O ex-presidente boliviano Evo Morales acusou as forças militares e policiais de estarem envolvidas em uma tentativa de assassinato a seu respeito, que ocorreu durante um ataque a tiros dirigido ao veículo em que se encontrava, no município de Shinahota, no domingo.
Em uma publicação nas redes sociais, Morales descreveu a incidentência como uma “operação combinada” que, segundo ele, falhou graças à mobilização e organização dos membros dos movimentos sociais que o apoiam. “A tentativa de assassinato realizada esta manhã consistiu em uma operação combinada com as forças militares e policiais que fracassou,” afirmou o ex-presidente.
Mais cedo, Morales já havia denunciado uma tentativa de prisão contra si, que culminou no ataque a tiros. O ex-líder indígena, que governou a Bolívia por três mandatos, está sob investigação da Justiça boliviana por um suposto envolvimento em tráfico humano e estupro de menor. Ele foi intimado a prestar depoimento no passado dia 7 de Outubro.
Este episódio ocorre num contexto de instabilidade política na Bolívia, que se intensifica com o embate entre Morales e o actual presidente, Luis Arce. Apesar de terem sido aliados no passado, disputas internas no partido Movimento ao Socialismo (MAS) resultaram no afastamento entre os dois líderes. Recentemente, a justiça boliviana inabilitou a candidatura de Evo Morales para as eleições do próximo ano, acentuando ainda mais a tensão política no país.
As autoridades ainda não se pronunciaram sobre as acusações feitas por Morales. O incidente levanta preocupações sobre a segurança do ex-presidente e o clima de conflito político que se vive na Bolívia actualmente.














