O Mercado Grossista do Zimpeto, um dos principais centros de distribuição de produtos no país, continua a enfrentar uma grave escassez de bens essenciais, como tomate e batata, resultando em uma subida acentuada dos preços.
Antes da recente onda de manifestações, uma caixa de tomate era vendida entre 350 a 400 meticais, mas, nos últimos dias, o preço disparou para valores entre 1200 e 1400 meticais.
Esta situação é consequência das limitações na circulação de pessoas e mercadorias na fronteira de Ressano Garcia, a principal via de importação de produtos da África do Sul, fornecedor essencial para o mercado local.
Além da instabilidade política, as condições climáticas também contribuíram para a escassez. Chuvas intensas nos últimos dias afectaram as áreas produtoras de tomate, como os distritos de Chókwè, na província de Gaza, e Moamba e Boane, na província de Maputo.
Esta combinação de factores tem provocado uma escalada nos preços de outros produtos, como cebola e batata, embora estes ainda se mantenham dentro da capacidade de compra dos consumidores.
Em declarações à Agência de Informação de Moçambique (AIM), Custódio Uchavo, chefe da Comissão dos Vendedores no Mercado Grossista do Zimpeto, descreveu o panorama actual como sombrio, com uma fraca movimentação tanto de compradores como de vendedores. “A situação do mercado, após o anúncio da quarta vaga, é de agitação e incerteza. A falta de alguns produtos e o aumento de preços são preocupações constantes”, afirmou Uchavo.
Apesar das dificuldades, a produção nacional tem conseguido evitar uma ruptura total dos principais produtos, uma vez que muitos grandes vendedores ainda hesitam em importar mercadorias da África do Sul devido à incerteza gerada pelas manifestações.
Uchavo apelou à necessidade urgente de um fim para a tensão pós-eleitoral e instou todas as partes envolvidas a encontrar uma solução pacífica para a situação, realçando que as manifestações actuais estão a causar problemas significativos na economia nacional.
















