O Comandante da Escola Naval de Pemba, Amando Charamade, apelou aos membros das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), recentemente capacitados em protecção infantil em cenários de conflito armado, a aplicarem rigorosamente os conhecimentos adquiridos para garantir o bem-estar das crianças afectadas pelo terrorismo em Cabo Delgado.
Esta formação específica, dirigida aos oficiais das FADM, tem como principal objectivo prevenir violações graves contra menores, com destaque para a prevenção do recrutamento e utilização de crianças como combatentes pelos grupos terroristas que operam na região.
A iniciativa sublinha a importância de proteger as crianças da violência e exploração a que estão vulneráveis em contextos de guerra.
Durante o seu discurso aos oficiais recém-formados, o Comandante Armando Charamade enfatizou a necessidade de replicar e implementar, no terreno, os conhecimentos transmitidos durante a formação, assegurando que as medidas de protecção sejam eficazes e respondam às necessidades urgentes das crianças que vivem em áreas afectadas pelo conflito.
Os oficiais capacitados demonstraram um forte compromisso em aplicar as lições aprendidas, assegurando que irão trabalhar arduamente para proteger os direitos das crianças.
Lindsay Shaerer, representante do UNICEF presente na cerimónia de encerramento, elogiou a dedicação dos oficiais e destacou que, ao concluírem esta formação, tornam-se defensores activos dos direitos da criança, desempenhando um papel crucial na promoção de um ambiente seguro e protegido para os mais vulneráveis.
Ossufo Momade, candidato presidencial da Renamo, revelou um ambicioso plano para Moçambique durante um comício na Ilha de Moçambique.
Momade anunciou que, se vencer as eleições de 9 de Outubro, irá propor a criação de três capitais no país: Maputo, Beira e Nampula.
Falando perante uma multidão que se aglomerava na ponte de acesso à Ilha de Moçambique, que tem cerca de 3 quilómetros de extensão, Momade apresentou a sua proposta com entusiasmo. Ele explicou que pretende dividir as funções governativas entre as três cidades, atribuindo a Maputo o papel de capital política, a Beira o de capital parlamentar, e a Nampula o de capital económica.
Momade argumentou que esta reorganização visaria promover o desenvolvimento de outras grandes cidades do país, actualmente centrado em Maputo. “Queremos que todas essas grandes cidades possam ser desenvolvidas. A nossa proposta é colocar o foco nessas três cidades para podermos alcançar um desenvolvimento mais equitativo”, afirmou.
Durante o comício na cidade, Momade também fez promessas específicas para a Ilha de Moçambique. Comprometeu-se a reabilitar o hospital local, onde ele próprio nasceu e recebeu cuidados médicos na infância.
Além disso, prometeu pavimentar as ruas da cidade, uma medida que considera essencial para melhorar as condições de vida na região.
O Tribunal Judicial da Província de Nampula condenou Chauale Amade, de 44 anos, a uma pena de 18 anos de prisão efectiva pelo envolvimento no tráfico de estupefacientes.
O réu foi responsabilizado pelo transporte de uma grande quantidade de drogas, especificamente 193 quilos de heroína e metanfetamina, no dia 11 de Maio de 2023.
De acordo com informações divulgadas pela STV, Chauale Amade transportava a droga a partir da histórica Ilha de Moçambique com destino à vila de Namialo, localizada no distrito de Meconta. Durante o processo, ficou provado que o arguido fazia parte de uma operação de tráfico de drogas que colocava em risco a segurança pública e a saúde da população.
Além da condenação à pena de prisão, o tribunal decidiu aplicar uma multa pesada ao arguido. Chauale Amade foi condenado a pagar uma indemnização ao Estado no valor de 2 milhões de meticais, como compensação pelos danos causados pelo seu envolvimento no tráfico de substâncias ilícitas.
A juíza responsável pelo caso destacou a gravidade do crime, sublinhando que a sentença pretende servir de exemplo para combater o tráfico de drogas na região.
Este caso sublinha o compromisso das autoridades moçambicanas em enfrentar o tráfico de drogas, um problema crescente que afecta várias províncias do país.
Maria Daniela Icaza, directora da Penitenciária do Litoral, a mais perigosa do Equador, foi assassinada a tiro por homens armados na quinta-feira.
O ataque ocorreu enquanto ela viajava num veículo numa estrada entre as cidades de Daule e Guayaquil, onde se encontra a Penitenciária do Litoral, também conhecida como Centro de Privação de Liberdade Masculino Guayas Número 1.
A Penitenciária do Litoral é conhecida pela sua alta periculosidade, sendo palco de diversos massacres e motins provocados por grupos de crime organizado nos últimos anos.
O veículo em que Maria Daniela Icaza estava foi interceptado pelos assaltantes, que dispararam contra ela. Um funcionário do estabelecimento prisional que conduzia o carro também ficou ferido durante o ataque.
Este homicídio é o segundo de um director prisional em apenas nove dias. O primeiro incidente ocorreu com Alex Guevara, director da prisão de Lago Agrio, em Sucumbíos, que foi morto sob circunstâncias semelhantes.
Um tribunal militar da República Democrática do Congo (RDCongo) condenou à morte 37 indivíduos, incluindo seis estrangeiros, pela participação numa tentativa de golpe de Estado ocorrida em Maio deste ano.
Entre os condenados, encontram-se três cidadãos norte-americanos, um britânico, um belga, um canadiano e vários congoleses. Todos os réus foram declarados culpados de terrorismo, homicídio e associação criminosa, mas ainda têm a possibilidade de recorrer da sentença.
Desde o início do julgamento, que iniciou em Junho, 14 pessoas foram absolvidas. A tentativa de golpe de Estado, liderada por Christian Malanga, visava o palácio presidencial e um aliado próximo do Presidente da RDCongo, Félix Tshisekedi. Durante a operação fracassada, seis pessoas morreram.
Segundo o exército congolês, Malanga foi abatido ao resistir à prisão, momentos após ter transmitido o ataque ao vivo nas suas redes sociais.
Entre os condenados está Marcel Malanga, filho do líder opositor, de 21 anos e de nacionalidade norte-americana, juntamente com outros dois cidadãos dos Estados Unidos. A mãe de Marcel, Brittney Sawyer, defende a inocência do filho, afirmando que este apenas seguia o pai, que se considerava o Presidente de um governo sombra no exílio.
Os outros norte-americanos condenados são Tyler Thompson Jr., que teria viajado de Utah para África com Marcel Malanga, numa viagem que a família pensava tratar-se de férias, e Benjamin Reuben Zalman-Polun, de 36 anos, que teria conhecido Christian Malanga através de uma empresa de extracção de ouro. A referida empresa foi criada em Moçambique no ano de 2022, conforme documentos publicados pelo Governo moçambicano e relatórios da newsletter Africa Intelligence.
A família de Thompson insiste que ele não estava ciente das intenções de Malanga, não tendo qualquer ligação a actividades políticas e sem sequer ter planeado entrar na RDCongo. Segundo a sua madrasta, a viagem de Thompson, juntamente com os Malangas, deveria ter como destinos apenas a África do Sul e Eswatini.
A leitura do veredicto e das sentenças foi realizada ao ar livre e transmitida em directo pela televisão. No mês passado, o procurador militar, tenente-coronel Innocent Radjabu, havia solicitado ao tribunal a condenação à morte de todos os réus, à excepção de um, considerado com “problemas psicológicos”.
No início deste ano, a RDCongo, país que partilha fronteira com Angola, reintroduziu a pena de morte, pondo fim a uma moratória que vigorava há mais de duas décadas. Esta medida foi tomada num momento em que as autoridades enfrentam grandes desafios para conter a escalada de violência e os frequentes ataques no país.
Desde segunda-feira, pelo menos 15 pessoas morreram em confrontos violentos no noroeste do México, relacionados com a guerra entre facções do Cartel de Sinaloa, fundado pelo notório narcotraficante Joaquín “El Chapo” Guzmán.
As autoridades mexicanas reagiram enviando reforços das forças de segurança para Culiacán, a capital do estado de Sinaloa, onde frequentemente são encontrados corpos na via pública.
Além dos mortos, 20 pessoas estão desaparecidas, conforme um relatório do procurador local divulgado na sexta-feira.
A cidade, com quase um milhão de habitantes, enfrenta uma situação de caos e medo devido aos confrontos armados entre dois clãs rivais dentro do cartel. As escolas foram obrigadas a encerrar as actividades na quinta e na sexta-feira, e muitas empresas foram forçadas a parar as operações.
As festividades do Dia da Independência, marcadas para 15 de Setembro, foram canceladas, e o governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, informou que não haverá celebrações públicas ou privadas devido à violência.
A origem dos confrontos remonta aos eventos de 25 de Julho, quando Ismael “El Mayo” Zambada, co-fundador do cartel, foi detido no sul dos Estados Unidos, com um dos filhos de “El Chapo” Guzmán. Zambada alegou que foi traído pelo filho do seu antigo parceiro, o que acelerou a sua prisão.
O governador Moya afirmou que a violência actual é uma consequência directa da luta entre os apoiantes de “El Mayo” e os filhos de “El Chapo”, conhecidos como “Chapitos”.
A economia local também está a ser severamente afectada pela violência, com lojas fechadas e uma onda de pânico a afectar os supermercados, levando ao receio de escassez de produtos. Cerca de duas mil pessoas deixaram de ir trabalhar devido ao medo dos confrontos.
Na sexta-feira, “El Mayo” Zambada declarou-se inocente das acusações de tráfico de drogas num tribunal de Nova Iorque. Por outro lado, “El Chapo” está a cumprir uma pena de prisão perpétua nos Estados Unidos por tráfico de drogas.
O Presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, reconheceu os “problemas” na região e destacou a mobilização de centenas de militares para a área. López Obrador pediu aos moradores que ajam com cautela, mas sem pânico, e apelou às facções em conflito para actuarem com um mínimo de responsabilidade.
Vale recordar que Culiacán já havia sido abalada pela violência em 5 de Janeiro, quando Ovidio, outro filho de “El Chapo”, foi detido, resultando em 29 mortos, incluindo 10 soldados. Ovidio foi subsequentemente extraditado para os Estados Unidos.
A Rede Viária de Moçambique (REVIMO) contribuiu com um total de 1,2 mil milhões de meticais em impostos para o Governo nos últimos cinco anos, reforçando o seu compromisso com as obrigações fiscais.
Esta informação foi recentemente divulgada, destacando o desempenho da empresa desde a sua fundação em 2020.
Para além das suas contribuições fiscais, a REVIMO gerou 640 postos de trabalho, dos quais 58% são ocupados por mulheres, enquanto os homens representam os restantes 42%. Afonso Mahumane, técnico da empresa, sublinhou que a maioria dos colaboradores são jovens. “Os trabalhadores contratados, distribuídos por faixa etária, revelam que 78% são jovens”, afirmou Mahumane.
A principal actividade da REVIMO consiste na construção, manutenção e exploração de estradas e pontes, operando principalmente através de um sistema de portagens. Entre as infraestruturas mais relevantes sob a sua gestão encontram-se a Estrada Circular de Maputo e a estrada que liga a cidade de Maputo a KaTembe.
Actualmente, a REVIMO opera em cinco províncias de Moçambique: Sofala, Manica, Gaza, Maputo-Cidade e Maputo-Província. Nessas regiões, a empresa gere 16 portagens e mantém centros de manutenção em cada uma das áreas.
No que diz respeito à sua estrutura accionista, a REVIMO é maioritariamente detida pelo Fundo de Estradas, que controla mais de 68% das acções. Os restantes accionistas são o Fundo de Pensões do Banco de Moçambique (KUHANHA) e o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), ambos com uma participação ligeiramente superior a 14%.
As autoridades vietnamitas actualizaram o balanço das vítimas do tufão Yagi, elevando o número de mortos para 262 e o de desaparecidos para 83.
O tufão, que atingiu o norte do Vietname no último fim-de-semana, causou uma tragédia sem precedentes.
Anteriormente, o relatório oficial indicava 233 mortos e 103 desaparecidos, mas os números foram ajustados à medida que as equipas de emergência prosseguem com os trabalhos de busca e resgate.
As operações de socorro continuam a todo o vapor, com equipas de emergência a fornecer assistência às vítimas e a distribuir ajuda humanitária, incluindo alimentos e água potável.
O tufão Yagi é considerado o mais potente que afectou a Ásia este ano e o mais devastador no Vietname em três décadas.
A maioria das vítimas está concentrada em várias províncias severamente afectadas. Em Lao Cai, foram registados 111 mortos e 61 desaparecidos; em Yen Bai, 53 mortos e 2 desaparecidos; e em Cao Bang, 43 mortos e 9 desaparecidos. Estas estatísticas foram reportadas pela agência vietnamita responsável pelas catástrofes.
Além das vítimas, o tufão causou mais de 1.900 feridos, danificou mais de 168.000 casas e inundou cerca de 183.000 hectares de campos de arroz. As inundações e deslizamentos de terras têm sido generalizados, agravando ainda mais a situação.
A ONG Blue Dragon Children divulgou na sexta-feira um comunicado, indicando que, enquanto Hanói inicia o processo de recuperação das inundações, muitas famílias em áreas mais remotas do norte só começaram a receber ajuda vários dias após terem ficado isoladas.
As equipas da ONG conseguiram finalmente alcançar essas zonas remotas nas províncias de Dien Bien e Ha Giang, que são algumas das mais empobrecidas do país e têm uma significativa presença de minorias étnicas. Apesar de alguma melhoria na situação, a chuva persiste, e o risco de novos deslizamentos de terras permanece elevado.
A UNICEF afirmou na sexta-feira que ainda é demasiado cedo para avaliar todos os danos provocados pelo tufão e apelou às agências internacionais para ajudarem na resposta à catástrofe.
Após deixar o Vietname, o tufão Yagi prosseguiu para as Filipinas, onde causou 21 mortes, e para a China, onde foram confirmados dois óbitos. No domingo, o tufão foi rebaixado a depressão tropical, mas continuou a causar graves inundações na Tailândia e em Myanmar (antiga Birmânia).
A Autoridade Tributária de Moçambique (ATM) pretende intensificar os esforços de combate ao contrabando nos postos transfronteiriços do país, reconhecendo a necessidade de adoptar novas estratégias para enfrentar este desafio.
A Presidente da ATM, Elisa Zacarias, destacou a importância de os funcionários da instituição estarem preparados para implementar mecanismos inovadores e mais eficazes no combate ao contrabando, uma prática que continua a prejudicar a economia moçambicana.
Elisa Zacarias fez estas declarações durante a cerimónia de encerramento do segundo curso paramilitar, realizado em Boane, província de Maputo, e destinado a formar e capacitar os funcionários da Autoridade Tributária. A formação paramilitar tem como objectivo reforçar as competências operacionais dos colaboradores, de forma a melhor equipá-los para lidar com situações críticas nas zonas fronteiriças, onde o contrabando é uma ameaça constante.
A presidente da ATM sublinhou a necessidade de uma abordagem mais rigorosa e eficiente, apelando para que os funcionários da instituição assumam um papel activo na prevenção e repressão deste crime. Ela enfatizou que o combate ao contrabando não se limita apenas à fiscalização directa, mas também requer um trabalho conjunto entre várias entidades e a adopção de novas tecnologias que permitam uma monitorização mais eficaz das fronteiras.
Com esta formação, a ATM visa preparar melhor os seus quadros para proteger as fronteiras e combater o tráfico ilegal de mercadorias, garantindo, assim, a defesa dos interesses económicos do país.
A iniciativa faz parte de um esforço mais amplo para modernizar a gestão fronteiriça e assegurar que Moçambique continue a implementar medidas robustas contra o contrabando.
A Associação Comité para a Saúde de Moçambique (CSM), no âmbito do Projecto FORTE, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Dados e de Sistemas. Saiba mais.
A Associação Comité para a Saúde de Moçambique (CSM), no âmbito do Projecto FORTE, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor de Pesquisas. Saiba mais.
A Associação Comité para a Saúde de Moçambique (CSM), no âmbito do Projecto FORTE, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Oficiais de Monitoria, Avaliação e Aprendizagem (MAA). Saiba mais.
A Johanniter International Assistance (JIA) pretende recrutar dois (2) Planning, Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (PMEAL) Officer. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Embaixadoras da Juventude. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Sénior de Monitoria e Avaliação-OVC. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Oficial Sénior de Monitoria e Avaliação – DREAMS. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Recursos Humanos. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista Técnico/a de Educação em Emergência e Escolas Seguras. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal duas (2) Supervisoras de Fortalecimento Económico. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Oficial de Projecto DREAMS. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal nove (9) Mentoras Líderes. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Técnico de HIV Pediátrico e Gestão de Casos. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal nove (9) Oficiais de Campo DREAMS. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Coordenadores de Supply Chain. Saiba mais.
O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Moçambique, Joaquim Mangrasse, garantiu que a situação na província de Cabo Delgado está sob controle, graças ao trabalho das Forças Armadas e ao apoio da população local.
Mangrasse fez esta declaração durante o encerramento da missão de treino da União Europeia, que teve lugar na quarta-feira (11).
Na cerimónia, foi hasteada pela última vez a bandeira da União Europeia, marcando o fim da Missão de Formação Militar deste bloco em Moçambique, iniciada em 2021.
O programa tinha como objectivo auxiliar no desenvolvimento de estratégias para combater o terrorismo na região. O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas aproveitou a ocasião para avaliar a situação de segurança em Cabo Delgado.
Mangrasse destacou a importância do apoio da União Europeia para alcançar a actual tranquilidade na província. “O terrorismo é uma ameaça nova que não tem bandeira nem residência fixa. Estamos todos a enfrentar esse desafio e, neste momento, a situação em Cabo Delgado está controlada. Acredito que há uma grande tranquilidade, as actividades decorrem normalmente e estamos prontos para continuar a garantir a paz e segurança para Moçambique e para os moçambicanos”, afirmou o general.
Apesar dos relatos de funcionários públicos que continuam a abandonar algumas áreas afectadas, Mangrasse assegurou que a província está a avançar. “Como militar, a minha missão é conduzir as operações, e isso foi feito. Os ganhos operacionais que conseguimos permitir que o desenvolvimento continue e está a acontecer”, afirmou.
O Chefe do Estado-Maior General atribuiu parte da tranquilidade actual ao apoio prestado pela União Europeia, que treinou os militares moçambicanos para enfrentar o terrorismo. João Gonçalves, Comandante da Força de Treino da União Europeia em Moçambique, destacou a dificuldade do combate, que inclui o recrutamento de crianças pelos grupos terroristas. “O impacto foi positivo, pois preparámos melhor os soldados moçambicanos para enfrentar esta dura realidade, que não segue regras e não tem escrúpulos”, sublinhou Gonçalves.
Durante três anos, a missão da União Europeia treinou cerca de 1800 militares moçambicanos. Com o término do programa de treino, inicia-se agora uma nova fase de assistência militar.
Dmitry Medvedev, ex-presidente da Rússia e actual vice-presidente do Conselho de Segurança russo, recorreu às redes sociais para fazer uma série de ameaças à Grã-Bretanha.
Esta ação surge após o Reino Unido ter anunciado que reforçará o apoio à Ucrânia ainda este ano, permitindo o uso de mísseis de longo alcance ucranianos para atacar alvos no território russo.
Numa publicação na rede social X (antigo Twitter), Medvedev afirmou que o Reino Unido poderá “afundar” nos próximos anos, referindo-se à possibilidade de ataque com mísseis hipersónicos russos.
O ex-presidente russo acusou o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, David Lammy, de estar a “mentir” ao afirmar que o apoio britânico à Ucrânia poderia durar mais de um século. Medvedev, no entanto, garantiu que a “chamada Ucrânia não sobreviverá mais 25 anos” e reiterou a ameaça de que os mísseis supersónicos russos “poderão intervir se necessário”.
Estas declarações seguem-se a uma conferência de imprensa conjunta entre David Lammy e o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, onde o Reino Unido anunciou que, em 2024, enviará à Ucrânia centenas de mísseis antiaéreos, dezenas de milhares de munições e veículos blindados.
Na mesma ocasião, Andrii Sybiga, o novo ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, apelou à remoção de quaisquer restrições ao uso de armas britânicas e americanas para atacar alvos militares legítimos em território russo.
Em resposta a este pedido, Blinken afirmou que levaria o assunto ao Presidente Joe Biden após regressar a Washington.
A escalada de tensão entre os dois países reflete o crescente envolvimento do Ocidente no apoio militar à Ucrânia, enquanto a Rússia reage com retórica cada vez mais agressiva.
Na província do Niassa, em Moçambique, técnicos contratados pelo Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) estão a denunciar atrasos significativos nos pagamentos das ajudas de custo a que têm direito.
Estes técnicos, responsáveis pela impressão dos cadernos eleitorais para as próximas eleições gerais, que acontecem em menos de um mês, alegam que ainda não foram ressarcidos pelas despesas relacionadas com transporte, alimentação e alojamento nos distritos onde desempenharam funções durante o processo de recenseamento eleitoral, tanto no ano passado como no presente ano. O montante total das dívidas não foi revelado.
Os técnicos queixam-se de que, apesar de já terem comunicado a situação ao STAE provincial, continuam sem uma resposta concreta. Taibo António, chefe adjunto do departamento de operação eleitoral de Niassa, explica que a situação se mantém indefinida, uma vez que há dúvidas sobre o conhecimento do director-geral do STAE em relação ao problema. “Descobrimos que todas as nossas reclamações não foram reportadas ao STAE central. O chefe financeiro da instituição assegurou que já tinha feito o levantamento das dívidas e as encaminhou para Maputo, mas isso foi apenas no mês passado, o que mostra a falta de transparência”, afirmou António.
Uísque Mário, um dos técnicos prejudicados, expressou a sua frustração, mencionando que o próprio director do STAE provincial se recusou a assumir qualquer responsabilidade pelas dívidas acumuladas. “A quem devemos recorrer? Ninguém quer falar sobre o assunto, com medo de possíveis represálias. Esta questão arrasta-se há muito tempo e é urgente que os nossos direitos sejam respeitados”, desabafou.
A DW tentou obter esclarecimentos junto do STAE da província de Niassa, mas não foi possível obter uma declaração oficial sobre as acusações nem sobre os motivos para o atraso no pagamento das ajudas de custo.
A comissão eleitoral local já apelou ao STAE para proceder com os pagamentos devidos, mas os técnicos continuam a aguardar uma solução.
O governo haitiano expressou veementemente o seu desagrado face às “declarações discriminatórias” feitas por responsáveis republicanos nos Estados Unidos, incluindo o ex-presidente Donald Trump.
Estes alegam que os migrantes haitianos em Ohio estariam a atacar cães e gatos para os consumir.
O Ministério dos Haitianos no Estrangeiro manifestou o seu descontentamento através de um comunicado publicado na terça-feira, destacando que “infelizmente, não é a primeira vez que os compatriotas no estrangeiro são vítimas de campanhas de desinformação, sendo estigmatizados e desumanizados para servir interesses políticos eleitorais”.
Desde segunda-feira, diversas figuras conservadoras, muitas das quais têm laços estreitos com Donald Trump, têm promovido uma alegação desmentida pelas autoridades: a de que os haitianos indocumentados em Ohio estariam a matar animais de estimação e patos em lagos para se alimentarem.
Essas alegações, que afirmam ter ocorrido em Springfield, Ohio, foram oficialmente refutadas pela polícia local. No entanto, o ex-presidente Trump reiterou essas acusações na terça-feira à noite durante um debate com a sua rival democrata Kamala Harris, transmitido para dezenas de milhões de telespetadores.
Trump afirmou: “Em Springfield, comem cães; as pessoas que vêm (migrantes, nota do editor) comem gatos. Comem os animais de estimação das pessoas.”
Além disso, o proprietário da rede social X, Elon Musk, também deu destaque a essas alegações, que rapidamente ganharam atenção num país onde dois terços das famílias possuem um animal de estimação.
O governo haitiano repudiou fortemente estas declarações, afirmando que “atentam contra a dignidade dos nossos compatriotas e podem pôr em perigo as suas vidas”.
A UNITA, o principal partido da oposição em Angola, anunciou ontem a possibilidade de levar o processo de destituição do Presidente João Lourenço para organismos judiciais regionais e internacionais.
O partido pretende solicitar uma resposta ao Tribunal Constitucional angolano sobre o seu “contencioso parlamentar” relacionado com esta ação.
Adalberto Costa Júnior, presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), declarou que o processo de acusação e destituição de João Lourenço já se arrasta há um ano.
Costa Júnior afirmou que, se o Tribunal Constitucional não fornecer uma resposta em tempo hábil, a UNITA estará disposta a recorrer às instituições internacionais.
Em conferência de imprensa realizada em Luanda, o líder da UNITA expressou a expectativa de que o Tribunal Constitucional não demore excessivamente a responder, pois a UNITA precisa dessa resposta para esgotar todos os recursos legais disponíveis em Angola.
Caso todos os mecanismos internos de recurso sejam concluídos sem a resposta esperada, a UNITA avançará com opções externas.
A educação de mais de 100 mil crianças deslocadas no sul do Haiti está ameaçada devido ao aumento contínuo da violência, particularmente na capital, Porto Príncipe, e nas suas áreas circundantes, alertou a UNICEF.
Num comunicado emitido três semanas antes do início do próximo ano lectivo no Haiti, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) destacou que, para muitas famílias haitianas, o início do ano lectivo representa um momento de esperança e renovação.
Contudo, com mais de 270 mil pessoas a deslocarem-se para o sul, as famílias deslocadas enfrentam enormes dificuldades para garantir a educação dos seus filhos e filhas.
Os serviços locais estão a enfrentar dificuldades para acomodar o fluxo de crianças e adolescentes deslocados em idade escolar, revelou Bruno Maes, representante da UNICEF no Haiti, que está a visitar as famílias afectadas na região.
A chegada de 103 mil crianças e adolescentes deslocados em idade escolar ao Grande Sul está a exercer uma enorme pressão sobre os serviços educativos, com pelo menos 919 escolas encerradas nas regiões Ocidental e Artibonite, acrescentou Maes.
Aproximadamente 156 mil alunos foram afectados, e muitas crianças e adolescentes perderam uma parte significativa do ano lectivo devido a estes encerramentos e à violência contínua.
A UNICEF sublinhou no comunicado que está a trabalhar de forma intensa com o Governo haitiano para mitigar o impacto na educação. Entre os esforços estão a reabilitação de escolas danificadas, o fornecimento de materiais educativos essenciais e transferências de dinheiro às famílias afectadas para cobrir despesas escolares.
A pressão intensa sobre os serviços de educação no Grande Sul evidencia a necessidade urgente de mais financiamento e recursos. Maes apelou à comunidade internacional para fornecer o apoio necessário, a fim de responder a estas necessidades críticas e assegurar que todas as crianças tenham a oportunidade de regressar à escola e continuar o seu percurso educativo.
Para apoiar estes esforços, a UNICEF declarou que necessita urgentemente de 87 milhões de dólares para responder plenamente às necessidades de regresso às aulas decorrentes da crise. No entanto, até 1 de Agosto, foram angariados apenas cerca de 5,4 milhões de dólares, tornando crucial um maior apoio para expandir os esforços em todo o país.
O Haiti enfrenta uma profunda crise institucional há anos, exacerbada pelo assassinato do presidente Jovenel Moïse em Julho de 2021, e pela violência de gangues armados que controlam 80% da capital, Porto Príncipe.
O Tribunal de Justiça de Brasília condenou o Governo de Luiz Inácio Lula da Silva a pagar uma indemnização de 2.419 euros ao casal Jair e Michelle Bolsonaro por danos morais.
Esta decisão resulta das acusações falsas feitas pelo actual Presidente do Brasil, que alegou que o seu antecessor e a sua esposa haviam levado móveis e outros objectos de valor ao deixar o Palácio da Alvorada em Dezembro de 2022.
Quando Lula assumiu a Presidência em Janeiro de 2023, ele queixou-se publicamente de que teria de iniciar o seu terceiro mandato a viver num hotel em Brasília devido à falta de móveis no palácio.
O actual Presidente acusou Jair Bolsonaro e a esposa, Michelle, de terem removido os móveis da residência oficial. A primeira-dama, Janja, acusou os antigos ocupantes de levar não só a cama do quarto presidencial, mas também sofás, cortinas e objectos de decoração. Com isso, justificou a utilização de uma significativa quantia de dinheiro público para repor o mobiliário com peças de marcas de luxo.
Durante esse período, foi realizado um inventário que identificou a falta de 261 móveis, quadros e outros objectos.
O novo casal presidencial criticou duramente Bolsonaro, chamando-o de “ladrão”. No entanto, meses depois, funcionários descobriram todos os móveis desaparecidos em um depósito dentro do próprio Palácio da Alvorada. Apesar desta descoberta, nem Lula nem Janja publicaram um pedido de desculpas ou esclareceram a situação.
Esta omissão levou a Justiça a ordenar o pagamento da indemnização por danos morais ao casal Bolsonaro.
Após uma reunião do Conselho de Ministros, realizada na quarta-feira (11) no Palácio do Governo, em Bissau, o presidente da Guiné-Bissau anunciou que não pretende recandidatar-se a um segundo mandato presidencial.
O chefe de Estado revelou que a sugestão partiu da sua esposa, durante uma conversa a bordo do avião que os trazia de regresso de uma visita oficial à China.
Segundo Sissoco Embaló, após uma profunda reflexão sobre o conselho dado pela esposa, decidiu seguir a sua recomendação e não avançar com uma nova candidatura.
A decisão foi comunicada publicamente no final da reunião governamental, marcando o início de uma nova fase política no país.
O candidato presidencial Venâncio Mondlane anunciou que, se eleito, o seu governo adoptara uma abordagem sustentável na utilização dos recursos naturais para promover o desenvolvimento local.
Mondlane, que é natural da província do Niassa, destacou que pretende focar na exploração responsável e sustentável das riquezas naturais da região.
Em particular, o candidato fez referência ao potencial do ouro encontrado em Lupilichi, uma área rica em recursos minerais no Niassa. Além disso, Mondlane sublinhou a importância dos produtores agrícolas da província, que desempenham um papel crucial na economia local.
O seu plano visa não só a extracção eficiente dos recursos naturais, mas também garantir que esta exploração contribua para a melhoria das condições de vida dos habitantes da província e para o desenvolvimento económico sustentável da região.
O candidato presidencial da Renamo, Ossufo Momade, reafirmou o seu compromisso com a melhoria do sistema educativo em Moçambique, tendo destacado a necessidade de aumentar os salários dos professores como uma das medidas fundamentais.
Durante uma visita às localidades de Itenta e Mahetha, no distrito de Nacarôa, província de Nampula, Momade assegurou que, caso seja eleito, promoverá uma reforma profunda na educação, acompanhada de melhorias nas infra-estruturas e no sector da saúde.
Acompanhado pela sua comitiva, o líder da Renamo partiu de Nacarôa em direcção ao distrito de Memba, numa viagem marcada pela precariedade das estradas, com vários troços em péssimas condições de transitabilidade.
No percurso, Momade fez uma paragem no posto administrativo de Itenta, onde foi recebido por uma multidão de apoiantes. Diante deste público, o candidato apelou à participação massiva nas eleições, exortando os eleitores a comparecerem nas urnas no dia 9 de Outubro.
“Na data das eleições, ninguém deve ficar em casa. Todos devemos votar em Ossufo Momade e nos candidatos da Renamo à Assembleia da República e às assembleias provinciais, para podermos trazer mudanças concretas e melhorar a vossa vida”, incentivou Momade.
Após este discurso, o candidato presidencial retomou a sua viagem em direcção a Moma. No entanto, foi novamente interrompido em Mahetha, onde uma grande quantidade de habitantes aguardava a sua chegada. Durante a sua intervenção neste povoado, Momade voltou a reiterar as suas promessas, sublinhando que a Renamo trará melhorias significativas na educação e na saúde.
“Desde Nacarôa até aqui, não encontramos uma única casa de alvenaria. Tudo o que vemos são habitações construídas com material local. Queremos mudar esta realidade, começando pela educação, construindo escolas de qualidade com condições adequadas para as nossas crianças. Vamos garantir que os professores tenham salários dignos, para não precisarem recorrer a agiotas. Além disso, construiremos hospitais que ofereçam cuidados de saúde dignos ao nosso povo”, garantiu Momade.
Devido ao estado avançado de degradação das estradas na região, Momade assegurou ainda que, se for eleito Presidente da República, uma das suas prioridades será a reabilitação das vias de acesso, de modo a facilitar a circulação e promover o desenvolvimento local.
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