O governo da província de Sofala está a avaliar a possibilidade de proceder ao abate de animais bravios considerados problemáticos em diversos distritos, como uma medida para reduzir os conflitos entre o Homem e a fauna selvagem.
Esta decisão surge em resposta ao crescente impacto que estes animais têm tido nas culturas agrícolas, afectando gravemente a segurança alimentar de várias famílias.
Relatos indicam que hipopótamos, crocodilos e elefantes têm causado destruição de colheitas e, em casos extremos, ferindo cidadãos e danificado propriedades. Na localidade de Ampara, por exemplo, quatro habitações foram destruídas, levantando a preocupação da população local.
O administrador do distrito de Búzi, João Saize, em declarações à Rádio Moçambique, confirmou que o governo está a trabalhar em conjunto com a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) para discutir a possibilidade de abater os animais que estão a causar problemas. “Nós temos várias medidas; uma delas é solicitar autorização à ANAC para abater os animais problemáticos. Por essa via, podemos abater um número considerável, um pouco acima de uma dezena de hipopótamos, com base nas denúncias das comunidades devido aos estragos”, afirmou Saize.
Além da proposta de abate, a administração local tem promovido sessões de sensibilização dirigidas às comunidades ribeirinhas, alertando sobre os perigos de entrar nas águas dos rios, especialmente devido à presença de crocodilos. O objectivo é proteger tanto as comunidades como os animais, buscando um equilíbrio que minimize os conflitos e promova a coexistência pacífica entre o Homem e a natureza.
Um grupo de manifestantes, composto maioritariamente por adolescentes, mulheres e alguns adultos, reuniu-se nas últimas horas em frente a várias lojas das empresas Águas da Região Sul e EDM.
O protesto, que atraiu a atenção de transeuntes e comerciantes, foi marcado por gritos de “baixa o preço”, evidenciando a insatisfação da população face aos aumentos recentes no custo dos serviços essenciais.
A manifestação, que gerou agitação e condicionou o funcionamento do comércio local, levou a uma interrupção temporária de algumas actividades nas imediações. O clima de tensão foi observado, mas a presença da Polícia da República de Moçambique (PRM) no local visou garantir a ordem e a segurança dos cidadãos. Os agentes monitorizaram a situação de perto, para prevenir qualquer desdobramento que pudesse comprometer a tranquilidade pública.
A crescente preocupação com os preços das tarifas de água e electricidade tem gerado descontentamento entre a população, que vê na subida dos preços um entrave ao seu bem-estar e à sua capacidade de subsistência.
As autoridades ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o ocorrido, mas a situação levanta questões sobre a necessidade de um diálogo necessário entre o governo e os cidadãos para abordar as suas preocupações.
Sete indivíduos foram detidos no passado fim-de-semana na cidade de Mocuba, na província da Zambézia, ao tentarem comercializar um pangolim, uma espécie protegida por lei.
A operação foi conduzida pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), que conseguiu interceptar os suspeitos antes que a transacção fosse concluída.
De acordo com Maximino Amílcar, chefe do Departamento de Relações Públicas, Comunicação e Imagem do SERNIC na Zambézia, três dos indiciados foram responsáveis pela captura do animal, enquanto os outros quatro se dedicavam a encontrar potenciais compradores. O preço estipulado para o pangolim era de duzentos mil meticais.
Este incidente marca o primeiro caso de tráfico de pangolim registado em 2023, um problema que continua a preocupar as autoridades locais. No ano anterior, foram documentados sete casos semelhantes em toda a província da Zambézia, evidenciando a necessidade de esforços contínuos na luta contra o tráfico de espécies ameaçadas.
Uma onda de descargas atmosféricas na província de Tete resultou na morte de dez pessoas e deixou outras treze feridas durante a presente época chuvosa.
A informação foi avançada pelo jornal “O País”, que destaca que os trágicos incidentes ocorreram nos distritos de Tsangano, Angónia e Cahora Bassa, onde, lamentavelmente, duas das vítimas pertenciam à mesma família.
A Delegada do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD) fez saber que, além das fatalidades, quatrocentas famílias dos distritos de Doa e Mutarara enfrentam dificuldades alimentares, uma vez que as suas machambas foram severamente afectadas pelo fenómeno climático conhecido como El Niño.
A situação agrava-se pela intransitabilidade das vias de acesso, que impossibilita a chegada de assistência alimentar a estas comunidades.
As autoridades locais apelam à população para tomar precauções durante este período de intempéries, reforçando que a segurança deve ser a prioridade diante dos perigos que as descargas atmosféricas podem representar.
A falta de assistência alimentar e as consequências das condições meteorológicas adversas revelam a vulnerabilidade de várias comunidades, exigindo uma resposta coordenada e eficaz por parte das instituições competentes.
O Presidente da Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko, foi reeleito no domingo para um sétimo mandato, obtendo 87,60% dos votos, segundo as primeiras sondagens oficiais à boca da urna.
Esta vitória consolidará a sua permanência no poder até 2030, reforçando a sua posição como um dos líderes mais duradouros da Europa.
As eleições, acompanhadas por um clima de tensão e críticas internacionais, viu o Voto Contra Todos destacar-se como a segunda opção mais popular entre os bielorrussos, arrecadando 5,1% dos votos, conforme indicado pelo Comité das Organizações Juvenis, que divulgou os resultados na televisão pública.
O terceiro lugar na corrida foi ocupado pelo candidato comunista Sergei Sirankov, que manifestou o seu apoio à reeleição de Lukashenko e recebeu 2,7% dos votos.
A reeleição de Lukashenko ocorre num contexto marcado por desafios económicos e sociais, bem como um crescente descontentamento popular. Contudo, as autoridades bielorrussas continuam a afirmar que o processo eleitoral decorreu de forma justa, apesar das alegações de fraude e repressão de opositores.
Os deputados do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), a quarta força parlamentar do país, irão tomar posse na Assembleia da República a partir de amanhã, conforme anunciado pelo presidente do partido, Lutero Simango, em conferência de imprensa realizada este domingo.
A decisão surge após um boicote à cerimónia oficial de tomada de posse, que ocorreu no dia 13 de Janeiro e à qual apenas assistiram os representantes da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e do Partido Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos).
Simango esclareceu que a tomada de posse do MDM já se encontra agendada, aguardando apenas a confirmação da autoridade parlamentar.
O MDM, juntamente com a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), optou por não participar na cerimónia oficial como forma de contestação aos resultados das eleições gerais, que tiveram lugar a 9 de Outubro e cuja legitimidade não é reconhecida por estas forças políticas.
O presidente do MDM expressou que a decisão de boicotar a cerimónia teve uma dupla intenção: manifestar a não aceitação dos resultados eleitorais e prestar solidariedade às vítimas de violência e detidos durante os protestos que se seguiram às eleições. “Queremos deixar claro que não reconhecemos os resultados das eleições e que o nosso boicote é uma mensagem ao Governo sobre a necessidade de um diálogo político nacional”, afirmou Simango.
O MDM, que conta com uma bancada de oito deputados, comprometeu-se a defender os interesses da população moçambicana na Assembleia da República. “A nossa missão política estratégica está cumprida e faremos o máximo para que os moçambicanos tenham uma verdadeira voz na defesa dos seus interesses”, assegurou o líder do partido.
Por sua vez, a Renamo, que possui 28 parlamentares, também anunciou que irá tomar posse dos seus deputados nos próximos dias, aguardando igualmente a comunicação oficial por parte dos serviços do parlamento.
Moçambique tem enfrentado um clima de agitação social desde 21 de Outubro, com protestos e manifestações convocados pelo ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane. Estes eventos têm estado marcados por confrontos violentos entre a polícia e os manifestantes, resultando em saques e destruição de bens públicos e privados.
Segundo a organização não-governamental Decide, que monitora os processos eleitorais, os protestos já causaram pelo menos 315 mortes, incluindo cerca de duas dezenas de menores, e aproximadamente 750 feridos a bala.
FILE- South Korea's impeached President Yoon Suk Yeol attends the fourth hearing of his impeachment trial over his short-lived imposition of martial law at the Constitutional Court in Seoul, South Korea, Thursday, Jan. 23, 2025. (Jeon Heon Kyun/Pool Photo via AP, File)
O presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, tornou-se o primeiro líder da história do país a ser formalmente indiciado enquanto ainda ocupa o cargo.
Yoon foi acusado de “liderar uma insurreição”, um desdobramento que acirra ainda mais a crise política na nação asiática.
Yoon Suk Yeol, que já se encontrava afastado da presidência desde a imposição controversa da lei marcial, foi detido no passado dia 15 de Janeiro. A sua prisão ocorreu após a aprovação de uma moção de impeachment pelo Congresso sul-coreano, que se reuniu em plenário no dia 14 de Dezembro, votando a favor do afastamento do presidente por actos considerados abusivos.
A decisão de Yoon de decretar a lei marcial a 3 de Dezembro de 2024 transformou a estrutura legal do país, substituindo a legislação civil por normas militares, aumentando consideravelmente os poderes do Executivo, encerrando o Parlamento e restringindo os direitos civis dos cidadãos. Este ato precipitou uma onda de protestos e uma forte oposição política.
Yoon passou por dois intensos interrogatórios antes da sua detenção, e deverá permanecer 48 horas em prisão preventiva enquanto as autoridades analisam as acusações que pesam contra ele.
O tribunal constitucional sul-coreano está actualmente a deliberar sobre a manutenção do processo de impeachment, um passo que poderá ter repercussões duradouras na estabilidade política da Coreia do Sul.
Uma força-tarefa destinada a deter imigrantes ilegais foi implementada na cidade de Chicago, como parte da política anti-imigração do novo governo de Donald Trump.
A operação, que iniciou no passado domingo, foi anunciada pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), que emitiu um comunicado destacando o reforço das acções para a aplicação da legislação de imigração dos Estados Unidos.
Na sua declaração, o ICE afirmou que a operação visa “manter criminosos estrangeiros potencialmente perigosos fora das nossas comunidades”, sublinhando uma abordagem firme e prioritária na implementação da lei.
A iniciativa conta com a colaboração de várias agências federais, incluindo o FBI, a ATF (Agência de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos), a DEA (Administração de Combate às Drogas) e o CBP (Serviço de Fronteiras e Protecção Aduaneira), além do Serviço de Delegados dos EUA.
A nova política de imigração já gerou controvérsias, especialmente após a recente deportação de cidadãos brasileiros. Na semana passada, relatos indicaram que imigrantes brasileiros foram algemados e acorrentados durante o processo de deportação. O governo brasileiro rapidamente interveio, resgatando os deportados e recebendo denúncias de alegações de agressões físicas por parte das autoridades americanas durante a detenção.
Um trágico incidente ocorreu no Parque Nacional Kruger, na África do Sul, resultando na morte de um turista após ser atacado e espezinhado por um elefante.
A informação foi divulgada pela agência sul-africana de parques nacionais, SAN Parks, em comunicado oficial na noite do mesmo dia.
De acordo com a SAN Parks, o ataque teve lugar nas proximidades do rio Crocodile, na entrada de Malelane. “Lamentavelmente, o acidente resultou na perda de uma vida”, afirmaram as autoridades, sublinhando a gravidade da situação.
A SAN Parks fez um apelo ao público, solicitando que não partilhassem imagens do incidente nas redes sociais, a fim de respeitar a memória da vítima e a natureza sensível do acontecimento.
O Parque Kruger, com uma extensão aproximada de 20.000 quilómetros quadrados de savana que se estende até ao vizinho Moçambique, é conhecido como o maior parque de caça da África do Sul. As regras de segurança são rigorosas: fora dos acampamentos vedados e de algumas áreas designadas para piqueniques, é estritamente proibido sair do veículo, uma medida que visa proteger tanto os visitantes como a vida selvagem.
A SAN Parks informou que mais detalhes sobre o incidente serão divulgados em momento oportuno, enquanto o parque continua a trabalhar para garantir a segurança de todos os seus visitantes.
O governo colombiano anunciou a decisão de enviar um avião presidencial para assegurar o “retorno digno” dos cidadãos colombianos que serão deportados dos Estados Unidos.
Esta acção foi comunicada pelo presidente Gustavo Petro, que também frisou a liderança do país nos debates sobre migração na próxima assembleia extraordinária da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), agendada para a próxima quinta-feira (30).
“O governo da Colômbia, sob a direcção do presidente Gustavo Petro, disponibilizou o avião presidencial para facilitar o retorno digno dos compatriotas que chegariam hoje ao país nas primeiras horas da manhã, provenientes de voos de deportação”, lê-se no comunicado oficial emitido pelo Palácio presidencial.
A postura da administração de Gustavo Petro surge em resposta às acções do novo presidente dos EUA, Donald Trump, que tem intensificado o combate à imigração ilegal e promovido a deportação de indivíduos que ingressaram no país de forma irregular.
Este endurecimento tem gerado tensões diplomáticas significativas, especialmente após o Brasil expressar a sua preocupação e exigir um tratamento humano para os seus cidadãos, muitos dos quais foram transportados de forma degradante.
Em reacção a estas reivindicações, países como o México e a Colômbia começaram a recusar o desembarque de deportados em aviões militares estadunidenses, insistindo que os seus cidadãos sejam repatriados em voos comerciais e sem algemas. A Colômbia, em particular, sublinhou a necessidade de estabelecer um “protocolo para o tratamento digno” dos migrantes antes de aceitar o seu retorno.
A recusa colombiana em receber dois aviões militares dos EUA levou Trump a responder com medidas severas, incluindo a imposição de tarifas de 25% sobre as importações provenientes da Colômbia, a suspensão da concessão de vistos e o cancelamento de vistos de autoridades do governo de Petro.
O Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres (INGD) anunciou a disponibilização de cinco embarcações destinadas a assegurar a travessia segura das comunidades nas diversas vias fluviais da província de Gaza.
Esta medida surge em resposta ao recente transbordo do rio Limpopo e seus afluentes, que têm dificultado a mobilidade entre os povoados dos distritos de Chibuto, Guijá, Mabalane, Mapai e Chicualacuala.
A informação foi revelada pelo porta-voz do INGD em Gaza, Bonifácio Cardoso, durante um balanço preliminar dos danos causados pelas chuvas intensas que têm afectado a região nos últimos dias. Cardoso destacou que, além das dificuldades de acesso, a precipitação excessiva resultou na inundação de cerca de sessenta mil hectares de terras cultivadas, comprometendo gravemente os esforços dos camponeses que optaram por cultivar em zonas baixas.
“Infelizmente, essas chuvas têm causado sérios prejuízos à produção agrícola, colocando em risco a segurança alimentar das comunidades afectadas”, afirmou Cardoso. O INGD continua a monitorizar a situação e a implementar medidas de resposta para mitigar os efeitos das inundações, garantindo a segurança e o bem-estar das populações vulneráveis da província.
O distrito de Mocímboa da Praia tem alcançado resultados positivos no combate às doenças de origem hídrica, com uma significativa redução dos casos de diarreia nas primeiras semanas de 2024.
Segundo o director dos serviços distritais de saúde, mulher e acção social, Nelson Guambe, os registos passaram de 133 casos nas primeiras três semanas do ano passado para apenas 56 no mesmo período deste ano.
Esta diminuição é atribuída às intensas campanhas de sensibilização promovidas junto das comunidades, que têm incentivado as famílias a cumprir rigorosamente as medidas básicas de prevenção. Nelson Guambe sublinhou o papel crucial dos agentes polivalentes e dos membros dos comités de saúde, que têm estado na linha da frente na educação sanitária, assim como a implementação de brigadas móveis integradas.
Apesar dos avanços na redução das diarreias, a preocupação com a malária permanece elevada. Os dados recentes indicam um aumento significativo dos casos da doença, levando o sector de saúde a considerar a distribuição de redes mosquiteiras como parte das suas acções de combate a esta problemática. As autoridades apelam à população para continuar a aderir às campanhas de prevenção, para garantir a saúde e bem-estar das comunidades.
Pelo menos 27 soldados nigerianos foram mortos num dos atentados suicidas mais mortíferos dos últimos anos, ocorrendo no nordeste do país, de acordo com informações fornecidas por duas fontes militares à agência de notícias AFP.
O ataque teve lugar durante uma ofensiva terrestre lançada pelo exército nigeriano contra um bastião do grupo terrorista Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP), na região conhecida como Triângulo de Timbuktu, que abrange os estados de Borno e Yobe.
Na passada sexta-feira, um bombista suicida, escondido na densa vegetação, conduziu um veículo repleto de explosivos em direcção a um comboio de tropas em avanço. Segundo os oficiais militares que pediram para não serem identificados, o ataque resultou na morte de 27 soldados, incluindo um comandante, e deixou vários outros gravemente feridos.
Um dos oficiais relatou que “o ataque ocorreu à noite, o que dificultou a visualização clara por parte das tropas sobre os arredores”. As fontes militares apontaram ainda que o número de vítimas pode aumentar, uma vez que alguns dos feridos se encontram em estado crítico.
A Rede Viária de Moçambique (REVIMO) anunciou que o pagamento das taxas de portagens nas estradas sob sua gestão será retomado a partir desta segunda-feira.
Esta decisão surge após um período de paralisação motivado por manifestações que exigiam a revisão dos valores das portagens.
Em comunicado enviado à nossa redacção, a REVIMO esclarece que a cobrança das taxas é essencial para assegurar a manutenção das infraestruturas rodoviárias do país. A entidade sublinha a importância deste financiamento para garantir a segurança e a qualidade das vias, fundamentais para a mobilidade dos cidadãos e o desenvolvimento económico.
O comunicado também revela que a REVIMO continuará a implementar medidas de mitigação dos custos das portagens. Entre as iniciativas previstas, destacam-se os descontos destinados a transportadores colectivos de passageiros e a utilizadores frequentes, com o intuito de aliviar a carga financeira sobre estes grupos.
A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Consultor Técnico no Projecto Malaria Prevention. Saiba mais.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, exonerou, na passada quinta-feira, Bernardino Rafael do cargo de comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM).
A decisão foi comunicada através de um despacho presidencial, que também nomeou Joaquim Adriano Sive como o novo responsável pela corporação.
Bernardino Rafael ocupava a liderança da PRM desde 2017, tendo sido reconduzido ao cargo em 2021. Durante o seu mandato, Rafael dedicou-se a implementar diversas reformas na polícia moçambicana, num contexto de desafios significativos na segurança pública do país.
Por sua vez, Joaquim Adriano Sive, que anteriormente serviu como comandante provincial da PRM nas províncias de Cabo Delgado e Nampula, foi promovido à posição de inspector-geral da Polícia antes de assumir o novo cargo.
A sua ampla experiência nas forças de segurança é esperada para trazer uma nova abordagem à liderança da PRM, num período em que a instituição enfrenta exigências crescentes em matéria de segurança e combate ao crime.
A nomeação de Sive é vista como uma oportunidade para revitalizar a Polícia da República de Moçambique, com a expectativa de que ele implemente estratégias eficazes para fortalecer a segurança pública no país.
A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Consultor Técnico no Projecto Malaria Prevention. Saiba mais.
A recente onda de manifestações em Moçambique, que resultou na destruição de pelo menos dez indústrias e vandalização de outras 500, levantou questões importantes sobre a cobertura de seguros em situações de risco político.
Em entrevista ao jornal “Notícias”, Momade Ali Macusse, secretário-geral da Associação Moçambicana de Seguradoras, esclareceu que as apólices de seguro geralmente não cobrem danos causados por atos de vandalismo, saques e destruição associados a manifestações, uma vez que estes são considerados riscos políticos, semelhantes a cenários de guerra e terrorismo.
Os tumultos deixaram cerca de 12 mil pessoas sem emprego e geraram um clima de incerteza entre os clientes das seguradoras. Momade Macusse detalhou que, em condições normais, as apólices não incluem prejuízos decorrentes de eventos políticos. “As condições da apólice numa situação normal não cobrem riscos políticos. O sentido próprio do seguro não prevê danos inerentes às manifestações”, afirmou, referindo-se à preocupação sentida durante a quadra festiva, onde as seguradoras enfrentaram dificuldades em garantir coberturas claras para os seus clientes.
Embora reconhecendo a apreensão dos clientes face a esta realidade, Macusse destacou que é complexo para as seguradoras responderem a situações que não estão previstas nos contractos.
Contudo, fez um apelo para que os clientes procurem informação junto das suas seguradoras para melhor compreenderem as condições específicas das suas apólices, sublinhando que “todo e qualquer risco pode ser coberto, desde que contratado”.
Momade Macusse também incentivou os segurados a explorarem possibilidades de cobertura adicional, caso tenham interesse em se proteger contra danos relacionados a manifestações. “Se determinado cliente achar que quer se sentir mais protegido, pode, com a sua seguradora, encontrar uma forma mediana de cobrir este dano”, explicou.
Além disso, o secretário-geral da Associação Moçambicana de Seguradoras mencionou que, embora as seguradoras façam parte de um sector económico que também sofre o impacto das manifestações, ainda não existem dados estatísticos disponíveis, uma vez que está em curso um trabalho de colecta de informações precisas.
As autoridades sanitárias moçambicanas expressaram preocupação com o alarmante aumento de novas infecções por HIV no país, apesar dos esforços significativos realizados nos últimos cinco anos para reduzir a taxa para menos de 30 por cento.
Em 2023, foram registadas 81 mil novas infecções, um número que continua a ser considerado demasiado elevado, segundo Francisco Mbofana, director executivo do Conselho Nacional de Combate ao SIDA (CNCS).
Durante uma entrevista à Rádio Moçambique, emissora nacional, Mbofana sublinhou a necessidade urgente de identificar portadores do HIV e de conectá-los aos cuidados e tratamentos adequados, como forma de mitigar o elevado número de mortes associadas à doença. “A redução de novas infecções também ajudará a diminuir a mortalidade, pois se tivermos mais pessoas em tratamento e estas alcançarem a supressão viral, o risco de transmissão a outros indivíduos será significativamente reduzido”, afirmou.
O CNCS tem implementado diversas acções de intervenção social e operacional, no âmbito do Plano Estratégico 2021-2025, com o intuito de combater a propagação do HIV.
Estas iniciativas são realizadas em colaboração com a sociedade civil e o sector privado e incluem a disseminação de informações sobre as formas de transmissão e prevenção da doença, bem como esforços para combater o estigma e discriminação que envolvem os portadores do HIV.
Mbofana destacou que, embora tenham sido registadas reduções nas novas infecções nos últimos cinco anos, ainda se enfrenta um desafio considerável. “As intervenções sociais são cruciais, pois o estigma e a discriminação impedem muitas pessoas de acederem aos serviços de prevenção disponíveis”, frisou.
Relativamente ao número de mortes relacionadas ao HIV/SIDA, o director do CNCS fez referência a dados projectados para 2024, apontando para uma redução de 20 por cento em comparação com 2023, que registou cerca de 44 mil mortes. Para 2024, a expectativa é de que este número diminua para aproximadamente 39 mil.
Apesar da melhoria nas estatísticas, Mbofana alertou que as mortes relacionadas ao HIV/SIDA ainda são consideradas demasiado elevadas, dado que o VIH é hoje facilmente diagnosticável e tratável. “Com o tratamento adequado, as pessoas infectadas podem viver mais tempo, e as mortes deveriam ser uma raridade”, acrescentou.
O director executivo do CNCS reafirmou a importância do tratamento contínuo e recomendado pelo Ministério da Saúde (MISAU), embora reconheça que o estigma e a discriminação continuam a ser barreiras significativas para o acesso aos testes e tratamentos necessários.
Um incêndio florestal eclodiu na quarta-feira na região de Castaic Lake, nos Estados Unidos, provocando um estado de emergência e a necessidade de evacuação em várias áreas circundantes.
As equipas de bombeiros enfrentam dificuldades significativas no combate às chamas, devido à elevada humidade e aos fortes ventos que assolam a região.
Segundo a agência de notícias Reuters, já foram emitidas ordens de evacuação com avisos de “ameaça imediata” para os residentes locais. Este alerta crítico reflete a gravidade da situação, uma vez que algumas zonas da Califórnia permanecem sob alerta vermelho, sendo consideradas de risco extremo para incêndios florestais.
Com o intuito de conter o avanço das chamas e minimizar danos, cerca de mil bombeiros foram mobilizados para as áreas afectadas.
As autoridades locais estão a monitorizar de perto a evolução do incêndio, que, devido às condições climáticas adversas, apresenta um potencial de descontrolo elevado.
Um trágico acidente de viação ocorreu no distrito de Rapale, na província de Nampula, resultando na morte de quatro pessoas e deixando cinco feridos,...
O aclamado músico moçambicano Stewart Sukuma recebeu uma homenagem no Festival Nostalgia 2026, em reconhecimento ao seu inestimável contributo para a valorização e divulgação...
O Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a constituição de uma equipa conjunta para investigar alegações de desvio e venda clandestina...