Pela segunda noite consecutiva, a capital georgiana foi palco de intensos confrontos entre manifestantes pró-europeus e as forças de segurança.
Troops de choque da polícia utilizaram gás lacrimogéneo e canhões de água para dispersar milhares de cidadãos que se reuniram em frente ao Parlamento em protesto contra a decisão do governo de adiar as negociações de integração com a União Europeia.
O protesto, que se intensificou no último sábado, 30 de Novembro, resultou na detenção de 107 pessoas ao longo do dia. O Ministério do Interior da Geórgia justificou as detenções, alegando que estavam relacionadas com “desobediência às ordens da polícia” e “actos de vandalismo”.
A tensão aumentou após a prisão de cerca de 40 manifestantes na noite anterior, quando uma operação policial violenta dispersou a manifestação.
A convocação para os protestos partiu da oposição pró-europeia, que defende a necessidade urgente de aproximação da Geórgia à União Europeia.
Os manifestantes expressam a sua indignação face ao aparente retrocesso nas negociações, que consideram essenciais para o futuro político e económico do país.
As forças armadas russas intensificaram a sua campanha militar contra a Ucrânia, lançando mais de 100 ‘drones’ nas últimas horas, num ataque que teve consequências devastadoras.
De acordo com informações fornecidas pela Força Aérea e pelos serviços de emergência locais, um bombardeio ocorrido na cidade de Ternopil, no oeste da Ucrânia, resultou na morte de uma mulher e deixou três feridos.
Durante a operação, as defesas aéreas ucranianas conseguiram abater 52 dos ‘drones’ lançados, que sobrevoaram 10 regiões diferentes, incluindo áreas no norte, centro, oeste e nordeste do país. Em resposta à ameaça, as forças ucranianas também utilizaram meios de guerra electrónica para desviar outros 56 aparelhos aéreos não tripulados, minimizando assim o impacto do ataque.
A tragédia em Ternopil ocorreu quando um ‘drone’ russo atingiu um edifício residencial, provocando uma explosão que não só causou a morte da mulher, mas também feriu três pessoas que se encontravam nas proximidades.
A onda de choque resultante danificou edifícios adjacentes, incluindo uma escola, e provocou estragos em cerca de 20 veículos estacionados na área.
Um apagão prolongado deixou mais de 60 mil clientes da Electricidade de Moçambique (EDM) sem fornecimento de energia eléctrica durante um período superior a 14 horas, na cidade de Xai-Xai, no passado sábado.
Este incidente teve repercussões significativas, não apenas na vida quotidiana dos cidadãos, mas também nos serviços essenciais, como o abastecimento de água e a prestação de cuidados de saúde.
As unidades sanitárias da cidade, incluindo o Hospital Provincial de Xai-Xai, viram-se particularmente afectadas pela interrupção do fornecimento de energia, o que comprometeu o funcionamento das suas urgências e a assistência prestada à população.
Vários utentes, que viam as suas actividades festivas e recreativas programadas serem abruptamente interrompidas, expressaram o seu descontentamento com a falta de aviso ou informação por parte da EDM. A demora na resolução da situação fez com que muitos cidadãos se sentissem desamparados e sem alternativas para lidar com a inconveniência causada pelo apagão.
Segundo a EDM, a interrupção da electricidade deveu-se a uma anomalia registada na subestação de Tavene, que necessitou de intervenções técnicas para ser restabelecida.
A presidente da Geórgia, Salome Zourabichvili, desferiu um forte golpe contra o governo do país ao considerar o actual regime como ilegítimo, assegurando que não abandonará o seu cargo ao término do mandato, previsto para o próximo mês.
As afirmações de Zourabichvili ocorreram durante uma conferência de imprensa realizada neste sábado, onde também se referiu às próximas eleições presidenciais, agendadas para 14 de Dezembro.
A controvérsia remonta às eleições legislativas, realizadas a 31 de Outubro, cujos resultados são contestados tanto pela presidente como pela oposição. O partido Sonho Georgiano, que se alinha com a Rússia, obteve 54% dos votos, mas Zourabichvili denunciou fraudes eleitorais, considerando o parlamento actual como ilegítimo. “Não há parlamento legítimo; portanto, um parlamento ilegítimo não pode eleger um novo presidente. Assim, nenhuma posse pode ocorrer, e meu mandato continua até que um parlamento legitimamente eleito seja formado”, afirmou a presidente.
A situação política na Geórgia tornou-se ainda mais volátil quando Salome Zourabichvili anunciou que irá recorrer à Justiça para contestar os resultados das eleições. O pleito foi marcado por episódios de violência, incluindo um incidente em que David Kirtadze, um político da oposição, lançou tinta preta no rosto do chefe da comissão eleitoral, resultando em uma lesão ocular.
A crise política atingiu um novo pico na quinta-feira, 28 de Novembro, após o primeiro-ministro do Sonho Georgiano, Irakli Kobakhidze, ter decidido interromper as negociações para a adesão da Geórgia à União Europeia por um período de quatro anos. Kobakhidze justificou a decisão alegando “chantagem” por parte do bloco europeu.
A adesão à UE é amplamente apoiada pela população georgiana, levando a protestos massivos que resultaram na detenção de pelo menos 107 pessoas. Os manifestantes ergueram barricadas e confrontaram a polícia de choque na capital, Tbilisi, utilizando fogos de artifício como forma de resistência.
Kobakhidze também dirigiu acusações à oposição, insinuando que esta estaria a orquestrar planos para uma revolução semelhante à que ocorreu em Maidan, na Ucrânia, em 2014. “Algumas pessoas querem uma repetição desse cenário na Geórgia. Mas não haverá Maidan na Geórgia”, enfatizou o primeiro-ministro.
O custo de vida em Moçambique poderá sofrer um aumento significativo durante a quadra festiva, resultado da escassez de produtos no mercado, consequência da crise política e social pós-eleitoral que tem assolado o país.
O alerta foi lançado pelo ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, que sublinhou os potenciais impactos graves desta situação, afetando tanto os preços de bens alimentares quanto a prestação de serviços.
Em declarações à rádio RFI, Moreno enfatizou que a falta de produtos, especialmente alimentares, poderá levar a um aumento exorbitante dos preços, complicando ainda mais a já difícil situação económica das famílias moçambicanas durante a época festiva. “Nós vamos ressentir desta paralisação na disponibilidade dos produtos para a quadra festiva e também no aumento de preços dos produtos por falta de produtos. O impacto vai ser a todos os níveis”, afirmou o governante.
A crise política, marcada por manifestações que resultaram no encerramento de várias fronteiras, teve um efeito particularmente drástico na fronteira de Ressano Garcia, que faz a ligação entre Moçambique e a África do Sul.
Este corredor é vital para o comércio, sendo responsável pela importação de produtos essenciais, tais como alimentos, produtos minerais e açúcar. Moreno destacou que o encerramento da fronteira teve graves repercussões na economia nacional, particularmente nas operações das indústrias mineira e de açúcar.
“O encerramento da fronteira de Ressano Garcia, que movimenta carga proveniente da África do Sul, afectou grandes operações na área mineira e na indústria do açúcar. Esses são bens que abastecem o mercado moçambicano e a paralisação deste corredor trouxe enormes prejuízos para o país e para os operadores”, alertou.
O ministro frisou ainda que esta situação poderá ter implicações severas na credibilidade de Moçambique como uma economia aberta e confiável.
Em resposta a esta crise, o governo moçambicano está a monitorar de perto a disponibilidade de produtos no mercado, com o objectivo de mitigar os efeitos negativos da escassez e do aumento dos preços.
Moreno assegurou que o governo está empenhado em encontrar soluções que garantam o acesso da população a bens essenciais durante este período difícil.
Um estudo recentemente publicado no periódico Science of the Total Environment trouxe novas luzes sobre a misteriosa morte de 350 elefantes em Botsuana em 2020.
Os investigadores sugerem que as mortes podem ter sido provocadas pela ingestão de água contaminada, com a crise climática desempenhando um papel crucial neste fenómeno.
Os elefantes foram observados em comportamento anômalo, caminhando em círculos antes de colapsarem, uma cena que alarmou a comunidade local e científica. As primeiras carcaças foram localizadas no nordeste do país, acendendo um alerta sobre a saúde dos ecossistemas aquáticos.
O estudo revela que as mortes estão associadas ao envenenamento por água contaminada com florações tóxicas de algas verde-azuladas, conhecidas como cianobactérias. Estas bactérias, que realizam fotossíntese, proliferam em águas turvas e paradas, especialmente em ambientes ricos em nutrientes, e algumas espécies produzem toxinas que podem ser fatais para a fauna.
“Nosso estudo fornece evidências de que a toxicidade cianobacteriana pode ser um factor contribuinte para a mortandade de 2020, ao mesmo tempo, em que considera outras causas potenciais, e oferece uma estrutura geral para investigação de eventos de mortalidade futuros”, destacam os investigadores na sua pesquisa.
Os dados utilizados na investigação foram obtidos através de imagens de satélite, que permitiram analisar a distribuição das carcaças dos elefantes em relação aos bebedouros. Os cientistas concluíram que os elefantes viajavam cerca de 100 quilómetros até os pontos de água e morriam aproximadamente 88 horas após a ingestão da água contaminada.
Ao examinarem três mil bebedouros, os pesquisadores observaram que aqueles com um aumento nas florações de cianobactérias em 2020 apresentaram uma elevada concentração de carcaças, reforçando a ligação entre a qualidade da água e a mortalidade dos elefantes.
Um incêndio intenso deflagrou no Infantário Provincial, localizado na cidade de Inhambane, causando destruição significativa de compartimentos e mobiliário.
As chamas, que se presume terem sido provocadas por um curto-circuito, não resultaram em vítimas humanas, graças à rápida e eficaz intervenção dos agentes do Serviço Nacional de Salvação Pública.
O director do Serviço Provincial de Assuntos Sociais, Samuel Júnior, confirmou que, no momento do incidente, havia vinte crianças e adolescentes nos dormitórios do infantário. Todos foram prontamente evacuados e encaminhados para um centro de trânsito, que se encontra na capital provincial, garantindo a sua segurança.
Samuel Júnior assegurou que o espaço temporário onde as crianças estão acolhidas dispõe de condições mínimas para atender às suas necessidades, enquanto as autoridades locais trabalham na mobilização de recursos necessários para a reabilitação dos compartimentos danificados pelo fogo.
A comunidade local e as instituições governamentais estão unidas na busca de soluções para que as crianças possam retornar a um ambiente seguro e acolhedor o mais brevemente possível.
A realização dos exames finais das décimas e décimas segundas classes na Província e Cidade de Maputo encontra-se seriamente ameaçada devido à greve iniciada por professores, que exigem o pagamento de horas extras.
Apesar das promessas feitas ao longo do ano lectivo, os educadores afirmam não ter recebido a compensação pelos serviços prestados, levando-os a optar pela paralisação.
Este protesto surge num momento crítico, uma vez que os exames são cruciais para a conclusão dos ciclos de estudos dos alunos. A greve está a ser sentida em várias instituições de ensino, destacando-se a Escola Secundária Eng. Filipe Jacinto Nyusi, a Escola Secundária da Liberdade, a Escola Secundária de Bili e a Escola Secundária Unidade 2, entre outras.
Fontes da Miramar revelaram que, apesar da greve em algumas escolas, os exames estão a ser realizados com a supervisão de guardas, serventes e outros funcionários administrativos.
Esta situação suscita preocupações sobre a integridade da avaliação académica, uma vez que os professores envolvidos na paralisação lamentam a eventual distorção dos resultados, assegurando que não irão corrigir os exames realizados sob estas circunstâncias.
Iniciou o período de exames finais do ensino secundário em todo o território nacional, com a participação de cerca de 671 mil alunos das décimas e décima-segundas classes.
Esta informação foi divulgada através de um comunicado oficial do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.
O evento marca uma etapa crucial na vida académica dos jovens, que se preparam para concluir esta fase do seu percurso educativo. Os exames finais são um momento de grande importância, não apenas para os alunos, mas também para as suas famílias, que frequentemente desempenham um papel fundamental no apoio e orientação durante este período.
O sector da educação apela, assim, aos pais e encarregados de educação que incentivem os seus educandos a comparecerem nos centros designados para a realização dos exames. A colaboração familiar é considerada essencial para garantir que os alunos estejam bem preparados e motivados para enfrentar este desafio.
A Associação de Solidariedade na Esperança de Vida (OIMPEVI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Professores Voluntários – Física, Matemática, Biologia, Química e TICs. Saiba mais.
A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Planning, Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (PMEAL) Officer. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Chief of Party (COP). Saiba mais.
Desde o início do surto de cólera no distrito, foram contabilizados 161 casos cumulativos da doença, conforme revelou à imprensa o director provincial da saúde, Fernando Mitano.
O aumento das ocorrências tem gerado preocupação, especialmente com a chegada da época chuvosa.
“Destes 161 casos de cólera, infelizmente, registámos quatro óbitos, três na comunidade e um no centro de saúde. Esta situação é uma grande preocupação para nós, pois a propagação está circunscrita principalmente nas comunidades da vila de Nametil”, afirmou Mitano. Neste momento, nove pacientes encontram-se internados no centro de tratamento da cólera situado em Nametil.
O director provincial assegurou que o centro de tratamento está equipado para lidar com a situação. “Temos um centro de tratamento da cólera onde internamos e tratamos os pacientes. As pessoas estão a receber alta e temos medicamentos suficientes, além de técnicos disponíveis 24 horas por dia”, explicou. É importante ressaltar que esta unidade é a única activa no distrito, o que eleva a necessidade de monitorização constante.
Segundo o último relatório do Ministério da Saúde, que abrange o período de 1 de Outubro de 2023 até 14 de Julho, o país registou um total acumulado de 16.506 infectados e 38 mortes, mantendo uma taxa de letalidade de 0,2%. Dentre os casos, a província de Nampula reportou 5.658 infecções e 15 óbitos, seguida por Tete com 2.873 casos e 10 mortes, e Cabo Delgado com 2.327 casos e uma morte.
A cólera, provocada pela ingestão de alimentos e água contaminados devido à falta de redes de saneamento, é uma doença tratável que pode levar à morte por desidratação se não for tratada rapidamente.
Otávio de Noronha, juiz do Superior Tribunal de Justiça (STJ) do Brasil, revelou em declarações à Lusa durante um fórum sobre os impactos económicos e sociais das litigâncias de massas, que o processo que envolve o ex-Presidente Jair Bolsonaro não se encontra no STJ, mas sim no Supremo Tribunal Federal (STF).
O magistrado estima que a resolução deste caso poderá ser alcançada em um prazo de aproximadamente dois anos.
“Acredito que dentro de dois anos teremos uma solução”, afirmou Noronha, destacando que este tipo de processo penal, especialmente quando envolve figuras públicas, tende a avançar com maior rapidez devido à exigência de cumprimento de prazos legais. Ele sublinhou a importância de evitar a prescrição das pretensões legais, o que poderia atrasar ainda mais a justiça.
Durante a sua intervenção no Centro Cultural de Belém, onde decorreu o evento organizado pelo FIBE – Fórum para a Integração Brasil Europa, o juiz expressou a sua esperança de que todo o processo seja conduzido de acordo com a lei, respeitando os princípios do contraditório e da ampla defesa. “Uma nação democrática é aquela que apura dentro de um devido processo legal”, enfatizou.
Noronha também aproveitou a oportunidade para criticar o sistema judiciário brasileiro, que considera “falido”, defendendo a necessidade de reformas que garantam um acesso responsável e eficaz à justiça. “Demorar entre 15 a 16 anos para dar resposta a um processo é uma injustiça”, lamentou, referindo-se à frustração que isso causa tanto para os demandantes como para seus herdeiros.
O juiz do STJ destacou que uma justiça justa deve ser também célere, apontando que um prazo razoável para a tramitação de um processo seria de três anos entre a primeira e a última instância.
Por fim, Noronha comentou sobre o recente envio de um relatório pelo STF à Procuradoria-Geral da República, que acusa Jair Bolsonaro e mais 36 pessoas de conspiração para impedir a posse do actual Presidente, Lula da Silva. O documento resume uma investigação da Polícia Federal que decorreu durante quase dois anos e agora será analisado pelo Ministério Público.
Um incidente trágico ocorreu na última quarta-feira na província de Inhambane, onde três pessoas perderam a vida e outras três ficaram gravemente feridas devido à queda de uma árvore provocada por ventos fortes que assolaram a região.
As autoridades locais confirmaram que as vítimas eram residentes da área, cuja identidade ainda não foi divulgada. Os três feridos, que foram rapidamente transportados para o Hospital Distrital de Jangamo, encontram-se em estado clínico estável e estão a receber os cuidados médicos necessários.
O fenómeno meteorológico que atingiu a província gerou preocupações sobre a segurança da população e a necessidade de medidas preventivas em situações de intempérie. As autoridades de Jangamo estão a avaliar os danos causados e a prestar assistência às famílias afectadas.
Este trágico acidente sublinha a importância de medidas de segurança adequadas em condições climáticas adversas, bem como a necessidade de uma maior conscientização da população sobre os riscos associados a eventos meteorológicos extremos.
As autoridades apelam à população para permanecerem atentas e sigam as orientações de segurança em situações semelhantes.
A Amnistia Internacional (AI) emitiu um contundente relatório acusando a polícia nigeriana de emprego excessivo de força contra manifestantes durante as manifestações nacionais #Endbadgovernance, que decorreram entre 1 e 10 de Agosto.
As acções da polícia resultaram na morte de, pelo menos, 24 pessoas, entre as quais 20 jovens, um idoso e duas crianças.
No documento intitulado “Agosto Sangrento: Repressão Violenta do Governo Nigeriano aos Protestantes #Endbadgovernance”, a AI detalha a brutal repressão direccionada a cidadãos que se manifestavam pacificamente contra a corrupção e as dificuldades económicas que afligem o país.
Segundo a organização, as vítimas foram alvejadas pela polícia com munição real a curta distância, frequentemente na cabeça ou no tronco, o que sugere uma intenção de causar morte.
Além das fatalidades, o relatório menciona graves ferimentos a dois sobreviventes, atingidos no braço e nas pernas, bem como outros manifestantes que sofreram sufocamento devido ao uso indiscriminado de gás lacrimogéneo.
A Amnistia Internacional exige que as autoridades nigerianas responsabilizem a polícia e outras agências de segurança pelo uso de “força letal contra pessoas que não representavam uma ameaça iminente às suas vidas”. Isa Sanusi, directora da AI na Nigéria, declarou: “Pessoas nigerianas testemunharam uma ilegalidade inacreditável, enquanto agentes de segurança disparavam munição real em protestos pacíficos. O número de mortos pode ultrapassar os 24, devido aos esforços desesperados das autoridades para encobrir atrocidades”.
A pesquisa de campo realizada pela Amnistia em diversas localidades, como Kano, Katsina e Jigawa, incluiu a recolha de vídeos, fotografias e depoimentos de testemunhas. Estas afirmaram que os protestos se iniciaram de forma pacífica, mas rapidamente se tornaram violentos após a polícia ter aberto fogo com balas reais e gás lacrimogéneo contra os manifestantes.
Os recentes ataques israelitas na Faixa de Gaza resultaram na morte de mais oito pessoas, elevando o total de vítimas mortais desde o início do conflito, em 7 de Outubro do ano passado, para 44.300.
O número de feridos ultrapassa já as 105 mil pessoas, num cenário de crescente desespero humanitário. O campo de refugiados de Nuseirat foi, mais uma vez, um dos alvos dos bombardeamentos.
Diferente do acordo de cessar-fogo alcançado esta semana entre Israel e o Hezbollah no Líbano, a situação na Faixa de Gaza continua a ser marcada por intensos combates.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou estar “disponível” para interromper o conflito em Gaza “em qualquer altura”. Por seu lado, o Hamas também expressou a sua disposição para um entendimento, mas as exigências de ambas as partes revelam-se incompatíveis.
Em meio a este cenário, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em final de mandato, reiterou o compromisso dos EUA em colaborar com a Turquia, Egito, Qatar e Israel para alcançar um acordo entre as partes “nos próximos dias”. Esta urgência é partilhada pela comunidade internacional, que observa com preocupação a catástrofe humanitária em curso na região.
O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, enfatizou a gravidade da situação, afirmando que “não resta nenhuma sociedade em Gaza, apenas pessoas a tentar sobreviver a mais um dia de bombas. Este massacre tem de acabar”.
A Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) em Nampula está a implementar medidas rigorosas para combater a especulação de preços e a venda de produtos fora do prazo, numa resposta às recentes manifestações violentas que têm afectado o país.
Com o objectivo de assegurar a estabilidade dos preços e a qualidade dos produtos disponíveis no mercado, foram formadas dez equipas compostas por técnicos da Direcção Provincial da Indústria e Comércio, Serviços Provinciais das Actividades Económicas e representantes dos Municípios. Estas equipas estão a realizar monitorizações e supervisões em diversos estabelecimentos comerciais e mercados informais da província.
Silvano Alexandre, Delegado Interino da INAE em Nampula, afirmou que a fiscalização está a centrar-se principalmente nos produtos alimentares básicos, considerados essenciais para a população.
O responsável alertou que serão tomadas medidas administrativas severas contra qualquer comerciante que se aproveite da situação, praticando a especulação de preços ou vendendo produtos que já tenham ultrapassado a data de validade.
Até ao momento, Alexandre reporta que a situação em Nampula está sob controlo, não havendo registos de queixas ou reclamações relativas a práticas especulativas, ou à venda de produtos impróprios para consumo.
A INAE continua atenta e comprometida em garantir a defesa dos direitos dos consumidores, especialmente em tempos de crise.
A Rússia tem intensificado a sua campanha de destruição de infraestruturas energéticas na Ucrânia, com o objectivo de causar o máximo de danos possível antes da chegada do inverno.
Nos últimos dias, uma chuva de mísseis e drones tem atingido diversas regiões do país, resultando em cortes de energia que afectam centenas de milhares de cidadãos.
Nesta sexta-feira, a situação não foi diferente, com a Ucrânia a ser alvo de mais de 130 veículos aéreos não tripulados. Embora a maioria tenha sido neutralizada pelas forças de defesa de Kiev, alguns desses ataques lograram escapar às medidas de protecção.
Os bombardeamentos de sexta-feira não só danificaram as infraestruturas energéticas, mas também causaram estragos em veículos, residências e edifícios habitacionais. O resultado foi a ferida de pelo menos oito pessoas nas cidades de Kiev e na região de Odessa.
Paralelamente, no campo de batalha, as tropas russas têm conseguido avanços significativos, nomeadamente nas imediações da cidade estratégica de Pokrovsk, na região de Donetsk, um ponto logístico crucial para as forças ucranianas. O presidente Volodymyr Zelensky reconheceu as dificuldades enfrentadas pelas suas tropas, reiterando a necessidade de apoio firme por parte dos aliados em resposta aos ataques russos.
A introdução do míssil ‘Oreshnik’, usado pela primeira vez durante um ataque à cidade de Dnipro na madrugada de 21 de Novembro, parece ter revitalizado a determinação de Moscovo.
O presidente Vladimir Putin anunciou que a Rússia poderá voltar a utilizar esta ‘arma secreta’ para atingir instalações de importância militar e centros de decisão, incluindo a capital ucraniana, Kiev. A possibilidade de um novo ataque com este míssil tem gerado apreensão em Kiev e em capitais ocidentais.
Além disso, a iminente possibilidade de um regresso de Donald Trump à Casa Branca suscita preocupações no governo ucraniano. Autoridades de Kiev instam os líderes europeus a desenvolverem um plano sólido para enfrentar a agressão russa antes da potencial reintegração do republicano ao poder. “Muitos dos meus colegas do governo e da sociedade civil receiam o pior cenário, no qual os líderes europeus se limitam a aguardar as propostas de Trump”, afirmou a antiga deputada Olena Sotnyk, actualmente assessora da vice-primeira-ministra para a Integração Europeia e Euro-Atlântica.
Durante a inauguração de uma nova infra-estrutura na província de Gaza, o Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, fez um apelo contundente para o fim da destruição de infraestruturas e da violência que tem marcado o recente contexto político do país.
As suas declarações surgem na sequência de uma escalada de tensões pós-eleitorais, que resultaram em diversas mortes e danos materiais.
“Vamos parar com as destruições, vamos precisar e vamos ter peso na consciência por aquilo que devíamos ter deixado evoluir e não evoluiu”, afirmou Nyusi, referindo-se ao estado crítico em que alguns países se encontram devido à instabilidade. O chefe de Estado sublinhou a necessidade de um espírito pacífico e de reflexão entre os cidadãos, especialmente entre os jovens, que devem concentrar-se no desenvolvimento do país.
Nyusi elogiou a província de Gaza como um exemplo de progresso e destacou a importância de uma abordagem construtiva para ultrapassar a crise. “Como é uma terra fértil, vocês os jovens têm que fazer a vossa parte”, incentivou, realçando que a construção de um futuro melhor depende do esforço colectivo.
As suas palavras assumiram um tom mais grave ao lembrar as vítimas da violência recente, onde, segundo dados da organização não-governamental Plataforma Eleitoral Decide, três pessoas perderam a vida e dez ficaram feridas durante confrontos nos dias 27 e 28 de Setembro. Além disso, cinco indivíduos foram detidos em protestos contra os resultados das eleições.
O clima de tensão aumentou ainda mais após as Forças Armadas de Defesa de Moçambique confirmarem ter atropelado uma jovem manifestante em Maputo, alegando que o veículo estava em missão de protecção de bens económicos.
A violência também se fez sentir em Inhambane, onde um comando policial foi incendiado, e no ataque às sedes do partido Frelimo, na Matola-Rio e em Mangungumete.
As manifestações têm continuado, com o candidato Venâncio Mondlane a instar a população, através das redes sociais, a prolongar os protestos. Contudo, ele fez um apelo à calma, enfatizando que não devem ser destruídas infraestruturas nem bens públicos ou privados. “Não vamos invadir lojas de ninguém. Não vamos destruir bens de privados nem bens públicos”, escreveu na sua conta de Facebook.
A trégua de 60 dias entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, mediada pelos Estados Unidos e pela França, entrou em vigor na passada quarta-feira.
A coordenação entre a resistência e o exército libanês será de elevado nível, conforme assegurou Naim Qassem, líder do Hezbollah, durante um discurso pré-gravado, conforme reportado pela AFP.
Este acordo prevê que os militantes do Hezbollah se retirem para o norte do rio Litani, enquanto as forças israelitas deverão regressar ao seu lado da fronteira. Naim Qassem, que sucedeu recentemente a Hassan Nasrallah, falecido num ataque israelita no final de Setembro, pediu que “ninguém aposte em problemas ou conflitos” com o exército libanês, sublinhando a necessidade de união e estabilidade.
Além disso, Qassem comprometeu-se a reforçar as capacidades defensivas do Líbano e declarou uma “grande vitória” sobre Israel, afirmando que este não conseguiu destruir o Hezbollah nem aniquilar a resistência. “O nosso apoio à Palestina não irá parar e continuará através de diferentes meios”, garantiu o líder do Hezbollah, reafirmando o compromisso do grupo com a causa palestiniana.
Apesar de ter sido significativamente enfraquecido pela ofensiva israelita, que resultou na morte de vários líderes do movimento, o Hezbollah mantém-se como um actor fundamental na política libanesa. Desde o início da guerra na Faixa de Gaza, desencadeada a 7 de Outubro de 2023, pelo ataque sem precedentes do Hamas, o grupo libanês abriu uma frente de “apoio” ao movimento islamista palestiniano.
As autoridades libanesas reportam que, desde Outubro, pelo menos 3.961 pessoas foram mortas, a maioria desde o final de Setembro, enquanto do lado israelita, 82 soldados e 47 civis morreram durante os últimos 13 meses, segundo a informação oficial.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) efectuou, na quinta-feira, a detenção de cinco indivíduos no distrito de Inhassoro, na província de Inhambane.
Os detidos estão indiciados pela invasão e destruição de um posto policial, bem como das residências do chefe da localidade e do secretário do comité da zona do partido Frelimo.
Os acontecimentos tiveram início quando um grupo de manifestantes se envolveu em confrontos com a polícia, resultando em ferimentos graves a um agente que fazia parte da equipa responsável por garantir a segurança na Estrada Nacional Número 1, no povoado de Magungumete. A situação tensa gerou preocupação entre os moradores e autoridades locais, levando à intervenção das forças da ordem.
A chefe do Departamento das Relações Públicas da PRM em Inhambane, Nércia Bata, confirmou a detenção dos suspeitos e a recuperação de uma arma que se encontrava na posse dos manifestantes. “A PRM está a investigar as circunstâncias que levaram a este ato de violência e vandalismo, e não hesitará em agir contra aqueles que perturbam a ordem pública,” declarou Nércia Bata.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) confirmou que a nova fase do fenómeno climático El Niño, já identificado nas províncias de Gaza e Inhambane,...
O presidente da Argentina, Javier Milei, acusou o Brasil e outros países de estarem financiando uma campanha contra a Argentina.
A relação entre os dois...