Moçambique enfrenta uma grave ameaça de cheias e inundações durante a presente época chuvosa e ciclónica, com cerca de três milhões e quinhentas mil pessoas potencialmente afectadas.
A advertência foi feita na manhã de segunda-feira, durante uma entrevista no programa “Café da Manhã” da Rádio Moçambique, por Isac Filimone, técnico do Departamento de Gestão de Recursos Hídricos da Direcção Nacional dos Recursos Hídricos.
Filimone explicou que as previsões meteorológicas delineiam dois cenários distintos para a época chuvosa. O primeiro, de risco baixo, abrange os meses de Outubro, Novembro e Dezembro, enquanto o segundo, que apresenta riscos médio e alto, se intensifica entre Janeiro e Março. Este último período poderá resultar em um aumento significativo dos níveis de água em várias bacias hidrográficas, colocando em risco não apenas vidas, mas também infra-estruturas essenciais.
Mais de quatro mil escolas e mais de quinhentas unidades sanitárias poderão ser afectadas por estes fenómenos naturais, o que representa um sério desafio para a continuidade dos serviços sociais no país.
Face a esta situação alarmante, a Direcção Nacional dos Recursos Hídricos apela às comunidades para que se mantenham informadas através das entidades competentes e se preparem para uma evacuação rápida, caso as cheias ou inundações se tornem inevitáveis. Além disso, é solicitado às autoridades municipais que implementem melhorias nos sistemas de drenagem, a fim de mitigar os impactos das inundações urbanas.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador(a) de Controle Interno, Compliance e Salvaguarda. Saiba mais.
Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo “A”, pretende admitir para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Reparação de Pneus. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador Provincial – Projecto LINK. Saiba mais.
A CARE Internacional, uma organização de desenvolvimento e humanitária em Moçambique desde 1986 com escritórios em mais de 70 países e parte duma grande federação internacional procura contratar um (1) Assistente de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
A CARE Internacional, uma organização de desenvolvimento e humanitária em Moçambique desde 1986 com escritórios em mais de 70 países e parte duma grande federação internacional procura contratar um (1) Oficial de Abrigo. Saiba mais.
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A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar um (1) Consultor para a Elaboração de um Estudo com Vista a Contribuir para uma melhor adesão ao TARV em Mulheres HIV + entre 18 a 35 anos. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Facilitador/a para o Treinamento das Detentoras de Direitos em Liderança Feminina, Advocacia e Ocupação de Espaços de Tomada de Decisão. Saiba mais.
A N´weti, Organização não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais Distritais de Mudança Social e Comportamento (MSC) para Água, Saneamento e Higiene (ASH). Saiba mais.
A N´weti, Organização não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Promotores Comunitários de Mudança Social e Comportamento (MSC) para Água, Saneamento e Higiene (ASH). Saiba mais.
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Depois de uma longa espera de cinco anos marcada pela devastação do incêndio de 2019, a emblemática catedral de Notre Dame, em Paris, reabrirá as suas portas ao público no próximo dia 7 de Dezembro.
A reabertura será celebrada com uma cerimónia solene, seguida de uma série de missas e concertos, conforme noticiado pelo The New York Times.
No dia seguinte à reabertura, a catedral acolherá uma missa especial, que contará com a presença do Presidente francês Emmanuel Macron, juntamente com cerca de 170 bispos provenientes de diversas regiões do mundo.
Esta ocasião será uma oportunidade única para os fiéis e visitantes se reunirem num espaço que é um símbolo não apenas da cidade, mas de toda a cultura francesa.
Recentemente, a catedral fez soar os seus sinos pela primeira vez desde a tragédia de 2019, marcando um momento emocional e simbólico para todos os parisienses e amantes da arte gótica. Embora a reabertura se aproxime, os trabalhos de restauro continuarão a ser realizados até à data, assegurando que a catedral regresse à sua antiga glória.
Recorde-se que, no mês de Abril de 2019, um incêndio devastador destruiu o telhado e comprometeu a estrutura da famosa torre da catedral, causando danos significativos às paredes que datam do Século XIII.
Desde então, a Notre Dame foi encerrada ao público, mas durante este período, milhares de doações foram feitas para apoiar as obras de restauro, sublinhando a importância deste monumento não só para Paris, mas para o património mundial.
Um incêndio devastador na unidade neonatal de um hospital em Jhansi, no estado de Uttar Pradesh, resultou na morte de pelo menos dez recém-nascidos, conforme anunciou no sábado um responsável governamental.
O incidente ocorreu na noite de sexta-feira e gerou uma onda de consternação entre as autoridades e a população local.
O vice-ministro-chefe do estado, Brajesh Pathak, confirmou o trágico balanço de vítimas e revelou que, até ao momento, sete corpos já foram identificados. “Infelizmente, 10 crianças morreram. Estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para prestar apoio às famílias afectadas”, declarou Pathak em conferência de imprensa.
As causas do incêndio continuam a ser investigadas, mas as autoridades locais prometeram uma investigação completa para apurar as circunstâncias que levaram a esta tragédia. O hospital, que atende uma comunidade vulnerável, enfrenta agora questionamentos sobre as suas condições de segurança e os protocolos de emergência.
O incidente levanta preocupações sobre a segurança nas instituições de saúde da região, especialmente em áreas tão sensíveis como as unidades neonatais. A população local expressou a sua indignação e tristeza, exigindo respostas e medidas que evitem que tragédias semelhantes voltem a ocorrer.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) emitiu um alerta sobre a formação de um ciclone tropical, denominado “Bheki”, que se espera que se intensifique no próximo domingo.
Segundo o comunicado divulgado ontem, este fenómeno atmosférico, que começou a desenvolver-se a leste da Ilha de Madagáscar, ainda não representa uma ameaça para o canal de Moçambique.
O sistema de baixa pressão que deu origem a “Bheki” evoluiu para uma tempestade tropical moderada na bacia do sudoeste do Oceano Índico. O INAM assegura que, embora a situação esteja a ser monitorizada com atenção, neste momento não há motivo para alarme entre os cidadãos.
As autoridades meteorológicas apelam à população que continue a acompanhar as actualizações e os avisos emitidos pelas instituições competentes, de forma a garantir a segurança de todos.
O INAM reafirma o seu compromisso em fornecer informações precisas e atempadas sobre a evolução do fenómeno e possíveis impactos.
Os cidadãos são aconselhados a manterem-se informados e a seguirem as recomendações das entidades oficiais, especialmente nas zonas costeiras, onde alterações climáticas podem ter repercussões. O INAM continuará a fornecer relatórios diários sobre a situação meteorológica.
Um proprietário de restaurante na localidade de Issy-les-Moulineaux, nas imediações de Paris, está a criar um clima de tensão ao fazer os seus funcionários reféns.
O incidente, que teve início este sábado, levou à mobilização de uma significativa força policial na área, conforme relatado pela agência de notícias AFP.
Segundo informações da Brigada dos Bombeiros de Paris, o indivíduo encontra-se barricadado no interior do restaurante ‘Pizza L’Olivier’, mantendo vários empregados sob a sua custódia. O cerco policial, que inclui múltiplos veículos e agentes armados da Brigada de Busca e Intervenção da Polícia Nacional, está a ser monitorado de perto, com imagens do local a serem partilhadas nas redes sociais.
A Câmara Municipal de Issy-les-Moulineaux anunciou o fechamento da rua onde se localiza o restaurante, apelando à população que evite a área para garantir a segurança de todos. Até ao momento, não foi divulgada a quantidade exacta de pessoas retidas nem se o proprietário está armado.
A Associação Nacional dos Professores de Moçambicanos (Anapro) se reuniram para efectuar uma marcha pacífica na cidade de Maputo.
O evento visa reivindicar melhores salários, condições de trabalho adequadas e o pagamento de horas extraordinárias em atraso.
Isca Marrengula, presidente da Anapro, afirmou em entrevista à DW que a situação dos professores em Moçambique atingiu um ponto crítico, uma vez que muitos docentes se encontram desmotivados devido às promessas não cumpridas por parte do Governo.
Marrengula advertiu que, caso não haja uma resposta satisfatória e urgente, os professores poderão boicotar os exames finais, uma ação que teria repercussões significativas para o sistema educacional do país.
A marcha, cujo objectivo é sensibilizar a opinião pública e pressionar as autoridades competentes, promete reunir inúmeros educadores e simpatizantes.
Os professores exigem não apenas a regularização dos pagamentos em atraso, mas também um aumento salarial que reflita o seu empenho e dedicação à educação em Moçambique.
Com o crescente descontentamento entre os educadores, a Anapro espera que a manifestação sirva como um alerta para a urgência das reivindicações dos professores, fundamentais para o futuro da educação no país.
A expectativa é que o Governo responda de forma positiva e proativa a estas exigências, evitando um confronto que poderia afectar o calendário escolar e o ensino em Moçambique.
Na sequência das recentes eleições, o presidente eleito dos Estados Unidos confirmou a nomeação de Karoline Leavitt como nova porta-voz da Casa Branca.
Leavitt, que já desempenhou funções semelhantes durante a campanha eleitoral de Donald Trump, também integrou a equipa de comunicação do primeiro mandato do republicano, entre 2017 e 2021.
Em comunicado oficial, Donald Trump elogiou o trabalho realizado por Leavitt, afirmando que ela desempenhou um papel “excepcional” na sua histórica campanha. “Karoline Leavitt será a porta-voz da Casa Branca”, declarou o presidente eleito, sublinhando as qualidades da sua nova porta-voz.
Descrevendo-a como “inteligente e dura”, Trump afirmou que Leavitt “demonstrou ser uma comunicadora extremamente eficaz”, destacando a sua capacidade de transmitir as mensagens da administração de forma clara e assertiva.
Uma situação alarmante ocorreu na semana passada na comunidade de Madil-Magul, onde leões evadidos do Parque Nacional de Banhine atacaram e devoraram oito cabeças de gado bovino pertencentes a três famílias locais.
O ataque dos felinos selvagens levanta preocupações não apenas pela perda do gado, mas também pelo impacto significativo que terá na já delicada situação alimentar da região.
O Administrador do Distrito de Chigubo, Hermenegildo Infante, confirmou o incidente, salientando que as autoridades locais foram rápidas a agir. Uma equipa de fiscais do Parque Nacional de Banhine foi imediatamente destacada para o local, com o objectivo de afugentar os animais e evitar novos ataques.
Infante ressaltou que a perda de gado devido a ataques de animais bravios agrava ainda mais a crise de fome que a comunidade enfrenta, causada pela severa seca que tem assolado a região. Com a escassez de alimentos e a dependência do gado como fonte de sustento, o impacto deste ataque será profundo e duradouro para as famílias afectadas.
O Mercado Grossista do Zimpeto, um dos principais centros de distribuição de produtos no país, continua a enfrentar uma grave escassez de bens essenciais, como tomate e batata, resultando em uma subida acentuada dos preços.
Antes da recente onda de manifestações, uma caixa de tomate era vendida entre 350 a 400 meticais, mas, nos últimos dias, o preço disparou para valores entre 1200 e 1400 meticais.
Esta situação é consequência das limitações na circulação de pessoas e mercadorias na fronteira de Ressano Garcia, a principal via de importação de produtos da África do Sul, fornecedor essencial para o mercado local.
Além da instabilidade política, as condições climáticas também contribuíram para a escassez. Chuvas intensas nos últimos dias afectaram as áreas produtoras de tomate, como os distritos de Chókwè, na província de Gaza, e Moamba e Boane, na província de Maputo.
Esta combinação de factores tem provocado uma escalada nos preços de outros produtos, como cebola e batata, embora estes ainda se mantenham dentro da capacidade de compra dos consumidores.
Em declarações à Agência de Informação de Moçambique (AIM), Custódio Uchavo, chefe da Comissão dos Vendedores no Mercado Grossista do Zimpeto, descreveu o panorama actual como sombrio, com uma fraca movimentação tanto de compradores como de vendedores. “A situação do mercado, após o anúncio da quarta vaga, é de agitação e incerteza. A falta de alguns produtos e o aumento de preços são preocupações constantes”, afirmou Uchavo.
Apesar das dificuldades, a produção nacional tem conseguido evitar uma ruptura total dos principais produtos, uma vez que muitos grandes vendedores ainda hesitam em importar mercadorias da África do Sul devido à incerteza gerada pelas manifestações.
Uchavo apelou à necessidade urgente de um fim para a tensão pós-eleitoral e instou todas as partes envolvidas a encontrar uma solução pacífica para a situação, realçando que as manifestações actuais estão a causar problemas significativos na economia nacional.
A Polícia da República de Moçambique protagonizou um incidente controverso ao impedir a marcha de professores que exigiam melhores condições de trabalho, pagamento de horas extraordinárias e a valorização da profissão.
O episódio ocorreu nas proximidades do Instituto Comercial, na avenida 24 de Julho, onde os educadores se reuniam pacificamente para reivindicar os seus direitos.
De acordo com relatos de professores que estavam presentes, a manifestação foi interrompida com o uso de gás lacrimogéneo, levando a situações de caos e confusão. “Estão a nos atirar com gás lacrimogéneo, impedindo a nossa manifestação, sem nenhum motivo. Isto é inadmissível”, afirmou um dos docentes que participou do protesto.
A marcha tinha sido previamente comunicada ao Município de Maputo e às autoridades policiais, que deveriam garantir a segurança e o direito à manifestação. Contudo, a ação policial resultou em detenções de alguns professores, incluindo um representante da Associação Nacional dos Professores de Moçambicanos (ANAPRO), gerando indignação entre os participantes e a comunidade educativa.
Os professores, que se reuniram em busca de soluções para os seus problemas laborais, expressaram descontentamento quanto à falta de diálogo por parte do Governo e à ineficácia das medidas implementadas até agora. A situação levanta questões sobre o respeito pelos direitos de reunião e manifestação pacífica em Moçambique.
O Hospital Central de Maputo (HCM) atendeu um total de 203 pacientes, dos quais 55 apresentaram traumas, sendo que cinco destes casos estão directamente relacionados com as manifestações que têm ocorrido na capital e em outras localidades.
Segundo o director do Serviço de Urgências do HCM, Dino Lopes, dos cinco feridos resultantes dos protestos, quatro já receberam alta e estão a continuar o tratamento em casa. “Dois pacientes foram atingidos por balas na perna, enquanto outros dois sofreram lacerações na face”, detalhou Lopes.
A quinta vítima encontra-se sob observação médica devido a um trauma ocular, tendo sido atingida por estilhaços de vidro no olho, provocados por pedras lançadas na sua direcção. “Este paciente necessitará de uma intervenção cirúrgica oftalmológica”, revelou o director.
A situação continua a ser monitorizada pelas autoridades de saúde, que se mostram atentas ao desenrolar dos acontecimentos na cidade.
Cerca de setecentos cidadãos moçambicanos encontram-se entre os detidos na localidade de Stilfontein, na província de North West, África do Sul, acusados de prática de mineração ilegal.
A informação foi divulgada na passada quinta-feira pela polícia local durante uma reunião com uma equipa do Consulado-Geral de Moçambique em Joanesburgo.
Até ao momento, mais de mil mineiros ilegais foram forçados a abandonar as minas onde se encontravam e estão sob custódia policial. Além de moçambicanos, os detidos incluem também trabalhadores oriundos do Zimbabwe e do Lesotho.
As autoridades locais avançaram que um grupo de detidos será apresentado ao Tribunal de Stilfontein no próximo dia 28 de Novembro, enquanto outro grupo aguardará a sua vez no dia 6 de Dezembro.
A polícia sul-africana expressou preocupação face ao número de crianças, superior a cem, que aparentam ter apenas catorze anos e que estão envolvidas em actividades de mineração ilegal. Deste total, uma parte significativa é constituída por crianças moçambicanas.
As autoridades estão actualmente a realizar uma triagem para confirmar a idade real destes menores, não excluindo a possibilidade de que possam ser vítimas de tráfico humano para fins de trabalho forçado. O caso relacionado com estas crianças será julgado no Tribunal de Stilfontein no dia 25 de Novembro.
Durante as conversas com autoridades consulares em Joanesburgo, a polícia sul-africana denunciou que um cidadão moçambicano está a ser investigado por recrutamento de mineiros ilegais na província central de Manica. Utilizando métodos ilícitos e promessas de emprego, os recrutados são transportados para Gauteng e, posteriormente, para as várias províncias sul-africanas onde a mineração ilegal é um fenómeno recorrente.
Face à situação crítica, a polícia de Stilfontein permitiu que a comunidade local fornecesse alimentos e água às centenas de mineiros ilegais que ainda se encontram nas minas abandonadas.
A situação agravou-se há cerca de um mês, quando as autoridades bloquearam toda a logística de apoio, obrigando os trabalhadores a saírem das minas e a serem detidos.
O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, anunciou durante a cerimónia de comemoração dos 60 anos das Forças Armadas e dos 51 anos da independência do país, que na próxima semana convocará a Comissão Nacional de Eleições (CNE) e os partidos políticos para a definição de uma nova data para as eleições.
O anúncio foi feito no âmbito das celebrações que também marcaram o centenário do nascimento do líder histórico Amílcar Cabral.
Embaló iniciou a sua intervenção em português, antes de se dirigir ao povo guineense em crioulo, abordando a actual situação política do país. O Presidente manifestou o seu desejo por “estabilidade política” e apelou à necessidade de “renunciar a toda a violência”, numa altura em que a oposição tem exigido a remarcação do ato eleitoral, tendo inclusive planeado manifestações que foram posteriormente canceladas.
No seu discurso, Sissoco Embaló recordou os impactos negativos dos sucessivos golpes militares na reputação das Forças Armadas, afirmando que está em curso um processo de “reconstrução” da instituição.
O Presidente fez questão de esclarecer que, embora a data da independência, declarada unilateralmente a 24 de Setembro de 1973, não pode ser alterada, as festividades podem ser ajustadas, uma vez que a época das chuvas em Setembro dificultaria a participação de representantes de outros países.
A cerimónia contou com a presença de várias personalidades, incluindo o Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, que visitou a Guiné-Bissau pela segunda vez em poucos meses. Sissoco Embaló destacou que a relação entre os dois países é uma relação de povos e não de indivíduos.
Amílcar Cabral, cuja figura foi evocada em vários discursos, foi homenageado como um ícone da luta pela libertação do país. O Presidente guineense enalteceu não apenas Cabral, mas também todos os combatentes e comandantes que participaram na luta pela independência, incluindo o ex-Presidente Nino Vieira.
Durante a cerimónia, mais de cem oficiais foram condecorados, incluindo o chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, Biaguê Na N’tan, e a presidente em exercício da Assembleia Nacional Popular, Adja Satu Camará. O Ministro da Defesa, Dionísio Cabi, sublinhou que o modelo das Forças Armadas da Guiné-Bissau deve-se em parte ao legado de Amílcar Cabral, um “homem que transcendeu o seu tempo”.
A situação em Moçambique continua a deteriorar-se, com um aumento alarmante no número de mortos associado a protestos recentes.
Khanyo Farisè, Director Regional Adjunto da Amnistia Internacional para a África Oriental e Austral, criticou a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) pela sua “chocante ausência” de resposta às crescentes violações dos direitos humanos no país.
Farisè sublinhou a urgência de a SADC tomar uma posição firme contra os ataques ao direito de protestar e a repressão violenta que resultou na morte de manifestantes, independentemente do resultado das eleições. “A SADC tem sido dolorosamente lenta em responder à crise de Moçambique. É imperativo que o bloco se manifeste agora com clareza contra as contínuas violações dos direitos humanos pelas forças de segurança moçambicanas”, afirmou durante uma conferência de imprensa.
O apelo da Amnistia Internacional surge numa altura em que a SADC se prepara para uma reunião extraordinária, agendada para decorrer de 16 a 20 de Novembro em Harare, Zimbábue, onde se discutirão, entre outros assuntos, as eleições em Moçambique.
A organização instou ainda a União Africana a intensificar os seus esforços para responsabilizar as autoridades moçambicanas, incluindo o pedido à Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos para investigar as violações em curso.
Dados de organizações da sociedade civil moçambicana revelam que a polícia matou dezenas de pessoas, feriu mais de cem e deteve arbitrariamente milhares desde o início dos protestos.
Na semana passada, as autoridades mobilizaram tropas militares para conter as manifestações, que têm sido marcadas por tensões crescentes e represálias, incluindo pelo menos um assassinato de um suposto policial.
O líder da oposição, Venancio Mondlane, convocou múltiplas fases de protestos em resposta a alegações de fraudes eleitorais e abusos policiais, desafiando as autoridades a garantirem um ambiente seguro e democrático para os cidadãos moçambicanos.
As obras de reabilitação da Estrada Nacional número quatro (EN4), que liga Moçambique à África do Sul, sofreram um adiamento forçado devido à onda de manifestações associadas às eleições gerais de Outubro.
O troço entre Ressano Garcia e o Nó da Moamba, que abrange cerca de 65 quilómetros, deveria ter o seu início na semana passada, no entanto, as dificuldades de mobilidade dos empreiteiros impossibilitaram o arranque das obras.
Fenias Mazive, director de manutenção na Trans African Concessions (TRAC), concessionária responsável pela EN4, comentou a situação: “O empreiteiro estaria neste momento em acções de mobilização, mas por causa destes problemas e dos transtornos que estão a registar-se devido aos protestos, não será possível ter fácil mobilização agora. Teremos que esperar até que as coisas estejam esclarecidas.”
O Ministro da Saúde da Croácia, Vili Beros, foi detido na sexta-feira em decorrência de uma investigação por suspeitas de corrupção que abrange também outros altos funcionários do governo, incluindo dois directores de hospitais.
A detenção de Beros ocorreu no âmbito de uma operação conduzida pelo Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (USKOK).
Na manhã de sexta-feira, o Primeiro-Ministro croata, Andrej Plenkovic, anunciou a demissão imediata de Beros, manifestando apoio às autoridades judiciárias. “Relativamente à actuação das autoridades judiciárias, por mais incómodas que sejam para o Governo neste momento, quero dizer que as saúdo e que têm o nosso total apoio”, afirmou Plenkovic.
A detenção foi precedida por imagens que circularam na imprensa local mostrando polícias à procura de provas na residência do ministro, localizada na capital, Zagreb. A advogada de Beros, Laura Vakovic, declarou à comunicação social que o seu cliente rejeita qualquer responsabilidade criminal.
A investigação, que decorre sob a supervisão da Procuradoria Europeia, abrange um total de oito pessoas, incluindo Beros e os directores de dois hospitais em Zagreb, assim como duas empresas. Os suspeitos são acusados de aceitar e pagar subornos, abuso de posição e branqueamento de capitais, no contexto da aquisição de dispositivos médicos a preços inflacionados, entre Junho de 2022 e Novembro de 2024.
Segundo a Procuradoria Europeia, os subornos foram oferecidos a diversos funcionários do sistema de saúde pública, visando obter apoio para contractos relacionados com o Plano Nacional de Recuperação e Resiliência da Croácia, financiado pela União Europeia, assim como outros projectos financiados pelo orçamento nacional.
A Croácia tem enfrentado dificuldades para combater a corrupção, especialmente no sector da saúde, onde práticas de suborno a médicos e funcionários públicos são frequentemente reportadas. Este não é o primeiro caso de corrupção a envolver ministros do partido conservador (HDZ) de Plenkovic, com vários outros já tendo deixado os seus cargos sob acusações semelhantes.
A selecção nacional de Futebol de Moçambique, conhecida como os Mambas, sofreu uma derrota por 1-0 contra o Mali, em jogo referente à penúltima jornada do Grupo I de qualificação para a Taça das Nações Africanas (CAN) 2025, que se realizará em Marrocos.
O único golo da partida foi apontado aos 19 minutos da primeira parte por Kamory Doumbia, que selou a vitória da equipa maliana e garantiu a sua qualificação para a competição continental. Apesar do revés, os Mambas mantém-se na segunda posição do grupo, o que os deixa com a possibilidade de garantir o apuramento para a prova máxima do futebol africano.
Com a próxima partida marcada para terça-feira, os Mambas precisam apenas de um empate ou de evitar uma derrota por mais de dois golos diante da Guiné-Bissau para assegurar a sua passagem ao CAN 2025. A pressão está em cima da equipa, mas a esperança permanece intacta entre os jogadores e os adeptos.
Em resposta ao resultado desta sexta-feira, o Presidente da República, Filipe Nyusi, fez um apelo à sociedade moçambicana para que una esforços e apoie a selecção nacional na concretização do seu sonho de alcançar pela segunda vez consecutiva a qualificação para a Taça das Nações Africanas. O apoio dos cidadãos é considerado crucial para motivar a equipa nesta fase decisiva da competição.
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A AIFO Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor Distrital (Actividades Comunitárias de Deficiência e Inclusão). Saiba mais.
Duas explosões ocorreram na noite de quarta-feira, por volta das 19h30, nas proximidades do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, capital do Brasil.
O incidente resultou na morte de um homem, identificado como Francisco Wanderley Luiz, que se acredita ter sido o autor do atentado, uma vez que o veículo encontrado no local, com placas do estado de Santa Catarina, pertencente ao mesmo.
Francisco Wanderley, que em 2020 se candidatou a vereador pelo Partido Liberal (PL), partido que apoia o ex-Presidente Jair Bolsonaro, não conseguiu a eleição, obtendo apenas 98 votos.
Segundo a governadora de Brasília, Celina Leão, o homem tentou aceder ao edifício do Supremo, mas, ao não conseguir, desencadeou a explosão na entrada. A governadora garantiu que não houve outros feridos durante o incidente.
Relatos de um fotógrafo da Agência France-Presse (AFP) indicam que a área foi imediatamente bloqueada, enquanto uma forte chuva caía no local. O sargento da Polícia Militar de Brasília, Rodrigo Santos, comunicou que os agentes que patrulhavam a zona detectaram o carro em chamas e viram o homem a sair do veículo.
Ainda segundo as autoridades, antes de detonar os explosivos, Francisco Wanderley teria exibido artefactos presos ao corpo a um vigilante, deitou-se no chão e accionou um segundo explosivo na nuca. O atentado ocorreu na chamada “Sede dos Três Poderes”, onde se localizam o Palácio do Planalto, o Congresso e o STF. Naquele momento, as sessões da Câmara dos Deputados e do Senado foram suspensas por questões de segurança.
O Presidente Lula da Silva, que não se encontrava no Palácio do Planalto durante o incidente, convocou uma reunião com os juízes do STF, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, bem como com o director-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, na residência presidencial. Em comunicado, o STF informou que os magistrados, assim como os servidores e colaboradores, foram evacuados do prédio em segurança.
Este trágico evento ocorre a poucos dias do início da Cimeira do G20, marcada para os próximos dias 18 e 19 no Rio de Janeiro, que contará com a presença de líderes mundiais, incluindo os Presidentes dos EUA, Joe Biden, e da China, Xi Jinping. Após o encontro, o Presidente Xi Jinping deverá permanecer no Brasil para uma visita de Estado em Brasília na quarta-feira seguinte.
A Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) anunciou que o número de elefantes nos parques e reservas de Moçambique atinge actualmente 22.718 indivíduos.
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