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Sexta-feira, Julho 31, 2026
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Menina de sete anos violada e agredida pelo padrasto em Maputo

Uma tragédia abalou a capital moçambicana na madrugada de ontem, quando uma menina de apenas sete anos foi brutalmente violada e agredida pelo seu padrasto. O incidente ocorreu numa residência do bairro da cidade, levando à rápida intervenção das autoridades.

O padrasto da criança foi detido e está a ser investigado pelas forças de segurança. As circunstâncias do crime permanecem sob análise, mas a polícia já confirmou que o indiciado foi apanhado em flagrante.

A menina, que sofreu graves ferimentos, está a receber assistência médica no Hospital Geral José Macamo, onde os médicos estão a fazer o possível para estabilizar o seu estado de saúde. O hospital emitiu um comunicado informando que a criança encontra-se sob cuidados intensivos e que a sua recuperação será monitorizada de perto.

Este caso chocante provocou uma onda de indignação na comunidade local, com apelos à justiça e a um maior esforço por parte das autoridades para prevenir este tipo de violência. Organizações de defesa dos direitos da criança estão a ser mobilizadas para prestar apoio à vítima e à sua família, além de promover campanhas de sensibilização sobre a protecção infantil.

As autoridades policiais reiteraram a sua determinação em combater a violência doméstica e a proteger as crianças, sublinhando a importância de denúncias imediatas por parte da população a casos suspeitos.

A sociedade civil aguarda agora por mais informações sobre o andamento do processo judicial e a eventual responsabilização do autor deste ato hediondo.

Partido Podemos recorre ao Tribunal Constitucional em busca de recontagem de votos

O principal partido de oposição em Moçambique, o Podemos, apresentou no passado domingo uma ação judicial exigindo a recontagem dos resultados das eleições realizadas a 9 de Outubro. 

O pedido surge após a Comissão Nacional de Eleições (CNE) ter proclamado o partido no poder, a Frelimo, como vencedor, resultando em protestos e confrontos violentos em várias localidades.

No documento submetido ao Tribunal Constitucional, o Podemos solicitou um “julgamento verdadeiro sobre quem realmente venceu as eleições”. Através da sua ação, o partido pede que o tribunal ordene uma nova contagem dos votos, sustentando a sua posição com diversas alegações de irregularidades que teriam ocorrido durante o processo eleitoral.

A CNE anunciou na última quinta-feira que Daniel Chapo, candidato da Frelimo, obteve 71% dos votos e conquistou 195 dos 250 assentos no parlamento. Contudo, o Podemos contestou esses resultados, afirmando que o seu candidato, Venâncio Mondlane, teria vencido com 53,3% dos votos e assegurado 138 assentos.

Além disso, o Podemos reivindicou que as secções eleitorais apresentem detalhes pormenorizados sobre a contagem dos votos, que foram posteriormente enviados à comissão eleitoral. Observadores da União Europeia também relataram ter notado “irregularidades durante a contagem e alterações não justificadas nos resultados eleitorais ao nível de secção eleitoral e distrito”.

A situação continua a ser tensa, com as autoridades a tentarem controlar os protestos que eclodiram em resposta à declaração dos resultados. O descontentamento popular denuncia a falta de transparência e a integridade do processo eleitoral moçambicano. O desenrolar deste processo judicial poderá ter implicações significativas para a estabilidade política do país.

Evo Morales denuncia tentativa de assassinato a tiros na Bolívia

O ex-presidente boliviano Evo Morales acusou as forças militares e policiais de estarem envolvidas em uma tentativa de assassinato a seu respeito, que ocorreu durante um ataque a tiros dirigido ao veículo em que se encontrava, no município de Shinahota, no domingo.

Em uma publicação nas redes sociais, Morales descreveu a incidentência como uma “operação combinada” que, segundo ele, falhou graças à mobilização e organização dos membros dos movimentos sociais que o apoiam. “A tentativa de assassinato realizada esta manhã consistiu em uma operação combinada com as forças militares e policiais que fracassou,” afirmou o ex-presidente.

Mais cedo, Morales já havia denunciado uma tentativa de prisão contra si, que culminou no ataque a tiros. O ex-líder indígena, que governou a Bolívia por três mandatos, está sob investigação da Justiça boliviana por um suposto envolvimento em tráfico humano e estupro de menor. Ele foi intimado a prestar depoimento no passado dia 7 de Outubro.

Este episódio ocorre num contexto de instabilidade política na Bolívia, que se intensifica com o embate entre Morales e o actual presidente, Luis Arce. Apesar de terem sido aliados no passado, disputas internas no partido Movimento ao Socialismo (MAS) resultaram no afastamento entre os dois líderes. Recentemente, a justiça boliviana inabilitou a candidatura de Evo Morales para as eleições do próximo ano, acentuando ainda mais a tensão política no país.

As autoridades ainda não se pronunciaram sobre as acusações feitas por Morales. O incidente levanta preocupações sobre a segurança do ex-presidente e o clima de conflito político que se vive na Bolívia actualmente.

Descobertos pelo menos 15 corpos nas águas ao largo da Tunísia

No passado fim-de-semana, o mar devolveu os corpos de migrantes em “completa decomposição” nas costas tunisinas, de acordo com informações do porta-voz dos tribunais de Mahdia e Monastir, Farid Ben Jha. 

As autoridades ainda não conseguiram confirmar a identidade das vítimas, se eram migrantes irregulares ou se pertenciam ao mesmo grupo.

A Tunísia, juntamente com a Líbia, tem-se tornado um dos principais pontos de partida para migrantes oriundos de várias nações da África subsariana que arriscam a vida na perigosa travessia do Mediterrâneo em busca de melhores oportunidades na Europa. Este percurso é particularmente alarmante, dado que algumas das suas praias encontram-se a menos de 150 km da Sicília, Itália.

Anualmente, milhares de tunisinos e cidadãos de outros países da região tentam deixar a Tunísia, especialmente face à crise económica e às tensões políticas que se intensificaram após o golpe do Presidente Kaïs Saied, no verão de 2021. Este clima de instabilidade tem contribuído para um aumento no número de pessoas que se aventuram a atravessar o mar.

Recentemente, em Setembro, a guarda costeira tunisina resgatou 36 migrantes, incluindo 20 tunisinos e 16 egípcios, de um barco avariado que se dirigia para Nabeul, no centro-leste do país. Contudo, a situação dos migrantes é cada vez mais alarmante. Entre o início de 2024 e Junho, o Fórum Tunisino para os Direitos Económicos e Sociais (FTDES) registou aproximadamente 400 mortes ou desaparecimentos em naufrágios ao largo da costa tunisina, sucedendo há um ano trágico em 2023, que contabilizou mais de 1.300 vítimas.

Os dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM) são igualmente preocupantes, ao indicar que, na última década, mais de 30 mil migrantes morreram no Mediterrâneo, com mais de três mil a falecerem apenas no ano passado.

A contínua tragédia dos migrantes no Mar Mediterrâneo exige uma reflexão urgente sobre as políticas de migração e a necessidade de soluções sustentáveis que respeitem os direitos humanos e garantam a segurança daqueles que buscam um futuro melhor.

Transportadores internacionais na rota Maputo-África do Sul sofrem prejuízos devido à desordem social

Os transportadores internacionais que operam na rota entre Maputo e a África do Sul estão a enfrentar prejuízos significativos em consequência da onda de desordem que assola o país, provocada por alegadas contestações aos resultados das recentes eleições. 

A situação tem impactado gravemente a operacionalidade do serviço de transporte rodoviário internacional de passageiros.

Recentemente, três viaturas de transporte semi-colectivo de passageiros foram alvo de vandalismo enquanto realizavam viagens nesta mesma rota. O clima de insegurança gerou um cenário de fraca procura pelos serviços de transporte, levando a um agravamento das dificuldades económicas enfrentadas pelos gestores e trabalhadores do sector.

Luís Mabunda, um dos gestores da referida rota, expressou o seu descontentamento durante uma entrevista no Terminal Rodoviário Interprovincial e Internacional da Junta, na cidade de Maputo.

Segundo Mabunda, durante os actos de vandalismo, alguns transportadores foram coagidos a entregar dinheiro como condição para garantir a circulação dos seus veículos, uma prática que compromete ainda mais a viabilidade dos negócios.

O gerente apelou ao fim dos actos de vandalismo, sublinhando que tais comportamentos não apenas prejudicam os transportadores, mas também atrasam o desenvolvimento económico do país. “É imperativo que se restabeleça a ordem e a segurança, de modo a permitir que possamos retomar as nossas actividades normalmente”, concluiu Luís Mabunda.

A situação actual requer a atenção das autoridades competentes, uma vez que a estabilidade dos serviços de transporte é fundamental para a economia e para a mobilidade de milhares de passageiros que dependem desta rota.

Hospitais de Maputo registam aumento de internamentos no fim-de-semana

No último fim-de-semana, os hospitais gerais José Macamo e de Mavalane, em Maputo, acolheram um número alarmante de pacientes, com pelo menos 200 pessoas a necessitarem de atendimento médico. 

Este aumento significativo de internamentos é atribuído a uma variedade de condições de saúde, reflectindo as preocupações contínuas com a segurança e o bem-estar da população.

Entre os casos atendidos, destacam-se sete feridos provenientes de acidentes de viação, que evidenciam a crescente problemática das estradas na capital moçambicana.

As autoridades de saúde apelam à prudência e à responsabilidade dos condutores, especialmente em períodos festivos, quando o número de acidentes tende a aumentar.

Além dos acidentes de viação, os profissionais de saúde reportaram a entrada de cinco pacientes que foram vítimas de envenenamento, um problema que levanta questões sobre a segurança alimentar e a necessidade de campanhas de sensibilização sobre os riscos associados ao consumo de substâncias tóxicas.

A intoxicação alimentar também esteve em destaque, com quatro casos registados, reforçando a necessidade de vigilância nas práticas de higiene e manipulação de alimentos. As autoridades sanitárias recomendam que a população tome precauções adequadas para evitar este tipo de incidentes.

Por último, duas crianças foram internadas após tentativas de suicídio, um sinal preocupante que requer uma atenção especial à saúde mental dos jovens. Especialistas alertam para a importância de programas de apoio psicológico e de prevenção ao suicídio, de modo a garantir que os menores tenham acesso a recursos que os ajudem a lidar com o stress e as pressões do dia-a-dia.

As autoridades de saúde continuam a monitorizar a situação e reiteram a importância de um sistema de saúde robusto e acessível, que possa responder eficazmente a emergências e crises de saúde pública. A comunidade é incentivada a procurar assistência médica sempre que necessário e a participar em iniciativas de promoção de saúde e bem-estar.

Incêndio em Marínguè provoca duas mortes e destruição de residência

Um trágico incêndio ocorrido na última quinta-feira resultou na morte de duas pessoas, cujos corpos foram encontrados carbonizados. O incidente teve lugar numa residência no distrito de Marínguè, na província de Sofala, deixando a casa completamente destruída.

As vítimas, dois jovens com idades de 19 e 21 anos, dormiam quando o fogo irrompeu. Segundo o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala, Farare Jaime, as investigações preliminares apontam para um curto-circuito como a provável causa do incêndio.

A PRM anunciou que as investigações continuam em curso para esclarecer todos os pormenores relacionados com esta tragédia. A comunidade local encontra-se abalada pelo ocorrido, sublinhando a necessidade de medidas de prevenção de incêndios em habitações.

As autoridades apelarão, uma vez mais, à população para que se mantenha atenta a questões de segurança eléctrica, de modo a evitar futuras ocorrências deste tipo.

Conselho Constitucional de Moçambique analisará contencioso eleitoral antes da validação dos resultados

A presidente do Conselho Constitucional (CC) de Moçambique, Lúcia Ribeiro, anunciou na segunda-feira que o órgão irá analisar o contencioso pendente relacionado com as eleições gerais realizadas no passado dia 9 de Outubro, antes de avançar para a ata de apuramento geral. Este processo levará um total de 24 dias, segundo a responsável.

Lúcia Ribeiro esclareceu que, neste momento, o CC está a finalizar os processos de contencioso eleitoral referentes aos apuramentos distritais e provinciais. “Só após resolvermos estes processos é que poderemos iniciar o procedimento de validação dos resultados”, afirmou a presidente durante a entrega da ata e do edital da centralização nacional dos resultados das eleições, que foi realizada pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).

A presidente do CC explicou ainda que, após a análise da acta e edital, cada juiz terá um prazo de três dias para emitir o seu visto. “Com sete juízes, isso totaliza 21 dias, mais os três dias do procurador-geral da República, perfazendo um total de 24 dias. Posteriormente, inicia-se o prazo para a discussão do processo e para a redacção do acórdão, que será lido publicamente na proclamação dos resultados oficiais”, detalhou Ribeiro.

A responsável fez referência à importância de uma análise criteriosa dos documentos recebidos, citando os poetas: “Havemos de olhar com olhos de ver para os documentos que nos foram trazidos”.

Durante a sua intervenção, Lúcia Ribeiro também se debruçou sobre a Constituição da República, que determina que a primeira sessão do novo parlamento deve ocorrer até 20 dias após a validação e proclamação dos resultados eleitorais. “Considerando que a Assembleia da República actual tomou posse no dia 12 de Janeiro de 2020, o mandato dos deputados terminará a 12 de Janeiro de 2024. Se o Conselho Constitucional validar os resultados rapidamente, poderemos ter uma situação em que novos deputados tomem posse antes do fim do mandato dos actuais”, questionou.

A presidente do CC levantou ainda uma hipótese académica que poderia resultar em um período de sobreposição entre os mandatos de deputados, caso a validação ocorra após o término do processo. “Poderíamos ter, em teoria, até 500 deputados, com alguns a terminarem o mandato a 12 de Janeiro e outros a começarem mais cedo”, concluiu.

A análise do contencioso eleitoral e a validação dos resultados das eleições gerais de 2023 seguem agora com a máxima atenção do Conselho Constitucional, num processo crucial para a estabilidade política do país.

Vandalismo compromete abastecimento de água na vila de Homoíne

A vila de Homoíne enfrenta uma crise de abastecimento de água, resultante de actos de vandalismo perpetrados por desconhecidos que sabotaram o sistema de fornecimento deste recurso vital. 

Estima-se que aproximadamente 12 mil habitantes da localidade estejam actualmente sem acesso a água potável, uma situação alarmante que suscita preocupações sobre a saúde e bem-estar da população.

Os indivíduos, que agiram de forma clandestina, danificaram a conduta que transporta água desde a estação de tratamento até ao centro distribuidor, comprometendo assim a distribuição regular do líquido essencial. Como resultado, os residentes foram forçados a recorrer a um riacho nas proximidades, cuja água é considerada imprópria para o consumo humano, expondo a comunidade a potenciais riscos de saúde.

Benedito Cumbane, gestor da empresa Collins, responsável pelo sistema de abastecimento de água na vila, expressou a sua indignação face a este ato de vandalismo. Cumbane revelou que estão a ser tomadas medidas para resolver a situação, mas lamentou que esta seja a terceira vez que a conduta adutora sofre sabotagem, evidenciando um problema recorrente que afecta a qualidade de vida da população local.

A comunidade de Homoíne aguarda com expectativa uma solução eficaz, enquanto as autoridades locais são instadas a intensificar a segurança e a vigilância do sistema de abastecimento, de modo a evitar futuros episódios de vandalismo que coloquem em risco o acesso a um recurso tão essencial como a água.

Conflito no Líbano: Exército Israelita intensifica ofensiva contra o Hezbollah

A escalada do conflito entre Israel e o Hezbollah continua, com o exército israelita a intensificar as suas operações no sul do Líbano. Há quase um mês, as forças israelitas estão envolvidas numa ofensiva terrestre contra o grupo militante, enquanto a situação na região permanece tensa e volátil.

Uma testemunha ocular da Agência France Presse (AFP) relatou o desmoronamento de um prédio residencial, com equipas de resgate a retirar um homem em estado crítico de entre os destroços ainda fumegantes. Este episódio destaca a gravidade da situação humanitária na área, onde os combates têm levado a consequências devastadoras para a população civil.

Nos últimos dias, as forças israelitas têm reportado a localização de armamentos do Hezbollah, realizando ataques aéreos direccionados a militantes e destruindo lançadores de foguetes utilizados para disparar contra comunidades israelitas. Um comunicado militar mencionou um incidente em que um grupo de combatentes foi identificado como uma ameaça, levando à intervenção da Força Aérea.

Entretanto, cerca de 15 foguetes foram lançados contra a cidade de Kiryat Shmona, no norte de Israel. Segundo o jornal israelita Haaretz, alguns destes projécteis foram interceptados, enquanto outros atingiram o solo, sem causar vítimas. O exército israelita também anunciou a interceptarem de um drone que atravessou do Líbano para a região da Alta Galileia.

O Hezbollah e os grupos xiitas pró-Irão da Resistência Islâmica no Iraque reivindicaram a responsabilidade por quatro ataques de drones contra o norte de Israel, demonstrando a crescente complexidade e a interconexão das facções envolvidas no conflito.

Desde o início dos confrontos, pelo menos 63 pessoas morreram em território israelita, incluindo 31 civis e 30 soldados, segundo dados do gabinete do primeiro-ministro israelita. No Líbano, a situação é igualmente alarmante, com mais de 2.600 mortes registadas, a maioria das quais ocorreram durante o último mês de intensificação das hostilidades. Esta guerra forçou mais de um milhão de pessoas a abandonar as suas casas, criando uma crise humanitária sem precedentes na região.

Glilot: Camião atropela multidão, causando uma morte e vários feridos

Neste domingo, um incidente alarmante ocorreu em Glilot, no centro de Israel, quando um camião terá avançado sobre uma estação de ónibus, atingindo diversas pessoas. 

O ataque, que gerou uma onda de pânico entre os presentes, resultou na confirmação de uma morte e ferimentos em pelo menos 34 indivíduos.

De acordo com informações do Magen David Adom (MDA), o serviço médico de emergência israelita, cinco das vítimas encontram-se em estado grave, enquanto outras sete apresentam ferimentos moderados e 20 leves. A maioria dos feridos são idosos que, momentos antes do incidente, desembarcaram de um ónibus em direcção a uma base das Forças de Defesa de Israel localizada nas proximidades.

A polícia local relatou que o motorista do caminhão colidiu intencionalmente com a multidão antes de ser “baleado e neutralizado” por civis presentes no local. As circunstâncias que rodeiam o ataque continuam a ser investigadas, e não está claro se se trata de um ato terrorista.

O MDA informou que pelo menos 16 feridos foram transportados para hospitais da região. O hospital Ichilov, em Tel Aviv, declarou que uma das vítimas se encontra em estado crítico e a sua vida está em perigo, estando actualmente a receber tratamento em uma sala de cirurgia. Infelizmente, a morte foi confirmada logo após a chegada da vítima ao hospital.

As autoridades continuam a investigar o que aconteceu e apela-se à população para permanecer atenta a informações adicionais que possam surgir. Este trágico acontecimento lança uma sombra sobre a segurança em uma região já marcada por tensões e conflitos.

Ordem dos Advogados denuncia violência policial e cumplicidade judicial em Cabo Delgado

A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) lançou fortes acusações contra a Polícia da República de Moçambique (PRM), afirmando que esta tem perpetrado actos de violência e detenções arbitrárias contra cidadãos indefesos na província de Cabo Delgado.

Para a OAM, os tribunais locais também são cúmplices desses crimes, uma vez que nada fazem para conter a escalada de abusos.

A denúncia surgiu no contexto de uma crescente preocupação com o uso excessivo da força pela PRM, especialmente na sequência das manifestações contra alegadas fraudes eleitorais.

A situação, que se intensificou desde a eclosão do terrorismo na região, culminou em casos alarmantes, como o da detenção de uma criança de 15 anos, conforme revelou Fidelino Gumaçanze, membro da OAM em Cabo Delgado. O jovem foi detido a 21 de Outubro e libertado apenas ontem, após a intervenção de advogados, tendo alegadamente sofrido agressões nas instalações policiais.

“A contínua violência policial parece ocorrer sob o olhar impávido dos órgãos de administração da Justiça, que parecem ser cúmplices, dado que nada fazem para impedir estas práticas”, afirmou Gumaçanze, expressando a indignação da OAM.

A suposta cumplicidade dos órgãos judiciais foi também evidenciada durante o julgamento de catorze jovens detidos em Pemba, acusados de crimes relacionados com as manifestações do passado dia 21 de Outubro. Segundo a acusação do Ministério Público, os manifestantes, em protesto contra a governação actual, ergueram barricadas, lançaram pedras e danificaram propriedades. A defesa dos jovens, assegurada pela OAM, alega que estes foram detidos injustamente enquanto exercitavam o seu direito constitucional à manifestação.

“Estamos no Tribunal Judicial da cidade de Pemba para exigir que este órgão de administração da Justiça restitua a liberdade a estes cidadãos indefesos que se encontravam a exercer um direito fundamental”, afirmou Carmen Massicame, representando o Ministério Público. A OAM exige a libertação imediata dos jovens, considerando-os inocentes das acusações que lhes foram imputadas.

As manifestações em Cabo Delgado, motivadas por alegações de fraude nas eleições de 2024, têm gerado uma onda de detenções, embora o número total de arrestos continue indefinido. A situação continua a ser monitorada com grande preocupação, tanto pela sociedade civil como pelas organizações de defesa dos direitos humanos.

Lazarus Chakwera institui comissão de inquérito após acidente aéreo que causou mortes no Malawi

O presidente do Malawi, Lazarus Chakwera, anunciou a criação de uma comissão de inquérito para investigar o trágico acidente aéreo que resultou na morte do vice-presidente Saulos Chilima e outras oito pessoas, ocorrido a 10 de Junho deste ano. 

A decisão foi tomada em resposta a intensas pressões sociais e a ameaças de manifestações pacíficas em todo o país, exigindo uma investigação independente e rigorosa sobre as circunstâncias que envolveram o sinistro.

A nova comissão, composta por 19 membros, será liderada pelo juiz do Tribunal Superior Jabbar Alide, que prestará juramento na próxima segunda-feira para garantir que a investigação será conduzida de forma isenta e transparente. O relatório final, com conclusões e recomendações, deverá ser entregue ao presidente Chakwera até 30 de Novembro.

A criação desta comissão surge após a insatisfação generalizada da sociedade malawiana em relação ao relatório preliminar apresentado pelo Bureau Federal Alemão de Investigação de Acidentes Aeronáuticos, que apontou várias deficiências na aeronave que transportava o vice-presidente.

Entre as falhas destacadas estavam um Transmissor Localizador de Emergência fora de serviço há 20 anos, com bateria expirada, e incompatibilidades nas frequências de sinal com o satélite desde 2009. Além disso, a avioneta não contava com um gravador de voz da cabine, dispositivo que poderia fornecer informações cruciais sobre o acidente.

A viúva de Chilima, Mary Chilima, bem como os partidos UTM, DPP, AFORD e diversas organizações da sociedade civil, têm sido vozes activas na pressão ao governo para a criação desta comissão, destacando a necessidade de uma investigação minuciosa e independente que esclareça as verdadeiras causas do acidente. A divulgação do relatório preliminar suscitou uma onda de críticas e um apelo à responsabilização, reflectindo a crescente inquietação da população malawiana face à segurança da aviação no país.

O presidente Lazarus Chakwera agora enfrenta o desafio de restaurar a confiança pública e garantir que todas as medidas necessárias sejam tomadas para evitar futuros acidentes semelhantes. A atenção do país estará voltada para os próximos passos desta investigação que promete ser um marco importante na luta por maior transparência e responsabilidade governamental no Malawi.

Vagas de emprego do dia 28 de Outubro de 2024

Foram publicadas hoje, dia 28 de Outubro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Técnico de RH

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Técnico de RH. Saiba mais.

2. Vaga para Gestor de Marketing Digital

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Gestor de Marketing Digital. Saiba mais.

3. Vaga para Líder de Equipe de Saneamento

A Solidarités International pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Líder de Equipe de Saneamento. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Coordenador de MEAL em Resposta a Emergência

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de MEAL em Resposta a Emergência. Saiba mais.

2. Vaga para Oficial – Controle Interno, Conformidade e Salvaguarda

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Controle Interno, Conformidade e Salvaguarda. Saiba mais.

3. Vaga para Assistente Administrativo

A Ever Green Lda, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Administrativo. Saiba mais.

4. Vaga para Safety and Security Manager

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Safety and Security Manager. Saiba mais.

5. Vaga para Despachante Aduaneiro

A Contratuz pretende recrutar um (1) Despachante Aduaneiro. Saiba mais.

6. Vaga para Mecânico Auto

Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo “A”, pretende admitir, para o seu quadro de pessoal um (1) Mecânico Auto. Saiba mais.

7. Vaga para Backend Developer

A Medihealth pretende recrutar um (1) Backend Developer. Saiba mais.

8. Vaga para Estágio Técnico em Eletrônica

A Técnica PC pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Estágio Técnico em Eletrônica. Saiba mais.

9. Vaga para Secretária Executiva

Uma empresa anónima pretende recrutar uma (1) Secretária Executiva. Saiba mais.

10. Vaga para Civil Engineering Specialist

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Civil Engineering Specialist. Saiba mais.

11. Vaga para B2C Key Account Manager

A Puma Energy Moçambique pretende recrutar um (1) B2C Key Account Manager. Saiba mais.

12. Vaga para Account Developers

A Coca-Cola Beverages Africa pretende recrutar três (3) Account Developers. Saiba mais.

13. Vaga para Cabeleireira

O Salão e Boutique Canaã pretende recrutar uma (1) Cabeleireira. Saiba mais.

14. Vaga para Barbeiro

O Salão e Boutique Canaã pretende recrutar um (1) Barbeiro. Saiba mais.

15. Vaga para Estagiário de TI

O Futuro Mcb, S.A pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Estagiário (a) de TI. Saiba mais.

16. Vaga para Contabilista

A Highland African Mining Company Lda, pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Contabilista. Saiba mais.

17. Vaga para Analista de Crédito ao Funcionário Público

A Moz Finance pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Analista de Crédito ao Funcionário Público. Saiba mais.

18. Vaga para Partnerships and Grants Manager

A Aga Khan Foundation (AKF) pretende recrutar um (1) Partnerships and Grants Manager. Saiba mais.

19. Vaga para Oficial de Logística

A Fundação E35 pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Logística. Saiba mais.

20. Vaga para Oficial de MEAL

A CARE Internacional procura contratar um (1) Oficial de MEAL. Saiba mais.

21. Vaga para WASH Advisor

A CARE Internacional procura contratar um (1) WASH Advisor. Saiba mais.

22. Vaga para Senior Program Support Manager

A CARE Internacional procura contratar um (1) Senior Program Support Manager. Saiba mais.

23. Vaga para People & Culture Director

A CARE Internacional procura contratar um (1) People & Culture Director. Saiba mais.

24. Vaga para Humanitarian Team Lead

A CARE Internacional procura contratar um (1) Humanitarian Team Lead. Saiba mais.

25. Vaga para Finance and Operations Director

A CARE pretende recrutar um (1) Finance and Operations Director. Saiba mais.

26. Vaga para Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (MEAL) Director

A CARE pretende recrutar um (1) Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (MEAL) Director. Saiba mais.

27. Vaga para Chief of Party (COP)

A CARE pretende recrutar um (1) Chief of Party (COP). Saiba mais.

28. Vaga para Coordenador de Redução de Risco de Desastres (RRD) e Mudanças Climáticas (CC)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Redução de Risco de Desastres (RRD) e Mudanças Climáticas (CC). Saiba mais.

PRM detém 371 indivíduos em manifestações violentas

A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve pelo menos 371 indivíduos e instaurou 44 processos-crime na sequência das manifestações violentas que ocorreram em todo o país no passado dia 24 de Outubro, data em que iniciou uma greve de dois dias convocada por Venâncio Mondlane, candidato presidencial do partido Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS).

Os processos instaurados foram já remetidos ao Ministério Público para os devidos trâmites legais. Venâncio Mondlane decidiu convocar as manifestações em desacordo com os resultados das eleições de 9 de Outubro, que, segundo a sua alegação, foram manipulados em benefício do partido Frelimo, actual partido no poder.

Durante uma conferência de imprensa, o porta-voz da PRM, Orlando Mudumane, confirmou que as manifestações resultaram em 20 feridos, entre os quais oito elementos da polícia, e descreveu os acontecimentos como uma greve desordenada, organizada por indivíduos de conduta criminosa. Mudumane informou ainda que as forças policiais registaram 52 ocorrências relevantes, das quais se destacam 19 casos de desordem pública generalizada, 17 arrombamentos de estabelecimentos comerciais, 11 vandalizações de infra-estruturas públicas e privadas, bem como a destruição de viaturas e a tentativa de invasão a um posto policial.

A PRM expressou preocupação com os actos que comprometem a ordem e segurança pública, apelando a todos os cidadãos, líderes políticos e simpatizantes de partidos a respeitarem as instituições do Estado e a conformarem-se com a legislação em vigor.

Apesar de reconhecer o direito à manifestação, a PRM enfatizou a necessidade de que este direito seja exercido de forma pacífica e dentro dos limites legais.

Além disso, a corporação reiterou a sua firme posição contra qualquer forma de vandalismo e violência, alertando que não tolerará acções que provoquem distúrbios e caos social no país. O apelo à calma e ao respeito pela lei foi reiterado na expectativa de que os moçambicanos possam exercer os seus direitos cívicos de forma ordeira e pacífica.

Mpox já causou mais de mil mortes em 18 países desde o início do ano

O Mpox, uma doença viral que tem gerado crescente preocupação a nível global, já resultou em mais de mil mortes em 18 países desde o início de 2023. 

Segundo os dados mais recentes da Agência de Saúde Pública da União Africana, o continente africano contabilizou 45.327 casos de infecção, dos quais 9.114 foram confirmados através de testes laboratoriais.

O epidemiologista Ngashi Ngongo, chefe do Gabinete Executivo dos Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC África), revelou que o número de casos confirmados este ano aumentou em 400% em comparação com todo o ano anterior.

A República Democrática do Congo (RDC), considerado o epicentro da epidemia, juntamente com o Burundi, é responsável por impressionantes 96% das 1.001 novas infecções confirmadas apenas na última semana.

Enquanto isso, países como Gabão, Guiné-Conacri, Ruanda, Camarões e África do Sul não registaram novos casos nas últimas quatro semanas, conforme os dados obtidos pelo CDC África.

Em termos de vacinação, Ngongo informou que cerca de 5,6 milhões de doses de vacinas foram confirmadas para envio a África. Dentre estas, estão incluídas 2,5 milhões de doses da vacina desenvolvida pela farmacêutica dinamarquesa Bavarian Nordic e três milhões de doses do imunizante produzido pela japonesa KM Biologics.

As nações da República Democrática do Congo, Nigéria, Ruanda, República Centro-Africana, África do Sul e Costa do Marfim já delinearam planos de vacinação, sendo que a RDC e o Ruanda já iniciaram a administração das vacinas.

As várias epidemias de Mpox em África são impulsionadas por distintos padrões de transmissão. A nova variante do vírus é principalmente transmitida de humano para humano, ao passo que a versão anterior tinha origem animal, conforme um estudo publicado na prestigiada revista científica Cell.

Este cenário alarmante levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar o Mpox como uma emergência de saúde pública a nível mundial, motivando investigações aprofundadas sobre as características específicas das diferentes variantes do vírus, no que toca à sua perigosidade, contagiosidade e modos de transmissão.

As autoridades de saúde apelam à população para permanecer alerta e siga as orientações das instituições de saúde, enquanto esforços globais continuam para controlar a disseminação desta doença.

CC rejeita recursos do PODEMOS relativos a irregularidades eleitorais na Zambézia e Sofala

O Conselho Constitucional de Moçambique decidiu, em sessão plenária, rejeitar três recursos interpostos pelo partido PODEMOS, que alegava irregularidades no processo de votação nos distritos de Ile e Murrumbala, na Zambézia, e em Marromeu, na província de Sofala. 

A decisão foi proferida em acórdãos datados de 18 de Outubro, onde o órgão judicial concluiu não existir matéria que consubstancie contencioso eleitoral.

Os recursos foram apresentados após o partido PODEMOS ver chumbadas as suas reclamações em tribunais distritais, onde argumentava a existência de ilícitos eleitorais. No entanto, o Conselho Constitucional fundamentou a sua decisão, alegando que o tribunal não deu seguimento aos recursos por considerar que a matéria contestada necessitava de impugnação prévia e que as questões levantadas eram de natureza criminal, não eleitoral.

No que diz respeito ao distrito de Morrumbala, o Conselho Constitucional esclareceu que o PODEMOS não apresentou provas que comprovassem que os cidadãos impedidos de votar tinham sido devidamente credenciados pela Comissão Distrital de Eleições para a fiscalização do processo eleitoral, conforme estipulado no artigo 56 da Lei Eleitoral.

Por outro lado, no distrito de Marromeu, o órgão judicial salientou que o partido não conseguiu juntar elementos de prova relativos ao período de apuramento distrital, ocorrido no dia 12 de Outubro, o que levou à negação do provimento do recurso.

Com esta decisão, o Conselho Constitucional reafirma a sua posição no tocante à regularidade do processo eleitoral, destacando a importância da apresentação de provas substanciais em casos de alegações de irregularidades. O partido PODEMOS, por sua vez, deverá avaliar as suas próximas acções no âmbito do sistema judicial, considerando a rejeição dos seus recursos.

Drone atinge prédio residencial em Kiev, causando morte e feridos

Um ataque aéreo com drone resultou, na sexta-feira, na tragédia de um prédio residencial em Kiev, onde uma pessoa morreu e outras quatro ficaram feridas. 

As autoridades locais foram obrigadas a evacuar cerca de 100 moradores do edifício, devido ao incêndio que se alastrou nos últimos andares da construção.

Vitali Klitschko, presidente da câmara da capital ucraniana, confirmou o incidente através da plataforma Telegram, descrevendo o fogo como resultado de um “drone inimigo”. Segundo Klitschko, os andares 17.º, 18.º e 19.º do edifício foram severamente danificados pelas chamas.

“As equipas de emergência estão a trabalhar no local para controlar o incêndio e prestar assistência às vítimas”, afirmou o autarca. Além do incêndio devastador, fragmentos do drone caíram na zona central do bairro de Solomyanskyi, embora, até ao momento, não tenha sido reportado qualquer ferido adicional.

As autoridades continuam a monitorizar a situação e a investigar as circunstâncias do ataque, que se insere num contexto de crescente tensão na região.

A população de Kiev permanece em estado de alerta, enquanto se aguarda mais informações sobre a evolução do incidente e o estado de saúde dos feridos.

Renamo classifica eleições como “crime” e pede anulação dos resultados

Ossufo Momade, presidente da Renamo, o principal partido da oposição em Moçambique, fez declarações contundentes sobre o processo eleitoral ocorrido no dia 9 de Outubro, que resultou na derrota do seu partido, relegado ao terceiro lugar no Parlamento com apenas 20 dos 250 assentos.

Momade afirmou categoricamente que as eleições não foram legítimas e pediu a sua anulação.

“Estas não foram eleições. Foi um crime, um desrespeito e violação flagrante dos direitos fundamentais”, declarou Momade durante uma conferência de imprensa em Maputo. O líder da Renamo destacou várias irregularidades, como enchimento de urnas, infiltração de atas e editais falsos, além de manipulação dos resultados eleitorais, evidenciando discrepâncias numéricas entre os editais distritais e as mesas de votos.

As eleições de 9 de Outubro, além de controversas, foram marcadas por confrontos que resultaram em quatro mortos, 20 feridos e 371 detidos, realçando a tensão política que permeia o país. Momade, reconhecendo a responsabilidade da Renamo na política moçambicana, salientou que os resultados representam uma “alteração da vontade popular”.

“Declaramos, aqui e agora, que não aceitamos os resultados e vamos usar todos os mecanismos internos e internacionais para que estas eleições sejam declaradas inexistentes e que seja feita justiça eleitoral”, afirmou. Em uma declaração que gerou apreensão, o líder da Renamo acrescentou que “a Renamo não se responsabiliza pelos possíveis eventos pós-eleitorais”.

Analistas políticos consideram a Renamo e seu presidente como os principais derrotados nas eleições, que culminaram na perda de 40 deputados em relação à legislatura anterior. Na corrida presidencial, Momade obteve apenas 5,81% dos votos, ficando atrás de Venâncio Mondlane, que alcançou 20,32%, e de Daniel Chapo, da Frelimo, com uma expressiva vitória de 70,67%.

O Conselho Constitucional de Moçambique terá a tarefa de confirmar os resultados apresentados pela Comissão Nacional de Eleições. Entretanto, Venâncio Mondlane já anunciou a intenção de recorrer, assegurando que considera ter vencido as eleições.

A situação política em Moçambique continua a ser monitorada com atenção, dado o clima de incerteza e as reivindicações da Renamo por uma rectificação do processo eleitoral.

Incêndio de grandes proporções devasta mercado em Quelimane

Um incêndio de grandes proporções deflagrou na noite de ontem, destruindo 14 bancas no Mercado FAEZA, um dos principais pontos de comércio da cidade. 

O sinistro iniciou por volta das 22h, quando uma das bancas, dedicada à venda de calçados e roupas, foi consumida pelas chamas, provocando um efeito dominó que afectou outras 11 bancas parcialmente, juntamente com as mercadorias nelas expostas.

Manuel Cumaio, porta-voz do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), confirmou esta manhã, em declarações ao jornal ”Notícias”, que o incêndio foi resultado de um curto-circuito. A rápida propagação das chamas causou pânico entre os comerciantes e clientes, que se viram forçados a abandonar o local em busca de segurança.

As autoridades locais estão a investigar as circunstâncias que rodearam o incidente, enquanto os comerciantes afectos ao mercado lamentam a perda significativa de rendimentos. Este evento sublinha a necessidade urgente de medidas preventivas para evitar futuros sinistros e garantir a segurança dos estabelecimentos comerciais.

As equipas de emergência foram mobilizadas para controlar o fogo e minimizar os danos, no entanto, os prejuízos já são avassaladores. O mercado, que é um ponto vital de comércio na região, enfrenta agora o desafio de reerguer-se após esta tragédia.

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