Sociedade PRM detém 371 indivíduos em manifestações violentas

PRM detém 371 indivíduos em manifestações violentas

A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve pelo menos 371 indivíduos e instaurou 44 processos-crime na sequência das manifestações violentas que ocorreram em todo o país no passado dia 24 de Outubro, data em que iniciou uma greve de dois dias convocada por Venâncio Mondlane, candidato presidencial do partido Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS).

Os processos instaurados foram já remetidos ao Ministério Público para os devidos trâmites legais. Venâncio Mondlane decidiu convocar as manifestações em desacordo com os resultados das eleições de 9 de Outubro, que, segundo a sua alegação, foram manipulados em benefício do partido Frelimo, actual partido no poder.

Durante uma conferência de imprensa, o porta-voz da PRM, Orlando Mudumane, confirmou que as manifestações resultaram em 20 feridos, entre os quais oito elementos da polícia, e descreveu os acontecimentos como uma greve desordenada, organizada por indivíduos de conduta criminosa. Mudumane informou ainda que as forças policiais registaram 52 ocorrências relevantes, das quais se destacam 19 casos de desordem pública generalizada, 17 arrombamentos de estabelecimentos comerciais, 11 vandalizações de infra-estruturas públicas e privadas, bem como a destruição de viaturas e a tentativa de invasão a um posto policial.

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A PRM expressou preocupação com os actos que comprometem a ordem e segurança pública, apelando a todos os cidadãos, líderes políticos e simpatizantes de partidos a respeitarem as instituições do Estado e a conformarem-se com a legislação em vigor.

Apesar de reconhecer o direito à manifestação, a PRM enfatizou a necessidade de que este direito seja exercido de forma pacífica e dentro dos limites legais.

Além disso, a corporação reiterou a sua firme posição contra qualquer forma de vandalismo e violência, alertando que não tolerará acções que provoquem distúrbios e caos social no país. O apelo à calma e ao respeito pela lei foi reiterado na expectativa de que os moçambicanos possam exercer os seus direitos cívicos de forma ordeira e pacífica.

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