sendero Luminoso e estabilizou a economia do país, enquanto para outros, foi um símbolo de autoritarismo, com seu legado manchado pelos crimes cometidos sob o seu governo.
A Johanniter International Assistance (JIA) pretende recrutar dois (2) Planning, Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (PMEAL) Officer. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Embaixadoras da Juventude. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Sénior de Monitoria e Avaliação-OVC. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Oficial Sénior de Monitoria e Avaliação – DREAMS. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Recursos Humanos. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista Técnico/a de Educação em Emergência e Escolas Seguras. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal duas (2) Supervisoras de Fortalecimento Económico. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Oficial de Projecto DREAMS. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal nove (9) Mentoras Líderes. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Técnico de HIV Pediátrico e Gestão de Casos. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal nove (9) Oficiais de Campo DREAMS. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Coordenadores de Supply Chain. Saiba mais.
Recentemente, desconhecidos lançaram veneno numa lagoa situada na província do Niassa, resultando na morte de milhares de peixes. Esta situação representa um risco significativo de envenenamento para outros animais que possam beber da água contaminada.
A lagoa afectada está localizada na Coutada Oficial Marangira, uma área de conservação no interior da província do Niassa, no norte de Moçambique. Esta área de conservação faz fronteira com a Reserva Especial do Niassa, que tem sido alvo de caçadores furtivos utilizando diversos métodos para capturar animais de pequeno, médio e grande porte.
A situação escalou quando os caçadores furtivos recorreram à perigosa táctica de envenenar a água para atingir os seus objectivos. Carlos Queiroz, sócio da empresa concessionária da coutada, revelou à nossa reportagem, a partir de Portugal, que a situação foi detectada a 5 de Setembro. Ele relatou que foram observadas queimadas e movimentações suspeitas, o que levou ao envio imediato das equipas de vigilância.
Infelizmente, na madrugada de 6 de Setembro, confirmaram que uma enorme lagoa, que se encontra próxima a um rio crucial para a coutada, tinha sido envenenada. “Quando chegamos ao local, deparámo-nos com uma cena devastadora: centenas, para não dizer milhares, de peixes mortos devido ao envenenamento. A concessionária lançou imediatamente uma operação de vigilância e controlo para evitar que o peixe contaminado fosse recolhido e, eventualmente, chegasse às comunidades locais”, explicou Carlos Queiroz.
Na manhã de terça-feira, uma equipa do Serviço Provincial de Terra e Ambiente do Niassa deslocou-se ao local afectado. Espera-se que, na quarta-feira, a equipa possa fornecer mais informações sobre as constatações realizadas e as medidas adoptadas para mitigar o risco de envenenamento para pessoas e outros animais na área circundante.
As autoridades espanholas realizaram uma operação significativa em Ibiza, resultando na apreensão de mais de um milhão de comprimidos de ecstasy, a maior apreensão de droga sintética já registada em Espanha. No âmbito desta operação, foram detidas nove pessoas.
Segundo a Guardia Civil, citada pela Reuters, além dos comprimidos de ecstasy, foram confiscados 212 quilos de cetamina, 73 quilos de MDMA, 20 quilos de cocaína, 21 quilos de cocaína cor-de-rosa, 10 quilos de haxixe e 6 quilos de marijuana. O valor total estimado da droga apreendida é de 25 milhões de euros.
Entre os nove indivíduos detidos, encontram-se cidadãos italianos que residem na ilha espanhola.
Pelo menos 22 pessoas morreram e 73 continuam desaparecidas após um aluimento de terras na região montanhosa do norte do Vietname, provocado pelas intensas inundações resultantes do tufão Yagi. A informação foi divulgada pela imprensa estatal vietnamita.
O desastre ocorreu na passada terça-feira numa aldeia remota da província de Lao Cai, uma área de difícil acesso, o que tem complicado as operações de resgate.
As autoridades locais estão a trabalhar incessantemente para chegar à zona afectada e continuar as buscas por sobreviventes. Hoang Quoc Bao, chefe do partido distrital, afirmou ao jornal Tuoi Tre que “as forças de resgate estão a ser mobilizadas para chegar ao local do deslizamento e intensificar as buscas”.
As inundações causadas pelo tufão forçaram a evacuação de dezenas de milhares de pessoas. Os habitantes descrevem as inundações como as mais severas das últimas décadas.
O tufão Yagi atingiu a região costeira de Haifong no sábado, com grande intensidade, antes de enfraquecer no domingo. Até à noite de terça-feira, o balanço de vítimas mortais subiu para 127, segundo as autoridades.
Estudos recentes indicam que os tufões na região estão a formar-se mais perto da costa, intensificando-se rapidamente e permanecendo em terra por períodos mais longos, um fenómeno que tem sido associado às alterações climáticas. Este comportamento dos ciclones representa um risco crescente para as comunidades locais, que enfrentam impactos cada vez mais devastadores.
Aaron James, de 46 anos, fez história ao se submeter ao primeiro transplante ocular do mundo, além de ser a 19.ª pessoa nos Estados Unidos a receber um transplante facial.
O procedimento, realizado há um ano, revelou-se um sucesso notável, com os médicos descrevendo os resultados como “incríveis”. Apesar de ainda não recuperar a visão naquele olho, o órgão transplantado mantém-se em condições normais.
Em 2021, Aaron James, um electricista de alta tensão, sofreu um grave acidente de trabalho ao ser electrocutado por 7.200 volts quando seu rosto tocou um cabo energizado.
O acidente causou a perda substancial de seu rosto — incluindo nariz, lábios, dentes da frente, bochecha esquerda e queixo — e também do braço esquerdo.
A complexa cirurgia de transplante, que durou 21 horas, envolveu uma equipe de mais de 140 profissionais de saúde, incluindo cirurgiões, enfermeiros e auxiliares.
O procedimento ocorreu em Maio do ano passado em um hospital em Nova Iorque. Aaron James recebeu dois transplantes simultâneos: um de rosto e outro de olho. Ambos os órgãos foram doados por um homem com cerca de 30 anos, que estava em morte cerebral.
Durante a cirurgia, foram introduzidas células-mãe da medula óssea do doador no nervo óptico de Aaron para estimular a regeneração. O transplante ocular foi possível graças ao corte do nervo óptico o mais próximo possível do globo ocular, uma técnica que possibilitou a integração do novo olho com as estruturas existentes.
Aaron James não só fez história com o transplante ocular como também continua a avançar na recuperação, retornando progressivamente à sua vida normal. Embora ainda não tenha recuperado a visão do olho transplantado, o sucesso da cirurgia e a adaptação do órgão são considerados marcos importantes na medicina.
O escritor moçambicano Mia Couto será o padrinho da segunda edição do programa “Be Like a Woman”, cuja cerimónia de lançamento ocorrerá hoje na cidade de Maputo.
Este programa tem como objectivo promover um ambiente de negócios mais justo e igualitário, oferecendo novas ferramentas e recursos às mulheres que ocupam cargos de liderança intermédia ou que se destacam como empreendedoras de média dimensão.
Este ano, o “Be Like a Woman” expandiu o seu âmbito de ação, abrangendo um número maior de grupos desfavorecidos, incluindo pessoas com deficiência e mulheres do sector informal e rural.
A iniciativa visa proporcionar apoio e oportunidades para estas mulheres, ajudando a nivelar o campo de actuação no mundo dos negócios.
A organização do programa está a cargo da EY, em colaboração com a New Faces New Voices, uma rede liderada pelo Graça Machel Trust. Esta parceria visa fortalecer o impacto do programa e assegurar que as mulheres de diferentes contextos possam beneficiar das oportunidades oferecidas.
Um confronto entre duas mulheres no distrito da Moamba, na Província de Maputo, acabou em tragédia, resultando na morte de uma delas.
A desavença entre as duas mulheres iniciou quando a esposa de um homem descobriu a infidelidade do marido com a sua vizinha.
A descoberta abalou profundamente a relação de boa vizinhança que existia entre elas, transformando o que antes era uma convivência pacífica em um conflito intenso.
A situação chegou a um ponto crítico durante uma discussão, que só foi interrompida quando o homem prometeu nunca mais visitar a casa da vizinha. Este compromisso, embora temporário, parecia ter conseguido acalmar os ânimos e preservar o casamento.
No entanto, o último fim-de-semana trouxe novos conflitos. Enquanto passava perto da casa da vizinha, a esposa ouviu a voz do marido a soar suavemente do quarto da sua rival. Sentindo-se traída e furiosa, correu em direcção à casa da vizinha, onde encontrou o marido, que tentava reatar um relacionamento de forma ilegal.
A situação degenerou rapidamente em uma violenta altercação entre as duas mulheres, resultando em ferimentos graves para a vizinha. A vítima foi rapidamente transportada para o hospital, mas, infelizmente, não sobreviveu aos ferimentos.
A agressora foi detida pelas autoridades, enquanto o homem, aparentemente indiferente à gravidade da situação, continua a circular pelo bairro com uma aparência despreocupada, vestindo chinelos e calções, como se fosse um turista.
O Tribunal Judicial Provincial de Cabo Delgado sentenciou dois cidadãos moçambicanos a penas de 28 e 30 anos de prisão por envolvimento em crimes de financiamento ao terrorismo na província de Cabo Delgado.
As condenações foram anunciadas durante uma conferência de imprensa, na terça-feira, pela porta-voz da Procuradoria Provincial e do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), Carmen Massicame, no âmbito da terceira reunião destas instituições.
Segundo Carmen Massicame, o caso resultou de um processo judicial instaurado contra dois réus, que culminou na condenação, no passado dia 4 de Setembro de 2024, com penas que variam entre 28 e 30 anos de reclusão.
Este julgamento marca um ponto significativo no combate ao terrorismo, uma vez que é o primeiro caso relacionado com financiamento de actividades terroristas a ser levado a tribunal na província.
Além disso, a porta-voz destacou o aumento das investigações e processos relacionados com o terrorismo na região. “De Janeiro a Agosto de 2024, foram registados 21 processos envolvendo crimes de terrorismo, com um total de 43 arguidos”, acrescentou Massicame, evidenciando o desafio contínuo que Cabo Delgado enfrenta na luta contra as actividades terroristas e o financiamento destas acções.
Cabo Delgado tem sido palco de insurgências armadas nos últimos anos, com várias organizações criminosas a perpetrarem ataques violentos, que têm resultado em milhares de mortos, deslocados e devastação.
O financiamento ao terrorismo desempenha um papel crucial na manutenção destas operações, e as condenações representam um esforço mais firme das autoridades moçambicanas para travar este flagelo que continua a assolar a província.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, acusou o bilionário norte-americano Elon Musk de ser “o líder do fascismo internacional”.
A acusação foi feita durante um “Congresso Mundial contra o Fascismo” realizado em Caracas, algumas semanas após as eleições presidenciais controversas na Venezuela.
Rodríguez afirmou que Musk está a tentar criar instabilidade no país sul-americano. Segundo a vice-presidente, durante as eleições presidenciais de 28 de Julho, “extremistas estabeleceram uma ditadura dos algoritmos nas redes sociais e investiram milhões de dólares”.
Ela alegou que houve uma “operação de ataques contra a Venezuela, dirigida a partir dos EUA”, com o objectivo de normalizar o ódio e a violência contra o país e promover uma guerra civil. Essas declarações foram feitas no “Congresso Mundial contra o Fascismo, o Neofascismo e Outras Expressões Similares”, que está a decorrer em Caracas até quarta-feira, com alegada participação de representantes de 95 países.
Uma decisão inédita no Brasil garantiu que um cão, após o divórcio dos seus donos, tenha direito a uma pensão de alimentos.
O valor, fixado em 403 reais (aproximadamente 72 euros), será utilizado para custear o tratamento médico do animal, que sofre de insuficiência pancreática exócrina, uma doença que compromete o funcionamento do pâncreas e exige cuidados regulares.
A ex-dona do cão, residente em Minas Gerais, decidiu recorrer à justiça após se separar, alegando que o animal, adoptado durante o casamento, mantém uma ligação afectiva com o ex-marido.
Segundo a mulher, era necessário assegurar que o ex-companheiro contribuísse financeiramente para os cuidados com o cão, já que a doença do animal exige tratamentos contínuos e específicos.
O juiz responsável pelo caso, Espagner Wallysen Vaz Leite, sublinhou que este é um exemplo de uma “relação familiar multiespécie”, um conceito defendido pelo Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), que reconhece a existência de laços afectivos entre membros de uma família e os seus animais de estimação.
“A noção de família multiespécie tem vindo a ganhar cada vez mais espaço na sociedade brasileira, o que tem levado a várias discussões judiciais. Neste caso específico, o vínculo afectivo do animal com ambas as partes é evidente”, explicou o magistrado na sua sentença.
A decisão estabelece que o ex-marido deverá pagar a pensão até ao dia 10 de cada mês. Caso as partes não cheguem a um acordo amigável, será dado início ao prazo de contestação, e o processo seguirá os trâmites legais até ao julgamento definitivo.
Este caso reflete a crescente sensibilização da justiça brasileira para as relações afectivas com animais de estimação, ampliando o reconhecimento de que, em determinados casos, os cuidados com os mesmos podem ser partilhados entre ex-cônjuges, tal como acontece com filhos humanos em processos de divórcio.
Centenas de residentes nas Filipinas foram forçados a deixar suas casas após a emissão de gases tóxicos pelo vulcão Kanlaon, localizado na ilha de Negros, no centro do arquipélago.
A decisão de evacuar foi tomada pelas autoridades locais devido ao crescente risco de erupção.
O Instituto de Vulcanologia e Sismologia filipino informou que a região ao redor do vulcão foi abalada por 337 sismos vulcânicos nas últimas 24 horas. Este aumento na actividade sísmica gerou preocupações adicionais sobre a segurança da população.
A evacuação afectou cerca de 300 pessoas que residem em aldeias situadas a menos de quatro quilómetros da cratera do vulcão. Estas pessoas foram deslocadas para escolas e centros comunitários situados a uma distância segura, conforme explicou Edna Lhou Masicampo, directora de informação da cidade, em declarações à agência de notícias AFP.
Lhou Masicampo relatou que os residentes das aldeias próximas ao vulcão têm reclamado de um forte odor a enxofre, e mencionou que a maioria dos deslocados são agricultores. Como resultado do alerta vulcânico, as aulas foram suspensas e vários pontos turísticos da cidade, que conta com cerca de 60 mil habitantes, foram encerrados na quarta-feira.
O Instituto de Vulcanologia e Sismologia das Filipinas também anunciou que as emissões médias diárias de dióxido de enxofre do vulcão Kanlaon quase triplicaram, alcançando 9.985 toneladas na terça-feira. Esta é a maior emissão de dióxido de enxofre registada desde o início da monitorização instrumental do gás.
O Instituto alertou que a actual actividade vulcânica pode potencialmente levar a uma erupção. Nuvens de cinzas vermelhas resultantes da actividade vulcânica representam um perigo significativo para os residentes das quatro aldeias afectadas.
A União Europeia (UE) enviará 150 observadores para acompanhar as eleições marcadas para o próximo dia 9 de Outubro, com o objectivo de garantir a supervisão do processo em todo o território moçambicano.
A informação foi divulgada por Laura Ballarin, chefe da Missão de Observadores Eleitorais da UE, durante uma reunião com o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, José Gonçalves, que ocorreu ontem, em Maputo.
Além da equipa de 150 observadores que estarão presentes no dia das eleições, está prevista a chegada de uma missão do Parlamento Europeu, composta por eurodeputados e diplomatas, que se deslocará ao país antes do início do processo eleitoral.
Este grupo terá como principal objectivo monitorizar os preparativos e assegurar que as condições necessárias estejam em vigor para a realização de eleições justas e transparentes.
Neste momento, a UE já conta com mais de 30 observadores em Moçambique, que se encontram a trabalhar nas diversas províncias do país, avaliando os preparativos e o ambiente eleitoral. Laura Ballarin sublinhou que a missão da UE será conduzida com total neutralidade e imparcialidade, segundo os seus princípios e padrões internacionais de observação eleitoral.
“Não interferimos no processo, temos uma metodologia definida e testada de observação, que se baseia nos padrões internacionais”, afirmou Ballarin, destacando que o principal objectivo da missão é apoiar o fortalecimento das instituições democráticas no país.
A chefe da missão também informou que a equipa não fará nenhuma declaração pública até 48 horas após a realização das eleições, de modo a respeitar e preservar a integridade do processo.
No entanto, dois meses depois das eleições, a missão da UE deverá regressar ao país para apresentar um relatório detalhado com as suas conclusões e recomendações para futuros processos eleitorais.
Nos próximos dias, a missão planeia manter reuniões com diversas entidades moçambicanas, incluindo representantes de organizações da sociedade civil, que desempenham um papel crucial no fortalecimento da democracia no país.
Por sua vez, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Gonçalves, expressou o seu optimismo com a chegada da missão, recordando que desde as primeiras eleições moçambicanas, o Governo tem contado com o apoio da União Europeia para a supervisão eleitoral e espera que, mais uma vez, a UE cumpra este papel com sucesso.
As eleições de 9 de Outubro serão as sétimas na história do país e irão determinar a escolha do próximo Presidente da República, além dos novos membros do Parlamento, das assembleias provinciais e dos governadores provinciais. Quatro candidatos concorrem ao cargo de Presidente, enquanto 37 partidos políticos disputam os votos de mais de 17 milhões de eleitores registados no país.
O Comandante-Geral da Polícia da República de Moçambique, Bernardino Rafael, expressou a sua profunda insatisfação com a Assembleia da República pela não aprovação da Lei da Polícia, um processo que se arrasta há mais de uma década.
Rafael considera a falta de aprovação desta lei como “inexplicável” e apelou aos deputados para demonstrarem mais respeito pela instituição policial.
Durante a cerimónia de Patenteamento de Agentes da Lei e Ordem, realizada na cidade de Pemba, capital da província de Cabo Delgado, Bernardino Rafael afirmou que dirigir a Polícia sem uma legislação adequada é uma tarefa extremamente difícil. “Não conheço nenhum país que experimente uma situação semelhante. O país tem instituições com leis actualizadas, excepto a polícia, que continua a operar sem uma lei apropriada”, lamentou.
O Comandante-Geral frisou que a falta de uma Lei da Polícia afecta não apenas a sua gestão, mas também a moral e o reconhecimento dos agentes de segurança. “A situação é lamentável e inexplicável.
Fiquei em silêncio por muito tempo, mas agora estou a responder às preocupações dos meus colegas, que estão ansiosos e questionam se realmente existem ou se são reconhecidos”, explicou, assegurando que a polícia é, de fato, reconhecida pela população.
Rafael salientou que muitos moçambicanos têm membros da família que são policiais, e mesmo aqueles que hesitam em aprovar a lei têm parentes na força policial. “Em cerimónias fúnebres e missas, muitos vão com irmãos policiais. Não compreendo por que há receio em aprovar a Lei da Polícia”, disse.
O Comandante-Geral acredita que a ausência de progresso na aprovação da lei resulta da falta de coesão entre alguns deputados. “Não são todos os deputados nem todos os moçambicanos. Há pessoas com uma visão oculta, que não a apresentam claramente”, afirmou.
Ele criticou ainda o desrespeito de alguns políticos pela Polícia, destacando que muitos deles não percebem que também são eleitores. “Às vezes, os políticos ofendem-nos sem perceber que também somos cidadãos com direito a voto”, declarou, fazendo um apelo para haver mais respeito pela polícia.
Bernardino Rafael também incentivou a sua corporação a exercer o direito de voto nas próximas eleições com consciência, sublinhando a importância de eleger representantes que apoiem a aprovação da Lei da Polícia. “Ninguém deve ficar sem votar. Votem com a consciência e escolha deputados que discutirão a nossa lei e identificarão as áreas de melhoria”, pediu.
Este desabafo do Comandante-Geral destacou-se como uma forte declaração de apoio à necessidade urgente de uma legislação adequada para a Polícia, a qual é vista como essencial para garantir a ordem e segurança no país.
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